Em busca do pensamento livre.

Domingo, 25.06.17

 

 

 

Não há profissão em Portugal alvo de semelhante devassa e desconsideração. Os professores estão há mais de uma década nas primeiras páginas. Desta vez, é uma "junta médica que considera apta uma professora com a doença de Alzheimer". Este clima tem um resultado: o descrédito dos professores, por mais positiva que seja a imagem destes profissionais nos inquéritos mais diversos. Se existia uma imperdoável desconsideração por parte dos partidos do antigo arco governativo (os professores eram muitos e o despedimento de 30% ajustou boa parte do desvario financeiro), os cerca de dois anos de geringonça não se traduziram em qualquer mudança significativa. O prolongamento de uma carreira tão exigente está a provocar situações como a descrita, para além de desenhar um futuro em queda com congelamentos eternos e precarizações de décadas. A inquietação aumenta com o discurso intransigente de deputados do PS que, a exemplo dos trágicos governos de Sócrates e Passos Coelho, divide os professores e recupera o tique do antigo arco governativo: alergia à escola pública e aos seus professores.

 

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Quarta-feira, 25.01.17

 

 

 

É a escola do Goldman Sachs. "Oferece 15.000 milhões" por 30.000 milhões de imparidades (registado muito superior ao executável). É o resultado do crédito de neutrões. Ou seja, a bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que "só" destrói os organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média e levou-a à falência com o edificado intacto. Recupera-o na desesperada banca intermédia por metade do preço e espera que o executável suba.

 

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Quinta-feira, 18.08.16

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais também, e há muito, instalados em países europeus, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados e os jogos de sombras que capturaram o orçamento do Estado são algumas das razões que transportaram a manipulação para um auge.

 

Por mais que os mentores confessem erros, não existirá desculpa histórica. O prolongamento da crise de 2008 reforça a responsabilidade e as consequências desastrosas tornam-na inapelável.

 

Recordo as 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Publico as 4 primeiras.

 

"1. A estratégia da manipulação. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

 

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

 

3. A estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

 

4. A estratégia do diferido. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."

 

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Sábado, 13.02.16

 

 

 

O Expresso está sem fotógrafos ou deseja o afogamento do actual Governo. A foto de Costa, na 1ª página, pode ter duas leituras como a história do copo. Como a CS impressa está em crise, vou pela 1ª hipótese em beneficio do Grupo Impresa que consegue mais uma 1ª página de antologia; toda ela.

 

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Sábado, 09.01.16

 

 

 

 

Expresso é "marcelista" e um bom barómetro eleitoral. Fiz uma leitura do primeiro caderno à procura de evidências presidenciais. Existem várias e indicam uma tendência que parece entristecer o semanário.

 

Marcelo desce de tal modo que será muito difícil escapar a uma segunda volta; Sampaio da Nóvoa descolou dos restantes candidatos e até Guterres (um apoiante natural de Maria de Belém) não anunciou essa intenção e espera pela segunda volta para acompanhar o PS no apoio a Sampaio da Nóvoa.

 

Fica a ideia que o Expresso tem estudos recentes sobre resultados anteriores ao debate Nóvoa x Marcelo e a tendência já era essa. Veja-se lá o que pode acontecer com uma candidatura assente num notável profissionalismo associado à coragem cívica e política, e sempre em tom elevado, que vem para "não deixar tudo na mesma" e que escapa "à lógica de clube fechado de políticos com acesso ao poder" tão do agrado do Expresso. Portugal está a ficar realmente "ingovernável" e com outro conceito de arco da governação.

 

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Sábado, 19.12.15

 

 

 

Um político que se quer misturar com futebol deve saber escolher de acordo com a autenticidade do "futebolês": que seja do trio, nem que enfileire no inimigo. O Expresso destaca mais um sinal de precipitação de Marcelo:

 

"“Daqui a semanas sou PR”, arrepiou apoiantes. Mas Marcelo acha “mais provável” ele ganhar “do que o Braga levar a Taça”. Foi com um arrepio que alguns apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa leram a frase do professor na entrevista ao Expresso — “daqui a semanas sou Presidente da República”. O risco de “passar uma imagem de arrogância” deixou um rasto de preocupação nas hostes.""

 

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Sábado, 03.10.15

 

 

 

 

Vasco Vieira de Almeida deu o nome a uma das maiores sociedades de advogados. A revista do Expresso (a primeira página do caderno principal é descaradamente tendenciosa em termos eleitorais) tem uma entrevista interessante. Publico aguns recortes.

 

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Sábado, 18.07.15

 

 

 

 

Passei por duas primeiras páginas e chegou-me. A mediatização do sistema escolar continua no grau zero.

 

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Esta notícia do Público nem li.

 

 

 

 

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A patologia da industria dos exames continua com febres altas, diz o Expresso.

 

 

 



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Sexta-feira, 17.07.15

 

 

 

A pincipal notícia da primeira página do I é o que vê na imagem e o Ionline desenvolve o tema: "Grândola. Professora venceu um concurso com projecto plagiado".

 

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Segunda-feira, 06.07.15

 

 

 

Nem o "Novo Banco" disfarça (a mediatização do oxi grego tem camuflado mais um desastre) o destino dos empréstimos: mais 2 mil milhões para a parte boa do banco num processo semelhante a 80% do capital injectado na Grécia: J. P. Morgan e Goldman Sachs foram os fiéis sorvedouros. Os defensores políticos destes procedimentos desorientaram-se com os gregos e andam a exigir referendos para incluir a Grécia. Imagina-se o desespero dos "bons alunos" e mais ainda dos "além da troika".

 

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 Primeira página do Expresso de 04 de Julho de 2015.



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Sábado, 20.06.15

 

 

 

A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.

 

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Sábado, 30.05.15

 

 

 

Uma reportagem interessante, na revista do Expresso, sobre o sistema escolar finlandês.

 

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Quinta-feira, 07.05.15

 

 

 

 

Há anos a fio que a carreira dos professores é tratada assim. É uma devassa que não ajuda a construir uma sociedade de conhecimento (é uma frase risível, sei disso). Pode ler a notícia aqui.

 

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Terça-feira, 13.01.15

 

 

 

 

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Primeira página do Charlie Hebdo nº 1178

no dia 14 de Janeiro de 2015. 



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Sábado, 22.02.14

 

 

 

 

 

 

Expresso, 21 de Fevereiro de 2014. Primeira página.

 

 

 

A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói apenas (e sublinho o apenas para "parafrasear" Passos Coelho) organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que atrai a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.

 

Quando Passos Coelho diz que o "país está melhor" é porque tem a lição bem estuda pelos Goldman Sachs que o conduzem. Empobreceu as pessoas para além da troika, como fez questão de sublinhar desde o início, mas manteve o edificado e os interesses respectivos intocados. Prepara-se agora para uma  segunda vaga. Pensa esmifrar ainda mais os do costume como evidencia a primeira página do Expresso e deita o olho aos 22 mil milhões dos fundos estruturais que aí vêm para que os seus sigam o seu exemplo (até com avaliação do desempenho). Passos e Relvas fizeram formação de pilotos, e demais pessoal aéreo, para servirem nos inúmeros aeródromos que nasceriam na zona centro do país. Como é possível que um país europeu tenho um primeiro-ministro com este nível?

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 18.01.14

 

 

 

 

E ainda havia quem criticasse o facto de se andar a discutir a co-adopção em tempos de crise profunda.

É também neste temas que se conhecem as pessoas.

 

 

 

 

Da 1ª página do Expresso.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:43 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 02.01.14

 

 

 

 

A edição impressa do Público de hoje é um retrato fiel do estado de Nuno Crato.

 

Começa com uma primeira página elucidativa das trapalhadas misturadas com convicções de "garoto-betinho-da-linha".

 

 

 

 

E termina com uma análise sobre o exercício ministerial que ainda deixa de fora o mais grave (que esteve para além da troika): aumento de alunos por turma, cortes curriculares com base em achamentos preconceituosos sem qualquer base empírica, desprezo pela educação especial, desprezo pela carreira dos professores, incomodidade com os resultados internacionais dos nossos alunos (chega a manipular conclusões) e aprofundamento do pior das políticas anteriores que tanto criticou.

 

 

 

 

O que se detecta no início é quase sempre o que fica como legado; e neste caso é tão trágico como se imaginou. 

 

 

 

 



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Sábado, 02.11.13

 

 

 

 

 

A primeira página do Expresso sublinha vícios antigos.

 

 

 

 

 

 

O CDS continua na senda dos sound bites (Portas é especialista em off e em on) e na jogada habitual de um pé com o PSD e outro com o PS. É uma forma da direita radical, e dos interesses, portuguesa travestir-se de centrista. Desta vez o CDS foi ainda mais descarado se tivermos em conta a grave situação do país e o facto de ter começado o jogo ao fim de poucos meses de Governo. 

 

O chefe da troika reformou-se aos 61, foi contratado de seguida e defende o aumento da idade da reforma. É mais um exemplo de valha-nos sei lá o quê. Temos o fisco português a sortear carros (o casino financeiro vai tomando conta dos espaços todos e parece a obra de deus no MEC), o crack volta a ser a droga da moda (é barata, vicia depressa e acelera o tempo até à morte) e Moçambique regressa às primeiras páginas como um lugar algo inseguro.

 

Saliento a notícia que lerá melhor na imagem seguinte. É também o regresso da malta da bolha imobiliária. Haverá, naturalmente, outros investidores. Será quase certo que virá capital de "lavandaria" e mesmo passadinho a ferro. Não seria má ideia se comprassem as concessões das auto-estradas. Bem sei que depois não ganhariam com os juros da dívida, mas tanta guloseima pode acabar mal. Sei lá. Mas voltando às auto-estradas, compravam aquelas em que o Estado se afundou com a passagem de 20 veículos por hora, mas como só passam 2 os contribuintes pagam os 18 em falta. Se esta malta comprar a coisa a 10 por hora, e se se baixarem portagens e combustível, a economia crescerá e até obterão lucros porque os 10 do contrato serão ultrapassados.

 

 

 

 

 



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Sábado, 19.10.13

 

 

 

 

 

 

Estamos no fundo e a primeira página do Expresso explica as razões para a mais longa recessão desde a segunda guerra mundial.

 

Desde logo, por causa da crise de representação da justiça como um dos pilares inalienáveis da democracia. A lama, muitas vezes justificada e comprovada, sobre esta área fundamental interessa a quem vive para além do direito.

 

Depois temos um sindicalista sem-vergonha na dança das cadeiras que vezes demais quebrou justas lutas pelos valores democráticos.

 

Lá se publicou a entrevista a Sócrates. Carece de contraditório, naturalmente. Mas dá para perceber a sucessão de trapalhadas (no mínimo isso) que envolveram a vida dos partidos do bloco central, aspecto arrepiante que também se desenvolveu e desenvolve nas instâncias europeias. Uma tragédia, sem dúvida, que a Europa ande por estes caminhos, com estes dirigentes e com estas agendas. Não escapamos aos danos colaterais e a função pública já perdeu 20% em 3 anos.

 

O Museu dos Coches é mais uma das inúmeras tragicomédias da nossa gestão pública e privada.

 

Lula da Silva sublinha o que ainda temos que andar em termos de direitos humanos e que a História se encarregará de explicar.

 

A imagem das portas de embarque é do aeroporto de Lisboa. São 25 os sem-abrigo que ali vivem e isso diz tudo.

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 29.09.13

 

 

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, a corrupção e as fortes influências dos mentores, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais instalados em países do eurogrupo, as diversas campanhas eleitorais, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados, os jogos de sombras do bloco central e por aí fora, são alguma das inúmeras razões que transportam a manipulação para um estado de vale tudo.

 

A primeira página do Público de ontem é elucidativa do desnorte que se apoderou do quarto poder.

 

Não me esqueço das 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Recordo as 4 primeiras.

 

 

"1- A estratégia da manipulação.

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

2- Criar problemas e depois oferecer soluções.

Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do diferido.

É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."





publicado por paulo prudêncio às 12:48 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
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