Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 25.01.17

 

 

 

É a escola do Goldman Sachs. "Oferece 15.000 milhões" por 30.000 milhões de imparidades (registado muito superior ao executável). É o resultado do crédito de neutrões. Ou seja, a bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que "só" destrói os organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média e levou-a à falência com o edificado intacto. Recupera-o na desesperada banca intermédia por metade do preço e espera que o executável suba.

 

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Quinta-feira, 18.08.16

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais também, e há muito, instalados em países europeus, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados e os jogos de sombras que capturaram o orçamento do Estado são algumas das razões que transportaram a manipulação para um auge.

 

Por mais que os mentores confessem erros, não existirá desculpa histórica. O prolongamento da crise de 2008 reforça a responsabilidade e as consequências desastrosas tornam-na inapelável.

 

Recordo as 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Publico as 4 primeiras.

 

"1. A estratégia da manipulação. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

 

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

 

3. A estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

 

4. A estratégia do diferido. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."

 

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Sábado, 13.02.16

 

 

 

O Expresso está sem fotógrafos ou deseja o afogamento do actual Governo. A foto de Costa, na 1ª página, pode ter duas leituras como a história do copo. Como a CS impressa está em crise, vou pela 1ª hipótese em beneficio do Grupo Impresa que consegue mais uma 1ª página de antologia; toda ela.

 

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Sábado, 09.01.16

 

 

 

 

Expresso é "marcelista" e um bom barómetro eleitoral. Fiz uma leitura do primeiro caderno à procura de evidências presidenciais. Existem várias e indicam uma tendência que parece entristecer o semanário.

 

Marcelo desce de tal modo que será muito difícil escapar a uma segunda volta; Sampaio da Nóvoa descolou dos restantes candidatos e até Guterres (um apoiante natural de Maria de Belém) não anunciou essa intenção e espera pela segunda volta para acompanhar o PS no apoio a Sampaio da Nóvoa.

 

Fica a ideia que o Expresso tem estudos recentes sobre resultados anteriores ao debate Nóvoa x Marcelo e a tendência já era essa. Veja-se lá o que pode acontecer com uma candidatura assente num notável profissionalismo associado à coragem cívica e política, e sempre em tom elevado, que vem para "não deixar tudo na mesma" e que escapa "à lógica de clube fechado de políticos com acesso ao poder" tão do agrado do Expresso. Portugal está a ficar realmente "ingovernável" e com outro conceito de arco da governação.

 

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Sábado, 19.12.15

 

 

 

Um político que se quer misturar com futebol deve saber escolher de acordo com a autenticidade do "futebolês": que seja do trio, nem que enfileire no inimigo. O Expresso destaca mais um sinal de precipitação de Marcelo:

 

"“Daqui a semanas sou PR”, arrepiou apoiantes. Mas Marcelo acha “mais provável” ele ganhar “do que o Braga levar a Taça”. Foi com um arrepio que alguns apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa leram a frase do professor na entrevista ao Expresso — “daqui a semanas sou Presidente da República”. O risco de “passar uma imagem de arrogância” deixou um rasto de preocupação nas hostes.""

 

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Sábado, 03.10.15

 

 

 

 

Vasco Vieira de Almeida deu o nome a uma das maiores sociedades de advogados. A revista do Expresso (a primeira página do caderno principal é descaradamente tendenciosa em termos eleitorais) tem uma entrevista interessante. Publico aguns recortes.

 

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Sábado, 18.07.15

 

 

 

 

Passei por duas primeiras páginas e chegou-me. A mediatização do sistema escolar continua no grau zero.

 

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Esta notícia do Público nem li.

 

 

 

 

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A patologia da industria dos exames continua com febres altas, diz o Expresso.

 

 

 



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Sexta-feira, 17.07.15

 

 

 

A pincipal notícia da primeira página do I é o que vê na imagem e o Ionline desenvolve o tema: "Grândola. Professora venceu um concurso com projecto plagiado".

 

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Segunda-feira, 06.07.15

 

 

 

Nem o "Novo Banco" disfarça (a mediatização do oxi grego tem camuflado mais um desastre) o destino dos empréstimos: mais 2 mil milhões para a parte boa do banco num processo semelhante a 80% do capital injectado na Grécia: J. P. Morgan e Goldman Sachs foram os fiéis sorvedouros. Os defensores políticos destes procedimentos desorientaram-se com os gregos e andam a exigir referendos para incluir a Grécia. Imagina-se o desespero dos "bons alunos" e mais ainda dos "além da troika".

 

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 Primeira página do Expresso de 04 de Julho de 2015.



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Sábado, 20.06.15

 

 

 

A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.

 

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Sábado, 30.05.15

 

 

 

Uma reportagem interessante, na revista do Expresso, sobre o sistema escolar finlandês.

 

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Quinta-feira, 07.05.15

 

 

 

 

Há anos a fio que a carreira dos professores é tratada assim. É uma devassa que não ajuda a construir uma sociedade de conhecimento (é uma frase risível, sei disso). Pode ler a notícia aqui.

 

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Terça-feira, 13.01.15

 

 

 

 

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Primeira página do Charlie Hebdo nº 1178

no dia 14 de Janeiro de 2015. 



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Sábado, 22.02.14

 

 

 

 

 

 

Expresso, 21 de Fevereiro de 2014. Primeira página.

 

 

 

A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói apenas (e sublinho o apenas para "parafrasear" Passos Coelho) organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que atrai a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.

 

Quando Passos Coelho diz que o "país está melhor" é porque tem a lição bem estuda pelos Goldman Sachs que o conduzem. Empobreceu as pessoas para além da troika, como fez questão de sublinhar desde o início, mas manteve o edificado e os interesses respectivos intocados. Prepara-se agora para uma  segunda vaga. Pensa esmifrar ainda mais os do costume como evidencia a primeira página do Expresso e deita o olho aos 22 mil milhões dos fundos estruturais que aí vêm para que os seus sigam o seu exemplo (até com avaliação do desempenho). Passos e Relvas fizeram formação de pilotos, e demais pessoal aéreo, para servirem nos inúmeros aeródromos que nasceriam na zona centro do país. Como é possível que um país europeu tenho um primeiro-ministro com este nível?

 

 



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Sábado, 18.01.14

 

 

 

 

E ainda havia quem criticasse o facto de se andar a discutir a co-adopção em tempos de crise profunda.

É também neste temas que se conhecem as pessoas.

 

 

 

 

Da 1ª página do Expresso.

 

 

 



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Quinta-feira, 02.01.14

 

 

 

 

A edição impressa do Público de hoje é um retrato fiel do estado de Nuno Crato.

 

Começa com uma primeira página elucidativa das trapalhadas misturadas com convicções de "garoto-betinho-da-linha".

 

 

 

 

E termina com uma análise sobre o exercício ministerial que ainda deixa de fora o mais grave (que esteve para além da troika): aumento de alunos por turma, cortes curriculares com base em achamentos preconceituosos sem qualquer base empírica, desprezo pela educação especial, desprezo pela carreira dos professores, incomodidade com os resultados internacionais dos nossos alunos (chega a manipular conclusões) e aprofundamento do pior das políticas anteriores que tanto criticou.

 

 

 

 

O que se detecta no início é quase sempre o que fica como legado; e neste caso é tão trágico como se imaginou. 

 

 

 

 



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Sábado, 02.11.13

 

 

 

 

 

A primeira página do Expresso sublinha vícios antigos.

 

 

 

 

 

 

O CDS continua na senda dos sound bites (Portas é especialista em off e em on) e na jogada habitual de um pé com o PSD e outro com o PS. É uma forma da direita radical, e dos interesses, portuguesa travestir-se de centrista. Desta vez o CDS foi ainda mais descarado se tivermos em conta a grave situação do país e o facto de ter começado o jogo ao fim de poucos meses de Governo. 

 

O chefe da troika reformou-se aos 61, foi contratado de seguida e defende o aumento da idade da reforma. É mais um exemplo de valha-nos sei lá o quê. Temos o fisco português a sortear carros (o casino financeiro vai tomando conta dos espaços todos e parece a obra de deus no MEC), o crack volta a ser a droga da moda (é barata, vicia depressa e acelera o tempo até à morte) e Moçambique regressa às primeiras páginas como um lugar algo inseguro.

 

Saliento a notícia que lerá melhor na imagem seguinte. É também o regresso da malta da bolha imobiliária. Haverá, naturalmente, outros investidores. Será quase certo que virá capital de "lavandaria" e mesmo passadinho a ferro. Não seria má ideia se comprassem as concessões das auto-estradas. Bem sei que depois não ganhariam com os juros da dívida, mas tanta guloseima pode acabar mal. Sei lá. Mas voltando às auto-estradas, compravam aquelas em que o Estado se afundou com a passagem de 20 veículos por hora, mas como só passam 2 os contribuintes pagam os 18 em falta. Se esta malta comprar a coisa a 10 por hora, e se se baixarem portagens e combustível, a economia crescerá e até obterão lucros porque os 10 do contrato serão ultrapassados.

 

 

 

 

 



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Sábado, 19.10.13

 

 

 

 

 

 

Estamos no fundo e a primeira página do Expresso explica as razões para a mais longa recessão desde a segunda guerra mundial.

 

Desde logo, por causa da crise de representação da justiça como um dos pilares inalienáveis da democracia. A lama, muitas vezes justificada e comprovada, sobre esta área fundamental interessa a quem vive para além do direito.

 

Depois temos um sindicalista sem-vergonha na dança das cadeiras que vezes demais quebrou justas lutas pelos valores democráticos.

 

Lá se publicou a entrevista a Sócrates. Carece de contraditório, naturalmente. Mas dá para perceber a sucessão de trapalhadas (no mínimo isso) que envolveram a vida dos partidos do bloco central, aspecto arrepiante que também se desenvolveu e desenvolve nas instâncias europeias. Uma tragédia, sem dúvida, que a Europa ande por estes caminhos, com estes dirigentes e com estas agendas. Não escapamos aos danos colaterais e a função pública já perdeu 20% em 3 anos.

 

O Museu dos Coches é mais uma das inúmeras tragicomédias da nossa gestão pública e privada.

 

Lula da Silva sublinha o que ainda temos que andar em termos de direitos humanos e que a História se encarregará de explicar.

 

A imagem das portas de embarque é do aeroporto de Lisboa. São 25 os sem-abrigo que ali vivem e isso diz tudo.

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 29.09.13

 

 

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, a corrupção e as fortes influências dos mentores, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais instalados em países do eurogrupo, as diversas campanhas eleitorais, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados, os jogos de sombras do bloco central e por aí fora, são alguma das inúmeras razões que transportam a manipulação para um estado de vale tudo.

 

A primeira página do Público de ontem é elucidativa do desnorte que se apoderou do quarto poder.

 

Não me esqueço das 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Recordo as 4 primeiras.

 

 

"1- A estratégia da manipulação.

O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

2- Criar problemas e depois oferecer soluções.

Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A estratégia da gradação.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A estratégia do diferido.

É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."





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Terça-feira, 06.08.13

 

 

 

A primeira década do milénio foi arrasadora para a cultura organizacional das escolas. A partir de 2005 o fenómeno tornou-se alucinante. Algumas escolas resistiram, ou tentaram, à avalanche. As mais destemidas foram objecto do pior que tem a nossa sociedade e já são muito poucos os que não se convenceram que os desmandos e os abusos de poder dão sempre maus resultados. A segunda década acentuou a exaustão. Os últimos dois anos pareceram destinados a arrasar o que restava.

 

Escolas exaustas é uma expressão usada por Joaquim Azevedo (2011:119) em "Liberdade e Política Pública de Educação" e em que diz o seguinte:"(...)Mais uma coisa se impõe registar ao fim de quarenta anos de mudanças contínuas e de uma instabilidade permanente, as escolas estão exaustas. A sua inteligência organizacional, que constitui, para cada escola, em cada contexto social concreto, o seu mais precioso capital, é desbaratada sob o efeito de três importantes factores, entre outros:(...)as equipas ministeriais mudam frequentemente as normas, os órgãos, os "programas especiais(...); em consequência deste efeito as escolas não têm tempo para parar, tempo para as tais práticas profissionais e reflexivas (sobre cuja importância falam tantos autores!)(...) tempo para o desenvolvimento de uma cultura profissional e para a celebração de um "espírito de corpo".(...)".



E como se não bastasse o relatado, as primeiras páginas dos jornais continuam a escolher os professores como sei lá o quê. Sobre a prova de acesso à profissão, não seria razoável avaliar primeiro quem formou milhares de professores profissionalizados para o desemprego?







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Sábado, 03.08.13

 

 

 

 

 

 

A saga recente dos possíveis acordos entre os partidos do desgraçado arco governativo terá nuances que estão por esclarecer. Os famigerados cortes a eito de 4 mil e 700 milhões de euros poderão ter ficado por um consenso de 2 mil milhões. Não se tratou de um desacordo de caminhos, mas apenas de um grau de intensidade que traduz a ausência de alternativas à feroz desconsideração da administração pública e à incapacidade para combater o ultraliberalismo de contornos corruptos.

 

A constituição, como se pode perceber da imagem da primeira página do Expresso, é o único travão ao despautério que nos afundou e que se tenta "salvar" na enésima "reforma" do Estado.

 

A passagem pelo parlamento é apenas o contínuo jogo dos "interesses" e das tácticas internas nos referidos partidos políticos.

 

 

 

Ainda no Expresso, mas também no Público, pode observar-se o desenvolvimento do não-acordo entre os partidos governativos como se conclui das imagens seguintes.

 

 

 

 

Pacheco Pereira, neste texto que intitulou como "O desastre do PS" (um PS que não se afirma como alternativa ao caminho seguido há anos a fio), tem uma frase lapidar sobre o referido não-acordo.

 

 



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Sábado, 15.06.13

 

 

 

 

 

O que a edição do Expresso evidencia é que a defesa da escola pública continua a ter raros apoios no arco governativo e nos seus satélites e que as causas dos professores, a tal classe profissional com mais formação no país, parecem assustar os verdadeiros corporativos (grupo minoritário que impede que outros acedam à profissão e que vai alargando a sua rede de privilégios) na definição original de Adam Smith.

 

E depois há uns cronistas com anos a fio de discurso anti-professor. Deve haver por ali um qualquer trauma; só pode ser. Até escolhi apenas o que mais lhe pode interessar, já que o resto da crónica é assim um bocado risível.

 

 

 

 



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Sexta-feira, 29.03.13

 

 

 

 

 

Estive uns dias fora da rede e não acompanhei a introdução mediática ao regresso de J. Sócrates ao panorama televisivo onde parece que até existiu um histerismo peticionário.

 

Sejamos memoristas: J. Sócrates iniciou as tarefas de chefe governativo em 2005 com um prolongadíssimo estado de graça de quase três anos, recebeu aplausos de toda a direita - ultraliberais incluídos - e foi apenas contestado por uns professorzecos odiados pela nação que publica. Foi, em 2008, abalado por um tsunami financeiro à escala mundial e saiu em estado de desgraça para onde arrastou a esquerda portuguesa. Foi J. Sócrates, um verdadeiro eucalipto político, quem entregou o poder à trágica direita e mais ninguém; e o acomodado partido socialista partilha as responsabilidades, obviamente.

 

Vi a entrevista e não encontrei qualquer novidade. O ténis de mesa com Cavaco Silva é do nível que os dois coléricos personagens nos habituaram. Um mais palavroso - confundiram o género com determinação e deu no que deu - e o outro mais tacticista e tortuoso - confundiram o género com cerebral e deu no que deu -. Desgraçado do país que tem personagens deste calibre a governar, pior ainda se em simultâneo.


Gostei desta análise da entrevista feita pelo Vasco Tomás.

 

Passei os olhos por uma série de reacções e vi elogios à esquerda, até da que se situa para lá do PS. Sinceramente, só se prova o que já sabíamos: a bancarrota não é apenas obra dos tais 1% (os criminosos especuladores financeiros).

 

A primeira página do Expresso é, convenhamos, já do domínio do delírio.

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 17.03.13

 

 

 

 

Reparei que os pais estavam com alguma dificuldade em explicar aos dois miúdos, filhos provavelmente e com os seus doze anos, a primeira página do Correio da Manhã de ontem. Pareceram-me pessoas sensatas e a narrativa manteve a compostura. Mas tem sido assim nos últimos oito anos: não há semana, para não dizer dia, em que os professores portugueses não sejam desconsiderados por governantes ou fazedores de opinião e os órgãos de comunicação social perceberam que ampliar a desgraça dá audiências e boas vendas.

 

Há estudos de opinião que indicam que os portugueses têm em boa consideração os professores e depois há a eterna asserção que diz que são as pessoas que fazem as profissões e não o contrário. Mas sejamos objectivos: com o clima de desesperança e de pobreza que se instalou e com uma sociedade sempre a beliscar a profissionalidade dos professores, só se podem esperar maus resultados. Os alunos vão intuindo a coisa e nem a ingenuidade e a inocência próprias da idade fazem milagres.

 

Leia-se alguma coisa do tal exemplo finlandês.


Ao que julgo saber, o Correio da Manhã é o único diário lucrativo (fora os desportivos) e ao Sábado deve chegar a muitas mentes.

 

 

 



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Sábado, 16.03.13

 

 

 

 

 

O programa que quem manda na Europa impôs a Portugal foi um fracasso absoluto. Nem com um "bom aluno" mais do que entusiasmado a coisa teve qualquer resultado positivo; bem pelo contrário. A impossibilidade de desvalorização da moeda é um ligeiro álibi técnico e a crise europeia, e os efeitos da globalização e do comércio mundial, explica parte da desgraça. Mas a soberba inicial do Governo (que se apressou a dizer que não éramos a Grécia num gesto de falta de solidariedade inclassificável) impede a utilização desses argumentos e a realidade preenche a tragédia.


Resta a demissão do executivo e a nomeação doutro primeiro-ministro ou a marcação de eleições. Um próximo Governo terá a tarefa há muito enunciada: o perdão da dívida. A Europa e o mundo financeiro não se podem desresponsabilizar da situação portuguesa ou então parece preferível seguir os que defendem a saída do euro com um qualquer recomeço que permita uma solidariedade mínima.

 






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Sábado, 09.03.13

 

 

 

 

A escolha de Durão Barroso para presidir à comissão europeia é uma história por contar. O que se percebia era a sua desastrosa acção como primeiro-ministro e por isso a sensação de fuga foi o critério inicial.

 

Por mais que Durão Barroso e Cavaco Silva se justifiquem ou tentem simular um qualquer equilíbrio de poderes, a pré-bancarrota está-lhes na pele (mesmo no tempo da cooperação estratégica com Sócrates, pá) e não desdenham do fanatismo ideológico vigente; deve ter sido do género: experimente-se.







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Sábado, 02.02.13

 

 

 

Um sindicalismo não orientado para a profissionalidade descredibiliza-se e é negativo para a democracia. O jogo da concertação tem de ser sério. Um sindicalista pode renunciar a um mandato para exercer outra actividade, mesmo que de gestão política num Governo. Pode fazer isso, mas não deve. Um período de nojo era o mínimo que se exigia.

 

O caso português é lamacento. Passos Coelho fez questão de escolher um sindicalista da UGT para a pasta do emprego com a justificação da concertação social. E às tantas ainda acumula. Isto deveria chocar a opinião pública e publicada. Já todos percebemos a "assessoria" que a FNE faz ao MEC. A Fenprof remete-se ao silêncio uma vez que os seus dirigentes ocuparam cargos a eito nos Governos de José Sócrates e com desempenhos de muito má memória. 

 

E depois ainda há quem se espante com a crise dos sindicatos e com o descontrole social que pode irromper a qualquer momento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 26.01.13

 

 

 

 

Pode ser que derrotem de vez a trágica herança socratista. Já o deviam ter feito, se é que têm mesmo outras políticas e convicções. Até António Costa parece demarcar-se das políticas de um Governo que "abandonou" cedo.

 

Talvez o CDS venha a desempenhar um papel decisivo no equilíbrio de forças do arco do poder e num qualquer curto prazo. A vigência do "acreditar" da actual maioria pode esfumar-se rapidamente.

 

Continuo sem perceber o que o actual PS pensa de diferente no sistema escolar. Ainda recentemente, e no caso relatório FMI, ouvi contestações fundamentadas e interessantes. Mas quando se tratar de construir, ainda não percebi o que se proporá de diferente da tragédia Lurdes Rodrigues. Ainda há dias comecei a ver um vídeo do parlamento com uma intervenção sobre o sistema escolar que mais parecia de 2008. Dizia-me recentemente um conhecedor militante socialista: "o aparelho ainda tem um pé no socratismo".

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 12.01.13

 

 

 

 

 

 

 

 

O "expresso da meia-noite" da SICN, ontem à noite, teve quatro comentadores dominados pela cartilha da revolução ideológica em curso. Apenas um tergiversou e mesmo assim timidamente. O sistema escolar é escolhido, no lugar cimeiro, para os cortes.

Há uma terraplenagem indecente sobre os 10000 professores despedidos no último verão. O maior despedimento colectivo da História foi eliminado destas mentes que até dizem discordar dos indicadores do relatório-FMI por desactualização e falta de rigor. Vá lá perceber-se tamanha incoerência.

Dá ideia que já conheciam a primeira página do semanário que organiza o programa.

 

 

Os professores têm motivos para recuperarem um desenho de 2008.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 03.01.13

 

 

 

 

A primeira página do site do Público tinha, pelo menos até ontem à noite, as interrogações que a imagem transporta. A primeira pergunta seria menos tortuosa escrita assim: será o nosso sistema de ensino demasiado feminino?


Há, claramente, uma diferença na maturação biológica durante a puberdade que parece influenciar o desempenho escolar nos segundo e terceiro ciclos e no ensino secundário e que se reflecte na entrada na universidade. As raparigas são, em regra, mais escolares. Não me parece que isso se resolva com escolas "separadas" por sexo. Contudo, também me parece que se deve estar atento às desvantagens de uns e de outros.



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 22.12.12

 

 

 

É mais uma cratera de 3 mil milhões de euros no BPN que é conhecida no mesmo dia que em se anuncia que o Governo prepara mais uma redução salarial na função pública e um dia depois da troika suspeitar que afinal os 4 mil milhões de euros da refundação são insuficientes.

 

A austeridade só terminará quando as classes média e baixa taparem de vez as crateras do modelo BPN e o "sector educativo" continuará "o escolhido".

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 24.11.12

 

 

 

A banca andou anos a fio em ambiente de "festa brava" e o país entrou em bancarrota. É esta a verdade cruel dos números. 

 

Depois da sucessão de relatórios e de execuções orçamentais, e com todo o respeito por quem está no desemprego, recebe pensões de miséria ou passa fome, já ninguém duvida de que os professores foram os escolhidos. Não apenas por serem muitos, mas por razões ideológicas e porque os fortes interesses instalados assim o exigem. Mesmo na máquina do Estado. Ainda há uma semana escrevi assim:


"Nas autarquias não se toca porque boys e caciques fazem sempre falta, nos militares também não porque há golpe de estado, nas fundações e observatórios é a ladainha do costume, na saúde assobiam para o lado à primeira greve, nas empresas públicas ou municipais (estas são incontáveis, valha-nos sei lá o quê) há muito emprego de aparelho e ficaria aqui o dia todo."


Notícias do género"Menos 14% de despesa com pessoal à custa dos professores", inundam a imprensa mais livre.

 

A primeira página do Expresso tem duas notícias que explicam o que escrevi no primeiro parágrafo. A banca consome o dinheiro dos contribuintes, os professores são os principais atingidos e Nuno Crato não tem uma palavra em defesa da escola pública que tanto nos custou a construir.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:18 | link do post | comentar | ver comentários (27) | partilhar

Sábado, 17.11.12

 

 

 

 

 

Se há algo que não dignificou (sem surpresa, claro) o presidente da República e o primeiro-ministro foi o elogio de quem não fez greve. Tenho quase a certeza que Merkel não o faria e nem sei se não ficou perplexa com o servilismo que encontrou ou com a epifania que pretende montar o ensino dual de forma instantânea.

 

Ainda neste milénio, a Alemanha assistiu a greves de 15 dias consecutivos em alguns lands, com adesão total e em período de grave crise financeira (foi o primeiro país a ultrapassar os proibidos 3%), e o regime democrático que nasceu do pós-guerra assenta num sindicalismo forte (não existem centrais sindicais coloridas nem sindicatos de vão de escada) comprometido com os objectivos da organização, com presença nos conselhos superiores das empresas e num regime de co-gestão com patrões que não são accionistas. Não é por acaso que a gestão alemã consegue uma alta produtividade dos trabalhadores portugueses.

 

E podia ficar por aqui o dia todo a pesquisar e a tropeçar em inúmeras greves: a sério e muito respeitadas no país.

 

Em Portugal não é assim e a nossa fraca consciência cívica é aplaudida pelos mais altos dignitários da nação (Cavaco e Coelho nunca fizeram greve, aposto) que confundem seguidismo e amorfismo com descomplexidade competitiva. 

 

Não admira que a primeira página do Expresso nos dê conta de uma das causas para o estado em que estamos. Até arrepia.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Sexta-feira, 16.11.12

 

 

 

 

 

Não quero ser injusto com outros grupos profissionais, mas é impossível escapar à realidade: os professores foram os escolhidos e em exclusividade.

 

Nas autarquias não se toca porque boys e caciques fazem sempre falta, nos militares também não porque há golpe de estado, nas fundações e observatórios é a ladainha do costume, na saúde assobiam para o lado à primeira greve, nas empresas públicas ou municipais (estas são incontáveis, valha-nos sei lá o quê) há muito emprego de aparelho e ficaria aqui o dia todo.

 

Os professores e as escolas são a projecção do ciúme social da nação e de Sócrates a Passos, passando por Gaspar, Portas, Santos, Rodrigues, Relvas, Alçada e Crato, o jogo é fácil de fazer. O que ainda custa mais é ver professores a fazerem esse jogo porque desta vez são os da sua cor que dão as cartas do mesmo baralho. Já ontem tinha referido a eliminação de professores que o Público chama hoje à primeira página.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:11 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 27.10.12

 

 

 

 

 

 

O principal semanário do país não escapa à crise geral que nos atingiu e há semanas que as primeiras páginas são tragicomédia. Entre estes temas e as supostas candidaturas à câmara de Sintra existem muitas semelhanças.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:02 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 20.10.12

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Sexta-feira, 07.09.12

 

 

 

 

 

A entrevista de Nuno Crato ao Semanário Sol de hoje, uma parte está online e o Público trata-a aqui, não tem grandes novidades a não ser a atitude do género sou-uma-estrela-orçamental-intocável-e-não-receio-nada que caracterizava a tristemente célebre Maria de L. Rodrigues.

 

Sabe-se que existem graves problemas de natalidade e alterações nos fluxos migratórios que se vão reflectir durante esta década no pré-escolar e no primeiro ciclo. Nos ciclos seguintes temos a batalha do abandono escolar precoce para vencer e o ensino secundário, e considerando as diversas vias existentes ou a estabelecer, deverá continuar a crescer em número de alunos. Portanto, se temos professores a mais deve-se em primeiro lugar aos cortes brutais promovidos por Nuno Crato, à sua incapacidade em modernizar a traquitana do MEC e à acção multi-funções dos professores que dão corpo à escola transbordante. Começa a dar ideia que o ministro se sente já um advogado do que prometeu implodir.

 

Quando confrontado com o despedimento colectivo recente e que é inédito na História de Portugal, o ministro defende-se com "(...)O Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem mais de 50% do total de funcionários da administração central. É um Ministério gigantesco e tudo o que se faça nele significa números muito grandes.(...)". Não é a primeira vez que usa esta argumentação. Há tempos eram 46.7%. E então? O que é que isto significa? Se fossem 51% ou 48% já estava bem? Fica a ideia que o ministro tenta assustar as pessoas e que já entrou-na-pegada-de-rodrigues. É muito mau sinal.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 27.07.12

 

 

 

 

 

 

A "Gazeta das Caldas", na edição desta semana, volta a noticiar as acções do movimento "Em defesa da escola pública". A notícia é desenvolvida nas páginas 8 e 9 e a primeira página diz assim:

 



publicado por paulo prudêncio às 18:46 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.07.12

 

 

 

 

 

Passos Coelho disse inverdades em campanha eleitoral e só o fez para conseguir votos. Não adianta justificar-se com a ausência de bola de cristal. Disse que nunca cortaria os subsídios aos funcionários públicos. Classificou como Kafkiano e de uma injustiça brutal o modelo de avaliação de professores e que o suspenderia de imediato. Não o fez e, como sabemos, em Setembro o desmiolo regressa numa versão que passa de 100% injusta para 95%.

 

A primeira página do expresso afirma a rejeição de mais austeridade por parte do primeiro-ministro.

 

Passos Coelho afirmou que aplicaria o programa ideológico em curso mesmo sem a troika e que iria para além disso. Não pode agora apagar as intenções. Milhões de pessoas estão a sofrer com isso.

 

Depois da tragédia "socratista", Passos Coelho convenceu-se que a terra já estava suficientemente queimada e que faria história ao aplicar políticas neoliberais nunca experimentadas em Portugal, mas de falhanço rotundo onde quer que tenham sido experimentadas. Criaria um "país novo". Uma "Singapura" na ponta da velha Europa.

 

É grave que um ano depois estejamos nesta situação, não é difícil concluir que o Governo perdeu espaço e que a situação agravar-se-á.

 

Conhecemos demasiado bem a continuação de políticas de marcha forçada em direcção aos "amanhãs que cantam" e que, mesmo pesando bem e com as devidas distâncias para que não se gerem confusões interpretativas, tiveram configurações denominadas de "raça" ou "espaço vital". Esse "peso político", quase irrefutável, criou amibas gigantes incapazes de reagir e com destinos tão certos como a carne para canhão ou o forno crematório. As "boas intenções" levadas a eito podem ter resultados desastrosos e imprevisíveis.

 

Pode ler aqui uma espécie de adenda a este post.



publicado por paulo prudêncio às 11:13 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 12.05.12

 

 

 

Sucedem-se os governos de "rapazolas" e já nem os banqueiros acham piada a determinadas coisas? A propósito de outro assunto: se a mais elementar sensatez obriga à colocação no lugar do outro, seria boa ideia começarmos a pensar que quem afirma que o desemprego é uma oportunidade está em boa posição para o testar.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:34 | link do post | comentar | partilhar


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