Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 08.12.17

 

 

 

 

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Expresso, 1ª página, 08 de Dezembro de 2017

 

 



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Domingo, 26.11.17

 

 

 

"Assim vai o mundo", era o título do documentário que antecedia os filmes, nas salas de cinema, quando era miúdo. Ficávamos a conhecer os temas principais do mundo noticioso. Entrei há pouco no Público on-line e não resisti a captar a página inicial; tem uma espécie de documentário com um panorama do mundo em cinco tópicos cimeiros: OE2018, Seca, Black Friday, Zimbabwe e, claro, Professores.

 

 

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Sábado, 25.11.17

 

 

 

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O cronista é conhecido pela oportunidade de "pogrom". Fá-lo com fúria especial se pressentir o vocábulo professor. Não lhe interessa o estudo comparado ou o conhecimento dos detalhes; nesta fase, nem sequer se os professores eram os excluídos da viagem no tempo dos descongelamentos (como se previu na reabertura, logo em Setembro, da época oficial da caça ao professor). Nada. Criou de imediato a alternativa sem o ónus da prova. Certa vez (2011), o "pogrom-professor" incluiu a verdade alternativa do pagamento de 25 euros por prova na correcção de exames (pagamento eliminado; foi de 5 euros até 2009). Foi depromovido? Não. Continuou alternativo. Ontem, a primeira página do Expresso incluía a cassete dos comunistas-e-sindicatos.

Nota: Maria e José iniciaram o "pogrom-professor". Um Prior do Crato, de cabeça para baixo, prosseguiu-o. Um homem Cristo e um Deus ultraliberal (tem, também para não variar, muitos contratos com o nosso Estado e, quiçá, com estados mais musculados) aquecem o espaço, com o segundo a castigar os "miseráveis professores". O cardápio fanático tem mais figuras (inúmeras, porque uma turba requer quantidade), desde um Júdice com "os professores, essa raça diferente do resto da humanidade", passando pelo "cancro da democracia" de um Beato das Neves, até este "pogromista-militante". Dá ideia que estudaram pela cartilha comunicacional: "lança a polémica em modo verdade alternativa, que isso te dará audiência meu filho"; ou então, sabe-se lá, estão conectados.



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Segunda-feira, 28.08.17

 

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais instalados, e há muito, em países europeus, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados e os jogos de sombras que capturaram o orçamento do Estado, são algumas das razões que transportaram a manipulação para o auge.

 

Por mais que os mentores confessem erros, não existirá desculpa histórica. O prolongamento da crise de 2008 reforça a responsabilidade e as consequências tornam-na inapelável.

 

Recordo as 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Publico as 4 primeiras.

 

"1. A estratégia da manipulação. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3. A estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4. A estratégia do diferido. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."

 

2ª edição

 

 

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Domingo, 25.06.17

 

 

 

Não há profissão em Portugal alvo de semelhante devassa e desconsideração. Os professores estão há mais de uma década nas primeiras páginas. Desta vez, é uma "junta médica que considera apta uma professora com a doença de Alzheimer". Este clima tem um resultado: o descrédito dos professores, por mais positiva que seja a imagem destes profissionais nos inquéritos mais diversos. Se existia uma imperdoável desconsideração por parte dos partidos do antigo arco governativo (os professores eram muitos e o despedimento de 30% ajustou boa parte do desvario financeiro), os cerca de dois anos de geringonça não se traduziram em qualquer mudança significativa. O prolongamento de uma carreira tão exigente está a provocar situações como a descrita, para além de desenhar um futuro em queda com congelamentos eternos e precarizações de décadas. A inquietação aumenta com o discurso intransigente de deputados do PS que, a exemplo dos trágicos governos de Sócrates e Passos Coelho, divide os professores e recupera o tique do antigo arco governativo: alergia à escola pública e aos seus professores.

 

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Quarta-feira, 25.01.17

 

 

 

É a escola do Goldman Sachs. "Oferece 15.000 milhões" por 30.000 milhões de imparidades (registado muito superior ao executável). É o resultado do crédito de neutrões. Ou seja, a bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que "só" destrói os organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média e levou-a à falência com o edificado intacto. Recupera-o na desesperada banca intermédia por metade do preço e espera que o executável suba.

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:39 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 18.08.16

 

 

 

A troika e as avaliações, os fanatismos ideológicos, o casino financeiro, os offshores, os paraísos fiscais também, e há muito, instalados em países europeus, o experimentalismo a que sujeitaram Portugal, a febre dos mercados e os jogos de sombras que capturaram o orçamento do Estado são algumas das razões que transportaram a manipulação para um auge.

 

Por mais que os mentores confessem erros, não existirá desculpa histórica. O prolongamento da crise de 2008 reforça a responsabilidade e as consequências desastrosas tornam-na inapelável.

 

Recordo as 10 estratégias de manipulação enunciadas por Noam Chomsky. Publico as 4 primeiras.

 

"1. A estratégia da manipulação. O elemento primordial do controlo social é a estratégia da distracção que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e económicas, mediante a técnica do dilúvio ou a inundação de contínuas distracções e de informações insignificantes. A estratégia da distracção é igualmente indispensável para impedir que o público manifeste interesse pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar".

 

2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise económica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

 

3. A estratégia da gradação. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram empregos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

 

4. A estratégia do diferido. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é sentido imediatamente. Em seguida, porque o público tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a ideia de mudança e aceitá-la com resignação quando chegue o momento."

 

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Sábado, 13.02.16

 

 

 

O Expresso está sem fotógrafos ou deseja o afogamento do actual Governo. A foto de Costa, na 1ª página, pode ter duas leituras como a história do copo. Como a CS impressa está em crise, vou pela 1ª hipótese em beneficio do Grupo Impresa que consegue mais uma 1ª página de antologia; toda ela.

 

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Sábado, 09.01.16

 

 

 

 

Expresso é "marcelista" e um bom barómetro eleitoral. Fiz uma leitura do primeiro caderno à procura de evidências presidenciais. Existem várias e indicam uma tendência que parece entristecer o semanário.

 

Marcelo desce de tal modo que será muito difícil escapar a uma segunda volta; Sampaio da Nóvoa descolou dos restantes candidatos e até Guterres (um apoiante natural de Maria de Belém) não anunciou essa intenção e espera pela segunda volta para acompanhar o PS no apoio a Sampaio da Nóvoa.

 

Fica a ideia que o Expresso tem estudos recentes sobre resultados anteriores ao debate Nóvoa x Marcelo e a tendência já era essa. Veja-se lá o que pode acontecer com uma candidatura assente num notável profissionalismo associado à coragem cívica e política, e sempre em tom elevado, que vem para "não deixar tudo na mesma" e que escapa "à lógica de clube fechado de políticos com acesso ao poder" tão do agrado do Expresso. Portugal está a ficar realmente "ingovernável" e com outro conceito de arco da governação.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:55 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Sábado, 19.12.15

 

 

 

Um político que se quer misturar com futebol deve saber escolher de acordo com a autenticidade do "futebolês": que seja do trio, nem que enfileire no inimigo. O Expresso destaca mais um sinal de precipitação de Marcelo:

 

"“Daqui a semanas sou PR”, arrepiou apoiantes. Mas Marcelo acha “mais provável” ele ganhar “do que o Braga levar a Taça”. Foi com um arrepio que alguns apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa leram a frase do professor na entrevista ao Expresso — “daqui a semanas sou Presidente da República”. O risco de “passar uma imagem de arrogância” deixou um rasto de preocupação nas hostes.""

 

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Sábado, 03.10.15

 

 

 

 

Vasco Vieira de Almeida deu o nome a uma das maiores sociedades de advogados. A revista do Expresso (a primeira página do caderno principal é descaradamente tendenciosa em termos eleitorais) tem uma entrevista interessante. Publico aguns recortes.

 

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Sábado, 18.07.15

 

 

 

 

Passei por duas primeiras páginas e chegou-me. A mediatização do sistema escolar continua no grau zero.

 

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Esta notícia do Público nem li.

 

 

 

 

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A patologia da industria dos exames continua com febres altas, diz o Expresso.

 

 

 



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Sexta-feira, 17.07.15

 

 

 

A pincipal notícia da primeira página do I é o que vê na imagem e o Ionline desenvolve o tema: "Grândola. Professora venceu um concurso com projecto plagiado".

 

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Segunda-feira, 06.07.15

 

 

 

Nem o "Novo Banco" disfarça (a mediatização do oxi grego tem camuflado mais um desastre) o destino dos empréstimos: mais 2 mil milhões para a parte boa do banco num processo semelhante a 80% do capital injectado na Grécia: J. P. Morgan e Goldman Sachs foram os fiéis sorvedouros. Os defensores políticos destes procedimentos desorientaram-se com os gregos e andam a exigir referendos para incluir a Grécia. Imagina-se o desespero dos "bons alunos" e mais ainda dos "além da troika".

 

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 Primeira página do Expresso de 04 de Julho de 2015.



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Sábado, 20.06.15

 

 

 

A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.

 

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Sábado, 30.05.15

 

 

 

Uma reportagem interessante, na revista do Expresso, sobre o sistema escolar finlandês.

 

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Quinta-feira, 07.05.15

 

 

 

 

Há anos a fio que a carreira dos professores é tratada assim. É uma devassa que não ajuda a construir uma sociedade de conhecimento (é uma frase risível, sei disso). Pode ler a notícia aqui.

 

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Terça-feira, 13.01.15

 

 

 

 

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Primeira página do Charlie Hebdo nº 1178

no dia 14 de Janeiro de 2015. 



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Sábado, 22.02.14

 

 

 

 

 

 

Expresso, 21 de Fevereiro de 2014. Primeira página.

 

 

 

A bomba de neutrões, a última variante da bomba atómica, é um pequeno dispositivo termonuclear que destrói apenas (e sublinho o apenas para "parafrasear" Passos Coelho) organismos vivos. Nessa linha, o Goldman Sachs criou o subprime, também conhecido por crédito de neutrões, que endividou a classe média, levou-a à falência e recuperou o edificado intacto. Nesta altura, o Goldman Sachs lança outro produto do género, os vistos gold, que atrai a endinheirada classe média chinesa e afins e já a expõe a vendas especuladas à potência cinco.

 

Quando Passos Coelho diz que o "país está melhor" é porque tem a lição bem estuda pelos Goldman Sachs que o conduzem. Empobreceu as pessoas para além da troika, como fez questão de sublinhar desde o início, mas manteve o edificado e os interesses respectivos intocados. Prepara-se agora para uma  segunda vaga. Pensa esmifrar ainda mais os do costume como evidencia a primeira página do Expresso e deita o olho aos 22 mil milhões dos fundos estruturais que aí vêm para que os seus sigam o seu exemplo (até com avaliação do desempenho). Passos e Relvas fizeram formação de pilotos, e demais pessoal aéreo, para servirem nos inúmeros aeródromos que nasceriam na zona centro do país. Como é possível que um país europeu tenho um primeiro-ministro com este nível?

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 18.01.14

 

 

 

 

E ainda havia quem criticasse o facto de se andar a discutir a co-adopção em tempos de crise profunda.

É também neste temas que se conhecem as pessoas.

 

 

 

 

Da 1ª página do Expresso.

 

 

 



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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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