Em busca do pensamento livre.

Domingo, 22.01.17

 

 

 

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Domingo, 15.01.17

 

 

 

Francisco Balsemão tem um pequeno texto, "Democrata, Estadista, Homem de Cultura e Bom Amigo", na revista do Expresso de 14/01/2017:97 dedicada a Mário Soares, com 22 parágrafos. Percebe-se que tem muito para contar e, por isso, torna-se mais significativa a escolha do episódio seguinte: "(...)Raul Rego convidou-nos para um almoço(...)que pareceu permitir a criação, logo ali, de um ambiente de confiança um no outro. Qual não é o meu espanto, quando, três ou quatro dias depois, recebo(...)uma carta, em papel timbrado, "Mário Soares, Advogado, Rua do Ouro", escrita à mão com uma letra parecidíssima com a de Mário Soares, em que praticamente ele me insultava, dizia que o almoço tinha sido uma desgraça,(...)Eu fiquei chocado, peguei no telefone(...): "Mas o que é isto? O almoço correu tão bem e agora você vai-me escrever uma carta insultuosa". E ele respondeu: "Eu não escrevi carta nenhuma, vou já aí falar consigo".(...)A PIDE tinha-nos visto almoçar(...)e forjou uma carta". Estes procedimentos nunca morrem de vez, naturalmente, e as redes sociais não só os ampliam, como os tornam ainda mais possíveis. Como a democracia não é eterna, e continua com limites frágeis, são cada vez mais os que erguem a voz em sua defesa como uma valor inalienável num espaço privilegiado de consolidação: o sistema educativo.

 

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Sábado, 07.01.17

 

 

 

Mário Soares, uma das referências, provavelmente a maior, da política portuguesa do século XX, morreu hoje, em Lisboa. Ouvi, ao longo de mais de 40 anos, as opiniões mais diversas sobre a sua acção política. Votei em Mário Soares na segunda volta da sua primeira eleição presidencial e para o segundo mandato.
Há palavras que me lembrarão Mário Soares: liberdade, democracia, tolerância, modernidade, Europa e coragem. Quem, como eu, era adolescente moçambicano em 1974, viveu as décadas seguintes em Portugal e ama a liberdade e a democracia, recorda-o com a melhor memória política e cívica.

Que descanse em paz.

 

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Quarta-feira, 27.07.16

 

 

 

"Bruxelas propõe, por consenso, cancelamento de sanção a Portugal". É bom que se refira que é relativo ao orçamento PàF de 2015. Era o que estava para ser sancionado. Não foi. É justo e contraria os ensandecidos com a caminhada da Geringonça. Os neoliberais estão desorientados. Leio que os professores andam mais satisfeitos por causa dos salários. Enfim. Será que os opinadores e comentaristas não sabem que as carreiras estão há mais de oito anos congeladas e que há milhares de professores com salários líquidos pouco acima dos 1200 euros que não beneficiam de qualquer reposição salarial? O que a actual execução orçamental começa a comprovar é que não há qualquer caos com a redução de impostos para pequenos empresários e com a reposição de salários e pensões. Mas isso não esconde o que falta fazer e o Governo sabe-o muito bem. O episódio sanções evidencia uma diferença entre uma PàF-bom-aluno e a uma geringonça mais autónoma.

 

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Quarta-feira, 13.07.16

 

 

 

"Vais marcar," é o que se diz a todo o avançado que é lançado no jogo. Quando a "profecia" se concretiza, uma em mil, transforma-se num crente feeling. Compreende-se os protagonistas. Aceita-se. Não se espera diferente. Já um PR deixar escapar uma escapadela a Fátima também se aceita. Da figura não se espera diferente. São feelings. Se a antevisão mediática de um jogo chegava com dois dias e o rescaldo com outros dois, a partir de agora será permanente. São feelings para todos. É irrefutável a festa. Nem os exemplares islandeses escapam à globalização. Pode o Deutsche Bank ter o destino do Lehman Brothers que os pobres portugueses sonharão com a oportunidade futebolística de ouro para os filhos, como substituição escolar, enquanto uns quantos dirigentes lá vão premiados para os Goldman Sachs deste mundo.

 

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Segunda-feira, 11.07.16

 

 

 

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Rui Patrício e Ronaldo não se contiveram.



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Domingo, 10.07.16

 

 

 

 

Numa final em Paris, é natural que a França parta com algum favoritismo. Mas Portugal tem argumentos para vencer e é isso que todos desejamos.

 

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Imagem do Expresso 

 



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Quinta-feira, 07.07.16

 

 

 

Pode ver aqui um vídeo interessante do Expresso sobre Salgueiro Maia.

 

"A história definitiva do homem certo no sítio certo no dia certo. Que falava alto, que cantava desafinado, que não se encolhia, que foi maltratado depois de protagonizar História, que enganou enquanto pôde o que a tristeza lhe tirou na infância e na morte – o direito a ter o que é devido. Um herói português."

 

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Quarta-feira, 06.07.16

 

 

 

Portugal dominou o jogo com o País de Gales com uma exibição convincente. De Rui Patrício a Ronaldo, é difícil destacar as melhores exibições tal a qualidade competitiva de todos. Um dado importante para certificar a capacidade desta equipa é o fenomenal Cristiano Ronaldo. Um jogador não é suficiente (Bale e Gales provaram-no), mas pode desequilibrar se bem acompanhado como é o caso de Portugal. Nestes jogos, com esta carga emocional, é raro um grande jogador ser tão determinante e, agora, tudo pode acontecer.

 

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Domingo, 03.04.16

 

 

 

Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.

 

O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, publica relatórios inundados de lugares comuns e depois tem parangonas na abertura de telejornais? E é endeusado nos congressos da oposição? É espantosa, e misteriosa, a condição de protectorado (por exemplo, leia: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia; pode saber mais aqui).



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Terça-feira, 29.03.16

 

 

 

"Os portugueses se atormentam, se perseguem e se matam uns aos outros, por não terem entendido que o Reino, tendo feito grandes conquistas, viveu por mais de três séculos do trabalho dos escravos, e que perdidos os escravos era preciso criar uma nova maneira de existência, criando os valores pelo trabalho próprio".

 

Mouzinho da Silveira, 1832

(Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972:9)

 

 

(1ª edição em 22 de Setembro de 2011)



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Segunda-feira, 15.02.16

 

 

 

E "assim vai o mundo" é a primeira ideia que me aparece na mente ao ler a notícia. O entre aspas era o título de um pequeno documentário que antecedia um qualquer filme nas salas de cinema. "Assim vai o mundo" e a vida de milhões de pessoas; acrescente-se em modo de um perigosíssimo casino.

 

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Sexta-feira, 25.09.15

 

 

 

 

"Assistimos a um repetido frentismo de direita que é "impossível" à esquerda. Os portugueses foram formatados por essa agenda de direita que tem raízes no período anterior ao 25 de Abril", disse o historiador na TSF. É uma agenda muito parecida com o "tudo estava mal na escola pública" que nasceu logo na década de noventa do século passado. Como na política os extremos tocam-se, as democracias procuram o centro político e daí as maiorias silenciosas e os arcos governativos. A democracia portuguesa não se liberta de algumas heranças, isso "apaga" as memórias e dai a "o fechar de olhos" para o frentismo de direita enquanto se diabolizam coligações à esquerda. Para a tese vigente, os esquerdistas são os únicos tresloucados promotores da bancarrota. Mesmo que os factos demonstrem o contrário, a agenda de direita renova-se com todo o desplante e uma qualquer aliança à esquerda é de imediato anulada pela própria esquerda que integra a maioria silenciosa. Até o fervor com que a direita apoiou o socratismo de 2005 a 2009 é agora obliterado enquanto se quer convencer as pessoas que o buraco BES de 2015 é défice "virtuoso" ao contrário, por exemplo, do BPN e BPP de 2011. Quatro anos de frentismo de direita tem o resultado conhecido: mais dívida, défice com truques contabilísticos e emigrações e quebras na natalidade com prejuízos ainda incalculáveis.

 

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Sábado, 22.08.15

 

 

 

 

Estar uns oito dias por Viena permite sentir o pulso a uma cidade sem fim. Havia programa para triplicar o tempo da estadia. Arquitectura, modernidade, história, design, artes em sucessão e tudo pensado para quem vive ou anda por ali. Em Viena olha-se o céu e escapa-se ao cabisbaixo fatalismo local que se sente pouco depois do regresso: saliência para as pedras da calçada enrugadas por décadas de caciquismo e de jogos de poder sem mais.

 

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Museumsquartier. Mumok museum. Viena. Agosto de 2015.

 

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 Graben. Viena. Agosto de 2015.



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Sábado, 18.07.15

 

 

 

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Academia das Ciências de Lisboa, Fevereiro de 2015.

 



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Segunda-feira, 23.02.15

 

 

 

Se há herança que remonta à ditadura do século passado é o medo de existir e de expressar uma opinião contrária ao poder vigente.

 

Na história recente prevaleceu, custe o que custar a admitir, a escola de Cavaco Silva. O não à política, o não à ideologia, o apontar de dedo aos adversários como "os políticos" ou "os revolucionários" fez uma escola recheada, essa sim, de fanatismo ideológico disfarçado de servilismo, cheia de oportunismo e de preconceitos, de "sem-face" e de silenciosas campanhas de bastidores. Não raramente, os "cavaquistas" assegurariam a virtude nos trajes mais cinzentos, o mais do mesmo em respeito à ordem e ao bom nome, as contas "certas" na defesa dos desfavorecidos e, acima de tudo, não fariam ondas em nome do pragmatismo e da obediência às hierarquias. É o que se vê, realmente.



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Quinta-feira, 19.02.15

 

 

 

 

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Terça-feira, 10.02.15

 

 

 

 

Quando se tratava de apontar os professores e os funcionários públicos como os primeiros responsáveis pelo desastre financeiro, havia uns movimentos do género "Compromisso Portugal" que tinham aparição diária e que indicavam o caminho da salvação. Os modelos empresariais de sucesso - dos homens providenciais - exemplificados por Salgado do BES, Rendeiro do BPP, Jardim do BCP ou Costa do BPN eram as receitas do fim da história. Tudo em nome de Portugal e da avaliação meritocrática dos funcionários públicos.

 

As perguntas impõem-se: o que é feito dessa malta tão elevada? Estão tão silenciosos e desmobilizados porquê? Então e o país? Já cortaram uns 40.000 professores, mais uns milhares de milhões em impostos, salários e subsídios, e a dívida continua a subir? Quem é feito do discurso dos comentadores alinhados com estas correntes, como Gomes Ferreira, Nogueira Leite, Medina Carreira ou Camilo Lourenço? Não dizem nada sobre este estrondoso sucesso empresarial?

 

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Quarta-feira, 04.02.15

 

 

 

 

 

 

A conclusão que acabou de ler é tão óbvia como a necessidade da roda ter uma forma circular. Por mais estudos que se façam, este algoritmo parece-me sensato e difícil de refutar:

 

"(...)A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.(...)"

 

A democracia portuguesa até à mudança de milénio estava a esforçar-se para que a sociedade atenuasse a desigualdade de oportunidades. Mais sociedade e mais escola são contributos essenciais para esbater as tais diferenças. Mas já se sabe: veio o "país da tanga" e os "reformistas" entraram em roda livre tendo como alvo os professores. Foi, paulatinamente, uma razia a que se acrescentou o empobrecimento da sociedade. As nossas "elites" cansam-se depressa com o investimento em Educação.

 

O relatório da OCDE com base no PISA 2012 faz um retrato que tenderá a agravar-se com os cortes a eito perpetrados, embora a redução do número de alunos que frequentam o ensino regular ajuste as estatísticas.

 

Os estudantes portugueses têm conseguido melhorar o seu desempenho nos testes PISA, um exercício repetido a cada três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Mas são sobretudo os filhos das famílias com empregos mais qualificados e por isso com mais recursos económicos que conseguem melhores resultados. A conclusão é de um novo estudo daquele organismo internacional, que compara os resultados dos alunos com as profissões dos pais. Portugal está longe de conseguir mitigar os efeitos das diferenças familiares nos percursos escolares, ao contrário do que fazem outros países(...)".

 

 

 1ª edição em 19 de Fevereiro de 2014.



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Quinta-feira, 29.01.15

 

 

 

 

Figo abriu ontem os telejornais e relegou o Syriza para segundo plano. A candidatura de Figo é vista como um acto de coragem e com o mérito de ser alternativa. Já percebi que o caderno eleitoral não inclui, como devia, os jogadores, treinadores e dirigentes ligados à FIFA, mas que também não se resume ao voto colegial dum comité ou pequena assembleia. Votam as 200 e tal federações nacionais, um voto para cada uma. Deve ser bonito na mesma.

 

Quando li Pedro Santos Guerreiro, ontem no Expresso, a analisar a candidatura de Figo vi que a coisa era séria. Está lá um vídeo que não se pode trazer. Mas o título diz o essencial: o tal poder instalado ficou pelo século passado, para além das constantes alusões aos interesses e capelinhas que valem umas coroas. Figo que se cuide e que olhe para Cristiano Ronaldo que já sentiu na pele as mentiras de Blatter. Para o antigo militar suíço vale tudo, como ficou patente no seu discurso (estava alcoolizado?) em que tentou menorizar CRonaldo.

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Segunda-feira, 29.12.14

 

 

 

 

O estado psicológico dos portugueses é de rebelião, embora se fique pela contenção interior e pelo desabafo aos mais chegados.

 

Portugal tem uma população despovoada de esperança, à espera da implosão do que existe e na crença salvífica de uma força externa como sucedeu recentemente com a troika abençoada por quem manda na Europa; alguns até saudaram o acontecimento.

 

A pergunta inevitável brota insistentemente: vivemos a normal brutalidade das decadências?


Se os tempos são propícios à eliminação da autenticidade e à hipocrisia, vírus alimentado no autoritarismo e no salve-se quem puder, ainda podemos acreditar que muito se deverá ao nosso comportamento e à nossa capacidade para resistir.

 



1ª edição em 3 de Julho de 2012.  Reescrito.

 

 

 



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Quarta-feira, 24.12.14

 

 

 

Rafael Valladares, historiador espanhol, tem um livro sobre a restauração da independência em Portugal .

 

"A Independência de Portugal - Guerra e Restauração 1640 - 1680" é o título da obra, editado pela "A Esfera dos Livros".

 

A páginas tantas, pode ler-se:

 

"Ao contrário do que dizia a historiografia nacionalista dos séculos XIX e XX, a Restauração não foi um movimento geral da nação portuguesa contra Castela e muito menos contra a Espanha. Foi uma revolta das elites portuguesas, principalmente uma parte da nobreza e da Igreja, que viam os seus privilégios, e "liberdades", como eles diziam, atacadas pela política reformista de Filipe IV". "O que triunfou em Portugal foi uma economia senhorial, de rendas, e que não privilegiava os investimentos nem nada que fosse inovador".

 

Interessante. Para ler, meditar e comparar. E, já agora, para relacionar com a paródia dos feriados.

 

 

 



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Quarta-feira, 10.12.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 30.11.14

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 27.11.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 14.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Casos, opiniões, natura e uso

Fazem que nos pareça esta vida

Que não há nela mais que o que parece.

 

 

 

 

 

Camões (Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972, p.17)

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 04.09.14

 

 

 

Elege-se a singularidade, testa-se o ser qualquer e constrói-se o insuperável. Não se quer um igual mas precisa-se do carácter universal do indivíduo e anseia-se pela coisa comum (a religião, a ideologia política, a filiação associativa e a identidade por género, como se diz agora).

 

Há a diversidade regional. Portugal é semi-periférico e tem, ou teve, as suas categorias: uma densidade inigualável de inhos e de supervisores. Fiquemo-nos pelos inhos.

 

A utilização dos diminutivos (fomos únicos no assunto) na Educação podia dar maus resultados.

 

Conclui-se que somos adultos com egos elevados. Fiz pesquisas por ego-história convencido que era uma invenção nossa. Mas não: não especulemos: Freud influenciou meio-mundo.

 

Tínhamos de ser os melhores do bairro. Foi uma alta competição generalizada. Reconhecer (que era diferente de anunciar) o sucesso alheio magoava. Parece que o mote foi viver na alteridade.

 

Ai de quem se distinguisse, ai de quem fizesse bem aquilo que sempre se esperava que corresse mal, ai de quem fugisse do lugar comum e não se parecesse com a formatação estipulada pelo horizonte do quarteirão. Portugal sofreu de uma dilatação tal dos egos, que o espaço público se tornou uma impossibilidade e o exterior passou a ser o sítio oxigenado; a não ser que se conseguisse, e consiga, viver dentro por fora ou que a queda-sem-fim nos garanta alguma redenção.

 

 

 

Já usei algumas ideias deste texto noutro post.

 



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Quarta-feira, 03.09.14

 

 

 

 

Entrámos no milénio e rapidamente percebemos que as contas derrapavam e que a grande corrupção se tinha consolidado. O discurso do país da tanga institucionalizou a malta-do-subpraime, o socratismo acentuou o desmiolo (mais após a bolha imobiliária) e o regresso da AD voltou a ser desastroso. É muito, mesmo para um país com tanta história.

 

A interrogação essencial repete-se: o que se seguirá?

 

 

 

 

 

Museu "A topografia do terror".

 

Berlim, Julho de 2014

 

Segue-se uma ampliação dos cartões.

 

 

 

 

Sou um optimista e não projecto algo semelhante para os tempos mais próximos.

 

 

 

 



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Quarta-feira, 20.08.14

 

 

 

 

"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui trabalhar como investigadora com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que uma investigadora da área de medicina descreveu a sua mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o melhor centro de investigação no mundo, situado na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta, princípios dos anos setenta).

 

Este retrato é significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora como se tem comprovado, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.

 

 

 

 



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Domingo, 13.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do concerto de António Pinho Vargas percebemos que na noite seguinte haveria outro espectáculo integrado no Colóquio Internacional Epistemologias do Sul - Projecto ALICE (CES-UC), denominado "BAILEnquanto" (11 de Julho de 2014), às 22h00, no Pátio da Inquisição em Coimbra. O nome do local tinha uma forte relação com o tipo de espectáculo.

 

Chegámos às 21h30 e desconhecíamos que no Pátio existe um restaurante. Esteve cheio a noite toda. Apanhámos uma mesa bem à frente e acompanhámos os derradeiros preparativos. Às 21h45 já havia música e chegaram os elementos dos 5ª PunKada constituído por pessoas com paralisia cerebral que se mostravam ansiosos com a sua actuação que seria a primeira do espectáculo.

 

 

 

 

Às 23h10, uma hora e dez minutos depois (sim, 1h10) da hora prevista para o início e repetindo o que relatei em relação ao dia anterior, um elemento da organização desabafou para alguém que estava ao nosso lado: "é intolerável. As pessoas do colóquio estão atrasadas e não esperamos mais. Vamos começar". As cadeiras destinadas às tais entidades foram ocupadas pelo público anónimo.

 

 

 

 

 

Os 5ª Punkada tocaram dois temas. Encontrei um vídeo, que pode ver mais abaixo, com outro tema do grupo. Vale a pena ouvir, embora confesse que achei as melodias algo mainstream. Não percebi a 1h10 de atraso, já que as entidades chegaram a meio do primeiro tema, saíram antes do final do segundo e nem assistiram ao resto de espectáculo que tinha gerado alguma expectativa com o anúncio do dia anterior, com a literatura disponibilizada nas redes sociais e que pode consultar no primeiro link que indiquei.

 

 

 

 

 

O espectáculo BaileEnquanto foi muito exigente. O barulho constante e ensurdecedor da multidão que permanecia no restaurante Pátio, e na sua esplanada, impediu a audição da maioria das intervenções teatrais. Foi pena. Salvou-se a componente multimédia. Resistimos quase até ao fim.

 

  

 

 

  

Um vídeo dos 5ª Punkada com cerca de cinco minutos.

 

 

 



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Sábado, 12.07.14

 

 

 

 

 

 

O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.

 

O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.

 

O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.

 

 

 

 

 

Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".

 

 

 

 

 

 

Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".

 

 

 

 

O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.

 

 

 

 

 

No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 

 

 

 

 

Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.

 

 

 



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Segunda-feira, 30.06.14

 

 

 

 

 

Se um dia os denominados Jihadistas recuperarem Granada e Córdoba com a ideia de dominarem a Penísula Ibérica (o Gharb al-Andalus incluía o que é hoje o território português, o Alhambra demonstra como isso foi possível e não se pode dizer que a história não se repete) do mesmo modo que estão a erguer um Califado na Síria e no Iraque, há uma interrogação que devemos colocar: com o despovomento em curso, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a pereceber a ocupação do interior?

 

 

 

 

 



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Sábado, 21.06.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Se um turista quiser usar uma BiConde (designação das bicicletas comunitárias de Vila do Conde) terá de deixar uma caução de 500 euros. O regulamento tem mais detalhes igualmente de primeiríssimo mundo e nem sei se é permitido usar as BiConde na marginal de uma dezena de quilómetros da Vila aristocrática. Passei há uns três anos por lá, já era de noite, e valeu que os candeeiros urbanos não estavam ligados. Tenho ideia que nunca serão. É que são tantos, para aí de cinco em cinco metros nasce um cliente da EDP para explicar a nossa bancarrota, e nos dois passeios que ladeiam a marginal, que se aquela parafernália for ligada não só ficará de dia como ofuscará os satélites que tiverem o azar de apontar para Vila do Conde. Haverá o risco do planeta se deslocar, realmente. Convenhamos que alguém terá de pagar o equipamento urbano.

 

Voltando propriamente às BiConde, tenho ideia que os autores do regulamento (são da família dos candeeiros) rir-se-ão muito com a inteligência ergonómica do jovem que pode ver na imagem seguinte e jamais acharão que os extremos se tocam ou que o mundo é demasiado pequeno.

 

 

 

 

 

 

 

PS: deve considerar-se que começou oficialmente o verão.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:33 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 16.06.14

 

 

 

... é a emigração que, pelo quarto ano consecutivo, supera para aí no quádruplo a imigração. No último ano foram mais 60 mil pessoas. É uma emigração estrutural. Quem parte não regressará tão depressa e sabemos que "um milhão de portugueses reside noutro país da união.

 

São números preocupantes de vários pontos de vista, que afectam principalmente os sectores económico, demográfico e social e que alteram o nível da segurança social e da sustentação de todo o sistema. A população jovem está a abandonar país com consequências graves na natalidade.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 09.05.14

 

 

 

 

 

 

 

Silva Lopes, antigo governador do Banco de Portugal e economista, aponta a corrupção como o "problema" português e reconhece os progressos na Educação. Esta retórica é recorrente em algumas consciências do mainstream, mas a receita é sempre a mesma: corte nos do costume, desinvestimento na Educação por desgaste das "elites", coitadas, e redução da classe média para que os BPN´s mantenham a prescrição e a impunidade (primeira edição em 25 de Março de 2014).

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:56 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 25.04.14

 

 

 

 

 

É indisfarçável: qualquer troca de opiniões sobre política tem conclusões comuns: os poderes financeiro, económico, comunicacional e tecnológico apoderaram-se da democracia e os políticos profissionais já nem se caracterizam pelo apego primeiro à cor partidária: sobrepõe-se o interesse pessoal.

 

No dia 22 de Abril de 2014 viajei de automóvel entre as Caldas da Rainha e Lisboa e ouvi na antena 2 uma entrevista a um recém-doutorado (pareceu-me que se apresentou como politólogo, mas não fixei o nome) sobre a lei de ferro das oligarquias (LFO) nos partidos políticos. Já googlei o assunto e a matéria passou ao lado dos média mainstream. O conceito LFO foi primeiramente observado por um sociólogo alemão (Robert Michels) no início do século XX e explicava o modo como se escolhiam as liderança partidárias nos partidos de governo. Mais do que os eleitores em geral ou os militantes partidários, essas escolhas que originam as chefias dos governos são determinadas pela LFO.

 

O doutorado português olhou para o nosso momento e encontrou a LFO nos principais partidos aos mais diversos níveis. O PS e o PSD têm as oligarquias muito estruturadas: mais o primeiro do que o segundo.

 

Estas conclusões não são uma novidade e até parecem naturais e capazes de proteger as sociedades dos populismos. Partidos políticos, sindicatos e inúmeras organizações abertas são basilares para a democracia e até agrupamentos secretos, a maçonaria (a regular; o GOL que ao que me dizem tem centros comercias muito underground com diversidade de lojas; e uma versão feminina) e a opus dei (ao que me dizem há também a opus night e a opus octopus), representam o seu papel.

 

A História diz-nos que os diversos tipos de sociedades tiveram um destino comum, por mais elevados que fossem os princípios ideológicos: o colapso. A dificuldade em fiscalizar a ganância deitou tudo a perder, ou dito de outro modo, a prevalência do mal, e a sua contrução sistémica, originou as quedas.

 

Percebe-se a preocupação com o estado da nossa democracia que se espelha nas mais variadas latitudes. A promiscuidade entre partidos e sindicatos, e entre os citados e as organizações secretas ou do mundo financeiro, associada à sofisticação tecnológica e comunicacional, entrou em roda livre. A incapacidade para mudar o estado das instituições existentes, nomeadamente a devolução dos destinos da sociedade à política sufragada, aumenta o receio de que a queda sem fim só termine com uma grande convulsão.

 

Bem sei que hoje não é dia para pessimismos, mas uma reflexão é determinada pelas circunstâncias históricas.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:31 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 22.04.14

 

 

 

 

Uma das grandes questões da democracia portuguesa é que não se privilegia o exemplo no exercício da causa pública: o exemplo de estar para servir e não para servir-se, em que se saia como se entrou e sem nunca pensar no que vai acontecer depois. São raros os exemplos em que coabitaram a humildade, a honra e a inteligência e com ideias que resultaram em práticas aglutinadoras.



publicado por paulo prudêncio às 16:06 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 19.04.14

 

 

 

 

O arco governativo é o fim da história e o exclusivo da responsabilidade, foi a ideia alimentada durante anos e que estruturou o voto. A crise vigente, mas principalmente a corrupção sistémica ligada a quem governou, desfez o mito. O PSD (PPD) e o CDS (PP) dissimulam bem sobre quem está mais à direita e mascaram a presença da extrema direita. À esquerda tem sido diferente. O PS obedece ao capitalismo selvagem e, no íntimo, venera-o e as forças à sua esquerda são diabolizadas e também se auto-excluem pela impossibilidade de liderarem um Governo. Concordo que a democracia ganhava com um Governo PS coligado com partidos à sua esquerda e também me parece que seria insuficiente se não incluísse o PCP.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:07 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 29.03.14

 

 

 

 

 

 

Numa sexta-feira recente, pelas 21h00 na estação de Santa Apolónia em Lisboa, assisti a uma situação semelhante. A entrada da estação estava vazia até chegar uma carrinha de distribuição de refeições quentes. Aproximaram-se, em silêncio, dezenas de pessoas que estavam "invisíveis". Percebia-se alguma vergonha, várias traziam crianças pela mão e estavam longe de aparentar aquela circunstância (e diga-se o que se quiser das aparências). Percebia-se a "familiaridade" com os voluntários e o silêncio vigente era concludente.

 

 

 

 
Mais pobres e mais desiguais


publicado por paulo prudêncio às 09:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 19.03.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:15 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
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Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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