Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 12.12.17

 

 

 

 

"Professores quase sem emprego a partir de 2020", é uma conclusão de um estudo publicado pelo CNE. Para que seja sim, será necessário manter o número de alunos por turma e não alterar o degradado estatuto da carreira nem os indecentes programas de aposentação. Para a actual presidente do CNE, o ensino expositivo generalizado contribui decisivamente para o abandono escolar que reduz o número de alunos no terceiro ciclo e no ensino secundário. Parece um disco de vinil com um qualquer risco. Ou seja, as décadas passam e os estudos concluem sempre no mesmo sentido.



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Quarta-feira, 06.12.17

 

 

 

 

Ainda recentemente, dirigentes partidários e sindicais usaram os bons resultados internacionais dos alunos para defenderem as causas dos professores. E agora? Como é que fazem nos maus resultados? Os professores não precisam de entrar no argumentário demagógico que descredibiliza a política. Conhecem muito bem as percentagens comprovadas do sucesso escolar - não vou repetir em detalhe -: 60% para a sociedade (por defeito, para não eliminar o contraditório), 30% para a organização escolar e 10% para os insubstituíveis professores que, como repete o estudo, são amplamente reconhecidos por alunos e familiares. Para a defesa fundamentada das causas, basta a sala de aula no período abrangido: mais alunos por turma, mais turmas por professor em horários ao minuto recheados de inutilidades, congelamento das carreiras (facto exclusivo que os media se apressaram a falsificar e inverter), programas indecentes de aposentações, modelo "impensado" de gestão das escolas, hiperburocracia, atenuação do descontrole parental e do flagelo da desnutrição, tudo fazer na tal décima do sacrossanto acesso ao superior, substituição de assistentes sociais, psicólogos, médicos e electricistas de redes de computadores. Quando os dirigentes usam os resultados dos alunos para se justificarem ou promoverem, o que é que esperam da mediatização?

 

Nota para dois factos do período de escolaridade abrangido (2011-2016): aumento da pobreza e opções de Nuno Crato. 

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Sábado, 25.11.17

 

 

 

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O cronista é conhecido pela oportunidade de "pogrom". Fá-lo com fúria especial se pressentir o vocábulo professor. Não lhe interessa o estudo comparado ou o conhecimento dos detalhes; nesta fase, nem sequer se os professores eram os excluídos da viagem no tempo dos descongelamentos (como se previu na reabertura, logo em Setembro, da época oficial da caça ao professor). Nada. Criou de imediato a alternativa sem o ónus da prova. Certa vez (2011), o "pogrom-professor" incluiu a verdade alternativa do pagamento de 25 euros por prova na correcção de exames (pagamento eliminado; foi de 5 euros até 2009). Foi depromovido? Não. Continuou alternativo. Ontem, a primeira página do Expresso incluía a cassete dos comunistas-e-sindicatos.

Nota: Maria e José iniciaram o "pogrom-professor". Um Prior do Crato, de cabeça para baixo, prosseguiu-o. Um homem Cristo e um Deus ultraliberal (tem, também para não variar, muitos contratos com o nosso Estado e, quiçá, com estados mais musculados) aquecem o espaço, com o segundo a castigar os "miseráveis professores". O cardápio fanático tem mais figuras (inúmeras, porque uma turba requer quantidade), desde um Júdice com "os professores, essa raça diferente do resto da humanidade", passando pelo "cancro da democracia" de um Beato das Neves, até este "pogromista-militante". Dá ideia que estudaram pela cartilha comunicacional: "lança a polémica em modo verdade alternativa, que isso te dará audiência meu filho"; ou então, sabe-se lá, estão conectados.



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Terça-feira, 21.11.17

 

 

 

 

Por que é que foi criado um escalão no topo da carreira dos professores (onde ainda ninguém está)? Porque era embaraçoso manter os professores tão longe dos topos de uma boa parte das carreiras da administração pública; e os governos sabem bem disso. E é sempre a mesma coisa: os professores são muitos e ponto final. É evidente que há toda uma inteligência política mediatizada que tenta manter o estado das coisas com duas intenções e uma justificação: não falar dos baixos salários dos professores (e dos funcionários públicos dos índices remuneratórios inferiores), manter os privados num nível salarial que envergonha e porque os professores são muitos. 

Ora veja as tabelas apresentadas no link que se segue:

 

Topos de Carreira



publicado por paulo prudêncio às 09:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 16.11.17

 

 

 

É imparável a desconsideração associada à devassa mediática. Esperava-se este regresso da época oficial de arremesso ao professor. Para os saudosos das grandes caçadas sob alçada dos ddt's, é mesmo uma dependência. À vez, os defensores dessa década e meia apontam "privilégios" na comparação entre carreiras. Nunca vi um jornalista perguntar: quais exactamente? Que avaliação? Que progressão? E por aí fora. Nada. Só esmiúçam a dos professores. A avaliação do desempenho é "olhos-nos-olhos" ou entra em regime "faz de conta" (kafkiano se incluir quotas). O SIADAP (avaliações no estado) está assim. Até 2015, era comum arremessarem com privados e empresas. Também aí se decretou o silêncio com os estudos publicados: em 95% não existe e o propalado rigor tem um objectivo: precarização.

 

Nota: ouvi, há pouco, um "especialista" afirmar que a carreira dos professores deve exigir dez anos, e não quatro, em cada escalão. Diz que deve ser como nas outras carreiras; sem dizer quais exactamente, quais os requisitos de entrada e de progressão, em quantos escalões se desenvolvem e com que índices remuneratórios. Dá vontade de contraditar assim: na dos professores, como tem dez escalões, seriam 100 anos de carreira: os primeiros 40 em índices probatórios e os restantes 60 em progressões automáticas sem quotas nos últimos 20.

 

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Faces

Picasso

 



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Quarta-feira, 15.11.17

 

 

 

Repetir para aprender é uma máxima pedagógica preciosa. Contudo, aplicada à política gera perplexidade ou cataclismos. Repare-se no abalo que hoje se verificou na segunda vaga do lurdismo. É caso para questionar se era preciso repetir para aprender quando o erro foi crasso e comprovado.

 

Nota: lurdismo, que se confunde com socratismo, é aquela corrente que colocou uma espécie de "perseguidos" nos professores; António Costa confessou-o numa entrevista na SicN quando era candidato à liderança do PS e considerou um "erro brutal a guerra aos professores" (dito assim mesmo) decidido num conselho de ministros em 2006.



publicado por paulo prudêncio às 19:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 14.11.17

 

 

 

Na administração pública, os professores são os únicos profissionais que não recuperam todo o tempo de serviço com os descongelamentos das carreiras. E porquê? E não repetindo a desconstrução de falácias, porque são o grupo mais numeroso (57% da administração central). Estão em causa milhões e os professores, como todos os outros profissionais, compreendem os problemas causados pelo desvario nas contas do país. Pois bem e muito francamente: se é impossível descongelar tudo para todos, que se estabeleça um faseamento mais prolongado para todos. Mas isto não é elementar? Não estou a equacionar bem o problema?



publicado por paulo prudêncio às 21:16 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

 

Usar os exames como o objecto único que mantém a ordem de um sistema escolar, é uma patologia grave. 



publicado por paulo prudêncio às 10:33 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 13.11.17

 

 

 

 

A ministra da educação do primeiro governo de Sócrates acha que quem discorda das medidas que aplicou está num processo de "alterações casuísticas ou determinadas apenas por quem tem mais voz". E é isto. Sem remédio. Tem que googlar a frase para encontrar o texto, porque não me apetece linkar a coisa.



publicado por paulo prudêncio às 20:14 | link do post | comentar | partilhar

 

 

Contributo recebido por email

 

"O tempo decorrido entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2017 não vai ser tido em conta e a sua contagem será retomada a 1 de Janeiro de 2018. No caso dos professores, por exemplo, que precisam de quatro anos de serviço, há 49 mil docentes que em 2018 irão progredir. Os restantes terão de esperar que os quatro anos necessários se concretizem: por exemplo, uma pessoa que até 2011 contou três anos de serviço, só progride em 2019 ou uma pessoa que até 2011 contou um dia de serviço, só progride em 2022.
E isto se até lá não se aprovarem orçamentos que determinem a suspensão das progressões...
Se ainda adicionar que a progressão ao 5º e 7º escalões dependem de vagas determinadas pelo governo, é fácil calcular que dezenas de milhares de professores chegarão ao final da sua vida de trabalho posicionados entre o 5º e 7º escalões, com um valor da pensão de reforma calculado com base em salários base mais baixos durante anos...
Portanto, os sindicatos também deviam estar a encetar uma luta para eliminar as vagas na progressão a escalões, que apenas são obstáculos artificiais com o intuito de poupança orçamental, não tendo nenhuma relação com avaliação de desempenho.
 
 
Mário Silva"


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Domingo, 12.11.17

 

 

 

 

Reduzimos o abandono escolar em contra-ciclo com a (reconfigurada; e decadente?) Europa e confirmamos que o aumento da escolarização das sociedades influencia em quase 70% as taxas de frequência e os resultados das aprendizagens. Portugal reforça as conclusões ao atenuar, neste indicador, a influência da delapidação dos determinantes 30% da organização escolar por razões financeiras. "Não há vida escolar para além do défice", explica parte da imobilidade governativa. Há tantas epifanias - que a conjuntura simulou como estruturais - que tardam a mudar, que cresce a apreensão: o Governo revê-se nas políticas escolares do primeiro governo de Sócrates? 

"O director de turma deve ser avaliado, com pontuação rigorosa e quotas, pelo abandono escolar dos alunos". A frase que escolhi (não excessivamente técnica), dita com convicção por Lurdes Rodrigues, sintetizou um conjunto neoliberal de "Novas Políticas de Gestão Pública" que degradaram a organização escolar.

A desconstrução da frase encontra a desresponsabilização da sociedade, as crianças-agenda, os jovens-vigiados, o "aluno-rei", os professores "agentes recreativos e multi-profissão" e o modelo taylorista de escola com primazia da lógica, "impensada" em educação, do "cliente-tem-sempre-razão".

Insatisfeita, a PàF acrescentou: alunos por turma, turmas por professor, indústria da medição alargada aos mais pequenos e disciplinas hierarquizadas (dito assim como eufemismo).

Com uma década assim, não faltam, portanto, pontos fundamentais para agendar se o Governo recusar a interrogação do primeiro parágrafo e olhar para o futuro.

 

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Algures no Oeste de Portugal.

Novembro de 2017.



publicado por paulo prudêncio às 21:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 11.11.17

 

 

 

Há quem tente antigas instrumentalizações na actual luta dos professores. Desde logo, usando uma falácia. Nos OCS, mas também nas redes sociais, diz-se com frequência que os professores ficaram em silêncio durante os governos da PàF. Não é verdade. Consulte os posts do mês de Junho de 2013 e terá a documentação necessária. A esse propósito, escrevi ontem num debate.

 

(...)Um dos momentos mais difíceis da já longa luta dos professores portugueses da escola pública ocorreu em 2013 contra as políticas do governo PàF. Era muito difícil contestar na altura. Estávamos isolados num país derrotado e anestesiado. Em Junho desse ano, ocorreu uma histórica greve aos exames do 12ª ano (estive num directo de uma opinião pública especial da sic notícias e senti na pele a animosidade - tenho tudo documentado -) seguida de uma greve às avaliação do final de ano que foi comovente de tanta resistência; com a adesão das duas federações de sindicatos. Foi muito mais difícil do que as históricas manifestações de 2008 onde, na semana seguinte, a maioria entregava objectivos individuais ou uns meses depois dava corpo ao nefasto modelo de gestão. Evitou-se, para além de outras coisas, que 15 mil professores do quadro com horário zero fossem de imediato requalificados. É muito injusto que se ignore isto.(...)

 



publicado por paulo prudêncio às 14:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 07.11.17

 

 

 

A Santa Aliança dos Auxiliares de Ministro



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Domingo, 05.11.17

 

 

 

Não haja ilusões: enquanto uma décima for determinante no sacrossanto acesso ao ensino superior e a desconfiança se impuser como controlo burocrático das aulas que questionem - e das que não o façam, já agora - a normalização, adianta pouco discutir uma "outra escola" para o século XXI. A imagem da flexibilidade curricular está invertida com esse propósito.

Explico-me. Nem se trata de discutir se os alunos aprenderão mais ou menos com tecnologias e interdisciplinaridades decretadas ou se as escolas estão desde sempre em mudanças paulatinas. O que a realidade nos mostra, é que é um imperativo de consciência treinar os alunos para que "tudo tenha sido feito" na tal décima; e isso influencia o sistema desde a entrada na escola. É irreal pedir a redução desse treino sem alterar variáveis que construam uma sociedade diferente. Só em escolas sem secundário, ou que, tendo-o, grande parte dos alunos não se imagina no ensino superior, é que há espaço para reduzir o treino disciplinar em favor de uma suposta "escola do século XXI". E mesmo aí, a máquina do ME e a hiperburocracia dos excessos das ciências da educação (reuniões de agenda repetida) cruzada com os atavismos das ciências da administração (lançamento de informação inútil) tratam de esclarecer que tudo começa e acaba na tal décima.

Nota: nas "impossibilidades" portuguesas, há outras componentes críticas que levam ao burnout dos docentes e à redução drástica de jovens interessados nos cursos de formação de professores; noutro âmbito, A. Damásio refere "a necessidade de um pacto global sobre educação e insiste nas humanidades e nas artes para formar homens e cientistas" e alerta para "a bancarrota espiritual e moral das sociedades". 

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publicado por paulo prudêncio às 14:05 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 28.10.17

 

 

 

"Um país sem Estado e apenas com impostos" é um texto de opinião de José Pacheco Pereira.

 

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Nota: para os OCS parece que ontem não houve greve. Nas escolas, e apesar de se prever o encerramento com a greve de outros profissionais, a adesão dos professores foi elevada, com números semelhantes a 2013 e com sinais de que a contestação continuará.

 



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Terça-feira, 24.10.17

 

 

 

 

Um discurso que não apreende, ou desconhece, o real torna-se irrelevante. Se o autor for um governante e repetir a insignificância, a impaciência dominará os governados. Nas fases sobreaquecidas, como a que vivemos, os discursos sem sala de aula transformam bons conceitos escolares em objectos de arremesso e crispação. 



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Sexta-feira, 20.10.17

 

 

 

 

Numa das fases escolares sobreaquecidas, uns "teóricos da conspiração" ligavam o crescimento repentino das cooperativas de ensino à privatização do sistema e à criação (2007) da ParqueEscolar.EPE (PEEPE); sumariando, o Grupo GPS, o Grupo LENA (que requalificou a maioria das escolas) e a PEEPE (com o território e o edificado de mais de 300 escolas). Ou seja, e segundo os conspiradores, bastaria a "reforma estrutural" de privatização da PEEPE - criada para boas contas orçamentais (o PR à época falava de boa moeda) -, para que o processo se expusesse à luz do dia como festa orçamental. 

Os "reformadores" mais mediáticos classificavam os "conspiradores" (que, ao que me recordo, se diziam defensores da não proletarização dos profissionais da educação) de avessos ao empreendedorismo de ponta, de despesistas lunáticos e de excessos de cidadania por exposição a zonas de conforto.

 

PS: tenho ideia que os teóricos conspiradores usavam o argumento de cluster (ou aglomerado territorial) que vai tendo fundamento. 

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Paula Rego.
Tríptico "Família".
Exposição "old meets new".
Casa das Histórias Paula Rego.
Cascais. 



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Quarta-feira, 18.10.17

 

 

 

 

Já não consigo ouvir os repetidores da urgência das "reformas estruturais". Foram tantos os reformadores que o Estado ficou sem norte. Quem os ouve, até julga que aterraram ontem. No caso das escolas, que conheço melhor e que foram alvo de reformas do outro mundo, só não caem em calamidade visível porque a natureza é outra e a mediatização também. Aliás, se em vez de autarquias tentadas a "gerirem" empresas, escolas, hospitais e tribunais, elegêssemos autarcas com competências, responsabilidades e instrumentos para a gestão do território, talvez a agenda mediática não desolasse tanto. É evidente que essa municipalização obedecia ao questionamento de uma qualquer, e poderosa, norma-travão-oligárquica que explica tragédias visíveis e um sem número de invisíveis.

 

Nota: as incontestáveis alterações do clima não explicam a desertificação do interior nem o abandono da floresta e da agricultura. Num momento destes, seria bom que os protagonistas políticos olhassem para a história das suas organizações.

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PATRÍCIA DE MELO MOREIRA / AFP / GETTY IMAGES



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Quarta-feira, 11.10.17

 

 

 

"Bruxelas avisa: mais professores obriga a melhores resultados". As conclusões destes "estudos" nunca nos surpreendem. Aumento da idade da reforma, cortes a eito, mais alunos por turma, afunilamento curricular, vinculação por "exigência" de Bruxelas (até é risível) e por aí fora serão detalhes estrangeirados. E depois estranhamos que as soberanias regionais se sobreponham à europeia.

 

 



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Sexta-feira, 06.10.17

 

 

 

Discordar, contestar e não desistir são conjugações verbais da democracia tão imperativas como errar, corrigir e ouvir.

Governo e sindicatos já acordaram a antecipação do concurso interno de 2021 para 2018 como reparação. Não ouviram antes de 25 de Agosto e podiam tê-lo feito. É agora tão difícil assim atenuar a injustiça dos que são considerados como pouco numerosos? E não é apenas porque a memória nos mostra que é deste modo que nascem grandes confrontações: a exasperação com a injustiça é imprevisível num grupo à beira de um ataque de nervos. É também porque se registam tiques de soberba maioritária associados à ideia de substituição da actual fórmula parlamentar por um bloco central. Seria, na minha modesta opinião, mais uma grande oportunidade perdida.



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Autor:
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