Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 20.11.17

 

 

 

 

Os professores são muitos (57% da administração central), ficam mais à mão em termos financeiros e ponto final; o resto é ruído. O Governo excluiu os professores e estes reagiram. Um Governo democrático negoceia, corrige e procura uma solução digna enquadrada na política financeira e orçamental. Os professores (99 mil do quadro contra 145 mil em 2006) estão no lugar cimeiro dos cortes na administração pública. Não reivindicam 9 mil milhões de retroactivos, quantia equivalente à autorização do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira para os pagamentos antecipados ao FMI - 9.400 milhões, 60% do empréstimo - ou a quase metade da ajuda à banca. Mas isso, os mediáticos irritados silenciam. Nem sequer estudam o resultado salarial dos descongelamentos ou comparam os detalhes das carreiras. Aliás, um dos mais benevolentes insinuou, no decadente eixo-do-mal, que os professores deviam ter rejeitado, veja-se bem, os cortes a eito e apagou o momento mais difícil que ocorreu em Junho de 2013.


Quando se percebeu a exclusão dos professores, surgiram geringonceiros dos sítios mais improváveis. Regressaram à base com o andar da carruagem. O livro "On bullshit”" ("Conversa da treta", na tradução), do filósofo americano Harry Frankfurt, explica o fenómeno irritadiço. O “bullshit é mais ameaçador para a verdade do que a mentira e é objecto de uma estranha tolerância. Aumentou muito porque se exige opinião sobre tudo, mesmo sobre o que não se sabe. O mundo dos media constitui um inigualável caldo de cultura “bullshit“”. A coisa está tão no fundo, que num debate na televisão pública - com o nome sintomático, "O último apaga a luz" - um interruptor (googlei a ficha técnica e tem Deus como último nome) foi taxativo: "os professores são miseráveis".

 

televisao-ruido-branco

 Imagem encontrada na internet
sem referência ao autor



publicado por paulo prudêncio às 11:04 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sábado, 18.11.17

 

 

 

 

 

 

 

dec1

 

dec2

 

Via Blogue De Ar Lindo

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sexta-feira, 10.11.17

 

 

 

Apetece-me Algo!



publicado por paulo prudêncio às 10:57 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 07.11.17

 

 

 

37100691481_338997329c

 

 

Após catorze anos de carreiras congeladas, é natural o sobreaquecimento. São milhões (5.400) de retroactivos e milhões (600) de descongelamentos. Só que o conceito de retroactividade passou a inconstitucional; apenas os milhões da dívida são de direito adquirido. Somos um "protectorado" e os credores não se comovem. Pagamos como país e ponto final, mas com um elogio à capacidade portuguesa em tolerar as contas nacionais.

Percebeu-se, logo em 2016, que os professores, e só os professores, não seriam posicionados, em 2017, 2018 e 2019 e nem sequer na década seguinte, no escalão referente aos requisitos legais. Em 6 de Março de 2017, e numa notícia do Público que dizia "que para subir na hierarquia do Estado vão ser precisos prémios e promoções", reconheceu-se a estratégia comunicacional de abertura oficial do tradicional "arremesso à escola pública" que nos recordou o processo kafkiano do modo-faz-de-conta. Se nada se aprendeu com a experiência, adivinhamos a superação do limite do sobreaquecimento.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:29 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.11.17

 

 

 

O argumento de que os professores são os únicos que progridem (salvo seja, claro) sem pontos, perdeu consistência porque era uma falácia; mas recuperou detalhes antigos. Ora leia, caro leitor, a pérola que se segue.

Recebi, por email devidamente identificado, o seguinte exemplo tragicómico que retrata bem o estado deste processo, onde tanto se fala de pontos, méritos, promoções e por aí fora. Repare no detalhe de um pedido de reforma antecipada como critério de progressão.

 

"Uma análise aos artigos 7º, 8º e 9º do decreto-lei nº 75/2010, de 23 de Junho, lê-se que docentes do índice 340 (9º escalão) passam ao 370 (10º escalão e topo da carreira), se, cumulativamente:

a) Possuam no índice pelo menos seis anos de tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira;
b) Reúnam os requisitos legais necessários para a aposentação, incluindo a antecipada, e demonstrem que a requereram;
c) Tenham obtido nos dois ciclos de avaliação do desempenho imediatamente anteriores a menção qualitativa mínima de Bom.

Se esta regra fosse recuperada, não obedecendo às regras gerais de progressão que deveriam entrar em vigor em 2015, só os docentes do índice 340 com 6 anos de serviço nesse escalão, e que solicitassem a aposentação, incluindo a antecipada, é que transitariam ao índice 370."



publicado por paulo prudêncio às 09:27 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 01.11.17

 

 

 

O OE2018 inscreve 211 milhões de euros para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos (e acima de 1000 milhões para as falências do BES, Banif e BPN), como sublinha este texto de Santana Castilho. Se as dívidas aos professores ascendem aos impagáveis 5.400 milhões, o financiamento da banca já ultrapassou 20.000 milhões.

Soube-se, por estes dias, que os OE2018 e 2019 inscreverão 600 milhões para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos, que é uma quantia igual à contagem de todo o tempo de serviço dos professores (os únicos a quem o Governo não reconhece esse direito). Pois bem: que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser terem contribuído como ninguém na administração pública para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? Não chega? Se não se descongelar carreiras, não há aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?

 

IMG_1576

 

Caldas da Rainha. Praça da fruta. Agosto de 2015.



publicado por paulo prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 27.10.17

 

 

 

Para além dos motivos que levam a administração pública a fazer hoje uma greve (a que aderi), os professores têm causas que se arrastam no tempo acrescentadas pelo que escrevi há dias:

"O Governo eliminará quase nove anos de serviço dos professores no descongelamento das carreiras. Nem considera uma recuperação faseada. Excluiu-os. E porquê apenas os professores? Por uma questão técnica, diz o Governo. É consensual que a sucessão de "reformas estruturais" deixou o Estado, e a sociedade, sem norte. A avaliação do desempenho é um espelho dos desajustamentos. As avaliações no Estado (SIADAP) são um fingimento indesmentível e em 95% das empresas não existe. Qual é, então, a questão técnica que exclui os professores? São os pontos, diz o Governo. Nas outras carreiras as pessoas obtêm um ponto por ano até ao número necessário à mudança de categoria e nos professores, diz o Governo, é por menção qualitativa. Só que a menção é obtida, com quotas, numa escala de 0 a 10 pontos (por exemplo: 7.51 pontos é bom e 8.53 pontos é muito bom) e o professor muda de categoria ao fim de x anos (como nas restantes carreiras). Era preferível o Governo pedir desculpa aos professores por imitar os anteriores. Se a história da exclusão raramente nos falou de "perseguidos" por serem muitos, desta vez é mais surpreendente; ao fim de dois anos, regista-se a imutabilidade também nas questões não financeiras vigentes desde 2007.(...)"

 

Lê-se as palavras indignadas de representantes sindicais e das "associações de dirigentes escolares" a propósito da eliminação dos anos entre 2011 e 2017 (ou, na prática, 2019 ou mais - no caso de quem entra no quadro pode chegar a 20 anos de cortes -), mas em nenhum caso se explica à opinião pública o motivo que se fundamenta na avaliação. É pena. Mas percebe-se, uma vez que boa parte destes organismos nunca foi peremptório na desconstrução do clima de farsa.

 

36892804821_9d1023e559

 

 Imagem obtida na internet

sem referência ao autor

 



publicado por paulo prudêncio às 11:28 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 25.10.17

 

 

 

Nem há dois meses escrevi assim:

 

"Ficaram professores por colocar? Sim; em poucos grupos de recrutamento é um facto. Uma passagem pelas listas dos professores não colocados, ou de reservas de recrutamento, regista um número reduzido (ou ausência) de candidatos para várias disciplinas. É uma tendência que se agrava e que abrirá telejornais. Com a "eterna" precarização dos professores contratados associada ao estatuto de cobaia na avaliação kafkiana (e de moeda de troca entre governos e sindicatos) e passando por um processo de desconsideração profissional, é natural que os jovens desistam de "ser professor" e que os menos jovens optem por outra actividade no país ou no estrangeiro. PS: se nada se fizer no estatuto dos professores do quadro, as condições de aposentação associadas ao burnout provocarão uma avalanche de insubstituíveis. Aliás, basta que o inverno se imponha."

 

Dá ideia que se acorda para um problema com duas décadas, mas que se acentuou na última com a degradação da carreira. Os alunos consideram os professores, mas não querem seguir a carreira e não frequentam a formação inicial. Da leitura seguinte, salienta-se a posição de um ex-ministro percursor da queda e que insiste nos argumentos que mais influenciaram o plano inclinado.

 

"(...)A renovação do corpo docente poderá tornar-se um problema sério para o país no futuro próximo. De acordo com um estudo realizado para o Conselho Nacional de Educação (CNE), com base no relatório dos testes PISA 2015 da OCDE, apenas 1,5% dos estudantes de 15 anos - a maioria dos quais com desempenhos abaixo da média - admitem ser professores no futuro. E esta crise de vocações para o ensino surge na altura em que se prevê que, face ao forte envelhecimento da classe, dois terços dos atuais professores se reformem nos próximos quinze anos.(...)

David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação,(...) o desinteresse dos alunos está relacionado com a "representação social dos professores", que perdeu relevância devido aos critérios de seleção dos que lecionam nas escolas: "Se nós não fizermos algo que permita que haja alguma seletividade no acesso a professores e critérios de qualidade na sua formação inicial, vamos ter problemas, porque cada vez mais a profissão de professor é vista como desqualificada", considera.

"O atual sistema, sendo aparentemente igualitário, não permite ao Estado fazer a seleção dos melhores", acrescenta, relembrando o estudo "De onde vêm os professores", também do CNE. "Esses dados já são assustadores, porque revelam que uma grande parte das escolas que estão a fornecer os maiores contingentes de professores, nomeadamente para o ensino básico e educadores de infância, não são necessariamente as escolas mais reconhecidas pelos seus méritos", diz.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), até concorda com a ideia de que a profissão está desqualificada. Mas não por falta de qualidade de parte do efetivo: "Essa é uma opinião do professor David Justino desde o tempo em que era ministro", lembra. "Se as escolas não têm qualidade, fechem-nas", desafia.(...)"

 

Captura de Tela 2017-10-25 às 21.18.44

 



publicado por paulo prudêncio às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 22.10.17

 

 

 

 

O Governo eliminará nove anos de serviço dos professores no descongelamento das carreiras. Nem considera uma recuperação faseada. Excluiu-os. E porquê apenas os professores? Por uma questão técnica, diz o Governo.

É consensual que a sucessão de "reformas estruturais" deixou o Estado, e a sociedade, sem norte. A avaliação do desempenho é um espelho dos desajustamentos. As avaliações no Estado (SIADAP) são um fingimento indesmentível e em 95% das empresas não existe.

Qual é, então, a questão técnica que exclui os professores? São os pontos, diz o Governo. Nas outras carreiras as pessoas obtêm um ponto por ano até ao número necessário à mudança de categoria e nos professores, diz o Governo, é por menção qualitativa. Só que a menção é obtida, com quotas, numa escala de 0 a 10 pontos (por exemplo: 7.51 pontos é bom e 8.53 pontos é muito bom) e o professor muda de categoria ao fim de x anos (como nas restantes carreiras). Era preferível o Governo pedir desculpa aos professores por imitar os anteriores. Se a história da exclusão raramente nos falou de "perseguidos" por serem muitos, desta vez é mais surpreendente; ao fim de dois anos, regista-se a imutabilidade também nas questões não financeiras vigentes desde 2007.

 

 

IMG_0594

 

Página 13 da edição impressa do Público de 15 de Fevereiro de 2014.

O estudo que concluiu que a avaliação do desempenho não era praticada em 95% das empresas foi publicado uma semana antes, salvo erro.

Os sindicatos usaram, e bem, o argumento.



publicado por paulo prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

 

 

Quanto mais tarde pararmos com o equívoco, mais difícil será a recupração.

 

"A escola não pode ser uma empresa porque a lógica da educação não é a do mercado" O professor universitário Nuccio Ordine contesta as "universidades-empresa" e defende mais investimento na educação, nomeadamente nos estudos clássicos.

 

 

Captura de Tela 2017-10-22 às 02.31.30

 



publicado por paulo prudêncio às 10:28 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 21.10.17

 

 

 

37800237882_c2ecb6b51d

  

@máriosilva



publicado por paulo prudêncio às 15:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 15.10.17

 

 

 

A lei para professores igualará o sector privado e a administração pública em Portugal e na Europa: "entrar no quadro ao fim de três anos de contrato". A vergonha tinha duas décadas. O OE2018 inscreve a justiça, mas acentua injustiças. 

É bom que todos os deputados, e os comentadores e analistas associados, se contenham. A vinculação de 7.500 professores em dois anos representa quase zero euros no orçamento. Leu bem: quase zero (0) euros. Um professor contratado recebe, em regra, pelo índice 167, entra no quadro no mesmo patamar e vê eliminado o tempo que prestou até aí. Já se percebeu que o OE2018 sacrifica os do costume, os professores, por serem muitos e ponto final. Repitamos então o que dissemos da cerimónia de reabertura oficial da época de "arremesso à escola pública e aos seus profissionais":

""Desapareceram" 42 mil professores (30%) de 2004 a 2015. Em 2006 foram alvo de uma guerra - palavras do actual PM - decretada em conselho de ministros, a presença da troika, e da ideologia PàF, acentuou a queda e em 2017 as notícias acrescentam desconsiderações associadas às intocáveis, e incontáveis, malfeitorias anteriores - as financeiras e as outras -".

Nota:
 
Parece que o congeladorOE2018 eliminará também quase uma dezena de anos de serviço nas progressões dos professores do quadro. Veremos se também aqui se certificará os professores como excepção.

 

Captura de Tela 2017-10-15 às 15.03.59

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:04 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Domingo, 08.10.17

 

 

 

 

E eis que Bagão Félix repete a presença na cerimónia: "OE2018: "Há muita incompetência que apanha boleia" nas progressões da função pública.(...)lamentando que o Estado esteja “novamente a inchar”, a “ganhar volume”,(...)"aumentar descongelamento de carreiras não tanto para favorecer antiguidades, mas para favorecer capacidades”(...)"o Governo “cometeu um erro” ao reduzir o horário dos funcionários"(...)“Há um setor em que, em meu entender, devia haver poupança e que tem a ver com a demografia, nascermos menos e vivermos mais tempo. O curioso é que o Estado e os seus representantes só nos falam da demografia por causa das pensões”(...)“Nasce-se muito menos. Agora estão a nascer 80 mil bebés por ano, quando eu era criança nasciam 220 mil bebés por ano, há 30 anos nasciam 160 mil bebés por ano e depois eles vão ser futuros estudantes nas escolas. Então e as escolas cada vez têm mais professores e pessoal?”(...)“Nós não podemos dizer ‘mais pensionistas porque se vive mais tempo, não há dinheiro; menos estudantes porque se nasce menos, precisamos de mais dinheiro’. Há aqui um contrassenso”, declarou, considerando que “o problema da educação é um problema de defesa de interesses corporativos”.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 15:55 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 07.10.17

 

 

 

 

O título do Público, "OE2018: professores, militares e polícias podem demorar mais tempo a progredir", é uma componente mediática da estratégia de distracção para atingir os do costume. Bagão Félix, sentado na 1ª fila da reabertura oficial da época de "arremesso à escola pública", sentenciou ao Expresso, OE2018:"(...)lamentando que o Estado esteja novamente a inchar(...)Há um setor em que devia haver poupança(...)Nasce-se muito menos e as escolas cada vez têm mais professores e pessoal?”(...)Há aqui um contrassenso, o problema da educação é um problema de defesa de interesses corporativos.(...)" Vamos lá centrar a discussão. Os professores, por serem muitos e por exerceram a sua actividade num objecto (escola pública) de confessada antipatia (para ser brando) para os governos do arco, foram a classe profissional mais atingida na administração pública. Os números são incontestáveis. Todos sabemos isso.

"Desapareceram" 42 mil professores (30%, o dobro da percentagem da redução de alunos 14%) de 2004 a 2015, em 2006 foram alvo de uma guerra - palavras do actual PM - decretada em conselho de ministros, a presença da troika, e da ideologia PàF, acentuou a queda e em 2017 as notícias acrescentam desconsiderações associadas às intocáveis, e incontáveis, malfeitorias anteriores - as financeiras e as outras -.

 

36055789143_a3775b1894

 



publicado por paulo prudêncio às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Não Sei Se Repararam…



publicado por paulo prudêncio às 10:17 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 05.10.17

 

 

 

pizdaus_plantinha_muro1

 

 

Concursos de professores "Mais Justos"?! Discordo; os concursos devem ser apenas "Justos" e ponto final. Os professores têm razão. Há década e meia que desenvolvem acções destas e surpreendem-me os governantes que, numa espécie de braço de ferro, adiam a negociação ou desvalorizam os contestatários por serem poucos. A história sublinha a força da razão dos pequenos grupos e os professores têm um longo currículo de cidadania. Nem é estranha a ingratidão (ou silêncio institucional) ou falta de memória dos pares que já sentiram a justiça decorrente do que "estava perdido antes de começar". E depois há sempre quem desapareça na primeira migalha de uma qualquer oligarquia. Aliás, a justiça para muitos inicia-se sempre com a coragem de uns poucos e a persistência obriga o elogio democrático e a consequente audição por parte dos governantes.

 

Nota: soube-se ontem que, nas provas de aferição (física e ciências), os alunos do 8º ano revelaram lacunas preocupantes. Se em 2016 estavam no 8º, em 2011 frequentavam o 3º e em 2009 o 1º. Ora se os professores são os mesmos há décadas, os apontadores de culpas devem olhar para outras variáveis desse período: por exemplo, afunilamento curricular e empobrecimento nas condições de realização das aulas. É ai que se esperam correcções. Porque apontar os do costume, os professores, é impróprio do Dia Mundial dos Professor.



publicado por paulo prudêncio às 18:11 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.09.17

 

 

 

 

"Mais quase 10 mil estudantes conseguiram um lugar no ensino superior". É uma boa notícia e ponto final.



publicado por paulo prudêncio às 13:45 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 24.09.17

 

 

 

 

Um vídeo esclarecedor:

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:39 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 19.09.17

 

 

 

 

Em dois anos, a rede pública das Caldas da Rainha (e dos concelhos próximos) integrou 850 alunos de um colégio "privado" (CRDL). Leu bem: 850 (oitocentos e cinquenta). No auge (2012/13) da contestação aos colégios "privados" redundantes, o argumento usado pelo poder político, e não só (basta googlar), era taxativo: os alunos não cabem nas escolas públicas.

A cidade das Caldas da Rainha foi um centro do processo com 1 colégio e 4 escolas públicas. Em 2012/13, e quando o CRDL atingiu o pico de frequência (1180 alunos para 39 turmas financiadas mais 5 de ensino profissional), as escolas públicas registaram perto de uma centena de professores sem componente lectiva. Os números estabilizaram até 2015/16, ano em que se iniciou a transferência decorrente do cumprimento da lei e de um longo processo resultante da coragem informada de uns quantos.

Em 2017/18, o CRDL regista 330 alunos (portanto, 1180-330=850) para 10 turmas financiadas mais 3 de ensino profissional. As escolas públicas contabilizam um número residual de professores sem componente lectiva e dezenas de novas contratações. Uma das escolas públicas regista 75% da ocupação no 2º ciclo (pode ainda receber 130 alunos para 5 turmas) e 30% no 3º ciclo (pode ainda receber mais de 200 alunos para 8 turmas).

Ou seja, e para quem estudou os graves erros estratégicos cometidos na rede escolar nacional, houve um desperdício de milhões de euros e um prejuízo incalculável na vida de inúmeros profissionais dos dois sistemas.

 

alunoscabem

 



publicado por paulo prudêncio às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
a secretária de estado da administração pública nu...
confesso que, egocentricamente, esperava não ser a...
Tudo o que envolva valorização financeira dos prof...
Muitos bom este comentário, se me permite. Obrigad...
E parece uma queda a um ritmo mais acelerado do qu...
Percebo. É matéria complexa. Esse nivelamento podi...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676