Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 19.02.18

 

 

 

A Fábrica do Futuro



publicado por paulo prudêncio às 16:06 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 18.02.18

 

 

 

"(...)Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer? Os pediatras americanos defendem que, no caso dos adolescentes, a máxima não é exequível e mais vale ajustar os horários das escolas. É contra a natureza dos adolescentes deitarem-se cedo e é também por isso que a maioria não dorme o tempo que devia.(...)".

Se nas crianças são óbvias as vantagens do deitar cedo, nos adolescentes não é assim. Também a transição para o estado adulto requer adaptações progressivas. Durante anos prevaleceram critérios militaristas e improdutivos, que obrigavam os adultos a "marcar o ponto cedo" desconsiderando os ritmos biológicos.

Elegiam-se as primeiras horas do dia e todos tinham de parecer ocupados e eficientes. As restantes horas eram prolongamentos, os almoços intermináveis - bem regados e condimentados - e as noites "inexistentes". Os noctívagos que defendiam esse período como mais produtivo, para interagirem com pessoas em estado menos teatral ou para desenvolverem trabalhos que exigiam solidão, eram impedidos pelo "mundo do faz de conta que produzes". É interessante assistir à evolução dos direitos, até ao de dormir, que, nalguns casos, se pode considerar também um dever para não se impor aos outros a insensatez reconhecida pelos pediatras.

 

Já usei esta argumentação noutros posts.



publicado por paulo prudêncio às 10:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 15.02.18

 

 

 

Depois de responder aos comentários do post anterior no facebook, dei com uma imagem com piada sobre um comentador injusto nas questões dos professores. Usa inverdades, como se pode ler aqui, ou argumentos parciais sem sequer se informar. Pela notícia, é toda uma escola.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 14.02.18

 

 

 

Estamos no 4.0: da indústria à política e passando pela Europa, com o sublinhado nas pessoas e "no que significa ser humano" ("A Quarta Revolução Industrial" de Klaus Schwab). Apesar da escala global e da complexidade inédita, há um conjunto controlável de mudanças.

E o que é preciso mudar, por cá, na educação 4.0? Encontrar questões chave. A OCDE "agendou" a queda do modelo de acesso ao ensino superior. Entre outras conclusões, os nossos jovens são os campeões da ansiedade: "sempre acima da média. Quando começam a estudar, ou vão fazer um teste, ou em muitas outras situações.Há uma legião de medicados para a concentração (um eufemismo), outra de viciados em jogos de computador (são horas a esquecer o mundo) e ainda outra com dificuldades relacionais (os desportos de grupo, por exemplo, "desapareceram" na idade 14-18; sobrevive o ubíquo futebol). Se todas as idades são belas e inesquecíveis, a dos 14-18 ficará marcada pela substituição de amigos por rivais e pela falta de tempo para ter tempo. É uma tristeza, um imperativo de saúde pública e um processo que se arrasta às idades inferiores. É por causa destas consequências, e de um rol de injustiças comprovadas, que defendo há muito alterações no sacrossanto acesso ao superior, como defendi o fim de provas nacionais anuais (finais ou intermédias) nos mais pequenos, a par de toda a parafernália de procedimentos que publicitam e hierarquizam as classificações das crianças e sobrecarregam a competição. E nada disto se relaciona com rigor na avaliação ou exigência. Talvez, e aí confesso algum arcaísmo, coloque em lugar cimeiro a confiança nos professores.

 

Nota: o esgotamento, e a desorientação, do modelo de acesso fica patente na argumentação (prós e contras) à volta da nota de Educação Física.

Industrie4.0

 



publicado por paulo prudêncio às 16:59 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 06.02.18

 

 

 

Numa pesquisa dentro do blogue, fui parar a um post de 10 de Fevereiro de 2017 com o título "do Pisa e do óbvio".

 

Escrevi assim (antes de o leitor continuar, olhe para a imagem que acompanhou o post e recorde-se da recente desobediência da ex-ministra no preenchimento de uma plataforma com a sua avaliação; sorria, abane a cabeça na horizontal, mantenha-se sentado e continue; se for caso disso, claro):

 

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Os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo. Este princípio elementar é confirmado por Portugal nos resultados PISA, de 2000 a 2015, que testa alunos de 15 anos em competências (e não nos tradicionais conteúdos disciplinares) de leitura, ciência e matemática. Mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido (em regra e reconhecido pelos próprios) inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados.

A Europa "concluiu" a massificação escolar no período em que Portugal a iniciou: a década de setenta do século passado. Em 2003, já iniciávamos uma recessão escolar coordenada pelos ministros que se vêem na imagem, com excepção do moderador, Marçal Grilo, que é do tempo expansionista. Esse despovoamento a eito do território, em modo de mega-escala desconhecida no mundo estudado, foi a linha condutora entre os ministros (como nestes assuntos os resultados são a médio e longo prazos, o INE acaba de anunciar que o abandono escolar precoce aumentou em 2016, depois de 13 anos em queda, com saliência para o número de jovens que não concluiu o 12º ano; desde 2002 que isso não acontecia). A jornalista do Público titulou a notícia do encontro de ministros com mais um momento de delírio revisionista: "Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores terminou em Portugal". É difícil ler o texto sem abanar a cabeça ou sorrir e a culpa não será da jornalista.



publicado por paulo prudêncio às 15:15 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 04.02.18

 

 

 

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Captei a imagem na primeira página do Expresso online. Dos ex-ministros recentes, não encontrei declarações de David Justino, Isabel Alçada, Nuno Crato ou Maria Seabra.

Pode saber mais nas bases do dados do Expresso, Público (com a variável contextos) ou DN. Em geral, os privados (onde se desconhece o índice sócio-económico, enquanto que o das públicas é integrado em três escalões) dominam as primeiras quatro ou cinco dezenas de lugares o que lhes garante a tradicional publicidade.

 



publicado por paulo prudêncio às 08:42 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 03.02.18

 

 

 

Paulo Guinote numa Opinião Pública de Novembro de 2011.

 

 



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É um vídeo do parlamento (2015), com a opinião do actual SE João Costa.

 

 



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Quarta-feira, 31.01.18

 

 

 

"Apenas os jovens do agrupamento de escolas público pior classificado no ranking afirmaram não recorrer a explicações porque “a sua condição socioeconómica não lhes permitia”, conclui ainda o estudo.

O que a realidade nos mostra, é que é um imperativo de consciência treinar os alunos para que "tudo tenha sido feito" na tal décima que pode faltar no sacrossanto acesso ao superior; e isso influencia o sistema desde a entrada na escola. Aliás, as crianças já integraram as explicações como uma rotina tão óbvia como a frequência escolar e o "impensado" de as sujeitar a quadros de mérito, e a outras publicitações semelhantes, sobrecarrega a competição e acentua uma teia "invisível" de conflitualidade, indisciplina e desigualdades.

É um universo tão tristemente contraditório, que nem se trata de discutir se os alunos aprenderão mais com tecnologias e interdisciplinaridades. Só em escolas sem secundário, ou que, tendo-o, grande parte dos alunos não se imagina no ensino superior, é que há espaço para reduzir o treino disciplinar em favor de uma suposta "escola do século XXI" (um sombrio século XXI, se ficasse apenas por estes espaços). E mesmo aí, a máquina do ME, e a hiperburocracia dos excessos das ciências da educação cruzada com os atavismos das ciências da administração, tenta de imediato eliminar qualquer ousadia com uma pesadíssima quadratura do círculo que nos devia envergonhar.

 

Já usei esta argumentação em inúmeros posts.

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publicado por paulo prudêncio às 15:10 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 25.01.18

 

 

 

Enquanto existirem professores, haverá cargas genéticas e componentes ambientais a influenciar estilos de ensino. Se o professor quiser que os alunos o ouçam, recorrerá a um estilo de comando ou directivo. Se organizar os alunos por grupos, irá da avaliação recíproca aos pequenos ou grandes grupos e se pretender que os alunos encontrem uma solução pode ir pela resolução de problemas, atribuição de tarefas ou descoberta guiada.

Não é avisado misturar a docimologia e as técnicas de ensino, que são, a par do conhecimento científico, os patrimónios dos professores, com correntes ideológicas. E nada disto significa que na Educação não haja disputa ideológica. Pelo contrário. Só que, e vezes a mais como se tem comprovado, as ideias não coincidem com as acções e muito menos com os resultados.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:22 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22.01.18

 

 

 

 

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A confiança nos professores, e na sua autoridade enquanto educadores que transportam saberes nucleares, tem um relação decisiva com o futuro da democracia e com as boas aprendizagens dos alunos. A liberdade de aprender e ensinar é um direito inalienável para alunos e professores e há história suficiente para eliminar equívocos quanto aos efeitos. Há um património docimológico com exigências democráticas. É surpreendente que, na ânsia do controlo das salas de aula e num exercício de nivelamento por baixo (ou seja, constroem-se procedimentos centrados na "caça aos desvios", arrasta-se a organização para esse nível e elimina-se a ousadia), sejam os professores a dar corpo à conjugação obsessiva de verbos destinados ao controle burocrático e à consequente crise através do clima de faz de conta.

“(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.

Arendt, H. (2006:195).

Entre o passado e o futuro.

Oito exercícios sobre o pensamento político.

Lisboa: Relógio D´Água.



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Quarta-feira, 17.01.18

 

 

 

Enviado às Redacções das Televisões

 



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Terça-feira, 16.01.18

 

 

 

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Já se "decreta" o fim dos rankings. No mínimo, há um atraso. É notório o consenso sobre a inutilidade dos rankings clássicos (sem a variável sócio-económica) como instrumento científico. Limitavam-se a concluir o óbvio e a plasmar os mesmos resultados anos a fio com subidas ou descidas de uma décima por ano ou disciplina. Há muito que se sabe: grandes oscilações de resultados representam sempre mudanças significativas no tecido social. Mesmo os rankings mais recentes, com a dita variável, revelaram-se um logro. Em ambos os casos, serviam privados que ocultavam os dados sócio-económicos e que financiavam os estudos como publicidade destinada a comparar o incomparável. É até surpreendente como ainda se realizam, nos diversos patamares escolares, estudos sobre resultados dos alunos sem usar variáveis dependentes e independentes. Repetem-se análises primárias de dados com conclusões rudimentares e redundantes (como os rankings inventados em Portugal). Há muito que a estatística aplica modelos de regressão linear múltipla ajustados aos dados seleccionados (é reconhecida a aplicação IBM SPSS Software; lançada em 1968, é "acessível a todos os níveis de habilidade e a projectos de todos os tamanhos e complexidades") que deveriam fazer escola a partir dos serviços centrais do ME. Que o centralismo tivesse alguma utilidade, digamos assim.



publicado por paulo prudêncio às 17:16 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 15.01.18

 

 

 

Parece-me aceitável uma discussão abrangente do perfil do aluno. Aliás, um algoritmo sensato exige um perfil com mais de 60% de responsabilidade para a sociedade. A percentagem escolar engloba currículos que foram afunilados principalmente com a troika - mas também antes disso - e que tardam a recuperar uma carga equilibrada.



publicado por paulo prudêncio às 20:46 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 09.01.18

 

 

 

 

O regresso da antiga flexibilidade curricular entrou na agenda mediática. Discute-se o efeito nos alunos e nos métodos de ensino. Compreende-se. Mas isso representa uma pequena parte do problema. Os alunos vão aprender como sempre e relacionarão, também como sempre, o que aprendem nas diversas disciplinas. Os professores vão ensinar com os métodos de "sempre". Aumentará a possibilidade de tratar um tema do programa de diversas disciplinas num mesmo momento, a exemplo da extinta área de projecto. Poderá ser positivo.

Mas grande parte do problema, e o que conduziu ao inferno a anterior experiência de gestão flexível dos currículos, centra-se na organização. Na marcação, em catadupa, de reuniões de agenda repetida, no tratamento da informação e em dois verbos infernais: articular e registar. E nada se lê sobre isso como componentes críticas. Pior: teme-se que nada se tenha aprendido. Há variáveis organizacionais que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos nem aos métodos de ensino: são de gestão pura e dura. Os dois verbos referidos são modismos da linguagem escolar que determinam o "estar muito tempo juntos", mesmo que aconteça sem qualquer visão ou estratégia, sem instrumentos modernos de gestão e em reuniões de informação repetida. São dois verbos que remetem a burocracia escolar para o lugar dos procedimentos inúteis e do faz de conta. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do duo verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.

 

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Frase de #banksy

Imagem obtida em Agosto de 2017

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)



publicado por paulo prudêncio às 14:12 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 08.01.18

 

 

 

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A aula foi de 50 minutos durante décadas. Em 1998, decidiu-se por mais "tempo de aula" e inventou-se a de 90 minutos (2 aulas). Como havia disciplinas com 1, 3 ou 5 aulas semanais, criaram-se as de 45 minutos. Ou seja, a redução de 50 para 45 originou um irresolúvel imbróglio de 5 minutos que transitou entre governos até Nuno Crato. Aí, os professores passaram a leccionar minutos em vez de aulas numa eloquente homenagem ao anti-simplex. Gerou-se uma tortuosa contabilidade que os agentes escolares tentaram ignorar.

Quem leu o último "despacho de flexibilização curricular" ficou apreensivo. Por distracção ou desconhecimento, as matrizes curriculares projectaram aulas de 50 com aulas de 45 em disciplinas do mesmo ciclo; a confusão seria idêntica em ciclos diferentes que usassem os mesmos espaços.

Mas por que é que não se acaba com os horários ao minuto? Alunos, disciplinas e professores têm x aulas semanais (45 ou 50, ou 50 e ponto final) e ponto final. E as reduções dos professores? Se um professor lecciona 22 ou 25 aulas semanais, o seu posicionamento na carreira, e a sua idade, reduz-lhe y aulas por semana. Mas é preciso estudar regressões lineares múltiplas para simplificar estas variáveis? Entristece a sucessão de oportunidades perdidas. Ainda sobre o despacho, observou-se o "linguajar bem pensante dos excessos das ciências da educação", que persiste e aglutina o que tem más provas dadas, que se tornará um pesadelo em associação com os "atavismos das ciências da administração".

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)

 



publicado por paulo prudêncio às 18:49 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 05.01.18

 

 

 

 

Cresce a apreensão com o silêncio sobre a plataforma digital única para o sistema escolar (a E-360). É um imperativo com cerca de duas décadas. Entretanto, continua a desordem da redundância com mais de vinte plataformas digitais. O tempo passa e a atmosfera acrescenta burnout aos profissionais que lançam informação, que se reforça com os dados não incluídos nas plataformas das empresas privadas. Mas mesmo os incluídos e devidamente tratados, como, por exemplo, os dos alunos, são "desconhecidos" por decisores e avaliadores, provocando a circulação infernal de ficheiros excel e word. É o tal mundo criativo da repetição e das inutilidades, estimulado a partir do poder central. É uma espécie de "brinquemos às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento e a proibição de outras plataformas nos serviços centrais. A avaliação externa (Inspecção-Geral) "penalizaria" os desvios das escolas, com saliência para a obtenção da informação nas aplicações do office ou equivalente e para a impressão de documentos; a administração pública tem já exemplos, como é notório com o portal das finanças que até lida com um universo muito mais complexo no cruzamento de dados.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts;

há quase duas décadas :))

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:44 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 20.12.17

 

 

"Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou desempenho dos alunos imigrantes em 10 anos.

Portugal foi o país da OCDE que mais melhorou o desempenho dos alunos imigrantes na última década e onde mais se reduziu a distância entre os resultados dos imigrantes e dos alunos nacionais, revela um relatório sobre migrações.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 13:03 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 17.12.17

 

 

 

"Ex-ministra "chumba" em avaliação polémica" (título no 1º caderno do Expresso, 2017/12/16:18). Os professores só podem sorrir com este "chumbo" de Maria de Lurdes Rodrigues. "Dos 289 docentes do ISCTE avaliados,(...)6 tiveram inadequado.(...).A ex-ministra, uma das inadequadas, queixou-se do esforço e dispêndio de tempo que este sistema obriga.(...)Não preenchi a plataforma. Estou convencida de que quem as desenhou, colocando nos docentes o ónus do seu preenchimento, não pensou no tempo de trabalho despendido.(...)" A jornalista Isabel Leiria refere que a ex-ministra "defende que a avaliação não pode transformar-se num processo burocrático" e recorda - em jeito de contraditório algo humorado - que "em 2008, e sobre o modelo de avaliação dos professores, uma das críticas mais ouvidas prendeu-se com a carga burocrática que a construção de fichas e instrumentos de avaliação implicavam para os professores".

É um momento precioso para recuperar mais um desenho do Antero que retrata a época em que a ex-ministra ameaçava perseguir os professores que desobedeciam.

 

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Quinta-feira, 14.12.17

 

 

 

Ser professor é exigente. Claro que não se dá crédito às desconsiderações do costume, mas custa ouvi-las da presidente do Conselho Nacional de Educação. Só agora li integralmente a sua recente entrevista. Já tinha escrito que Maria Emília Brederode dos Santos "escolhe o ensino expositivo generalizado" como causa do abandono escolar e não menciona sequer outra variável. Mas mais: os professores são os culpados pela indisciplina dos alunos (relaciona-o com a idade avançada). Ou seja, um aluno não deve ser bem educado mesmo que não aprecie o ambiente das aulas. "Ainda recentemente", um estudo da OCDE concluía que os professores portugueses (os mais considerados por alunos e encarregados de educação) são os que perdem mais tempo para começar uma aula por causa do ruído comunicacional dos alunos. Será caso para algum humor: ainda antes de começaram a exposição, os professores provocam ruído comunicacional como princípio didáctico.

 

Nota: o estudo publicado pelo CNE deu origem a este título do Expresso: "Alunos que estão atentos às aulas têm boas notas"; esta descoberta da pólvora acrescenta: "resistem ao barulho e à desorganização". Isto só lá vai com uma visão humorada.

No site Shifter.pt, as declarações da presidente do CNE têm outro tratamento: "Os alunos portugueses continuam a ser dos que mais chumbam na Europa (por exemplo, 17% até ao 6.º ano).(...)Portugal tem a percentagem mais elevada de alunos do ensino secundário que recorre a explicações fora da escola.(...)Em Portugal, educar uma criança entre os seis e os 15 anos custa quase 63 mil euros."

 

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Imagem do blogue Diário de Bordo



publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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