Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 15.01.18

 

 

 

Se ontem me interrogava com a "existência de Londres", hoje faço-o com Ovar. Ora leia:

"Em Ovar, a vitória de Rui Rio foi esmagadora. O novo líder do PSD obteve 409 votos, contra os apenas 60 de Santana Lopes. Uma reportagem do Expresso, publicada no semanário deste sábado, mostra como numa casa, que afinal já não existe, vivem oito militantes do PSD. Numa outra, os cadernos eleitorais garantem que lá habitam 17 militantes. Salvador Malheiro, o social-democrata que preside à Câmara de Ovar, nega irregularidades. Mas as histórias sucedem-se."



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Domingo, 14.01.18

 

 

 

E Londres ainda existe?

A dúvida impõe-se com os argumentos, e os desenvolvimentos, pró-Brexit. Mas não só. É que, e entretanto, Trump eliminou Londres (embora o motivo desta pós-verdade seja indissolúvel: o edifício da embaixada dos EUA em Londres) e a incerteza cresceu. Como a absolutização do digital, o recente fenómeno do melhor restaurante londrino vulgarizou-se. Dever ser isso. O espaço tinha um site com ementas do outro mundo, imagens apelativas e os melhores comentários de clientes. Projectou-se, em quatro meses, para o primeiro lugar no Trip Advisor e atingiu o topo. Só que o restaurante não existia. Foi toda uma engrenagem com dados falsos ou manipulados. O facto reforça a dúvida inicial. Mas convenhamos: o melhor restaurante londrino foi uma notícia falsa precisa e humorada. Mas veja o vídeo com a entrevista ao criador (com uma fisionomia na linha de Boris Jonnson e Donald Trump).

 

 



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1192944

Cópia de 1192944

 

Luís Afonso



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Sábado, 13.01.18

 

 

 

"Nem todos os que votaram Trump são racistas, mas todos os racistas votaram em Trump", opinião de Luís Costa Ribas - correspondente da SIC nos EUA -.



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Quinta-feira, 11.01.18

 

 

 

Custa acreditar que o Governo, por questões financeiras (seria ainda pior se houvesse uma atitude revanchista coordenada pelos mesmos do período 2005-2009), use a avaliação kafkiana do desempenho dos professores para bloquear descongelamentos e progressões. Era preferível dizer que não existem euros suficientes e aplicar o princípio a toda a administração pública e não apenas aos professores. Ou seja, continua o raciocínio: excluímos os professores e desenvolvemos o calendário eleitoral. O vídeo seguinte explica bem os detalhes.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 10.01.18

 

 

 

 

"Ter uma carreira" tornou-se politicamente incorrecto na década de oitenta do século passado e as "novas políticas de gestão pública" aplicaram a precarização. "Ter uma carreira" foi menorizado através do "não há empregos para a vida". Há uma geração, hoje nos quarenta, que já duvida da bondade do conceito. Os da geração seguinte ainda aceitam e assumem a ideia até que a idade avance. E por que é que inscrevo gerações? Porque os que iniciaram a dúvida já intuíram que são descartáveis e substituíveis pelos mais jovens com argumentos financeiros ou de imagem. A precarização retira rede quando ela se torna imperativa. Para além do que foi dito, será grave que as administrações públicas continuem a perder carreiras que exigem histórico de saberes e maturidade nas decisões.

 

(Já usei esta argumentação noutros posts)



publicado por paulo prudêncio às 14:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 07.01.18

 

 

 

 

1190967

Cópia de 1190967

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 15:03 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 06.01.18

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:25 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 03.01.18

 

 

 

PR vetou a lei do financiamento dos partidos. Há muito ruído à volta do assunto e é visível que o método escolhido para a construção da lei enfraqueceu as melhores razões.


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publicado por paulo prudêncio às 17:31 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 02.01.18

 

 

 

 

1189550

Cópia de 1189550

 

 

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 12:02 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 01.01.18

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda de "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:31 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 31.12.17

 

 

 

Parece que o PR vetará, diz o Expresso, a lei de financiamento dos partidos. Percebe-se. Os aparelhos partidários não andam com boas contas e é sensato o veto à ausência de limite para os donativos. Mas as "más contas" que se alastraram pelo país incluem a sobreposição dos interesses dos aparelhos e isso é demasiado visível. Como alguém dizia num debate na RTP3, "a justiça e a lei são desprezadas, mesmo em casos de dolo cometidos por personagens que sirvam os aparelhos".

 
Para quem não se interessa pelo direito, fica uma definição de dolo num dicionário online:
"nome masculino; 1. atitude conscientemente tomada no sentido de se vir a cometer um ato criminoso ou uma infração; 2. qualquer sugestão ou artifício com a intenção ou consciência de introduzir ou manter em erro autor da declaração; 3. má-fé; 4. fraude; embuste; 5. astúcia; 6. engano; traição; Do grego dólos, «astúcia», pelo latim dolu-, «astúcia; fraude; ardil»."
 

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publicado por paulo prudêncio às 12:34 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.12.17

 

 

 

Falemos de coisas óbvias: as organizações políticas, como os partidos, são imprescindíveis à democracia que as deve financiar com transparência; qualquer desvio nos métodos alimenta os inimigos da democracia e indigna os seus defensores. O que foi dito sobre a indignação exclui os arrependidos em modo depois da hora difícil de escrutinar.

 

democracia

 

 



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Segunda-feira, 25.12.17

 

 

 

Do douradinho dos saques - um desenho do Antero em Dezembro 2013.

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:20 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 21.12.17

 

 

 

 

Quando as AR baixaram as classificações de Portugal, muitos consideraram-nas, e bem, instrumentos da ideologia política responsável pelo aumento das desigualdades. Ou seja, enquanto uns viam as AR ao serviço dos 1%, das multinacionais e dos offshores, outros defendiam a sua existência. Nesta fase, os primeiros elogiam as contas do país e os segundos perderam voz. 

Na selva financeira vigente, Portugal recuperará alguma soberania se reduzir a dívida e melhorar a opinião das AR.



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Segunda-feira, 18.12.17

 

 

 

"(...)A História distingue-se da Pré-História quando começou a informação escrita. Acho que daqui a 100 anos as pessoas vão olhar para trás e dizer que até ao segundo milénio estávamos na Pré-História. O que sabemos dos gregos é o que Heródoto e mais alguns escreveram. Mas só agora estamos finalmente a registar tudo e vai ser possível compreender muito melhor o presente.(...)"

 

 

Pedro Domingos, Revista do Expresso 

de 13 Agosto de 2016:23

Autor de "The Master Algorithm"

2ª edição



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Sábado, 16.12.17

 

 

 

 

1185474

Cópia de 1185474

Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 09:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 13.12.17

 

 

 

"As denúncias que, há mais de um ano, chegavam ao ministério desapareceram. Uma das últimas originou o inquérito em curso da inspecção do trabalho. Entretanto, o jornalismo de investigação mediatizou o assunto e em 48 horas demitiram-se um SE e a presidente da Raríssimas e o ministro do trabalho é chamado ao parlamento pelo seu partido". Concordo com esta observação radiofónica. O jornalismo de investigação tem muita força. Já o comprovou noutras causas perdidas no tempo. É evidente que a mediatização televisiva tem ainda mais força e o caso Raríssimas retira energia aos que reduzem o denominado jornalismo de investigação a "sensacionalismo para audiências". 

 

Adenda às 22.05: discordo que se mediatize a vida privada.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:24 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.12.17

 

 

 

Percebe-se a indignação com o caso "Raríssimas"; nas instituições que acolhem crianças, custa ainda mais a digerir. Pelo que se vai percebendo, "uma denúncia anónima" tornou, ainda em Novembro, pública a informação. Parece que a mediatização colocará o processo noutro nível de responsabilidade. Como alguém dizia, espera-se um inquérito em toda a profundidade e que se cruzem todas as possíveis pontas soltas. Fica sempre a perplexidade e a interrogação: como foi isto possível?

 

image

Nota: só agora vi o vídeo completo. Está de parabéns a Ana Leal. Confesso: esta gente enjoa mesmo. Como compreendo os que se querem bem longe destes meandos da estratosfera. E ninguém reparou? Nem os avençados ou membros dos órgãos sociais?



publicado por paulo prudêncio às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 10.12.17

 

 

 

Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.

"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"

 

Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas. 

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
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