Em busca do pensamento livre.

Domingo, 30.04.17

 

 

 

A poesia de Rainer Maria Rilke não é fácil. Exige leitura repetida. O resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, que se situa perto da cidade de Trieste sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)



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Segunda-feira, 03.04.17

 

 

 

 

Era uma folha pousada

no cotovelo do vento;

e pairava, deslumbrada,

entre morte e movimento.

 

Era uma folha: lembrava,

de tão frágil, o momento

em que a vida ficava

escrava do teu juramento.

 

Era uma folha: mais nada.

Antes fosse esquecimento!

 

 

 

David Mourão-Ferreira

Obra Poética

1948-1988

Editorial Presença (2006,p:109)

 


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Quinta-feira, 09.02.17

 

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No seu grave recanto, os jogadores
Deslocam os peões. O tabuleiro
Tem-nos até à alva do altaneiro
Âmbito em que se odeiam duas cores.

 

Dentro irradiam mágicos rigores
As formas: torre homérica, ligeiro
Cavalo, alta rainha, rei postreiro,
Oblíquo bispo e peões agressores.

 

Quando os jogadores se houveram ido,
Quando o tempo os tiver já consumido,
Nem por isso terá cessado o rito.

 

A leste se ateou uma tal guerra
Que hoje se propaga a toda a terra.
Como o outro, este jogo é infinito.

 


Jorge Luís Borges,
poemas escolhidos.



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Quinta-feira, 02.02.17

 

 

 

 

A nona elegia.


Porquê, se é possível viver o prazo da existência,
até ao seu termo, como loureiro, um pouco mais escuro do que
todos os outros tons de verde, com pequenas ondas no rebordo
da folhagem (como o sorriso de um vento) -: porquê então esta
forçosa existência humana -, e, evitando o destino,
ter saudades do destino?...

(continua)




Rainer Maria Rilke.
As Elegias de Duíno,
Tradução de Maria Teresa Dias Furtado,
Assírio & Alvim.



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Terça-feira, 27.12.16

 

 

 

Gosto de pontes. Gosto de olhar para a célebre ponte romana de Chaves. Sempre que estou em trás-os-montes, lembro-me das fragas, de Torga e dos poetas.

 

Recordo o final de um poema que Torga dedicou aos poetas.

 

(...)

Homens do dia-a-dia 
Que levantem paredes de ilusão. 
Homens de pés no chão, 
Que se calcem de sonho e de poesia 
Pela graça infantil da vossa mão.  

Miguel Torga, in 'Odes' 

 

Acrescento uma fotografia, da ponte romana de Chaves, que tirei em 24 de Dezembro de 2016.

 

IMG_0328

 



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Terça-feira, 22.11.16

 

  

 

 

 


Narração de um homem em Maio (1953-60).

 


Mexo a boca, mexo os dedos, mexo
a ideia da experiência.
Não mexo no arrependimento.
Pois o corpo é interno e eterno
do seu corpo.
Não tenho inocência, mas o dom
de toda uma inocência.
E lentidão ou harmonia.
Poesia sem perdão ou esquecimento.
Idade de poesia.

 


Herberto Helder em Poesia Toda.

 

Para acompanhar o poema escolhi uma das 100 fotografias mais influentes da história para

a revista Time. 

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Quinta-feira, 17.11.16
 
 




Parte de uma carta de Walt Whitman ao seu editor inglês William Rosseti, em 1867.

"Cálamo é uma palavra corrente. Trata-se da erva ou juncácea aromática de grande porte que cresce nas zonas pantanosas dos vales, cujo caule mede quase um metro de altura;..."

Um dos poemas de Cálamo.

Separando a erva dos prados.

Separando a erva dos prados, aspirando o seu raro aroma,
Dela reclamo a espiritualidade,
Exijo o mais íntimo e abundante companheirismo entre os homens,
Peço que ergam as suas folhas, as palavras, actos, seres,
Esse de límpidos ares, rudes, solares, frescos, férteis,
Esses que traçam o seu próprio caminho, erectos e livres avançando, conduzindo e não conduzidos,
Esses de indomável audácia, de doce e veemente carne sem mácula,
Esses que olham de frente, imperturbáveis, o rosto dos presidentes e governadores como se dissessem Quem és tu?
Esses de natural paixão, simples, nunca constrangidos, insubmissos,
Esses de dentro da América.



Walt Whitman

 

Tradução de José Agostinho Baptista.

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Quarta-feira, 03.08.16

 

 

 

Rilke já nos avisara para a possibilidade terrível dos anjos. Salvador Dalí transformou-os em borboletas, um símbolo da mafia tatuada nas costas dos elementos. A intemporal premonição de Dalí (Os anjos transformam-se em borboletas) está patente no Museu de Belas Artes de Oviedo.

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Sábado, 30.04.16

 

 

 

A poesia de Rainer Maria Rilke não é fácil. Exige leitura repetida. O resultado é sempre sublime. É um dos meus poetas preferidos.

 

Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, que se situa perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático.

 

Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)



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Sábado, 03.10.15

 

 

 

 

 

 

Há duas ideias a ter em conta nos picos de contestação: o aforismo de Wittgenstein que diz que "as relações humanas seriam muito diferentes se fosse transparente a relação entre dor e linguagem, se sentíssemos a dor do outro ao ouvi-lo enunciando a palavra" e a certeza de Rainer Maria Rilke de que, em qualquer circunstância e por mais rodeados de pessoas que estejamos, "estamos irremediavelmente sós".

 

Os professores não escapam à devastação a que têm sido sujeitos a maior parte dos portugueses. Têm até a particularidade de andarem há anos a fio em "mobilidade especial". A união que se está a verificar neste grupo profissional terá uma estreita relação com a "impossibilidade" de escapar à tragédia e com a necessidade de contrariar o infortúnio em solidão. A catarse colectiva manifesta-se de várias formas e está longe de se esgotar. A distância que nos separa do fim da linha é tão longínqua como a que medeia as "realidades" de 2006 e 2013. Os administradores da mesa negocial devem ponderar muito bem sobre o momento de excepção que vivemos e podem passar os olhos pela última e excepcional obra de Herberto Helder.

 

1ª edição em 10 de Junho de 2013.

 

 

Herberto Helder (2013:78). "Servidões". Assírio e Alvim. Lisboa.

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 11.07.15

 

 

 

 

 

Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,

uma noite, perante os que passavam ao pé de si,

que era superior à estrela da manhã,

pois projectava uma luz mais forte que todas.

De repente, sacudida por um sopro de vento

que se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,

disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;

a luz dos astros, essa, não morre".

 

 

Bábrio

 

 

 

 

Antologia da Poesia Grega Clássica.

Tradução e notas de Albano Martins.

Lisboa, Portugália Editora, 2009. p. 465.

 

 

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Quinta-feira, 04.06.15

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões
Me movem a estudar sem uma esperança
De precisão, enquanto a noite avança,
A língua desses ásperos saxões,
Já gasta pelos anos a memória
Deixa cair a em vão repetida
Palavra e é assim que a minha vida
Tece e destece sua exausta história
Será (disse-me então) que de algum modo
Secreto e suficiente a alma sabe
Que é imortal e que o seu vasto e grave
Círculo abarca tudo e pode tudo.
Pra lém deste cuidado e deste verso
Espera-me inesgotável o universo.




Jorge Luís Borges (1961, p:51)
Poemas escolhidos,
Cadernos de poesia, 20,
Publicações dom quixote.



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Domingo, 24.05.15

 

 

 

 

 

 

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Domingo, 29.03.15

 

 

 

 

A poesia de Rainer Maria Rilke não é fácil e é preciso reler algumas vezes. O resultado é sempre sublime. É um dos meus poetas preferidos.

 

Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno que se situa perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático.

 

Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

 

 

 

 

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 



publicado por paulo prudêncio às 09:48 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 24.03.15

 

 

 

16591157_ktBzL.jpeg

Herberto Helder (2013:78). "Servidões". 

Assírio e Alvim. Lisboa.

 

IMG_1764.JPG

 

 

Narração de um homem em Maio (1953-60).




Mexo a boca, mexo os dedos, mexo
a ideia da experiência.
Não mexo no arrependimento.
Pois o corpo é interno e eterno
do seu corpo.
Não tenho inocência, mas o dom
de toda uma inocência.
E lentidão ou harmonia.
Poesia sem perdão ou esquecimento.
Idade de poesia.


Herbero Helder em Poesia Toda. 

 

 

17077797_1fIRl.jpeg

 

Herberto Helder (2014:31). "A morte sem mestre". 

Assírio e Alvim. Lisboa.



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Quinta-feira, 11.12.14

 

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões

Me movem a estudar sem uma esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

A língua desses ásperos saxões,

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão repetida

Palavra e é assim que a minha vida

Tece e destece sua exausta história

Será (disse-me então) que de algum modo

Secreto e suficiente a alma sabe

Que é imortal e que o seu vasto e grave

Círculo abarca tudo e pode tudo.

Pra lém deste cuidado e deste verso

Espera-me inesgotável o universo.

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (1961, p:51)

Poemas escolhidos,

Cadernos de poesia, 20,

Publicações dom quixote.

 

 

 



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O Caos toma assento como árbitro. 

E o seu juízo apenas agrava 

a querela que assegura o seu reinado. 

Acima dele, é o Acaso o juiz supremo... 

 

 

 

Encontrado num pedaço de papel.

 

 

 



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Terça-feira, 04.11.14

 

 

 

A poesia de Rainer Maria Rilke não é fácil e é preciso reler algumas vezes. O resultado é sempre sublime. É um dos meus poetas preferidos.

 

Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno erigido perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático.

 

Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

 

 

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 

 

 

 



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Quarta-feira, 20.08.14

 

 

 

 

 

O Caos toma assento como árbitro.

E o seu juízo apenas agrava

a querela que assegura o seu reinado.

Acima dele, é o Acaso o juiz supremo...

 

 

 

Encontrado num pedaço de papel.



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Domingo, 27.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões

Me movem a estudar sem uma esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

A língua desses ásperos saxões,

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão repetida

Palavra e é assim que a minha vida

Tece e destece sua exausta história

Será (disse-me então) que de algum modo

Secreto e suficiente a alma sabe

Que é imortal e que o seu vasto e grave

Círculo abarca tudo e pode tudo.

Pra lém deste cuidado e deste verso

Espera-me inesgotável o universo.

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (1961, p:51)

Poemas escolhidos,

Cadernos de poesia, 20,

Publicações dom quixote.

 

 

 

 

 

 



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
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