Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 28.03.17

 

 

 

Para além da incerteza nas vantagens para as aprendizagens, há todo o universo organizacional que cria apreensão. A má burocracia é uma espécie de bactéria que retira energia vital aos professores. Existe o medo da repetição. Na anterior experiência de gestão flexível, generalizou-se um inferno burocrático resultante de uma coligação fatal para a organização das escolas: excessos das ciências da educação cruzados com atavismos das ciências da administração. Em regra, multiplicaram-se as reuniões de agenda repetida e as inutilidades informacionais. Os exemplos bem sucedidos nessa recente experiência investiram, acima de tudo, em sistemas de informação associados à simplificação de procedimentos e aos climas organizacionais democráticos. Não é tudo, mas é fundamental.

Os sucessivos Governos aumentaram a burocracia escolar. É irrefutável. Existem causas, nem sempre identificadas, que provocaram o estado de sítio organizativo neste sistema centralizado. Desde logo, porque não existe uma combinação moderna entre as duas ciências referidas.

Não se vislumbra um qualquer sinal da "(...)novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão.(...)Não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, inscrevemos um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão. Existem opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos."

Dá ideia que Paula Rego prognosticou a apreensão (a omnipresença do fantasma) no tríptico "família" integrado na exposição "o velho visita o novo".

 

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Paula Rego.

Tríptico "Família".

Exposição "old meets new".

Casa das Histórias Paula Rego.

Cascais.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:26 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 12.02.17

 

 

 

Cavaco Silva foi célebre na "apresentação das memórias" sobre o tempo recente. O livro terá como título "Quinta-feira e outros dias". Aguarda-se, e já agora estranha-se o atraso, o livro de memórias sobre o tempo do BPN e das suas companhias como primeiro-ministro e chefe do PSD. Ou será que Paula Rego foi premonitória no revisionismo?

 

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"Na companhia de mulheres". Paula Rego.



publicado por paulo prudêncio às 17:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 16.08.16

 

 

 

 

A Casa das Histórias Paula Rego, desenhada por Souto Moura, consolida-se como um espaço obrigatório.

 

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As oito salas - são nove, mas a sala zero recebe obras de pintores influenciados por Paula Rego - apresenta a exposição Old Meets New (Paula Rego). O encontro de perdição começa com o tríptico "família" que pode ver de seguida.

 

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publicado por paulo prudêncio às 23:17 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 08.06.13

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:07 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Domingo, 13.01.13

 

 

 

1ª edição em 16 de Janeiro de 2012.

 

 

 

Racionalizar a despesa, detectar os "incompetentes" e acabar com as escolas como uma coutada esquerdista, foram três das obsessões que fizeram escola no MEC neste milénio e que mereceram o aplauso do mainstream. Ilusório, esconderijo de sobredotados incompreendidos e estado-de-sítio-pegagógico-organizacional-e-relacional foram os respectivos resultados e que nos empurraram para o estado em que estamos no sistema escolar. Não adianta escamotearem ou sequer atenuarem: quem está no terreno reconhece o desânimo que se apoderou e que vai para além da troika e da bancarrota.

 

Reduzir a despesa com cortes na massa salarial é um metabolismo básico. Quando falamos de desperdício no sistema escolar, falamos ainda de quê? Desde que haja abandono ou insucesso e desemprego após as certificações, o argumento de mau financiamento alimenta-se. E podíamos ficar a noite toda neste tipo de argumentação. "Sísifo" ensinou-nos, mas não aprendemos.

 

A massa crítica do MEC continua convencida que racionalizar com um mega-agrupamento por concelho é imperativo. Isso exigia toda uma lógica diferente de gestão: a começar pelos sistemas de informação das organizações e por outros instrumentos na relação com as pessoas (abandono do taylorismo, por exemplo). O que se vê é um amontoado que não comove o apuramento dos números e que abomina um conhecimento essencial à gestão: o das humanidades.

 

A lógica inerente à avaliação de professores, à gestão escolar e ao estatuto da carreira de professores, obedeceu à necessidade de redução da despesa e à detecção dos "incompetentes". Se é certo que a nossa sociedade tem dificuldade na relação olhos-nos-olhos, também não é errado afirmar que não se conhece qualquer auto-incompetente. E como passamos a vida a excluir e a nivelar por baixo, não nos devemos admirar com as falências cíclicas.

 

O terceiro painel deste tríptico, remete, obedecendo à contenção em caracteres, para 2008.

 

Cada vez me convenço mais que o corte na coluna vertebral dos professores, foi cozinhado numa qualquer loja lisboeta e que os figurantes mediatizados eram instrumentais. Só Freud explicará o que levou o arco-governativo a construir a percepção errada e devastadora de que o partido comunista mandava nas nossas escolas. Para além disso, convenceram-se que os professores do não superior eram uma massa-não-pensante e fácil de partir como o esparguete. Foi o que se viu. E o subconsciente nunca nos engana, como comprovam os efusivos e recentes abraços aos chineses do partido comunista (sem qualquer intenção pejorativa).



publicado por paulo prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Quinta-feira, 21.06.12

 

 

 

 

 

 

 

Há dias em que imaginamos coisas, veja-se lá. Imginem o que me passou pela cabeça e que vou relatar de seguida.

 

O entendimento de 2008 entre o Governo e os sindicatos, o tal que cortou a espinha dorsal à luta dos professores, foi negociado ao mais "alto nível", sem ME e sem sindicatos da Educação, e vai sendo pago ao longo do tempo. Juntaria três ingredientes: o referido entedimento, a maçonaria e os apoios para as próximas presidenciais.

 



publicado por paulo prudêncio às 16:41 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 16.02.10

 

Foi daqui

 

 

 

É um fenómeno antigo mas que tem tido uma justa, e mais activa, denúncia pública nas duas últimas décadas. São já incontáveis os casos de profissionais da religião acusados do crime abominável e hediondo de pedofilia. Há uma série de crimes que me deixam sempre a pensar: como é que alguém é capaz de uma coisa destas? Mas a pedofilia ultrapassa todos os limites, realmente.

 

E por mais que se desfaçam em pedidos de desculpa, muitos dos profissionais da religião têm tido um comportamento criminoso e ponto final. É tremendo pensar-se que a coberto de uma instituição, a quem os estados entregaram a educação de inúmeras crianças, se pratica de forma regular este tipo de crime e que os seus responsáveis ou são actores no processo ou lavam as mãos de um modo chocante. Não nos devemos cansar de repetir e de denunciar.

 

Papa considera «hedionda» pedofilia na igreja irlandesa

 

 

"Os bispos da Irlanda estão em peso no Vaticano, pois foram chamados pelo Papa para debaterem o escândalo de pedofilia que rebentou na Igreja Católica irlandesa. Um crime que Bento XVI tinha qualificado de «abominável» e que esta manhã considerou hediondo.(...)"


 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:29 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 16.09.09

 

Foi daqui.

 

 

 

"A Casa das Histórias - Museu Paula Rego é inaugurada no dia 18 de Setembro, em Cascais. Edifício do arquitecto Souto Moura. Direcção de Dalila Rodrigues. Duas exposições anuais, além da colecção permanente. Consagração em vida de uma artista imensa. Paula Rego está nervosa." pode ler-se na Pública de 13 de Setembro de 2009. Fiquei expectante; sou um admirador da técnica mas também, e muito, da mensagem.



publicado por paulo prudêncio às 12:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 09.03.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

Fui buscar esta bela imagem ao prometedor blogue do meu amigo Nicolau Borges, aqui. O quadro de Paulo Rego, belo com sempre, está acompanhado do texto que pode ler de seguida.

 

 

As VANITAS (vaidades) são as expressões artísticas que traduzem, de maneira simbólica e num registo eloquente, sibilino, a nossa relação conflituosa com a morte. São formas artísticas históricas, datadas no tempo (e no entanto de sentido intemporal), que nos confrontam com a maior doença colectiva da humanidade, que é a angústia que resulta da consciência aguda da mortalidade.(Vanitas, Paula Rego)



publicado por paulo prudêncio às 14:58 | link do post | comentar | partilhar


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