Em busca do pensamento livre.

Domingo, 10.12.17

 

 

 

Os Paradise Papers são mais um marco da decadência vigente. Tem "sido assim": por cada corte num salário ou pensão, uma quantia equivalente caminhou para um offshore e para uma fuga aos impostos; ponto final. É um desequilíbrio insustentável que obedeceu, e obedece, a um poder ubíquo muito difícil de vencer ou sequer atenuar; veja-se os processos de reestruturação das dívidas soberanas.

"Ilha de Man, um “paraíso fiscal” com quatro mil milhões de euros de residentes em Portugal"

 

Nota: É toda uma "escola" que choca, realmente. Ainda ontem, e num nível local mas elucidativo, a jornalista Ana Leal reportou o caso ""Raríssimas", uma instituição de solidariedade social que vive de subsídios do Estado, e de donativos, destinados a apoiarem crianças com doenças raras", que parece usar as verbas da instituição para despesas sumptuosas. 

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 08.11.17

 

 

 

 

Os totalitarismos alimentam-se das leis que são impossíveis de cumprir. A velocidade legislativa é tão voraz, que os destinatários não encontram o conceito de vigência. A asserção de que "direito só há um, o vigente e mais nenhum", racionaliza o efeito de perda democrática.

Faz tempo que o direito abandonou a visão positivista do primado absoluto da lei e integrou uma concepção mais moderna designada por "um ir e vir constante entre a norma e o caso". Nesse sentido, as fontes da decisão dos juízes continuam a ser as normas, mas também a jurisprudência e a jurisprudência dogmática (ou doutrina). Ou seja: para além das normas, deve considerar-se cada caso em si e a ciência jurídica produzida pelos jurisconsultos.

Os totalitarismos estabelecem-se com a "presença" (nem que seja por alheamento) da maioria dos cidadãos. As sociedades democráticas actuais vão criando um caldo propício às ditaduras, venham elas donde vierem; com as leis impossíveis de cumprir, mas também por práticas anti-democráticas. Podemos pegar em muitos casos de "impossibilidade" que criaram um estado de sítio legislativo em que só o fingimento permite o "cumprimento" legal. Não há esperança? Dá ideia, e num nível macro, que depois dos recentes Panama e Paradise Papers nada será como até aqui. E se o exemplo vier de cima, há todo um clima que se pode alterar.

 

Usei estes argumentos noutro post.

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:47 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 02.11.17

 

 

 

Há jornalismo que segue a pégada dos "donos disto tudo". O "relatório dos Panama Papers condena “apagão” de 10.000 milhões em Portugal" e "Dirceu investigado por receber um milhão" são dois textos imperdíveis para quem tenta perceber como foi isto possível.



publicado por paulo prudêncio às 08:12 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 17.10.17

 

 

 

Ainda no último "Expresso da Meia-Noite, Fernando Esteves, jornalista e autor do livro "A Sangue Frio" (sobre a Operação Marquês) fala do momento que deu a volta ao caso Sócrates e o papel dos Panama Papers na ligação ao universo BES e à PT". Percebeu-se o nervosismo da Malta lusitana quando se soube da presença de figuras nacionais nos Panama Papers. Seguiu-se um apagão mediático. Conhece-se agora que a avaria nos feixes hertzianos foi apenas mediática. Noutro país europeu, o assunto continua na ordem do dia.

"DaphneCaruanaGalizia, jornalista que liderava a investigação dos PanamaPapers em Malta, morreu esta segunda-feira, depois de o carro em que circulava ter explodido. Segundo o jornal britânico “TheGuardian”, terá sido colocado um explosivo no interior do veículo, umPeugeot 108. Daphne Caruana Galizia tinha um blogue onde denunciava líderes políticos. Uma das suas mais recentes investigações visava o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, e dois dos seus assessores mais próximos, que acusou de corrupção. A jornalista denunciara às autoridades estar a ser vítima de ameaças de morte." 

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:21 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 09.07.16

 

 

 

O que é que cimenta o título? Goldman Sachs (pode saber mais aqui).

 

Em 20 de Janeiro de 2015, um post dizia assim:

"Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável". Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos."

 

Sobre a personagem Durrão Barroso pode começar por aqui (Jorge Sampaio responsabiliza o Cherne pela invasão do Iraque): pelo demolidor romance de Clara Ferreira Alves.

 

Sobre o Goldman Sachs fica o vídeo.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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