Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 17.02.17

 

 

 

OCDE conclui com base em indicadores financeiros. Um Governo que não pode viver para lá do défice, receia modificar numa área "sem" receitas como a Educação. Depois de anos a fio de cortes, a OCDE olhará para os orçamentos da Educação desde 2005 (construídos na escola do Goldman Sachs com números que diferem de instituição para instituição: OCDE-Eurostat, INE, Pordata/DGO e ME) e receitará pelo "seguro". A recomendação da manutenção dos agrupamentos de escolas obedece a estes receios e "não reconhece" o aumento de despesa em algumas rubricas nem as variáveis com visibilidade a médio e longo prazos. Até as variáveis de "tolerância" (nomeadamente a partilha de professores e de outros profissionais) seriam tratadas, com vantagens, num modelo de proximidade como o que já existiu antes da empreitada do Governo de Durão BarrosoComo alguém disse, é bom que não "se confunda a árvore com a floresta" porque disso já tivemos que chegue.

 

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Sexta-feira, 10.02.17

 

 

 

Os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo. Este princípio elementar é confirmado por Portugal nos resultados PISA, de 2000 a 2015, que testa alunos de 15 anos em competências (e não nos tradicionais conteúdos disciplinares) de leitura, ciência e matemática. Mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido (em regra e reconhecido pelos próprios) inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados.

A Europa "concluiu" a massificação escolar no período em que Portugal a iniciou: a década de setenta do século passado. Em 2003, já iniciávamos uma recessão escolar coordenada pelos ministros que se vêem na imagem, com excepção do moderador, Marçal Grilo, que é do tempo expansionista. Esse despovoamento a eito do território, em modo de mega-escala desconhecida no mundo estudado, foi a linha condutora entre os ministros (como nestes assuntos os resultados são a médio e longo prazos, o INE acaba de anunciar que o abandono escolar precoce aumentou em 2016, depois de 13 anos em queda, com saliência para o número de jovens que não concluiu o 12º ano; desde 2002 que isso não acontecia). A jornalista do Público titulou a notícia do encontro de ministros com mais um momento de delírio revisionista: "Maria de Lurdes Rodrigues diz que a avaliação de professores terminou em Portugal". É difícil ler o texto sem abanar a cabeça ou sorrir e a culpa não será da jornalista.

 

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Sexta-feira, 07.10.16

 

 

 

A imagem, sobre horas escolares por ano, é de um estudo da OCDE de 2014. Um estudo da mesma organização publicado ontem, "Society at a Glance 2016", tem outro dado impressionante: as crianças até aos dois anos ficam, em média, 25 a 35 horas em creches. Em Portugal, o tempo sobe para 40 horas: uma jornada de oito horas diárias, cinco vezes por semana.

 

Nota: O estudo de 2014 tem outra conclusão da mesma família: Portugal é o terceiro país da OCDE, a seguir ao México e à Turquia, com mais jovens a abandonar precocemente a escola: em cada três alunos, um não conclui o secundário; são os mais afectados pela crise; e pela "eterna" sociedade ausente.

 

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Sábado, 01.10.16

 

 

 

 

O ministro da Educação citou a OCDE para concluir que os agrupamentos são referência em alguns indicadores financeiros. Importa centrar a discussão. O Governo não vive para lá do défice, e ponto final, e receia modificar indicadores contabilísticos. Depois de anos a fio de cortes, os funcionários da OCDE olharam para os orçamentos da Educação desde 2005 (construídos na melhor escola do Goldman Sachs com números que diferem, pasme-se, de instituição para instituição: OCDE-Eurostat, INE, Pordata/DGO e ME) e "baralharam-se". A conclusão representa uma ínfima parte do corte, existindo até mais despesa em algumas rubricas dessa vertente da austeridade a eito. Os agrupamentos, como o modelo de gestão, são negativos em qualquer ponto de vista; os próprios "criadores+arrependidos" o confirmam. As variáveis de "tolerância" (nomeadamente a partilha de professores, e de outros profissionais, em risco de ausência de serviço) seriam tratadas, com vantagens, sem estas epifanias. Como alguém disse, é bom que não "se confunda a árvore com a floresta" porque disso já tivemos que chegue.

 

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Domingo, 07.08.16

 

 

Precisamos de mais escola a tempo inteiro ou de sociedade democratizada a tempo inteiro? Em 2014, 11 mil alunos reprovaram no 2º ano (números chocantes) e o insucesso subiu em todos os anos.

 

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Sexta-feira, 04.12.15

 

 

 

 

"O insucesso escolar subiu em todos os anos de escolaridade em 2012, 2013 e 2014", conclui o relatório CNE 2015 e a tendência manter-se-á em 2015 e nos anos seguintes se nada de substancial acontecer.

 

São variados os ângulos por onde iniciar uma análise à regressão civilizacional enunciada pelo CNE. Mas olhemos pelo funil do neoliberalismo, que nos invadiu e que os suecos, por exemplo, desesperem por abandonar no domínio escolar.

 

Mesmo que se veja boa fé nas teses de Milton Friedman, a conclusão é óbvia: as ideologias totalitárias, de mercado total neste caso, "esquecem-se" da natureza humana e atingem objectivos contrários aos enunciados. É evidente que a escola devia estar fora dessa lógica. Para além da sua histórica natureza organizacional assentar na regra, na finalidade, na exigência e em processos de inovação e emancipação social, o confronto entre a pedagogia e o senso comum não deve ser mercantilizado. O risco de sobreposição do segundo é elevado e relega o efeito de elevador social ou de gerador de igualdade de oportunidades do primeiro para uma ordem muito secundária. Esse nivelamento por baixo invadiu o sistema escolar português e os números do insucesso escolar são elucidativos.

 

São muitos os que apontam os exemplos nórdicos. Na Finlândia, com cerca de um século de independência, os professores são independentes de qualquer tutela, mesmo que inspectiva ou avaliativa, uma vez que a acção pedagógica lhes foi conferida pela sociedade para uma espécie de "evangelização" dos ideais de unidade nacional depois de séculos de ocupação: sueca durante mais tempo e russa num exercício temporal muito inferior. Os finlandeses optaram pelo primeiro vector no confronto da pedagogia com o senso comum. Já os seus invasores suecos, e depois de conviverem mais de um século sem analfabetismo, acharam-se em condições de estabelecer um mercado total. O desastre já foi assumido e as causas do processo de "nacionalizações" em curso deviam ser muito divulgadas.

 

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Sábado, 05.09.15

 

 

 

 

A ideologia dominante absorveu todas as áreas e os tayloristas impuseram-se no mundo organizacional. Os sistemas escolares mais expostos às agendas pato-bravistas não escaparam à voragem, como se observa em Portugal. Alguns professores e investigadores avisaram com a devida antecedência.

 

O ensino, como um lugar de liberdade a preservar a todo o custo por questões democráticas e civilizacionais, levou um abalo considerável. Os promotores da ideia dominante nem sempre tiveram consciência, a exemplo doutros momentos da história, do lado em que se situavam. Aplica-se ao ensino o que Robert Linhart (1978), "Lês Archipels du Capital", registou nos factores de produção: 

 

"toda a indústria e toda a população são "pacóvias": o capital já não é um factor de produção, é a produção que é um simples factor do capital."

 

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Sexta-feira, 10.07.15

 

 

 

 

"Gregos são os que trabalham mais horas na Europa, alemães no pólo oposto", diz o Expresso através de mais um estudo da OCDE que se confessa pouco rigoroso. Até dá jeito que se contem as horas assim, mas já se sabe que o argumentário também permite afirmar que os alemães trabalham menos horas mas produzem muito mais e por aí fora. Os olhos do fanatismo ideológico até ajeitam as folhas excel e a tese dos preguiçosos desorganizados ganha logo força. O que se sabe é que a maioria desses relatórios, e salvo melhor opinião, servem para alimentar tecnocratas que estão na estratosfera, mas que têm que produzir uns clássicos (com todo o respeito pelos verdadeiros clássicos).



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Sábado, 07.03.15

 

 

 

 

 

A ideologia dominante absorveu todas as áreas, os tayloristas impuseram-se no mundo organizacional e as escolas não escaparam à voragem como se observa em Portugal. Alguns professores e investigadores avisaram com a devida antecedência.

 

O ensino, como um lugar de liberdade a preservar a todo o custo por questões democráticas e civilizacionais, levou um abalo considerável. Os promotores da ideia dominante nem sempre tiveram consciência, a exemplo doutros momentos da história, do lado em que se situavam. Aplica-se ao ensino o que Robert Linhart (1978), "Lês Archipels du Capital", registou nos factores de produção: 

 

"toda a indústria e toda a população são "pacóvias": o capital já não é um factor de produção, é a produção que é um simples factor do capital."

 

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Quarta-feira, 04.02.15

 

 

 

 

 

 

A conclusão que acabou de ler é tão óbvia como a necessidade da roda ter uma forma circular. Por mais estudos que se façam, este algoritmo parece-me sensato e difícil de refutar:

 

"(...)A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.(...)"

 

A democracia portuguesa até à mudança de milénio estava a esforçar-se para que a sociedade atenuasse a desigualdade de oportunidades. Mais sociedade e mais escola são contributos essenciais para esbater as tais diferenças. Mas já se sabe: veio o "país da tanga" e os "reformistas" entraram em roda livre tendo como alvo os professores. Foi, paulatinamente, uma razia a que se acrescentou o empobrecimento da sociedade. As nossas "elites" cansam-se depressa com o investimento em Educação.

 

O relatório da OCDE com base no PISA 2012 faz um retrato que tenderá a agravar-se com os cortes a eito perpetrados, embora a redução do número de alunos que frequentam o ensino regular ajuste as estatísticas.

 

Os estudantes portugueses têm conseguido melhorar o seu desempenho nos testes PISA, um exercício repetido a cada três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Mas são sobretudo os filhos das famílias com empregos mais qualificados e por isso com mais recursos económicos que conseguem melhores resultados. A conclusão é de um novo estudo daquele organismo internacional, que compara os resultados dos alunos com as profissões dos pais. Portugal está longe de conseguir mitigar os efeitos das diferenças familiares nos percursos escolares, ao contrário do que fazem outros países(...)".

 

 

 1ª edição em 19 de Fevereiro de 2014.



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Terça-feira, 06.01.15

 

 

 

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A "cultura da nota" em Portugal está num pico mediático e os argumentos prós e contra são ancestrais. Mas há uma evidência: a "cultura da nota" em Portugal já chegou ao primeiro ciclo e o pré-escolar deve ser a próxima etapa. Até o importante senso comum concordará com a seguinte asserção: crianças de 10 anos não podem ser tratadas como jovens de 17 ou 18 anos. Há tempos distantes escrevi o que vai ler a seguir e acrescento: quadros de mérito e avaliação sumativa pública só a partir do 7º ano de escolaridade.

 

"é fundamental que a publicação dos resultados escolares seja adaptada aos níveis de escolaridade e, naturalmente, à idade dos alunos. Para começar, devem discutir-se os procedimentos de publicitação dos resultados escolares individualizados até ao sexto ano de escolaridade".

 

 

 



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Quarta-feira, 29.10.14

 

 

 

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Terça-feira, 28.10.14

 

 

... e não é porque a OCDE veio dizer que temos professores e polícias a mais. Até a ministra das finanças já afirmou que os dados estão desactualizados.

 

O que se percebe é que a maioria desses relatórios, e salvo melhor opinião, servem para alimentar tecnocratas que estão a milhas, a quilómetros, das escolas, mas que têm que fazer os seus estudos.

 

Até se aceitam regressões lineares múltiplas desde que tenham a coragem de publicar as conclusões que nada concluem, e passe a redundância. Se a variável independente não é influenciada pelas dependentes escolhidas, que o digam e que não inventem conclusões de sentido único e ultraliberal. E vamos lá, também temos de gramar umas coisas assim de quando em vez para que o desemprego não seja praga também aí.

 

E há sempre a hipótese do Governo justificar porque é que à entrada de Novembro ainda não conseguiu colocar os professores. Francamente: nunca vi tanta incompetência em simultâneo.

 

 

 



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Terça-feira, 08.07.14

 

 

 

 

Passava pelos órgãos de comunicação social e parei no terceiro com "receio" de estar a viver numa economia emergente sem dar por isso. A coisa conta-se com poucas linhas e imagens.

 

Anda por aí a OCDE e ouvi as conclusões de um jornalista da TSF seguidas de uns devaneios desse CEO e Guru da gestão que exerce funções de chefe do Governo que me deixaram com o sorriso igual ao da audição da última tirada de Passos Coelho: "estamos a criar uma sociedade de pleno emprego".

 

Parece que a OCDE anuncia um crescimento do PIB até 2020 por obra das reformas estruturais (essa expressão mágica que preenche os vazios das sinapses).

 

No Público é de 3,5%.

 

 

 

 

 

No Expresso subiu para 5,5%.

 

 

 

 

No Ionline atingiu 8,5%.

 

 

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Ainda passei no angolano SOL, mas desconheço as relações da família (Espíritos e) Santos com a OCDE (o jornal é mesmo bélico: fala em disparar o PIB). Nem me atrevi a passar pelo novel Observador de JMFernandes que era um fervoroso Lurditas D'Oiro até 2007, passando depois a um registo oposto e igualmente fervoroso. Enfim: o Observador pode ter o PIB 2020 com mais ou menos 20%.

 

Dos restantes nem é bom falar, claro.

 

A nossa desconhecida emergência medir-se-á em crescimento ou em desconfiança?

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 25.12.13

 

 

 

 

 Este post é de 27 de Dezembro de 2012.

 

 

 

Os argumentos utilizados por Nuno Crato para o aumento do número de alunos por turma deixaram intrigados alguns investigadores e indignaram os que andam pelo terreno e pelas salas de aula.

 

Os estudos empíricos a que se referiu o ministro nunca foram encontrados na área da pedagogia e apenas nos modelos de transferência de recursos financeiros entre classes sociais do género dos que são aplicados por Passos e Gaspar e se faz alusão ao assunto e sem tibiezas.

 

Pelo que se pode ver no gráfico que colei, do relatório da OCDE - Education at a Glance 2012 -, os achamentos de Nuno Crato têm seguidores na China, na Indonésia, no Chile (onde uma embaixada portuguesa foi conhecer, salvo erro em 2004, um modelo análogo ao monstro avaliativo de professores) e na Argentina (que tem sido depauperada pela corrupção e pelas receitas modelares de jovens "discípulos" de Friedman).

 

Os números portugueses até 2010 (o gráfico refere-se ao primeiro e segundo ciclos) estão nivelados pelo resto da Europa, mas o Governo português está além de tudo e insiste na tal correria transferidora antes que a revolução em curso passe de moda (pode ler-se doutro modo: gulosos e gananciosos algo saciados).

 

 



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Terça-feira, 03.12.13

 

 

 

Há muito que se sabe: a escola pública portuguesa tem feito "milagres" com os seus alunos, uma vez que tem sido alvo de ataques constantes e brutais e tem uma sociedade ausente. Os números das duas últimas décadas não enganam, embora, e como se vê no gráfico, os resultados revelem uma tendência para estagnar ou baixar de 2009 para 2012 decorrente, naturalmente, da devastação que se iniciou em 2006 (outros investigadores vêem sinais do desmiolo em 2003) e que se acentuou muito em 2011.

 

"(...)Mais do que uma comparação entre o que se passou em 2009 e 2012, a OCDE analisa a evolução dos conhecimentos e competências dos alunos de 15 anos ao longo de cerca de uma década. Em 2003, lê-se num relatório divulgado nesta terça-feira, Portugal estava, no que à Matemática diz respeito, abaixo do Luxemburgo, dos Estados Unidos, da República Checa, da França, da Suécia, da Hungria, da Espanha, da Islândia ou da Noruega. Em 2012, “o país alcançou-os”.

A OCDE sublinha ainda que Portugal é um dos que conseguiram, simultaneamente, duas coisas: reduzir o universo dos alunos que se saem muito mal neste tipo de testes de literacia e aumentar o número dos jovens que se destacam muito pelo positiva (os chamados “top performers”). Isto aconteceu tanto na Matemática, como nas Ciências.(...)"

 

 

 

 

 

Resultados PISA2012






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Quarta-feira, 18.09.13

 

 

 

No dia em que começa mais uma avaliação da troika, os principais sites dos órgão de comunicação social destacam um estudo da Transatlantic Trends que inclui nas suas investigações as opiniões dos portugueses (foram inquiridos americanos e europeus) sobre a crise e a geometria futura. A equipa que coordenou o estudo inclui uma portuguesa que é simultaneamente assessora da FLAD e coordenadora de alguns projectos.

 

 

Para o Público, evidenciam-se as anuências a mais cortes a eito nos do costume:




Para o Expresso, os 70% referidos no Público desaprovam as políticas de cortes do Governo:




O Ionline é o único que refere a Educação e parece que conclui fora do estudo analisado pelo Público e reforça o título do Expresso.





Aguarda-se a chegada mediática das agências de raiting, da OCDE e dos relatórios FMI. As primeiras devem estar com um qualquer apagão nos modelos excel.





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Quinta-feira, 27.06.13

 

 

 

 

 

 

 

O ultimo relatório da OCDE, "Education at a Glance, 2013", já começou a silenciar a orquestra do anti-escola e anti-professores. Os indicadores evidenciam o que as nossas históricas taxas de iliteracia e abandono escolar já nos ensinaram: as nossas "elites" destroem, logo que possam, um qualquer esforço no sentido da escolaridade para todos; não aguentam muito tempo tanto desvario financeiro.

 

Os nossos professores já estão no topo das piores condições para preparar o ensino (mais alunos, mais horas de aulas, mais horas na escola para satisfazerem traumas diversos dos que têm horror a escolas e a salas de aula e num país em que o faz de conta fez escola e nos desgraçou) e têm a população discente menos "interessada". Os nossos indicadores de iliteracia voltam a contrariar a tendência interessante das últimas décadas e apenas na massa salarial há uma aproximação à média, mas mesmo assim com inexactidões e irrealidades que explicarei, sem ir muito ao detalhe, a seguir.

 

Mais do que afirmar que no citado relatório se constata que entre 2005 e 2011 a massa salarial dos professores subiu 12%,

 

(cada professor sente o inverso na conta bancária, mas tem de se considerar que a carreira eliminou, e muito bem, os três escalões mais baixos, que se criou um no topo onde não está ninguém e que houve uma fuga brutal de professores que estavam nos escalões remuneratórios mais altos; é evidente que se chega a este número dividindo o investimento bruto pelo número de professores por ano e não se comparam os valores de 2005 com 2011 em que se registou uma quebra acentuada),

 

o que me traz aqui é a data da amostra.

 

Os dados são até 2010 e 2011 e todos sabemos dos cortes a eito que se verificaram a seguir. Quando os relatórios incluírem 2012 e 2013 a tal orquestra terá apenas músicos especialistas num único instrumento: assobio lateral. Alguns até passarão para o novo processo revolucionário em curso e os mentores (Passos, Portas, Barroso, Gaspar, Rosalino, Rodrigues, Sócrates, Constâncio, Cavaco e por aí fora) estarão a coberto de uma qualquer comissão europeia (se ainda existir).

 

 

 



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Terça-feira, 25.06.13

 

 

 

 

 

O relatório da OCDE, "Education at a Glance 2013", é duma redundância que até cansa: Portugal ocupa o último lugar nas pessoas, com idades entre os 25 e os 64, que não completaram o ensino secundário como se pode ver no gráfico.

 

Estamos fartos de repetir esta evidência que exige mais investimento na Educação. Espero fazer brevemente um post sobre a relação de quatro variáveis do ensino secundário: a oferta, a lógica de mercado, as aspirações dos nossos jovens e o perturbante retrocesso civilizacional.

 

 

 



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Quarta-feira, 15.05.13

 

 

 

 

Passos Coelho foi a Paris (lugar que começa a ser destino para uma espécie de tresloucados-obsessivos) para assistir em directo à apresentação do relatório OCDE2013ReformingTheStateToPromoteGrowth e teve mais uma epifania-soprada, digamos assim, uma vez que, e muito naturalmente, o primeiro-ministro sabe quase nada sobre o sistema escolar.

 

Se a OCDE diz que Portugal precisa de mais aulas, o Governo conclui que são necessários menos professores. É doentio.

 

Repare-se no primeiro gráfico do relatório em relação à população, dos 25 aos 34 e dos 55 aos 64 anos de idade, com o ensino secundário completo. No grupo dos 55 aos 64 estamos na cauda com a China e no grupo dos 25 aos 34 melhoramos um bocadito e ultrapassamos dois países: México e Turquia. Ou seja, precisamos de muito mais aulas no ensino secundário e nos ciclos precedentes, uma vez que a escolaridade não começa no 10º ano nem aos 15 ou 16 anos de idade (desculpem escrever assim, mas dá ideia que não pode ser doutro modo).

 

Os mais curiosos podem analisar o segundo gráfico em relação aos trabalhadores entre os 25 e os 34 anos de idade onde nos mantemos com indicadores semelhantes.

 

 

 



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Terça-feira, 14.05.13

 

 

 

 

 

 

Quando li que "Passos diz que as novas medidas não se aplicam "à generalidade" dos cidadãos" pensei: não tarda muito e está a afirmar qualquer coisa como "Portugal precisa de menos professores". Dá ideia que os governos "entretém" as pessoas com outros alvos para acabarem nos do costume. Há anos a fio que é assim. Veremos o que dizem os senadores da direita e da esquerda.

 

Por mais que se saiba que a redução da natalidade está ainda longe de influenciar o número de alunos no curto e no médio prazos, que houve um aumento do número de alunos por turma associado à redução curricular e a uma gestão escolar única no mundo conhecido, que temos ainda uma percentagem, que nos envergonha, de pessoas que não concluem o ensino secundário e mesmo o 3º ciclo, o primeiro-ministro faz estas afirmações na linha das conclusões do indizível relatório FMI.






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Sexta-feira, 08.03.13

 

 

 

Avaliação docente em Portugal não correspondeu às boas práticas propostas pela OCDE

 

"(...)Nem os resultados obtidos pelos alunos podem ser ignorados na avaliação docente, nem esta pode ser efectiva se não tiver no seu centro o que acontece em sala de aula, defende a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) num relatório divulgado nesta sexta-feira.

Em Portugal, devido à forte contestação de sindicatos e movimentos de professores, foi deixada cair a proposta de Maria de Lurdes Rodrigues no sentido de os resultados dos alunos contarem para a avaliação docente, e a observação das aulas passou a ter, em regra, um carácter facultativo.(...)"

 

 

É bom que não fiquem dúvidas: o modelo de avaliação de professores de Lurdes Rodrigues era brutalmente injusto, inaplicável, um monstro burocrático e tinha aspectos análogos aos modelos considerados fascismo por via administrativa (estou a pesar bem o que escrevo). Não existe organização conhecida que sobreviva com um modelo com aquelas características e ponto final. Foi por isso que caiu a proposta de Lurdes Rodrigues. Foi a força da razão que provocou a queda, apesar dos entendimentos e acordos com todos os sindicatos.

 

Discutir nuances pode ter algum interesse, como é exemplo a inclusão dos resultados dos alunos na avaliação dos professores. Portugal está muito longe de reunir condições para essa inclusão que é desprezada na maioria dos países por impossibilidade informativa. Aliás, "(...)no seu relatório, a OCDE reconhece que será sempre difícil “identificar o contributo específico de um professor no desempenho dos alunos”, uma vez que a aprendizagem é um processo “influenciado por muitos factores”. “O efeito que os professores têm nos alunos é também cumulativo”, recorda-se, frisando que os alunos “não são só influenciados pelos seus professores actuais, como também pelos que tiveram antes”.(...)"


Ainda vamos observar coisas interessantes no âmbito do revisionismo. Sempre quero ver o que escreverão os fanáticos ideológicos do Governo, e que criticaram com justiça o modelo de Lurdes Rodrigues, quando o actual começar a caminhar.



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Quarta-feira, 16.01.13

 

 

 

 

 

Por mais que se diga, e com estudos que o comprovam mesmo, que os resultados num sistema escolar são a médio e longo prazos, os "apressados" que nos governam a partir do poder financeiro não sossegam enquanto não deitarem mão à fatia maior do orçamento da Educação através da lógica de má PPP. Conhece-se a receita-da-privatização-tout-court que inclui a escolha da escola.

 

O relatório de inverno do BdP remete o Governo para um plano C (fugir é sinónimo de cavar).

 

Tem conclusões polémicas na Educação, uma vez que o sector anda a "desengordurar" como nenhum outro desde 2006 e talvez os indicadores estudados sejam de 2009. Há uma recomendação que é antiga e que não entra nestas séries: “uma maior escolha pode aumentar a segregação, levando a uma maior concentração dos bons alunos em certas escolas”. É verdade. Em Portugal, a escolha da escola é intensa, antiga, segrega bastante e acentuou-se nos últimos anos (tenho ideia que regredimos).

 

Despesa na Educação continua a reflectir-se pouco nos resultados escolares

 

"(...)Por outro lado, concluem que “as escolas tenderão a agravar a desigualdade no desempenho nas regiões mais desenvolvidas”, o que poderá estar relacionado com "uma maior oferta de escolas". Assim, indicam, “uma maior escolha pode aumentar a segregação, levando a uma maior concentração dos bons alunos em certas escolas”.(...)"


No relatório da OCDE, Education at a Glance 2102, os estudos têm, na página 88, uma curiosidade que nos coloca pela única vez no lugar cimeiro. É fundamental ir ao relatório e ler o capítulo que tem diversos gráficos. No caso que escolhi, e que é sobre o desempenho na leitura de alunos com mães com baixa escolaridade, alunos imigrantes e alunos imigrantes que falam outra língua em casa, somos o país que revela uma menor concentração de alunos que têm mães com baixa escolaridade no quartil acima dos 75% a par de outras evidências.

 

 

 



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Segunda-feira, 17.12.12

 

 

 

 

No relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", os dados relativos ao aumento ou diminuição do número de alunos nos anos mais próximos acompanham os argumentos apresentados por alguns bloggers e contrariam as "prospecções" do MEC. Haverá, em 2015, uma perda insignificante no grupo dos 5 aos 14 anos de idade e um aumento significativo dos 15 aos 19. É evidente que se pode projectar para 2030, mas corre-se o risco de se ter de alterar a projecção logo em 2020 ou até antes.








publicado por paulo prudêncio às 21:35 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

 

 

 

Os trabalhos dos professores



publicado por paulo prudêncio às 09:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 16.12.12

 

 

 

 

 

São muitos os que acusam a Alemanha de proteger as suas industrias do comércio livre e da globalização e que tal protecção não se verificou nas actividades industriais do países da Europa do Sul. Está comprovada a acusação, mas tem atenuantes. Por exemplo, a queda do muro de Berlim e a "anexação" da RDA que garantiu à então RFA um justo tempo de reconstrução.


Vem isto a propósito de duas ideias recentes que invadiram o nosso sistema escolar: a procura de engenheiros portugueses, em números muito elevados, por parte da Alemanha e penso que também da Holanda e a liderança destes dois países nos sistemas dual, vocacional e secundário profissionalizante e que envolvem os liderados da Europa do Sul.


Tenho estado à volta do relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", registei alguns fenómenos que podem dar que pensar e que podem indicar uma qualquer repetição da História.


Como se pode ver no gráfico seguinte, a Alemanha regista uma "estranha" estagnação no nível tertiary (grosso modo, um ensino pós-secundário, ou mesmo secundário, profissionalizante) e está num patamar semelhante a Portugal quando se anuncia uma reindustrialização.


 





Talvez ainda mais interessante, será analisar a expectativa dos jovens com 15 anos em relação às carreiras que querem seguir. Se a Alemanha oferece emprego aos nossos presentes e futuros engenheiros, a Holanda parece ter as mesmas preocupação e acrescenta-a com a procura de profissionais de saúde.

 

 





publicado por paulo prudêncio às 22:23 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

 

Portugal foi apagado do Indicator B4 no relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", que tem quase 600 páginas e 31 indicadores. Pode ter-me escapado outro ajustamento (tenho quase a certeza que não), mas alguma coisa se terá passado para só termos sido eliminados neste indicador e que apura os números financeiros referentes aos patamares de investimento (central, regional e local).

 

São números de 2009. Foi um momento sobreaquecido e com campanhas eleitorais à mistura. É evidente que há sempre a nossa balbúrdia na organização do Estado. Sem dúvida. Mas foi também nessa altura que uma "iluminação" fez com que o MEC baixasse o financiamento às turmas das cooperativas de ensino de 114000 euros para 80000 euros e que mesmo assim ficavam 10000 euros mais caras do que 70% das turmas das escolas do Estado.

 

Às tantas, alguém foi taxativo: se querem entrar nestes estudos, ao menos arrumem lá a casa em relação à corrupção mais evidente. Se em relação ao financiamento a privados-encostados algo se fez (embora o tal de Crato, ou alguém que mande mesmo, tenha atenuado o "desconforto"), no que se refere à organização administrativa a nomeação de Relvas é realmente estratosférica e tem um desplante que se confirma na ideia da figura supramunicipal em plena bancarrota.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:25 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sábado, 15.12.12

 

 

 

 

Os Governos portugueses dos últimos anos declararam guerra aos professores portugueses e em particular aos que têm mais de 50 anos. O relatório da OCDE"Education at a Glance 2012", demonstra que só a Indonésia, o Brazil e a Korea têm menos professores com 50 ou mais anos de idade no nível de ensino indicado e é interessante analisar o que se passa nos outros grupos etários. São dados de 2010 com referência a 2009. Com a "fuga" em curso provocada para os professores mais experientes, não tarda e nem os três países referidos conseguem acompanhar as epifanias dos nossos descomplexados competitivos.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:40 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

 

 

 

 

 

 

A nossa liderança europeia no que se refere ao número de horas lectivas dos professores é nos diversos ciclos, segundo o relatório da OCDE, "Education at a Glance 2012".

 

Os dados são de 2010 com referência a 2009. Em 2012 deveremos estar a caminho do topo mundial e se a tendência-relvas prevalecer seremos candidatos à vida em Mercúrio.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:25 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Quinta-feira, 13.09.12

 

 

 

A ideologia dominante absorveu todas as áreas, os tayloristas impuseram-se no mundo organizacional e as escolas não escaparam à voragem como se observa nos resultados que a OCDE regista em Portugal e que alguns professores e investigadores repetem à muito.

 

O ensino, como um lugar de liberdade a preservar a todo o custo por questões democráticas e civilizacionais, levou um abalo considerável. Os promotores da ideia dominante nem sempre tiveram consciência, a exemplo doutros momentos da história, do lado do muro que ocupavam. Aplica-se ao ensino o que Robert Linhart (1978), "Lês Archipels du Capital", registou nos factores de produção: 


"toda a indústria e toda a população são "pacóvias": o capital já não é um factor de produção, é a produção que é um simples factor do capital."



publicado por paulo prudêncio às 18:58 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 11.09.12

 

 

 

Os estudos da OCDE são polémicos como todos os relatórios deste género, mas o que é um facto é que só se vão conhecendo conclusões que contrariam Nuno Crato no que se refere ao aumento do número de alunos por turma.

 

OCDE defende que mais alunos por turma "piora" a Educação


"Portugal aumentou o tempo de estudo, mas foi também o estado-membro europeu da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económico (OCDE) onde o número de alunos por turma mais subiu, disse hoje um responsável da organização, em Bruxelas.(...)"

 



publicado por paulo prudêncio às 21:17 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Se cerca de metade dos alunos não passa do 10º ano, o nosso grande desafio continua a focar-se na conclusão do ensino secundário e nem vou agora discutir a importância das vias profissional e vocacional e do que provoca este atraso estrutural e civilizacional.

 

Se não resolvermos os problemas a montante (a sociedade ausente e o sucesso escolar nos outros ciclos de escolaridade), não sairemos do buraco em que estamos. Se isto não é prioritário para um país, então estamos pior do que imaginamos.

 

É evidente que mais alunos no ensino secundário exige mais professores, como conclui a tal de OCDE, o que contraria Nuno Crato e o poder vigente. O ministro vai-se isolando, restando-lhe, a exemplo de M. L. Rodrigues, um núcleo de radicais.

 

 

Previsões da OCDE contrariam Nuno Crato


"A percentagem de alunos entre os 15 e os 19 anos vai aumentar 10% ou mais por comparação com a última década. A previsão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e contraria as projecções apresentadas pelo ministro Nuno Crato nos últimos dias(...)"



publicado por paulo prudêncio às 14:02 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 10.04.12

 

 

 

Os relatórios da OCDE recordam-me as agências que supervisionavam a banca antes da bolha imobiliária: longe do terreno, baralhadas, no caso dos sistemas escolares, em relação às correntes pedagógicas, impregnados de eduquês e de má burocracia e por aí fora. É um comboio que nem sequer muda de linha com as catástrofes e que parece só parar no abismo.

 

O problema português está na sociedade. Quanto ao resto do relatório, remeto-me para a leitura deste post.

 

 

Os professores precisam de centrar-se nos alunos, diz OCDE



publicado por paulo prudêncio às 14:22 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 15.03.12

 

 

 

É recorrente a fúria contra as empresas de raiting e o argumento mais usado para esse descontrole emocional passa pelas dúvidas em relação aos estudos empíricos e aos dados e classificações que fornecem. A recolha de dados é um mundo que hollywood inveja e até os países entraram, está comprovado, no jogo da manipulação para aderirem à moeda única.

 

Neste momento, e após a crise financeira provocada pelas fraudes das instituições ditas credíveis e do outrora envernizado mundo da alta finança, os estudos internacionais têm a mesma classificação que Paul Krugman atribuiu à economia e aos economistas: falhanços sem redenção nos tempos mais próximos. Nas matérias da Educação, a OCDE, e como se tem visto nos últimos dias, mais parece uma estrutura da estratosfera, gulosa no consumo de recursos financeiros e "amiga" das benesses ilimitadas. Dá ideia que este tipo de estruturas existem para que o desemprego nao seja praga também aí.



publicado por paulo prudêncio às 12:25 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 17.02.11

 

 

OCDE: Portugal e Espanha têm sido “absolutamente exemplares” no combate aos problemas orçamentais



publicado por paulo prudêncio às 13:43 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 10.12.10

 

 

A OCDE também diz que, para os portugueses, os professores são as pessoas mais sérias, a par dos militares e do clero. Veja o vídeo e saiba mais umas coisas do referido estudo.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 12.09.10

 

 

Recebi por mail um resumo da autoria do professor Manuel Salgueiro a propósito de uma peça do semanário Expresso. Tem uns indicadores interessantes. Vinca-se a nossa tendência para armazenar crianças. Dá ideia que a sociedade portuguesa não sabe o que fazer aos seus petizes e que quanto menos tempo com as famílias melhor. Haverá sempre uns fármacos disponíveis para acalmar a hiperactividade. É tanta a pressa para o início das aulas que nesta altura parece que ainda não se sabe quem são os alunos subsidiados pela acção social escolar.

 

 

"As crianças portuguesas, no primeiro ciclo, passam muito mais tempo na Escola do que a média das crianças da OCDE; relativamente à Finlândia (geralmente o termo de comparação do governo), são quase mais 300 horas por ano!

Os professores portugueses trabalham, em média, mais 83 horas por ano que os professores da OCDE!;

Os professores portugueses demoram, em média, mais 7 anos que os professores da OCDE a atingirem o topo da carreira!

O investimento em Educação, em todos os níveis de ensino, é inferior à média dos países da OCDE!


Manuel Salgueiro"



publicado por paulo prudêncio às 11:13 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 07.09.10

 

 

Vale a pena ler os posts do Paulo Guinote sobre o último relatório da OCDE Educação. Pode começar por aqui.



publicado por paulo prudêncio às 23:15 | link do post | comentar | partilhar


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