Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 15.02.17

 

 

 

Sem eliminar o imperativo de que "há vida para além do défice", o Governo da tal Geringonça "emite dívida com a taxa mais negativa de sempre", consegue um défice não superior a 2,1% (o mais baixo da democracia) e baixa o desemprego (em breve terá só um dígito). A solução governativa ia, desde logo, provocar uma inédita fuga de capitais a par de outras consequências catastróficas. Aguardam-se as "isentas" explicações de analistas como Medina Carreira, Gomes Ferreira ou Camilo Lourenço que talvez também expliquem o ruído interminável à volta do lamentável "caso Centeno".

 

Captura de Tela 2017-02-15 às 15.57.10

 



publicado por paulo prudêncio às 15:57 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 27.01.17

 

 

 

No final do ano soube-se que "a economia surpreendeu e acelerou com números que não se viam há três anos". Agora temos o défice mais baixo (2,3?) dos 40 anos de democracia, o desemprego a descer e a dívida "controlada". Temos um Governo que estuda exercícios macroeconómicos que mereciam apoio da Comissão Europeia numa fase em que é ainda mais imperativa a união dos europeus. A solução governativa era classificada catastrófica por quem nos empurrou para a bancarrota e agora não "compreende" a erosão do centro político. Foram esses que inventaram, por exemplo, o número ideológico e demagogo de 3% de défice. O Governo sabe que há muito por fazer, mas transmite confiança e prova que é possível governar com a presença da Assembleia da República.

 

personagem_1

Joan Miró,

Personagem Atirando uma Pedra num Pássaro, 1926



publicado por paulo prudêncio às 16:18 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 05.01.17

 

 

Recebi por email, devidamente identificado, a seguinte quadratura escolar, e não só, claro, em forma interrogativa:

 

"Solicita-se desesperadamente a quem possa ajudar abenegadamente na seguinte situação (ou similares):
Que motivação psicológica existe para os professsores que começaram a carreira no 3º escalão e vinte e tal anos de serviço depois estão colocados no 4º escalão, que evite que 'mandem tudo às malvas' e se 'baldem' completamente para o trabalho?"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:07 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.01.17

 

 

 

1099370

Cópia de 1099370

Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:28 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 28.11.16

 

 

 

1091874

Cópia de 1091874

 

Luís Afonso

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:55 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.11.16

 

 

Os analistas mainstream estão algo apoplécticos com o Governo. Compreende-se. Foram anos a fio a tergiversar com o arco governativo e não entendem a gramática da geringonça. A oposição também não. Acusa o Governo de "defender a escola pública" e o PSD considera "como seus" os raciocínios políticos de Lurdes Rodrigues e Marçal Grilo. Olha que novidade.

 

(Primeira edição em 19 de Maio de 2016)

 

 

Cartoon-Egypt-Nagui-Doctor-300x160.jpg



publicado por paulo prudêncio às 10:43 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 15.11.16

 

 

 

Hoje soube-se que "a economia surpreendeu e acelerou com números que não se viam há três anos". Para além disso, o défice está controlado e o desemprego diminuiu. Em Portugal, um Governo de um PS descomprometido com o neoliberalismo, e apoiado pelo PCP e pelo BE, experimenta soluções macroeconómicas que deviam ser apoiadas e elogiadas pela Comissão Europeia. Como exercício elementar, Bruxelas encerrará amanhã o processo de défice excessivo. Esta solução governativa (optimista, moderada e sensata), era há muito apontada como catastrófica por quem nos empurrou para a bancarrota. São os mesmos que agora não "compreendem" a erosão do centro político e que inventaram do nada o número ideológico e demagogo de 3% do défice. O Governo não baixou os impostos para as pequenas e médias empresas nem para as pessoas e não repôs a totalidade das pensões e salários; há muito por fazer. O Governo sabe-o. Mas, e como logo se percebeu, o executivo apoiado pelas esquerdas não nos atiraria de imediato para Marte.

 

aviao_da_vinci

 



publicado por paulo prudêncio às 21:19 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Crato aumentou a eito o número de alunos por turma. O Governo, pela voz do ministro da Educação, anunciou que a "forma como se fará a redução de alunos por turma depende do impacto financeiro". Aguardemos pelo processo. Mas há matérias, e muitas não financeiras ou com reduzido impacto, que devem ser revertidas.



publicado por paulo prudêncio às 21:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 27.10.16

 

 

 

No mesmo dia em "que Centeno vai responder a Bruxelas dentro do prazo", o presidente do PS critica duramente, e muito bem, o ministro Schäuble ("é um incendiário a vender a imagem de bombeiro"). São atitudes que fazem a diferença e que reforçam a solução governativa apoiada pelo Parlamento. O arco governativo (AG) prevaleceu anos a fio como o fim da história. Quiseram as circunstâncias que se formasse um Governo que o quebrasse. Como logo se intuiu, a geringonça não nos atiraria para Marte. Deu provas. O tal descontrole orçamental não acontece pela segunda vez. O que nos consome é uma dívida impagável gerada na vigência do AG. É pena que uma geringonça não se tenha antecipado contrariando a "sapiência" dos DDT´s, e da bancocracia, que associavam o fim do AG à desgraça financeira.

Captura de Tela 2016-10-27 às 13.15.01

 



publicado por paulo prudêncio às 13:27 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 15.09.16

 

 

 

 

Objectivamente: há muitas escolas públicas com mais alunos.

 

29644833316_34c7785c56

 

Imagem obtida em desporto.sapo.pt sem referência ao autor.



publicado por paulo prudêncio às 17:42 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 27.07.16

 

 

 

"Bruxelas propõe, por consenso, cancelamento de sanção a Portugal". É bom que se refira que é relativo ao orçamento PàF de 2015. Era o que estava para ser sancionado. Não foi. É justo e contraria os ensandecidos com a caminhada da Geringonça. Os neoliberais estão desorientados. Leio que os professores andam mais satisfeitos por causa dos salários. Enfim. Será que os opinadores e comentaristas não sabem que as carreiras estão há mais de oito anos congeladas e que há milhares de professores com salários líquidos pouco acima dos 1200 euros que não beneficiam de qualquer reposição salarial? O que a actual execução orçamental começa a comprovar é que não há qualquer caos com a redução de impostos para pequenos empresários e com a reposição de salários e pensões. Mas isso não esconde o que falta fazer e o Governo sabe-o muito bem. O episódio sanções evidencia uma diferença entre uma PàF-bom-aluno e a uma geringonça mais autónoma.

 

Captura de Tela 2016-07-27 às 17.25.59.png

 



publicado por paulo prudêncio às 17:26 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 26.07.16

 

 

 

 

 

Algures em 2010, ouvia um grupo de amigos defensores da escola pública, e da democracia, a discutir em quem votar. No PS, obviamente e com razão, não podia ser. Tinha de ser à direita ou à esquerda dos socialistas. Percebia-se a inclinação à direita. O arco governativo era justamente diabolizado, mas o hábito sobrepunha-se. Alguém foi taxativo em jeito de aviso: será ainda pior. No caso dos professores, serão despedimentos em massa e precarização absoluta. Confirmou-se. A existência do TC, e de uma heróica luta em plena troika, impediu o desastre total. Quiseram as circunstâncias que se formasse um Governo que quebrasse o beatificado arco governativo: a gerigonça. Como logo se intuiu, a geringonça não nos atiraria de imediato para Marte. Já deu algumas provas e a escola pública testemunha-o. Temia-se o descontrole orçamental; mas pelos vistos, e com redução de impostos para pequenos empresários e reposição de salários e pensões, até "Bruxelas foi surpreendida pela "positiva" com a execução orçamental". Ou seja, a quebra do arco vai dando algumas lições e lamenta-se que o fenómeno não se tenha verificado com muitos anos de antecedência contrariando a "sábia" premonição dos DDT´s, e da bancocracia, que associava o fim do arco a uma desgraça financeira. Espantoso, realmente.

 

Captura de Tela 2016-07-26 às 14.52.31.png

 



publicado por paulo prudêncio às 17:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 25.06.16

 

 

 

Os cortes a eito de Crato (cortes curriculares, mais alunos por turma e mais turmas por professor, agregações de escolas e horários ao minuto) fizeram "desaparecer" 33.000 professores (cerca de 25% do total) entre 2013/14 e 2014/15. Em Junho de 2013 (plena troika), os professores desencadearam uma heróica greve a avaliações e exames que impediu mais 15.000 "desaparecidos". Os professores venceram a batalha. Foi negociada uma justa fórmula no crédito horário das escolas inserida no despacho (OAL) de organização do ano lectivo (parece uma coisa de tresloucados, mas é assim) que impediu mais "desaparecimentos".

 

Para o ano lectivo 2016/17, o Governo reduz esse crédito, tem aqui o OAL, numa margem que pode chegar a 75%. Fará uma análise caso a caso, exigirá capacidade de projecto aos directores escolares e a última decisão será da Directora-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. Não sei se os membros do Governo conhecem a duríssima história dos professores portugueses na última década. Espero que conheçam e que a plataforma de sindicatos estude as matérias. Sinceramente: nem se espera outra coisa.

 

 

LUPA.gif



publicado por paulo prudêncio às 18:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 17.05.16

 

 

 

Compreende-se a necessidade de alterar o modelo de gestão para compensar o aprofundamento da municipalização escolar e contrariar as componentes mais críticas dos mega-agrupamentos: gestão de proximidade e autonomia das escolas.

 

O Governo pretende aprofundar a municipalização escolar, descentralizando competências nos domínios da gestão do território, das instalações escolares, e dos demais recursos, e na gestão dos profissionais. Se é aceitável uma agência municipal que alargue aos concelhos as partilhas administrativas em curso nos agrupamentos, é natural a apreensão dos que olham para os municípios como escolas da pior partidocracia. É, portanto, compreensível que os equilíbrios na maioria que governa imponham o regresso a um modelo de gestão escolar que garanta a autonomia das escolas em relação aos municípios e que lhes confira, simultaneamente, um grau mais elevado de poderes desconcentrados do ministério da Educação. É um exercício difícil, mas também nunca se leu que a democracia não dá trabalho.

 

image.jpeg

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 14.05.16

 

 

 

Se não lêem, deviam ler. Ficavam com algumas ideias, embora nunca se saiba se isso seria positivo ou não. O que é um facto, é que o Paulo Guinote escreveu no dia 22 de Abril que o Governo daria aos "privados" da Educação uma fatia do pré-escolar em compensação ao encerramento de colégios. Mas dá ideia que a intermediação do PR foi exclusivamente "beata" e que as Empresas.SA que estão no negócio perderam influência.

 

homem-de-negócios-cartoon-character-pensamento-ap

 



publicado por paulo prudêncio às 13:11 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 11.05.16

 

 

 

Não é normal, em democracia, que se a PàF governa à direita, um executivo apoiado no PS+BE+PCP o faça à esquerda? Mas queriam o quê? A eternização do arco que levou o país ciclicamente à bancarrota em nome de um suposto equilíbrio? Francamente. A PàF usou a troika para dar asas a um radicalismo ideológico de direita na Educação. Foi muito além das finanças em período de anestesia da massa crítica. O actual Governo tem estado a recentrar as políticas educativas depois de uma década de tempestades. Embora até discorde de vários aspectos, nomedamente do modelo de escola a tempo inteiro ou da não eliminação da hiperburocracia, não é disso que se trata no caso colégios "privados". Parece-me que o Governo procura a requerida disciplina orçamental e o cumprimento da lei. Em qualquer país da Europa se considera impensável a situação portuguesa.

 

image.jpeg 



publicado por paulo prudêncio às 10:17 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 16.04.16

 

 

 

O Parlamento legislou o fim das provas finais dos 4º e 6º anos e o Governo introduziu provas nos 2º, 5º e 8º anos incluídas num sistema integrado (SI). O sistema não mexe no sacrossanto acesso ao ensino superior (como se fosse justo) porque é poderosa a indústria dos exames. O que é demasiado guloso é querer, e na nossa sociedade basta a insinuação, a submissão industrial logo aos sete ou oito anos como engendrou "O Provas".

 

Quem se indigna com a fuga aos impostos pelos Panamás Leaks incomoda-se com "guloseimas". O Governo eliminou as provas finais e anunciou como facultativa a entrada este ano no SI e mais umas trapalhadas negociadas com o novo PR. Parece que agora já é aconselhado um facultativo com dificuldades na faculdade de não facultar. É, realmente, demasiado. Eram suspensas e ponto final e no ano seguinte começava o tal SI. Havia convicção ou estavam quietos.

 

18576058_mUL1j.jpeg

 Antero



publicado por paulo prudêncio às 12:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 25.02.16

 

 

 

 

A esquerda está ao rubro com a notícia do Expresso, "Moody´s elogia aprovação do OE e elimina risco de eleições antecipadas", no mesmo dia em que os "juros da dívida desceram em todos os prazos", diz o Negócios, e um dia depois da ideia de nacionalização do Novo Banco. Quem, como eu, defende uma Europa mais plural, e deseja que o Governo português seja bem sucedido, está satisfeito com as notícias e olha com um sorriso para o silêncio dos fundamentalistas do "Compromisso Portugal"; embora registe com um abanar de cabeça na horizontal a subida em flecha da credibilidade à esquerda das agências de raiting. Já não são instrumentos do neoliberalismo? A coerência é sempre um elemento com presente e futuro e embora se compreenda a euforia não deixa de ser avisado recordar: "Se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou". E há tanto neoliberalismo quase sem influência financeira para mudar.

 

 

Captura de Tela 2016-02-25 às 15.18.11.png

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:18 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 24.02.16

 

 

As nossas "elites" da alta finança são cómicas. Como o Novo Banco não permite privatização de lucros, bem pelo contrário, estabelece-se um manto de silêncio com as "ideias de nacionalização por parte da esquerda". Até Vìtor Bento já defende a nacionalização que, diga-se, até pode ter efeitos orçamentais positivos. Que tempos, realmente.

 

Captura de Tela 2016-02-24 às 16.42.05.png

 



publicado por paulo prudêncio às 16:42 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 11.02.16

 

 

 

Quem defende uma Europa mais plural deseja que o Governo-não-bom-aluno seja bem sucedido nesse difícil exercício. Para além disso, o Governo tem um apoio parlamentar inédito e não é liderado pelo partido vencedor das eleições. Ou seja, tem adversários que lhe cheguem para dispensar dois tipos de egos: coreógrafos dos paraísos para ontem e obstinados pelo regresso de irrealidades. Ambos são retratados pela imagem: produtos vazios, mas com processos destruidores de tudo o que os rodeia até do que diziam defender.

 

ny_863.jpg

 



publicado por paulo prudêncio às 19:38 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 25.01.16

 

 

 

 

As escolas estão em alvoroço com a supressão dos exames industriais (Crato, num momento de rara lucidez, denominou-os por prova final) das crianças (9 e 11 anos) inventados de supetão, e sem ouvir ninguém, em 2011. Professores, alunos e pais já pensavam em Guterres e na ONU para que o calendário tivesse mais um mês por ano de forma a atenuarem a falta de aulas com ritmo durante seis meses nas disciplinas, a maioria, que Crato considerou não estruturantes (conceito desconhecido no mundo avançado desde o século XVII). Ninguém percebe como é que as escolas abriam antes de 2011, nem como funcionam as suas congéneres europeias sem estas provas finais. A desorientação está a contaminar os orçamentos dos órgãos de comunicação social que tinham um pico de vendas no dia em que publicavam rankings que ignoravam os dados sócio-económicos das escolas privadas de modo a respeitarem a origem imaculada dos financiamentos mais altruístas. O novo Governo, que eliminou o teste anual e universal que permitia um conhecimento sobre o sistema já elogiado no novo planeta para lá de Plutão, decretou provas de aferição para crianças de 7 e 10 anos de forma a garantir que todos os professores consigam continuar a leccionar e que os comentaristas mais agressivos se engasguem.

 

PS: este post foi escrito em ortografia irónica.

 

1302621611112.jpg

 



publicado por paulo prudêncio às 18:33 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 05.12.15

 

 

 

"PS arrasa aposta educativa do anterior Governo. Vai acabar o ensino vocacional do 5.º ao 9.º ano. O básico volta a ser "integrado, global e comum a todas as crianças" percebo a ideia, avançada pelo DN, tal a carga ideológica dos mentores da PàF que só não começaram o ensino dual no pré-escolar porque parecia mal.

 

A generalidade das turmas vocacionais são antecâmaras de delinquência juvenil ou parques de estacionamento de potenciais desempregados. Tem sido assim nas últimas décadas. Mudam as designações quando mudam os governos. Desta vez agravou-se com a sobrelotação além da troika.

 

Este fatalismo é uma prova da sociedade ausente que deixa tudo à escola transbordante. Não actua quando a desgraça se projecta nos primeiros anos de escolaridade e desorienta-se quando a tragédia chega à adolescência e tem o sistema prisional como destino. Mas como se exige optimismo, a interrogação faz-se em linguagem escolar: o vocacional vai para intervalo ou anulou a matrícula?

 

Digitalizar.3.jpg

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 27.11.15

 

 

 

Vão aparecendo os tais truques e crateras orçamentais que surpreendiam os novos governos de modo a executar cortes nos do costume e incumprimentos de promessas eleitorais. Estas coreografias do arco governativo incluíam apelos a reformas "estruturais", sempre exigidas pelos "Compromisso Portugal" e por banqueiros que não "aguentavam mais com tanto stress". Espera-se que o novo arco traga decência a estes exercícios.

 

Unknown.png

 



publicado por paulo prudêncio às 16:29 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 25.11.15

 

 

 

Espera-se decência e que não descolem da realidade. Os governantes da última década deixavam perplexas, tal o grau de manipulação, as pessoas minimamente informadas. O elenco governativo já conhecido parece receber boas opiniões. É evidente que uma década de queda acentuada requer tempo para reerguer o essencial, mas é fundamental que a sociedade perceba uma firme vontade de mudar.



publicado por paulo prudêncio às 10:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 11.09.12

 

 

Embora este comentador tenha sido um indefectível das políticas educativas de José Sócrates, mesmo depois de comprovadamente nefastas, faz uma análise abrangente sobre o actual Governo.





publicado por paulo prudêncio às 11:43 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 12.11.11

 

 

 

 

Disse-me alguém experiente e algo pessimista: as extinções e fusões de organismos públicos fazem-se para substituir as clientelas. Terá sido essa a lógica a que obedeceu a nova lei orgânica do MEC?



publicado por paulo prudêncio às 19:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 02.11.11

 

 

Nuno Cortes



publicado por paulo prudêncio às 11:41 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 31.10.11

 

 

 

 

"(...) Quase metade (46,7%) do pessoal da administração central está no Ministério da Educação. É um valor extraordinário. (...)", diz Nuno Crato na edição impressa do Público de hoje. E depois? E se fossem 43% ou 54%? É um argumento repetido e sem evidências que determinem o seu valor negativo. Não adianta comparar com o resto da Europa porque as divisões administrativas são incomparáveis. Na Espanha, por exemplo, muitos professores não estão vinculados à administração central, mas às regiões autónomas.

 

Os 53,3% restantes são muitos ou poucos? Qual é a percentagem que se tem de reduzir nos professores? 4%? A implosão do MEC e das inutilidades corresponderia a que valor despesista? Ou os coffee breaks já atenuaram o ímpeto?

 

Quem exerce funções nas escolas do estado conhece bem essa realidade. 98% da despesa anual é consumida em salários.

 

Dirigi uma escola em que dos 4 milhões de euros anuais, apenas 80 mil se destinavam às despesas de funcionamento. Uma gestão financeira rigorosa e inapelável com as inutilidades permitia "milagres" de investimento, um quotidiano civilizado e excelentes resultados dos alunos.

 

E não me esqueço: o ministro da educação da altura, 2004, também usava uma argumentação semelhante. Certa vez, ladeado pelo guru (não é para rir, não) João Rendeiro do BPP, afirmou que só não contratava gestores para as escolas porque não tinha dinheiro para lhes pagar. Hoje percebe-se bem a lógica de quem exigia pagamentos dourados para gerir a coisa pública. A ladainha de que os professores são demasiados e caros está datada e era esperada noutros tempos e latitudes.



publicado por paulo prudêncio às 20:42 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 16.07.11

 

 

Desde ontem que Nuno Crato se tem desdobrado em declarações. Foram abordados vários assuntos. Gostei de saber que se está a preparar um novo modelo de avaliação de professores. Não sei o que aí vem, mas já é um passo assumir-se o fim do que existe.

 

Gostei especialmente das seguintes declarações, com as quais estou de acordo:

 

"(...)“Neste momento, temos três documentos orientadores do currículo, que são as chamadas competências essenciais, contra a qual eu tenho bramado e continuo a bramar. (...)é um documento inútil, mal organizado, palavroso e repleto de orientações pedagógicas que são caducas e que não compete ao Estado ditar”. 

Entende Crato que “compete aos professores chegarem aos objectivos gerais que sejam traçados pelo País, pelo Estado, pelo Ministério da Educação em colaboração com as escolas, pela equipa do Ministério da Educação.(...) O País não deve dizer aos professores como é que os professores devem assinar”, considerando que “os professores têm objectivos onde chegar e devem ter grande liberdade para chegar a esses objectivos.(...)Nós precisamos dos professores. Nós não podemos fazer mudanças contra os professores. Está completamente nos antípodas do pensamento deste ministério. Nós temos que fazer mudanças com os professores”, pormenorizou.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 10:13 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Segunda-feira, 04.07.11

 



publicado por paulo prudêncio às 15:19 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

 

 

"Desgostoso e levemente enojado" é o título deste post do blogger José Luiz Sarmento que deve ser lido com a atenção.

Considerei natural a satisfação com a derrota do anterior governo. Depois de tudo o que se passou, não era de esperar outro sentimento. Todavia, não deixa de entristecer ver o comportamento clubista dos que agora nada vêem. Retirei o seguinte pedaço:

 

"(...)Ligeiramente indecente, além de completamente equivocado, foi o gáudio com que grande parte da blogosfera docente recebeu os resultados eleitorais. Muitos colegas nossos deslumbraram-se tanto com a derrota de José Sócrates que ficaram cegos à vitória de Passos Coelho. Temos hoje um governo com o mesmo universo mental do anterior. Um universo mental que não lhe permite sequer conceber um sistema de avaliação que não radique no neotaylorismo em vigor - na educação, mas também na saúde, na justiça, na segurança e sobretudo, com efeitos particularmente perniciosos, no sector privado. Um governo que fala sem pudor, tal como o precedente, em 'recursos humanos'; e que não conhece nem pode imaginar qualquer forma de organização social que não tenha no centro, sob mais ou menos camadas de verniz politicamente correcto, a escravatura pura e simples. Um governo que fala de mudança mas teme a alternativa. Um governo europeu, enfim; e não é preciso dizer mais."



publicado por paulo prudêncio às 10:06 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 03.07.11

 

 

Santana Castilho esteve hoje na SICN e, ao que me disse um amigo meu que viu a entrevista, mostrou a sua indignação com o programa do governo para a Educação. Afirmou que lhe foi solicitado um contributo que não foi respeitado. Também se referiu do mesmo modo à não suspensão da avaliação de professores, assunto que coordenou na altura em que foi apresentado na Assembleia da República. Espero que alguém publique um vídeo com a entrevista.



publicado por paulo prudêncio às 23:09 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 01.07.11

 

Em relação ao modelo de avaliação de professores, há algumas evidências: a coisa não tem pés nem cabeça, tem de ser suspensa e os efeitos têm de ser nulos para concursos e progressões na carreira. Não adianta retardar a decisão por causa dos que competem na categoria de-mais-quilometragem-nos-portafolhas.

 

Nuno Crato ainda quer “implodir” o seu ministério 

"(...)A provocação foi lançada pela deputada bloquista Rita Calvário que disse folgar ver Nuno Crato no ministério que há quatro meses disse que deveria ser implodido. O novo ministro não desdisse o que dissera em Fevereiro à Agência Ecclesia, mas já não foi tão explosivo nas palavras.

“O Ministério [da Educação] é uma máquina gigantesca que se acha dona da Educação em Portugal. Eu quero acabar com isso”, afirmou o ministro,(...)A diferença de linguagem foi visível na intervenção do ministro da Educação e Ciência que repetiu a promessa de apresentar uma “reforma” do sistema de avaliação de professores para “acabar de uma vez por todas” com um problema que tem lançado “instabilidade” nas escolas.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 15:09 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Quinta-feira, 30.06.11

 

Última hora:

 

AR/Governo: Passos Coelho promete rever "muito rapidamente" regras do atual modelo de avaliação de professores



publicado por paulo prudêncio às 23:31 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 



publicado por paulo prudêncio às 23:01 | link do post | comentar | partilhar

 

Confirmada a desonestidade política.

 

Tenho estado fora da rede e nem quero acreditar no que leio: "(...) Passos Coelho anunciou, no Parlamento, a razão pela qual votou, há três meses, a revogação do actual modelo de (pseudo) avaliação, e agora, no poder, já não o revoga. A razão apresentada foi esta: «Em Março, podia-se revogar porque, nessa altura, o Governo ficava com seis meses para preparar um novo modelo de avaliação, agora só temos três meses, o que é tempo insuficiente.» Lamentavelmente, Passos Coelho estreou-se na Assembleia da República seguindo a metodologia de Sócrates: a metodologia da desonestidade política. Confesso ter chegado a pensar que, independentemente das divergências de fundo que tenho relativamente a muitas das matérias do programa do Governo, passaríamos a ter, com Passos Coelho, uma postura ética diferente daquela que tivemos nos últimos seis anos. Vejo que me enganei. Passos Coelho revelou, como Sócrates, não ter pruridos em faltar à palavra e em falsear a realidade.(...)"

 



publicado por paulo prudêncio às 21:17 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quarta-feira, 29.06.11

 

 

Os nossos ês já não cabem nos dedos de uma mão. Ao eduquês associaram-se o economês, o justicês e por aí fora. É uma praga de linguagem bem pensante e sedutora que inferniza a sociedade.

 

bullshit também se instalou nos nossos comentadores como se vê sempre que o assunto é a avaliação de professores. Mesmo que nada saibam sobre o que acontece nas escolas, debitam uma série de generalidades porque o silêncio foi eliminado das inteligências.

 

Em muitas das nossas escolas acontece mais ou menos o mesmo sobre a avaliação do desempenho. O rol de mesquinhez e de incompetência, ao jeito do legislês, preenche demasiadas cabeças que não podem ficar em roda livre. É triste, mas é assim. O ês minou-lhes o raciocínio e não há simplex que lhes valha. A má burocracia é o seu metabolismo de sobrevivência.

 

Não adianta remeter para a ilusão, para a precipitação ou para o radicalismo. O actual governo, pela voz do primeiro-ministro, prometeu suspender aquela coisa revoltante e kafkiana. Não há argumento que justifique a falta de palavra num assunto tão sério. Basta ler os relatos dos últimos dias. Não compreender a indignação que se instalou nos professores é desconhecer dois significados: de dignidade e de seriedade.



publicado por paulo prudêncio às 22:34 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

Da (outrora) urgentíssima revogação à intemporal reformulação



publicado por paulo prudêncio às 12:45 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 28.06.11

 

 

 

 

O nosso regime é semi-presidencial. O presidente da República não governa, mas influencia as políticas. A trágica cooperação estratégica foi elucidativa e a agenda da Educação sentiu-a. Nos momentos mais críticos aconteceu o que se sabe e as dúvidas de constitucionalidade da avaliação de professores atingiram um nirvana. O que acabei de escrever pode ajudar a perceber o programa de continuidade do PSD e a troca da suspensão pela reforma na avaliação de professores. A tragédia e a estratosfera têm pontos de contacto que se explicam de modo simples: convenceram-se, mesmo que a realidade teime em demonstrar o contrário, que vão a caminho do fim da história e que há um grupo de professores que são teimosos e radicais.



publicado por paulo prudêncio às 22:15 | link do post | comentar | partilhar

 

 

O novo governo começa mal na Educação. Depois dos episódios, sombrios e cinzentos, dos últimos dias, o empossado ministro da Educação vem agitar a milionésima reforma deste modelo de avaliação de professores em vez de se referir à revogação imediata. No último dia do anterior parlamento, o PSD (foi quem teve a iniciativa), o CDS, o BE e o PCP aprovaram a revogação do desmiolo e as lideranças partidárias eram as mesmas. Espera-se que cumpram a palavra. Quem está nas escolas, e só mesmo quem se encontra nesse exercício, é que conhece bem o estado de sítio a que isto chegou. Caso o governo recue, é dado um péssimo sinal com consequências imprevisíveis. As inverdades começam cedo e depois, quando a casa começa a arder, apela-se à participação cívica dos cidadãos. O actual primeiro-ministro prestou sobre o assunto as seguintes declarações que devem servir para memória futura:

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:45 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
comentários recentes
O grande desafio de uma sociedade democrática é es...
"Não posso ensinar a falar a quem não se esforça p...
Quando perguntei se a Ana leu mesmo o post não est...
Se não parecesse brincadeira de mau gosto, eu come...
Desculpe Ana, mas leu mesmo o post?Começa assim: "...
"É mais um motivo de esperança no sentido da moder...
Enfim. Nunca se sabe o que pode acontecer; realmen...
posts recentes

da saúde da Geringonça

Afinal, a Geringonça até ...

quadratura escolar

2017 com cobertura total?...

isso tudo é

ligações
posts mais comentados
tags

agrupamentos

além da troika

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

banda desenhada

bartoon

blogues

caldas da rainha

campanhas eleitorais

cartoon

cinema

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

crise mundial

crónicas

democracia mediatizada

desenhos

direito

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

exames

falta de pachorra

filosofia

finanças

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

luís afonso

mais do mesmo

manifestação

movimentos independentes

música

organização curricular

paulo guinote

política

política educativa

portugal

professores contratados

público-privado

queda de crato

queda do governo

rede escolar

sociedade da informação

tijolos do muro

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

sua excelência (2) (reedi...

sua excelência (1) (reedi...

subscrever feeds

web site counter
Twingly BlogRank
arquivo
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676
mais sobre mim