Em busca do pensamento livre.

Sábado, 02.09.17

 

 

 

 

"Moody´s melhora perspectiva da dívida portuguesa". O gabinete de Centeno considera que "esta decisão da Moody's vem juntar-se a um crescente reconhecimento por parte de vários actores institucionais e privados quanto à solidez da economia portuguesa". A Moody´s passou Portugal de "estável para positivo, ainda dentro do "lixo"". É uma escala de avaliação risível.

Mudou o discurso mediático à volta das agências de raiting (AR). Os neoliberais, sempre muito pró-AR para justificarem cortes nos do costume, empalideceram e ajustarão o discurso: culpavam os dos costume pela descida da nota e continuarão a culpá-los pela fraca subida. Enfim. Nada do novo. Quem defende uma Europa mais plural, e deseja que Portugal seja bem sucedido, gosta da notícia. Sorri com o silêncio dos ideólogos do "Compromisso Portugal" e não aprecia qualquer viragem posicional em relação às AR. As AR já não são instrumentos do neoliberalismo? Na minha modesta opinião, são. A existirem, não devem ficar "isoladas" nem ser endeusadas. Por outro lado, as oscilações de partidos parlamentares abrem espaço à demagogia. As AR representam uma ideia de mercado que aplica coletes de forças ao financiamento dos países. Continua por construir, nas democracias ocidentais, uma alternativa sustentável que passará pela autonomia energética associada ao ambiente, pela compatibilização da robotização com o financiamento das políticas sociais e pela solidez da banca, pública e privada, e do crescimento económico.

 

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Domingo, 09.07.17

 

 

 

"(...)É preciso ter topete, falta de vergonha, descaramento. Depois de 5 anos (2011-15) em que o investimento público foi reduzido em 40%(...)a direita, melhor, esta direita encabeçada pela actual direcção do PSD, que utilizou o Estado como saco de boxe(...)venha clamar contra o enfraquecimento do Estado(...)Esta justa opinião de Nicolau Santos (Expresso) tem subscritores com falta de memória. Nos detalhes do texto não há referências à educação; apenas, e por inerência, nos cortes de ordem geral. É uma omissão. Num texto destes não cabe a totalidade. Compreende-se. Mas olhar para a educação pode servir de modelo.

Se usarmos o período 2005-15, e não apenas 2011-15, registaremos o encerramento de metade (4000) das escolas públicas (e o aumento de "privadas", com um pico em 2005/10 e uma quebra apenas em 2016) e o corte de mais de 40 mil professores (mais de 30%; 70% eliminados por Crato). Se a PàF não se pode desculpar com a troika porque subscreveu um-além-programa e porque é essa a sua ideologia, o PS-absoluto iniciou os cortes antes da crise de 2007. Se foi também por causa das metas europeias, então as forças que têm governado que assumam o que assinaram e o que não está escrito em lado algum. Houve escolhas "não inscritas" que PàF e PS-absoluto partilharam: PPP´s ruinosas, participação em desvarios financeiros - para ser brando e sem convocar corrupção comprovada -, falhas exclusivas no software que regista saídas para offshores e maior transferência da história de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta através do encerramento a eito de serviços públicos para fazer face a imparidades, crédito malparado e juros de dívida de toda a espécie.

 

Nota: Tancos é outro assunto. As forças armadas têm que garantir a segurança do armamento.

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Domingo, 28.05.17

 

 

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Os neoliberais entraram em "revisionismo". É espantoso. Schäuble, com eleições à porta, "elogiou" Centeno enquanto ironizava com a antecipação de 10 mil milhões ao FMI. É uma maldade mais sofisticada que a de Moedas. Há, desde logo, uma evidência: Schäuble não pode impor a Portugal uma tragédia semelhante à grega através doutro duelo com o FMI; isto não apaga a responsabilidade histórica das "elites" gregas; nem das portuguesas. Esperemos que a história o evidencie, já que as principais figuras do FMI fazem o seu papel assumindo responsabilidades em tanto mal irreparável: "Olivier Blanchard (2017): Portugal não deve apressar decida do défice" ou "Christine Lagarde (2015): elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB de um país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta "espalham" para cima e não para baixo."



publicado por paulo prudêncio às 19:49 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 27.05.17

 

 

 

A propósito da revolução que a presença da troika destapou, recorda-se os teóricos da simculta revolução, na actualidade, pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução? Há sempre sinais; até existiram alguns, mas não sobreviveram. Nunca se sabe se uma contra-revolução será tranquila, mas espera-se que sim e igualmente rápida. Desta vez, percebe-se que as personagens carregadas de ideologia neoliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é revertível: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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Quarta-feira, 24.05.17

 

 

 

Leia, sff, e tente adivinhar quem fez as declarações seguintes antes de encontrar a solução no parágrafo final.

  1. “Não é preciso ser altruísta para apoiar políticas que elevem a renda dos pobres e da classe média. Todos beneficiarão com essas políticas porque são essenciais para gerar crescimento mais alto, mais inclusivo e mais sustentado. Ou seja, para se ter crescimento mais duradouro será necessário gerar crescimento mais equitativo."
  2. "Novos estudos demonstram que elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB de um país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta estão a "espalhar" para cima e não para baixo. Para além de outras variáveis, constata-se que os ricos gastam uma fracção menor da sua renda o que reduz a procura agregada e enfraquece o crescimento. Os nosso estudos anteriores demonstram que a desigualdade excessiva de renda reduz, e na verdade, a taxa de crescimento económico e torna o crescimento menos sustentável com o tempo."

São declarações, em Bruxelas, de Christine Lagarde, em Junho de 2015, baseadas no boletim oficial do FMI de 17 de Junho de 2015 que integra o estudo, também de Junho de 2015 e do mesmo FMI"Causes and Consequences of Income Inequality: A Global Perspective". Se Maquiavel estivesse por cá, teria explicação: "disse ao Príncipe: faz a maldade toda em pouco tempo e depois confessa-a; sei lá: afirma-te neoliberal no início e "social-democrata para sempre" no fim; confia na sabedoria popular."

 

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Quinta-feira, 20.04.17

 

 

 

Os números do "desaparecimento" de professores até arrepiam. Desde 2004/2005, "desapareceram" das escolas públicas 42.000 professores; cerca de 25% dos 167.000 que existiam e cerca do dobro da percentagem da redução de alunos (14%). É fazer as contas. Para além disso, o número de professores com menos de 30 anos já ia, em 2016, em 451; 1,4%. Ou seja: os professores, os causadores do défice por serem muitos, "desapareciam" na inversa proporcionalidade da aproximação à bancarrota. O tal financiamento despesista foi afinal para a banca - alguém tem dúvidas? - que prossegue alegremente em registo de perdão de dívida, enquanto os professores congelam, precarizam, imergem em burocracia e inutilidades e "aposentam-se" em "estado crítico para a saúde pública".



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Quarta-feira, 18.01.17

 

 

Objectivamente, e para além dos resultados da justiça (a Operação Marquês conheceu hoje mais um avanço), estamos a pagar, e vamos continuar (a tal dívida impagável), anos a fio de desvario financeiro; em Portugal, na Europa e no mundo do capitalismo selvagem.



publicado por paulo prudêncio às 19:47 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 03.01.17

 

 

 

A propósito da revolução, iniciada em 2005 ou até em 2003, que a presença da troika destapou, recordo os teóricos da simcultna actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é recuperável: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:22 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 15.12.16

 

 

 

 

Leia, sff, e tente adivinhar quem fez as declarações seguintes antes de encontrar a solução no parágrafo final; mas sentado como na imagem (prémio 2014 do melhor cartoon da Press Cartoon Europe).

  1. “Não é preciso ser altruísta para apoiar políticas que elevem a renda dos pobres e da classe média. Todos beneficiarão com essas políticas porque são essenciais para gerar crescimento mais alto, mais inclusivo e mais sustentado. Ou seja, para se ter crescimento mais duradouro será necessário gerar crescimento mais equitativo."
  2. "Novos estudos demonstram que elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB de um país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar em um (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta estão a "espalhar" para cima e não para baixo. Para além de outras variáveis, constata-se que os ricos gastam uma fracção menor da sua renda o que reduz a procura agregada e enfraquece o crescimento. Os nosso estudos anteriores demonstram que a desigualdade excessiva de renda reduz, e na verdade, a taxa de crescimento económico e torna o crescimento menos sustentável com o tempo."

Está sentado? Fique a saber que são declarações, em Bruxelas, de Christine Lagarde, em Junho de 2015, baseadas no boletim oficial do FMI de 17 de Junho de 2015 que integra o estudo, também de Junho de 2015 e do mesmo FMI"Causes and Consequences of Income Inequality: A Global Perspective". Se Maquiavel estivesse por cá, teria explicação: "disse ao Príncipe: faz a maldade toda em pouco tempo e depois confessa-a; sei lá: afirma-te neoliberal no início e "social-democrata para sempre" no fim; confia na sabedoria popular."

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:20 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 08.10.16

 

 

 

 

Regressa à agenda, até pela degradação do que existe, a necessidade de um "modelo transparente e de normalidade democrática, e livre da partidocracia, na administração das escolas" e, com surpresa, "a Fenprof  defende o fim da figura dos diretores das escolas, advogando a gestão por um órgão colegial com participação efectiva dos professores.O neoliberalismo escolar começou com Sócrates e Rodrigues, embora Barroso e Justino abrissem as portas. A invisibilidade política e comunicacional das escolas do não superior, que, até à queda da banca, eram os sorvedouros da nação, e a diabolização dos sindicatos, pressupunha a terraplenagem. Não foi totalmente assim porque os professores resistiram ao "projecto global". Derrotaram a divisão da carreira, os mentores da avaliação de professores foram "obrigados" a classificarem-na como "fascismo por via administrativa", a prova de acesso saiu da agenda, os concursos civilizaram-se este ano, a industria dos rankings foi questionada, a rede escolar voltou a respirar, mas há um caminho a percorrer para a normalidade, e modernidade, curricular, para a eliminação de horários ao minuto, para um razoável número de alunos por turma e para a dignidade na profissionalidade dos professores sendo a confiança no seu exercício a condição essencial para a eliminação da hiperburocracia e do burnout. Mas nada se construirá com o organograma dos actuais agrupamentos e muito menos associado ao modelo de gestão que Sócrates e Rodrigues impuseram. O fim da história carecia, mais uma vez, de fundamento.

 

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Domingo, 11.09.16

 

 

 

A descida da natalidade até 2014 influenciou o pré-escolar. As inscrições no superior - sobe pelo 3º ano - provam que o secundário tem mais alunos e que o sistema não têm excesso de professores, mas turmas com alunos a mais.

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publicado por paulo prudêncio às 22:19 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 30.07.16

 

 

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Pode ler aqui.



publicado por paulo prudêncio às 10:32 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.07.16

 

 

 

 

Até arrepia: os números do "desaparecimento" de professores continuam a desmentir os defensores da bancocracia. Desde 2004/2005, "desapareceram" das escolas públicas 42.000 professores; cerca de 25% dos 167.000 que existiam. Para além das consequências que não nos cansamos de repetir, sabe-se que o número de professores com menos de 30 anos já vai em 451; 1,4%. Ou seja: os professores, os causadores do défice por serem muitos, "desapareciam" na inversa proporcionalidade da aproximação à bancarrota. Para onde foi o tal financiamento despesista?

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:20 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 22.07.16

 

 

 

 

"Em comunicado, as autoridades pedem a não divulgação de vídeos ou fotos do acto terrorista", repetem as televisões imediatamente a seguir à apresentação do vídeo amador mais oportuno. Os actos terroristas têm uma ocorrência quase diária, hoje é em Munique, e os canais de cabo já só têm que programar as horas sobrantes. O mal faz sempre o seu caminho, como lemos na história e temos registado nestes tempos de triunfo do neoliberalismo como caminho ideológico único.

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:17 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 22.06.16

 

 

 

O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que influenciaria o modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, estará patente no neoliberalismo que afundou o país e a maioria das instituições.

 

Ansiamos por uma saída. Olhar para essa corrente ajudaria, até para os que atingiram um pico de adrenalina como foi o caso do ex-primeiro-ministro que anteontem confessou sobre o inquérito à CGD: "infantil manobra tática preventiva" do parceiro da bancarrota.

 

Ou seja, primeiro destrói-se e depois "trocam-se infantilidades". E aí voltamos à análise do surrealismo. A sua saída exige psicanálise. Convém recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente, o que influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:09 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Quinta-feira, 09.06.16

 

 

 

O elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência no "1% de ricos" ("que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros"), que elimina a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos", suprime a possibilidade de ascensão e torna-se fatal para a democracia. Já temos história de economia política para comprovar o erro, expressão do próprio FMI, dos últimos trinta anos de neoliberalismo. Nesse sentido, as políticas de austeridade foram uma tragédia em qualquer ponto de vista. E era bom que se percebesse porque é que Marx inauguraria a análise científica do capitalismo, e da sua derrocada, em período de grande exaltação política.

 

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Domingo, 29.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.

 

A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.

 

 

PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.

 

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Sábado, 28.05.16

 

 

A impressa do Expresso tem muitas referências, acusatórias do Governo, ao caso "estivadores"; umas subliminares e algumas tendenciosas. Mas a voracidade dos tempos é o que se sabe e o caso "estivadores" tornou-se um bom exemplo para o Governo e mais ainda se comparado com o anterior executivo. A desactualização da notícia evidenciou a parcialidade. Um jornalismo de referência seria, no mínimo, cuidadoso. Mas como no neoliberalismo tudo está à venda, estas nuances levantam a hipótese do desenho.

 

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Quinta-feira, 25.02.16

 

 

 

 

A esquerda está ao rubro com a notícia do Expresso, "Moody´s elogia aprovação do OE e elimina risco de eleições antecipadas", no mesmo dia em que os "juros da dívida desceram em todos os prazos", diz o Negócios, e um dia depois da ideia de nacionalização do Novo Banco. Quem, como eu, defende uma Europa mais plural, e deseja que o Governo português seja bem sucedido, está satisfeito com as notícias e olha com um sorriso para o silêncio dos fundamentalistas do "Compromisso Portugal"; embora registe com um abanar de cabeça na horizontal a subida em flecha da credibilidade à esquerda das agências de raiting. Já não são instrumentos do neoliberalismo? A coerência é sempre um elemento com presente e futuro e embora se compreenda a euforia não deixa de ser avisado recordar: "Se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou". E há tanto neoliberalismo quase sem influência financeira para mudar.

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:18 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 15.02.16

 

 

 

E "assim vai o mundo" é a primeira ideia que me aparece na mente ao ler a notícia. O entre aspas era o título de um pequeno documentário que antecedia um qualquer filme nas salas de cinema. "Assim vai o mundo" e a vida de milhões de pessoas; acrescente-se em modo de um perigosíssimo casino.

 

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Autor:
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