Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 05.09.17

 

 

 

Os OCS começaram a mediatizar o regresso da antiga flexibilidade curricular discutindo o efeito nos alunos e nos métodos de ensino. Compreende-se. Mas isso representa uma pequena parte do problema. Os alunos vão aprender como sempre e relacionarão, também como sempre, o que aprendem nas diversas disciplinas. Os professores vão ensinar com os métodos de "sempre". Aumentará a possibilidade de tratar um tema do programa de diversas disciplinas num mesmo momento, a exemplo da extinta área de projecto. Poderá ser positivo.

Mas grande parte do problema, e o que conduziu ao inferno a anterior experiência de gestão flexível dos currículos, centra-se na organização. Na marcação, em catadupa, de reuniões de agenda repetida, no tratamento da informação e em dois verbos infernais: articular e registar. E nada se lê sobre isso como componentes críticas. Pior: teme-se que nada se tenha aprendido. Há variáveis organizacionais que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos nem aos métodos de ensino: são de gestão pura e dura. Os dois verbos referidos são modismos da linguagem escolar que determinam o "estar muito tempo juntos", mesmo que sem qualquer visão ou estratégia, sem instrumentos modernos de gestão e em reuniões de informação repetida. São dois verbos que remetem a burocracia escolar para o lugar dos procedimentos inúteis e do faz de conta. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do duo verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.

 

IMG_0539

 

Frase de #banksy

Imagem obtida em Agosto de 2017



publicado por paulo prudêncio às 12:24 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

Cópia de perfil03

 

#banksy

 

@mariadocéu

 



publicado por paulo prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 18.02.15

 

 

 

Essa coisa da comercialização de bases de dados com endereços electrónicos provoca lixo sem fim e já nem há pruridos. É um vale tudo. Há uns 200 emails diários que vão parar à pasta dos indesejados e que nem lhes toco. Há pouco, o mais recente, vinha de um Óscar dirigido a jornalistas para divulgação. Abri-o. Como não sou jornalista, fica o email com a solicitação em título.

 

Captura de Tela 2015-02-18 às 16.59.39.png

 



publicado por paulo prudêncio às 17:43 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 06.02.15

 

 

 

 

Ouvimos um ruído semelhante à laboração de uma fábrica antiga; ferro batia em ferro num registo sincopado. Como estávamos num Museu dos Judeus, o sobressalto foi imediato e acentuado pelo horror já percorrido. 

 

Quando chegámos à sala a surpresa foi o sentimento inicial. Os visitantes caminhavam sobre "caras em sofrimento" que chocavam entre si e produziam o tal ruído maquinal.

 

 

 

 

 

 

Jewish Museum

Berlim. Julho de 2014

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:47 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 01.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Torah, na actualidade ("na actualidade" é uma impressão minha).

 

Berlim. Julho de 2014.

Jewish Museum

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:14 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 02.08.14

 

 

 



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Quarta-feira, 30.07.14

 

 

1ª edição em 28 de Agosto de 2013.

 

 

 

 

 

Certa vez, um calor tórrido impediu que chegássemos a Ronda, bem no interior da Andaluzia, motivados pelos escritos de Rainer Maria Rilke. Desta vez, um tempo fresco e um percurso costeiro com linha férrea levou-nos até à Torre, em Sandycove (Dún Laoghaire em Irlandês), que acolhe um museu de James Joyce.

 

 

 

 

O momento da chegada à Torre.

 

 

 

A porta do Museu.

 

 

 

 

A 1ª edição de Ulysses corrigida por James Joyce.

 

 

 

 

O quarto.

 

 

 

 

Dalkey vista do alto da Torre.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:32 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

 

 

Museu Nacional Machado de Castro, Coimbra, Julho de 2014.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 19.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Nacional Machado de Castro

 

Coimbra 2014

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 15.07.14

 

 

 

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, é imperdível. À excelência do acervo acrescenta-se um espaço muito agradável. Mas este post fica-se pela exposição temporária e por um painel de Mário Vitória integrado no projecto Alice. É um género de desenho que me fascina e nem sei se se tornará num clássico. Fotografei-o, devidamente autorizado, e partilho-o sem muitos comentários. Repare-se, por exemplo, na quantidade de polvos que preenchem o espaço europeu de que Portugal faz parte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 12.07.14

 

 

 

 

 

 

O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.

 

O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.

 

O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.

 

 

 

 

 

Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".

 

 

 

 

 

 

Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".

 

 

 

 

O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.

 

 

 

 

 

No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 

 

 

 

 

Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Sexta-feira, 18.03.11

 

 

Este contributo da Helena Bastos.



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.02.11

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:18 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 02.02.11

 

 

Cortesia da Ana Silva.

 


 



publicado por paulo prudêncio às 12:16 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 05.01.11

 

 

 

Passei parte da infância e da adolescência a conviver com um enorme painel pintado por Malangatana. O centro lúdico do Banco Nacional Ultramarino, em Moçambique, fez uma escolha, para a parede interior da entrada de uma das salas, a que ninguém ficava indiferente: no meio de cores quentes e de corpos em representação do desespero, Malangatana afirmava o seu génio.

 

Vi-o a última vez no armazém dos artes, em Alcobaça (um projecto interessante que não deve perder), integrado numa exposição temporária e que registei com uma acolhedora viagem na memória. Era, sem dúvida, um Malangatana.

 

Soube hoje do seu falecimento. Nem os génios escapam ao destino.

 

Morreu o pintor Malangatana

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:55 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar


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