Em busca do pensamento livre.

Domingo, 19.03.17

 

 

 

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Antero



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Domingo, 19.02.17

 

 

 

O "Governo vai mudar o currículo das escolas" contrariando decisões muito desfavoráveis aos alunos, principalmente aos mais jovens, promovidas por Crato com o empobrecimento curricular. É o passo seguinte depois do questionamento saudável a uma variável da mesma família: a indústria dos exames. É mais um motivo de esperança no sentido da moderação e da sensatez. Mas não chega. É preciso eliminar o que resta dos procedimentos da "guerra" aos professores, e à organização das escolas, da autoria de Lurdes Rodrigues.

A "nova" gestão flexível dos currículos eleva a exigência da escola (se a municipalização se abstiver). Não bastará disseminar directrizes centrais. Será preciso mais estudo, mais autonomia e mais responsabilidade, para que se afirmem valores de liberdade, maturidade e transparência. E tudo isto apela a profissionais não preenchidos por burnout e sentimentos de "fuga", precarizados ou rodeados de má burocracia num clima de desconfiança na democracia. Estas componentes criticas são mesmo os riscos a contrariar num ambiente de mudança curricular.

 

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Sábado, 18.02.17

 

 

 

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Antero

 



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Quinta-feira, 16.02.17

 

 

 

É possível perspectivar o que será a municipalização de todo o ensino não superior num país "capturado" pela partidocracia e com caciquismo quase generalizado. Se se confirmar a descentralização de competências, é imperativo (ainda mais obrigatório, para ontem, urgente) mudar o modelo de gestão das escolas.



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Domingo, 05.02.17

 

 

 

Cresce a apreensão com o avanço da municipalização escolar de todo o ensino não superior. A natural impreparação de grande parte dos municípios, associada à partidocracia que entrou nas escolas, fundamenta a reprovação. Exige-se ao poder político a boa gestão da rede escolar através das cartas educativas e das restantes variáveis de planeamento. O que existe (pré-escolar e 1º ciclo e influência determinante nos restantes ciclos) gera pessimismo num país que tem mais de quarenta quadros de divisão administrativa em vez de um como seria moderno e razoável.

Ainda há dias ouvi o discurso de autarcas com antiguidade de funções numa cerimónia de uma comunidade que, ao longo de décadas, apresenta bons exemplos escolares nos diversos níveis. É uma autarquia que influenciou, ao longo de anos, erros de planeamento em prejuízo de alunos, encarregados de educação, professores e outros profissionais dos ensinos público, privado e cooperativo e que se sustenta nos resultados dos exames do final do ensino secundário que, como se sabe, são por mérito dos alunos, e das sua famílias, e dos seus professores. A obsessão discursiva com os rankings esmoreceu com a queda na passagem dos ditos clássicos para os alternativos. Mas a quebra tem explicação num município em que apenas 30% a 40% dos alunos que se matriculam no 7º ano de escolaridade chegam ao 12º integrados no ensino regular e em que uma parte das matriculas no 10º ano é proveniente de outros concelhos. A inexistência de massa crítica também fundamenta a apreensão com a municipalização escolar.

 

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"A apreensão de Charlotte Corday"

de Alfred Dehodencq



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Domingo, 18.12.16

 

 

 

A mediatização dos rankings obedece ao desígnio da produtividade. Mas sublinha-se que os resultados escolares reflectem-se a longo prazo e são de génese diferente da produção de parafusos; o que faz toda a diferença no impaciente universo dos números.

Não encontramos rankings, sequer semelhantes, no mundo conhecido. Mas isso nem será relevante, porque o olhar obsessivo, mais ainda o menorizado, para as outras experiências impede a valorização das próprias. A rede escolar portuguesa tem de tudo. A sua babilónia explica parte da persistência do insucesso escolar; e depois acrescenta rankings inéditos, a exemplo dos organogramas dos mega-agrupamentos. A rede escolar já foi inspirada nos Estados Unidos, França, Noruega, Bélgica, Suécia, Holanda, Singapura e Finlândia. Isso fragilizou-nos internamente. Para além do referido, o "modelo" português foi durante duas décadas fustigado por uma agenda: tudo está mal na escola pública. Afinal não estava. Talvez isso ajude no caminho a seguir.

Por outro lado, as democracias valorizam a ideia de liberdade curricular. É por isso que não se defende a nacionalização total da rede escolar. Portugal tem outra particularidade não tão inédita: não tem escolas por emanação das comunidades. Existem por "planeamento" do estado central. Como não temos uma sociedade civil forte, as escolas transformam-se numa espécie de "quintas" que não raramente se apoderam do bem comum. Daí a desconfiança com a municipalização.

Tem-se escrito sobre a liberdade de escolha da escola que tem na guetização e na segregação social um resultado conhecido; em Portugal também. Sim, no nosso país vigora há muito a liberdade de escolha da escola. Como não há escola com vagas ilimitadas, a segregação social é o resultado da desorganização nas políticas de ocupação do território. E quanto mais desiguais forem as sociedades, mais se perpetua o insucesso escolar.

A questão portuguesa um dia passará por aqui; pelo oxigénio organizativo da rede escolar com a aprovação de uma nova lei de bases. Será um espécie de refundação que incluirá o estatuto da carreira docente e a gestão das escolas. Enquanto esse debate não se fizer, o processo português dará sempre a ideia de ter parafusos a menos.

 

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Terça-feira, 06.09.16

 

 

 

Palavra aos Directores e Presidentes de Conselhos Gerais - Inquérito



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Sábado, 16.07.16

 

 

 

 

O Governo criou um programa para o sucesso escolar (PSE) que as escolas devem operacionalizar. Para além do tradicional mais do mesmo que remete para a escola um caderno de encargos insuportável e ausenta a sociedade, o que mais obriga a umas beliscadelas é a existência de empresas que se dedicarão a elaborar os tais PSE´s. Leu bem. Empresarialização em modo outsourcing e desculpem os inglesismos para mais em tempo de brexit. Sim, é risível que programas com estas características tenham este trato. Isso reforça os argumentos de quem desconfia que, para além do temor justificado com a epidemia caciquista, a tal municipalização passa muito pela guloseima do aparelhismo com fundos estruturais. Como dizia um antigo pedagogo: tudo-está-ligado-a-tudo-nada-está-solto-de-nada.

 

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Terça-feira, 07.06.16

 

 

 

A sensatez e o equilíbrio recomendam, nas democracias, poderes desconcentrados e descentralizados. A gestão do território exige coerência organizativa e estruturas que funcionem. Como temos mais de cinquenta quadros de divisão administrativa, quando apenas um seria a recomendação razoável e moderna, criou-se um caldo propício ao caciquismo. Os aparelhos partidários têm-se preocupado mais com a distribuição de lugares do que com o bem comum.

 

Dá ideia que a maioria que governa quer aprofundar a municipalização escolar (descentralização) mas com alteração do modelo de gestão para retirar os municípios de dentro da escola (desconcentração). É do mais elementar bom senso que, no mínimo, se aplique o segundo princípio na "impossibilidade" de abdicar do primeiro.

 

Nesta fase de transição, e olhando para os assuntos mais mediatizados, é preferível um município que afirme um projecto de municipalização escolar, e que por isso permita o contraditório civilizado e democrático, do que uma gestão concelhia que jamais redigiu uma linha mas que exerce a partidocracia.

 

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Terça-feira, 17.05.16

 

 

 

Compreende-se a necessidade de alterar o modelo de gestão para compensar o aprofundamento da municipalização escolar e contrariar as componentes mais críticas dos mega-agrupamentos: gestão de proximidade e autonomia das escolas.

 

O Governo pretende aprofundar a municipalização escolar, descentralizando competências nos domínios da gestão do território, das instalações escolares, e dos demais recursos, e na gestão dos profissionais. Se é aceitável uma agência municipal que alargue aos concelhos as partilhas administrativas em curso nos agrupamentos, é natural a apreensão dos que olham para os municípios como escolas da pior partidocracia. É, portanto, compreensível que os equilíbrios na maioria que governa imponham o regresso a um modelo de gestão escolar que garanta a autonomia das escolas em relação aos municípios e que lhes confira, simultaneamente, um grau mais elevado de poderes desconcentrados do ministério da Educação. É um exercício difícil, mas também nunca se leu que a democracia não dá trabalho.

 

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Quinta-feira, 05.05.16

 

 

 

A escola deve estar fora do mercado total. Mas isso não significa uma rejeição ao ensino mesmo privado ou à iniciativa privada em sentido lato. A história da escola assenta na regra, na finalidade, na exigência e em processos de inovação e emancipação social. O eterno confronto entre a pedagogia e o senso comum não deve ser mercantilizado. A sobreposição do segundo secundariza o efeito de elevador social ou de gerador de igualdade de oportunidades.

 

O nivelamento por baixo tomou conta do sistema português. Há concelhos em que a lei do mercado para obter alunos origina um vale tudo, nomeadamente onde as ideias de desregulação adulteram a deontologia dos profissionais em prejuízo de alunos e encarregados de educação.

 

Há quem aponte os nórdicos. Na Finlândia, com um século de independência, os professores não dependem do juízo inspectivo ou avaliativo (nem existem). A acção pedagógica conferida pela sociedade assenta numa "evangelização" dos ideais de unidade nacional depois de séculos de ocupação: sueca durante mais tempo e russa num curto exercício temporal.

 

Os finlandeses optaram pelo primeiro vector no confronto da pedagogia com o senso comum. Já os suecos, e depois de conviverem mais de um século sem analfabetismo, acharam-se em condições de estabelecer um mercado total. O desastre já foi assumido e o processo de "nacionalizações" em curso devia ser bem estudado por quem acena com a liberdade de escolha na contenda actual que rodeia os colégios ditos "privados". Até se devia estranhar o silêncio das forças políticas que usam essa argumentação quando os professores da escola pública se confrontaram com milhares de horários zero, e em muitos casos afastados das suas famílias e impedidos de concorrer aos tais colégios financiados pelo Estado, ou com mais de 20 mil desempregados.

 

 

 Reescrito. 1ª edição em 7 de Julho de 2014

 

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Quarta-feira, 04.05.16

 

 

 

Numa fase em que o encerramento de colégios "privados" está na ordem do dia, é possível perspectivar o que será (ou seria) a municipalização de todo o ensino obrigatório nos concelhos onde a rede escolar sente mais a presença de cooperativas de ensino injustificadas.



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Quarta-feira, 13.04.16

 

 

 

Sobre a Municipalização da Educação - 1

 

Muito bem argumentado, se me permitem.



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Terça-feira, 12.04.16

 

 

 

Por que será que mais de 90% dos professores são contra a municipalização? Os inquéritos realizados nos últimos anos por sindicatos ou blogues (penso que também por OCS), e até através das redes sociais, apresentam números que dão que pensar num país de comprovado mau centralismo.

 

Em 2002, o arquitecto Nuno Teotónio Pereira encontrou em Portugal 38 quadros (em 2016 devem ultrapassar os 50) de divisão administrativa quando o que seria moderno e razoável era que tivéssemos um. No meio de regiões, províncias, distritos e por aí fora, são os municípios o quadro mais perceptível e mesmo assim a lógica clientelar dos aparelhos partidários, e do caciquismo, criou um clima de "enraizada" desconfiança; raízes geram raízes.

 

É, portanto, "impensado" inventar mais um quadro orgânico com 308 agências municipais escolares descentralizadas (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar o pessoal dos fundos) depois de se terem assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares desconcentradas, que, por sua vez, têm, na maioria dos casos, configurações inenarráveis que desesperam por uma implosão. É confuso, sei disso, mas é mesmo assim. É como na imagem. As trapalhadas, neste país, são ininteligíveis e os professores estão informados até com os exemplos do modelo de gestão escolar em curso. Não há alternativas? Claro que há e têm sido apresentadas como se observa numa consulta às tags do blogue.

 

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Quarta-feira, 03.06.15

 

 

 

Acreditem que os municipalizadores vão culpar os professores pelo insucesso das suas epifanias escolares. Não gastarão um segundo a pensar que não têm qualquer prova dada ou que os seus atrevimentos não têm correspondência na realidade. Muitos partidocratas confundem liberalismo com providencialismo e legitimidade democrática com comunidade educativa.

 

É bom que se repita que a nossa bancarrota não é apenas uma invenção que nada tem a ver com a gestão pública. Sempre foi preciso remar contra muitas marés para erguer, por exemplo, uma escola. A terraplanagem e o desrespeito pela organização das escolas é um metabolismo que acelerou vertiginosamente dois ou três anos depois do início deste milénio.

 

Mas já se sabe: estamos virados para o Atlântico, os nossos "especialistas" em gestão acham que só podem trabalhar com os "melhores" e que os outros, que nunca são eles, optarão pelo mergulho no oceano. É como tantas vezes se repetiu: o país não funciona? Mude-se o povo.

 

O que é difícil, belo e da família da boa administração, é melhorar uma organização pública com os que existem.



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Sábado, 30.05.15

 

 

 

Vale a pena ler a reportagem da revista do Expresso (páginas 42 a 48) sobre o sistema escolar Finlandês. Há, desde logo, uma variável decisiva na Finlândia: uma criança que revele uma dificuldade mais acentuada beneficia de imediato de uma equipa de especialistas. Ou seja: uma municipalização a sério e não como a que queremos implementar em que os autarcas substituem a gestão das escolas para governarem o ambiente local em mais do mesmo (até com 25% da oferta curricular entregue às suas imaginações e sem qualquer linha "à finlandesa").

 

Das muitas questões interessantes, retiro quatro:

 

1. O inferno da papelada. E acrescente ao que vai ler um inferno de burocracia digital com redes informacionais inundadas de ficheiros Word a operacionalizarem tanta complexidade.

 

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2. Há uns estudos recentes que dizem que os nossos alunos que entraram na escola em 1997 eram felizes e obtinham bons resultados (os que não abandonavam a escola, é evidente). Mas os ultraliberais ficam-se pela prosa e têm horror à poesia: a felicidade não se mede, dirão de imediato os mais descomplexados competitivos.

 

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3. Portugal é o único país da Europa onde a carreira do professores é devassada. Na Finlândia é muito valorizada, naturalmente. Mas não é apenas isso, como não me canso de repetir.

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4. Na Finlândia só há exames no fim do secundário (o que é muito diferente de se dizer que não se avalia antes disso ou que não há um clima de exigência e disciplina) e a poesia permite experimentar um "modelo sem disciplinas". Acima de tudo, salienta-se o seguinte:

 

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Por cá, o tratamento dos resultados escolares das crianças já vai em rankings e nem sei mais o quê, a organização das disciplinas afoga-se no "estruturante" com quilómetros de metas e não resisti: trouxe um pequeno texto de Fernando Mora Ramos no facebook (o meu comentário foi curto: Não falta...)

 

"Falta ainda lançar no mercado o campeonato mundial da chucha para lactentes entre os seis e os nove meses apenas para aqueles que já gatinhem e possam - será o objectivo - roubar a chucha ao oponente e mesmo aos da mesma equipa, acumulando um número de chuchas que leve à sua consagração - do gatinhante em causa - como o da Dentada de Ouro na Chucha, ou o Chucha-Mor."

 



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Segunda-feira, 04.05.15

 

 

  

 

Mesmo que se veja boa fé nas teses de mercado total de Milton Friedman, a conclusão é óbvia: as ideologias totalitárias, do capitalismo selvagem ao comunismo, "esquecem-se" da natureza humana e originam desastres humanitários ou atingem objectivos contrários aos enunciados.

 

É evidente que a escola devia estar fora do mercado total. Para além da sua histórica natureza organizacional assentar na regra, na finalidade, na exigência e em processos de inovação e de emancipação social, o também eterno confronto entre a pedagogia e o senso comum não deve ser mercantilizado, porque o risco de sobreposição do segundo é elevado e relega o efeito de elevador social ou de gerador de igualdade de oportunidades do primeiro para uma ordem muito secundária.

 

É exactamente esse nivelamento por baixo que está a tomar conta do sistema escolar português, existindo concelhos em que a lei do mercado para obter alunos origina um vale tudo. É só dar asas à imaginação e ao conhecimento para presenciar comportamentos impensáveis, nomeadamente onde as ideias de desregulação originam desvios inclassificáveis que adulteram a deontologia dos profissionais da Educação em prejuízo de alunos e encarregados de educação.

 

São muitos os que apontam os exemplos nórdicos. Na Finlândia, com cerca de um século de independência, os professores são independentes de qualquer tutela, mesmo que inspectiva ou avaliativa, uma vez que a acção pedagógica lhes foi conferida pela sociedade para uma espécie de "evangelização" nos ideais de unidade nacional depois de séculos de ocupação: sueca durante mais tempo e russa num exercício temporal muito inferior.

 

Os finlandeses optaram claramente pelo primeiro vector no confronto da pedagogia com o senso comum. Já os seus invasores suecos, e depois de conviverem mais de um século sem analfabetismo, acharam-se em condições de estabelecer um mercado total. O desastre já foi assumido e o processo de "nacionalizações" em curso devia ser bem estudado.

 

 

 1ª edição em 7 de Julho de 2014



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Domingo, 03.05.15

 

 

 

"Declaração de óbito.

 

Depois de, em 2005, ter sido declarada a doença terminal no sistema educativo, e da implementação das terapêuticas com efeitos secundários destrutivos, eis que após uma expetativa de vida de 10 anos em estado moribundo, se declara a morte do sistema educativo. Esta é anunciada sob a forma de municipalização da educação, da qual envio duas certidões, que todos deveriam ler atentamente, pois serão aplicadas a nível nacional nos anos vindouros.

Estas certidões foram divulgadas por dois colegas que estão integrados nos agrupamentos de um dos municípios que se voluntariou para o projeto, presidido por uma personagem mais conhecida pelo seu cargo diretivo na liga de futebol.

Lendo a matriz de responsabilidades e as cláusulas contratuais, conclui-se singelamente que o MEC passou a ser a câmara municipal e o seu presidente, o respetivo ministro; a escola limita-se a ser o que é atualmente...

Preparai as exéquias, arrumai os assuntos pendentes, pois a médio prazo os nossos agrupamentos serão ministrados pelo respetivo presidente da câmara do concelho onde estão inseridos (com todas as consequências derivadas do exercício de poder autárquico, sobejamente conhecidas do cidadão...).

Para os crentes, lá nos encontraremos no paraíso celestial; para os não crentes, hasta la vista.

 

Mário Silva.

 

Pode ler o contrato realizado com o município de Oliveira de Azeméis e o respetivo anexo.



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Quarta-feira, 01.04.15

 

 

 

E se o primeiro objectivo da municipalização escolar for a redução do orçamento para a Educação numa lógica neoliberal que capturou os partidos do arco?

 

No caso português, a ideia passa pela candidatura dos municípios a verbas europeias que financiarão os salários dos profissionais da Educação, professores incluídos, como já acontece há algum tempo com os cursos profissionais (o tal POPH que é hiperburocratizado como precaução da inspiração na letra seis do modelo "complexo" do subprime).

 

Esse objectivo é faseado: nos tempos mais próximos a desorçamentação faz-se à custa dos poderes descentralizados que introduzirão modelos de gestão inspirados nas cooperativas de ensino (o conhecido GPS foi um contratempo). Os mentores do arco esperam conseguir ainda um objectivo antigo: retirar as escolas públicas da esfera de influência do PCP. Esta mistura de falácias com fantasmas tem sido fatal para o ensino público, impede o seu progresso e consegue cíclicos atrasos civilizacionais.



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Sexta-feira, 27.03.15

 

 

 

 

É preferível um município que afirme um projecto de municipalização escolar, e que por isso permita o contraditório civilizado e democrático, do que uma gestão concelhia que jamais redigiu uma linha mas que exerce a partidocracia disfarçada.



publicado por paulo prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 21.02.15

 

 

 

 

Se aceita o desafio, estude o exemplo que pode ler mais à frente e apresente-o como solução para as duas décadas de reformas estonteantes que flagelaram o sistema escolar.

 

Foi Confúcio quem disse mais ou menos o seguinte: "não sou um homem culto, apenas descobri o fio à meada". Cite-o, fica-lhe bem já que o pensador está em alta nas terras do mandarim, a propósito do emaranhado em que se afundou a discussão educativa em Portugal: municipalização, descentralização, desconcentração, autonomia, rankings, privatização, ensino cooperativo e afins.

 

E acrescente António Nóvoa: "à sociedade o que é da sociedade e à escola o que é da escola; chega da escola transbordante". Os municípios, por exemplo, devem ser avaliados pelo número de munícipes subnutridos, que abandonam a escola cedo ou que não conseguem acompanhar as aulas.

 

Diga ainda que se deve devolver a escola aos seus profissionais que, com os representantes dos encarregados de educação, devem eleger um conselho directivo. O MEC deve ter um quadro orgânico sem tachos e depurado para o essencial (tratar dos programas e dos exames nacionais, da gestão orçamental, da organização da rede escolar, da simplificação dos procedimentos administrativos, da organização da rede de formação científica dos docentes e dos programas de avaliação externa das escolas de acordo com princípios modernos de gestão da informação).

 

O (prometido) exemplo que pode ler a seguir teve uma 1ª edição em 29 de Janeiro de 2009 na sequência de mais um relatório OCDE encomendado. Sei que é ousado apontar o exemplo como fio à meada. Sei que é também ousado certificar alguém como especialista instantâneo. Há uns anos li todos os livrinhos (filosofia, música, arte moderna, economia, sexo e ciência) que o Público editou advogando a imediata especialização e não dei o tempo por perdido.

 

 

Relatório.

Auditoria externa às escolas portuguesas promovida pelo seu moderno ministério da Educação.

Dimensão: organização e gestão escolar.

Domínio: sistemas de informação.

Indicador: registo das faltas dos professores.

 

Informação obtida:

 

  • Escola A: um professor falta: o auxiliar de acção educativa (AAE) do respectivo bloco lança a ocorrência no mapa 3354.doc; o chefe dos AAE lança as ocorrências diárias verificadas em todos os blocos no mapa 3355.doc; a assistente administrava do sector de pessoal lança o produto das ocorrências semanais no mapa 3356.doc; a tesoureira lança o produto das ocorrências mensais na base de dados de pessoal e vencimentos (bdpv.xls).
  • Escola B: um professor falta: o AAE do respectivo bloco lança a ocorrência, utilizando um dos terminais da rede informática, na base de dados de pessoal e vencimentos; o sistema notifica o professor respectivo.

 

Descritores com a respectiva pontuação (optou-se por lista de verificação): 

  • mapa 3354.doc preenchido - 10 pontos; mapa 3354.doc não preenchido - 0 pontos;
  • mapa 3355.doc preenchido - 10 pontos; mapa 3355.doc não preenchido - 0 pontos;
  • mapa 3356.doc preenchido - 10 pontos; mapa 3356.doc não preenchido - 0 pontos

 

Somatório neste indicador a inserir no ranking das escolas de boas práticas:

  • escola A - 30 pontos;
  • escola B - 00 pontos.

 

Recomendação

a observação registada na "Escola A" deve constar do relatório OCDE2.pt na mesma rubrica em que o relatório OCDE1.pt refere o seguinte:

 

"As principais alavancas do processo, tais como a Ministra e os Directores Regionais, não são funcionários públicos independentes, mas políticos nomeados e sintonizados com os objectivos da política governamental. São apoiados por serviços de dados actualizados ao minuto, que permitem uma tomada de decisão inteligente e bem informada."

 

 

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Caricatura sem mácula de Confúcio, como convém.

 

 



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Domingo, 15.02.15

 

 

 

  

A criação de novas disciplinas que há uns tempos, e a propósito da autonomia das escolas, preencheu a agenda mediática voltará em forma de municipalização. O atrevimento esbarra no que referi aqui.

 

Recordemos: Nuno Crato sugeriu a disciplina de mapeamento digital que só podia nascer à custa da geografia ou de horas curriculares existentes noutras disciplinas. Mas o melhor é ver o vídeo e certificar as convicções do ministro e pensar na festa que virá por aí.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 14.02.15

 

 

 

 

É inadmissível a privatização de lucros em instituições escolares financiadas pelo orçamento de Estado. É uma impossibilidade em países ricos e torna-se sei lá o quê em países empobrecidos. Há sociedades onde a "ideia de inadmissibilidade" se estende ao ensino superior e inclui os privados que se financiam nas propinas dos alunos.

 

Em Portugal tem sido o que se sabe e dá ideia que o próximo ano eleitoral agendará a discussão da organização do sistema escolar omitindo a história, até a mais recente. Privatização, municipalização, desconcentração, descentralização e autonomia serão temas em debate com contornos e desequilíbrios que dificultarão um qualquer regresso à sensatez e à comprovação, teórica e empírica, dos insucessos "no modelo sueco".

 

Podemos discutir formas de acrescentar mobilização e cooperação a um sistema desesperançado, mas teremos maus resultados se insistirmos na ideia de que o sacrossanto mercado justifica a privatização de lucros no ensino não superior financiado pelo orçamento de Estado. Será pior se colocarmos a rede escolar e a gestão das escolas ainda mais expostas às competências do poder local. E esta elementar conclusão não se deve misturar na discussão sobre as liberdades: de ensinar, de aprender e de escolha curricular.

 

 

 Já usei estes argumentos noutro post.

 

 

 



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Quinta-feira, 12.02.15

 

 

 

 

Há muito que se percebeu, pelo menos desde a viragem do milénio: a rede escolar "caminha" para um mega-agrupamento por concelho (com excepções nas zonas metropolitanas) e a consecução não estará tão longe como se imaginava; os "tresloucados" passam o testemunho. O argumento da melhor gestão de recursos é apenas desconhecimento. Os extintos CAE´s, por exemplo, fariam isso até com mais escala e não era necessário terraplenar as escolas públicas. A massa crítica docente não fez o que devia para evitar o anunciado, e já comprovado, desmiolo e os mentores dos privados-encostados-ao-estado vão andando pelos bastidores a prepararem uma nova ofensiva, que designam por municipalização, ao orçamento de Estado.

 

Não é avisado realizar tudo isto com os instrumentos legais em vigor, uma vez que a gestão de proximidade, e a consequente liderança, é um factor inalienável da gestão escolar. Haverá mudanças com o reforço do pior da política partidária que já se conhece.

 

Estão em causa algumas variáveis: a desconcentração do MEC e a sua lei orgânica, a municipalização (descentralizada) do sistema escolar e o modelo de gestão escolar que foi pensado para uma escola não agrupada e que é mais desconcentrado (com forte dependência do poder central) do que descentralizado. As redes escolares, e as análises e diagnósticos, vão dar mais sinais de que a sucessão de disparates cria o hábito.

 

 

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"Nuno Crato, Poiares Maduro e os autarcas experimentalistas trataram a Educação como se fosse uma grande rotunda e os professores como pacientes sujeitos a raio X: quietinhos, não respirem, já está!(...)"

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:52 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 17.01.15

 

 

 

Deve ser natural que o PS discorde de um conjunto de ideias que correram muito mal nos países que fizeram algo parecido. Era sei lá o quê se assim não fosse. Veremos as ideias dos socialistas em relação à descentralização e desconcentração do sistema escolar e também se espera que alterem duas das suas invenções comprovadamente nocivas para a escola pública (a desigualdade em relação aos verdadeiros privados não parou de aumentar desde a introdução dessas variáveis): mega-agrupamentos e modelo de gestão escolar.

 

Captura de Tela 2015-01-17 às 17.50.25.png

Primeira página do Expresso

de 17 de Janeiro de 2015.

 



publicado por paulo prudêncio às 20:06 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 16.01.15

 

 

 

Mas alguém reconhece ao poder municipal esta capacidade? Quando elegemos os políticos locais estamos a atribuir ao vereador da Educação a "autoridade" para definir um quarto do currículo? 

 

A privatização do sistema escolar é da família destas ideias de municipalização e de descentralização de competências. Como se sabe, a Suécia fez um percurso semelhante e hoje centraliza e nacionaliza sem contemplações.

 

Pode ler aqui um retrato do exemplo sueco, onde nomeadamente se refere:

 

"(...)Ao Observador, Leif Lewin disse que o processo de descentralização da educação na Suécia aumentou a desigualdade na educação, uma vez que as famílias com mais posses “utilizam a possibilidade de escolher a escola dos filhos em maior grau do que outros grupos”.

Na conferência de imprensa em que apresentou os resultados do estudo governamental, o professor de Ciência Política disse aos jornalistas suecos que a reforma do sistema educativo tinha sido “brutal” e criado “desconfiança em vez de confiança”. Leif Lewin apresentou um diagnóstico claro: “o controlo municipal das escolas foi um falhanço”, uma vez que “nem os municípios, nem os diretores de escola, nem os professores estavam à altura da tarefa.” Em consequência, “os resultados académicos desceram, tal como a igualdade e a atitude e motivação dos professores”.(...)"

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 29.12.14

 

 

 

 

Estava na gaveta

 

"(...)Para além disso, a anunciada iniciativa de municipalizar a gestão das escolas vai conduzir, de forma inevitável, a um maior grau de homogeneização e indiferenciação dos referidos projectos, acabando com qualquer possibilidade de verdadeira liberdade de escolha por parte das populações. A autonomia das escolas desaparecerá por completo, não sendo a pretensa “descentralização” mais do que a criação de centralismos locais, muito vulneráveis ao arcaico caciquismo e ao favorecimento de clientelas político-partidárias.(...)"

 

E a coisa agravar-se-á se pensarmos que o estado de "salve-se quem puder" é o primeiro critério. É um texto polémico que merece leitura e debate.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:19 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 15.12.14

 

 

 

Do habitual falso recuo

 

"Nada de essencial mudou pois o objectivo dos municípios será eliminarem as contratações “regulares” para se mostrarem eficientes e ficam, deste modo, com 25% do currículo para entregarem a quem bem entenderem.(...)" 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:16 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 13.12.14

 

 

 

Da novilíngua em Educação: a "eficiência".

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 04.12.14

 

 

 

 

É inadmissível a privatização de lucros em instituições escolares financiadas pelo orçamento de Estado. É uma  impossibilidade em países ricos e torna-se sei lá o quê em países empobrecidos. Há sociedades onde a "ideia de inadmissibilidade" se estende ao ensino superior e inclui os privados que se financiam nas propinas dos alunos.

 

Em Portugal tem sido o que se sabe e dá ideia que o próximo ano eleitoral agendará a discussão da organização do sistema escolar omitindo a história, até a mais recente. Privatização, municipalização, desconcentração, descentralização e autonomia serão temas em debate com contornos e desequilíbrios que poderão dificultar muito um qualquer regresso à sensatez e à comprovação, teórica e empírica, dos insucessos "no modelo sueco".

 

Podemos discutir formas de acrescentar mobilização e cooperação a um sistema desesperançado, mas teremos maus resultados se insistirmos na ideia de que o sacrossanto mercado justifica a privatização de lucros no ensino não superior financiado integralmente pelo orçamento de Estado. E esta elementar conclusão democrática não se deve misturar na discussão sobre as liberdades: de ensinar, de aprender e de escolha curricular.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 28.11.14

 

 

 

Dúvidas municipais

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:41 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 24.11.14

 

 

 

O ponto de não retorno está quase aí

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:21 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 14.11.14

 

 

 

Os últimos governos da AD alteraram a lei orgânica do MEC.

 

Durão Barroso eliminou 27 centros de área educativa (CAE´s) quando começavam a ter massa crítica, "colocavam professores na hora" (imagine-se se tivessem a facilidade dos meios actuais) e "caiu" na Educação por causa dos concursos de professores. Passos Coelho extinguiu 5 Direcções Regionais de Educação (DRE´s), que deviam ter sido eliminadas em vez dos CAE´s, quando começavam a perceber a sua nova função e "caiu" na Educação por causa dos concursos de professores.

 

Tudo implodido, eis que a mesma área política tem uma epifania de 180 graus e inventa um quadro orgânico com 308 agências municipais descentralizadas (sim, 308 porque nós somos uns 400 milhões; essa coisa dos 10 milhões e da quebra de natalidade é só para impressionar o pessoal dos fundos) depois de ter assinado centenas de contratos de autonomia com estruturas escolares desconcentradas. É confuso, sei disso, mas é mesmo assim. As trapalhadas são ininteligíveis.

 

Só mais uma nota e uma conclusão: os governos referidos iniciaram os seus mandatos com a divisão do território entregue ao mesmo estratega, como exemplo para a importância que dão ao assunto: Miguel Relvas. A conclusão é óbvia: não estamos na bancarrota apenas por culpa dos outros e a ideia vigente de mercado municipal é uma explicação.

 

 

 Já usei estes argumentos noutros posts.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:01 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 11.11.14

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:03 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 08.11.14

 

 

 

O Governo insiste no "prémio para as câmaras que trabalhem com menos docentes" que andará à volta dos 13.500 euros anuais por unidade. É uma lógica transversal denominada por "prémio Audi", só que desta vez de gama baixa. Os governos portugueses andam há mais de uma década a delapidar a imagem pública dos professores e agora conseguem um género de machadada final.

 

É evidente que podemos ficar o dia todo a discutir as competências que passam do MEC para os municípios e as que são retiradas à famigerada autonomia escolar e entregues ao poder local. Quando se repartem responsabilidades, deve sublinhar-se que o país é o que é.

 

O mais risível, e trágico, nisto tudo é o desnorte deste desgoverno que dá razão aos que desesperam por eleições. Depois de andar à pressa a assinar, e a publicitar com toda a pompa, umas papeladas que se denominaram por contratos de autonomia com as escolas e os agrupamentos, mudou de agulha e avançou para uma municipalização que só pode ter resultado de alguma epifania que invadiu a cabeça de um qualquer Maduro inebriado com a estranja. Valha-nos não sei o quê, como se escreveu neste editorial.

 

Parece que já só falta escolher o canal generalista para o sorteio da coisa. Depois da rábula sem-fim das colocações, assistir-se-á à eliminação do professor municipal.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:57 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 31.07.14

 

 

 

 

A "Gazeta das Caldas" fez mais uma peça sobre a ideia de municipalização da Educação no concelho de Óbidos, mas não encontro o link. Estive algum tempo a conversar com a jornalista apesar das dificuldades da rede. É interessante ser ouvido como professor e blogger. Não pertencer aos órgãos de partidos políticos, sindicatos e por aí fora cria algumas incomodidades na vidinha pública, mas a sensação de liberdade e de cumprimento do dever cívico é inigualável; mais ainda, e por incrível que pareça, nos tempos que correm.

 

Nota-se que a autarquia de Óbidos recuou no seu ímpeto-modelo-GES e que já se inspirou em alguma sensatez.

 

 

 

 

 

  

 

  

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.07.14

 

 

 

 

 

 

Aqui.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:41 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 09.07.14

 

 

 

 

Quanto vale meio professor?

 

 

 

Mais um excelente texto do Paulo Guinote.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:21 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 08.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | partilhar


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