Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 15.06.17

 

 

 

A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 18:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 17.04.17

 

 

"Não fiquem cansados tão depressa: o mal é mais tenaz do que o bem", é o título de mais um texto muito interessante de Pacheco Pereira. O discurso sobre o mal vem a propósito de "Trump é um perigo de dimensões mundiais e pode conduzir o mundo ao patamar de uma guerra". 

A contenda entre o mal e o bem continua sobreaquecida. O bem, e quem o promove, é odiado pelo mal que é persistente e usa disfarces sofisticados. É preciso estar atento, parece-me a preocupação mais evidente do texto de JPP. Miguel Real (2011:113), na "Nova teoria do mal", Lisboa, D. Quixote, tem uma passagem interessante, mesmo que algo pessimista:

"(...)O bem corresponde, assim, a tudo o que contribua, num tempo e num espaço civilizacionais, para a perseveração integral da especificidade de um ser, e o mal a tudo o que o impeça, frustre ou destrua. Na tensão entre a preservação e a destruição, só existem equilíbrios provisórios, não permanentes, o mal impera e vence sempre.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 21:48 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 05.02.17

 

 

 

"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.

O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"

 

Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)

Revista do Expresso



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Terça-feira, 20.12.16

 

 

 

"Sim, sim, claro que é a justiça, mas primeiro está a minha mãe", foi mais ou menos assim que se "caracterizou" o nível cimeiro da taxonomia, de Lawrence Kohlberg, do desenvolvimento moral, que retomou e aperfeiçoou o modelo piagetiano. É interessante a confirmação desta classificação.

Kohlberg contrariava, e surpreendia, quem defendia que a lei só tinha letra (sem espírito, portanto) e que o direito vigente não navegava entre a norma e o caso. Não sei se quem nos tem governado no que levamos de milénio é ligado a taxonomias. Se sim, excedeu-se no uso do psicólogo norte-americano. Temos assistido ao primado das mães, dos tios, dos primos, dos amigos, dos conhecidos, dos correligionários e dos lóbis que depauperam o orçamento do Estado. Como alguém disse, "temos andado mesmo num estado de excepção" com predadores, como essa espécie de "máfia do sangue", uns níveis abaixo do grau zero da taxonomia de Kohlberg.

 

 

Usei parte deste texto noutro post.



publicado por paulo prudêncio às 10:22 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 07.04.16

 

 

 

Não há americanos no Panamá? A roupa com nódoas mais difíceis lava-se em casa.

 

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Terça-feira, 05.04.16

 

 

 

Se a panamiana Mossack Fonseca é a quarta do ranking, que papelada andará pelas três primeiras?

 

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Segunda-feira, 04.04.16

 

 

 

Não gostei de Pedro Almodóvar aos papéis no Panamá. Já li umas justificações no El País. Acompanho há muito, e com muito interesse, o cineasta e recordo-me dos seus ataques ferozes ao capitalismo desregulado e aos offshores. Veremos como se explica. Mas tudo isto não significa que não canse um bocado o lançamento de pedras à esquerda e à direita. A superioridade moral na humanidade não me parece que dependa da ideologia. Há corrupção onde há humanos. É evidente que o capitalismo desregulado mostra que é ainda mais propício às fragilidades de carácter e que não olha a ideologias; digamos que é corrupção a eito.

 

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Terça-feira, 12.01.16

 

 

 

 

"O modelo anterior estava errado e era nocivo", "estudos nacionais e internacionais apontam para prejuízos causados pelos exames nos anos mais precoces do ensino", "intervir rapidamente na reparação de danos causados ao sistema", "ninguém tem de se preparar para as provas de aferição", "o que tinha de acabar era o estreitamento curricular", "alunos a treinarem para exames é pernicioso e até nocivo", disse Tiago Rodrigues, o novo MEC. São ideias sensatas, corajosas, fora da caixa e com um alcance de médio e longo prazo na qualidade da democracia.

 

Estas alterações eliminam a má e chocante propaganda através de maus rankings com exames de crianças e contribuem para repensar os limites morais do mercado ao retirarem sentido, por exemplo, a prémios monetários para as melhores classificações, a pautas públicas de classificações e a quadros de honra (estas três variáveis com exames de crianças, obviamente e repito). A quem se interessar por estas matérias, aconselho dois livros de Michael J. Sandel"O que o dinheiro não pode comprar - os limites morais dos mercados" e "Justiça - fazemos o que devemos?".

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 19.09.15

 

 

 

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Para Woody Allen, em o "Homem Irracional", não existe. Mesmo o crime cometido, em nome da estética (do belo) e da moral (a justiça em favor de toda a comunidade), pelo controverso professor de filosofia de uma escola secundária teve os dias contados. O tempo, sempre o tempo, eliminou a "perfeição" do acto e a racionalidade Kantiana e evidenciou uma irracionalidade que exacerbou os interesses de um criminoso que encontrou "nesse agir" um sentido para a vida. Mas o melhor é irem ver o filme que está na linha de "Match Point" e que é um dos melhores de Woody Allen nos últimos anos.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 26.02.15

 

 

 

"Há um exagero em muitas das pessoas que se queixam que cederam por causa da pressão", disse a especialista, não ouvi o nome, na TSF. O tema era o assédio nas relações de trabalho e a consequente "desculpa" para a fraqueza moral.  

 

Não é preciso ouvir uma especialista para comprovar a evidência. Os últimos anos do sistema escolar foram férteis. Quantas e quantas vezes (é uma lista mesmo interminável) não ouvimos o argumento da pressão, e da necessidade, para justificar o mais notado oportunismo? E como disse a especialista, este tipo de "fraquezas" são sempre, e a prazo, prejudiciais aos indivíduos que as praticam e vezes de mais aos grupos onde se inserem.



publicado por paulo prudêncio às 19:56 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 11.07.14

 

 

 

 

"Existe no homem moral abandonado a si próprio um ponto em torno do qual todas as paixões, todas as forças que o dominam se equilibram. Este ponto é análogo àquilo que designamos nos corpos por "centro de gravidade": eu chamo-lhe centro moral."

 

 

 

L.-A. Quételet (1796-1874).

De l´homme.

 



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Quinta-feira, 14.11.13

 

 


"Sim, sim, claro que é a justiça, mas primeiro está a minha mãe", foi mais ou menos assim que Lawrence Kohlberg caracterizou o nível cimeiro da sua taxonomia que se destinava a estudar o desenvolvimento moral, retomando e aperfeiçoando o modelo piagetiano. É interessante a confirmação desta classificação corajosa e muito humana.

 

Kohlberg contrariava, e surpreendia, assim os que defendiam que a lei só tinha letra (sem espírito, portanto) e que o direito não navegava entre a norma e o caso. Não sei se quem nos Governa estudou no tempo das taxonomias. Se estudou, usa de forma abusiva o psicólogo norte-americano. Temos assistido ao primado das mães, dos tios, dos primos, dos amigos, dos conhecidos, dos correligionários e, no caso do sistema escolar, dos lóbis que depauperam o orçamento do Estado. Estamos num estado de excepção, como comprovam as pressões sobre o tribunal constitucional, e demos passos em frente na direcção de um qualquer totalitarismo.



publicado por paulo prudêncio às 19:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 30.07.12

 

 

 

 

"Existe no homem moral abandonado a si próprio um ponto em torno do qual todas as paixões, todas as forças que o dominam se equilibram. Este ponto é análogo àquilo que designamos nos corpos por "centro de gravidade": eu chamo-lhe centro moral."


L.-A. Quételet (1796-1874).

De l´homme.



publicado por paulo prudêncio às 21:55 | link do post | comentar | partilhar


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