Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 05.04.17

 

 

 

Nota-se bem a presença do simplex dois na "papelada-a-menos-na-muita-papelada-a-menos-nem-sequer substituída-por-ficheiros-digitais" do IRS. E nota-se vontade de simplificar na administração pública.

No sistema escolar é o inverso. O ME exige, ou insinua, informação "impensada" que não é incluída nos programas das empresas de software escolar. Isso provoca a circulação infernal de ficheiros excel e word. É uma escalada sem paralelo. Proporciona também a roda livre escolar de quem "desconhece" que a obtenção de informação "pedagógica" tem exigências administrativas. É o tal mundo criativo da repetição de inutilidades. É uma espécie de "vamos brincar às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento. A avaliação externa "penalizaria" os excessos - e pontuaria as boas soluções - e não o contrário. O uso das muito boas aplicações do office da Microsoft, Word e Excel, deve ser proibido para a obtenção e circulação da informação "oficial" através de programas de email ou alternativos; não vai lá de outro modo. Uma decisão à francesa com os "emails-fora-de-horas". Quem não tem outra solução, ficaria sem a informação e concluiria que o fundamental da escola está longe desse universo.

 

Não é a primeira vez que uso alguns destes argumentos.



publicado por paulo prudêncio às 11:37 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 29.06.16

 

 

 

ME exige informação "impensada" que não é incluída nos programas das empresas de software escolar. Isso provoca a circulação infernal de ficheiros excel e word. Torna-se doentio. Proporciona também a roda livre escolar de quem "desconhece" que a obtenção de informação "pedagógica" tem exigências administrativas. É o tal mundo criativo da repetição de inutilidades. É uma espécie de "vamos brincar às escolas e à gestão". No mínimo, a governabilidade exigiria a inclusão de "toda" a informação nuclear nesse software como critério primeiro de licenciamento. A avaliação externa (Inspecção-Geral) "penalizaria" os excessos, e não o contrário, e o uso das muito boas aplicações do office da Microsoft.



publicado por paulo prudêncio às 12:26 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 23.09.14

 

 

 

 

plano B para o bloqueio do Citius é em excel? A coisa é pior do que se podia imaginar e espera-se que o gabinete de Passos não torne o plano transversal e o aplique aos concursos de professores. O excel é uma poderosa folha de cálculo, mas é uma impossibilidade para a gestão de dados numa rede com estas características.

 

 

 

A ameaça de demissões é um plano C do mesmo nível de gestão?

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:27 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 05.10.13

 

 

 

 

 

 

 

 

...e Steve Balmer chorou



"Os gurus da tecnologia adquirem com o tempo e o sucesso uma aura que vai para lá da imagem do empresário bem sucedido. Aquilo que fazem quando inventam novos produtos informáticos em particular não é só da ordem do consumo e da economia. Marca uma posição no espectro das possibilidades de estar-no-mundo. Isto é, diz respeito à forma como construímos uma existência, no que está implicada a política, mas também as imagens que projetamos do futuro que supostamente queremos ter.


O desenvolvimento de produtos Apple ou Microsoft, por exemplo, criou autênticos estilos de vida e mesmo formas de organização que tiveram grandes implicações em termos materiais e simbólicos. Materiais, porque lançou tecnologias que trouxeram para o dia-a-dia modos de agir que antes não existiam: o computador pessoal, as janelas no ecrã, o ecrã-computador (tablet). Simbólicas, porque forjou visões do mundo que geraram identificações específicas em massa: uma vida original e de vanguarda, um uso distintivo, ainda que comum. Os conteúdos que enformaram estas construções são variáveis dependendo do produto e do público de que estejamos a falar.


A personagem de Steve Jobs da Apple é claramente o melhor exemplo de um guru que incentiva esta dinâmica. Mas, claro, de uma forma diferente, também o são Bill Gates da Microsoft e Mark Zuckerberg do Facebook. Qualquer um deles impressiona porque enriqueceu de uma forma rápida a partir de muito trabalho e do sucesso comercial, mas também de uma visão que projeta novas vivências. Portanto, esse enriquecimento liga-se a uma ideia para o futuro. Muitas vezes tratam-se de pequenas coisas na história da humanidade; contudo, no presente difundem-se em massa e dão notoriedade tremenda a uma perspetiva que começa por ser de imaginação. Recentemente, Steve Ballmer anunciou a sua saída da Microsoft. Foi suficiente para que uma comunidade o ouvisse na sua última prédica emocionado. Também um discurso de Steve Jobs na universidade de Stanford teve efeito semelhante. Sobretudo depois da sua morte, quando esse mesmo discurso fazia uma catarse da vida.

Há aqui uma relação direta entre utopia, tecnologia e economia, confluindo numa espécie de existencialismo tecnofílico. Diz respeito a indivíduos que se destacam por se empenharem em encontrar para os outros novas configurações tecnológicas, recebendo em troca reconhecimento e dinheiro. Este esforço vê na tecnologia uma salvação individual, como negócio, e coletiva, como produto de massas. Projeta-se na máquina o homem que a inventa, não como imitação, mas como continuidade partilhada. Há muito que está lançada a "grande transformação" ou a "mobilização total". Está nas mãos das empresas e de inventores-empresários que passam bem por sacerdotes."






publicado por paulo prudêncio às 15:20 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 29.09.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Utilizo computadores da Apple desde 1986. Para além do design arrojado, o que mais me seduziu foi o sistema operativo e as aplicações associadas. A génese simples, amigável, intuitiva, descomplicada, poderosa para a organização de sistemas de informação, fiável, sem vírus e por aí fora garantiram a fidelidade. A base de dados Filemaker, por exemplo, tem-me acompanhado como oxigénio profissional.

 

A utilização Apple em Portugal foi sempre minoritária. Foram anos de muita paciência a ouvir os concorrentes da Microsoft: a Apple é informática-para-tótós, as janelas e pastas são cantos de sereia do design, nada de profundo se faz com esse software e por aí fora.

 

Por volta de 1990 testei as dúvidas e concluí: para ligar um computador, clicar no rato e usar teclas até começar a escrever um texto, num Apple fazia 5 operações e num "PC" mais de quarenta. O fenómeno agudizou-se ao longo dos anos e ficava perplexo com a paixão exclusiva do pessoal da Microsoft que nem se atrevia a tocar num Apple

 

E não se julge que esta explicação não influenciou a manutenção da má burocracia que acompanha o sistema escolar na passagem para o digital. A saga do que se pode "fazer-com-um-clique-é-feito-com-10-ou-20", arrastou a cultura organizacional, e os raciocínios subjacentes, para o comprovado "inferno".

 

Bill Gates deu finalmente a explicação que o Ionline registou ontem. A tortuosidade começou cedo e no famoso control+alt+delete. O co-fundador da Microsoft assume o erro. São três teclas em vez de uma. A coisa disseminou-se e foi o que se sabe.

 

 

"Bill Gates admite que que a criação do Ctrl+Alt+Delete, que permitia a efectuar de forma segura o login num sistema Windows, foi um erro.

Numa conferência na Universidade de Harvard, o co-fundador da Microsoft admitiu que esse atalho, que implica pressionar três botões ao mesmo tempo para entrar num sistema operativo e que actualmente é mais usado para aceder aos comandos de reinicialização e de gestão de tarefas, não é prático e que a sua criação “foi um erro”.

Gates atribuiu responsabilidades à IBM e afirmou que poderia ter sido criado apenas um botão se um funcionário daquela marca de computadores não tivesse insistido naquela sequência."







publicado por paulo prudêncio às 15:47 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 18.04.13

 

 

 

Os erros da austeridade



publicado por paulo prudêncio às 11:14 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 17.04.13

 

 



Quem passa pelo blogue há mais tempo sabe que considero o conjunto de poderosas aplicações do Microsoft Office (pode ler os posts neste etiqueta) como inaptas para a gestão de informação em redes, seja numa escola ou noutra instituição. Advogo até a proibição.

 

O que não imaginava é que o FMI baseava as decisões que influenciam a vida milhões de pessoas no Excel. Bem sei que há decisores como o presidente do Eurogrupo (que está em sintonia com o FMI e com as políticas austeritaristas) que declaram mestrados falsos, mas numa Faculdade de Economia portuguesa os alunos já fazem a parte empírica dos mestrados com o SPSS. Pelo que se percebe, na celebrada Harvard produzem-se altos estudos mundiais estatísticos em Excel.

 

Mas a tragicomédia baseia-se num bug do excel que está a fazer correr muita tinta (pode ler aqui o arstechnica onde recolhi a imagem ou o JN). Há um erro na fórmula que sustenta as políticas de austeridade que têm arruinado as economias. O assunto é mesmo grave.

 

Como se vê na imagem, a fórmula para calcular a média inclui as linhas 30 a 49 da coluna L, mas a operação só considera as linhas 30 a 44. O que faz toda a diferença e nos leva a imaginar a competência das restantes decisões.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:52 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar


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Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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