Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 22.03.17

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.

As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.

 

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Domingo, 26.02.17

 

 

Escreve, hoje no Público, Vicente Jorge Silva: "O desvario da Casa Branca não parece ter limites. Quanto mais mentem, mais negam os factos e acreditam na mentira.

 

"Como se constrói uma autocracia" é também a não perder.



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Segunda-feira, 21.12.15

 

 

 

PàF usou truques orçamentais eleitoralistas que "atrasaram e oneraram a operação Banif" e que influenciam o défice 2015 (mesmo que não entre no "défice excessivo") e o dos próximos anos. Depois das eleições, a mesma PàF mentiu sobre as rescisões de professores e sobre a relação desta variável com o apuramento do défice. Passos & Portas, mesmo na oposição e com coreografias de guinada ao centro, devem demitir-se como se percebeu logo na noite eleitoral.

 

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Sexta-feira, 04.12.15

 

 

 

A PàF mente de uma forma que pensei impossível. Afirmar que a "meta do défice está ameaçada por fraca adesão dos professores a programa de rescisões" é o grau mais baixo de governação a que assisti. Apesar do programa de rescisões ser "indecente", foram "contemplados" cerca de 50% dos candidatos e com critérios não públicos. Com o sentimento de "fuga" que se conhece entre os professores, faça-se um desafio: apresente-se um programa decente de "fuga" e veremos quantos milhares aderem no minuto seguinte.

 

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Domingo, 22.11.15

 

 

 

Depois de ter mentido em campanha com os juros ganhos pelo Estado no BES, conheceu-se agora mais esta cratera. O ainda primeiro-ministro terá um nariz que, sem mais espaço para crescer, também recorrerá a coreografias mais ambientais.

 

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Domingo, 27.09.15

 

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Sabemos da antiga presença da mentira em campanhas eleitorais, mas há limites. Quando o INE inscreve 4,9 mil milhões de euros no défice de 2014 que atinge uns tresloucados 7.2%, é inadmissível que Passos, sem mexer um músculo da face, anuncie uma vitória através dos juros a receber pelo Estado. O Estado emprestou ao fundo de resolução através de um empréstimo que contraiu; juros pagos com juros. A menos que a tortuosidade de Passos o levasse a pensar que o Estado emprestou à banca o que o Governo cortou além de troika: o que era ainda mais indecente. Défice, dívida, além da troika e emigração de piegas são outros ridículos em que caiu Passos Coelho. Era impensável o tratamento dado aos portugueses: sois parvos, insiste o candidato. Percebe-se ainda melhor o afastamento preocupado de Ângelo Correia, Ferreira Leite ou Pacheco Pereira. Mas a desfaçatez do "gerente" Passos é tal que anunciou um parabéns ao "sem medo" Tsipras. É impressionante esta descida para além do fundo.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 10.09.15

 

 

 

 

"Mas este ano as aulas do não superior começam tão tarde", dizia-me alguém que habitualmente apontava as escolas como o principal problema do "sistema solar". É verdade: o Governo atrasou o início das aulas para que o caos nas colocações de professores obtenha um silêncio mediático. A história do calendário escolar regista alguns absurdos e acrescenta mais um. Alguém imagina a devastação que provocaria, a exemplo do ano anterior, a abertura dos telejornais com milhares de alunos sem professor? "A aberração chamada concurso  BCE vai de mal a pior, ficaram de fora mais professores do que nos anos anteriores e milhares de professores deixaram de ter vida própria para estarem em frente ao computador à espera de umas listas que ninguém sabe quando saem...", é uma frase que pode ser lida nas redes sociais e que traduz mais uma esperteza do Governo: desconcentrou as listas BCE para "agilizar" o processo e para que seja mais difícil contar as colocações duplicadas. É evidente que o atraso este ano será menor porque não existe o inenarrável erro na fórmula de graduação dos professores. Ou seja, o Governo pensou em "quase tudo", menos em quem concorre e nas suas famílias e nos interesses dos alunos e dos seus encarregados de educação. É como alguém disse: "para este Governo, parece que governar é uma espécie de enganar".

 

PS: só um pequeno detalhe: isto escapa à oposição e nem merece entrar nos debates?



publicado por paulo prudêncio às 16:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 02.09.15

 

 

 

Já tenho conhecimento de colocações duplicadas logo no primeiro dia. Assistamos ao desenvolvimento do inferno concursal; claro, que é um inferno para quem concorre, já que para Nuno Crato é a normalidade. Aliás, já acusou os avisadores de campanha eleitoral. Não há mesmo um pingo de vergonha, que raio. Cá para mim mudem as eleições para Novembro ou iniciem as aulas em Dezembro.



publicado por paulo prudêncio às 15:29 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

"Eles querem é que o concurso corra mal", disse o dirigente do MEC. É escusado acusar desse cepticismo os críticos do modelo "BCE" de colocação de professores. O processo já correu muitíssimo mal tal a monstruosidade burocrática que criou associada à ocorrência de incontáveis imprecisões "impossíveis" de corrigir. O problema do MEC é apenas com a mediatização e não faltam manobras de ocultação da realidade. É lamentável, realmente, que o ministro aponte os outros de eleitoralismo. Nuno Crato inspira-se na personagem da imagem.

 

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Domingo, 25.01.15

 

 

 

A batota no acesso ao superior já leva umas duas décadas a promover um rol de injustiças e de salve-se quem puder. Conhecem-se os principais instrumentos causadores da vergonha institucionalizada. Fica a ideia que a falta de coragem do poder político ficou sempre ligada à capacidade dos aparelhos partidárias para tratarem dos seus e das suas clientelas. A última década do sistema escolar ficou marcada por um conjunto de políticas que acentuaram o descrito. Não há nada a fazer? Há e, bem pelo contrário, até está tudo por fazer outra vez.

 

 

 



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Sábado, 24.01.15

 

 

 

Queirozeze, o virtuoso

 

 

Rankings que já vão quase no pré-escolar, numerus clausus e restante parafernália ultraliberal, a que poucos escapam, só podia dar nisto. O sistema escolar mistura com frequência duas sensações: vergonha e nojo.



publicado por paulo prudêncio às 14:25 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

A mentira descarada

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:04 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 02.07.14

 

 

 

 

É preciso um grande descaramento para anunciar uma sociedade de pleno emprego, mais ainda num "tempo de robotização" em que o desemprego estrutural é uma legítima preocupação. Passos Coelho iniciou o mandato para além da troika e provocou uma "destruição criadora". Na área a que estou mais atento, a Educação, mentiu tanto durante a campanha eleitoral que nem nos devemos admirar com estas tiradas.

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 30.04.14

 

 

 

 

 

Quem, em 2011, perguntasse por cortes em salários ou subsídios dos funcionários públicos, recebia de Passos Coelho uma resposta veemente de protesto por se estar a inventar uma mentira. Estávamos em campanha eleitoral e quem mentiu foi o actual primeiro-ministro.

 

O novo governante começou a logo a cortar para além da troika, é bom que se recorde. Primeiro, classificou os actos como provisórios. Mais tarde, "decretou" a impossibilidade da sua recuperação para agradar a uma das partes da guerra interna que fomentou. A seguir, anunciou a recuperação total dos cortes até 2020. Hoje, e já em campanha eleitoral, prometeu a recuperação de 20% em 2015 (ano de eleições legislativas). Os restantes 80% serão recuperados se forem despedidos ainda mais funcionários públicos, numa altura em que os números deste grupo profissional são muito inferiores aos que existem nos países da União Europeia e da OCDE. Tudo isto assenta em extremismo ideológico para além da troika e em incompetência.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 03.04.14

 

 

 

 

 

A experiência diz-nos que as campanhas eleitorais são muito parecidas e que não é por acaso que a democracia está suspensa e que as contas do país estão capturadas pela corrupção sistémica. Veja um vídeo de campanha do PS para o 1 de Abril de 2014 e diga lá se não encontraríamos vídeos do género nas mais diversas campanhas. Só Assis dava um estudo de caso. Mas convenhamos: Passos Coelho atinge um pico qualquer e devia viajar, com o seu Governo, só com ida.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:47 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 31.03.14

 

 

 

 

 

Francisco Assis, que não há muito parecia "um "Rosalino" a bombardear argumentos ultraliberais" contra os professores, e depois de anos a fio em consenso com os cortes a eito, aparece agora, em período de pré-campanha, a acusar o Governo de ser "ideologicamente extremista".

 

É esta incoerência e oportunismo que origina o descrédito dos políticos (em França parece que 65% da população considera os políticos desonestos) e que abre as portas da eleição democrática aos extremismos (como se verifica em Portugal com o PREC vigente de sinal contrário). A história da Europa conhece bem os resultados destes comportamentos.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:00 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Segunda-feira, 17.02.14

 

 

 

 

 

 

José Sócrates afirmou-se, ontem na RTP1, "como um mero militante de base do PS". É isso que os média destacam.

 

Mas o momento mais risível foi ouvir o outrora chefe do PS a contestar a avaliação do desempenho como primeiro critério para o despedimento nas empresas.

 

Sobrou a indignação, apontou a injustiça e a subjectividade e incomodou-se com a arbitrariedade que fica nas mãos das tutelas. Uma encenação que deita por terra qualquer sinal de nobreza que queiramos ver neste género de políticos. Recordou-me a campanha eleitoral de Passos Coelho e a classificação acertada para o modelo de avaliação de professores: kafkiano. Quem olhar para o modelo em vigor encontrará o mesmíssimo ambiente disfarçado pelas congeladas progressões na carreira. A não ser que os dois últimos chefes de Governo desconheçam o significado de kafkiano e que façam da mentira um modo de vida não irrevogável; é uma qualquer escola, realmente.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 15.02.14

 

 

 

 

A página 13 da edição impressa do Público de hoje tem dois detalhes espantosos.

 

Nos tempos em que a avaliação do desempenho dos professores era a principal causa dos problemas do país

 

(não estou a brincar, até porque foi uma luta sem quartel e não totalmente vencida porque o modelo em vigor é igualmente injusto e brutal; mas ouvi-o pelas vozes de Jorge Sampaio e de Ramalho Eanes, para além de todo o regimento do arco do poder acolitado em que tudo o que era comentador)

 

era comum ouvirmos "que os professores não queriam ser avaliados e que nas empresas privadas a coisa era banal e assumida".

 

Numa fase em que o Governo apresenta a avaliação do desempenho como critério primeiro para o despedimento nas empresas, ficamos a saber que em 95% das ditas não há avaliação. Falta saber como é que se desenvolve o processo nas 5%. Espera-se que não aconteça como em 2008 com as poucas escolas que conseguiam pontuar num milhar de descritores cada avaliado; o ridículo eliminou de vez a monstruosidade.

 

 

 

 

 

Parece que Passos Coelho afirmou que sempre aplicou facilmente a avaliação do desempenho. Foi há dias e pelo que percebi disse-o em pleno parlamento enquanto exibia galões de gestor.

 

Dá ideia que Passos+o+gestor pontuou formadores de pilotos e afins. Não resisti a colar a crónica "roda da sorte" da tal página 13.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 07.01.14

 

 

 

 

Passei horas a jogar futebol e vejo alguns jogos pela televisão. Nasci em Moçambique e não fiquei indiferente ao eterno Eusébio.

 

Apeteceu-me fazer um post no dia do seu falecimento e contar uma história. Como se imagina, a sua lenda em Moçambique constituiu imensas narrativas. Até tinha algumas pessoas da família ligadas ao futebol como jogadores ou treinadores, mas decidi-me por uma história que vivi no dia inesquecível em que Portugal venceu a Coreia do Norte no mundial de 1966. Era pequeno e estava no cinema. Tenho a certeza disso e lembro-me, como contei, dos detalhes. Portanto, o jogo só se pode ter realizado num fim-de-semana ou num feriado e no período da tarde.

 

Ontem, ouvi um ex-primeiro-ministro a contar a sua história no dia do mesmo jogo. Vivia por aqui, no continente, e estava na escola. Fiquei perplexo com a memória do indivíduo. Não podia ser. Fim-de-semana ou feriado não seria dia de aulas e surpreenderam-me os pormenores. Afinal a minha perplexidade era fundamentada como se pode ver no vídeo e como as redes sociais não se cansam de registar. Enfim; a escola pública não merecia tanto fim-de-semana transformado em dia lectivo.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:34 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Segunda-feira, 18.11.13

  

 

 

 

O discurso contra a função pública é antigo e acentuou-se nos últimos anos. É um tratamento injusto e faz parte do ciúme social nas sociedades pouco desenvolvidas ou em crise. O actual Governo, coordenado em boa parte pelo lado pato-bravista dos partidos que o compõem, revelou esse sentimento e usou-o para dividir os portugueses.

 

 

Só quem está ao serviço dos lóbis que nos desgraçaram é que dá uma imagem diferente da Irlanda da que se lê na notícia. O radicalismo ideológico de Passos Coelho tornou-se a sua doença e do país.

 

 



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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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