Em busca do pensamento livre.

Domingo, 30.07.17

 

 

 

como-melhorar-a-autoestima-melhorar-bem-estar-22

 

 

 

(Este texto não é inédito. Foi reescrito.

O original foi publicado neste blogue

em 27 de Maio de 2004)

 

 

Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: "“qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos”". 

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não se estimar.

Ouvi (em 27 de Maio de 2004) uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios, afectos à maioria que nos desgovernava na altura, discutiu o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel incluiu: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges (foi a primeira vez que ouvi falar do último, um empresário bem sucedido). Depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas subiu em flecha. Uns anos depois entrámos em bancarrota e treze anos após a discussão de sábios ainda andamos à volta de dívidas sem fim e a auto-estima continua irregular.



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Domingo, 25.06.17

 
 
 
Reedição no dia da comemoração
do 42º aniversário da independência
da República Popular de Moçambique.
 
 
 
(1ª edição em 20 de Fevereiro de 2008)

 
 
Aproximava-se a independência de Moçambique quando fiz uma visita que guardo em lugar seguro.
 
Integrei uma selecção que representava a futura nação. Percorremos as principais cidades e realizámos jogos de basquetebol integrados nos festejos. O dia 25 de Junho de 1975 foi eleito para o momento mais esperado: descerrar a bandeira portuguesa e substitui-la pela moçambicana. A delegação era chefiada por um guerrilheiro da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), o generoso Cariquirique.
 
O 25 de Junho coincidiu com o intervalo da digressão. Três dias de descanso e contemplação na Gorongosa, no centro do país: uma extensa e deslumbrante savana, onde se convivia com animais que povoavam os nossos imaginários.
 
Cariquirique estava preparado.
 
À meia-noite em ponto trocou os galhardetes, discursou - falou-nos num Moçambique livre e multirracial, usando como metáfora uma sopa de legumes -, e deu-nos a ouvir pela rádio, apenas a letra teve direito a conhecimento prévio, o hino da Nação. Cantámos e festejámos com habitantes da região, tocadores de tambor ao melhor ritmo moçambicano, numa cerimónia libertadora e em que fomos voluntários e felizes convidados. Estávamos ali de alma e coração. O sol nasceu e para todos: nós vimos.
 
Em virtude da guerra civil que estalou no país, a Gorongosa foi palco dos desmandos guerreiros dos humanos. Foi flagelada pela cobiça dos traficantes de peles e marfins, e de toda a espécie de adereços de animais selvagens que deliciavam alguns consumidores dos lados mais requintados que a inteligência humana conseguiu arquitectar.

A Gorongosa foi dizimada.
 
Recupera, agora, os seus habitantes naturais. Na savana também se combate para viver. Os animais são destituídos dos melhores atributos da nobre ciência humana, mas revelam uma qualidade nada desprezível: têm muita paciência.
 
Encontrei um vídeo espantoso que até nem é muito do meu género e apetite. Mas merece que o veja; suposição minha, claro. São quase oito minutos e só no final é que deve tirar conclusões. Pode dizer-se assim: 
 
Gorongosa, para uma teoria da paz restaurada.
 
Ora clique.

 



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Sábado, 19.11.16

 

 

 

Escrevi assim em 30 de Março de 2011:

 

Vi ontem um debate na TVI24, moderado por Constança Cunha e Sá, com a participação de Medeiros Ferreira, Santana Lopes e Fernando Rosas. Santana Lopes introduziu a avaliação de professores para condenar a oposição. Medeiros Ferreira foi taxativo: o problema estava no modelo. Uma coisa que nasce errada acaba por cair, mesmo que tarde e de forma errada. Fernando Rosas concordou.

 

A moderadora alegou com a cedência às corporações. Medeiros Ferreira voltou a ser taxativo: para além dos partidos e dos sindicatos, há outras forças na sociedade e não concordo que se possam classificar como negativas; pelo contrário, têm é de ser ouvidas. Medeiros Ferreira mostrou, mais uma vez, estar atento e informado.



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Sexta-feira, 14.10.16

 

  

 

"O Velho e o Mar"”, de Ernest Hemingway (1952), é uma obra-prima do Nobel da Literatura de 1954. Li-o, a primeira vez, na adolescência (a minha época do "Moby Dick", de Herman Melville o autor do fascinante “Bartleby”). Recordo-o como contemporâneo das letras que Bob Dylan, o Nobel da Literatura de 2016, musicava. São "romances" paralelos, se me permitem. A actualidade certifica o fenómeno. "O Velho e o Mar"” retrata a amizade de um velho e pobre pescador com um rapaz. Tudo acontece no dia em que o velho, que há muito nada pescava, se confrontou com o peixe da sua vida. Chegou a terra apenas com o esqueleto de um espadarte delapidado por tubarões. Está tudo ali. 

Não resisto a transcrever um pedaço da tradução de Jorge de Sena:

- Que tens para comer? – perguntou o rapaz. 
- Um tacho de arroz de peixe. Queres? – perguntou o velho. 
- Não. Como em casa. Queres que eu acenda o lume? 
- Não. Acendo-o eu depois. Ou como o arroz frio.
- Posso levar a rede? 
- Claro que podes.

Não havia rede, o rapaz lembrava-se de quando a tinham vendido, mas todos os dias representavam esta cena. Também não havia tacho de arroz, o que o rapaz também sabia. 

 

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Sexta-feira, 26.08.16

 

 

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Um leitor que chegou ao Correntes por "mote próprio", às 08h57 do dia 26 de Agosto de 2016, é o visitante 2 milhões (no Apollofind) desde 2012 como se vê na imagem acima e na coluna direita do blogue. Há cerca de quatro anos troquei o contador Sitemeter pelo Apollofind. Tenho pena de não ter um contador para estes mais de 12 anos. Seria curioso analisar os fluxos e as audiências. Como se vê na imagem seguinte, não registo o IP dos visitantes nem sequer a localização. Sei como é que chegam ao blogue (com dia e a hora) e registo o critério de pesquisa no caso de terem googlado.

 

Obrigado a todos por passarem por aqui.

 

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Segunda-feira, 22.08.16

 

 

 

 

Impressiona, em acontecimentos recentes, a pressa com que se pretende escrever a história com um revisionismo risível. A eliminação, ou adulteração, da memória tornou-se um hábito. Imagine-se, então, o que poderá acontecer quando tratamos o passado mais longínquo. É muito interessante a entrevista da revista do Expresso (20 de Agosto de 2016) a Sanjay Subrahmanyam - "considerado um dos grandes historiadores indianos e - pasme-se - um especialista sobre a presença portuguesa na Índia(...)" -. A passagem que vai ler (página 54) dá que pensar se a relacionarmos com a quebra no número de jovens historiadores ou com a importância da documentação da memória através da interessante proliferação de meios.

"Um historiador não tem de acreditar na memória, tem de jogar contra ela para ver como é construída, porque muitas vezes a memória é falsa."

 

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Segunda-feira, 16.05.16

 

 

 

 

Foi com o "país de tanga" de Barroso (2002) que o plano inclinou. Classificou os funcionários públicos (700 mil na administração central) como "culpados pelo despesismo" com os professores (175 mil) na primeira linha.

 

Mais tarde, em 2007, o país apresentava três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%. Os número de funcionários públicos era semelhante a 2002,


Em 2016, os três indicadores dizem: défice de 11%, e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido mais recessão e o ano mais elevado é inferior a dois. A dívida duplicou: 130% do PIB.


E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.


E os tais do "país de tanga"? Ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) que "já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. No mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

Já usei parte deste texto noutro post.

 

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Quinta-feira, 14.04.16

 

 

 

Aos 37 anos e sobrecarregadíssimo com lesões graves, Kobe Bryant fez ontem o seu último jogo na NBA depois de 20 anos recheados de grandes momentos. E não é que ontem Kobe marcou 60 pontos (mais uma marca inédita na NBA para um jogo de despedida) com todos os ingredientes que o tornam uma lenda desportiva. Vale mesmo a pena ver o resumo do jogo. Pode ver mais no site da NBA. Para além de tudo, impressiona como a sua equipa dedicou a época à sua homenagem. Nunca os Lakers sofreram tantas derrotas, mas Kobe foi recebendo o reconhecimento pelos diversos pavilhões até à noite épica de ontem que não tem paralelo na vida desportiva.

 

 

 



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Domingo, 06.03.16

 

 

 

 

Numa sexta-feira às 21h00, e a abrir um ciclo de conferências integrado na formação contínua da congeladíssima carreira dos professores e abrangido por um modelo de avaliação do desempenho que faz tudo menos o que transporta no nome, é reconfortante encontrar um auditório quase cheio e que se aguentou até perto das 24h00. Foi muito agradável ser convidado por pares e ter o Paulo Guinote também como conferencista. O assunto, "O papel da comunicação na valorização da profissionalidade docente", tem variados ângulos de análise e é muito interessante. As abordagens centraram-se numa breve caracterização do tempo que vivemos, no conceito de comunicação dirigido para o fenómeno da blogosfera e na relação com os fundamentos da profissionalidade docente. As imagens são do Nicolau Borges, director do CFAE-Oeste.

 

 

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Terça-feira, 16.02.16

 

 

 

Foi no "país de tanga" de Barroso (2002) que os funcionários públicos (700 mil na administração central) receberam a classificação "culpados pelo despesismo" com os professores (mais de 175 mil) na primeira linha por serem muitos. Em 2007, e estou à vontade para o recordar, Sócrates apresentava, quase com o mesmo número de professores, três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%.

 

Em 2016, os três indicadores dizem o seguinte: o défice chegou aos 11% e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que ainda não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido em modo de recessão e no ano mais elevado o resultado é inferior a dois. A dívida duplicou e chegou a 130% do PIB.

 

E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Mais? Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.

 

Impressionante. Os fundamentalistas do "país da tanga" ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) "que já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. Leu bem: no mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E os da "tanga" ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

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Quinta-feira, 21.01.16

 

 

 

Foi publicada, na Gazeta das Caldas, a Comissão de Apoiantes à candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República.

 

 

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Quinta-feira, 14.01.16

 

 

 

Já foram publicados, na Gazeta das Caldas, três textos de apoio à candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República.

 

Texto de Maria Eugénia Oliveira.

 

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Domingo, 03.01.16

 

 

 

Durante o mês de Dezembro de 2015 foram publicados, na Gazeta das Caldas, dois textos de apoio à candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República.

 

Texto de Nicolau Borges.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:59 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 01.01.16

 

 

 

 

Durante o mês de Dezembro de 2015 foram publicados, na Gazeta das Caldas, dois textos de apoio à candidatura de Sampaio da Nóvoa à Presidência da República.

 

Texto de Paulo Prudêncio.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:58 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 03.10.15

 

 

 

 

Um amigo de infância e adolescência enviou-me esta fotografia. É mais uma boa memória. Reconheço todos, estou ali no meio (de blusão) e quem me enviou a foto está à minha esquerda.

 

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Domingo, 23.08.15

 

 

 

 

 Maputo, 7 de Setembro de 1974.

Encontrei a imagem aqui.

 

 

 

O meu vizinho era em tudo insuportável: racista, machista, fascista, mal-educado, brejeiro e por aí fora. Tinha três filhos: um da minha idade, outro dois anos mais novo e um terceiro uns quatro anos mais velho e um verdadeiro fora-da-lei. Das raras vezes que entrei na casa dele saí com a convicção de que não voltaria. Os filhos eram meus amigos, principalmente o da minha idade.

 

Estávamos em Setembro de 1974 e a Frelimo tinha iniciado pelo norte a jornada do "Rovuma ao Maputo (a capital, bem a sul)" que finalizaria o poder português através de um Governo provisório que prepararia a independência em Junho de 1975. Tinha uns 16 anos e despertava para o tema de todas as horas e discussões: a política. Nessa altura, o exército português depôs as armas e iniciou com os guerrilheiros da Frelimo uma força mista que patrulhava Maputo. As pessoas como o meu vizinho detestavam a mistura.

 

Em 7 de Setembro de 1974 a baixa da cidade estava cheia. Ao que confirmei depois, um automóvel passeava pelas ruas arrastando uma bandeira portuguesa. Gerou-se um tumulto que originou o "Movimento Moçambique Livre". Foram tomados o Jornal de Notícias e a Rádio Clube de Moçambique. Durante dois a três dias transmitiram-se comunicados a favor do movimento e contra a Frelimo. Instalou-se a violência. As populações moçambicanas dos subúrbios viraram e queimaram carros com pessoas lá dentro e invadiram as ruas da capital armadas com catanas. Alguns portugueses agiram como snipers e atingiram os "invasores". Foram dias de terror. Fiz três coisas de que me recordo bem: morava perto do hospital e assisti à chegada de várias camionetas de caixa aberta com cadáveres, refugiei-me em casa e, no segundo dia, fui com os meus pais ver o que se passava na Rádio Clube de Moçambique. Vi aí um dos chefes do movimento a discursar e a ser fortemente aplaudido: era o meu vizinho.

 

Dito tudo isto para relembrar uma coisa óbvia: da rua só saíram ditaduras.

 

Vi isso naquela altura (embora aquele movimento tenha durado três dias), já o tinha lido na História e confirmei-o ao longo dos anos com tantos lutadores a estalarem o verniz por coisas que "nada" tinham a ver com política.

 

Como fazer então a "revolução" sem ser a partir da rua (ou antes que parta da rua) é o grande desafio da sociedade portuguesa.

 

 

 

 1ª edição em 28 de Outubro de 2013.



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Terça-feira, 24.03.15

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 23.12.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Este post é de 25 de Dezembro de 2012)

 

 

 

O romance "O Velho e o Mar"” (The old man and the sea), de Ernest Hemingway (1952), é uma obra-prima. 

Li-o pela primeira vez na adolescência, na época do "Moby Dick", de Herman Melville - o autor do também fascinante “Bartleby” -, e julgo que nunca mais o voltei a ler. 

 

É a história de um velho e pobre pescador que tinha uma forte amizade com um rapaz. Há muito que não conseguia pescar. Certo dia, pescou o maior peixe da sua vida. Voltou a terra apenas com o esqueleto do enorme espadarte porque não conseguiu impedir o furioso ataque de esfomeados tubarões. Reencontrei-me com a história e fiquei com a ideia que está tudo ali. 

Não resisto a transcrever-vos um pedaço da tradução de Jorge de Sena:


- Que tens para comer? – perguntou o rapaz. 
- Um tacho de arroz de peixe. Queres? – perguntou o velho. 
- Não. Como em casa. Queres que eu acenda o lume? 
- Não. Acendo-o eu depois. Ou como o arroz frio.
- Posso levar a rede? 
- Claro que podes.

 

Não havia rede, o rapaz lembrava-se de quando a tinham vendido, mas todos os dias representavam esta cena. Também não havia tacho de arroz, o que o rapaz também sabia. 



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Segunda-feira, 01.12.14

 

 

 

O concerto do trio Alexandre Frazão (bateria), Carlos Barreto (contrabaixo) e Bernardo Sassetti (piano) foi soberbo e abriu da melhor forma o JazzValado2011.

 

Há muitas possibilidades instrumentais para trios de jazz, mas a combinação escolhida é das que mais gosto de ouvir. Os temas faziam parte de um repertório que se iniciou em 1996.

 

Se me pusesse a eleger os melhores músicos para aqueles instrumentos, qualquer dos três seria uma das primeiras escolhas. O público esteve electrizante e em simbiose com os músicos. Tenho ideia que os encores se prolongaram por cerca de uma hora e isso diz tudo.

 

Pode ouvir o tema vagabundo.

 

 

(1ª edição em 9 de Abril de 2011)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 22.09.14

 

 

 

O quarteto que dá voz aos professores na internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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