Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 13.12.17

 

 

 

"As denúncias que, há mais de um ano, chegavam ao ministério desapareceram. Uma das últimas originou o inquérito em curso da inspecção do trabalho. Entretanto, o jornalismo de investigação mediatizou o assunto e em 48 horas demitiram-se um SE e a presidente da Raríssimas e o ministro do trabalho é chamado ao parlamento pelo seu partido". Concordo com esta observação radiofónica. O jornalismo de investigação tem muita força. Já o comprovou noutras causas perdidas no tempo. É evidente que a mediatização televisiva tem ainda mais força e o caso Raríssimas retira energia aos que reduzem o denominado jornalismo de investigação a "sensacionalismo para audiências". 

 

Adenda às 22.05: discordo que se mediatize a vida privada.

 

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publicado por paulo prudêncio às 12:24 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 02.11.17

 

 

 

Há jornalismo que segue a pégada dos "donos disto tudo". O "relatório dos Panama Papers condena “apagão” de 10.000 milhões em Portugal" e "Dirceu investigado por receber um milhão" são dois textos imperdíveis para quem tenta perceber como foi isto possível.



publicado por paulo prudêncio às 08:12 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 17.10.17

 

 

 

Ainda no último "Expresso da Meia-Noite, Fernando Esteves, jornalista e autor do livro "A Sangue Frio" (sobre a Operação Marquês) fala do momento que deu a volta ao caso Sócrates e o papel dos Panama Papers na ligação ao universo BES e à PT". Percebeu-se o nervosismo da Malta lusitana quando se soube da presença de figuras nacionais nos Panama Papers. Seguiu-se um apagão mediático. Conhece-se agora que a avaria nos feixes hertzianos foi apenas mediática. Noutro país europeu, o assunto continua na ordem do dia.

"DaphneCaruanaGalizia, jornalista que liderava a investigação dos PanamaPapers em Malta, morreu esta segunda-feira, depois de o carro em que circulava ter explodido. Segundo o jornal britânico “TheGuardian”, terá sido colocado um explosivo no interior do veículo, umPeugeot 108. Daphne Caruana Galizia tinha um blogue onde denunciava líderes políticos. Uma das suas mais recentes investigações visava o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat, e dois dos seus assessores mais próximos, que acusou de corrupção. A jornalista denunciara às autoridades estar a ser vítima de ameaças de morte." 

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:21 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 05.02.17

 

 

 

"(...)Pior do que a crueldade, sempre gratuita, é esta indiferença perante a crueldade. As pessoas que resolvem olhar para o lado, fugir com o rabo à seringa, pretendendo não ver. As pessoas que têm horror da resistência. Os facilitadores. Os cúmplices. Os assalariados. Os corrompidos. Os cobardes. Os amorais. Os neutros.

O que assusta em Trump não são as políticas de Trump. O que assusta é a crueldade, traço evidente para quem viu os episódios de "O Aprendiz" ou os primeiros debates contra os republicanos, quando ele não esperava ganhar.(...)"

 

Clara Ferreira Alves (2017.02.04:03)

Revista do Expresso



publicado por paulo prudêncio às 15:05 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 29.04.13

 

 

 

 

A jornalista Ana Leal, coordenadora da célebre reportagem TVI sobre a cooperativa de ensino GPSfoi suspensa e está impedida de entrar nas instalações do canal de televisão por causa doutra reportagem.

 

Assinei uma justa petição pela efectiva liberdade de imprensa. Bem sei que as petições têm sido inúmeras, mas se ler o texto e consultar as ligações sugeridas verá que é um assunto importante.

 

 

Pode subscrever a petição aqui.



publicado por paulo prudêncio às 21:05 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Terça-feira, 16.10.12

 

 

 

 

As petições têm proliferado e os seus autores consideram-nas, naturalmente, justas e pertinentes; o excesso tem sempre desvantagens, mas é um sinal dos tempos. Tenho ideia que a maioria resume-se ao preenchimento de um pequeno espaço mediático e são raras as que atingiram um objectivo mais ousado.


Assinei uma petição "em defesa da manutenção da qualidade do jornal Público e dos profissionais que fazem dele um jornal de referência nacional".

 

Conseguimos imaginar a crise dos órgãos de comunicação social, nomeadamente a impressa, também constatamos a suspensão em curso da democracia e considero que o jornal Público ocupa um espaço importante na defesa e no aprofundamento da democracia.



publicado por paulo prudêncio às 15:04 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 11.04.11

 

 

Raramente contacto com a chamada imprensa cor-de-rosa. Faço uma aproximação através duma página do suplemento P2 do Público. No sábado, o Público fazia referência a uma atitude interessante do actual primeiro-ministro inglês. Sabemos como os britânicos estão à beira da explosão e como os políticos profissionais têm sido apanhados em flagrante ganância e despautério. Dei algum desconto e registei o acontecimento.

 

O senhor viajou para Málaga numa low-cost, alojou-se num hotel de 3 estrelas e, para que fosse mesmo notícia, pagou tudo do seu bolso. Acrescentou o jornalista: nas ilhas britânicas era impossível um governante estar a minutos de anunciar a falência do país e preocupar-se com a melhor posição para ler o tele-ponto. Fiquei apenas com uma certeza: continuamos mesmo na cauda da europa e quanto aos costumes temos de nos envergonhar.



publicado por paulo prudêncio às 20:35 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 04.02.11

 

 

 

Conheci o Paulo Moura através de um amigo comum. Foi no século passado. Veio à nossa escola falar com alunos sobre jornalismo "arriscado". Almoçámos e conversámos muito sobre os riscos do antigo jornalismo denominado de independente. O Paulo Moura é uma pessoa que vai onde quase ninguém quer ir. Já o seguia, mas fiquei ainda mais atento. Hoje, como pode ler aqui, está no Cairo e arriscou a vida para contar a história com os seus olhos. É com gente assim que o mundo avança e não o contrário.



publicado por paulo prudêncio às 17:39 | link do post | comentar | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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