Em busca do pensamento livre.

Sábado, 22.07.17

 

 

 

 

"Que outros se gabem dos livros que lhes foi dado escrever;
eu gabo-me daqueles que me foi dado ler".


Jorge Luis Borges,


Alejandro Vaccario, Fotobiografia de Jorge Luis Borges.

 

 

 

Unknown

 



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Quinta-feira, 09.02.17

 

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No seu grave recanto, os jogadores
Deslocam os peões. O tabuleiro
Tem-nos até à alva do altaneiro
Âmbito em que se odeiam duas cores.

 

Dentro irradiam mágicos rigores
As formas: torre homérica, ligeiro
Cavalo, alta rainha, rei postreiro,
Oblíquo bispo e peões agressores.

 

Quando os jogadores se houveram ido,
Quando o tempo os tiver já consumido,
Nem por isso terá cessado o rito.

 

A leste se ateou uma tal guerra
Que hoje se propaga a toda a terra.
Como o outro, este jogo é infinito.

 


Jorge Luís Borges,
poemas escolhidos.



publicado por paulo prudêncio às 20:34 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 17.03.16

 

 

 

 

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Gosto da ideia de blogue. Racionalizo o mundo e liberto a alma. Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Tento não entrar em qualquer obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. Reduzi a divulgação nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos.

 

"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". A frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Nem tudo são rosas na blogosfera. Desgosta-me, por exemplo, a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável, mais ainda nos meios pequenos. Já se sabe: um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Mas é um risco assumido e ponto final. Por outro lado, sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa o que simplifica o imediatismo das análises, mas não invalida uma confissão: escolhia umas dezenas de posts.

 

blogue fará 12 anos em 25 de Abril de 2016 e este é o post 8910. Regista 26154 comentários. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas.

 

Obrigado a quem passa por aqui.



publicado por paulo prudêncio às 20:50 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 04.06.15

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões
Me movem a estudar sem uma esperança
De precisão, enquanto a noite avança,
A língua desses ásperos saxões,
Já gasta pelos anos a memória
Deixa cair a em vão repetida
Palavra e é assim que a minha vida
Tece e destece sua exausta história
Será (disse-me então) que de algum modo
Secreto e suficiente a alma sabe
Que é imortal e que o seu vasto e grave
Círculo abarca tudo e pode tudo.
Pra lém deste cuidado e deste verso
Espera-me inesgotável o universo.




Jorge Luís Borges (1961, p:51)
Poemas escolhidos,
Cadernos de poesia, 20,
Publicações dom quixote.



publicado por paulo prudêncio às 09:31 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 11.12.14

 

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões

Me movem a estudar sem uma esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

A língua desses ásperos saxões,

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão repetida

Palavra e é assim que a minha vida

Tece e destece sua exausta história

Será (disse-me então) que de algum modo

Secreto e suficiente a alma sabe

Que é imortal e que o seu vasto e grave

Círculo abarca tudo e pode tudo.

Pra lém deste cuidado e deste verso

Espera-me inesgotável o universo.

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (1961, p:51)

Poemas escolhidos,

Cadernos de poesia, 20,

Publicações dom quixote.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 23:30 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 27.07.14

 

 

 

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões

Me movem a estudar sem uma esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

A língua desses ásperos saxões,

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão repetida

Palavra e é assim que a minha vida

Tece e destece sua exausta história

Será (disse-me então) que de algum modo

Secreto e suficiente a alma sabe

Que é imortal e que o seu vasto e grave

Círculo abarca tudo e pode tudo.

Pra lém deste cuidado e deste verso

Espera-me inesgotável o universo.

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (1961, p:51)

Poemas escolhidos,

Cadernos de poesia, 20,

Publicações dom quixote.

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 19.11.13

Jorge Luís Borges (2013:08).

"O relatório de Bordie". Quetzal. Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 21:23 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 23.10.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (2013:08). "O relatório de Bordie". Quetzal. Lisboa.



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Sexta-feira, 19.10.12

 

 

 

 

No seu grave recanto, os jogadores

Deslocam os peões. O tabuleiro

Tem-nos até à alva do altaneiro

Âmbito em que se odeiam duas cores.


Dentro irradiam mágicos rigores

As formas: torre homérica, ligeiro

Cavalo, alta rainha, rei postreiro,

Oblíquo bispo e peões agressores.


Quando os jogadores se houveram ido,

Quando o tempo os tiver já consumido,

Nem por isso terá cessado o rito.


A leste se ateou uma tal guerra

Que hoje se propaga a toda a terra.

Como o outro, este jogo é infinito.



Jorge Luís Borges, 

poemas escolhidos

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 12.01.12


publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sábado, 07.01.12

 

 

 

 

Pergunto a mim próprio que razões

Me movem a estudar sem uma esperança

De precisão, enquanto a noite avança,

A língua desses ásperos saxões,

Já gasta pelos anos a memória

Deixa cair a em vão repetida

Palavra e é assim que a minha vida

Tece e destece sua exausta história

Será (disse-me então) que de algum modo

Secreto e suficiente a alma sabe

Que é imortal e que o seu vasto e grave

Círculo abarca tudo e pode tudo.

Pra lém deste cuidado e deste verso

Espera-me inesgotável o universo.

 

 

 

 

Jorge Luís Borges (1961, p:51)

Poemas escolhidos,

Cadernos de poesia, 20,

Publicações dom quixote.



publicado por paulo prudêncio às 20:27 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 18.05.11

 

 

 

 

 

 

No seu grave recanto, os jogadores

Deslocam os peões. O tabuleiro

Tem-nos até à alva do altaneiro

Âmbito em que se odeiam duas cores.


Dentro irradiam mágicos rigores

As formas: torre homérica, ligeiro

Cavalo, alta rainha, rei postreiro,

Oblíquo bispo e peões agressores.


Quando os jogadores se houveram ido,

Quando o tempo os tiver já consumido,

Nem por isso terá cessado o rito.


A leste se ateou uma tal guerra

Que hoje se propaga a toda a terra.

Como o outro, este jogo é infinito.



Jorge Luís Borges, 

poemas escolhidos.



publicado por paulo prudêncio às 22:08 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 25.11.09

 

 

 

 

Foi daqui.

 

 

 

 

 

No seu grave recanto, os jogadores

Deslocam os peões. O tabuleiro

Tem-nos até à alva do altaneiro

Âmbito em que se odeiam duas cores.


Dentro irradiam mágicos rigores

As formas: torre homérica, ligeiro

Cavalo, alta rainha, rei postreiro,

Oblíquo bispo e peões agressores.


Quando os jogadores se houveram ido,

Quando o tempo os tiver já consumido,

Nem por isso terá cessado o rito.


A leste se ateou uma tal guerra

Que hoje se propaga a toda a terra.

Como o outro, este jogo é infinito.



Jorge Luís Borges, 

poemas escolhidos.

 



publicado por paulo prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 12.06.09






"Que outros se gabem dos livros que lhes foi dado escrever;
eu gabo-me daqueles que me foi dado ler".



Jorge Luis Borges,


Alejandro Vaccario, Fotobiogarfia de Jorge Luis Borges.







publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 16.03.09

 



Há uma linha de Verlaine que não mais recordarei,

Há uma rua próxima vedada aos meus passos,

Há um espelho que me viu pela última vez,

Há uma porta que eu fechei até ao fim do mundo.


Entre os livros da minha biblioteca estou (estou a vê-los)


Algum existirá que já não abrirei.

Este verão farei cinquenta anos;

A morte, incessantemente, vai-me desgastando.



Jorge Luís Borges, poemas escolhidos.



publicado por paulo prudêncio às 09:00 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 30.01.09

 

 

 

 

 



No seu grave recanto, os jogadores

Deslocam os peões. O tabuleiro

Tem-nos até à alva do altaneiro

Âmbito em que se odeiam duas cores.


Dentro irradiam mágicos rigores

As formas: torre homérica, ligeiro

Cavalo, alta rainha, rei postreiro,

Oblíquo bispo e peões agressores.


Quando os jogadores se houveram ido,

Quando o tempo os tiver já consumido,

Nem por isso terá cessado o rito.


A leste se ateou uma tal guerra

Que hoje se propaga a toda a terra.

Como o outro, este jogo é infinito.



Jorge Luís Borges, poemas escolhidos.



publicado por paulo prudêncio às 08:59 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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