Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 20.09.17

 

 

 

 

Como é isto possível? Um deputado do PS a contrariar o seguinte mal menor que escrevi há dias de acordo com declarações que li: 

 

"O Ministério da Educação abrirá concursos de professores (interno, mobilidade interna e por aí fora) para o ano 2018/19. Antecipa o concurso interno em três anos e com isso permite um recomeço nas fases seguintes. Já agora, era bom que se esclarecesse se o concurso de mobilidade interna respeitará de novo a graduação profissional. Dito isto, sublinha-se que os erros cometidos em 25 de Agosto de 2017 já não retiram um ano de grave injustiça para muitos professores e ponto final. Era escusado."

 

Ora veja:

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:05 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 16.09.17

 

 

 

O Ministério da Educação abrirá concursos de professores (interno, mobilidade interna e por aí fora) para o ano 2018/19. Antecipa o concurso interno em três anos e com isso permite um recomeço nas fases seguintes. Já agora, era bom que se esclarecesse se o concurso de mobilidade interna respeitará de novo a graduação profissional. Dito isto, sublinha-se que os erros cometidos em 25 de Agosto de 2017 já não retiram um ano de grave injustiça para muitos professores e ponto final. Era escusado.



publicado por paulo prudêncio às 18:24 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 11.09.17

 

 

 

 

O "DN detalha mais dois exemplos" da injustiça por não se respeitar a lista graduada nos concursos de professores. Por acaso, fiz uma coisa rara: li a caixa de comentários da notícia e até me arrepiei. É, realmente, uma devassa na profissionalidade dos professores.



publicado por paulo prudêncio às 11:21 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 29.08.17

 

 

 

Os horários incompletos causam injustiças nos concursos. É injusto que um professor do quadro colocado até 25 de Agosto (apenas para horários completos), veja, posteriormente, professores do quadro menos graduados serem colocados em horários incompletos mais perto da residência; e sem cortes no salário, como é justo. A culpa é de quem administra. E ninguém garante que não aconteça o mesmo com professores contratados. 

Quem acompanha o sistema sabe, e há muito, que eliminar a quase totalidade dos horários incompletos não seria financeiramente significativo. Houve governantes que tentaram acabar progressivamente com a praga. Em vão. Não por acaso, o Governo declarou recentemente que a gestão financeira dos funcionários públicos passará das finanças para a presidência do conselho de ministros. Está em causa a tomada de decisão com conhecimento mais efectivo - e não aparente, difuso ou preconceituoso - das variáveis: "O objectivo é valorizar a dimensão humana e profissional da administração pública e fazer com que os trabalhadores públicos deixem de ser olhados apenas como números e como uma área do Estado em que é possível cortar despesa".

OE2016 da educação foi de 6 mil milhões (5.843,3 milhões de euros). Contrataram-se 7306 professores na fase inicial (uns 1500 com horário incompleto). Consideremos 20000 no total. Mas é possível fazer este estudo com mais rigor. Se os horários incompletos reduzirem 500 euros anuais médios por professor, a poupança será de 750 mil euros em 6 mil milhões (como exemplo, o aumento para os "privados" escolares no OE2016 foi de 14,4 milhões de euros). O fim dos horários incompletos reduziria, por exemplo, contratações para substituições temporárias. Pensando um bocado - mas depois ficávamos o dia toda a elencar benefícios -, concluiríamos que 750 mil euros é um número por cima e que o real equivalerá a umas dezenas de boys&girls&assessorias que pululam pela capital.

 

Nota: há aspectos positivos na vinculação de mais de 3000 professores contratados. Sem dúvida. Mas não há acréscimo financeiro significativo com a medida. As carreiras estão congeladas e, para além disso, esses professores entram na carreira como se tivessem zero anos de serviço. E depois, há milhares de contratações para suprir baixas médicas. O burnout também passa pelo modo de distribuir o serviço docente; e isso relaciona-se com o impensado dos horários incompletos. Já agora, e assim de repente, parece-me possível refazer as listas de 25 de Agosto com os horários todos e ponto final.

 

 

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Antero



publicado por paulo prudêncio às 10:48 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 30.11.13

 

 

 

 

 

O histórico denominador comum do estado a que chegou a formação de professores do ensino não superior (os PENS) é conhecido: o desprezo das instituições do ensino superior (as IES), e do MEC, por essas carreiras. É injusto generalizar, mas é importante sublinhar que essa falta de estima foi sempre proporcional ao grau de ensino, com o primeiro ciclo e o pré-escolar em lugares de destaque.

 

Os erros históricos foram sempre denunciados.

 

Um colega e amigo, o Luís S., nasceu em Chaves e licenciou-se em História (1983, salvo erro) na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Foi um activista da associação de estudantes e tentou que a licenciatura integrasse a profissionalização em ensino para concorrer para os quadros de uma escola de Chaves onde queria viver. Esforço inglório. O conselho científico da faculdade e o MEC foram passando a bola desresponsabilizadora e nada aconteceu. O primeiro argumentava que a sua vocação era a investigação e o segundo que não tinha competências para o impor às universidades.

 

O Luís S. concorria todos os anos à profissionalização (já com escassíssimas vagas) e viu poucos anos depois um ex-aluno seu do secundário entrar no quadro, sem culpa nenhuma, obviamente, à sua frente porque se licenciou com estágio na Universidade do Minho.

 

O Luís S., um professor já em mobilidade especial, manteve-se activista e consegui, uma década depois, um lugar de efectivo provisório, no Alentejo, que exigia a aprovação, em regime de telescola, pasme-se, numas seis cadeiras, algumas tão desmioladas como o exemplo de prova de acesso que pulula por aí, na Universidade Aberta (imagine-se um licenciado em História a ter a múltipla escolha para a distância das torneiras a sei lá o quê num laboratório de ciências experimentais ou a questões dos direitos das mulheres recheadas de preconceitos para a resposta certa).

 

Já com nomeação definitiva, viu-se ultrapassado por mais umas centenas de professores com estágio integrado porque o MEC decidiu que o tempo de serviço como professor provisório seria reduzido de um valor por ano na graduação profissional para meio valor (situação que continua a provocar injustiças a esses professores). Essa decisão visou beneficiar as pessoas formadas pelas inúmeras instituições (a ganância explica boa parte dos "cogumelos") que nasceram para formar professores e que integraram a profissionalização na formação inicial. Se o meu amigo tivesse nascido uma década depois, arriscava-se, mesmo com a profissionalização em ensino integrada na licenciatura, a ser contratado durante vinte anos consecutivos e teria agora que fazer a tal prova de acesso à carreira. Valha-nos não sei o quê. 

 

Não. Não se estranhe o silêncio ou a berraria apressada das IES (e repito: é injusto generalizar) nem a terraplenagem em forma de berço do actual MEC. Essa gente sabe muito pouco do país real e do seu interior. A culpa é dos PENS.

 

No próximo post sobre o assunto detalharei algum histórico sobre a formação de professores para o pré-escolar e para os 1º e 2º ciclos. É até neste último que o Luís S. é efectivo e continua a sofrer os atropelos referidos. Mas se fosse no 3º ciclo ou no secundário as injustiças eram quase iguais.

 

E, como referi noutro dia, o MEC lá vai conseguindo que se tergiverse e que não se discuta o essencial.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:58 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar


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