Sexta-feira, 15.03.13

 

 

 

 

Portugal está irreconhecível e o sistema escolar não escapa a esse estado desolador e desesperançado. Vale o privilégio de se lidar com crianças e jovens, apesar de também transportarem o ambiente do país. Batemos no fundo.



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:49 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 13.03.13

 

 

 

Antes a inundação com a eleição do Papa do que com a hermenêutica do prefácio para o roteiro número não sei quantos.



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 28.02.13

 

 

 

 

Quem governa o que quer que seja em Portugal, tem de optar entre trabalhar mesmo ou esgotar o tempo em tarefas de representação. Esta diferença explica muito da nossa bancarrota, uma vez que o artificialismo domina a vida pública.

 

Não se pense que a tragédia escapa aos cargos de Governo. São inúmeros os exemplos de ministérios dirigidos por assessores provenientes dos aparelhos partidários, principalmente dos que estruturaram o voto na democracia. Há muito que é assim. Essas máquinas, peritas em vencer eleições internas nos partidos, viciam-se no jogo dos favores e dos lugares, não desenvolvem qualquer profissionalidade, a sociedade que dominam está submersa na clubite e com a agravante de ter uma aura de grande organização. Em regra, convencem-se que prestam um inestimável serviço à democracia e que são uma espécie de casta superior.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 11:37 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 08.02.13

 

 

 

 

Há uma epidemia que considera o sistema escolar uma coisa insólita e longínqua. Essa moda, que se dispersa rapidamente numa população, não racionaliza a ideia de se prestar grande atenção ao escolar e atinge o grau mais elevado de contaminação quando se confronta com quem faça disso profissão pública ou, pior ainda, uma causa. É um fenómeno com dúvidas agudas na literacia associada às pessoas, à política, ao social, e, em auge infeccioso, à democracia.

 

É uma sociopatia que não manifesta qualquer empatia para com os seus semelhantes ou de atenção para com os seus problemas. É exímia em manipular factos e incapaz de assumir erros. Pode, em aparente desespero e de forma cínica, admitir “falhas de comunicação".

 

Usa modelos ideológicos com diagramas mentais inflexíveis que desprezam a consistência cultural e histórica das sociedades. Na origem está sempre a estranheza com o humano.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 05.02.13

 

 

 

 

 

 

 

"O truque é não nos enganarmos a nós próprios

acerca de certas coisas: pequenas ilhas rochosas no mar

das próprias desilusões. Agarrá-las e não se afogar

é o máximo que um ser humano pode alcançar".

 

 


Elias Canetti

Nobel da literaura em 1981



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paulo guilherme trilho prudêncio às 14:50 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

 

"Poder-se-á reduzir a humanidade a uma mera soma estatística de cidadãos-consumidores que se vão entredevorando pelo tédio e pela inveja?" É difícil generalizar como Gilles Châtelet, mas prevalece a impressão que são os consumidores, e não os empresários, quem faz os mercados. Os sábios, como hoje se classificam pessoas como Steve Jobs, "limitaram-se" a antecipar o que os consumidores desejariam ou criaram-lhes o desejo? Ou combinaram as duas?



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 03.02.13

 

 

 

... e ainda na sequência do "escurinho".

 

O politicamente incorrecto tomou de vez o lugar do politicamente correcto. Uma pessoa que tenha um exercício honesto, ou que defenda essa condição, desactualizou-se. Os politicamente correctos da actualidade são uns brincalhões e umas brincalhonas. São uma espécie de invertidos: existem na alteridade e sem espelho.



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 24.01.13

 

 

Imagem


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paulo guilherme trilho prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 19.01.13

 

 

O poder absolutista vigente trata as pessoas como mentecaptas e elas tardam em dar conta.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:37 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Domingo, 13.01.13

 

 

 

 

Que me lembre, a expressão "Paradigma perdido" tornou-se usual com Edgar Morin e com a crítica do afastamento do homem em relação à natureza; escrito assim para simplificar.

 

Quando tanto se fala no desnorte em relação à selecção das áreas para a reindustrialização (que raio de palavrão), parecia-me curial regressar ao paradigma de Morin donde nunca se deveria ter saído: a cadeia de abastecimento no sentido mais lato, considerando o homem em todas as suas dimensões; tenho ideia que, por esse caminho, não haveria tantas bolhas originadas pelos negócios financiados pela banca que produzem muito para além da cadeia referida e que parecem dirigir-se também a outros habitantes do sistema solar.



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Fazer bem exige boas ideias (com princípio, meio e fim), trabalho e tempo. São raríssimos os exemplos de geração espontânea. Uma das causas do nosso atraso é que quase que só somos bons a apagar, e a atear, fogos.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 12:57 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 06.01.13

 

 

 

 

 

"... Ser inteligente é ser desgraçado. O imbecil é feliz. Mas o animal também...

...Dar sentido à vida. Para lho darem aos domingos, quando não trabalham, os campónios da aldeia embebedam-se e dão-se facadas. A arte do nosso tempo sabe-o e faz o mesmo...

... Ser livre em relação a tudo é ter uma liberdade inútil, por que inteiramente disponível. Ser livre em relação a tudo é igual a ser determinado, por que num caso e noutro não há escolha nenhuma. A liberdade é então uma função sem destino e vira-se para si própria como um estômago vazio...

... Porque a eternidade não se mede pela sua duração mas pela intensidade com que a vivemos...

... Visitar uma terra que há muito deixámos. Não poderemos jamais reencontrá-la. Porque a vida é o presente e tudo o mais é ficção. Mas decerto uma ficção mais real que a realidade...

... Uma biblioteca é quase tão pessoal como as impressões digitais. Ela forma-se como os problemas que nos formaram a nós e outros virão a abandonar...

... Uma forma de o medíocre convencido imitar a grandeza é não dizer mal de ninguém...

... Pinta-se o galo mas não a galinha, o touro mas não a vaca. Porque o macho é que é testiculado. Mas à mesa o que se come é vaca ou galinha, mesmo que a carne seja do outro. Somente a mesa é o lugar da fraqueza e da necessidade. É por isso que é aí que se fazem os melhores negócios".

 




Vergílio Ferreira. Pensar.

Reedição.


paulo guilherme trilho prudêncio às 14:03 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 04.01.13

 

 

 

 

 

Somos uma nação de adultos ressentidos.






paulo guilherme trilho prudêncio às 19:57 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 19.12.12

 

 

 

 

 

 

 

Fico com a sensação que a moderna globalização se caracteriza tanto por uma aparente velocidade como pelo excesso de presente, de efémero, de ubiquidade e de instantâneo. Esse estado remete-nos para a intemporalidade do conceito de que tudo o que é sólido se dissolve no ar. Pode ser um tempo adequado para o vagar, para a reflexão e para a construção do que verdadeiramente interessa.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:12 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 10.12.12

 

 

 

 

 

 

Li, em Bertrand Russel, aproximadamente o seguinte: sempre que um grupo não consegue o seu objectivo imediato, projecta a frustração em alguém que classifica como ingénuo; em regra, esse alguém ocupa a posição de seguido-não-controlável que alguns membros do grupo desejam para si e que nunca realizam.


Também é comum classificarem como agenda escondida os silêncios dos seguidos-não-controláveis.

 

Pelo que se vai confirmando, os últimos Governos é que não estão cá com coisas.



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:34 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 29.11.12

 

 

 

 

Lembro-me duma entrevista a José Pinto dos Santos no canal um da RTP: "certo dia, numa reunião de um conselho de administração de uma grande empresa portuguesa digo, a propósito de uma proposta de outra pessoa - por sinal minha amiga -: isso não tem pés nem cabeça; deixou de me falar."

Queria o entrevistado ilustrar a ideia de que em Portugal é muito difícil discordar.

Recordei-me disso a propósito de uma outra coisa que li do Padre António Vieira, em "Sermão de São Francisco Xavier Dormindo", e que também não deixa de ser verdadeira quando as mesmas pessoas se cruzam em reuniões; em Portugal e no resto do mundo.


"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas acções, dos seus propósitos e dos seus desejos."


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paulo guilherme trilho prudêncio às 15:36 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Preocupa-me o radicalismo ideológico de Passos Coelho que ficou ontem bem patente na entrevista à TVI. Lembro-me sempre dos pensadores da mediatrix que se interrogam se nos tempos actuais podia ocorrer uma revolução de forma tão rápida que nem déssemos por ela (veremos como será a contra-revolução).

 

O primeiro-ministro continua convencido que vai criar um "mundo novo" e até me parece cada vez mais crente, apesar dos frequentes sinais de fuga quando o caminho se torna apertado (a evasão é sempre um boa maneira de dizer que não o deixaram trabalhar e de poder recolher louros qualquer que seja o futuro).

 

Como noutras circunstâncias históricas, estas personagens providenciais e purificadoras podem ter finais trágicos e deixarem atrás de si um rasto de terra queimada.



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:17 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Terça-feira, 27.11.12

 

 

São poucas as relações com pessoas e inúmeras as relações com interesses.



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:10 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 25.11.12

 

 

 

A tolerância com convicção é um exercício tão essencial como o ar que respiramos. A tolerância como soberba que nos permite receber o agrado dos outros é indisfarçável em curto prazo. Resiste ainda em menos a tolerância que se mascara para servir propósitos eleitorais. Sócrates e Passos são os exemplos mais recentes da terceira asserção na política, mas os aprendizes de feiticeiro espalhados pelo território parecem intolerantes com a aprendizagem.



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:19 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quinta-feira, 25.10.12

 

 

 

 

 

"Haverá alturas em que nada podemos fazer para impedir a injustiça

mas nunca poderá haver uma altura em que desistimos de protestar."

 
ELIE WIESEL


Cortesia da Ana Silva



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Sexta-feira, 12.10.12

 

 

 

 

Encontrei, no facebook de João B. Serra, uma citação de José Saramago, Viagem a Portugal (Apresentação) que diz assim:

 

‎"Viaje segundo um seu projecto próprio, dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cómodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás, ou pelo contrário, persevere até inventar saídas desacostumadas para o mundo"



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:23 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 04.10.12

 

 

 

 

 

 

"O truque é não nos enganarmos a nós próprios

acerca de certas coisas: pequenas ilhas rochosas no mar

das próprias desilusões. Agarrá-las e não se afogar

é o máximo que um ser humano pode alcançar".

 

 

 


Elias Canetti

Nobel da literaura em 1981


1ª edição em 10/02/2012

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paulo guilherme trilho prudêncio às 12:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 29.09.12

 

 

 

Elegemos a ideia de singularidade, testámos o devir do ser qualquer e construímos o imaginário do insuperável. Não queremos um igual, precisamos do carácter universal do indivíduo e ansiamos pela descoberta da coisa comum (a religião, a ideologia política, a filiação associativa e a identidade por género, como se diz agora).

 

Existe a diversidade regional ditada pela geografia e pela história. Portugal é uma zona semi-periférica e tem as suas categorias: uma densidade inigualável de inhos e de supervisores. Fiquemo-nos pelos inhos .

 

A utilização acentuada dos diminutivos (somos únicos no assunto) na nossa Educação tem de fazer efeito e pode dar maus resultados.

 

Somos uns adultos com egos elevados. Fui fazer umas pesquisas por ego-história convencido que era uma invenção nossa. Mas não: Freud, e o seu eu psicanalítico, influenciou meio-mundo.

 

Mas não desisto e passo a sentenciar: temos de ser os melhores do bairro. É uma alta competição generalizada. Reconhecer (que é diferente de anunciar) o sucesso alheio magoa. Parece que o mote é viver na alteridade.

 

Ai de quem se distinga, ai de quem faça bem aquilo que sempre se espera que corra mal, ai de quem fuja do lugar comum e não se pareça com a formatação estipulada pelo horizonte do nosso quarteirão. Portugal sofre de uma dilatação tal dos egos que o espaço público tornou-se uma impossibilidade e o exterior passou a ser o sítio oxigenado; a não ser que se consiga viver fora cá dentro ou que a queda-sem-fim nos garanta alguma redenção.




Já usei algumas ideias deste texto noutro post.



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:25 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 19.09.12

 

 

 

A rotina é antiga: tenho uma ideia, lanço o título para o post, escrevo as ideias-chave e temporizo a publicação para muito mais tarde. A supressão do tempo leva a que, por vezes, a publicação aconteça nessa versão rascunho. Aconteceu há pouco com o post "dois modos" e peço desculpa. Tentarei que não volte a suceder.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:14 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 11.09.12

 

 

 

Da legitimidade



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 18.08.12

 

 

 

 

 

O tempo real é um sinal da autoritária aceleração do tempo nas sociedades actuais, mas é também o principal indicador da qualidade de um sistema de informação de uma organização. O tempo entre a obtenção e o fornecimento da informação é real ou não é transparente. A sua optimização desacelera o tempo de cada uma das pessoas.

 

 

1ª edição em 1 de Março de 2012.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:47 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 12.08.12

 

 

 

 

O estado psicológico dos portugueses é de rebelião, embora, e pelo menos por agora, se fique pela contenção interior e pelo desabafo aos mais chegados.

Há dias, e integrado numa gincana pedonal pelo centro urbano da cidade, deparei-me com uma quantidade de adultos que me surpreendeu. Como raramente passo por ali nos dias de semana, e ainda por cima entre as 11h00 e as 13h00, fui andando, acompanhado por um grupo de alunos, e ia cumprimentando pessoas que não via há muito. Não foi difícil perceber que estava na presença de pessoas desempregadas e amarguradas.

 

Voltei, hoje, ao centro da parte da tarde e deparei-me com o mesmo flagelo. Se acrescentar a atmosfera arrepiante que se vive nas escolas, também não será difícil concluir que qualquer coisa vai ter de acontecer.

 

Portugal tem uma população despovoada de esperança e que avança, solitária e revoltada, à espera da implosão do que existe e na crença salvífica de uma força externa como sucedeu recentemente com a troika abençoada por quem manda na Europa; alguns até saudaram o acontecimento. Não será assim. A pergunta inevitável brota insistentemente: vivemos a normal brutalidade das decadências?

 

Se os tempos são propícios à eliminação da autenticidade e à hipocrisia, vírus alimentado no autoritarismo, no apontar de dedos e no salve-se quem puder, ainda podemos acreditar que muito se deverá ao nosso comportamento e à nossa capacidade para resistir. 

 

 

 

1ª edição em 3 de Julho de 2012



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:38 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 18.07.12

 

 

 

 

O que vi nestes dias, e na relação com o site da DGRHE, impõe a seguinte reedição:

 

Não sei se o caso France Telecom foi consciente. Não tenho dados para o veredicto. Do mesmo modo, permito-me dar lugar aos que especulam que o que se viveu em Portugal nos últimos anos não foi premeditado embora com resultados igualmente desastrosos. O que mais me impressionou neste período, e que me oxigenou a não desistência, foi a generalização do medo. O pavor de existir é a mais nefasta herança desta governação.

 

A má burocracia corporizada em amontoados de grelhas anula o indivíduo e o seu inatismo cooperativo e gregário. Institucionaliza o formulário com campos sem fim e em que o erro num deles pode sentenciar a reprovação, a vergonha e a imobilidade na progressão na carreira. Sobrecarregar o indivíduo com burocracia associada a uma pirâmide clientelar e preenchida por uma ficção em forma de ferro, venera a bajulação, exclui a dignidade e impede qualquer veleidade à inovação, à inteligência e ao primeiro atributo do conhecimento da razão: a liberdade. É a pensar na liberdade que votarei e na esperança que este trágico capítulo se feche.

 

(1ª edição em 3 de Junho de 2011)



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Terça-feira, 17.07.12

 

 

 

Abril começa, agora, com letra minúscula? Continuo a escrever os meses com a letra maiúscula e principalmente Abril.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 09.07.12

 

 

 

 

Não uso maiúsculas quando escrevo algo mais a sério ou se estou zangado e até me surpreende quem o faz. Acabei de ver o tema do prós e contras desta noite que, para não fugir aos sinais dos tempos, está literalmente escrito assim:

 

"É a grande resposta que o mundo esperava!
A descoberta da primeira partícula muda a ideia que temos do universo.
Nada será como dantes.
Mas qual é a verdadeira importância do Bosão de Higgs?
Como interfere na nossa vida…
na nossa consciência….
e mais que tudo… NA EXISTÊNCIA DE DEUS.
Cientistas, homens de Deus e filósofos, todos juntos no maior debate da televisão portuguesa.
Quem somos nós?"



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:58 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sábado, 07.07.12

 

 

Nos tempos que estamos a viver, dá ideia que o inferno estará reservado para os que se mantiverem neutros.



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Segunda-feira, 02.07.12

 

 

 

 

 

O Caos toma assento como árbitro.

E o seu juízo apenas agrava

a querela que assegura o seu reinado.

Acima dele, é o Acaso o juiz supremo...

 

 

Encontrado num pedaço de papel.

 



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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:52 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 30.06.12

 

 

 

A desesperança parece dilacerar o sistema escolar e os professores não escapam à voracidade dos tempos. É impossível não ver o que nos rodeia.

 

Se o caos nos derruba e nos impele para descrer, se nos faz desaparecer na nuvem solitária, é humana a possibilidade da desistência. 

 

O mergulho no caos em forma de crise não se esgota nos colectivos e nos respectivos mecanismos de controle.

 

O desafio maior coloca-se quando nos atinge na pele e nos fere a alma. É aí que crescemos e que nos rompe o sentimento de injustiça. O exercício da esperança é a alternativa que se afirma no empreendimento da resistência.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:53 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 18.05.12

 

 

 

A legitimidade democrática atribui poderes que permitem tomar decisões que influenciam a vida das pessoas e das organizações. Há decisores eleitos que se sentem empossados de um poder sem limites, dando crédito à seguinte expressão: a melhor forma de conhecer o carácter de alguém é dar-lhe um qualquer poder.

 

Foi assim em 2005 em Portugal, em que uma maioria absoluta se viu em circunstâncias majestáticas e beneficiou, durante três anos, de uma incontestável autoridade. É precisamente nesses momentos que o atrevimento se pode manifestar de forma arrasadora (sim, pesei bem o adjectivo), como foi o caso de José Sócrates e Maria L. Rodrigues no sistema escolar.

 

Dá ideia que a presente maioria beneficiou de um período imperial muito inferior e isso significa que aprendemos alguma coisa com os erros. Mas quem estudar com atenção o actual modelo de gestão escolar, verificará que se abrem portas a que atrevimentos semelhantes, mais ou menos legitimados pelos votos, coloquem as nossas escolas em estado de sítio.

 

É sempre bom recordar que a sociedade portuguesa é em Portugal, que não eliminámos o analfabetismo no século XVIII e que temos a organização territorial mais caótica do outrora chamado mundo desenvolvido.



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.05.12

 

 

 

 

 

Se associarmos a "ausência" de sociedade na Educação às políticas em curso de gestão do sistema escolar, não nos devemos admirar com a subida das taxas de insucesso e abandono. E para além das taxas, subirão os indicadores subjectivos do insucesso e os níveis de cooperação e de mobilização dos profissionais das escolas.



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:02 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 23.04.12

 

 

 

 

 

Apesar de estarmos preenchidos por sons, a supressão do tempo não deixa espaço para a audição de obras musicais longas. É uma consequência da absolutização do presente e da ausência de futuro. Temos pressa e andamos em permanente dívida de tarefas. Começamos uma e ficamos com a sensação que há uma mão cheia à nossa espera.

 

Estava à espera do sinal verde na passadeira quando senti o som de um painel publicitário. As imagens não eram suficientes e alguém acrescentou uma qualquer melodia. É assim nos elevadores, nas casa de banho públicas e por aí fora. Não escapamos ao desassossego da ubiquidade musical e eliminámos o silêncio.

 

Dirigia-me a um espaço de restauração onde é habitual esperar por uma sessão de cinema e ouvir um pianista. Nos últimos tempos o lugar do músico ficou vazio. O país empobrece, as "inutilidades" não resistem à erosão e o silêncio torna-se ensurdecedor.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

A pontualidade de um professor é um indicador de eficiência que pode aumentar o tempo de aprendizagem dos alunos. Se a repetição é um critério insubstituível para quem quer aprender, seria quase verdadeira a equação que indicaria a eficiência como directamente proporcional à eficácia. Não é exactamente assim e ainda bem.

 

Por vezes, há quem consiga ser eficaz num curto período de tempo e ensine aquilo que em horas sem fim não se conseguiu aprender. Algo parecido pode acontecer no exercício de cargos. Quando a falta de vocação (que é sempre um sinónimo gentil para a impreparação), de eficácia portanto, é notória, não é aconselhável o aumento do tempo de permanência em exercício. Em bom português, diríamos assim: quando há uma clara tendência para o disparate, as organizações suspiram por longos e frequentes períodos de ausência enquanto o desejado epílogo não acontece.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 13:57 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 21.04.12

 

 

 

"Poder-se-á reduzir a humanidade a uma mera soma estatística de cidadãos-consumidores que se vão entredevorando pelo tédio e pela inveja?" É difícil generalizar como Gilles Châtelet o fez, mas prevalece a impressão de que quem faz os mercados são os consumidores e não os empresários. Os sábios, como hoje se classificam pessoas como Steve Jobs, "limitaram-se" a antecipar o que os consumidores desejariam ou criaram-lhes o desejo? Ou combinaram as duas pulsões?



paulo guilherme trilho prudêncio às 14:49 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 20.04.12

 

 

 

Já havia História mais do que suficiente para que os eleitores tivessem aprendido que é elementar desconfiar de candidatos sem contacto com a realidade. Os erros de casting penalizam e a sua repetição resulta, normalmente, em tragédia.

 

A incompetência associada à soberba nunca dá o braço a torcer e, em regra, afunda-se com os países ou com as organizações ou então, e a exemplo do comandante do paquete italiano que se afundou recentemente, são os tais primeiros a saltarem do porão.

 

É nestes cenários que o oportunismo ligado à bajulação se pode tornar fatal por alimentar a ilusão de que tudo corre sobre rodas, mesmo que se saiba que a queda está imparável.


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Quinta-feira, 19.04.12

 

 

 

 

Há dois tipos de comportamentos que raramente nos enganam: o do activista intolerante que apregoa o sacrifício dos outros e que na primeira oportunidade de poder se transforma na mais déspota das criaturas e o do sacrificado pela nação ou instituição que propaga aos sete ventos o seu amor à causa acima de quaisquer circunstâncias.

 

Como o primeiro tipo não está fácil de simular, talvez seja oportuno reavivar a memória para o segundo. Quando os países ou instituições vivem momentos de separação de águas, exige-se alguma coragem e firmeza e existem sempre riscos. É nesses momentos que surgem estas criaturas. Passam a mensagem de que estão a colocar o interesse geral acima do seu, tentando relegar a acção mais vertical para um registo de desinteresse pelo colectivo. O problema é sempre a ingratidão do tempo que desvenda o que realmente os moveu.

 

Há ainda um tipo três que nem merece sequer presença no catálogo. São os que navegam ao sabor da oportunidade e convencidos que ninguém os vê. Esse tipo terceiro prejudica as instituições e, obviamente, é um género de praticante que não escapa aos naufrágios. Em regra, têm o final que merecem.


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Terça-feira, 17.04.12

 

 

 

"A verdade - e a justiça - exigem calma, e no entanto apenas pertencem aos violentos". A frase que escrevi é de Georges Bataille e surge-me com frequência na memória.

 

Por vezes, surpreendemo-nos com a falta de cimento nos núcleos que se juntam apenas porque querem exercer, mesmo que de forma comprovadamente desqualificada, um qualquer poder e temos a tentação para, em desespero de causa, apontar mais num sentido. O que é sempre importante é fazer exercícios de memória. Em regra, encontraremos as componentes do frágil cimento espalhadas pelos diversos actores e percebemos que a mesquinhez dá as mãos à primeira oportunidade que encontra.



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:26 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Domingo, 01.04.12

 

 

 

É preciso reconhecer que as posições hierárquicas mais elevadas não conferem privilégios, mas responsabilidades. A frase que escrevi é baseada numa ideia de Peter Drucker e é muito esquecida. Esses esquecimentos dão quase sempre maus resultados.


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Sábado, 31.03.12


Por vezes, esboço um post com uma imagem ou uma ideia e temporizo-o para quinze dias depois ou coisa do género. Raramente são publicados nessa versão rascunho. Contudo, nos períodos de férias, ou quando estou menos liga à rede, sucedem publicações inesperadas. Como sei que isso me pode acontecer, tenho o cuidado de temporizar posts "inofensivos".


Hoje aconteceu isso com 3 posts. Peço desculpa. Um deles, "O polvo?", tinha mesmo uma imprecisão um bocado chata. Há muito tempo que isto não me acontecia e prometo ter ainda mais cuidado. Há uma lição que cada vez mais se vai salientando: a tecnologia acelerou o tempo e as redes electrónicas tornaram-no voraz.


paulo guilherme trilho prudêncio às 00:54 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 29.03.12

 

 

 

 

 

O sistema escolar estará, para não variar, em reboliço. Muda-se sem testar, depois de tanto se criticar a prática nefasta, e a aflição generaliza-se. Os indicadores controlados pela Troika determinam: reduzir, suprimir e cortar são os verbos que o empobrecimento nos obriga a conjugar. É lamentável que tenhamos chegado a este estado de urgência. Quem chegou de fora veio dizer-nos que já era tarde para termos direito a pensar.

 

Os centros das nossas cidades acolhem a metáfora perfeita. Os fundos públicos, e os ditos estruturais, foram derretidos nas calçadas, também nas de alcatrão. O que se ergueu para além do chão não era bem comum, nem sequer as fachadas, deixou-nos endividados para várias gerações e consumidos pela banca comercial. Andámos de olho no chão na esperança que as pedras se comovessem?

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:55 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 27.03.12

 

 

 

"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece.(...)"

 

 

Daniel Innerarity (2011:49).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:11 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 25.03.12

 

 

É humano cuidarmos da vidinha, claro. Mas quando se ocupam lugares que implicam com a vida dos outros, seria natural que a vidinha não fosse o único propósito. Quem actua nesse registo, normalmente dá cabo da própria vidinha e da vida dos restantes membros da mesma organização.



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:04 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 17.03.12

 

 

 

Não há que ter medo de tomar decisões difíceis, mas a magia das equipas constrói-se com as pessoas. Quem dirige uma equipa sem cabeça, fracassará, e quem o faz sem coração, ficará só.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 12:49 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 12.03.12

 

 

 

Os 48 anos da ditadura do século passado consolidaram uma sociedade amedrontada, desconfiada do exercício da cidadania, temerosa do contraditório, alojada na pequena e na grande corrupção, desrespeitadora do Estado e do bem comum e que não considera a organização um valor precioso.

 

É evidente que para esse estado também contribuíram outros factores históricos, como os de origem religiosa. A jovem democracia, que ainda regista números escolares que envergonham, demorará, se tiver tempo e engenho para isso, gerações a atenuar.

 

Existem preconceitos que parecem "guardar" a sociedade que descrevi, que supervisionam a ousadia e a poesia de geração em geração e que reagem ao novo com medo da não conservação da herança que nos trouxe até aqui. Controlam os danos de forma subtil e eficaz: classificam de ideológico, dando-lhe uma conotação pejorativa, o que os pode inquietar ao mesmo tempo que se põem a salvo da radical catalogação.

 

É a forma ideológica e fanática do mau conservadorismo. Existe em modo silencioso que parece esperar a redenção com a chegada "anunciada" do regime protector de todos os males do mundo. 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:32 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 24.02.12

 

 

Fico com a sensação que a moderna globalização se caracteriza tanto por uma aparente velocidade como pelo excesso de presente, de efémero, de ubiquidade, de instantâneo e por aí fora. Esse estado remete-nos para a intemporalidade do conceito de que tudo o que é sólido se dissolve no ar. Pode ser um tempo adequado para o vagar, para a reflexão e para a construção do que verdadeiramente interessa.



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:54 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Ninguém pode, ou não deve, viver sem se interrogar. O valor da pergunta é insubstituível e acrescenta conhecimento, cooperação e mobilização.

 

Uma instituição não avança se não cultivar, com sinceridade, o valor da pergunta, mesmo da que não se sente obrigada a emitir uma qualquer resposta.



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 16.02.12

 

 

Li algures uma coisa acertada e não me apetece procurar a fonte. Era mais ou menos assim: para manter um segredo entre três pessoas é preciso que duas morram.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 14:01 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sexta-feira, 10.02.12

 

 

 

 

"O truque é não nos enganarmos a nós próprios

acerca de certas coisas: pequenas ilhas rochosas no mar

das próprias desilusões. Agarrá-las e não se afogar

é o máximo que um ser humano pode alcançar".

 

 


Elias Canetti

Nobel da literaura em 1981


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paulo guilherme trilho prudêncio às 18:31 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 26.01.12

 

Alunos que chumbam têm auto-estima mais alta do que os que passam com más notas

 

A propósito da investigação noticiada, lembrei-me deste post de 7 de Maio de 2004. Escrevi assim:

 

Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: “qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos”

 

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não ter muita estima por si próprio.

 

Ouvi hoje uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios comprovados, ao que julgo saber afectos à maioria que nos desgoverna, vai discutir o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel inclui: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges, que julgo que seja um empresário bem sucedido. Espera-se que, depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas suba em flecha.



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:03 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 25.01.12

 

Aparece-me várias vezes na superfície da memória a frase de Gonçalo M. Tavares:

"A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".


E que vocábulos?

Consideremos quatro: simplescomplicado, fácil e difícil. É voz corrente que simples é sinónimo de fácil e que complicado é sinónimo de difícil. A experiência portuguesa no sistema escolar, associada à má burocracia e aos sistemas de informação, diz-nos: as situações complicadas são fáceis de encontrar e é difícil achar uma solução simples


paulo guilherme trilho prudêncio às 17:44 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 21.01.12

 

 

O ano do Dragão



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 20.01.12

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 19:07 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 19.01.12

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 18.01.12

 

 

A boa imagem de um governo, de um ministério, de uma empresa, de uma escola ou de um profissional só se constrói com a verdade. Sabemos que há excepções e que em regra têm um triste fim.

 

É ineficaz e provisório solicitar aos membros de uma organização que ocultem o quotidiano. A imagem é um somatório de impressões e afirma-se numa combinação de dados dos domínios racional e sensorial. É impossível de bloquear.

 

Um passo fundamental para o descrédito é o mau exemplo. Se os elementos de um qualquer órgão têm por rotina verberar a incompetência uns dos outros, só podem esperar que esse metabolismo se torne numa imagem da marca.



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:41 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 17.01.12

 

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quinta-feira, 12.01.12


paulo guilherme trilho prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

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