Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 26.01.17

 

 

 

O ambiente no país melhorou com o novo Governo, mas é inquestionável, e com todo o realismo, que se mantêm as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. Temos o dever de o sublinhar. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.

É a 4ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016 e a 3ª de 20 de Novembro de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar, sem esquecer boas intervenções em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

 

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 Faces, Picasso



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Segunda-feira, 05.12.16

 

 

 

O DN diz que o "Ministério queria injetar sangue novo nas escolas, mas não tem como fazê-lo" por questões financeiras. É um assunto discutível e com muitas variáveis. Repito o que tenho escrito: há uma legião de professores em burnout. Basta olhar para os números (mais de 40% dos professores tem mais de 50 anos de idade) e conhecer horários e a generalidade das burocracias. Pelos vistos, nada vai acontecer brevemente. Há, desde logo, inutilidades horárias e burocracia cuja eliminação reduzia a despesa.

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Domingo, 20.11.16

 

 

É a 3ª edição desta curta radiografia. É um facto que o ambiente no país está desanuviado, mas também é inquestionável que nada mudou no essencial na vida profissional de milhares de professores. A 1ª edição foi em 5 de Novembro de 2015 e a 2ª em 10 de Junho de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar e apesar da eliminação de algumas variáveis importantes que não constavam do exame (por exemplo: concursos BCE e prova de acesso).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

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Sábado, 23.07.16

 

 

 1ª edição em 5 de Novembro de 2015.

 

 

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".



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Sábado, 25.07.15

 

 

 

Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma injusta e brutal requalificação rosalina e mais uns 10 mil ficariam sem contrato. Ou seja, aos 30 mil eliminados que refere o chefe do Governo acrescentaríamos 20 mil.

 

É bom que se sublinhe, e nesta altura mais ainda, que as lutas valem a pena. Está em vigor um despacho de crédito de horas que disfarça os cortes a eito dos além da troika: alunos por turma, cortes curriculares, horários dos professores e mega-agrupamentos. E já se sabe: se estes cortes a eito se mantiverem, basta que um Governo elimine o referido despacho para que a tragédia se acentue.

 

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Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"

 

O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".

 

Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.

 

Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.



publicado por paulo prudêncio às 14:51 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 08.04.15

 

  

 

Nuno Crato revelou toda a impreparação em Maio de 2013. Daí para cá tem sido ainda mais penoso, uma vez que a demisão lhe está vedada e os "equívocos" sucedem-se. Dois anos depois, sabe-se que o seu MEC acrescenta o eduquês hiperburocrático, que tanto criticava, vezes dois: dezenas de objectivos, centenas de descritores e milhares de metas para o português, com a sublime contagem de 40 palavras lidas por minuto no 1º ciclo. Vale a pena ler a "Educação afunda-se com Nuno Crato no convés", em mais uma lúcida e demolidora crónica de Santana Castilho.

 

Recordemos um pico do plano que de inclinado passou a vertical.

 

 

 

 

O Público de 22 de Maio de 2013 retratou bem, com a seta para baixo, a condição de Nuno Crato.

 

Maria de Lurdes Rodrigues iniciou o exercício ministerial com um corte na redução da componente lectiva dos professores. Conseguiu uma rápida eliminação de mais de dez mil docentes e transformou-se numa "estrela financeira" por ser a única governante que conseguia cortar nas pessoas. Os professores foram colocados na linha da frente da enésima "reforma" da administração pública e animaram o ciúme social tão caro a quem espera por votos. Desenvolveram uma luta isolada e só não conseguiram mais vitórias porque foram traídos pelos seus sindicatos e pelos partidos políticos da actual maioria.

 

Nuno Crato já é uma "estrela financeira". Executou um despedimento colectivo de cerca de quinze mil professores e empurrou mais uns milhares para reformas com forte penalização. Aumentou os alunos por turma e os horários dos professores. É também o governante mais "premiado" no corte de pessoas. Vai à frente e bem isolado. Torna insuportável o exercício dos professores com mais idade e ameaça o grupo profissional com uma mobilidade especial intolerável que se alarga a toda a função pública. Mais uma vez a "festa" da luta começou com os professores e com os seus sindicatos. Os outros grupos profissionais, a maioria com menos voz, esperam pelos resultados. Os professores esperam que os seus sindicatos não os voltem a trair e que quem aspira a governar diga ao que vem e sem mentir.

 

 

Este post é de 22 de Maio de 2013.

Acrescentei-lhe os caracteres que estão acima da imagem.

 



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Terça-feira, 20.05.14

 

 

 

 

 

Bem sei que "o que é irrefutável é falso" (Karl Popper), mas há números que traduzem asserções irrefutáveis. Sabe-se que "mais de 70% dos portugueses que trabalham por conta própria têm apenas o ensino básico" e que apesar dos progressos assinaláveis das últimas décadas estamos novamente em plano inclinado.

 

O aumento do número de alunos por turma, os cortes curriculares, o aumento nos horários dos professores e a constante terraplenagem da cultura organizacional das escolas públicas são um sinal evidente de que as nossas "elites" cansaram-se depressa de investir no sistema escolar e não encontramos nos partidos que aspiram a governar qualquer referência objectiva às variáveis enunciadas. E não adianta argumentaram com a falta de alunos. Os fenómenos recentes de quebra de natalidade e de alteração dos fluxos migratórios sentir-se-ão, e se nada for feito, apenas daqui por uns anos. Os alunos que abandonam a escolaridade sem o secundário completo nasceram no século passado.

 



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Segunda-feira, 07.04.14

 

 

 

Crato diz que a autonomia das escolas teve progressos notáveis ao nível da organização de horários e de currículos. Crato está a referir-se a quê?

 

O que se alterou significativamente no seu exercício foi o aumento do número de alunos por turma, o aumento da componente lectiva dos professores e os cortes curriculares. Tudo decidido centralmente e de forma igual para todas as escolas. Aliás, os horários dos professores, os currículos e a composição das turmas obedeceram a um inédito centralismo burocrático (feito de forma digital) de autorizações.

 

O MEC permite que as aulas se organizem em 45 ou 50 minutos o que criou uma contabilidade horária ao minuto que é perversa e controlada centralmente. Mais uma vez. Querem ver que Crato se está a referir ao facto de, por exemplo, a aula de segunda-feira às 08h30 não ser da mesma disciplina em todas as escolas como se calhar imaginou no seu devaneio centralista? Não é essa aula nem as outras. E já era assim em 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 e será em 2020.

 

Estes governantes deviam ser responsabilizados por estas afirmações. Parece que Portas disse que as pessoas que ficaram sem RSI tinham 100 mil euros na conta. Ao que se sabe, menos de 10 pessoas estavam nessa condição e 85 mil ficaram sem RSI. Esta tirada de Crato tem o mesmo rigor.

 

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 19.09.13

 

 

 

 

 

As causas imediatas deste problema estão identificadas: os cortes a eito armazenaram alunos, a contabilidade dos tempos lectivos incluiu, em regra, mais uma turma nos horários dos professores e os docentes sem componente lectiva andam a ocupar tempos noutros ciclos para que se eliminem do sistema os professores contratados.

 

Basta pensar num grupo disciplinar do secundário com 10 professores e 4 tempos curriculares semanais de 45 minutos: uma turma a mais em cada professor elimina dois horários e seis a oito alunos a mais em cada turma eliminam duas a três turmas em cada dez. É empobrecer e desistir. O holandês que chefia o eurogrupo, e que promove estes cortes a eito (e depois o nosso Governo traduz como delapidação da escola pública), é dum país que instituiu a fuga aos impostos sediando as sedes fiscais de inúmeras empresas europeias. Mas quanto a esse saque nem uma palha se move.

 

Uma série de organizações dos encarregados de Educação e dos sindicatos de professores acordaram para a realidade que faz com que os professores do ensino secundário e do 3º ciclo leccionam as AEC´s no 1º ciclo. O problema não é novo e há anos que testemunho a desorientação de uma boa parte dos professores que são colocados nessas circunstâncias.

 

Podíamos ir mais longe e encontrar causas no modelo de gestão escolar inspirado num qualquer marciano. Foi aí que começou o imperativo dos cortes a eito desenhado por quem tem horror às salas de aula e desprezo pela profissionalidade dos professores. É inadmissível que os professores com mais tempo de serviço tenham mais turmas, e ainda por cima com alunos armazenados, e que os seus colegas sejam colocados nesta situação.

 

 

 



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Quinta-feira, 12.09.13

 

 

 

 

 

A defesa da escola pública requer três objectivos imediatos  (e não em Junho de 2014, embora de aplicação no próximo ano lectivo): redução do número de alunos por turma, alteração da carga lectiva dos alunos principalmente na relação com o primeiro objectivo e horários dos professores. Em relação à última meta, dito assim para usar linguagem cratiana, é fundamental que se estabeleça que não pode existir qualquer sobrecarga da componente lectiva derivada do facto de uma aula ser de 45 ou de 50 minutos. Não há estudo empírico no mundo conhecido que prove o contrário do que afirmei. É evidente que a agregação de escolas e a relação público-privado são matérias incontornáveis na defesa desse valor absoluto das democracias: a escola pública.

 

 

Recordo um post que escrevi em 5 de Junho de 2013 (Nuno Crato revelou-se mesmo, s é que ainda era preciso).

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse ontem Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí noutro dia a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2" Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

 

 



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Quinta-feira, 01.08.13

 

 

 

Basta ver um jornal televisivo para chocar com coisas assim. Esperemos pelos relatórios com os números de 2013 e constataremos a queda vertiginosa do nosso sistema escolar em todos os indicadores.

Estamos a empobrecer de forma acelerada, mas os interesses encostados ao Estado até se babam com o que vai acontecendo e com o destino que querem dar ao próximo quadro comunitário. Vamos a caminho do terceiro mundo, o salve-se quem puder acentua-se e ninguém se sentirá a salvo a não ser a malta da oligarquia. Normalmente, estes estados têm um fim trágico.


É uma imagem. Não é um vídeo.



publicado por paulo prudêncio às 13:26 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 31.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Será que estes milhares de professores não têm direito a descansar e a recarregar baterias? Não é só a tradicional bagunça organizacional dos finais de ano lectivo acrescentada das PPP´s da rede escolar, são, como sempre se disse, os cortes a eito verificados no verão de 2012.

 

Os aumentos nos horários dos professores e no número de alunos por turma, a revisão curricular e os mega-agrupamentos institucionalizaram um inaudito desrespeito pela profissionalidade dos professores e exigem um qualquer ponto final. O sistema escolar atingiu um rol tal de brutais injustiças, perpetradas na última década, que a coisa já só vai lá com um reset.

 



publicado por paulo prudêncio às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fenprof anuncia uma queixa contra Nuno Crato na Procuradoria-Geral da República por causa do desrespeito pelo lei negocial. Para além das questões referidas na notícia, ficam por esgrimir os cortes a eito verificados no ano passado e que se mantém intocáveis. Se já até o SE Rosalino anuncia que  se pode equacionar a passagem dos horários das administrações públicas novamente para as 35 horas passado o estado de emergência, espera-se que os aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores regressem a um estado de alguma sanidade. Numa primeira fase, cada escola ou agrupamento poderá adaptar-se aos recursos que tem para paulatinamente recuperar a prevalência do ensino. É bom que se sublinhe que não existe neste regresso aumento de despesa (preferia usar investimento, mas enfim) e que se entenda de uma vez por todas que a mobilidade especial em curso representa uma migalhinha orçamental e um prejuízo relacional incalculável.

 

A contagem ao minuto dos horários dos professores é uma tortuosidade mirabolante só possível na mente de quem não tem sala de aula ou horror a esse espaço. Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

 

Se numa escola, e Nuno Crato não se cansa de propalar uma qualquer autonomia neste assunto, a opção for por 45 minutos um professor com direito a leccionar 18 tempos lectivos, por exemplo, lecciona 20. Se a escola optar por aulas de 50 minutos lecciona 18 tempos lectivos mas a maioria das disciplinas perdem horas curriculares. Este absurdo, de condicionar, por exemplo, que uma disciplina seja leccionada em 4 tempos lectivos (no caso dos 45) ou 3 (no caso das 50) é uma espécie de chantagem que caracteriza de forma lapidar o estado a que chegaram estas variáveis fundamentais da gestão escolar e que tem apenas uma resultado: a maioria dos professores lecciona mais uma turma, o que para os mentores da coisa é desprezível e sem qualquer relação com a qualidade do ensino.

 

 

 



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Sábado, 13.07.13

 

 

 

 

 

 

Sempre se percebeu que até à publicação do novo DOAL (documento de organização do ano lectivo) alguma água correria debaixo das pontes. A Fenprof e a FNE acusam o MEC de não ter cumprido alguns compromissos registados em acta e que foram prontamente divulgados pelos dirigentes sindicais, nomeadamente o novo conceito de serviço lectivo que deixava de se aplicar apenas aos professores com horário zero. Pelo que se pode ler, e nomeadamente para os professores que leccionam no primeiro ciclo, o MEC não cumpriu. Os sindicatos têm a obrigação de esclarecer rapidamente o assunto uma vez que está causa um aspecto importante do acordo alcançado.


Este processo tem detalhes sórdidos. Foi a acusação de que o ministro Crato mentia sobre o conteúdo das negociações e agora estamos perante algo igualmente grave. Como o Paulo Guinote relata aqui, conversámos diversas vezes sobre estas possibilidades. Veremos como se desenvolve esta saga com um Governo que já deu provas das maiores trapalhadas e inverdades.

 



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Segunda-feira, 24.06.13

 

 

 

 

Fiz há uns tempos um post sobre uma entrevista na TSF do SE Hélder Rosalino com a seguinte conclusão: "(...)Rosalino disse que é o decisor primeiro da vida profissional de milhares de funcionários públicos e está em roda livre. Rosalino é um ultraliberal e até é das acusações mais brandas que se repetem. Compreendo-as melhor agora. O que mais me impressionou na entrevista foi o entusiasmo com que disse: "gosto de gerir pessoas"; algo que qualquer "gestor de pessoas" da France Telecom não desdenharia.(...)"

 

Hoje é um dia fundamental na mesa de negociações entre Governo e sindicatos de professores. Vamos entrar na terceira semana de greve, mas nada faz demover o ultraliberal Rosalino. Hoje deu sinal de vida e fez uns avisos em forma de dissertação. É mais um sabe tudo, um tudólogo.

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 20.06.13

 

 

 

Da mobilidade especial às 40 semanais na Educação

 

 

Um texto com argumentos muito precisos e pertinentes sobre os dois assuntos.

 



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Terça-feira, 21.05.13

 

 

 

Novamente o horário de trabalho dos professores






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Segunda-feira, 16.07.12

 

 

 

O ad duo disponibiliza um simulador da graduação profissional.



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Quinta-feira, 12.07.12

 

 

Em 22 de Junho de 2012 escrevi assim: "(...)Com o valor da palavra no estado lamentável que sabemos, alguém pode confiar numa declaração de um ministro? Custa escrever isto mas é assim. É bem possível que não se saiba quantos professores vão ser contratados no próximo ano lectivo, mas o conjunto de despachos do MEC é inequívoco: existirão cortes brutais no número de professores. Para além disso, adivinha-se uma série de horários zero nos professores do quadro. E a questão que se coloca é óbvia: e no ano lectivo seguinte? A polémica fica mais acesa por causa das opções do actual MEC nos achamentos da estrutura curricular, nas alterações à componente lectiva dos professores, no número de alunos por turma e nas agregações de escolas.(...)"

 

Linkei esta notícia em que Nuno Crato também dizia que o Estado de direito não despedirá professores do quadro e que nenhum professor nessa condição irá para o quadro de mobilidade. Alguém confia? Voltei agora à notícia e o ministro também diz: "(...)Não temos sequer 25.000 horários de professores contratados, portanto não é possível fazer esse despedimento", afiançou, em resposta à oposição.(...)". Uns dias depois soube-se que eram 35.000.



publicado por paulo prudêncio às 23:42 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 29.05.12

 

 

 

Ministro afirma não saber quantos professores vão ficar de fora em 2012/13

 

"O ministro da Educação, Nuno Crato, afirmou hoje que não faz ideia de quantos professores contratados ficarão fora do ensino no próximo ano letivo, indicando como "fantasiosos" os receios de que sejam "dezenas de milhares". (...) "Não sei responder. Preciso de saber os horários que vêm das escolas e o número de alunos que se matricula", indicou.

(...)Quanto aos professores do quadro que serão postos em mobilidade especial por falta de horários, Nuno Crato afirmou que o objetivo do governo é que "nenhum" fique nessa situação.

(...)Nuno Crato afirmou que, nesta ou na próxima semana, estarão prontos os despachos da revisão curricular e de organização do próximo ano letivo, "perfeitamente a tempo" de as escolas o usarem.(...)"

 

É impressionante como se fazem estas afirmações, mesmo que verdadeiras.

 

Uma qualidade que um ministro não deve esquecer é colocar-se no lugar dos que são atingidos com as suas decisões. Desconheço as implicações troikanas, mas era minimamente avisado parar com tudo isto (mega-agrupamentos, estrutura curricular e por aí fora) e concluir o processo (como Kafka é intemporal) entre Outubro e Dezembro de 2012.

 

Pode ver a versão vídeo (menos de 5 minutos), encontrado neste post do Paulo Guinote.

 



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Terça-feira, 13.09.11

 

 

 

As notícias são contraditórias: há alunos que anularam as matrículas nas escolas privadas e aumentou o número de professores sem serviço lectivo nas escolas do estado. A estranha incoerência tem explicação. A fuga às escolas privadas é simples: tem uma vertente económica. Em tempo de crise não há dinheiro para propinas. O aumento do número de professores sem serviço tem outra explicação. Não é porque se tenha reduzido a carga horária dos alunos, embora num ou noutro grupo disciplinar haja menos serviço lectivo decorrente das últimas alterações curriculares.

 

O facto é que desde de 2003 que aumentou significativamente o número de escolas cooperativas (onde é o estado que paga). Muitas dessas escolas foram construídas à revelia de lei, em clima de excesso de oferta e na pior lógica das PPP´s. Grande parte das turmas que as frequentam tinham lugar nas escolas do estado e originam os horários zero de professores com mais de 20 anos de serviço e a impossibilidade de se renovarem milhares de contratos. O estado duplica a despesa e a situação tornou-se insustentável.

 

Há muitos concelhos onde o poder municipal, associado a outros stakeholders, se comprometeu com esta situação. Usam as possibilidades que a lei lhes oferece (agrupamentos de escolas, transportes escolares e novo modelo de gestão) para enfraquecerem a imagem das escolas do estado e garantirem a sobrevivência das escolas cooperativas. Se fosse possível estudar, nesses concelhos, a degradação da imagem das escolas do estado junto das comunidades nos últimos 7 a 8 anos, as conclusões seriam concludentes no sentido que acabei de enunciar.

 

(1ª edição em 25 de Agosto de 2011;

a data da 1ª publicação é significativa; para que conste) 



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Terça-feira, 29.03.11

 

 

Com a publicação do despacho sobre a organização das escolas acentua-se a centralização na gestão de recursos humanos. As escolas portuguesas são cada vez mais um front office do ME. A redução de adjuntos da direcção e a eliminação das horas da componente lectiva destinadas às assessorias associada aos agrupamentos de escolas é um teste à capacidade de indignação de quem exerce funções de direcção.

 

Da leitura do despacho fica a certeza que o desemprego de professores em Setembro será acentuado e que o número de horários zero será significativo.

 

Importa sublinhar alguns aspectos:

 

A actividade de apoio aos alunos transfere-se para a componente não lectiva;

 

A actividade de coordenação dos departamentos curriculares transfere-se para a componente não lectiva;

 

As horas lectivas destinadas às assessorias da direcção desaparecem;

 

O plano tecnológico da escola vê o crédito de horas lectivas reduzido a zero.

 



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Segunda-feira, 28.03.11

 

 

 

 

A organização do próximo ano lectivo foi despachada pelo ME. Requer uma leitura atenta e o blogue Ad Duo faz uma análise que vale a pena ler.



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Terça-feira, 22.03.11

 

 

Dizia-me uma colega que esteve no Campo Pequeno na última manifestação de professores: senti-me ridícula. Já não suporto aquelas coreografias que mais parecem das claques de futebol e que são orientadas por profissionais das manifestações. Há tempos até umas vuvuzelas foram utilizadas. Estava cheia de vontade de sair dali.

 

Quando se monta um manifestódromo em frente ao ME espera-se o quê? A chacota social? Mesmo que se tenha toda a razão, como é o caso, este tipo de manifestações podem descrediblizar os argumentos perante a opinião pública e tornar banal uma coisa séria. Dá ideia que a tentativa de mostrar muita indignação através de ruído ensurdecedor é uma forma de aliviar a má consciência dos entendimentos e dos acordos.

 

Fenprof inaugura "manifestódromo" à porta do Ministério

 

 



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Quinta-feira, 28.10.10

 

 

Os editores do blogue Uma aventura sinistra (os mesmos do inesquecível sinistra ministra) questionam o assunto:

 

 

"É justa a queixa que se ouve mas ainda são pouco consequentes as acções que ela desencadeia. É preciso que os professores e educadores reajam em defesa do seu horário: é também uma questão de profissionalismo. É preciso que cada vez mais docentes passem do queixume nas conversas privadas, do moer de insatisfações perante a sobrecarga semanal, para a pressão que ajude a corrigir e inverter o insano caminho de sobrecarga que foi opção política de fundo na área da Educação.
As horas dos CT de Turma Intercalares não são reuniões de carácter ocasional. Posto isto, estas integram-se na componente não lectiva de estabelecimento nos termos previstos da alínea c) do nº3 do artigo 82º do ECD. Deste modo, há dois caminhos: ou pede-se a dispensa da componente não lectiva de estabelecimento ou solicita-se o pagamento de horas extraordinárias, visto que foram prestadas para além do horário normal de trabalho".

 



publicado por paulo prudêncio às 10:09 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 16.10.10

 

 

Será que a DGRHE manipula os horários dos professores? Então leia esta entrada no blogue do Arlindo Ferreira.



publicado por paulo prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 02.09.10

 

 

Perguntam-me pela abertura do ano escolar no Agrupamento de Santo Onofre. Ao fim dos dois primeiros dias, constata-se que a acção de terraplenagem às componentes de gestão que fizeram da Escola Básica Integrada de Santo Onofre um exemplo de excelência acelerou-se vertiginosamente.

 

Estive numa reunião geral de professores (quem ocupa as funções de director encontra-se ainda em gozo de férias) e no final ia registando os desabafos: indizível, inqualificável, nunca vi nada assim, bateu no fundo e por aí adiante.

 

O elenco das desgraças que assolaram a escola sede não tem fim e tenho-as relatado. Tenho uma leve noção do que se passa com as restantes escolas e jardins de infância do agrupamento.

 

O tema do momento são os horários escolares, naturalmente. Pela primeira vez, e ao fim de muitos anos, a sua divulgação não aconteceu nesta altura. Consta-se, porque não existe qualquer documento público que o refira, que se alteraram as variáveis que elevavam os horários das turmas de Santo Onofre aos melhores exemplos que se conhecem. Com o decorrer dos dias, darei conta de outros detalhes que ajudem a compreender o grau de irresponsabilidade pedagógica e profissional que por ali se verifica e que continua a ser comprovado.



publicado por paulo prudêncio às 12:36 | link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Quinta-feira, 15.04.10

 

 

 

Custe o que custar, ou seja, com a possibilidade de se remeter o que vou escrever a seguir para o domínio da subjectividade por parte dos que advogam em sentido contrário, temos de concluir: estamos numa fase alta das consequências da ofensiva pública do anterior governo contra os professores portugueses. A questão do momento tem uma simples formulação e uma difícil solução: quanto tempo vai demorar a reerguer a escola pública?

 

Ninguém sabe quantos anos vão ser necessários, mas todos percebem que é crucial um reset em alguns diplomas (e não basta ficar quieto porque os efeitos vão em bola de neve): estatutos (professores e alunos), avaliação dos professores, gestão escolar, escola-armazém, horários dos professores, excesso de burocracia (programas de avaliação externa que visem, exclusivamente e apenas, esse objectivo) e organização curricular.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:00 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quinta-feira, 25.02.10

 

 

 

 

Foi daqui

 

Alguém foi obrigado a assinar um acordo apressado e apenas com base em questões financeiras? Às tantas foi.

Falta muita escola e muita sala de aula, disso ninguém duvide. O conjunto de ideias que pode derrubar o inferno de invenções técnico-pedagógicas que asfixia o ensino não está representado na mesa de negociação. Agora começa o jogo do empurra. Tal como em 2008, pode acabar muito mal.

 

 

Fenprof: Isabel Alçada deve uma explicação aos docentes

 

"A Federação Nacional de Professores poderá requerer uma negociação suplementar do projecto de diploma sobre o Estatuto da Carreira Docente. No final de mais uma ronda de negociações, a Fenprof indicou ontem à noite que "há dois aspectos que continuam marcados por uma profunda diferença" nas posições defendidas pelo Ministério da Educação (ME) e pelos sindicatos, nomeadamente no que respeita aos horários dos professores.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 19:00 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22.02.10

 

 

Recebi a seguinte informação via email e de fonte que considero segura:

 

 

"Professor associado no SPRC ganha processo interposto pelo Gabinete Jurídico do Sindicato.


Horas de reunião serão pagas como serviço docente extraordinário.


A luta pela consagração de horários de trabalho justos e adequados ao seu fim tem sido difícil e para ser bem sucedida tem de contar com o envolvimento dos professores.

Esse envolvimento, para o qual a FENPROF tem preparado poderosos instrumentos legais, implica que cada um de nós, na sua situação, recorra aos meios jurídicos e judiciais postos à disposição e os use. Muitas vezes há algum pudor em o fazer, pois os professores receiam que os órgãos de gestão interpretem as acções interpostas em tribunal pelos docentes como sendo contra estes e não contra o próprio sistema instalado que menospreza o seu papel pedagógico e os considera meramente instrumentais dos objectivos do sistema educativo. O resultado é quase sempre uma enorme sobrecarga de trabalho que contribui, como é óbvio, negativamente para a qualidade do ensino e das aprendizagens.

Há, contudo, quem se recuse a pactuar com esta situação e force decisões adequadas para o problema. É o caso de um docente que obteve agora de um Tribunal Administrativo e Fiscal uma decisão preciosa para o professor em causa, mas principalmente para a luta geral dos professores portugueses.

Assim, o referido TAF manda pagar horas extraordinárias, correspondentes a tempos de reunião de CEF previstos no Despacho Conjunto n.º 453/2004 como equiparados a tempos lectivos e que a escola havia inscrito na componente não lectiva no horário do referido professor. Como é claro, este acórdão é de relevante interesse sindical e vem comprovar a justeza das críticas e dos argumentos aduzidos pelo SPRC e pela FENPROF sobre esta matéria.

Esta é, pois, uma decisão marcante do prosseguimento da acção e da luta dos professores e que deve ser um exemplo para todos os docentes que, caídos na incredulidade das posições sindicais, têm-se deixado espezinhar e assoberbar com trabalho muito para lá do razoável e do possível.

Esta é mais uma vitória de quem defende que a escola pública tem de ter as melhores condições de trabalho, para poder prestar o melhor serviço e de quem defende que os docentes devem ter as melhores condições de exercício da sua profissão, tendo em conta a enorme responsabilidade que é justamente atribuída à sua profissão.

Esta é uma vitória no momento certo e quando a comissão negociadora da FENPROF foi, recentemente, confrontada pelo Ministério da Educação com a recusa em proceder a alterações nos horários de trabalho que constituam agravamento da despesa do Estado. Aquilo a que, normalmente, chamam dificuldades orçamentais. Dificuldades orçamentais que existem para pagar como deve ser aos trabalhadores, mas que não existem para desencadear operações financeiras de controlo da comunicação social ou para alienar o património público de ensino, ou para fazer contratos milionários com gabinetes de arquitectura ou consórcios de advogados para consultadoria e assessoria jurídica."

É urgente o prosseguimento da intervenção dos professores e educadores em defesa do seu horário de trabalho.



publicado por paulo prudêncio às 20:20 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 20.01.10

 

 

 

 

Depois da assinatura de um acordo financeiro que pode ser quase desprezível por via do congelamento dos aumentos salariais e das progressões na carreira (aspecto que isenta os quadros da função pública que são escolhidos com critérios políticos), os sindicatos de professores e o governo recomeçam a negociar. É elementar que as matérias que abalaram significativamente o poder democrático das escolas, e a imagem social dos professores, sejam alvo de incisivas alterações.

 

 

Mário Nogueira convicto de que haverá alterações ao horário dos professores

 

 
"O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, manifestou hoje a convicção de que o Governo irá alterar o regime horário dos docentes, uma medida que está a ser debatida entre os sindicatos e o Ministério da Educação.(...)"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

 

 

Foi daqui

 

Os sindicatos dos professores e o governo voltam à "mesa de negociação" para tratar dos horários. Depois do fim da injusta divisão funcional da carreira, os horários são mais uma matéria em que o governo ps cavalgou um conjunto de determinações que visavam a destruição do poder democrático da escola e a desvalorização da profissão docente. Há muitas matérias ainda para discutir, nomeadamente uma imperativa revolução no tratamento da informação, como a que pode ler aqui no blogue de Paulo Guinote ou aqui no blogue de Ramiro Marques.

 

 

Sindicatos e Governo reúnem hoje para discutir horários dos professores

 

"O Ministério da Educação e os sindicatos reúnem-se hoje para discutir os horários dos professores, uma das matérias do Estatuto da Carreira Docente não alterada no acordo de princípios assinado no dia 8 deste mês.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 19.01.10

 

 

Foi daqui

 

FNE debate sobrecarga dos horários dos professores

 

"A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) realiza hoje um seminário no qual vai debater a sobrecarga de horário dos professores, uma das principais preocupações do sector, disse à Lusa o dirigente sindical João Dias da Silva.(...)"

 



publicado por paulo prudêncio às 20:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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