Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 05.05.17

 

 

   

A pessoas estão mais optimistas com este Governo, mas mantêm-se - e acentuam-se com o tempo "inamovível" - as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.

É a 5ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016, a 3ª de 20 de Novembro de 2016 e a 4ª de 26 de Janeiro de 2017. Repito o post enquanto se justificar, não esquecendo as intervenções positivas em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira (um histórico com marcas profundas), mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

32415122001_0a0b136b8d

  Faces, Picasso



publicado por paulo prudêncio às 15:11 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 26.01.17

 

 

 

O ambiente no país melhorou com o novo Governo, mas é inquestionável, e com todo o realismo, que se mantêm as componentes críticas da vida profissional de milhares de professores. Temos o dever de o sublinhar. E nem todas têm implicações financeiras; algumas melhoravam a capacidade volitiva, atenuavam o burnout e reduziam a despesa.

É a 4ª edição desta curta radiografia. A 1ª é de 5 de Novembro de 2015, a 2ª de 10 de Junho de 2016 e a 3ª de 20 de Novembro de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar, sem esquecer boas intervenções em variáveis importantes (por exemplo: concursos BCE, prova de acesso e rede escolar).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais e da aposentação retardada. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

 

632de4ff531e7f964e6bbf1da02900b9

 

 Faces, Picasso



publicado por paulo prudêncio às 16:40 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Segunda-feira, 05.12.16

 

 

 

O DN diz que o "Ministério queria injetar sangue novo nas escolas, mas não tem como fazê-lo" por questões financeiras. É um assunto discutível e com muitas variáveis. Repito o que tenho escrito: há uma legião de professores em burnout. Basta olhar para os números (mais de 40% dos professores tem mais de 50 anos de idade) e conhecer horários e a generalidade das burocracias. Pelos vistos, nada vai acontecer brevemente. Há, desde logo, inutilidades horárias e burocracia cuja eliminação reduzia a despesa.

Captura de Tela 2016-12-05 às 16.45.25



publicado por paulo prudêncio às 16:45 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 20.11.16

 

 

É a 3ª edição desta curta radiografia. É um facto que o ambiente no país está desanuviado, mas também é inquestionável que nada mudou no essencial na vida profissional de milhares de professores. A 1ª edição foi em 5 de Novembro de 2015 e a 2ª em 10 de Junho de 2016. Vou repetindo o post enquanto se justificar e apesar da eliminação de algumas variáveis importantes que não constavam do exame (por exemplo: concursos BCE e prova de acesso).

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".

 

images

 



publicado por paulo prudêncio às 18:16 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 23.07.16

 

 

 1ª edição em 5 de Novembro de 2015.

 

 

Há uma legião de professores contratados sujeita a um inimaginável processo de desprezo profissional. O desinvestimento na escola foi brutal também nos seus profissionais. E os professores do quadro? Estão há anos com a carreira congelada, para além, obviamente, dos cortes transversais. As imagens alojam-se e inscrevem os acontecimentos mais significativos: anos a fio com a avaliação do desempenho kafkiana (salva-se a inutilidade), divisões na carreira, mais turmas com mais alunos em horários ao minuto, inutilidades horárias, hiperburocracia, espectro de horário zero e megagrupamentos com um modelo de gestão "impensado" que transportou a partidocracia para dentro das escolas. É natural que o sentimento de "fuga" se afirme com tantos murros na dignidade. Importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores e o "tudo está mal na escola pública".



publicado por paulo prudêncio às 18:21 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 25.07.15

 

 

 

Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma injusta e brutal requalificação rosalina e mais uns 10 mil ficariam sem contrato. Ou seja, aos 30 mil eliminados que refere o chefe do Governo acrescentaríamos 20 mil.

 

É bom que se sublinhe, e nesta altura mais ainda, que as lutas valem a pena. Está em vigor um despacho de crédito de horas que disfarça os cortes a eito dos além da troika: alunos por turma, cortes curriculares, horários dos professores e mega-agrupamentos. E já se sabe: se estes cortes a eito se mantiverem, basta que um Governo elimine o referido despacho para que a tragédia se acentue.

 

16981063_YoZt6.jpeg

 



publicado por paulo prudêncio às 10:43 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"

 

O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".

 

Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.

 

Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.



publicado por paulo prudêncio às 14:51 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 08.04.15

 

  

 

Nuno Crato revelou toda a impreparação em Maio de 2013. Daí para cá tem sido ainda mais penoso, uma vez que a demisão lhe está vedada e os "equívocos" sucedem-se. Dois anos depois, sabe-se que o seu MEC acrescenta o eduquês hiperburocrático, que tanto criticava, vezes dois: dezenas de objectivos, centenas de descritores e milhares de metas para o português, com a sublime contagem de 40 palavras lidas por minuto no 1º ciclo. Vale a pena ler a "Educação afunda-se com Nuno Crato no convés", em mais uma lúcida e demolidora crónica de Santana Castilho.

 

Recordemos um pico do plano que de inclinado passou a vertical.

 

 

 

 

O Público de 22 de Maio de 2013 retratou bem, com a seta para baixo, a condição de Nuno Crato.

 

Maria de Lurdes Rodrigues iniciou o exercício ministerial com um corte na redução da componente lectiva dos professores. Conseguiu uma rápida eliminação de mais de dez mil docentes e transformou-se numa "estrela financeira" por ser a única governante que conseguia cortar nas pessoas. Os professores foram colocados na linha da frente da enésima "reforma" da administração pública e animaram o ciúme social tão caro a quem espera por votos. Desenvolveram uma luta isolada e só não conseguiram mais vitórias porque foram traídos pelos seus sindicatos e pelos partidos políticos da actual maioria.

 

Nuno Crato já é uma "estrela financeira". Executou um despedimento colectivo de cerca de quinze mil professores e empurrou mais uns milhares para reformas com forte penalização. Aumentou os alunos por turma e os horários dos professores. É também o governante mais "premiado" no corte de pessoas. Vai à frente e bem isolado. Torna insuportável o exercício dos professores com mais idade e ameaça o grupo profissional com uma mobilidade especial intolerável que se alarga a toda a função pública. Mais uma vez a "festa" da luta começou com os professores e com os seus sindicatos. Os outros grupos profissionais, a maioria com menos voz, esperam pelos resultados. Os professores esperam que os seus sindicatos não os voltem a trair e que quem aspira a governar diga ao que vem e sem mentir.

 

 

Este post é de 22 de Maio de 2013.

Acrescentei-lhe os caracteres que estão acima da imagem.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:49 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Terça-feira, 20.05.14

 

 

 

 

 

Bem sei que "o que é irrefutável é falso" (Karl Popper), mas há números que traduzem asserções irrefutáveis. Sabe-se que "mais de 70% dos portugueses que trabalham por conta própria têm apenas o ensino básico" e que apesar dos progressos assinaláveis das últimas décadas estamos novamente em plano inclinado.

 

O aumento do número de alunos por turma, os cortes curriculares, o aumento nos horários dos professores e a constante terraplenagem da cultura organizacional das escolas públicas são um sinal evidente de que as nossas "elites" cansaram-se depressa de investir no sistema escolar e não encontramos nos partidos que aspiram a governar qualquer referência objectiva às variáveis enunciadas. E não adianta argumentaram com a falta de alunos. Os fenómenos recentes de quebra de natalidade e de alteração dos fluxos migratórios sentir-se-ão, e se nada for feito, apenas daqui por uns anos. Os alunos que abandonam a escolaridade sem o secundário completo nasceram no século passado.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:38 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 07.04.14

 

 

 

Crato diz que a autonomia das escolas teve progressos notáveis ao nível da organização de horários e de currículos. Crato está a referir-se a quê?

 

O que se alterou significativamente no seu exercício foi o aumento do número de alunos por turma, o aumento da componente lectiva dos professores e os cortes curriculares. Tudo decidido centralmente e de forma igual para todas as escolas. Aliás, os horários dos professores, os currículos e a composição das turmas obedeceram a um inédito centralismo burocrático (feito de forma digital) de autorizações.

 

O MEC permite que as aulas se organizem em 45 ou 50 minutos o que criou uma contabilidade horária ao minuto que é perversa e controlada centralmente. Mais uma vez. Querem ver que Crato se está a referir ao facto de, por exemplo, a aula de segunda-feira às 08h30 não ser da mesma disciplina em todas as escolas como se calhar imaginou no seu devaneio centralista? Não é essa aula nem as outras. E já era assim em 1950, 1960, 1970, 1980, 1990, 2000, 2010 e será em 2020.

 

Estes governantes deviam ser responsabilizados por estas afirmações. Parece que Portas disse que as pessoas que ficaram sem RSI tinham 100 mil euros na conta. Ao que se sabe, menos de 10 pessoas estavam nessa condição e 85 mil ficaram sem RSI. Esta tirada de Crato tem o mesmo rigor.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:44 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 19.09.13

 

 

 

 

 

As causas imediatas deste problema estão identificadas: os cortes a eito armazenaram alunos, a contabilidade dos tempos lectivos incluiu, em regra, mais uma turma nos horários dos professores e os docentes sem componente lectiva andam a ocupar tempos noutros ciclos para que se eliminem do sistema os professores contratados.

 

Basta pensar num grupo disciplinar do secundário com 10 professores e 4 tempos curriculares semanais de 45 minutos: uma turma a mais em cada professor elimina dois horários e seis a oito alunos a mais em cada turma eliminam duas a três turmas em cada dez. É empobrecer e desistir. O holandês que chefia o eurogrupo, e que promove estes cortes a eito (e depois o nosso Governo traduz como delapidação da escola pública), é dum país que instituiu a fuga aos impostos sediando as sedes fiscais de inúmeras empresas europeias. Mas quanto a esse saque nem uma palha se move.

 

Uma série de organizações dos encarregados de Educação e dos sindicatos de professores acordaram para a realidade que faz com que os professores do ensino secundário e do 3º ciclo leccionam as AEC´s no 1º ciclo. O problema não é novo e há anos que testemunho a desorientação de uma boa parte dos professores que são colocados nessas circunstâncias.

 

Podíamos ir mais longe e encontrar causas no modelo de gestão escolar inspirado num qualquer marciano. Foi aí que começou o imperativo dos cortes a eito desenhado por quem tem horror às salas de aula e desprezo pela profissionalidade dos professores. É inadmissível que os professores com mais tempo de serviço tenham mais turmas, e ainda por cima com alunos armazenados, e que os seus colegas sejam colocados nesta situação.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 12.09.13

 

 

 

 

 

A defesa da escola pública requer três objectivos imediatos  (e não em Junho de 2014, embora de aplicação no próximo ano lectivo): redução do número de alunos por turma, alteração da carga lectiva dos alunos principalmente na relação com o primeiro objectivo e horários dos professores. Em relação à última meta, dito assim para usar linguagem cratiana, é fundamental que se estabeleça que não pode existir qualquer sobrecarga da componente lectiva derivada do facto de uma aula ser de 45 ou de 50 minutos. Não há estudo empírico no mundo conhecido que prove o contrário do que afirmei. É evidente que a agregação de escolas e a relação público-privado são matérias incontornáveis na defesa desse valor absoluto das democracias: a escola pública.

 

 

Recordo um post que escrevi em 5 de Junho de 2013 (Nuno Crato revelou-se mesmo, s é que ainda era preciso).

 

 

"Uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", disse ontem Nuno Crato numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma. Nuno Crato disse que concorda com o especialista norteamericano (é mesmo um hanushekiano) que andou por aí noutro dia a apregoar o mesmo e revelou-se mais uma pessoa que nos deixa dúvidas quanto ao juízo ou ao conhecimento sobre uma escola do não superior. Temos de concordar: os professores portugueses têm azar com a sucessão de ministros. Nuno Crato afirmou a sua tese e nem sequer se escudou na troika; nesta variável está, também, para além dela.

 

William Golding, prémio Nobel da literatura em 1983 e professor no 1º ciclo durante 30 anos, foi taxativo numa entrevista à RTP2" Com 30 alunos não há método de ensino que resulte, mas com 10 alunos todos os métodos podem ser eficazes". Essa entrevista descansou-me muito. Tinha leccionado cerca de 10 turmas do ensino secundário, cada uma com mais de 30 alunos, e estava preocupado com a profissão que tinha escolhido e com a minha memória. Já íamos em Maio e nem o nome dos alunos todos conhecia. Numa sociedade ausente como a nossa, e mais ainda nos tempos que correm, a relação entre os professores e os alunos atenua muito a taxa de abandono escolar para além de ser um indicador da qualidade do ensino. Nunca imaginei que 30 anos depois ouviria o ministro da Educação do meu país, qual Taliban, a defender uma coisa destas com a máxima convicção. Que tempos, realmente.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:32 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 01.08.13

 

 

 

Basta ver um jornal televisivo para chocar com coisas assim. Esperemos pelos relatórios com os números de 2013 e constataremos a queda vertiginosa do nosso sistema escolar em todos os indicadores.

Estamos a empobrecer de forma acelerada, mas os interesses encostados ao Estado até se babam com o que vai acontecendo e com o destino que querem dar ao próximo quadro comunitário. Vamos a caminho do terceiro mundo, o salve-se quem puder acentua-se e ninguém se sentirá a salvo a não ser a malta da oligarquia. Normalmente, estes estados têm um fim trágico.


É uma imagem. Não é um vídeo.



publicado por paulo prudêncio às 13:26 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 31.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

Será que estes milhares de professores não têm direito a descansar e a recarregar baterias? Não é só a tradicional bagunça organizacional dos finais de ano lectivo acrescentada das PPP´s da rede escolar, são, como sempre se disse, os cortes a eito verificados no verão de 2012.

 

Os aumentos nos horários dos professores e no número de alunos por turma, a revisão curricular e os mega-agrupamentos institucionalizaram um inaudito desrespeito pela profissionalidade dos professores e exigem um qualquer ponto final. O sistema escolar atingiu um rol tal de brutais injustiças, perpetradas na última década, que a coisa já só vai lá com um reset.

 



publicado por paulo prudêncio às 21:27 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 26.07.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Fenprof anuncia uma queixa contra Nuno Crato na Procuradoria-Geral da República por causa do desrespeito pelo lei negocial. Para além das questões referidas na notícia, ficam por esgrimir os cortes a eito verificados no ano passado e que se mantém intocáveis. Se já até o SE Rosalino anuncia que  se pode equacionar a passagem dos horários das administrações públicas novamente para as 35 horas passado o estado de emergência, espera-se que os aumentos no número de alunos por turma e nos horários dos professores regressem a um estado de alguma sanidade. Numa primeira fase, cada escola ou agrupamento poderá adaptar-se aos recursos que tem para paulatinamente recuperar a prevalência do ensino. É bom que se sublinhe que não existe neste regresso aumento de despesa (preferia usar investimento, mas enfim) e que se entenda de uma vez por todas que a mobilidade especial em curso representa uma migalhinha orçamental e um prejuízo relacional incalculável.

 

A contagem ao minuto dos horários dos professores é uma tortuosidade mirabolante só possível na mente de quem não tem sala de aula ou horror a esse espaço. Haverá alguém que consiga explicar a diferença entre uma aula de 45 e uma de 50 minutos?

 

Se numa escola, e Nuno Crato não se cansa de propalar uma qualquer autonomia neste assunto, a opção for por 45 minutos um professor com direito a leccionar 18 tempos lectivos, por exemplo, lecciona 20. Se a escola optar por aulas de 50 minutos lecciona 18 tempos lectivos mas a maioria das disciplinas perdem horas curriculares. Este absurdo, de condicionar, por exemplo, que uma disciplina seja leccionada em 4 tempos lectivos (no caso dos 45) ou 3 (no caso das 50) é uma espécie de chantagem que caracteriza de forma lapidar o estado a que chegaram estas variáveis fundamentais da gestão escolar e que tem apenas uma resultado: a maioria dos professores lecciona mais uma turma, o que para os mentores da coisa é desprezível e sem qualquer relação com a qualidade do ensino.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:43 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Sábado, 13.07.13

 

 

 

 

 

 

Sempre se percebeu que até à publicação do novo DOAL (documento de organização do ano lectivo) alguma água correria debaixo das pontes. A Fenprof e a FNE acusam o MEC de não ter cumprido alguns compromissos registados em acta e que foram prontamente divulgados pelos dirigentes sindicais, nomeadamente o novo conceito de serviço lectivo que deixava de se aplicar apenas aos professores com horário zero. Pelo que se pode ler, e nomeadamente para os professores que leccionam no primeiro ciclo, o MEC não cumpriu. Os sindicatos têm a obrigação de esclarecer rapidamente o assunto uma vez que está causa um aspecto importante do acordo alcançado.


Este processo tem detalhes sórdidos. Foi a acusação de que o ministro Crato mentia sobre o conteúdo das negociações e agora estamos perante algo igualmente grave. Como o Paulo Guinote relata aqui, conversámos diversas vezes sobre estas possibilidades. Veremos como se desenvolve esta saga com um Governo que já deu provas das maiores trapalhadas e inverdades.

 



publicado por paulo prudêncio às 13:04 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 24.06.13

 

 

 

 

Fiz há uns tempos um post sobre uma entrevista na TSF do SE Hélder Rosalino com a seguinte conclusão: "(...)Rosalino disse que é o decisor primeiro da vida profissional de milhares de funcionários públicos e está em roda livre. Rosalino é um ultraliberal e até é das acusações mais brandas que se repetem. Compreendo-as melhor agora. O que mais me impressionou na entrevista foi o entusiasmo com que disse: "gosto de gerir pessoas"; algo que qualquer "gestor de pessoas" da France Telecom não desdenharia.(...)"

 

Hoje é um dia fundamental na mesa de negociações entre Governo e sindicatos de professores. Vamos entrar na terceira semana de greve, mas nada faz demover o ultraliberal Rosalino. Hoje deu sinal de vida e fez uns avisos em forma de dissertação. É mais um sabe tudo, um tudólogo.

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:14 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 20.06.13

 

 

 

Da mobilidade especial às 40 semanais na Educação

 

 

Um texto com argumentos muito precisos e pertinentes sobre os dois assuntos.

 



publicado por paulo prudêncio às 11:01 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 21.05.13

 

 

 

Novamente o horário de trabalho dos professores






publicado por paulo prudêncio às 09:21 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 16.07.12

 

 

 

O ad duo disponibiliza um simulador da graduação profissional.



publicado por paulo prudêncio às 17:42 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
Nada a agradecer.
O concurso permitirá, ao QE concorrer de novo?Sim,...
Mas não se aprende nada? Já no concurso de profess...
Muito Kafkiano, mesmo.
Teoria conspirativa: futuramente, os docentes serã...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
16 comentários
13 comentários
12 comentários
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676