Em busca do pensamento livre.

Sábado, 18.02.17

 

 

 

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Antero

 



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Domingo, 22.01.17

 

 

 

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Domingo, 15.01.17

 

 

 

Francisco Balsemão tem um pequeno texto, "Democrata, Estadista, Homem de Cultura e Bom Amigo", na revista do Expresso de 14/01/2017:97 dedicada a Mário Soares, com 22 parágrafos. Percebe-se que tem muito para contar e, por isso, torna-se mais significativa a escolha do episódio seguinte: "(...)Raul Rego convidou-nos para um almoço(...)que pareceu permitir a criação, logo ali, de um ambiente de confiança um no outro. Qual não é o meu espanto, quando, três ou quatro dias depois, recebo(...)uma carta, em papel timbrado, "Mário Soares, Advogado, Rua do Ouro", escrita à mão com uma letra parecidíssima com a de Mário Soares, em que praticamente ele me insultava, dizia que o almoço tinha sido uma desgraça,(...)Eu fiquei chocado, peguei no telefone(...): "Mas o que é isto? O almoço correu tão bem e agora você vai-me escrever uma carta insultuosa". E ele respondeu: "Eu não escrevi carta nenhuma, vou já aí falar consigo".(...)A PIDE tinha-nos visto almoçar(...)e forjou uma carta". Estes procedimentos nunca morrem de vez, naturalmente, e as redes sociais não só os ampliam, como os tornam ainda mais possíveis. Como a democracia não é eterna, e continua com limites frágeis, são cada vez mais os que erguem a voz em sua defesa como uma valor inalienável num espaço privilegiado de consolidação: o sistema educativo.

 

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Segunda-feira, 02.01.17

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias e no combate às desigualdades atravessar todas as gerações, a decadência entranha-se; como a história, de resto, já nos explicou.

 

www.cartoonstock.com/cartoonview.asp?catref=cgo0149

 



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Sexta-feira, 30.12.16

 

 

 

"(...)A História distingue-se da Pré-História quando começou a informação escrita. Acho que daqui a 100 anos as pessoas vão olhar para trás e dizer que até ao segundo milénio estávamos na Pré-História. O que sabemos dos gregos é o que Heródoto e mais alguns escreveram. Mas só agora estamos finalmente a registar tudo e vai ser possível compreender muito melhor o presente.(...)"

 

 

Pedro Domingos, Revista do Expresso 

de 13 Agosto de 2016:23

Autor de "The Master Algorithm"



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Sábado, 26.11.16

 

 

 

"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."

 

 

Paul Krugman

New York Times

2 de Setembro de 2009

 

 

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Segunda-feira, 21.11.16

 

 

 

A história da distribuição da riqueza é política. Não se reduz a mecanismos puramente económicos. Lê-se em dois clássicos: a "Riqueza das Nações" de Adam Smith ou "O capital no século XXI" de Thomas Piketti. Sempre foi questionável a noção de que a economia é uma ciência independente da filosofia moral e política. A foto, e a sua história, remete-nos para a complexidade do problema: há sempre uns quantos que aspiram enriquecer à custa do trabalho dos outros e o difícil, e belo, exercício democrático consiste em contrariar a natureza humana. Michael Sandel, em "O que o dinheiro não pode comprar", coloca a questão actual assim: "Quanto mais os mercados invadem esferas não económicas da vida, mais se vêem enredados em questões morais.(...)Se algumas pessoas gostam de ópera e outras de combates de cães ou lutas na lama, precisamos de facto de nos abster de tecer juízos morais e atribuir peso igual a essas preferências no cálculo utilitarista?(...)Quando os mercados corroem normas não mercantis, o economista (ou qualquer outra pessoa) tem de decidir se isso representa uma perda que deveria preocupar-nos.(...)" Daí à importância das redes públicas de escolas, como um valor inquestionável das democracias, vai um pequeno passo. Será, contudo, insuficiente, se permitirmos que os mercados invadam desde cedo a vida escolar.

 

Lewis Hine foi um fotógrafo, um dos primeiros, comprometido com a denúncia das condições de trabalho. A foto (Cotton Mill Girl) é de 1908 e foi seleccionada pela "Time como uma das 100 fotografias mais influentes da história".

 

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Segunda-feira, 22.08.16

 

 

 

 

Impressiona, em acontecimentos recentes, a pressa com que se pretende escrever a história com um revisionismo risível. A eliminação, ou adulteração, da memória tornou-se um hábito. Imagine-se, então, o que poderá acontecer quando tratamos o passado mais longínquo. É muito interessante a entrevista da revista do Expresso (20 de Agosto de 2016) a Sanjay Subrahmanyam - "considerado um dos grandes historiadores indianos e - pasme-se - um especialista sobre a presença portuguesa na Índia(...)" -. A passagem que vai ler (página 54) dá que pensar se a relacionarmos com a quebra no número de jovens historiadores ou com a importância da documentação da memória através da interessante proliferação de meios.

"Um historiador não tem de acreditar na memória, tem de jogar contra ela para ver como é construída, porque muitas vezes a memória é falsa."

 

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Sábado, 13.08.16

 

 

 

 

"(...)A História distingue-se da Pré-História quando começou a haver informação escrita. Acho que daqui a 100 anos as pessoas vão olhar para trás e dizer que até ao segundo milénio estávamos na Pré-História. O que sabemos dos gregos é o que Heródoto e mais alguns escreveram. Mas só agora estamos finalmente a registar tudo e vai ser possível compreender muito melhor o presente.(...)"

 

 

Pedro Domingos, Revista do Expresso

de 13 Agosto de 2016:23

Autor de "The Master Algorithm"

 



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Sexta-feira, 22.07.16

 

 

 

 

"Francofonia" é um bom filme de Aleksandr Sokurov. 1940: as tropas nazis entram em Paris e ficamos a saber o que aconteceu ao Museu do Louvre. É o ponto central do argumento. Os conceitos de "Liberdade, fraternidade e igualdade", "gosto pela arte" e "relação entre arte e guerra" são friamente analisados e ilustrados por imagens de um navio que transporta, e vai perdendo, contentores de arte em tempestuoso alto mar. A ver.

 

 

Título original: Francofonia; De: Aleksandr Sokurov; Com: Louis-Do de LencquesaingBenjamin UtzerathVincent Nemeth; 88 min.

 

1940. As tropas Nazis tomam conta da cidade de Paris (França). Jacques Jaujard (Louis-Do De Lencquesaing), director do Museu do Louvre, e o Comandante Franz Wolff-Metternich (Benjamin Utzerath), chefe da comissão alemã para a protecção das obras de arte em França, vêem-se obrigados a colocar as suas diferenças de parte e aliam-se para preservar os tesouros do museu. Assim, ao mesmo tempo que os exércitos arrasam a cidade, eles fazem o que podem para proteger algumas das mais importantes criações da Humanidade.
Com realização do aclamado realizador Aleksandr Sokurov (“A Arca Russa”, “Pai e Filho”, “Alexandra”, “Fausto”), um filme sobre um período negro da História europeia, onde se reflecte sobre a arte, o poder e a cultura e a importância dos museus na preservação da identidade humana. 

 

 



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Quinta-feira, 07.07.16

 

 

 

Pode ver aqui um vídeo interessante do Expresso sobre Salgueiro Maia.

 

"A história definitiva do homem certo no sítio certo no dia certo. Que falava alto, que cantava desafinado, que não se encolhia, que foi maltratado depois de protagonizar História, que enganou enquanto pôde o que a tristeza lhe tirou na infância e na morte – o direito a ter o que é devido. Um herói português."

 

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Quinta-feira, 09.06.16

 

 

 

O elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência no "1% de ricos" ("que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros"), que elimina a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos", suprime a possibilidade de ascensão e torna-se fatal para a democracia. Já temos história de economia política para comprovar o erro, expressão do próprio FMI, dos últimos trinta anos de neoliberalismo. Nesse sentido, as políticas de austeridade foram uma tragédia em qualquer ponto de vista. E era bom que se percebesse porque é que Marx inauguraria a análise científica do capitalismo, e da sua derrocada, em período de grande exaltação política.

 

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Segunda-feira, 16.05.16

 

 

 

 

Foi com o "país de tanga" de Barroso (2002) que o plano inclinou. Classificou os funcionários públicos (700 mil na administração central) como "culpados pelo despesismo" com os professores (175 mil) na primeira linha.

 

Mais tarde, em 2007, o país apresentava três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%. Os número de funcionários públicos era semelhante a 2002,


Em 2016, os três indicadores dizem: défice de 11%, e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido mais recessão e o ano mais elevado é inferior a dois. A dívida duplicou: 130% do PIB.


E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.


E os tais do "país de tanga"? Ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) que "já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. No mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

Já usei parte deste texto noutro post.

 

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Quarta-feira, 20.04.16

 

 

A crítica ao eurocentrismo anuncia a "criação de uma universidade por semana numa China que olha para a Europa como um futuro museu". E parece que já não é apenas a China que atribui esse destino ao velho continente. 

 

Slavoj Zizek (2014:31), em "Problemas no paraíso", tem uma passagem que ajuda à reflexão: 

 

"(...)Portanto, encontramos, na Coreia do Sul, um desempenho económico de topo mas com um ritmo de trabalho de intensidade frenética; um paraíso de consumo desenfreado mas atravessado pelo inferno da solidão e do desespero; riqueza material abundante mas com a desertificação da paisagem; a imitação de tradições ancestrais mas a maior taxa de suicídio do mundo. Esta ambiguidade radical perturba a imagem da Coreia do Sul como derradeira história de sucesso da actualidade - sucesso, sim, mas que tipo de sucesso?(...)"



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Domingo, 10.04.16

 

 

 

 

São diversos os ângulos do escândalo offshoriano da fuga aos impostos. As nossas "elites" são historicamente viciadas nestas trafulhices que, resumidamente, têm uma finalidade: viver à custa do trabalho dos outros. Foi assim durante três séculos com a escravatura, também com o ouro e as especiarias e até com o colonialismo. Desta vez, a coisa agrava-se nas democracias ocidentais e os "desgraçados" são os pagadores de impostos e as políticas sociais. Na saúde os alarmes soam quando "começam" a morrer pessoas, na justiça há que manter os povos minimamente em ordem e nos sistemas de segurança social o objectivo é impedir que os descontinuados se aglomerem perigosamente. Na Educação até se pode encher salas de aula, passar a vida em "reformas" para entreter o auditório, encerrar ou aglomerar escolas sem critério civilizado que se conheça, manter números vergonhosos de analfabetismo ou aumentar o insucesso escolar em crianças e jovens. O que interessa é que os Dragui´s que controlam o protectorado se satisfaçam com a coluna excel da despesa e tranquilizem os "desorientados" governos que se sucedem.

 

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Terça-feira, 05.04.16

 

 

 

 

Estou a gostar da série "Uma aldeia francesa" que a RTP2 exibe de segunda a sexta por volta das 22h00. Espero manter o interesse. São sessenta episódios e há mais de trinta anos que não sigo uma novela televisiva com mais de três ou quatro. A história inclui-se no período 1940-1945 e retrata a invasão de uma pequena vila francesa pelas tropas nazis. No quinto episódio, alguns franceses já começam a vacilar. Iniciam-se os jogos duplos, as pequenas traições, os infiltrados, os dúbios e toda aquela parafernália que já conhecemos dos momentos de crise e que nem sei se me motiva ver de novo. Ainda por cima estou mesmo a acabar o muito interessante romance de Clara Ferreira Alves (2015:186), o "Pai Nosso", com a seguinte alusão ao "Agente Secreto" de Joseph Conrad: "(...)Havia um livro sobre um homem-bomba, um Professor que anda pelas ruas de Londres gozando o supremo prazer de poder dinamitar o mundo e liquidá-lo num segundo(...)"

 

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Sexta-feira, 01.04.16

 

 

 

 

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Antero Valério



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Quarta-feira, 23.03.16

 

 

 

Mesmo em tempos diferentes, obviamente, penso que o norte-americano Benjamim Franklim voltaria a dizer mais ou menos o seguinte:"uma sociedade que renuncie a uma parte da sua liberdade para ter um pouco mais de segurança, não merece uma nem outra e acabará por perder ambas."

 



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Quinta-feira, 10.03.16

 

 

 

Percebo a ideia, mas alguém comprou em primeira mão para Ingvar Kamprad se vestir e talvez "o senhor tão frugal" não simpatize com a mensagem em título. E depois é o habitual: saiu da Suécia por causa dos impostos, foi "viver para a Suiça e o IKea tem a sede no Luxemburgo, outro paraíso fiscal."

 

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Terça-feira, 08.03.16

 

 

 

Foi comovente ouvir a unanimidade dos jovens adultos emigrados (a maioria contra a vontade) na exaltação da escola pública das últimas décadas (e apesar da descida dos últimos dez anos). Imagina-se a irritação das "elites"; e não só, claro. O "prós e contras" da RTP1 já tem história e o de ontem não foi pioneiro na presença simultânea de Ramalho Eanes e Jorge Sampaio que não se cansaram de sublinhar e reforçar as exaltações referidas. Recordo este post de 18 de Outubro de 2010, também com a presença dos dois ex-Presidentes, em que escrevi assim:

"Quando vejo dois ex-Presidentes elegerem a avaliação de professores como um dos principais exemplos do coma financeiro que atingiu o país, convenço-me que não temos solução. É falência pela certa. Não sei o que Ramalho Eanes e Jorge Sampaio sabem de avaliação de professores, mas sei que a avaliatite situou-se no primeiro lugar das duas ou três causas com que retratam a pré-bancarrota.(...)"

As sociedades seriam bem diferentes se os humanos "perdessem" um minuto a colocarem-se, como na imagem, no lugar do outro antes de sentenciarem o que quer que fosse. Bastavam até duas elementares interrogações: e se fosse ao contrário? E se fossem os outros, por exemplo, a acusarem os ex-Presidentes pelo estado em que estamos?

 

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"08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores" é o título do último livro do Paulo Guinote que li com emoção. Por mais racional que se queira ser na análise de uma obra de inegável importância histórica, é impossível escapar às constantes viagens a um tempo que deixou marcas muito negativas na atmosfera relacional e organizacional das escolas públicas e que levará anos a ultrapassar. Olhando a esta distância, mais se eleva a capacidade de um grupo profissional para resistir a uma confessada guerra em nome das denominadas "Novas Políticas de Gestão Pública" que rapidamente se transformaram, como aconteceu com a tragédia da France Telecom, numa espécie de totalitarismo por via administrativa.

 

Como se imagina, transcrever as passagens mais significativas é uma impossibilidade. Todavia, o Paulo Guinote (2016:61) diz assim: "(...)Em defesa dos professores, durante muito tempo, as vozes seriam escassas e poucos eram os que ousavam sair do alinhamento definido na 5 de Outubro e São Bento; José Gil e Manuel António Pina eram duas notáveis excepções:(...)"

 

E quase a terminar, o Paulo Guinote (2016:321) conclui: "(...)Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que uma massa acrítica e informada de forma enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.(...)"

 

O Paulo Guinote (2016:43) inclui o seguinte post do Correntes"Professores a caminho - Caldas da Rainha, 6 de Março de 2008".

 

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Sábado, 27.02.16

 

 

 

8 de Março e depois - 1



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Domingo, 21.02.16

 

 

 

Com todos os riscos de quem retira do contexto uma qualquer passagem, não resisto a citar Ulrich Beck (2015:22) "Sociedade de risco mundial - em busca da segurança perdida", Lisboa, Edições 70,

 

"(...)o risco constitui o modelo de percepção e de pensamento da dinâmica mobilizadora de uma sociedade, confrontada com a abertura, as inseguranças e os bloqueios de um futuro produzido por ela própria e não determinada pela religião, pela tradição ou pelo poder superior da natureza, mas que também perdeu a fé no poder redentor das utopias.(...)".

 

A perda da "fé no poder redentor das utopias" indicia um risco de decadência se não se circunscrever ao inevitável cinismo com que a maturidade olha para a prevalência do mal. Se a descrença nas utopias, no combate às desigualdades, por exemplo e se quisermos considerar a sua "totalidade" como tal, atravessar todas as gerações, o risco entranha-se nas sociedades e atinge a escala mundial; como a história, de resto, já nos explicou.

 

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Terça-feira, 16.02.16

 

 

 

Foi no "país de tanga" de Barroso (2002) que os funcionários públicos (700 mil na administração central) receberam a classificação "culpados pelo despesismo" com os professores (mais de 175 mil) na primeira linha por serem muitos. Em 2007, e estou à vontade para o recordar, Sócrates apresentava, quase com o mesmo número de professores, três indicadores: dívida de 67% do PIB, défice inferior a 3% (2.8% ou menos em cumprimento das regras europeias) e um crescimento de 2,3 ou 2,4%.

 

Em 2016, os três indicadores dizem o seguinte: o défice chegou aos 11% e só um brutal aumento de impostos conseguiu uma redução que ainda não atingiu o número de 2007, o crescimento tem sido em modo de recessão e no ano mais elevado o resultado é inferior a dois. A dívida duplicou e chegou a 130% do PIB.

 

E o que é que aconteceu aos professores e à escola pública? Um corte a eito de 30 a 40% dos professores (mais de 50 mil) e oito anos sem progressões na carreira. Mais? Nos últimos quatro anos, cada professor teve um corte líquido no salário que em muitos casos chegou aos 400 euros mensais. Encerraram mais de 4000 escolas.

 

Impressionante. Os fundamentalistas do "país da tanga" ligavam-se ao sistema financeiro (nomeadamente garantias ao sector bancário e empresas públicas) "que já consumiu em oito anos" o equivalente a cinco anos sem alunos, professores, e outros profissionais, e escolas. Leu bem: no mínimo, um encerramento absoluto do sistema escolar durante meia década. E os da "tanga" ainda queriam, como na imagem, que os professores tivessem sido uma espécie de rebanho em forma de ram?

 

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Domingo, 14.02.16

 

 

 

 

As condecorações mediatizaram um regresso indignado aos legados de Lurdes Rodrigues e Nuno Crato. Bem sei que a memória é ainda mais curta na democracia mediatizada, mas o apoio incondicional do ainda PR às duas tragédias comprovadas terá uma qualquer relação com o ex-MEC David Justino que iniciou a queda da escola pública.

 

Para quem não se recorda, o exercício de Justino incluiu o primeiro abalo sério na imagem da escola pública com um concurso de professores, interminável por incompetência política, que abriu portas aos desmandos que se seguiram. No auge mediático do processo, apareceu, ladeado por João Rendeiro do BPP, a afirmar que só não contratava pessoas do calibre do investidor em fundos de alto risco para dirigir as escolas "porque não tinha dinheiro para lhes pagar". Numa sociedade com memória, deixava a Educação em paz por umas décadas.

 

Um ano depois foi assessorar Cavaco Silva. Esteve dez anos em funções com o PR e em cooperação estratégica com os legados condecorados. É Presidente de um CNE que ainda recentemente não se entendeu "sobre as provas de aferição das crianças". É triste, mas é assim. Se elencarmos os problemas educativos das nossas crianças, esta coisa de mais ou menos uma prova não aparecerá nas vinte primeiras preocupações mas é "conversa da treta" e não perturba os lóbis da Educação; embora o orçamento do recém privatizado IAVE viva de exames. Justino apresenta hoje no Público uma "obra sua sobre o fontismo" (de 1868 a 1889) que foi um período de muito betão financiado pela banca britânica e que acabou em "colapso financeiro". Nada que um profissional do cavaquismo não entenda em pormenor.

 

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Sexta-feira, 05.02.16

 

 

 

 

A ausência de perspectivas de melhoria da qualidade de vida tem-se revelado fatal para as sociedades democráticas. Ou seja, o elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência nas conhecidas, estudadas e históricas causas das desigualdades tem evidências óbvias que devem ser repetidas à exaustão. Como diz o FMI, temos estado a "espalhar" a riqueza para cima e não para baixo (basta estudar os EUA da década de 90 do século XX - a desregulação da economia - para encontrar causas). E o que mais se teme é que os tais 1% demonstrem "que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros". Para além disso, provou-se que a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos" precisa de quem faça do combate às desigualdades um objectivo primeiro.

 

 

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Quarta-feira, 03.02.16

 

 

 

 

Moçambique festejou a independência (Junho de 1975) e mudei de nacionalidade por naturalidade (e naturalmente) e residência (sem direito a passaporte). Como constava (já em 1976) que os jovens da minha idade seriam enviados para a URSS, RDA ou Cuba para estudos superiores, a fuga como refugiado era a alternativa. Apesar do risco de denúncia, o passaporte português (ilegal, claro) era a única solução.

 

A viagem de Maputo para Lisboa tinha escala em Atenas e Geneve, durou bem mais do que o previsto e aterrou também na Beira (os guerrilheiros que entraram no avião para lerem muito devagar os nomes dos denunciados, que seriam enviados para campos de reeducação, demoraram a sair-me da memória), Dar es Salaam, Nairobi, Kampala e Londres.

 

As peripécias são inesquecíveis, mas fiquemos pelo percurso de madrugada entre Nairobi (Quénia) e Atenas (Grécia) num avião da East African Airlines a desfazer-se: bancos rasgados, barulho ensurdecedor, refeição intragável e humidade insuportável. Muito antes do destino, o avião iniciou uma descida e recebemos o aviso de que íamos aterrar: Entebbe, aeroporto de Kampala (Uganda). A maioria dos passageiros tinha o "estatuto" de refugiado, o Uganda era governado pelo ditador Idi Amin, com fama de antropófago, e uns meses antes tinha ocorrido por ali um raid israelita para resgatar um avião desviado. Temia-se o pior. O edifício do aeroporto era enorme, mas estava literalmente vazio; recordo-me das longas prateleiras sem qualquer objecto. Após horas de impasse, lá embarcámos num voo da British Airwais porque a East African não podia voar em espaço europeu e nós por pouco também não: é que a floresta Zika fica a 20 kms de Kampala.

 

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Terça-feira, 02.02.16

 

 

 

 

Aumentam as desigualdades, os tais 1% vencem a guerra (e confessam; lá isso) em modo proporcional à ganância e isso é irrefutável (e se calhar "compreensível" numa sociedade de mercado quase sem limites morais). Não é isso que mais me impressiona e não é de agora. O que mais me intriga (digamos assim porque não me intriga nada) é o apoio fervoroso que os 1% encontram em grupos numerosos dos 99%; são verdadeiros soldados que votam, discutem e sei lá mais o quê. Normalmente acabam como o soldado da imagem, mas o problema é que costumam acordar demasiado tarde.

 

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"Poucos economistas perceberam a emergência da crise actual, mas essa falha de previsão foi o menor dos problemas. O mais grave foi a cegueira da profissão face à possibilidade de existência de falhas catastróficas numa economia de mercado. O papel da economia perdeu-se porque os economistas, enquanto grupo, se deixaram ofuscar pela beleza e elegância vistosa da matemática. Porque os economistas da verdade caíram de amores pela antiga e idealizada visão de uma economia em que os indivíduos racionais interagem em mercados perfeitos, guiados por equações extravagantes. Infelizmente, esta visão romântica e idílica da economia levou a maioria dos economistas a ignorar que todas as coisas podem correr mal. Cegaram perante as limitações da racionalidade humana, que conduzem frequentemente às bolhas e aos embustes; aos problemas das instituições que funcionam mal; às imperfeições dos mercados - especialmente dos mercados financeiros - que podem fazer com que o sistema de exploração da economia se submeta a curto-circuitos repentinos, imprevisíveis; e aos perigos que surgem quando os reguladores não acreditam na regulação. Perante o problema tão humano das crises e depressões, os economistas precisam abandonar a solução, pura mas errada, de supor que todos são racionais e que os mercados trabalham perfeitamente."

 


Paul Krugman
New York Times
2 de Setembro de 2009



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Quarta-feira, 27.01.16

 

 

 

 
 

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publicado por paulo prudêncio às 19:04 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 24.01.16

 

 

 

Quando falamos de cortes a eito nas pessoas, podíamos acrescentar que é ainda mais grave nas administrações públicas porque há muito que não produzem alfinetes como se leu no exemplo de Adam Smith. São inúmeros os exemplos de multinacionais que entraram em espiral recessiva com os cortes a eito nas pessoas. Nas administrações públicas é ainda pior pois alastra-se à economia.

 

Uma multinacional financia-se nos mercados, procura paraísos fiscais e obedece aos desejos lucrativos dos accionistas. Para isso, tem uma desequilibrada relação entre receitas e despesas que tem que ser favorável à primeira coluna da folha de cálculo: as receitas. Se os lucros baixam, o financiamento exige juros mais elevados e a solução é cortar nas despesas ou aumentar a produção. Em regra, cortar a eito nas pessoas é o que está mais à mão.

 

Se substituir multinacional por administração pública terá um retrato do que se passou em Portugal.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:56 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 11.11.15

 

 

 

Shakespeare estava numa agitação incomum. O meu vizinho, o dono, esclareceu-me: o PAN reivindicou, em pleno momento histórico, alterações na dedução em IRS e o Shakespeare, um pastor alemão, parece que intuiu que vai ter mais biscoitos. É espantoso. Fui ver os partidos que ficaram atrás do PAN e dei com o Livre, Marinho e Pinto, Garcia Pereira e por aí fora. O povo é sábio e, afinal, de extremos a votar. Se a história relatada é, no mínimo, estranha, já a solução governativa que se desenha é histórica e podia ter sido simplificada; mas não seria a mesma coisa, realmente.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:48 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 26.10.15

 

 

 

 

PàF coligada com o BE é uma "solução" de cavaquistas, depois de mais um não do PS. Há uma incerteza na formação do Governo que deriva do "não" parlamentar ao mais votado. A razão estranhou a novidade, mas acomodou a ideia. Há nesta inesperada aceitação do BE governativo um tique semelhante à integração, em 2002 e no Governo de Durão Barroso, da ala dos eurocépticos (um eufemismo para sorrir) do CDS/PP.
O medo de existir e de expressar uma opinião é uma herança que nos recorda a ditadura do século passado, embora haja muito mais história associada à impossibilidade do "homem novo". A história recente conheceu a "escola" de Cavaco Silva e o tempo conferirá a sua prevalência. O não à política, o não à ideologia, o apontar o dedo aos políticos ou aos revolucionários promoveu o servilismo de políticos de ocasião. Os cavaquistas assegurariam o pragmatismo, o respeito à ordem, ao bom nome e às contas "certas".

Para esta "escola", e em caso de aflição, as mais bizarras conjugações anulam a histeria do dia anterior.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:48 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 16.10.15

 

 

 

 

"(...)Em particular, a redução das desigualdades observada nos países desenvolvidos entre os anos 1990-1910 e os anos 1950-1960 é antes de mais o produto das guerras e das políticas públicas levavas a cabo na sequência desses embates. Da mesma forma, a subida das desigualdades desde os conflitos dos anos 1970-1980 deve muito às reviravoltas políticas ocorridas nas últimas décadas, nomeadamente em matéria fiscal e financeira. A história das desigualdades depende das representações dos actores económicos, políticos e sociais sobre o que é justo e o que não o é, das relações de poder entre esses actores, e das escolhas colectivas que daí decorrem; essa história tem a forma que lhes dá o conjunto dos actores envolvidos.(...)" Piketti, Thomas, "O capital no século XXI", (2014:41).



publicado por paulo prudêncio às 09:44 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 15.10.15

 

 

 

Confesso alguma estranheza com esta súbita luta pelo poder em Portugal e não excluo a autenticidade e o optimismo. Da "Riqueza das Nações" de Adam Smith a "O capital no século XXI" de Thomas Piketti, e passando por Marx, Kuznets e alguns outros, que se pode concluir: "a história da distribuição da riqueza é sempre uma história profundamente política e não poderia ser reduzida a mecanismos puramente económicos". Como se desconfia que a Alemanha e a França desesperam por outro tratado orçamental, e que nem por acaso anunciaram há dias uma possível guerra na Europa, podemos supor que Merkel, Hollande, Juncker e o BCE tenham avisado Cavaco Silva que dispensam "bons alunos" e que "syrizaram".



publicado por paulo prudêncio às 18:23 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 14.10.15

 

 

 

O elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência no "1% de ricos" ("que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros" e que absorve a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos") elimina a possibilibilidade de ascensão, instala a desesperança, inscreve a revolta e torna-se fatal para a democracia. Já temos história de economia política suficiente para que as ilusões selvagens se questionem; no mínimo isso. E era bom que se eliminassem preconceitos e usos abusivos e se percebesse porque é que Marx, por exemplo e antes que seja demasiado tarde, inauguraria a análise científica do capitalismo, e da sua derrocada, mesmo que incompleta e datada e também em período de grande exaltação política.

 

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Segunda-feira, 05.10.15

 

 

 

 

A descida da abstenção era uma impressão positiva das eleições de ontem; afinal subiu. Bem sei que em Portugal parecemos uns 100 milhões de pessoas tal o número de quadros de divisão administrativa (mais de cinquenta) e de concelhos. Nunca sabemos exactamente quantos somos e dominamos os "truques" com números orçamentais. Mas não somos os únicos e já lá vamos a isso. Parece que os cadernos eleitorais demoram uma década a absorver actualizações e há os tais recentes emigrantes que não votaram por causa da burocracia; este último dado é estranho tal a nossa modernidade no assunto. Enfim: se calhar a abstenção não subiu e a democracia lá se aguenta. Os resultados das eleições é que estão confusos e tenho lido muita indignação porque os eleitores votaram na frente de direita. Sou um democrata, cada eleitor um voto e ponto final. Mas quando leio o financeiro alemão a afirmar que "isto mostra que uma política pode ter sucesso, e ser apoiada por uma maioria, mesmo que imponha medidas duras à população" percebo quem se recorda, com algum exagero, concordo, da tal síndrome de Estocolmo (vítimas que acabam a apreciar os malfeitores quando o pesadelo é longo). Será que o alemão (os que defendem que a Alemanha não resiste às tentações hegemónicas acham que Wolfgang Schäuble é um expoente) começa a vacilar porque também é viciado em truques numéricos e palas ideológicas? A história lá se encarregará.



publicado por paulo prudêncio às 20:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 26.09.15

 

 

 

 

O perde-ganhas



publicado por paulo prudêncio às 11:52 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 14.09.15

 

 

 

 

Durão Barroso mostrou-se, há cerca de um ano, "nostálgico da escola da ditadura". Sei pouco do que pensa este ex-primeiro-ministro para além destes sound bites. O seu percurso político foi sempre silencioso, à excepção de uma fraquíssima campanha eleitoral para primeiro-ministro. O seu legado, e do seu Governo, traçou a fronteira da descida da escola pública e da desconfiança nos professores. Como estamos em tempo de campanha e de memórias, estive a revisitar alguns momentos marcantes na crise da escola pública que já vai em mais de uma década de plano inclinado.



publicado por paulo prudêncio às 00:38 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 12.09.15

 

 

 

"Neste mês de Janeiro de 1926, a vila começa a ser afectada(...)que forja calúnias, em maior número que o habitual. Circulam cartas anónimas e o alvo de "um nojento papel em que foi fielmente insultado" é Manuel Augusto de Carvalho, fundador da "Gazeta"(...). "Quem se dê ao trabalho de ouvir certas conversas, não só entre gente do povo, mas mesmo entre pessoas de uma certa classe, pasma de facilidade com que se afirmam factos, alguns dos quais podem pôr absolutamente em perigo a reputação das pessoas visadas. Em compensação, quando se prova alguma acusação grave contra alguém, poucas pessoas lhe retiram a consideração social, parecendo que mais interessa os escândalos do que os bons costumes", comenta a Gazeta.(...)"

 

Revista do Expresso de 12 de Setembro de 2015, página 49.

 

Acabou de ler uma parte da peça, "O crime das Águas Santas", "cujo silêncio, com algumas intermitências, durou quase 90 anos". É uma história ocorrida nas Caldas da Rainha e achei piada ao parágrafo que transcrevi que descreve uma espécie de genética social que não deve ser apenas típica da outrora cidade termal.



publicado por paulo prudêncio às 10:01 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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