Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 07.08.17

 

 

 

 

A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há mais de uma década, mas disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingirão valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o MEC e o sistema escolar.

 

A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se. Se considerarmos que o "modelo" exige impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial (), estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a desconfiança nos professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.

 

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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

Resultados: 5 e 47.

 

2ª edição.



publicado por paulo prudêncio às 15:40 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 23.12.16

 

 

 

Não me surpreendo quando se aponta o outsourcing (que é predominante nas tecnologias da informação) como a decisão que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que contribuiu para a queda da indústria florescente nesse período recente da história: a financeira. A opção pela fonte exterior foi, desde logo, uma auto-certificação de incapacidade.

 

Ter a liberdade de agir sobre os sistemas de informação é um valor precioso para uma instituição. Se antes da sociedade da informação e do conhecimento o poder nas instituições estava na mão de quem decidia sobre o financeiro, com esse advento a capacidade de decisão ficou nas mãos dos dois domínios: financeiro e informação.

 

O outsourcing satisfez o novo grupo de stakeholders: os accionistas. O bem-estar destes investidores resumiu-se aos lucros que subiam sempre que havia uma redução de profissionais. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia, realmente, mas impossível de concretizar". A dependência externa na definição da informação a obter revelou-se fatal e generalizou-se. 

 

 

Já usei parte desta 

argumentação noutros textos.



publicado por paulo prudêncio às 12:58 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 10.12.16

 

 

 

A obsessão com o aumento da escala é a resposta apressada à supressão do tempo. A humanização como categoria organizacional impor-se-á à escala e será a resposta para contrariar a absolutização do presente. Se isso não acontecer, o caos impor-se-á.

 

É imperativo devolver aos cidadãos o poder democrático em todos os detalhes e, como diz Michael Sandel, repetir muitas perguntas do género:(...)Se algumas pessoas gostam de ópera e outras de combates de cães ou lutas na lama, precisamos de facto de nos abster de tecer juízos morais e atribuir peso igual a essas preferências no cálculo utilitarista?(...). 

 

A globalização instalou-se.

 

Recordo uma boa entrevista (2013?) de Gilles Lipovetsky, o célebre autor da "Era do vazio", a propósito do consumo dos artigos de luxo. A Gucci, empresa com mais audiência no sector e que passou, em cerca de dez anos, de três para cento e trinta lojas, tinha cem milhões de consumidores na China. O autor avisava: quando o consumo dos seus produtos se banalizar, a empresa desaparecerá.

 

Qual é a relação que este pequeno exemplo tem com o que estava a escrever? O efeito do aumento da escala pode levar ao empobrecimento e à desumanização, mesmo que, por ironia, a partir dos artigos de luxo; no sentido mais lato do termo.

 

 

(Já usei parte deste texto noutro post)

 


publicado por paulo prudêncio às 15:47 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 25.09.16

 

 

 

 

Quando leio divergências entre o Governo e a Comissão Europeia (ou o FMI) "sobre o que consta dos relatórios", (o Ministro Vieira da Silva desmente a comissão por causa das reformas em Portugal) lembro-me muitas vezes do "Pensar, Depressa e Devagar" do Nobel da economia (2002) Daniel Kahneman (2011:91). "Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 peças, quanto tempo 100 máquinas levariam para fazer 100 peças? 100 ou 5 minutos? E se num lago há uma mancha de nenúfares que todos os dias duplica o tamanho e leva 48 dias a cobrir o lago inteiro, quanto tempo levaria a cobrir metade do lago? 24 ou 47 dias?" (tem os resultados no fim do post). Pediram a 40 estudantes de Princeton para responderem. Como pode ler na obra citada, os que leram os exercícios em folhas menos legíveis acertaram muito mais porque, diz o autor, aumentaram as funções cognitivas. Já ontem usei este exemplo e hoje publico uma imagem com duas rectas iguais que, à primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas o que terá também uma forte relação com o assunto do post.

 

Resultados: 5 e 47.

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Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar",

Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 16:12 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 03.06.16

 

 

 

Não me surpreendo quando se aponta o outsourcing (que é predominante nas tecnologias da informação) como a decisão que mais desvantagens associou ao mundo organizacional. A opção pela fonte exterior foi uma auto-certificação de incapacidade.

Ter a liberdade de agir sobre os sistemas de informação é um valor precioso. Se antes da sociedade da informação e do conhecimento o poder nas instituições estava na mão de quem decidia sobre o financeiro, com esse advento a capacidade de decisão ficou nas mãos de dois domínios: financeiro e informação.

O outsourcing satisfez o novo grupo de stakeholders: os accionistas. O seu bem-estar resumiu-se aos lucros que subiam com a redução de profissionais. E por mais partilhado que fosse o período de análise, os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia, realmente, mas impossível de concretizar".

A dependência externa na definição da informação a obter revelou-se fatal e generalizou-se.

São poucas as administrações as que definem os campos da informação e o assunto tem toda a relação com os "cíclicos" concursos de professores e com o inferno hiperburocrático no ambiente escolar. O que acabei de escrever não contraria a ideia de base de dados única associada ao simplex dois. Mas sobre isso, escrevi no post anterior.

 

Já usei parte deste texto noutro post. 



publicado por paulo prudêncio às 09:31 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 29.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas alastrou-se aos serviços públicos a primazia da ideia de negócio. A gestão foi o primeiro objectivo. A alegação repetida com critério: eliminação do corporativismo e do despesismo.

 

A agenda mediática introduziu impedimentos para o exercício dos cargos: médicos a gerir hospitais, juízes a gerir tribunais, professores a gerir escolas, bancários a gerir bancos, engenheiros a gerir a EDP, a PT ou obras públicas e por aí fora. Quem seriam, então, os gestores? Saltitantes especializados em tudologia e boas relações com a partidocracia. Sabiam de offshores e swap´s e tinham treino de casino. Os resultados falam por si.

 

 

PS: para os DDT´s, os colégios "privados" são a gota que os assusta e que descartam se der muito nas vistas. O que os preocupa são as descomunais EDP, segurança social, saúde e banca.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:17 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 17.05.16

 

 

 

Compreende-se a necessidade de alterar o modelo de gestão para compensar o aprofundamento da municipalização escolar e contrariar as componentes mais críticas dos mega-agrupamentos: gestão de proximidade e autonomia das escolas.

 

O Governo pretende aprofundar a municipalização escolar, descentralizando competências nos domínios da gestão do território, das instalações escolares, e dos demais recursos, e na gestão dos profissionais. Se é aceitável uma agência municipal que alargue aos concelhos as partilhas administrativas em curso nos agrupamentos, é natural a apreensão dos que olham para os municípios como escolas da pior partidocracia. É, portanto, compreensível que os equilíbrios na maioria que governa imponham o regresso a um modelo de gestão escolar que garanta a autonomia das escolas em relação aos municípios e que lhes confira, simultaneamente, um grau mais elevado de poderes desconcentrados do ministério da Educação. É um exercício difícil, mas também nunca se leu que a democracia não dá trabalho.

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 21.03.16

 

 

 

 

Tinha razão, e se me permitem, Edgar Morin com o seu paradigma perdido; e ainda bem no caso que se segue se o tal de paradigma não encontrou o norte.

 

A aceitação do paradigma era fundamental para a mudança que seria o novo paradigma (ufa!!!!): as NPM (New Public Management). Para quem tenha curiosidade:

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:43 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 30.12.15

 

 

 

 

Não me surpreendo quando se aponta o outsourcing (que é predominante nas tecnologias da informação) como a decisão que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que contribuiu para a queda da industria florescente nesse período recente da história: a financeira.

 

A opção pela fonte exterior foi, desde logo, uma auto-certificação de incapacidade.

 

Ter a liberdade de agir sobre os sistemas de informação é um valor precioso para uma instituição. Se antes da sociedade da informação e do conhecimento o poder nas instituições estava na mão de quem decidia sobre o financeiro, com esse advento a capacidade de decisão ficou nas mãos dos dois domínios: financeiro e informação.

 

O outsourcing satisfez o novo grupo de stakeholders: os accionistas. O bem-estar destes investidores resumiu-se aos lucros que subiam sempre que havia uma redução de profissionais. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora. E por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas, os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia, realmente, mas impossível de concretizar".

 

A dependência externa na definição da informação a obter revelou-se fatal e generalizou-se. 

 

São poucas as administrações com condições para definirem os campos da informação e o assunto tem toda a relação com o recente Citius, com os "cíclicos" concursos de professores e com o inferno hiperburocrático no ambiente escolar.

 

 

 

Já usei parte desta 

argumentação noutros textos.



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Terça-feira, 01.09.15

 

 

 

Há inúmeros motivos para a descida organizacional do sistema escolar que não correspondem directamente à análise dos resultados dos alunos: são de gestão pura e dura. Estou a pensar, por exemplo, nos três verbos que orientaram a atmosfera organizacional e que a empurraram para a eficiência não produtiva e para o inferno da hiperburocratização: articular, agrupar e cooperar. Estes modismos na linguagem do sistema escolar determinaram o "estar muito tempo juntos" mesmo que sem qualquer visão ou estratégia, falidos de instrumentos modernos de gestão e enquadrados por reuniões sem agenda ou liderança e com uma suposta informação que se repetiu de sessão em sessão. Quando nada mais restou para justificar o deserto da gestão, as três pessoas do plural entraram em acção; embora a terceira, e no futuro do indicativo, fosse a mais requisitada. São três verbos que remeteram a burocracia escolar para o lugar que ninguém deveria desejar: o dos procedimentos inúteis. Quando se ouviram as conclusões dos arautos do tríptico verbal, encontrou-se pouco mais do que a socialização dos professores.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 17.07.15

 

 

 

A pincipal notícia da primeira página do I é o que vê na imagem e o Ionline desenvolve o tema: "Grândola. Professora venceu um concurso com projecto plagiado".

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:05 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Quarta-feira, 15.07.15

 

 

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Pode adquirir aqui a versão digital do livro "Razões de uma candidatura: Em busca de uma ideia de escola de gestão escolar (Portuguese Edition)". A editora é a "Amazon - kindle edition".

 

Pode ler a descrição:

 

A ideia de escola está associada à renovação e ao recomeço. Não existe alternativa. Quem abraça um desafio com estas características deve saber que o exercício de gestão escolar nunca se conclui e que invariavelmente nos remete para o famoso mito de Sísifo. Portanto, impõe-se a difícil depuração entre o que desejamos e o que é possível. Se a democracia se ergue também a partir das escolas e na riqueza da interação dos discursos, das atitudes e dos exemplos, então a ideia de compromisso ocupa um lugar essencial; e, neste caso, a minha afirmação inscreve-se na ideia de fazer o melhor que for capaz. Por isso, e para que a clareza aproxime este projeto de intervenção da sua necessária avaliação, não me proponho a um exercício retórico que se transforme num conjunto abstracto ou perdido no tempo. Este projeto de intervenção será um instrumento organizacional.(...)

A ideia de agrupamento de escolas vigente em Portugal é desconhecida pela literatura dedicada à gestão escolar e há investigadores que se mostram céticos em relação aos resultados. Esta escala organizacional parece dar corpo às inscrições nos dois parágrafos anteriores: transporta um sentimento de crise e é decidida pelos tempos que vivemos. Por outro lado, o pensamento que dita as políticas educativas relaciona-se com o pensamento político e económico. Por isso, a escola deve ser entendida segundo vários pontos de vista e de acordo com os interesses políticos e sociais em vigor.(...)



publicado por paulo prudêncio às 22:12 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 01.06.15

 

 

 

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É um livro que pode adquirir nesta ligação e que pode interessar a quem estude a gestão das organizações. É um projecto de intervenção concebido em 2014 para um megagrupamento de doze escolas portuguesas e transporta um conjunto de ideias de gestão escolar.

 

Pode ler a descrição:

 

A ideia de escola está associada à renovação e ao recomeço. Não existe alternativa. Quem abraça um desafio com estas características deve saber que o exercício de gestão escolar nunca se conclui e que invariavelmente nos remete para o famoso mito de Sísifo. Portanto, impõe-se a difícil depuração entre o que desejamos e o que é possível. Se a democracia se ergue também a partir das escolas e na riqueza da interação dos discursos, das atitudes e dos exemplos, então a ideia de compromisso ocupa um lugar essencial; e, neste caso, a minha afirmação inscreve-se na ideia de fazer o melhor que for capaz. Por isso, e para que a clareza aproxime este projeto de intervenção da sua necessária avaliação, não me proponho a um exercício retórico que se transforme num conjunto abstracto ou perdido no tempo. Este projeto de intervenção será um instrumento organizacional.(...)

A ideia de agrupamento de escolas vigente em Portugal é desconhecida pela literatura dedicada à gestão escolar e há investigadores que se mostram céticos em relação aos resultados. Esta escala organizacional parece dar corpo às inscrições nos dois parágrafos anteriores: transporta um sentimento de crise e é decidida pelos tempos que vivemos. Por outro lado, o pensamento que dita as políticas educativas relaciona-se com o pensamento político e económico. Por isso, a escola deve ser entendida segundo vários pontos de vista e de acordo com os interesses políticos e sociais em vigor.(...)



publicado por paulo prudêncio às 09:44 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 21.05.15

 

 

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Pode adquirir aqui a versão digital do livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares". A editora é a "Amazon - kindle edition".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas organizações escolares

Authored by Paulo Prudêncio 


A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



publicado por paulo prudêncio às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 15.04.15

 

 

 

 

O livro sobre gestão escolar, "Por precaução",  aguardava desde 2012 por uma edição. Já esteve para acontecer por algumas vezes com outras editoras, mas a simplificação de procedimentos da "Createspace an Amazon company" resolveu o assunto. Tenho mais um livro editado que publicitarei em breve e os dois projectos estão em processo de revisão para a versão digital. Tenciono, lá mais para a frente, publicar um terceiro livro recorrendo aos mesmos procedimentos.



publicado por paulo prudêncio às 21:42 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 10.04.15

 

 

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Pode adquirir aqui o livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares" de que sou autor. A editora é a "Createspace an Amazon company".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas escolas

Authored by Paulo Trilho Prudêncio 

A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



publicado por paulo prudêncio às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 09.04.15

 

 

 

 

Segundo o I, o "presidente do Instituto dos Registos e Notariado manipulava os concursos públicos no âmbito da CRESAP". Estas notícias são recorrentes na administração pública e nos diversos sistemas. Há destituições, demissões, reclamações e por aí fora. O que mais surpreende é o incumprimento de um dever por parte de quem exerce um cargo público: o dever inalienável de imparcialidade.



publicado por paulo prudêncio às 14:57 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 16.03.15

 

 

 

A notícia refere-se aos serviços centrais e é "natural" que assim seja. Mas se percorrermos o país, a partidocracia local prevalece com as cores mais variadas. Os partidos são essenciais à democracia, só que a partidocracia é provocada pelo caderno de encargos partidário que atingiu a totalidade das decisões supostamente concursais ou de colégios eleitorais. Está instalado um sistema que gera medo. A principal missão de um próximo Governo - para além da pobreza, do crescimento económico, do emprego, dos salários e dos impostos - é restaurar a confiança e a democracia nos serviços públicos.

 

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"Há vários candidatos nos concursos para dirigentes do Estado que têm sido repetidamente escolhidos para integrar a lista final dos três melhores nomes que é enviada ao Governo. No entanto, e apesar de já terem passado diversas vezes pelo crivo da Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), têm sido sempre rejeitados. Nos casos identificados pelo PÚBLICO, com base nas 339 propostas que chegaram às diferentes tutelas desde que a comissão foi criada, há um padrão: quase todos têm uma ligação ao Partido Socialista.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 14:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 12.03.15

 

 

 

 

Mas não há profissionais menos competentes no sector público? Claro que haverá. Essa não é sequer a questão dos últimos anos.

 

A afirmação falaciosa elevava a gestão apenas por ser privada: fazia mais com menos e tinha o exclusivo da competência, da inovação e da ambição. Até me fui, e vou, beliscando quando mesmo entre as pessoas do público se assistia, e assiste, a uma qualquer ideia de "impossibilidade" quando se apontava, e aponta, algum exemplo de gestão democrática. Nesses casos, se se inclui a democracia na designação já é mau sinal.

 

Há, em Portugal é seguro, um desprezo pelos méritos, inigualáveis na história da humanidade, sublinhe-se, da democracia. Quando há uns poucos anos adivinhávamos a tragédia da desregulação da Educação na Suécia, éramos uns radicais ideológicos. Nesta altura, já são os próprios suecos que se "confessam decepcionados com a privatização da Educação".

 

A "desgraça" da bancocracia acentuou a falácia referida. Claro que existem bons profissionais em ambos os sectores, mas a Educação, pelo seu carácter de longo prazo e de produtos não mensuráveis no imediato, não é aconselhável aos modelos empresariais. Em Portugal têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros, o atropelo aos mais elementares direitos laborais e a observação de resultados democráticos de médio e longo prazos.

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:26 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 20.01.15

 

 

 

 

"Desde que os partidos políticos passaram a "nomear" as administrações dos hospitais, imperou um silêncio sobre as necessidades mais elementares que é responsável pela tragédia vigente", foi mais ou menos assim que uma voz autorizada caracterizou o estado de plano inclinado que se apoderou dos diversos sistemas da administração pública.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
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