Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 19.04.17

 

 

A inédita maioria que apoia o Governo tem um discurso mais positivo do que as anteriores, mas pouco respira para além do défice. Regista-se o abandono do discurso da austeridade virtuosa e da venialidade ao poder europeu. Mas não chega. Bruxelas continua com a agulha apontada ao pensamento que sustenta o presidente do Eurogrupo e que foi também apoiado pelo antigo arco governativo português durante boa parte do que levamos de milénio. Estamos, portanto, numa espécie de quadratura do círculo também por culpa própria. Quanto aos professores, desesperam com o atraso na concretização das boas vontades. Sabem que são o maior grupo dos funcionários públicos (e o que isso tanto financiou os interesses do antigo arco governativo) e que a massa salarial é elevada mesmo com os baixos vencimentos. Mas é cada vez mais difícil aceitar o congelamento das carreiras, os milhares de precários, os aumentos dos horários e das inutilidades e o prolongamento da desconfiança na democracia. Para além disso, o adiamento das reformas, que se está a tornar num caso sério de saúde pública, contamina as atmosferas organizacional e relacional e coloca o sistema escolar à beira de um ataque de nervos.



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Sexta-feira, 31.03.17

 

 

 

O "desemprego caiu para o nível mais baixo dos últimos oito anos". Depois do défice mais baixo do que levamos de democracia, e de, há cerca de um mês, o Governo da tal Geringonça ter "emitido a dívida com a taxa mais negativa de sempre", fica-se com a ideia que a tendência de queda do desemprego veio para ficar. Também se percebe que a economia dá alguns sinais de crescimento e que e gestão da dívida do anterior arco governativo está controlada apesar de impagável (é mesmo um fenómeno semelhante a uma patologia galopante e fulminante a prazo). Para uma Geringonça que, ao fugir do mainstream, "prognosticava" o fim da nação e quiçá da história, até que nem está nada mal. Esperam-se as sábias, e certeiras, análises de Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, Nogueira Leite ou Medina Carreira; e, já agora, do Compromisso Portugal e de toda a massa crítica do BES, GES, PT e por aí fora.



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Sábado, 18.03.17

 

 

 

A "Geringonça escolar" tomou duas decisões quase consensuais: repor decência na rede escolar e corrigir a "medição em modo industrial" que o radicalismo de Crato alastrou aos alunos mais jovens. É um caminho a prosseguir, sem que isto signifique concordância com o modelo vigente de provas de aferição. Há muito a fazer.

Dá ideia que o Governo adiou as mudanças curriculares que implicavam (é o que consta) a flexibilização de 25% do currículo. É moderado. Parece que não generaliza sem testar. É sensato. Para desnorte, já temos década e meia que chegue. Contudo, isso não implica que não se reequilibre a carga horária com pequenos ajustamentos aos devaneios anteriores e que não "aumentem o ruído" nos concursos nem na distribuição de serviço dos professores.

Por outro lado, o sistema está - há muito e com baixas médicas em catadupa - à beira de um ataque de nervos com a hiperburocracia digital a conviver com legislação do tempo analógico e com outras componentes críticas identificadas. Se juntarmos a isto as prioritárias, e imperativas, mudanças no modelo de gestão e a apreensão com a municipalização, temos de olhar para o adiamento curricular com o desenho de Picasso - "ainda há vida com uma guitarrra" - e a pensar como Goethe: "todos os dias devemos ouvir uma canção, ler um bom poema, ver uma pintura de qualidade e dizer palavras sensatas".

 

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Pablo Picasso.

"Still life with guitar".

Albertina museum. Viena.

 



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Quarta-feira, 15.02.17

 

 

 

Sem eliminar o imperativo de que "há vida para além do défice", o Governo da tal Geringonça "emite dívida com a taxa mais negativa de sempre", consegue um défice não superior a 2,1% (o mais baixo da democracia) e baixa o desemprego (em breve terá só um dígito). A solução governativa ia, desde logo, provocar uma inédita fuga de capitais a par de outras consequências catastróficas. Aguardam-se as "isentas" explicações de analistas como Medina Carreira, Gomes Ferreira ou Camilo Lourenço que talvez também expliquem o ruído interminável à volta do lamentável "caso Centeno".

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:57 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 03.01.17

 

 

 

A propósito da revolução, iniciada em 2005 ou até em 2003, que a presença da troika destapou, recordo os teóricos da simcultna actualidade, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. Há sinais da contra-revolução. Não sei se será tranquila, mas espero que sim. Que seja tranquila e igualmente rápida. O que me parece é que as personagens carregadas de ideologia ultraliberal ficaram com o discurso descontinuado e datado. Muito do mal não é reparável, embora a mensagem da imagem estimule os contraditórios que, sublinhe-se, não escapam à asserção: é mais rápido e fácil destruir do que construir. Há duas irrefutabilidades de sinal contrário sobre o que é recuperável: não será com a mesma velocidade da queda, mas não depende de vontade divina.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:22 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.01.17

 

 

 

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Luís Afonso

 

 



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Segunda-feira, 28.11.16

 

 

 

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Cópia de 1091874

 

Luís Afonso

 

 



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Terça-feira, 01.11.16

 

 

 

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