Segunda-feira, 03.06.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 01.06.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 22.05.13

 

 

 

 

  

 

 

Escultura de homenagem ao escritor.

Praga, Março de 2013.



paulo guilherme trilho prudêncio às 09:09 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 12.05.13

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:53 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 10.05.13

 

 

 

 

 

 

 

 Imagem do parlamento europeu.

 

 

 



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Quarta-feira, 01.05.13

 

 

 

 

1º de Maio.

Milhares de trabalhadores nas ruas.



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Domingo, 03.03.13

 

 

 

 

É com relativa perplexidade que leio a argumentação que desvaloriza a manifestação de ontem. Alguns governantes, mais os fanáticos ideológicos, acompanhados de comentadores do friso mainstream fazem um papel algo arriscado. Tenho ideia que não estão a ler a realidade. Devem ter as lentes embaciadas ou viradas para outro meridiano.

 

Gostei especialmente de dois registos blogosféricos.

 

O Paulo Guinote é definitivo no contraditório com os anti-que-se-lixe-a-troika: "A manifestação que falta - De apoio ao Governo e à política actual, de louvor à troika. Se quiserem posso ceder o meu terraço… Tem coisa de 15 metros quadrados… dá para quase 50, vistos de helicóptero...(...)".


O Mário Carneiro captou muito bem a atmosfera do 2 de Março: "Lisboa. Os rostos fechados predominaram sobre as palavras de ordem, sobre as cantilenas e até sobre a «Grândola Vila Morena». Pairou o ar pesado de quem sofre, de quem se sente enganado, de quem ainda contém a revolta. Os momentos de festa e de humor escassearam. O silêncio imperou durante partes significativas do desfile. Por vezes a marcha parecia fúnebre. Só os passos se ouviam.


Era importante que estas duas descrições da realidade não escapassem a quem diz que governa o país e que evitassem seguir o caminho da confrontação sugerido por Marcelo Rebelo de Sousa.





Foto de Luiz Carvalho.



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:05 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sábado, 02.03.13

 

 

 

Este post será actualizado até amanhã com imagens que encontro na rede ou que chegam por email.

 

 

 


Foto de Francisco Salgueiro (obtida no palco em Lisboa).






Foto de Manuel Sanches em Lisboa.







Foto disponibilizada por Filomena Branco (manifestantes em Estocolmo).







Foto de António Duarte em Coimbra (do blogue do Paulo Guinote).






Foto de Gazeta das Caldas em Caldas da Rainha.







Foto disponibilizada por Sílvia Guedes. Imagens do Porto.






Foto de Egídio Santos no Porto.



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 25.02.13

 

 

 

 

 

Recebi a imagem por email e sem referência ao autor. Dizem-me que é de um restaurante do norte do país. Há tempos houve uma altercação mediática com bifes. Afinal, e como se vê na imagem, o enigma não era por aí além.

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sexta-feira, 25.01.13

 

 

 

 

 

 

 

Podemos considerar a pedagogia do silêncio como uma espécie de metáfora que contraria o insuportável caderno de encargos da escola actual, que atribui à instituição um papel centrado na sala de aula e que contraria o excesso de informação e de ruído a que se sujeitam as crianças até no ambiente escolar. A pedagogia do silêncio elege a sala de aula para além do registo tradicional, situando-a no vasto elenco de possibilidades que definem o conhecimento transformacional da categoria aprendizagem que teve uma espantosa evolução.

 

O parágrafo anterior é o que de mais significativo registei na interessante conferência de António Nóvoa que se realizou ontem à noite no auditório da Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro e que foi organizada, numa iniciativa que inclui conferências às quintas-feiras, pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Centro-Oeste.

 

António Nóvoa sistematizou um modelo que procura respostas para os desafios da escola do futuro através de um olhar atento para o presente e com uma profunda incursão num passado muito enriquecido por relevantes referências.

 

O conferencista continua à procura das palavras certas que ajudem a encontrar um caminho. Nesse sentido, talvez fosse curial reflectir sobre o uso da asserção "escola centrada na aprendizagem". É que foi quase exactamente assim que se instituíram as correntes pedocentristas como de alguma forma sistematizo aqui. Prefiro a "escola centrada no ensino", reconhecendo o risco do regresso ao outro termo da contradição, e talvez a "escola centrada na sala de aula" permitisse uma leitura menos equívoca. O peso das palavras é incontornável.

 

Para António Nóvoa continuamos na pedagogia do século XX e isso deve ser questionado. As ideias de "à sociedade o que é da sociedade e à escola o que é da escola" e "o regresso dos professores" são duas asserções que devem corporizar a ideia de uma "escola centrada na aprendizagem".

 

O conferencista fez analogias entre o que vivemos e o período iniciado com as correntes pedocentristas. As crianças são o "centro da vida". Propôs como fundamental a ideia de "ensinar os alunos que não querem aprender, porque os outros acabam sempre por o fazer" e socorreu-se de Alain que considerou que "difícil é conduzir as crianças a ficarem agradadas, no fim, com aquilo que, no princípio não lhes agradava nada".



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:37 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 08.01.13

 

 

Cortesia da Carmo Lemos.




 

"São 50 placas de aço com 10 metros de altura, cortadas a laser e inseridas na paisagem. Representam o 50.º aniversário da captura e prisão de Nelson Mandela, em 6 de Agosto de 1962, no próprio local onde tal sucedeu, e que lhe custaria 27 longos anos de cárcere.
Num ponto específico de observação, a visão em perspectiva das colunas surpreende ao assumir a imagem de Nelson Mandela. O escultor é Marco Cianfanelli, de Joanesburgo, que estudou belas-artes em Wits."













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Quarta-feira, 02.01.13

 

 

 

 

 

 

À Avenida da Liberdade.

 

 

Café Nicola (Rossio) ao fim da noite.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:14 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sinopse do Teatro Aberto é significativa: "Rui gosta de Xana tal como ela é, mas Xana gostava que ele a achasse bonita. Daniel não resiste a uma bela rapariga e Carla queixa-se de ser demasiado atraente. Será a aparência assim tão importante? Para se ter amor-próprio, conquistar o amor de alguém, obter sucesso, ser feliz? Numa roda-viva de encontros e desencontros, verdades e mentiras, discute-se o ser e o parecer e o que se procura nesta vida, porque há razões, muitas razões, para uma pessoa querer ser bonita."

 

 

"Há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita" é um texto de Neil LaBute. Para quem está habituado aos clássicos ou aos textos mais profundos e exigentes usados pelos teatros independentes, esta peça, que trata a actualidade, surprende pela linguagem cheia de palavrões e pela crítica cortante. É um texto que nos põe a pensar.

 

A encenação de João Lourenço está adequada e recorre à realização vídeo e aos jogos de luzes. Gostei dos quatro excelentes actores: Ana Guiomar, Jorge Corrula, Sara Prata e Tomás Alves.

 

 



 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:58 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 28.12.12

 

 

 

 

Pus-me a resolver o problema e passei quase exactamente pelas fases descritas por Daniel Kahneman (2011:30), em "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. É interessante resolver a multiplicação proposta e só depois continuar a leitura.

 

 

 

 



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Quinta-feira, 20.12.12

 

 

 

 

 


 

 

 

"Uma fotografia descreve-se de forma objectiva e sem emoção ou interpretações subjectivas", era mais ou menos assim que um formador iniciava as suas acções sobre avaliação de alunos depois de deixar os formandos observarem e descreverem uma fotografia com uma criança abraçada a uma árvore.

 

Vem isto a propósito das fotografias que escolhi sobre um jantar com colegas de Santo Onofre (reformados e "activos" em igual número). Escusam de pedir detalhes sobre a excelência do local. É frequentado há muito pelos professores daquela escola e fica em Trás do Outeiro; mais não digo.

 

E por que é que escrevi o primeiro parágrafo? É que basta olharem paras as imagens para intuírem da atmosfera e contrariarem o tal formador.

 

 

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:30 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 18.12.12

 

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:26 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 25.10.12

 

 

 

 

 

manifestei o apreço pelo exercício político de Francisco Louçã, nomeadamente a forma e o conteúdo da sua "saída", mas estranho a inépcia retratada pela imagem da primeira página do Público online.

 

 

 



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"Haverá alturas em que nada podemos fazer para impedir a injustiça

mas nunca poderá haver uma altura em que desistimos de protestar."

 
ELIE WIESEL


Cortesia da Ana Silva



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Quinta-feira, 18.10.12

 

 

 

 

 

 

A Alemanha está há muito em campanha eleitoral e o seu sistema bancário deve estar num estado de arrepiar. Se o euro acabasse, a economia alemã sofreria muitíssimo e abriria portas ao regresso dos tempos que elegeram Hitler.



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Domingo, 14.10.12

 

 

 

 

 

 

© Matthias Leupold/VG Bild-Kunst Bonn,
2012/Sammlung Berlinische Galerie, Berlin


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Domingo, 07.10.12

 

 

 

 

 

 

A relativa centralidade das Caldas da Rainha fez com que os debates denominados "A blogosfera e as políticas educativas em Portugal" se realizassem por aqui. Foi um dia cheio de interesse e ficam de parabéns os que marcaram presença. Os debates tiverem muito conteúdo e decorreram de forma tranquila e agradável. Coube-me a moderação do primeiro, por ser o único a quem não se exigia uma deslocação, o que me fez chegar ao fim do dia algo cansado e sem muita vontade para relatar o que se passou.

 

Entre hoje e amanhã procurarei fazer um balanço a partir das notas que tomei (de forma mais exaustiva o que moderei) e que estará longe de ser uma qualquer espécie de acta do acontecimento. Procurarei sintetizar as intervenções dos moderadores e dos convidados, a quem se agradece especialmente.


Imagem da abertura do debate (cortesia do Arlindo Ferreira). Da esquerda para a direita: Paulo Guinote, Mário Carneiro, Paulo Prudêncio e Ricardo Silva.







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Sábado, 29.09.12

 

 

 

 

 

 

 

CGTP lança uma greve geral com "todos".



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Segunda-feira, 24.09.12

 

 

 

Padaria em Berlim em 1939.



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:15 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 05.09.12

 

 

 

 

 

 

 

É comum a crítica de que proliferam os sindicatos de professores e ultimamente têm-se multiplicado os movimentos nas redes sociais. Têm sido evidentes os resultados negativos de tanto sindicato, mas é inevitável, e muito saudável, o aparecimento de acções decorrentes da Web 2.0.

 

Os movimentos de professores tiveram um papel interessante nos últimos anos e os professores contratados anunciam a criação de uma associação que merece apoio e atenção.

 

 

Professores contratados criam associação para enfrentar ministério



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Terça-feira, 04.09.12

 

 

 

 

 

Há quem dirija bem em qualquer modelo e o contrário também é verdadeiro, obviamente que é assim, e também será acertada a afirmação de que a convicção democrática e a transparência das decisões exercem-se mais do que se decretam. Contudo, a lei fomenta-as e isso é determinante num estado de direito democrático. Vem a isto a propósito da gestão escolar e do que lemos e ouvimos a propósito da distribuição do serviço docente e dos concursos de professores. 

 

Não existem modelos perfeitos. A mudança que se fez em 2009 agravou uma série de variáveis fundamentais, principalmente porque somos uma sociedade civil fraca e onde a organização não é definitivamente um valor precioso.

 

De um momento para o outro, a ideia de unipessoal como modelo único abriu um espécie de caixa de Pandora que transformou as escolas em "quintas" ao dispor dos que transitoriamente exercem os pequenos poderes. Esse aumento comprovado do clientelismo é despesista e inimigo da boa administração e os legisladores tardam em perceber essa fatalidade apesar de uma ou outra alteração recente.

 

Os mecanismos de fiscalização entraram em crise. Em regra, cerca de metade dos membros dos Conselhos Gerais está a "leste" destas questões e os restantes têm uma disfunção hierárquica com o órgão de direcção. As DRE´s estão esvaziadas e o que resta parece servir pesos e medidas várias. A Inspecção-Geral da Educação não tem meios e há muitos que defendem que os inspectores sobrevivem mais preocupados com a hiperburocracia com que são avaliados.

 

Restaria a fiscalização democrática dos profissionais das instituições que, desse modo, acrescentaria conhecimento, mobilização e transparência. Foi isso que se perdeu em 2009 e que quanto mais tarde se repuser mais difícil ficará a recuperação do sistema escolar público.



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:46 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 01.09.12

 

 

 

 

O cinismo e a arte de mentir sedimentaram-se de tal forma na realpolitik que até um um discurso sensato, óbvio e equilibrado surpreende qualquer um. As afirmações da ministra da justiça na Universidade de Verão do PSD (a frequência deve equivaler a um pós-doutoramento em relações internacionais numa cooperativa de ensino) retratam a divisão que está a estalar no Governo ou são apenas spin?

 

"(...)defendeu este sábado que é essencial "apostar na dignificação da função pública", sobretudo quando que se pedem "muitos sacrifícios" aos trabalhadores do Estado, e sublinhou que "está por provar" a "maior eficiência" do sector privado.

"Não há reforma do Estado nem reestruturação do Estado se olharmos apenas para as estruturas administrativas e cortarmos cegamente, isso não resolve nada. Temos de ter programação, planeamento, formação e temos de apostar em algo que pode parecer supérfluo mas não é: a dignificação da função pública", afirmou Paula Teixeira da Cruz. (...) " Sem o sentimento de dignificação da administração pública também não vamos lá, sobretudo em tempos difíceis em que é preciso reconhecer que se estão a pedir muitos sacrifícios aos portugueses e aos funcionários públicos, designadamente".


Paula Teixeira da Cruz sublinhou ainda que não partilha "nada da ideia" de que há funcionários públicos a mais em Portugal. "Tem a mais em alguns sectores e a menos noutros e é isso que é preciso rastrear. Não se pode olhar de uma forma cega", sublinhou.

A ministra da Justiça disse ainda que quando se fala na reforma do Estado e em cortes de estruturas da administração não se pode também "cair na tentação de decapitar constantemente aquilo que é a massa crítica que existe na administração pública em detrimento do sector privado".

"Está por provar que o sector privado, ao contrário do que se diz muitas vezes, tenha maior eficiência que o sector público. Temos áreas de negócio onde isso é patente", acrescentou.(...)"



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paulo guilherme trilho prudêncio às 09:33 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 31.08.12

 

 

 

 

 

 

O MEC publicou hoje as listas de uma das sagas mais incompetentes a que assisti. A lista dos professores retirados da mobilidade interna tem 11647 nomes

 

Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios Kafkianos que estão a ocorrer com os professores contratados têm origem numa traquitana dirigida por info-excluídos e que vive num permanente e antigo caos administrativo e organizacional. É evidente que o fanatismo ideológico deste Governo tem uma elevada cota de responsabilidade e também não é desprezível a queda da Aliança Democrática para o caos concursal e para a incomodidade com os fenómenos numéricos.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 19:12 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 23.08.12

 

 

 

 

Vila Real, uma das capitais de Trás-os-Montes, está descaracterizada, foi vítima do pato-bravismo e de outras coisas do género, mas mantém a Pastelaria Gomes (desde 1925) bem no centro da cidade e com as imperdíveis empadas conhecidas por covilhetes



paulo guilherme trilho prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 20.08.12

 

 

 

 

 

 

 

Não adianta lançar o argumento da razão antes do tempo, mas não custa avivar as memórias: quem esperava rupturas em domínios essenciais da educação - "no fundamental, domina a preservação do socratismo, desde a farsa da avaliação dos professores e da hiperburocracia até aos mega-agrupamentos e à gestão escolar acrescentada agora do aumento de alunos por turma e dos achamentos curriculares" -, estava justamente indignado com o que se passava e via esperança no bater de asas das primeiras gaivotas.

 

Ficaria muito surpreendido se a actual maioria percebesse a transcendência vital - até por questões financeiras que passam pelas reformas antecipadas que pagaremos fortemente daqui a uma década ou nem isso - da recuperação do poder democrática da escola, como também me surpreenderia se o "novo" PS rompesse de vez com a trágica herança. 

 

Qual dos irmãos gémeos chegará primeiro à razão? Isso não sei. O que prevejo é que a sobrevivência política passará pela coragem em assumir o inevitável. Quanto mais difíceis são os tempos, mais se impõem os atributos da mobilização, da cooperação e da liderança; e o quentíssimo Setembro europeu está já aí.



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:57 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 19.08.12

 

 

 

 

Na imperdível exposição patente no Teatro Nacional de S. Carlos pode ver-se uma caricatura de Maria Callas. Fiz um vídeo de um minuto, devidamente autorizado, que retrata uma parte da atmosfera da exposição.

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:22 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 06.07.12

 

 

 

 

 

 

 

A ladainha da precariedade atingiu um pico inadmissível. A semana ficou marcada pelo outsourcing que se propõe pagar 4 euros à hora aos enfermeiros e hoje são notícia o voluntariado de professores, na câmara de Guimarães, como critério que se sobrepõe à graduação profissional para leccionarem AEC´s e a "exigência" curricular aos doutorandos bolseiros da FCT para leccionarem gratuitamente nas universidades.

 

O caso das AEC´s já tem uns anos e com remunerações semelhantes. São conhecidos os casos de dirigentes autárquicos que criram empresas para contratarem professores nesse regime e que faziam sabe-se lá o quê aos financiamentos que recebiam. É um lamaçal indigno, escusado e que tem na ganância e no chico-espertismo as únicas justificações.

 

Pode ser que a próxima vaga de indignados tenha outras consequências e depois queixar-nos-emos da incompreensão dos nossos jovens adultos.

 

Repito um pedaço de Gilles Châtelet (1998:69) sobre a democracia-mercado:

 

"(...)Jovens nómadas, amamos-vos! Sede ainda mais modernos, mais móveis, mais fluidos, se não quereis acabar como os vossos antepassados nos lamaçais de Verdun. O Grande Mercado é o vosso conselho de revisão! Sede ligeiros, anónimos, flexíveis, precários como as gotas de água ou as bolas de sabão: é a verdadeira igualdade, a do Grande Casino da vida! Se não fores fluidos, transformar-vos-ei rapidamente em pacóvios. Não sereis admitidos na Grande Explosão do Grande Mercado... Sede absolutamente modernos.(...)"



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Quarta-feira, 27.06.12

 

 

 

 

 

"Ta´m e Guilass" (O sabor da cereja) 1997


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Terça-feira, 26.06.12

 

 


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Domingo, 24.06.12

 

 

 

Auto-estradas do Reich



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Sexta-feira, 25.05.12

 



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Quarta-feira, 23.05.12

 

 



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Segunda-feira, 21.05.12

 

 



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Sábado, 19.05.12

 

 



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Quinta-feira, 17.05.12

 

 



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Terça-feira, 15.05.12

 

 

 

 

 

 

Importamos dois terços do peixe que consumimos, somos o terceiro país do mundo no seu consumo e não nos devemos admirar com o estado das nossas finanças.

 

Vivemos de costas para o mar, temos uma relação difícil com a gestão do território e das organizações, mas preparamos mais um passo que combina as duas variáveis: lançamos ao mar as nossas escolas com a criação de escalas organizativas que não combinam com nenhum dos mais de quarenta quadros de divisão administrativa (o que seria razoável e moderno era que existisse um).

 

Os professores estão anestesiados. Na maioria dos casos convencem-se que será apenas uma mudança de chefias. Lá mais para a frente, no início no próximo ano lectivo, começaremos a ver o resultado de tanta água.

 



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Domingo, 13.05.12

 

 



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Sábado, 12.05.12

 

 

 

 

 

Casos, opiniões, natura e uso

Fazem que nos pareça esta vida

Que não há nela mais que o que parece.

 

Camões (Citado por Eduardo Lourenço em

"O labirinto da saudade", 1972, p.17)

 

 

 

A saudade é uma inscrição portuguesa e tem todas as condições para se intrometer na actualidade. Os portugueses já não conseguem ver em frente sem a nostalgia a empurrar-lhes o olhar para o passado. É interessante nomear que, dois anos depois do célebre país da tanga, em 2004, a convocação mediática da auto-estima era moda e terapia obrigatória. Seria ainda mais interessante, ouvir o que têm a dizer agora os assinantes dos receituários.

 

O país está deprimido. Vive-se a delapidação a cada passo. Não há nação que se levante sem um sistema escolar vivo de esperança. Se a depressão é um fenómeno geral, as escolas reflectem um sentimento duplicado: à pré-bancarrota acrescentam a devastação dos últimos anos.

 

Se os efeitos educativos são quase sempre a longo prazo, intuo que os resultados da desgastante luta de muitos professores portugueses também o serão. Talvez só no final desta década se sentirão os efeitos. Contudo, importa fazer um esforço de memória e pensar como seria o momento se os professores titulares ainda existissem, se o monstro burocrático da avaliação ainda nutrisse tanta simpatia desconhecedora, se o modelo de gestão escolar não estivesse descredibilizado e se o estatuto do aluno não tivesse os alicerces em desconstrução acelerada para benefício da condição dos discentes.

 

 

(Já usei parte deste texto noutro post.)



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Terça-feira, 01.05.12

 

 

 

 

 

Padaria de Berlim em 1939.



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Domingo, 29.04.12

 

 

 

 

Hipopótamo no Rio Incomati.

(Afinal este Hipopótamo é mesmo da Gorongosa :)

como pode verificar aqui. 

Agradeço a correcção ao Vasco Galante,
director de comunicação do parque e editor do blogue linkado) 

 

Nasci virado para o mar e os "meus" rios ligavam-me ao desconforto do lodo, ao perigo dos pântanos e dos crocodilos e a passeios de barco onde se lançavam mangas para que a diversão incluísse as bocas abertas dos agradecidos hipopótamos (deixo uns links no fim do post para que não se pense que me estou a armar em caçador de elefantes ou leões. Sublinho que de pescaria tenho apenas uma garoupa curricular na adolescência e por distracção, os relatos dos meus feitos circunscrevem-se a bolas de basquete ou de futebol e não tenho qualquer simpatia pela monarquia).

 

A competição entre águas, a dos rios e a dos mares, pendia de vez para o oceano onde as margens nunca eram opressoras apesar da presença, muitas vezes apenas espiritual, dos tubarões.

 

Aprendi a olhar os rios de outro modo com o Tâmega em Chaves e com o Corgo em Vila Real. Ao primeiro, até umas boas horas de natação tenho de agradecer.

 

Estávamos a passear por Vila Nova de Cerveira e a escolher, no centro histórico, um sítio para jantar. A "Tasca do Cais", mesmo em cima do Rio Minho e com uma esplanada virada para a sua serenidade, é muito aconselhável. Tem um ano de existência e habita um espaço antigo e bem recuperado. Escolhemos uma mesa no 1º andar com vista para o rio e passámos uma horas inesquecíveis.

 

 

 

Pode ver aqui um vídeo, no excelente blogue sobre a Gorongosa, com os rios do primeiro parágrafo. Embora o Umbeluzi, o Incomati e o Maputo fossem os que mais frequentei, os que pode ver na fita de 1961 (voz de Fernando Pessa) retratam bem a atmosfera. Não se impressione com as imagens da selva e da savana. Pode crer que o mundo é muito pequeno e que as faunas ditas mais racionais não têm um comportamento que o confirme.



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Sexta-feira, 27.04.12

 

 

 

 

 

 

Apesar do meu sportinguismo, troquei, ontem, o jogo pela estreia de mais uma peça do Teatro da Rainha. Não há sequer no que escrevi qualquer intenção de "pão e circo". Embora, e nos tempos que correm, tenhamos que reflectir sobre os modos que anestesiam a força da razão.

 

Os textos do então jovem Bertrolt Brecht são clássicos com oitenta anos e têm uma actualidade que vai ao osso. O Teatro da Rainha, para não variar, apresenta mais uma excelente produção. São sessenta minutos intensos que nos fulminam. José Carlos Faria, com uma espantosa versatilidade, e Victor Santos, sempre poderoso na colocação da voz, assinam interpretações inesquecíveis enquadradas pela encenação do primeiro e de Fernando Mora Ramos.

 

Deixo a ligação ao sítio na internet. Vale a pena navegar pelo site e apreciar a excelência do design. Por paradoxal que pareça, um dos momentos sublimes da peça é escrita a giz vermelho num quadro negro. Quando Victor Santos usa uma gravata para fazer o corpo de um T e começa a usar o giz nada se lê. Soube depois que o giz estava, intencionalmente, húmido. A leitura tornou-se progressivamente nítida e a ligação das letras era clara: Tempos das Trevas. Num tempo de tanta parafernália tecnológica, são brilhantes a simplicidade e o significado deste momento de encenação.

 

Pode saber mais aqui.



paulo guilherme trilho prudêncio às 21:37 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 26.04.12

 

 

 

 

 

  

Banquete em 19 de Abril de 2012. 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 23:02 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

 

 

 

 

 

"(...)o controlo do tempo é poder. Hoje em dia não saberíamos exactamente onde protestar contra as injustiças que são cometidas por meio do controlo do tempo, mas a questão de quem decide acerca do tempo continua a ser a principal interrogação crítica. À questão de quem tem o poder, de quem manda, decide ou influi responde-se reformulando-a do seguinte modo: quem define os prazos e os ritmos? Quem, e de que modo, determina a velocidade dos processos sociais?(...)Poderíamos adiantar como hipótese a ideia de que, com a perda de significado de território, o espaço cedeu ao tempo a sua função central nas disputas humanas. A descriminação sexual, os conflitos de interesses, as exclusões sociais, as formas subtis de poder, articulam-se mais em redor de uma dominação do tempo do que de uma posse do espaço.(...)"*

 

O sistema escolar não escapa ao controlo do tempo e a discussão à volta dos agrupamentos de escolas evidencia-o. Mais do que o controlo do espaço, que é uma discussão interessante, a subordinação ao tempo é inexorável embora se restrinja ao poder sobre horários escolares e distribuição de serviço.

 

Se é legítimo o direito de defesa do emprego ou a preocupação com os horários zero, já é de todo incompreensível que o controlo do tempo se remeta às horas de entrada ou de saída dos diversos professores ou ao tipo das actividades lectivas (escolha das disciplinas curriculares ou dos graus de ensino).

 

É esta redução (outros chamam-lhe mesquinhez) temporal que descredibiliza e que se vê; mesmo que se julgue que não. Mas ainda mais nefasta é a discricionariedade no controlo dos horários escolares que o actual modelo de gestão escolar acentuou de forma objectiva e principalmente subjectiva e que comprova à saciedade duas proporcionalidades inversas: a da prepotência com a competência e a da sensatez com a incompetência.

 

São confrangedores os relatos que nos dizem que mesmo um reconhecido mau profissional como professor não necessita de muitos meses de algum controlo sobre as variáveis referidas para se arvorar em déspota e senhor do tempo. Cansa ver tanto desconhecimento sobre o modo mais profissional e competente de controlar o tempo com transparência e equidade. O que fazer? Uso da lei e não cedência na defesa do poder democrático das escolas e do que há muito se enuncia: sem democracia não há responsabilização, como sublinha aqui o Paulo Guinote: "Quem defende que a accountability se define apenas pela obediência a relações hierárquicas, está a defender qualquer coisa próxima da ditadura.(...)"

 

*Daniel Innerarity (2011:102).

"O futuro e os seus inimigos".

Lisboa: Teorema.



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:53 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 25.04.12

 

 

 

 

 

O Correntes comemora hoje oito anos. 5230 posts e 15671 comentários depois, um qualquer banco de jardim continua a ser um lugar interessante para registar o que me vai na alma.

 

Obrigado.



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:28 | link do post | comentar | ver comentários (58) | partilhar

Segunda-feira, 23.04.12

 

 

 

 

 

Apesar de estarmos preenchidos por sons, a supressão do tempo não deixa espaço para a audição de obras musicais longas. É uma consequência da absolutização do presente e da ausência de futuro. Temos pressa e andamos em permanente dívida de tarefas. Começamos uma e ficamos com a sensação que há uma mão cheia à nossa espera.

 

Estava à espera do sinal verde na passadeira quando senti o som de um painel publicitário. As imagens não eram suficientes e alguém acrescentou uma qualquer melodia. É assim nos elevadores, nas casa de banho públicas e por aí fora. Não escapamos ao desassossego da ubiquidade musical e eliminámos o silêncio.

 

Dirigia-me a um espaço de restauração onde é habitual esperar por uma sessão de cinema e ouvir um pianista. Nos últimos tempos o lugar do músico ficou vazio. O país empobrece, as "inutilidades" não resistem à erosão e o silêncio torna-se ensurdecedor.


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paulo guilherme trilho prudêncio às 19:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 22.04.12

 

 

 

 

Não requer GPS: basta perguntar no centro urbano das Caldas da Rainha pela Casa Antero/Pachá (amplamente premiado em concursos gastronómicos). Não interessa a hora, pois está sempre cheio e se estivesse localizada num qualquer Bairro Alto as filas de espera dariam voltas ao quarteirão.

 

São dois nomes para o mesmo espaço de restauração e com a mesma ementa. O Pachá é o restaurante tradicional.

 

A Casa Antero existe há cerca de 70 anos. Começou como um típica tasca e é hoje um espaço que mantém a traça, mas que evoluiu com muito gosto e qualidade. Pode fazer-se qualquer tipo de refeição, mas aconselho que passe por lá sem pressa e que se deixe conduzir pela excelência das escolhas gastronómicas do proprietário.

 

À saída pode trazer pão quente.

 

Não se vai esquecer da simpatia e do profissionalismo com que foi recebido. No dia da imagem, o bacalhau com verduras, e com uma fatia de presunto, estava também imperdível.



paulo guilherme trilho prudêncio às 17:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 20.04.12

 

 

 

 

 

Hotel Flôr de Sal, Viana do Castelo



paulo guilherme trilho prudêncio às 11:03 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 15.04.12

 

 

 

 

 

Hotel Flôr de Sal em Viana do Castelo.

 

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 12.04.12

 

 

 

 

O centro urbano da cidade das Caldas da Rainha tem também o seu Café Central. Está em plena praça da fruta. A sua sobrevivência já passou por fases difíceis. Reabriu em meados da década de noventa do século passado depois de uma profunda remodelação. É um café que sobrevive no descuidado "centro histórico" da cidade. Serve refeições, tem uma esplanada agradável, wireless gratuito, atendimento profissional e simpático, uma bonita decoração e um painel imperdível de Júlio Pomar.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 13:26 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quarta-feira, 11.04.12

 

 

 

 

 

Há quanto tempo não se ouve uma notícia sobre as agências de raiting? A quem é que isso interessa? Terá alguma relação com as eleições americanas? Quem as controla está assustado? Já cumpriram a sua missão?

 

Seja lá o que for, o que me continua a irritar no universo dos comentadores é a "manifesta competência" destas organizações internacionais. A OCDE, o FMI, as ditas agências, o BCE  a Goldman Sachs (GS) (esta patrona do subpraime até me arrepia, e ouvi alguém dizer que foi António Borges, que depois de anos na GS e de seis meses de FMI já controla as nossas privatizações, que ordenou a Vitor Gaspar uma qualquer decisão sobre a CGD) e por aí fora, têm falhado redondamente nos mais variados estudos e previsões.

 

É. Só para a reposição de salários e subsídios é que se tem de advogar cuidados com a imagem. Como alguém disse, uma revolução pode ser tão rápida que nem damos conta. E aconteceu uma de sinal favorável a um grupo reduzido de endinheirados que não se comove mesmo que as populações começem a sentir as fontes a secar.



paulo guilherme trilho prudêncio às 10:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 08.04.12

 

 

Gosto especialmente de Caminha e aprecio muito a zona costeira entre Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira. A natureza deu o melhor de si e o homem tem-se portado com alguma sensatez (o edificado está a léguas do Allgarve, o espaço comum muito bem cuidado embora não tenha pesquisado sobre os pagadores de tanta pedra e mobiliário urbano).

 

Há muito que não comia uma francesinha, a célebre sandes nortenha com molho picante, e o Café Central de Caminha recomenda-se.

 

 



paulo guilherme trilho prudêncio às 16:16 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

Numa rua de Ponte de Lima.

 


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paulo guilherme trilho prudêncio às 12:28 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 31.03.12

 

 

 

 

Recebi por email a seguinte carta:

 

COMUNICADO – 30 de Março de 2012

Conselhos Gerais de Vila Nova de Gaia indignados com a DREN

Os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia manifestam publicamente a sua indignação pelo não cumprimento da legislação em vigor, quanto à consulta prévia obrigatória sobre a constituição dos novos agrupamentos no seu concelho.

Os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia, reunidos ontem na Escola EB 2,3 Soares dos Reis, vêm por este meio dar conhecimento público de um conjunto de diligências, relacionadas com a constituição dos novos agrupamentos no concelho de Vila Nova de Gaia, que não obtiveram qualquer resposta até à data.

No sentido de poder enquadrar melhor esta nossa posição, queremos relatar que, desde o ano letivo 2008/2009, quando foram criados os primeiros Conselhos Gerais Transitórios escolares em substituição das Assembleias-gerais de escola, todos os 23 Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia se reúnem regularmente – pelo menos uma vez por período –, realizando também o seu Encontro Anual, com o objetivo de discutir, interpretar e operacionalizar de forma eficaz todas as competências que nos foram atribuídas pelo Decreto-lei n.º 75/2008, no sentido de contribuir para a melhoria de todo o processo educativo dos nossos alunos.

Como é da legislação em vigor, e principalmente segundo o Despacho n.º 4463/2011, de 11 de março de 2011, as propostas de agregação de agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas devem ser precedidos de consulta aos conselhos gerais dos agrupamentos e escolas e aos municípios respetivos, os quais devem pronunciar-se, no prazo máximo de 10 dias.

Assim, queremos alertar publicamente para os seguintes factos:

1. Desde Janeiro do corrente ano, conhecedores das intenções e preocupados com a forma da possível evolução na agregação de escolas, os Presidentes dos Conselhos Gerais dos Agrupamentos de Escolas e
Escolas Não Agrupadas de Vila Nova de Gaia solicitaram, por diversas vezes, formal e informalmente, ao Diretor Regional da DREN, Dr. João Grancho, o agendamento de reuniões para tratar deste assunto, no sentido de se preparar antecipadamente todo este processo e tentar encontrar a melhor solução possível. A todas estas solicitações a resposta foi sempre nula.

2. Neste momento temos conhecimento público que a DREN, após auscultação do Município de Vila Nova de Gaia, deu conhecimento aos Diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia de uma proposta de Agregação para as Escolas deste Concelho.

3. Assim constata-se que há, de facto, um processo a decorrer sem a audição prévia dos Conselhos Gerais, em clara inobservância da lei, uma vez que não existiu, até ao momento, nenhuma diligência por parte da DREN no sentido da auscultação dos Conselhos Gerais sobre este assunto, não parecendo também haver intenção de que tal facto venha a acontecer.

4. Deste conjunto de acontecimentos já deu conhecimento formal ao Ministro da Educação e Ciência, Dr. Nuno Crato.

Pelo exposto, e constatando-se o incumprimento da lei na questão da auscultação formal dos Conselhos Gerais – órgão que representa toda a Comunidade Educativa, como comprova o facto de ser constituída pelos representantes dos docentes, do pessoal não docente, dos alunos, dos pais e encarregados de educação, dos representantes da autarquia e da comunidade local – de Vila Nova de Gaia neste processo, os Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de Vila Nova de Gaia ontem reunidos decidiram, face à ausência total de respostas, não só denunciar publicamente esta situação, como mostrar também a sua indignação pública pelo facto de, até à data, não terem sido envolvidos num processo tão importante e decisivo na educação dos nossos alunos, como é a possibilidade de agregação de escolas do nosso concelho, isto apesar de o termos solicitado por diversas vezes.

Os representantes dos 23 Presidentes dos Conselhos Gerais das Escolas Agrupadas e Não Agrupadas do concelho de

Vila Nova de Gaia,
Avelino Azevedo
Presidente do CG da Escola Secundária de Oliveira do Douro

António César Viegas
Presidente do CG do Agrupamento Dr. Costa Matos



paulo guilherme trilho prudêncio às 15:27 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

 

Recebi por email e encontra-a aqui.

 

 

"Considerando que a Educação Tecnológica (que deriva da anterior disciplina de trabalhos oficinais e/ou área vocacional) sempre existiu, e permite aos alunos “aprender fazendo”, em contexto de sala/oficina, com trabalhos/projetos práticos de mecânica, carpintaria, eletricidade, etc., (consoante a logística de cada escola/agrupamento). É uma disciplina de que os alunos gostam e onde não há insucesso escolar. A Educação Tecnológica serve (e sempre serviu) de estímulo para continuarem os seus estudos nas vias de ensino técnicas/profissionais, para serem técnicos qualificados e responsáveis no futuro.
Numa escolaridade de 12 anos, faz todo o sentido existir Educação Tecnológica no segundo e terceiro ciclos do ensino básico porque se complementam e aprofundam as competências adquiridas pelos alunos na área técnica e tecnológica, tanto mais quando se afirma querer reforçar o ensino profissional.
Considerando que não há quaisquer estudos, ou orientações, que recomendem a extinção da Educação Tecnológica e que esta disciplina existe na maioria dos países desenvolvidos, pois a sociedade tecnológica em que vivemos, e queremos continuar a viver, assim o exige.
Estão em risco cerca de 3000 professores do quadro e contratados de Educação Tecnológica deste país (muitos com 15 ou mais anos de serviço) e o respetivo conhecimento acumulado ao longo de muitos anos de serviço.
Propomos que a disciplina de Educação Tecnológica faça parte do currículo nacional do segundo e terceiro ciclo, como disciplina obrigatória, oferecida em todas as escolas, eventualmente, a par de outras disciplinas de caráter artístico, reforçando a formação completa dos alunos, existindo desde o 5º até ao 9º ano."



paulo guilherme trilho prudêncio às 12:24 | link do post | comentar | partilhar

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Muito bem Paulo Prudêncio. Esqueceu-se de referir ...
Simplesmente excelente Paulo. Parabéns!
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Muito bem, Paulo! Aliás, como sempre...
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É Carlos.Que miséria. Batemos no fundo?
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