Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 16.12.16

 

 

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro (sabe-se que ele existe) e a quem é que isso interessa?



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Quarta-feira, 01.06.16

  

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca apresentou (BPN, BES Novo Banco e BANIF), números do BdP, as seguintes crateras: 12.600 milhões de euros no défice orçamental e 20.000 milhões de euros na dívida pública. É só fazer mais contas e perguntar quem é que vivia acima das possibilidades. São imparidades e empréstimos impossíveis de pagar; coitados.



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Quarta-feira, 08.07.15

 

 

 

"Temos um cenário de saída da Grécia preparado ao detalhe", disse ontem Juncker num papel inédito e que não se espera nas suas funções: o de verdadeiro esquentador. Já Passos Coelho apressou-se a ler a cartilha do "Portugal solidário", mas "bom aluno", exigente e cumpridor. Não sei se estes dirigentes brincam com o fogo, se pouco sabem da história ou se são "gerentes" da bancocracia; uma coisa é certa: são dos poucos que conhecem os dias seguintes do Grexit: "que os deuses nos protejam".



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Domingo, 12.04.15

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios ou pagamento de tratamentos de saúde) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada no mainstream. Os resultados estão aí e não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".



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Quinta-feira, 02.10.14

 

 

Quem exerça, sem licença, a função de ama pagará coimas até 3.740 euros. Num país em os DDT´s continuam a dar a conhecer, impunemente, prendas de 5 milhões pela compra de submarinos e em que prescrevem coisas como a Tecnoforma, não surpreende que apareça um dirigente, da maioria que governa, a considerar esta medida da família do "fascismo higiénico".

 

 



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Quarta-feira, 06.03.13

 

 

Vários bancos portugueses estão a ser alvo de duas dezenas de buscas numa acção desenvolvida por 16 juízes e 25 procuradores e com o apoio da PSP. As entidades de investigação e acção penal e de instrução criminal procuram informação nos sistemas informáticos porque há indícios de que os bancos agiram em cartel. Os bancos devem aguentar mais este teste de stress.



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Quarta-feira, 20.02.13

 

 

 

 

João Moreira Rato, presidente do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP, E.P.E), foi peremptório: a dívida pública portuguesa foi a mais lucrativa do planeta em 2012. E ouvi-o dizer mais: as finanças orientais não entram nestas loucuras, a banca ocidental (com os gulosos EUA na liderança, dando razão à exportação da corrupção ao estilo americano denunciada em 2008 por Joseph Stiglitz) pretende que continuemos com as reformas estruturais e os nossos bancos compraram cerca de 7%.

 

Ou seja: os nossos bancos não só "aguentam" como agradecem.



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Terça-feira, 18.12.12

 

 

 

 

Encontra aqui a crónica de Nicolau Santos, no Expresso Online, que colo de seguida.

 

 

"Este ano já foram abatidos em Portugal 2803 cavalos da raça puro sangue lusitano. Não foram abatidos por doença, mas porque os seus criadores não conseguem vendê-los e também começam a não ter meios para os alimentar. Por isso, entre vê-los morrer à fome ou dar-lhes uma morte condigna, os criadores optam pela segunda via.

O abate de cavalos de sangue lusitano é uma metáfora para o país. Estamos já a entrar na fase de começar a sacrificar os que nos estão mais próximos: animais de companhia, de estimação ou de criação - o que vai a par com o crescente aumento do número de idosos que são deixados nos hospitais pelas famílias ou de crianças abandonadas à porta de instituições de caridade ou dos sem-abrigo que começam a proliferar nas cidades.

Estamos a evoluir da vida minimamente confortável para a pobreza e da pobreza para a indigência. Estamos a ver o Estado passar do seu papel de prestador de apoios sociais para o assistencialismo. E estamos a assistir à emergência da caridade em detrimento dos direitos dos cidadãos que supunham viver num Estado de pleno direito.

O próximo ano será o da morte da economia. E, como escreveu Pacheco Pereira, do não retorno para milhares de famílias, que estão a ver o seu rendimento cair drasticamente ou a ser lançadas no desemprego e que nunca mais conseguirão voltar a ter os padrões de vida que usufruíam até há muito pouco tempo ou mesmo a conseguir um emprego, por precário que seja.

Se já chegámos ao ponto de abater cavalos puro sangue lusitano, temos de nos preparar para o tsunami social que vai devastar o país em 2013. Será o ano da total desesperança, do desespero, da impotência - mas também da indignação e da revolta. Construir algo a partir deste quadro vai demorar décadas."



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Não é de agora que Gaspar falha previsões

 

"Ministro foi diretor de Estudos Económicos do Ministério das Finanças no Governo de Braga de Macedo, o das previsões erradas da «teoria do oásis»"



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Domingo, 16.12.12

 

 

 

uma vez o Público errou em matéria de Educação e a coisa repetiu-se.

 

Na notícia que diz que a despesa em educação em percentagem do PIB será a menor da União Europeia, também se escreve que "(...)O PÚBLICO questionou o MEC sobre esta diferença e também sobre o universo de comparação que está na base do cálculo das reduções previstas para 2012, mas não obteve respostas.(...)". Ora aí está o erro.

 

Quem tem de responder a estas coisas é quem manda politicamente e que vai de Relvas a Gaspar. Haverá um ou outro ministro com presença política, parece que na saúde é assim, mas no caso da Educação dá ideia que se limitam a um corropio de pequenas vaidades e de propagandas.



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Sábado, 08.12.12

 

 

 

 

Já são poucos os que não apontam a banca mais gananciosa como o epicentro da tragédia em curso. Joseph Stiglitz, prémio nobel, foi mesmo incisivo com o modelo de corrupção norte-americano e classificou o tempo actual como o da maior transferência de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta.

 

Em países como Portugal, onde a pequena corrupção é apreciada como sinónimo de esperteza e facilita o despudor que já atingiu há muito o sistema escolar com condenação judicial incontestada no ensino superior - no não superior aguardam-se os resultados dos processos em curso -, não admira a notícia que o Público impresso trouxe para a primeira página de hoje.

 

 

 

 

 



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Sábado, 21.04.12

 

 

 

 

 

Quando estamos preocupados com a possibilidade do resgate à Espanha que nos poderá empurrar para fora do euro e para um empobrecimento imprevisível, eis que aparece Vitor Constâncio a fazer previsões. Como já aprendemos que tudo o que este economista prevê deve ser lido na propriedade inversa, fico com a sensação que devemos preparar a saída da moeda única.

 

É certo que o antigo presidente do BdP (mais bem pago nessas funções do que o respectivo da Reserva Federal Norte-americana, pasme-se, e que falhou estrondosamente as suas tarefas de supervisão bancária) pode considerar-se um cidadão de verniz-europeu-germanizado e ter alguma desprezo pelos ibéricos, de que deixou de fazer parte, e remeter a ajuda para uma qualquer troika porque ele-e-os-seus já estão cansados de fazer continhas pouco significativas de nações com salões pouco higienizados.

 

Vitor Constâncio descarta resgate europeu a Espanha



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Sexta-feira, 20.04.12

 

 

Por ironia, podíamos imaginar um país que cortaria salários e pensões até à totalidade, que exportaria os seus jovens adultos como mão de obra qualificada made in europa, que proibiria as crianças de nascerem e que consideraria incómodos, infernizando-lhes a vida, os habitantes que se atrevessem a ultrapassar os 65 anos. Nesse caso, a ânsia ideológica desse país que se consumava na delapidação financeira das classes média e baixa, talvez conseguisse resultados opostos aos esperados pelas revelações que beneficiaram as mentes dos seus governantes.

 

Receitas fiscais caem mais do que o previsto e agravam contas públicas



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Quinta-feira, 15.03.12

 

 

Acompanhei com interesse as ultimas legislativas em Inglaterra e fiquei aterrado com a dimensão da dívida. O silêncio mediático à volta do assunto terá uma qualquer explicação e não é apenas mais uma teoria da conspiração. A ligação umbilical com os EUA e a ausência do euro serão argumentos nada desprezíveis no mundo guerreiro da diplomacia internacional. As dívidas gregas, portuguesas e por aí fora são mesmo coisas menores se comparadas como o que está em causa nos mundos financeiro e da comunicação social.

 

Obrigações a 100 anos? Já não chega a herança que deixamos a filhos e netos?

 

Reino Unido prepara emissão de obrigações a 100 anos



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Domingo, 11.03.12

 

 

 

Convenço-me que há muitos alemães que não desistem da ideia de afastar da zona euro os países do sul da Europa. Até parece que a injecção de capital por parte do BCE, e a compra de dívida pública da Grécia e de Portugal, decorrente da crise declarada em 2008, não teve qualquer relação com as políticas dos restantes países europeus e dos EUA. Mas mais: sabiam que com as políticas de austeridade em curso seria impossível que as economias crescessem em 2012.

 

Alemanha diz que Portugal precisará de novo resgate até ao final do ano



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Domingo, 26.02.12

 

 

 

 

Paul Krugman, o economista contra a política de austeridade, estará por cá amanhã para ser homenageado por três universidades e tem dado entrevistas sobre Portugal. Considera-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda", porque Portugal "não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários. Houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê".

 

Tenho ideia que se o economista, prémio Nobel em 2008, mergulhar nos casos BPN, BPP e afins ficará esclarecido. O estilo de corrupção começou nos Estados Unidos da América e Paul Krugman deverá conhecer bem os detalhes.



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Segunda-feira, 20.02.12

 

 

A Irlanda tinha cerca de 4 milhões de habitantes antes da crise e estima-se que ande pelos 3 milhões e meio. É uma nação recente com uma ligação umbilical à Inglaterra e aos Estados Unidos da América que lhe garante uma relação privilegiada com quem ainda domina o mundo financeiro. E podíamos ficar algum tempo a encontrar diferenças em relação aos países do sul da Europa.

 

Não me pareceu boa ideia, nem justo nem solidário, que os governantes portugueses se demarcassem da Grécia e afirmassem afinidades, apressadas e de ocasião, com a Irlanda. Se os juros da dívida portuguesa estão nos 5 mil milhões de euros ao ano, será difícil evitar uma renegociação. Os nossos governantes, na ânsia de exibirem sei lá o quê e de agradarem aos "mercados", pareciam dispostos a sacrificar o seu povo durante um série de anos sem qualquer certeza dos efeitos. O mundo mudou e ninguém garante que os ciclos económicos são semelhantes aos do passado e que o crescimento virá na próxima esquina.

 

Passos muda o discurso do "nem mais tempo, nem mais dinheiro"

 

 

 Da pena do Antero

 



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Li uma notícia sobre o estado das bolsas mundiais e fiquei impressionado. Perdi-a e não sabia como a procurar. Encontrei-a hoje, por acaso, no site do Expresso. Há uma guerra de algoritmos nas bolsas mundiais que pode ter resultados desastrosos.

 

"Há uma "grande guerra", diz-nos o cientista norte-americano Neil Johnson. Ela trava-se hoje nos mercados financeiros. Uma guerra invisível entre algoritmos que torna ainda maior o risco sistémico do capitalismo financeiro. O que se designa por "negociação de alta frequência" (high frequency trading, acrónimo HFT, em inglês), com ordens dadas automaticamente em milésimas do segundo, domina hoje mais de 50% da negociação, em valor, nos Estados Unidos e mais de 30% na Europa, segundo a consultora Tabb Group.

A equipa norte-americana de Neil Johnson, do Departamento de Física da Universidade de Miami, em colaboração com outros cientistas do Centro de Sistemas Complexos da Universidade de Vermont e da empresa Nanex, descobriu como é que esses algoritmos funcionam, como provocam oscilações selvagens, para cima e para baixo, invisíveis nos ecrãs dos traders, que se vão acumulando como fissuras que acabam, num dado momento crítico, por provocar derrocadas colossais, ultra-rápidas, inesperadas, difíceis de prever e evitar pelos humanos. Em suma, estes algoritmos acabam por provocar "cisnes negros", dizem os cientistas, cujo artigo científico que descreve o estudo foi precisamente intitulado "Financial black swans driven by ultrafast machine ecology". E com tanto "cisne negro" no lago, esta multidão acaba por provocar convulsões sistémicas.

Sinais anteriores às derrocadas financeiras

Esta descoberta foi, de imediato, relatada pela revista New Scientist na quinta-feira. O grupo estudou nada menos do que 18.520 "cisnes negros" ocorridos entre 2006 e 2011 com uma duração menor a um segundo e meio (1500 milésimas de segundo). Isto significa que ocorreram, em média, quase 12 eventos extremos deste tipo por cada dia de negociação naqueles seis anos. O período, diz-nos Neil Johnson, "permitiu apanhar não só a geração do colapso financeiro global de 2008 como depois a derrocada relâmpago de 6 de maio de 2010", um fenómeno absolutamente surpreendente, já durante a recuperação bolsista, a partir de março de 2009, do crash de 2008. O evento extremo de maio ficou conhecido pela designação em inglês de "flash-crash" (derrocada instantânea). O número de "cisnes negros" diários disparou uma semana antes da derrocada de 2008 e pouco antes do evento de maio de 2010, mostra o estudo desta equipa de físicos.

As primeiras amostras de surpresas desagradáveis de grande dimensão provenientes da atividade insana da HFT, bem visíveis nas bolsas norte-americanas, ocorreram, de facto, em 2010 no que ficou conhecido como "derrocadas instantâneas", a primeira a 6 de maio (a mais conhecida) e depois outra a 1 de setembro. A de 6 de maio foi acompanhada em todo o mundo quase em direto durante os trinta minutos que decorreu. Entre as 14h30 e as 15h30 de Nova Iorque, o Dow Jones Industrial Average caiu 600 pontos, a mais colossal queda intradiária jamais registada, para de seguida recuperar meteoricamente. O mistério do evento levou os governos americano e britânico a estudar o assunto como questão de segurança e muitos cientistas, sobretudo os ligados à corrente da teoria da complexidade, a mergulharem nesta "prenda" dada pelos mercados financeiros.

Espírito microbial num mundo de piranhas

O que está por debaixo disto é o que Neil chama de uma nova "ecologia" de agentes, um mundo invisível para o comum dos mortais, fruto da desmaterialização brutal ocorrida no sistema financeiro desde a vaga de financeirização dos anos 1980 e 1990.  As empresas que detêm estas ferramentas têm uma vantagem estratégica. E serão 400 num universo de 20.000 firmas que operam hoje nestes mercados, segundo um estudo do Aite Group.

Neill pega na célebre expressão de Keynes sobre a "alma animal"  (animal spirits) dos investidores para falar, usando uma imagem, de algo bem mais complexo. Estes novos agentes estão impregnados de uma "alma microbial" - "são mais simples do que os humanos ou mesmo os animais, mas muito, muito mais rápidos". "São mais parecidos com a vida inicial na Terra", sublinha-nos. A grande questão é como este mundo digital - que vive numa dimensão de tempo abaixo do segundo - povoado por esta "vida inicial" vai evoluir.

Nem mesmo os grandes mestres de xadrez conseguem ter a rapidez suficiente "para detetar estas situações estratégicas". "Abaixo de 650 milésimas de segundo, só mesmo máquinas", diz-nos Neil Johnson, para depois brincar: "É como um lago cheio de piranhas de diferentes tipos com um nível de concorrência muito feroz". Mas logo acrescenta que não está a fazer um juízo moral: "Não estou a dizer que isto é errado, mas pode ver que este nível de concorrência é feroz - e é isto que exatamente ocorre nos mercados". Por debaixo dos nossos pés e afetando-nos, sem darmos conta - a não ser quando há as derrocadas bolsistas. Quando já é tarde.

Tropas no terreno

Por isso, a ambição destes cientistas é criar algumas ferramentas de previsão e que possam mitigar o risco. O que defrontamos é "um sistema de máquinas em que vemos o declínio da capacidade humana para influenciar os movimentos de preços em escalas de tempo cada vez mais pequenas", diz o físico.

Já não se trata mais do sistema "misto" anterior homem-máquina. Para responder à dinâmica deste novo sistema automatizado, é preciso algo similar às ferramentas de que dispõem os engenheiros espaciais ou aeronáuticos: "olhar para o conjunto microscópico de pequenas fissuras e avaliar se a aeronave está em condições de segurança de continuar a voar". Neil Johnson pensa que os reguladores têm de colocar "tropas no terreno" com essa capacidade. No artigo científico propõem-se três estratégias algorítmicas para tal."



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Quarta-feira, 04.01.12

 

 

Depois de anos a fio a supervisionar com reconhecida incompetência a banca portuguesa, Vítor Constâncio não só foi promovido para o banco central europeu como vê agora os seus poderes reforçados. Os poderes que permitiram os casos BPP, BPN e por aí fora devem ter uma grande influência avaliativa nos universos financeiros europeu e mundial.



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Quinta-feira, 29.12.11

 



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Segunda-feira, 19.12.11

 

 

A economia é das ciências menos exactas e, como a História não se repete de forma literal, todos devem estar disponíveis para aprender com os novos tempos e preparados para encontrar caminhos. Há dados portugueses preocupantes. Como diz hoje Vítor Bento, "(...)Desde 1995, porém, o Rendimento Disponível, em percentagem do PIB, entrou em "queda livre", tendo perdido cerca de nove pontos percentuais: caiu de 7% acima do PIB, para 2% abaixo. Mais: em mais de 60 anos, e desde 2005, o Rendimento Disponível tornou-se inferior ao PIB, o que quer dizer que o que temos para gastar já é menos do que produzimos. (...)".

 

Afirmar que as pessoas que têm hoje cerca de 40 anos de idade só vão receber 50% da reforma, tendo como referência os valores de 2006, é que já pode inscrever manipulação. Passos Coelho fê-lo na semana que passou. Haverá alguém que garanta que o primeiro-ministro não está mais preocupado com a sustentação das seguradoras, nem que seja por questões ideológicas?



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Sábado, 17.12.11

 

 

As sete vidas do argumentário neoliberal



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Sexta-feira, 25.11.11

 

 

Daqui.

 

"O ridículo da situação financeira do capitalismo global - clicando em cada país vê-se a dívida a cada um dos outros, mas vê-se sobretudo que nunca podem ser a Grécia, Portugal ou a Irlanda a representar uma ameaça efectiva dada a pequeníssima escala comparativa das suas dívidas. Os PIIGs são de facto BODEs (expiatórios) de uma gigantesca trapalhada especulativa feita com dinheiro electrónico que, de facto, não existe. O medo deles é que alguém comece por fazer o que tem que ser feito - NÃO PAGAR, porque a dívida é irreal, electrónica e ilegítima e fabricada pelas Goldman Sachs e criminosos afins - por isso ameaçam os pequenos países e acusam-nos de fazer cair o mundo apesar das dívidas que eles têm não terem qualquer significado. E este quadro não mostra as dívidas à China, sobretudo a dos EUA - não há ecrã de computador que comporte."

 

Cortesia do António Ferreira.



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Quarta-feira, 09.11.11

 

 

 

 

Paul Kugman, aqui, é premonitório: se a política europeia insistir, com o Banco Central Europeu como instrumento, neste registo daflacionário, o euro falhará. Não será com estrondo, mas um fenómeno mais paulatino.

 

Tenho ideia que o economista João Ferreira do Amaral anda a dizer isto há muito e que os seus colegas olhavam-no com desdém. Chegou a dizer, mas não tenho a certeza e não me apetece ir à procura, que talvez fosse melhor sairmos do euro a tempo. Estava isolado. O próprio Paul Kugman tem feito alertas semelhantes. A ideologia que está capturada pelo capitalismo selvagem está interessada num qualquer abismo ou é apenas idiota?



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Terça-feira, 01.11.11

 

 

 

O governo grego decidiu dar voz institucional ao povo. Atitude corajosa ou de quem já não sabe o que fazer? De um modo ou de outro, ou até por outra razão, o que é certo é que os gregos fizeram estalar os consensos nos bastidores do euroviete supremo e nos seus satélites. A categoria satélite pode, neste caso, ter uma influência determinante e ditar as regras do jogo.

Repare-se nas reacções.

Papandreou põe o povo a decidir sobre novo pacote e mais austeridade

Sarkozy e Merkel “determinados” a aplicar plano de resgate à Grécia 

Bolsas europeias afundam-se após anúncio de referendo da Grécia 

Barroso diz estar confiante no cumprimento da Grécia 

 

Entretanto, os citados satélites movimentam-se.

SuíçaLuxemburgo e Áustria discutem paraísos fiscais 

Suíça, Caimão e Luxemburgo são os paraísos fiscais mais activos ...

Guerra aberta a quem transferir dinheiro para paraísos fiscais ... 

Por cá, é mais no registo comediante e de avanços e recuos.

Offshore da Madeira. Governo volta atrás e mantém isenções fiscais

E os outrora eurocépticos e acérrimos defensores de referendos baralham-se e...

Paulo Portas apreensivo com a Grécia.



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Quarta-feira, 26.10.11

 

 

Cortesia do Sérgio Moreira.


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Quinta-feira, 22.09.11

 

 

Pensar o nosso futuro pós-euro

 

"(...)Os economistas que dominam a opinião nos telejornais sabem muito bem que a austeridade inscrita no Memorando é recessiva. Contudo, preferem passar ao lado deste efeito perverso e apregoam as virtudes de uma imaginária "austeridade expansionista": sacrifícios inevitáveis por agora, mas uma economia a crescer sustentadamente daqui a uns anos. Por muito que insistam, a verdade é que esta política económica é uma fraude: além de não ter fundamento teórico credível, não há registo de que alguma vez tenha ocorrido sem o apoio da desvalorização cambial(1). É apenas a ideologia neoliberal.(...)"

 

 

 



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Domingo, 18.09.11

 

 

 

 

 

O centralismo estatal é nocivo, mas a largura das suas costas tem limites. O caso Madeira é elucidativo: as irresponsabilidades, as descentralizadas e as desconcentradas, absorveram uma grande fatia da falência.

 

Quando apontamos o dedo também podemos prestar contas; pessoais e profissionais. Dirigi uma instituição pública, por inerência também o conselho administrativo, de 1997 a 2005. Encontrei a gestão financeira comum aos organismos públicos: o ano económico terminava a 31 de Dezembro e só em Abril do ano seguinte se apurava o diferencial entre a receita e a despesa; um sufoco. Se a despesa era superior rogava-se o perdão dos serviços centrais, mas se a receita "vencia" os lamentos iam para os investimentos não realizados.

 

Apesar do parco orçamento de estado destinado à instituição (dos 4 milhões de euros, só 80 mil tinham alguma margem de gestão), percebemos que o controle da informação era o principal problema: a contabilidade era unigráfica (as despesas apenas eram registadas no acto de pagamento) e construímos soluções informáticas que permitiam um registo digráfico (dois registos: um no momento da encomenda e o acerto quantitativo no acto de pagamento) e com forte capacidade de pesquisa.

 

Um aturado e competente desempenho organizacional do conselho administrativo, permitiu o controle diário do diferencial entre despesas e receitas, responsabilizou os diversos actores da organização e garantiu procedimentos fundamentais com elevados padrões de transparência: o conselho administrativo fechava o orçamento e publicava o relatório de contas na primeira quinzena de Janeiro; o descritivo de todos os actos financeiros era exportado para o website, as despesas pagas em 30 dias e as bases de dados de consulta livre na rede interna; ao fim de dois a três anos, as soluções informáticas permitiam os fundamentais estudos comparados e por aí fora.

 

Durante esse período, vivemos a euforia financeira da expo 98 e a depressão do país de tanga de Durão Barroso e Manuela Ferreira Leite. Mas o rigor e a responsabilidade permitiram "milagres" financeiros e de investimento e anularam o ruído exógeno. Os anos económicos terminavam tranquilamente e com diferenciais de mais ou menos um euro; factual e literal.



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Quinta-feira, 01.09.11

 

 

 

- Não se importa que a anestesia seja Aguentalex? Perguntou-me o médico que me ia desinfectar um quisto sebáceo na cara. Estava por tudo, e mesmo que não estivesse, e respondi: - Qualquer uma serve, quero é despachar isto. O clínico voltou pouco depois com mais três homens que me iam agarrar porque a desinfecção tinha de ser a sangue-frio. Foi a meia-hora mais dolorosa que passei.

 

Os três aguentalex recordam-me a troika: anestesiam à força o doente e beneficiam da utilização de mecanismos psicológicos divertidos. A pergunta do médico traz-me à memória o recente altruísmo contributivo dos muito ricos que não se importam de taxar a pequena parte que não navega em paraísos ficais e que assim preparam terreno para a rapina às restantes classes sociais.



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Quinta-feira, 21.07.11

 

 

Para já é a interrogação a que se pode chegar a propósito da cimeira europeia de hoje. Um "Plano Marshall" para recuperar a economia grega arrasta-se ao nosso país que vê prolongar-se o prazo de pagamento da dívida associado a uma significativa baixa da taxa de juros. Será suficiente? Aguardam-se os efeitos. A prudência, com a exigência de défices abaixo dos 3% em 2013, pode provocar a queda irreversível das economias europeias, como aconteceu na grande depressão.



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Quinta-feira, 23.06.11

 

 

Há dois aspectos fundamentais para que se possa classificar como moderno um sistema de informação: o tratamento da informação em tempo real e a transparência. Portugal tem ainda muito que andar nesses domínios. A notícia que pode ler a seguir, deve ter todo o nosso apoio. Vamos lá perceber os números crus e duros. Os últimos dias têm sido inacreditáveis, com as revelações do tribunal de contas. Chega de tanta batota.

 

Carvalho da Silva encabeça petição para uma auditoria à dívida portuguesa



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Domingo, 05.06.11

 

 

Estudo indica que europeus do Sul trabalham mais do que os alemães



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Sábado, 04.06.11

 

 

Se fosse uma pessoa de esquerda a dizer estas coisas era demagogo. Como é um lorde liberal-democrata, é avisado.

 

 

A Europa pode ultrapassar esta crise da dívida que varre a periferia?

É uma crise muito perigosa. E não é só na periferia. A estratégia na zona euro - manter as actuais políticas até 2013 - tem como objectivo dar mais tempo aos bancos alemães e franceses para recuperarem, porque estão muito expostos aos mercados grego, português, espanhol e irlandês. Muitos dos problemas desta crise financeira resultam da total inépcia dos bancos para dizerem a verdade. E de acreditarem que podem ir financiando uma saída da crise enquanto mantêm activos brutalmente sobrevalorizados. Existe um enorme problema de confiança. Estes bancos comportaram-se de forma irresponsável.



publicado por paulo prudêncio às 11:27 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 19.05.11

 

 

 

No momento em que a crise financeira preenche o debate político, Francisco Louçã demonstrou estar bem preparado. Os seus argumentos sobre a reestruturação da dívida estão bem construídos e Paulo Portas foi politicamente atropelado.

 

Um detalhe que me ficou dos anteriores debates, foi quando Francisco Louçã foi firme no não pagamento da parte dívida derivada da corrupção (disse que se sabia bem quanto era) e em que José Sócrates, pasme-se ou não, o acusou de demagogia primária. A corrupção e a reestruturação têm pontos de ligação. Desde esse debate, e não por causa dele, já são muitas as figuras internacionais que defendem a reestruturação da dívida.

 

A não presença do bloco nas negociações com a troika foi bem explorada por Paulo Portas. Os partidos da esquerda têm de rever essas posições para se apresentarem como soluções de governo aos olhos dos eleitores.



publicado por paulo prudêncio às 21:38 | link do post | comentar | ver comentários (18) | partilhar

Sexta-feira, 06.05.11

 

 

 

Parece que os gregos estão a ficar um bocado cansados, logo agora que a coisa até parecia estar a correr melhor para os outrora defensores da completa desregulação dos mercados. Os sistemas bancários da Europa e da Alemanha, apoiados em Merkel, Barroso, Berlusconi e familiares, também me parece que estão a arruinar o extraordinário projecto europeu.

 

Grécia pondera sair da zona euro

Governo grego desmente possível saída da zona euro



publicado por paulo prudêncio às 17:59 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 04.05.11

 

 

Havia uns jornalistas financeiros que repetiam por todo lado: mais cortes nos salários e despedimentos na função pública. Com a chegada do FMI sentenciaram: é agora.

 

Ficaram desempregados? Quem é que os avalia?



publicado por paulo prudêncio às 09:33 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Segunda-feira, 18.04.11

 

 

 

 

 

 

E se os alemães tiverem, no mínimo, as contas bancárias tão descontroladas como as portuguesas? E se quem os governa andar, há muito, aflito e em campanha eleitoral porque o povo se apercebeu do desvario e não está lá muito satisfeito?

 

É bom colocar todas as hipóteses em cima da mesa para que a realidade não seja vista com palas nem com preconceitos.

 

Neste exercício de imaginação, podemos acreditar que o financiamento que a UE e o FMI disponibilizarem a Portugal pode entrar e sair à velocidade da luz e com destino à depauperada banca alemã. Há fortes suspeitas de que os bancos germânicos foram, pelo menos, tão desmiolados como os habitantes do sul da europa que se afirmaram como gastadores compulsivos e viciados na privatização de lucros e na nacionalização dos prejuízos. Há quem fale de corrupção ao estilo norte-americano. Pesquise por Joseph Stiglitz, por exemplo, que o prémio nobel dá a sua versão da trama.

 

O único problema de toda esta coreografia é que o financiamento passará por solo lusitano e deixará um rasto de destruição em cima dos mesmos de sempre.



publicado por paulo prudêncio às 20:37 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 16.04.11

 

 

Economia política de intervenção.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:34 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 13.01.11

 

 

Lemos, processamos e temos o direito de fazer projeções como os economistas. Se falharmos, apenas competimos com o mainstream. Pelo que percebo, se entrarmos em recessão o produto interno desce e a dívida pública sobe, mesmo que a despesa esteja controlada. Só mesmo umas exportações astronómicas é que salvarão a coisa. Perguntam-me: mas não se tinha de cortar salários e aumentar impostos? Tinha de se cortar na despesa, é certo, mas há toneladas de despesa para cortar sem ser massa salarial e estou cansado de o repetir.

 

Sou sincero: a euforia com o sucesso de ontem deixou-me meio perplexo. Juros da dívida a 6,7% são uma descomunalidade e numa semana a coisa altera-se, considerando a volatilidade dos mercados.

 

Krugman: emissão de dívida de ontem foi “pouco menos que ruinosa”

 

"A taxa de juro de 6,7 por cento a que o Governo colocou ontem Obrigações do Tesouro a dez anos no mercado é “pouco menos de ruinosa”, de acordo com o economista liberal Paul Krugman.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 14:35 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.12.10

 

 

A saga BPN continua quase impune e os cortes nos salários associados aos aumentos nos impostos vão continuar a tapar esse buraco sem fundo. Até quando?

 

Governo injecta 500 milhões no BPN e retira CGD da gestão

"Depois de falhada a privatização, o executivo vê-se forçado a aumentar o capital do BPN, uma medida com efeitos negativos nas contas públicas.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 11:11 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
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