Em busca do pensamento livre.

Domingo, 28.05.17

 

 

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Os neoliberais entraram em "revisionismo". É espantoso. Schäuble, com eleições à porta, "elogiou" Centeno enquanto ironizava com a antecipação de 10 mil milhões ao FMI. É uma maldade mais sofisticada que a de Moedas. Há, desde logo, uma evidência: Schäuble não pode impor a Portugal uma tragédia semelhante à grega através doutro duelo com o FMI; isto não apaga a responsabilidade histórica das "elites" gregas; nem das portuguesas. Esperemos que a história o evidencie, já que as principais figuras do FMI fazem o seu papel assumindo responsabilidades em tanto mal irreparável: "Olivier Blanchard (2017): Portugal não deve apressar decida do défice" ou "Christine Lagarde (2015): elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos pobres e da classe média aumenta o crescimento do PIB de um país até 0,38 pontos percentuais em cinco anos. Em contrapartida, elevar num (1) ponto percentual a parcela da renda dos ricos reduz o crescimento do PIB em 0,08 pontos percentuais. Nossas constatações sugerem que – contrariando a sabedoria popular – os benefícios da renda mais alta "espalham" para cima e não para baixo."



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Terça-feira, 23.05.17

 

 

"Blanchard: Portugal não deve apressar descida do défice"

"Num "paper" apresentado esta sexta-feira em Lisboa, o antigo director do departamento de estudos do FMI, defende que até pode ser desejável que o défice orçamental aumente para financiar investimento público e reduções de crédito malparado."



publicado por paulo prudêncio às 21:54 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 16.05.17

 

 

 

Cresce o optimismo em relação à situação económica e financeira e há especialistas a concluir que os indicadores determinantes já estão ao nível de 2008. É cedo para consolidar expectativas, mas é tempo de insistir em cenários que incluam pessoas uma vez que se comprovou o efeito positivo (anulado, em parte, pelos impostos indirectos) de contrariar a austeridade a eito. Aliás, a reposição de salários foi a excepção do Governo na exclusão dos professores por serem muitos. É que, e entretanto, foi-se ouvindo: se o descongelamento de carreiras incluir subidas de dois escalões, excluem-se os professores por serem muitos; se as reformas voluntárias forem decentes, excluem-se os professores por serem muitos; se a recuperação da dignidade alterar o estatuto das carreiras (onde se inclui a precarização com décadas), excluem-se os professores por serem muitos. É óbvio, portanto, que se renovem os votos de um "regresso" a 2008, mas que se inicie, no mínimo isso, um exercício transversal. 

 

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Segunda-feira, 15.05.17

 

 

 

O "PIB tem o melhor resultado da última década" (2,8% de crescimento da economia no último trimestre). Para confirmar que até os deuses estão com a Geringonça, o crescimento deveu-se aos aumentos do investimento e das exportações que compensaram a quebra do consumo interno. É bom recordar que o aumento do consumo interno era a principal aposta do plano macro de Costa e Centeno. O "desemprego caiu para o nível mais baixo dos últimos oito anos", tivemos, em 2016, o défice mais baixo da democracia e "emitimos a dívida com a taxa mais negativa de sempre". A gestão da dívida do anterior arco governativo está controlada, apesar de impagável.

Para um Governo que seria o fim da nação não está nada mal, apesar de tanta austeridade por reverter. Esperam-se as análises de Medina Carreira, Gomes Ferreira, Camilo Lourenço, Nogueira Leite e de um representante do Compromisso Portugal; e do Diabo.

 

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Antero



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Sexta-feira, 16.12.16

 

 

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro (sabe-se que ele existe) e a quem é que isso interessa?



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Quarta-feira, 01.06.16

  

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca apresentou (BPN, BES Novo Banco e BANIF), números do BdP, as seguintes crateras: 12.600 milhões de euros no défice orçamental e 20.000 milhões de euros na dívida pública. É só fazer mais contas e perguntar quem é que vivia acima das possibilidades. São imparidades e empréstimos impossíveis de pagar; coitados.



publicado por paulo prudêncio às 19:23 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 08.07.15

 

 

 

"Temos um cenário de saída da Grécia preparado ao detalhe", disse ontem Juncker num papel inédito e que não se espera nas suas funções: o de verdadeiro esquentador. Já Passos Coelho apressou-se a ler a cartilha do "Portugal solidário", mas "bom aluno", exigente e cumpridor. Não sei se estes dirigentes brincam com o fogo, se pouco sabem da história ou se são "gerentes" da bancocracia; uma coisa é certa: são dos poucos que conhecem os dias seguintes do Grexit: "que os deuses nos protejam".



publicado por paulo prudêncio às 10:33 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Domingo, 12.04.15

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios ou pagamento de tratamentos de saúde) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada no mainstream. Os resultados estão aí e não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".



publicado por paulo prudêncio às 19:15 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 02.10.14

 

 

Quem exerça, sem licença, a função de ama pagará coimas até 3.740 euros. Num país em os DDT´s continuam a dar a conhecer, impunemente, prendas de 5 milhões pela compra de submarinos e em que prescrevem coisas como a Tecnoforma, não surpreende que apareça um dirigente, da maioria que governa, a considerar esta medida da família do "fascismo higiénico".

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 06.03.13

 

 

Vários bancos portugueses estão a ser alvo de duas dezenas de buscas numa acção desenvolvida por 16 juízes e 25 procuradores e com o apoio da PSP. As entidades de investigação e acção penal e de instrução criminal procuram informação nos sistemas informáticos porque há indícios de que os bancos agiram em cartel. Os bancos devem aguentar mais este teste de stress.



publicado por paulo prudêncio às 13:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 20.02.13

 

 

 

 

João Moreira Rato, presidente do IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP, E.P.E), foi peremptório: a dívida pública portuguesa foi a mais lucrativa do planeta em 2012. E ouvi-o dizer mais: as finanças orientais não entram nestas loucuras, a banca ocidental (com os gulosos EUA na liderança, dando razão à exportação da corrupção ao estilo americano denunciada em 2008 por Joseph Stiglitz) pretende que continuemos com as reformas estruturais e os nossos bancos compraram cerca de 7%.

 

Ou seja: os nossos bancos não só "aguentam" como agradecem.



publicado por paulo prudêncio às 19:41 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 18.12.12

 

 

 

 

Encontra aqui a crónica de Nicolau Santos, no Expresso Online, que colo de seguida.

 

 

"Este ano já foram abatidos em Portugal 2803 cavalos da raça puro sangue lusitano. Não foram abatidos por doença, mas porque os seus criadores não conseguem vendê-los e também começam a não ter meios para os alimentar. Por isso, entre vê-los morrer à fome ou dar-lhes uma morte condigna, os criadores optam pela segunda via.

O abate de cavalos de sangue lusitano é uma metáfora para o país. Estamos já a entrar na fase de começar a sacrificar os que nos estão mais próximos: animais de companhia, de estimação ou de criação - o que vai a par com o crescente aumento do número de idosos que são deixados nos hospitais pelas famílias ou de crianças abandonadas à porta de instituições de caridade ou dos sem-abrigo que começam a proliferar nas cidades.

Estamos a evoluir da vida minimamente confortável para a pobreza e da pobreza para a indigência. Estamos a ver o Estado passar do seu papel de prestador de apoios sociais para o assistencialismo. E estamos a assistir à emergência da caridade em detrimento dos direitos dos cidadãos que supunham viver num Estado de pleno direito.

O próximo ano será o da morte da economia. E, como escreveu Pacheco Pereira, do não retorno para milhares de famílias, que estão a ver o seu rendimento cair drasticamente ou a ser lançadas no desemprego e que nunca mais conseguirão voltar a ter os padrões de vida que usufruíam até há muito pouco tempo ou mesmo a conseguir um emprego, por precário que seja.

Se já chegámos ao ponto de abater cavalos puro sangue lusitano, temos de nos preparar para o tsunami social que vai devastar o país em 2013. Será o ano da total desesperança, do desespero, da impotência - mas também da indignação e da revolta. Construir algo a partir deste quadro vai demorar décadas."



publicado por paulo prudêncio às 22:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

 

 

 

Não é de agora que Gaspar falha previsões

 

"Ministro foi diretor de Estudos Económicos do Ministério das Finanças no Governo de Braga de Macedo, o das previsões erradas da «teoria do oásis»"



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Domingo, 16.12.12

 

 

 

uma vez o Público errou em matéria de Educação e a coisa repetiu-se.

 

Na notícia que diz que a despesa em educação em percentagem do PIB será a menor da União Europeia, também se escreve que "(...)O PÚBLICO questionou o MEC sobre esta diferença e também sobre o universo de comparação que está na base do cálculo das reduções previstas para 2012, mas não obteve respostas.(...)". Ora aí está o erro.

 

Quem tem de responder a estas coisas é quem manda politicamente e que vai de Relvas a Gaspar. Haverá um ou outro ministro com presença política, parece que na saúde é assim, mas no caso da Educação dá ideia que se limitam a um corropio de pequenas vaidades e de propagandas.



publicado por paulo prudêncio às 17:21 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 08.12.12

 

 

 

 

Já são poucos os que não apontam a banca mais gananciosa como o epicentro da tragédia em curso. Joseph Stiglitz, prémio nobel, foi mesmo incisivo com o modelo de corrupção norte-americano e classificou o tempo actual como o da maior transferência de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta.

 

Em países como Portugal, onde a pequena corrupção é apreciada como sinónimo de esperteza e facilita o despudor que já atingiu há muito o sistema escolar com condenação judicial incontestada no ensino superior - no não superior aguardam-se os resultados dos processos em curso -, não admira a notícia que o Público impresso trouxe para a primeira página de hoje.

 

 

 

 

 



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Sábado, 21.04.12

 

 

 

 

 

Quando estamos preocupados com a possibilidade do resgate à Espanha que nos poderá empurrar para fora do euro e para um empobrecimento imprevisível, eis que aparece Vitor Constâncio a fazer previsões. Como já aprendemos que tudo o que este economista prevê deve ser lido na propriedade inversa, fico com a sensação que devemos preparar a saída da moeda única.

 

É certo que o antigo presidente do BdP (mais bem pago nessas funções do que o respectivo da Reserva Federal Norte-americana, pasme-se, e que falhou estrondosamente as suas tarefas de supervisão bancária) pode considerar-se um cidadão de verniz-europeu-germanizado e ter alguma desprezo pelos ibéricos, de que deixou de fazer parte, e remeter a ajuda para uma qualquer troika porque ele-e-os-seus já estão cansados de fazer continhas pouco significativas de nações com salões pouco higienizados.

 

Vitor Constâncio descarta resgate europeu a Espanha



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Sexta-feira, 20.04.12

 

 

Por ironia, podíamos imaginar um país que cortaria salários e pensões até à totalidade, que exportaria os seus jovens adultos como mão de obra qualificada made in europa, que proibiria as crianças de nascerem e que consideraria incómodos, infernizando-lhes a vida, os habitantes que se atrevessem a ultrapassar os 65 anos. Nesse caso, a ânsia ideológica desse país que se consumava na delapidação financeira das classes média e baixa, talvez conseguisse resultados opostos aos esperados pelas revelações que beneficiaram as mentes dos seus governantes.

 

Receitas fiscais caem mais do que o previsto e agravam contas públicas



publicado por paulo prudêncio às 21:34 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 15.03.12

 

 

Acompanhei com interesse as ultimas legislativas em Inglaterra e fiquei aterrado com a dimensão da dívida. O silêncio mediático à volta do assunto terá uma qualquer explicação e não é apenas mais uma teoria da conspiração. A ligação umbilical com os EUA e a ausência do euro serão argumentos nada desprezíveis no mundo guerreiro da diplomacia internacional. As dívidas gregas, portuguesas e por aí fora são mesmo coisas menores se comparadas como o que está em causa nos mundos financeiro e da comunicação social.

 

Obrigações a 100 anos? Já não chega a herança que deixamos a filhos e netos?

 

Reino Unido prepara emissão de obrigações a 100 anos



publicado por paulo prudêncio às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Domingo, 11.03.12

 

 

 

Convenço-me que há muitos alemães que não desistem da ideia de afastar da zona euro os países do sul da Europa. Até parece que a injecção de capital por parte do BCE, e a compra de dívida pública da Grécia e de Portugal, decorrente da crise declarada em 2008, não teve qualquer relação com as políticas dos restantes países europeus e dos EUA. Mas mais: sabiam que com as políticas de austeridade em curso seria impossível que as economias crescessem em 2012.

 

Alemanha diz que Portugal precisará de novo resgate até ao final do ano



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Domingo, 26.02.12

 

 

 

 

Paul Krugman, o economista contra a política de austeridade, estará por cá amanhã para ser homenageado por três universidades e tem dado entrevistas sobre Portugal. Considera-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda", porque Portugal "não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários. Houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê".

 

Tenho ideia que se o economista, prémio Nobel em 2008, mergulhar nos casos BPN, BPP e afins ficará esclarecido. O estilo de corrupção começou nos Estados Unidos da América e Paul Krugman deverá conhecer bem os detalhes.



publicado por paulo prudêncio às 17:42 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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