Em busca do pensamento livre.

Quarta-feira, 26.04.17

 

 

 

E o leitor interrogará: Frenocómio? Já lá vou, não desista. Primeiro convém esclarecer: há mais de uma década que vou somando episódios para esta conclusão. Mas depois de ler umas coisas sobre o estado geral das escolas, sobre as provas de aferição para os petizes, sobre a hiperburocracia e sobre o estado da gestão das escolas, não me permitia outro entendimento. E qual é então o significado de manicómio? É fenocómio, hospital para internamento de doentes mentais ou hospital psiquiátrico, com todo o respeito por estes lugares.



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Sexta-feira, 10.03.17

 

 

 

Estas epifanias são cíclicas e podemos esperar como a proposta do Francis Bacon: sentados. Lembro-me de um pico semelhante em 2004 que foi o ano em que comecei o blogue. Receei que não tivesse registado o momento, mas não. Em 27 de Maio de 2004 escrevi assim e os resultados são conhecidos no presente (é muito interessante a plêiade de especialistas):


"Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não ter muita estima por si próprio.

Ouvi hoje uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios comprovados, ao que julgo saber afectos à maioria que nos desgoverna, vai discutir o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel inclui: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges, que julgo que seja um empresário bem sucedido. Espera-se que, depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas suba em flecha."

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Francis Bacon.

Albertina, museum.

Viena.



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Sexta-feira, 26.08.16

 

 

 

A falência da banca portuguesa obedece a uma precisão suíça: desde 2007 que é um por ano para não tornar "impossíveis" os orçamentos rectificativos. Nos anos mais recentes, o ritmo anual registou o BPN, seguiu-se o BES, depois o Banif, agora a CGD e parece que se adivinha o Montepio. É uma espécie de relógio suíço, quiçá em homenagem à nação neutra que não se limita a lavar vil metal: seca, lava a seco, engoma e faz entregas ao domicílio. Nem a tal de FIFA conhece qualquer obstáculo. É o modelo chuva que se vê na imagem. Talvez seja um modo prospectivo, mais amigo do ambiente, de tratar os trajes.

 

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Sexta-feira, 20.05.16

 

 

 

Os adeptos das políticas do Estado mínimo invocam o liberalismo e Adam Smith para justificarem uma superiorida ética da gestão privada. Era bom que mudassem de disco.

 

A queda dos salários, por exemplo, tem de ser acompanhada pela queda dos lucros e das rendas; e com muito cuidado com a perigosa deflação. Adam Smith via essa queda como uma decisão circunscrita às leis e à política. Se analisasse o que se passou em Portugal, seria tão taxativo como Joseph Stiglitz: houve uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e foi esse radicalismo que provocou o empobrecimento.

 

A queda dos salários provocou a subida dos lucros e a manutenção das rendas (estude-se a EDP e outros monopólios). Não será por acaso que os orientais adquirem rendas (no caso EDP os chineses traziam a lição bem estudada e conheciam o fundamental dos aparelhos partidários) e não se metem nos casinos (que conhecem melhor que ninguém) das dívidas públicas como os investidores ocidentais. O que se percebeu nestes "privados" escolares foi a guloseima das rendas a caminho do monopólio; era (e é?) esse o seu confessado objetivo.

 

 

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Adam Smith (2010:171) em Riqueza das nações, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 



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Domingo, 24.04.16

 

 

As elevadas taxas de insucesso escolar evergonham-nos e aumentaram nos últimos anos. O empobrecimento só podia dar nisto. Choca saber que, em 2014, 11 mil crianças reprovaram no 2º ano de escolaridade, o tal que o inferno da medição vai passar a aferir depois de inúmeros seminários, colóquios e horas mediáticas.

 

director-geral de uma tal de EPIS (empresários pela inclusão) que se dedica há muito ao apoio social a estudantes, também se choca e escreveu para o Expresso. E não se indigna com a fuga aos impostos através dos Panamás Leaks nem sequer com o empobrecimento. Toca ao de leve nos problemas das famílias e das comunidades e conclui no género "são 11x11 e no fim ganha a Alemanha": "É, pois, urgente transformar a escola dos seis aos dez anos". Não defendo um qualquer modelo de escola como fim da história, mas já se torna sei lá o quê ler vezes sem fim as mesmas coreografadas, e circulares, conclusões.

 

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Expresso, 1º caderno de 23 de Abril de 2016



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Sábado, 23.01.16

 

 

 

 

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Já Adam Smith via a queda dos salários como um decisão circunscrita às leis e à política. Os salários não caem  porque a sociedade empobreceu primeiro. Se analisasse o que se passa em Portugal, seria tão taxativo como Joseph Stiglitzhá uma transferência inédita de recursos financeiros das classes média e baixa para a banca desregulada e é esse radicalismo que provoca o empobrecimento.

 

Os adeptos das políticas do Estado mínimo, que invocam o liberalismo e Adam Smith para justificarem a queda dos salários como uma consequência do empobrecimento da sociedade, eram mais precisos se remetessem a tese para os "soldados" do Goldman Sachs. Como à frente se verá, a queda dos salários tem que ser acompanhada pela queda dos lucros e das rendas e, naturalmente, por uma perigosa deflação.

 

A queda dos salários está a provocar a subida dos lucros e a manutenção das rendas (estude-se a EDP ou as PPPs). Não será por acaso que os orientais adquirem rendas (no caso EDP os chineses traziam a lição bem estudada e conheciam o fundamental dos aparelhos partidários) e não se metem nos casinos das dívidas públicas como os investidores ocidentais.

 

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Adam Smith (2010:171) em Riqueza das nações, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

 

 

3ª edição. Reescrito.

 



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Domingo, 28.06.15

 

 

 

Hoje são os "problemas com a formação dos correctores de exames". Ou seja, Crato, o do "horror ao facilitismo dos outros", esqueceu-se que para a industria dos exames necessitava de correctores e não de pessoas que na recta final do ano lectivo levassem com centenas de provas e em muitos casos de programas que não leccionavam há anos ou que nunca leccionaram. Afinal, a examinocracia cratiana, cuja propaganda exige catadupas de provas a todos e nos anos quase todos, tinha mais desconhecimentos para além dos já identificados: exames exigem salas sem aulas, vigilantes sem alunos, secretariados de exames sem alunos, agrupamentos de exames sem alunos e correctores de exames sem alunos.

 

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Sexta-feira, 26.06.15

 

 

 

 

O MEC de Crato recorda aquelas pessoas que só evitam decisões incompetentes quando não decidem. Então sempre que há concursos de professores já sabemos que haverá confusão. A última é um "protocolo com um Instituto Chinês sob suspeita noutros países". Mas será possível tanta impreparação? Não haverá uma raiz ideológica a orquestrar o plano inclinado?

 

No legado de Nuno Crato evidencia-se um forte ataque à imagem da escola pública. Se o ministro revelava duas características decisivas, desconhecimento do sistema escolar e associação, por ideologia, às cooperativas de ensino, o tempo comprovou-o. 

 

Crato corporizou duas ideias feitas (a primeira falaciosa): "tudo está mal numa escola pública dominada por sindicatos" e "não se pode confiar em escolas controladas pelo pior da partidocracia local". Mas não foi o poder central que criou o modelo de gestão escolar? E não foram avisados que o pior ainda estava para acontecer? E não estão a promover um tipo de municipalização que acentuará a desgraça?

 

Fica a ideia, para animar a consciência dos optimistas iniciais, que AirCrato acordou tarde para o vírus do experimentalismo.

 

O que resta é penoso. Nunca um ministro da Educação se arrastou no lugar com tanta desconsideração mediática.

 

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Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"

 

O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".

 

Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.

 

Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.



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Quarta-feira, 24.06.15

 

 

 

Professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário? Este absurdo é a novidade do último concurso e a culpa é do MEC ou das escolas destinatárias que declararam com erros de planeamento as vagas do quadro a concurso. Quem não tem culpa são os professores que são os únicos a sofrerem as consequências se não "passarem" a desgraça dos horários zero aos seus colegas das escolas destinatárias.



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Há estados norte-americanos com três dias de aulas por semana para poupar dólares com professores. Será que o Governo de Passos segue essa lógica Tea Party e está a atrasar a reabertura das aulas com medo de não conseguir colocar professores antes das legislativas? Neste caso, a austeridade caíu em cima da ética mais elementar.

 

Se nos lembraramos da retórica PassoCratianaMitoUrbano só podemos abanar a cabeça na horizontal.



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Terça-feira, 23.06.15

 

 

 

 Da saga dos mitos urbanos:

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 



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Sexta-feira, 12.06.15

 

 

 

 

A saga dos mitos urbanos num episódio de 11 de Outubro de 2014 (esperemos que os actuais atrasos nos concursos não se transformem em mito)

 

"Um professor foi colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso" é o último episódio, relatado pelo Público, da concursite-a-caminho-de-crónica. "O massacre" é o título mais adequado para o enésimo capítulo da saga "escola pública ao fundo".



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Quinta-feira, 11.06.15

 

 

 

Quando os "mitos urbanos" de Nuno Crato ainda não atingiam o ensino superior, os professores do não superior desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. A não ser assim, cerca de 10000 professores dos quadros seriam empurrados para uma brutal requalificação rosalina e mais uns 10000 ficariam sem contrato.

 

Nesse momento tão difícil, Carlos Fiolhais escreveu coisas assim

 

"Certas greves são usadas como feitiços e, nesse caso, os dirigentes sindicais portam-se como feiticeiros. Os dirigentes dos sindicatos dos professores estão a usar a greve como feitiço para esconjurar ameaças à "classe docente". Mas pode bem ser que o feitiço se vire contra os feiticeiros.(...)Há males que vêm por bem: pode ser que, cumprindo-se o ditado sobre o feitiço, surja uma Ordem dos Professores que valorize os princípios de ética profissional mais do que os sindicatos".

 

Fiolhais confessou-se amigo do ministro, mas mudou a análise quando a impreparação de Crato se alargou ao superior. Ontem, no Público, Fiolhais assina "Quatro anos de lata" em contraposição às "duas décadas de ouro de Mariano Gago".

 

Deixei ficar algumas passagens da crónica (o que se dizia dos professores que escreviam coisas assim em 2012 e antes disso):

 

"(...)Gago(...)duas décadas de ouro(...)os últimos quatro anos foram de lata:(...)manifesto abandono da ciência.(...)Crato cortou a eito na ciência(...)A desconstrução do sistema científico-tecnológico que Gago tinha erguido foi brutal: a ordem foi para abater(...)universidades e politécnicos à beira da ruptura.(...)bastante pior do que cortar. Os recursos disponíveis(...)com uma tenebrosa gestão na FCT, foram atribuídos de modo opaco e irracional, completamente ao arrepio do espírito científico(...)assistimos a uma política de quero, posso e mando.(...)resultados catastróficos da “avaliação” provinham dessa regra nunca anunciada, justificada ou assumida,(...)Os “peritos” da ESF(...)insuficientemente qualificados,(...)O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas(...)afirmou(...)que o processo era um “falhanço pleno”. Foram bastante diplomáticos: podiam ter dito que era uma completa fraude. Na segunda fase, a arbitrariedade continuou, com atropelo das regras estabelecidas pela própria FCT(...)numa altura dita de austeridade, a FCT decidiu atribuir chorudos financiamentos públicos a fundações privadas.(...)A manifesta incompetência da gestão da FCT foi provavelmente agravada pela falta de tempo do seu presidente, que continuava professor no Imperial College de Londres.(...)"



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Sábado, 09.05.15

 

 

 

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No Expresso.pt. 

"A história não começou agora, mas motivou esta semana protestos dos pais e uma carta aberta. Acontece em centenas de escolas por todo o país e envolve milhares de estudantes. De que é que falo? Das sessões para “desenvolver nas crianças e jovens o gosto pelo empreendedorismo” dinamizadas pela Junior Achievement, “a maior e mais antiga organização mundial educativa”. As razões dos protestos? O facto de, em mais de 400 escolas públicas, as crianças e jovens, a partir dos 7 anos, estarem a ser obrigadas a assistir a estas sessões, em sala de aula, com a presença do professor titular, sem que ninguém lhes tenha perguntado nada e sem que os pais e encarregados de educação tenham sido sequer consultados.

Se fosse outra coisa, já teríamos ouvido os comentadores do costume indignados com a violação da “liberdade das famílias” e a “doutrinação das criancinhas”. Mas é o empreendedorismo e Portugal precisa de “acreditar”.

A Junior Achievement Portugal (JAP), responsável pelas sessões, é uma iniciativa da responsabilidade da Sonae e do grupo Mello, com mais de uma dezena de outros grandes grupos económicos (Millenium, PT, Barclays, Citibank ou a Jerónimo Martins...) A missão é “guiar os jovens para o empreendedorismo”.(...)

A religião do empreendedorismo já tinha tido momentos altos com o pastor Miguel Gonçalves a mandar os jovens “bater punho” ou com as formações em “empreendedorismo para bebés”, realizadas por um instituto lisboeta e destinadas a crianças entre os 4 e os 18 meses, com o objetivo de “desenvolver, em conjunto com os pais, comportamentos e atitudes chave que ajudarão o bebé, no futuro, a ser um empreendedor”. Agora, chegou em força à escola. De pequenino se torce o pepino e Portugal terá um dia pelo menos uma empresa por habitante. É a “urgência do empreendedorismo”.

Um estudo da OCDE de 2009 fazia um levantamento comparativo sobre os países onde havia mais empreendedorismo. Na Noruega, 7% da população era empreendedora, nos EUA 8% e em França 9%. Já no Gana, 66,9% da população está auto-empregada, no Bangladesh 75,4% são empreendedores individuais. Ou seja, é nos países mais pobres, onde o Estado é débil e onde o tecido económico tem pouca capacidade de concentração de recursos e de massa crítica, que se batem recordes de “empreendedorismo”. Desse ponto de vista, Portugal está no bom caminho. É só acreditar."

 

 



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Sexta-feira, 01.05.15

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 22.04.15

 

 

 

 

Das ultrapassagens nos concursos



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Quinta-feira, 09.04.15

 

 

 

 

Segundo o I, o "presidente do Instituto dos Registos e Notariado manipulava os concursos públicos no âmbito da CRESAP". Estas notícias são recorrentes na administração pública e nos diversos sistemas. Há destituições, demissões, reclamações e por aí fora. O que mais surpreende é o incumprimento de um dever por parte de quem exerce um cargo público: o dever inalienável de imparcialidade.



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Sábado, 07.03.15

 

 

 

 

 

Um português chega aos 50 anos sem conseguir pagar o IRS e as contribuições à segurança social porque, e os montantes não permitem equívocos, recebia perto do salário mínimo. Só que essa condição desfavorecida não impediu que poucos anos depois fosse eleito primeiro-ministro. Somos um país de oportunidades, sem dúvida.

 

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Quinta-feira, 05.03.15

 

 

 

O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que definiria os caminhos do modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, está vigente no liberalismo que comanda o país e a maioria das suas instituições. 

 

Ansiamos por uma saída para o estado em que vivemos e um olhar para o surrealismo ajudaria a reencontrar o caminho da modernidade, mesmo para os que atingiram um qualquer pico como é o caso da contenda entre Sócrates e Passos: "Sócrates acusa passos de "acto desprezível" que o deixa perto da miséria moral".

 

Ou seja, primeiro destrói-se e depois confessa-se. E aí voltamos à análise do surrealismo. A saída do estado surreal só se consegue com muita psicanálise. É bom recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente e isso influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.

 

Alguns surrealistas ligavam-se ao cubismo e isso explica uma série de fenómenos. As faces do cubismo justificam uma multiplicação contínua e surreal que se transporta para a actualidade e que é agora explicada pela rotação (spin) da mecânica quântica.

 

Já usei estes argumentos noutros posts.

 

 

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Domingo, 01.03.15

 

 

 

Peguei no primeiro caderno do Expresso (edição digital) e percebi que a semana deu alento ao espírito Bilderberg e que o jornal estava no registo folheto-em-campanha. Quando cheguei à página 04 passei para a revista antes de mudar de vez para a obra completa de Nuno Bragança.

 

Repare-se nesta seta alta. Este vale tudo é de bradar, realmente.

 

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O jornalismo comandado por Bilderberg omite que o presidente do CNE disse que cada chumbo é um aluno novo. Para além de tudo, esta corrente detesta que lhes digam que o principal problema do insucesso escolar está há muito identificado: "sociedade ausente para uma escola transbordante".

 

Limito-me a repetir:

 

"Há 150 mil reprovações por ano no básico e no secundário. Como o tribunal de contas diz que cada aluno custa 4 mil euros por ano, e como o presidente do CNE diz que cada reprovação é um aluno novo, as reprovações custam 600 milhões de euros", diz o jornalista.

Sinceramente, não me lembro de um tempo com tanta falácia na Educação.

Boa parte dos alunos que reprovam integram turmas que existiriam sem a sua frequência. É evidente que globalmente talvez se reduzissem algumas turmas, mas isso é sei lá o quê num país que tem que excesso de alunos por turma até nas que têm alunos com necessidades educativas especiais. Se acrescentarmos a estes achamentos a sentença de alguém da confederação de encarregados de Educação (os alunos só devem repetir as disciplinas em que reprovaram) então ficamos completamente esclarecidos sobre o conhecimento que paira sobre estes estudos.

Não vou discutir neste post a questão pedagógica, mas estas pessoas deviam fazer um estágio com presença em salas de aula numa escola escolhida pelos professores e com um regime sem reprovações.



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Sábado, 22.11.14

 

 

 

Pelo que consta, é a primeira vez que um ex-primeiro-ministro português é detido. Nem adianta acrescentar que as notícias falam em corrupção. Já ninguém se espanta com o estado da nossa democracia, tal a vertiginosa sucessão de ilegalidades que alastraram pelo território. É uma vergonha.

 

O poder político não podia ser mais mal-tratado pelos seus actores nos últimos dias: à história das pensões vitalícias para ex-deputados sucede-se a detenção de um ex-primeiro-ministro com episódios que também datam ao tempo em que exercia as funções de chefe de Governo.

 

Quem olha a partir do sistema escolar, recorda-se de um primeiro-ministro que dizia que finalmente se iam avaliar professores e que debitava argumentação sobre tudo o que dizia respeito à organização da escola pública. Um exemplo, realmente.

 

 

 



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Terça-feira, 11.11.14

 

 

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É vulgar dizer-se que Cavaco Silva gosta de fazer o género marciano, mas depois do BPN, do BES e da PT convenço-mo que Plutão deve ser a outra residência de veraneio.

 

E repito: enquanto o Governo, numa deriva de mercado selvagem e de destruição criadora, expunha a PT acabando com a Golden Share, o PR medalhava Zeinal Bava. Tudo a uma só voz. Como é que é possível que Cavaco Silva venha agora interrogar-se acerca dos actos de accionistas e gestores?

 

A imagem seguinte é de Plutão ou foi mais uma obrigação da troika?

 

 

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Segunda-feira, 10.11.14

 

 

 

"A PGR garante que não houve sabotagem no Citius e arquiva inquérito" e na mesma primeira página online do Público também se lê que o inimitável Cavaco Silva pergunta "o que é que andaram a fazer os accionistas e gestores da PT?".

 

É espantoso, realmente. A ministra, que manchou a honra de pessoas com a insinuação de sabotagem, não se demite perante o facto, nem o PR, que foi eleito sucessivamente como o anti-político que cuidaria das contas da nação, se desculpa por ter participado, até em cooperação estratégica, na bancarrota e por mais recentemente ter aprovado que o seu Governo eliminasse a Golden Share na PT enquanto condecorava Zeinal Bava. 

 

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Quinta-feira, 30.10.14

 

 

 

Obscenidade é, por exemplo, lançar o nome de uma pessoa e depois afirmar-se a sua inocência. O vale tudo tem a ética em estado de sítio.

 

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Já se tinha dado conta que o MEC continuaria a colocar professores em plena época natalícia. Mas afinal a coisa já vai em partidas de carnaval. Isto é que é capacidade de antecipação, realmente.

 

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Terça-feira, 21.10.14

 

 

 

É penoso ver um ministro da Educação com o descrédito do actual. É bom que se diga que se olharmos para o prós e contras de ontem é caso para ficarmos preocupados com o futuro.

 

Nuno Crato já nem evoca como "obras" as metas ou os achamentos curriculares com cortes a eito nas artes e nas humanidades. O ainda ministro não fala de exames nem da "papelada" denominada por contratos de autonomia. Crato não refere o combate ao facilitismo e nem consegue colocar o emblema do "não-à-parque-escolar-e-às-novas-oportunidade". Já nem os 30 alunos por turma ou a prova de ingresso para professores conseguem pôr o ministro a dar asas à soberba em descrédito dos colegas de profissão.

 

Repare-se nas quatro "obras" que o ministro acha que deixou como legado: as duas primeiras estão por provar e aa seguintes fazem-nos recuar à década de 60 do século passado.

 

"(...)O alargamento da rede pré-escolar, a alteração do currículo para o 1.º ciclo, a redução das taxas de abandono escolar e as vias profissionalizantes do ensino secundário foram algumas das medidas apontadas hoje por Nuno Crato, durante a cerimónia de encerramento da conferência “Os Direitos da Criança – Prioridade para quando?”. 

“Temos aqui três ou quatro coisas de que o ministério se orgulha muito”, concluiu o ministro da Educação, no final da cerimónia realizada no parlamento e organizada pelo Instituto de Apoio à Criança (IAC). 

Segundo dados citados hoje por Nuno Crato, 99% das crianças com cinco anos frequentam o ensino pré-escolar e quase metade dos alunos do ensino secundário (47%) já opta pela via profissionalizante em alternativa ao ensino regular.(...)"

 

 

 



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Das duas uma: a malta destes concursos é tresloucada ou isto é de propósito para afundar a escola pública.

 

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Segunda-feira, 20.10.14

 

 

 

A mentira descarada

 

 

 



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Terça-feira, 14.10.14

 

 

 

 

 

 

 Zeinal Bava na comissão de ética no dia 10 de Março de 2010.

 

 



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Segunda-feira, 13.10.14

 

 

 

 

Como cedo se começou a perceber, a dificuldade deste MEC em lidar com fenómenos numéricos e concursos públicos não se remeteu ao erro na fórmula.

 

O Nuno Rolo enviou-me uma tabela, acompanhada das resspectivas explicações, com colocações duplicadas na última reserva de recrutamento (RR3). São colocações em escolas que não são TEIP nem têm contrato de autonomia.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:31 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 07.10.14

 

 

 

Vi ontem a entrevista ao SE de Estado do ensino e da administração escolar na SICN e encontrei o vídeo. Impressiona o modo como se desresponsabiliza, mas o melhor é ver o filme. O momento mais deprimente é a resposta à jornalista quando questionado sobre as indemnizações aos professores que pagaram rendas de casa em vão. Aí, o SE foi igual ao que de pior tem a política partidária e que nos empurrou para onde estamos: não posso fazer ajustes directos.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:04 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Domingo, 05.10.14

 

 

 

Os blogues e os jornalistas já gastaram as palavras para o interminável desmiolo do MEC com os concursos de professores. O Paulo Guinote já lhe chama manicómio, depois de se auto classificar, com humor irónico, como "um centralista com grau zero de inteligência" e desconhecedor de "matemáticas profundas" para explicar a incompreensão do MEC com quem há muito defende a sensatez: o concurso por lista graduada.

 

Nesta altura, um único concurso por lista graduada já é mesmo a única saída e não apenas para os professores que concorrem à BCE.

 

Para quem não saiba, há dois tipos de escolas divididas em grupos de má burocracia: com contrato de autonomia e TEIP (CA e TEIP) e sem o referido contrato (SRC). Os candidatos têm de se submeter a subcritérios para além da graduação profissional na desmiolada BCE para as escolas CA e TEIP e concorrem apenas com a graduação profissional para as SRC. O segundo concurso vai sobre rodas, mas como os candidatos são os mesmo para os dois processos é fácil imaginar a confusão e o rol de injustiças que se estão a cometer.

 

Os subcritérios carecem de objectividade e muitas de vezes de certificação. Ora foi exactamente por isso que caiu o desmiolado concurso de professores titulares do tempo de Lurdes Rodrigues e que a actual maioria tanto condenou. Às tantas, os actuais decisores nem esta evidência devem conhecer.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:04 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 03.10.14

 

 

 

 

O primeiro despacho anula todas as colocações na BCE de 12 de Setembro. O MEC, provando que não é uma instituição de bem, não respeita a palavra dada a esses professores.

Desde logo se percebeu que o desmiolo (que não termina aqui) não podia ficar assim e que as afirmações de Nuno Crato eram, para não variar, arrepiantemente desconhecedoras.

 

 

Imagem captada no blog DeAr Lindo

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:46 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sexta-feira, 26.09.14

 

 

 

Passos Coelho disse, pela enésima vez e agora na Assembleia da República, que os erros nos concursos de professores atingiram apenas 2%. E repetiu a falácia de forma enfática. Francamente, nem sei se sabe do que fala ou se repete o que lhe dizem. É grave de qualquer dos modos e é um péssimo retrato.

 

Como os números deste MEC "nunca" batem certo, mas vamos lá apurar os tais 2% de forma arredondada.

 

Imaginemos que há 105 mil professores. 1700 vincularam recentemente, o MEC diz que reduziu a zero a mobilidade interna (mais uma falácia) e uns 100 mil são do quadro e não concorreram este ano. Se a BCE envolve umas 4000 vagas, o erro grave no algoritmo do concurso atingiu uns 80% dos professores que concorreram este ano e que tinham que ser colocados.

 

Talvez o fantasma de Passos lhe soletre: ai se os da BEC fossem mesmo 2% dos que concorreram. Esta AD a organizar concursos para 105 mil demoraria uma década a acertar o algoritmo.



publicado por paulo prudêncio às 12:17 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 16.09.14

 

 

 

 

Há, pelo menos desde a década de setenta do século passado, literatura docimológica que aborda a transferência entre escalas na avaliação escolar.

 

Os conhecidos Viviane e Gilbert Landsheere introduziam conceitos de estatística elementar para fundamentarem os cuidados nessas transferências.

 

Por exemplo, a escala de 1 a 5 tem a média a meio do 3 (o 3 é o primeiro patamar da positiva escolar, digamos assim), enquanto que a escala de 0 a 20 tem o mesmo patamar no 10 ou a de 0 a 100 no 50. Numa transferência da escala de o a 20 para a de 1 a 5, o 10 não corresponde linearmente ao 3, uma vez que existem valores inferiores ao "meio do 3" que seriam positivos na avaliação escolar considerando a estatística elementar.

 

Apresentei um pequeno exemplo que é tido em conta com todos os cuidados pelos sistemas escolares há cerca de 50 anos.

 

E não é que um MEC, que enche o discurso de atestados de incompetência, principalmente em aritmética, aos seus professores e em pleno 2014, consegue pegar em duas escalas (de 0 a 20 e de 0 a 100), somar a classificação que um individuo obtém em cada uma delas, dividir por dois e achar que, assim, o produto corresponde a um peso de 50% em cada uma das classificações.

 

 

 

 



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Maria de Lurdes Rodrigues (MLR) disse, ontem à noite num canal de cabo, que vai educar a justiça para que os portugueses possam, finalmente, confiar num dos pilares da democracia. Disse ainda que vai trabalhar muito para desconstruir a acusação de que foi alvo.

 

É espantoso, realmente. Uma pessoa é acusada por um acto enquanto ministra da Educação e no mesmo dia vai a um canal de televisão e coloca-se acima da justiça. 

 

A justiça tem que funcionar, embora se tenha a sensação que há alguma impunidade com a corrupção ligada aos aparelhos partidários ou, pelo menos, falta de meios.

 

Não gosto de juízos de carácter. Enquanto ministra, MLR revelou uma gritante impreparação associada a doses elevadas de autoritarismo, arrogância e cinismo. Também me parecia crente na manipulação mediática e na tese de que o sistema escolar era um grande primeiro ciclo. Essa mistura explosiva, e trágica, deu no que se sabe e ficou bem patente na soberba com que ontem se dispôs a, finalmente repito, educar a justiça.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:52 | link do post | comentar | ver comentários (13) | partilhar

Domingo, 14.09.14

 

 

 

 

 

 

Aguardam-se as explicações, mas tudo indica que há um erro de aritmética 

 

(na notícia, é ouvida a associação de professores de matemática porque não há organização de aritmética que "(...)é o ramo da matemática que lida com números e com as operações possíveis entre eles. É o ramo mais antigo e mais elementar da matemática, usado por quase todos, seja em tarefas do quotidiano, em cálculos científicos ou de negócios"; pois: parece que o actual MEC era "mais negócios") 

 

nos concursos "BCE" para professores "contratados" como se tinha enunciado aqui.

 

Deixo dois links do blogue "visto da província" sobre o assunto:

 

 

Doutor Crato: faça as contas

 

6 notas amigas para quem quiser reclamar da Bolsa de contratação de escola

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:10 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 13.09.14

 

 

 

 

 

 

 

Desenho de Luís Afonso.

 

Cortesia de CVC.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 23:54 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 30.08.14

 

 

 

 

Há pouco tempo, seguramente na silly season, o ultraliberal (agora com menos combustível) Martim Avillez, colaborador do Expresso, disse à Ana Lourenço, na SICN, sobre o caso BES: "É um assunto muito delicado e não podemos opinar com precipitação". O mesmo ultraliberal não se tem cansado de opinar, com pressa e precipitação, sobre a avaliação de professores e a propósito de tudo o que sirva para diminuir a escola pública e os seus profissionais. O costume, digamos assim, nas narrativas da malta ultraliberal.

 

O seu texto no último Expresso tem o basquetebol no título e chamou-me à atenção. Vou directo à narrativa, mas publico a coisa na íntegra. Para poupar os leitores divulgo a parte em causa com sublinhado e tudo.

 

Segundo Avillez, o indiano Vivek Ranadivé (nascido em 1956), bem sucedido em Silicon Valley, é o inventor da defesa individual em campo todo adoptada pelo basquetebol profissional. Esta afirmação é falsa.

 

Segundo Avillez, o citado indiano ensinou às filhas, com sucesso, o sistema defensivo que assim se tornou célebre e adoptado. Pois bem. Há liga profissional desde a década de quarenta do século XX e pelo menos em 1957 (o Vivek tinha um ano e mesmo na Índia não é possível ter de imediato filhas adolescentes e logo duas) já era obrigatória a defesa individual (só mesmo há poucos anos são permitidas pequenas variações) e muitas equipas a usavam no campo todo. Fazê-lo sempre e em todos os jogos é que só nas falácias e narrativas de um ultraliberal.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:04 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


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