Em busca do pensamento livre.

Sábado, 11.11.17

 

 

 

Há quem tente antigas instrumentalizações na actual luta dos professores. Desde logo, usando uma falácia. Nos OCS, mas também nas redes sociais, diz-se com frequência que os professores ficaram em silêncio durante os governos da PàF. Não é verdade. Consulte os posts do mês de Junho de 2013 e terá a documentação necessária. A esse propósito, escrevi ontem num debate.

 

(...)Um dos momentos mais difíceis da já longa luta dos professores portugueses da escola pública ocorreu em 2013 contra as políticas do governo PàF. Era muito difícil contestar na altura. Estávamos isolados num país derrotado e anestesiado. Em Junho desse ano, ocorreu uma histórica greve aos exames do 12ª ano (estive num directo de uma opinião pública especial da sic notícias e senti na pele a animosidade - tenho tudo documentado -) seguida de uma greve às avaliação do final de ano que foi comovente de tanta resistência; com a adesão das duas federações de sindicatos. Foi muito mais difícil do que as históricas manifestações de 2008 onde, na semana seguinte, a maioria entregava objectivos individuais ou uns meses depois dava corpo ao nefasto modelo de gestão. Evitou-se, para além de outras coisas, que 15 mil professores do quadro com horário zero fossem de imediato requalificados. É muito injusto que se ignore isto.(...)

 



publicado por paulo prudêncio às 14:34 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 10.11.17

 

 

 

Apetece-me Algo!



publicado por paulo prudêncio às 10:57 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 04.10.16

 

 

 

 

E eis que vão aparecendo títulos em jornais de referência sobre a profissionalidade dos professores. São estudos do ME que fazem a notícia. Os jornais ouvem algum contraditório. Depois, escolhem títulos com aquela inclinação que questiona as reduções de horários, e omite-se que são por causa da idade dos professores, deixando no ar a "possibilidade da bela vida". Não tarda, e foi assim que começou noutros tempos de péssima memória, intitula-se que os professores faltaram injustificadamente a 1345 aulas em 2015. Esmiúça-se a coisa e conclui-se que a amostra incluía 1 milhão e 345 mil aulas e que as injustificadas corresponderam a 0,1%. Esse 0,1% derivou de atrasos das juntas médicas e as faltas já estão devidamente justificadas.

 

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Imagem obtida na internet sem referência ao autor.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:10 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 02.09.16

 

 

 

CGD não voltará a falir de imediato uma vez que chumbou nos testes de stress do BCE. Sempre que um banco português passou nestes testes, faliu na semana seguinte. O BES teve mesmo um excelente antes da necessidade de requalificação (o eufemismo dos média para as falências na alta finança que, como na imagem, jamais pisa a relva). Entretanto, a injecção de capital na CGD já serviu, garante a nova administração, de fármaco para o stress. Para o ano, a síndrome anual (um banco por ano desde 2008) deve atingir o Montepio.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:26 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 01.04.16

 

 

 

O presidente da Assembleia da República (PAR) defende a atracção "dos melhores para deputados, ao contrário da mediania que se está a verificar". Diz que se está a perder qualidade. É uma velha questão. E para isso, Ferro Rodrigues advoga o aumento salarial dos deputados ainda nesta legislatura. Não se trata da reposição que se verifica com pensionistas e funcionários públicos. É mesmo meritocracia.

 

Para além de tudo, e como me dizem que o PAR é da tendência socialista meritocrática que aplicou as "New Public Management", era bom questioná-lo se a mediania inclui os jovens deputados que fizeram a comissão parlamentar do caso BES e se os melhores são os (só de elencar, arrepia) inúmeros que exerceram cargos de chefes de Governo, de ministros ou secretários de Estado das mais diversas pastas e que até foram chefes de grupos parlamentares, figuras relevantes dos aparelhos partidários, membros do Conselho de Estado e por aí fora. É que não vejo a "mediania que se está a verificar" a queixar-se da falta de estímulo.



publicado por paulo prudêncio às 16:15 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 15.01.16

 

 

 

 

A definição de escola como arena política é quase irrefutável. O autor encontrou outras cinco imagens (empresa, burocracia, democracia, anarquia ou cultura), mas as contendas ideológicas preenchem boa parte do nosso espaço público escolar. É por termos uma sociedade assim (também ausente na Educação e imatura nos procedimentos democráticos) que advoguei a supressão dos exames das crianças (porque eliminam os maus rankings e repensam os limites morais do mercado ao retiram sentido a prémios monetários, pautas públicas e quadros de honra) e considerei dispensável a prova de aferição no 2º ano com o argumento da detecção da exclusão precoce numa sociedade que tem é que ser capaz de se responsabilizar pela educação dos petizes para que estes problemas não se eternizem.

 

É evidente que há argumentos risíveis. Desde logo, o "no meu tempo é que era" ou "os traumas para a vida". Mas hilariante, hilariante, foi o que li num dos mentores do "Observador" que prevê uma bancarrota com o actual Governo. E porquê? Qual foi o primeiro argumento do tal mentor? A supressão dos exames do 4º ano em Portugal. Isso mesmo. Estamos a imaginar Lagarde, Juncker e Draghi (a troika) pedirem uma audiência urgente a Obama para estudarem os efeitos devastadores no sistema financeiro com a supressão dos exames do 4º ano em Portugal.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:18 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 13.07.15

 

 

 

"O Governo português é uma espécie de animal doméstico de estimação da Alemanha e não quero acreditar que o caderno eleitoral interno norteie as suas decisões", disse o sensato Pedro Santos Guerreiro do Expresso ontem na SICN. Esta triste figura histórica do Governo português teve hoje mais um episódio de bicos-de-pés e de falácia eleitoral que dará boas caricaturas: "Passos assume autoria da medida que permitiu acordo". É um vale tudo, realmente. Não tarda e era aquém da troika desde pequenino.



publicado por paulo prudêncio às 11:02 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 08.06.15

 

 

 

 

Nuno Crato diz hoje ao económico que "(...)vivemos momentos excepcionais, de que já nos esquecemos um pouco. Há quatro anos, quando chegou a troika, estávamos em pré-bancarrrota. Estivemos num período de vigilância e fomos obrigados a seguir um programa com grande atenção aos gastos. Na educação também foi necessária contenção de custos muito grande, sobre (...)a constituição de turmas.(...)". É a mesma pessoa que em 5 de Junho de 2013 disse, numa inenarrável entrevista televisiva em que se pôs a dissertar sobre a relação entre a formação dos professores e o número de alunos por turma, que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade".



publicado por paulo prudêncio às 18:08 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 12.03.15

 

 

 

 

Mas não há profissionais menos competentes no sector público? Claro que haverá. Essa não é sequer a questão dos últimos anos.

 

A afirmação falaciosa elevava a gestão apenas por ser privada: fazia mais com menos e tinha o exclusivo da competência, da inovação e da ambição. Até me fui, e vou, beliscando quando mesmo entre as pessoas do público se assistia, e assiste, a uma qualquer ideia de "impossibilidade" quando se apontava, e aponta, algum exemplo de gestão democrática. Nesses casos, se se inclui a democracia na designação já é mau sinal.

 

Há, em Portugal é seguro, um desprezo pelos méritos, inigualáveis na história da humanidade, sublinhe-se, da democracia. Quando há uns poucos anos adivinhávamos a tragédia da desregulação da Educação na Suécia, éramos uns radicais ideológicos. Nesta altura, já são os próprios suecos que se "confessam decepcionados com a privatização da Educação".

 

A "desgraça" da bancocracia acentuou a falácia referida. Claro que existem bons profissionais em ambos os sectores, mas a Educação, pelo seu carácter de longo prazo e de produtos não mensuráveis no imediato, não é aconselhável aos modelos empresariais. Em Portugal têm falido várias universidades privadas a par dos escândalos de privatização de lucros no não superior em cooperativas que precarizaram professores e outros profissionais.

 

Como sempre se suspeitou, os privados faziam mais com menos se não se considerasse a privatização de lucros, o atropelo aos mais elementares direitos laborais e a observação de resultados democráticos de médio e longo prazos.

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:26 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 01.03.15

 

 

 

Peguei no primeiro caderno do Expresso (edição digital) e percebi que a semana deu alento ao espírito Bilderberg e que o jornal estava no registo folheto-em-campanha. Quando cheguei à página 04 passei para a revista antes de mudar de vez para a obra completa de Nuno Bragança.

 

Repare-se nesta seta alta. Este vale tudo é de bradar, realmente.

 

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O jornalismo comandado por Bilderberg omite que o presidente do CNE disse que cada chumbo é um aluno novo. Para além de tudo, esta corrente detesta que lhes digam que o principal problema do insucesso escolar está há muito identificado: "sociedade ausente para uma escola transbordante".

 

Limito-me a repetir:

 

"Há 150 mil reprovações por ano no básico e no secundário. Como o tribunal de contas diz que cada aluno custa 4 mil euros por ano, e como o presidente do CNE diz que cada reprovação é um aluno novo, as reprovações custam 600 milhões de euros", diz o jornalista.

Sinceramente, não me lembro de um tempo com tanta falácia na Educação.

Boa parte dos alunos que reprovam integram turmas que existiriam sem a sua frequência. É evidente que globalmente talvez se reduzissem algumas turmas, mas isso é sei lá o quê num país que tem que excesso de alunos por turma até nas que têm alunos com necessidades educativas especiais. Se acrescentarmos a estes achamentos a sentença de alguém da confederação de encarregados de Educação (os alunos só devem repetir as disciplinas em que reprovaram) então ficamos completamente esclarecidos sobre o conhecimento que paira sobre estes estudos.

Não vou discutir neste post a questão pedagógica, mas estas pessoas deviam fazer um estágio com presença em salas de aula numa escola escolhida pelos professores e com um regime sem reprovações.



publicado por paulo prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 24.02.15

 

 

 

"Há 150 mil reprovações por ano no básico e no secundário. Como o tribunal de contas diz que cada aluno custa 4 mil euros por ano, e como o presidente do CNE diz que cada reprovação é um aluno novo, as reprovações custam 600 milhões de euros", diz o jornalista.

 

Sinceramente, não me lembro de um tempo com tanta falácia na Educação. É mais um descaramento do discurso do "mais com menos". Até acho que chegaram lá a partir do seguinte algoritmo: se num concelho reprovam mil, se cada escola tem mil, podemos fechar uma escola e poupar 10 milhões.

 

Cada reprovação é um aluno novo? Francamente.

 

Boa parte dos alunos que reprovam integram turmas que existiriam sem a sua frequência. É evidente que globalmente talvez se reduzissem algumas turmas, mas isso é sei lá o quê num país que tem que excesso de alunos por turma até nas que têm alunos com necessidades educativas especiais. Se acrescentarmos a estes achamentos a sentença de alguém da confederação de encarregados de Educação (os alunos só devem repetir as disciplinas em que reprovaram) então ficamos completamente esclarecidos sobre o conhecimento que paira sobre estes estudos.

 

Não vou discutir neste post a questão pedagógica, mas estas pessoas deviam fazer um estágio com presença em salas de aula numa escola escolhida pelos professores e com um regime sem reprovações.

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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