Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 08.09.17

 

 

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Uso intensivamente computadores desde 1986: escrita, programação de bases de dados, construção de redes e de sítios na internet e por aí fora. O blogue caminha para 13 anos num registo diário e a partilha de textos noutras redes sociais já vai quase numa década. Se quando inaugurei o blogue reduzi a publicação de textos nos jornais, também os procedimentos fora do Correntes têm que ser bem administrados para manter a motivação. Como faço questão de ler e responder a todos os comentários aos meus textos, reduzi a participação fora do blogue. É apenas este o motivo de alguma desaceleração no facebook e da quase desistência do twitter.

Recordo que ter um blogue foi, para o mainstream e nos anos iniciais, sinal de "pessoa incómoda". Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não. Mas só faltava que agora se queixassem do ritmo dos bloggers.

 



publicado por paulo prudêncio às 10:41 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

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#banksy

 

@mariadocéu

 



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Sábado, 24.06.17

 

 

 

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Mas no facebook não é seguido: faz como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo, nunca publicam e têm perfil de outro mundo :). São invisíveis e espreitam o mundo; socializam. Haja paciência.



publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 08.06.17

 

 

 

(este post obedeceu a uma espécie de excepção;

considerei a notícia importante e oportuna;

fiz um balanço de dois anteriores

e partilhei-o para o facebook) 

 

 

"Os professores comprovam estes números" das aposentações na função pública que ajudam a perceber a justiça da greve. Ainda ontem, na entrevista (SIC) a António Costa, o assunto inaugurou o debate. Estranhei. Depois percebi que o entrevistador - um conhecido defensor dos 1% - quis embaraçar o PM. Não resultou. O entrevistado sabe as razões dos professores. Concorda com as reivindicações e espera um acordo antes da greve.
Nunca foi fácil marcar uma greve, mas é mais difícil com um Governo em alta justificada e com um discurso democrático. Contudo, isso não certifica a passividade. Para dificultar, a plataforma de sindicatos de professores tem duas federações mais representativas, Fenprof (número um em associados) e Fne, que convocaram uma greve aos exames para 21 e uns seis sindicatos (alguns com mais dirigentes do que sócios) que o fizeram para 14 (sem exames). Para não variar, um spin oportuno recordou que o Governo Pàf legislou novos serviços mínimos. E também como é habitual, regressaram de imediato os tácticos: os Pàf impacientes e os PS-primeiro a diabolizarem os sindicatos. Tudo no interesse dos alunos, sublinhe-se. Se o Governo fosse Pàf, invertiam posições.
Como alguém disse, e com piada, uma greve a 35 de Junho era consensual. Ou como bem disse António Costa, a greve é um direito, prejudica sempre alguém e, em casos justificados, existem serviços mínimos. É bom recordar aos tácticos que há memória de 2012 e 2013 e se recuarmos ainda chegamos ao tempo de Lurdes Rodrigues. Já agora, era bom que a mesa negocial não voltasse, como nesses tempos, a dividir os professores.



publicado por paulo prudêncio às 16:42 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 25.04.17

 

 

 

Abril foi por acaso, mas fiz uma espera para que 25 fosse o primeiro dia. Gosto de ter um blogue - esses clássicos da publicação digital -  e que o "Correntes (em busca do pensamento livre)" faça anos hoje. Mantenho o ritmo diário de publicação. Este é o post 9494 e partilhei alguns textos no twitter ou no facebook. 13 anos depois, agradeço mesmo pela atenção.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:19 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Sábado, 04.02.17

 

 

Nos últimos anos, as aposentações de professores mudaram de significado: passaram do júbilo à fuga, com excepções como em todas as regras. Ontem assisti à homenagem institucional à minha amiga Isabel Maria Sousa e Silva. Foi um júbilo em modo de fuga. Costumava brincar com ela por causa dos sucessivos adiamentos da idade para a reforma que a apanhavam sempre "à beira de". O mais significativo está no seu testemunho no facebook (a foto veio do mesmo sítio):

"Não tenho palavras para descrever tanta emoção junta. Quando o nosso trabalho é reconhecido, é muito gratificante. Foi muito especial esta homenagem da Câmara Municipal e foi muito difícil controlar as emoções, sobretudo quando fui presenteada com os abraços e lágrimas de um grupo de ex-alunos. Obrigada David, Rita, Leonor, Carolina, Madalena e Zé Pedro. Adoro-vos. Depois, ter a presença do meu pai e da minha filha e de uma quantidade de colegas e amigos.....Sem palavras. Deveras emocionada. Obrigada a todos pelo carinho e amizade."

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:38 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 31.01.17

 

 

 

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Daqui

 



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Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

É uma carta para ler com atenção. Quem participa na mesa negocial sobre a vinculação extraordinária de professores não pode ficar indiferente. A carta aberta da Sara Bordalo Gonçalves (ligação à sua cronologia no facebook) apresenta um exemplo claro das injustiças que se cometerão se se secundarizar a graduação profissional.

 

"Carta Aberta ao Ministro da Educação

Emo. Sr. Ministro de Educação

Sara Raquel Bordalo Gonçalves, portadora do BI XXXXXXXX, nascida a 12 de Novembro de 1979, Docente contratada com 11 anos e 278 dias de serviço completos em 31/08/2016 e 12 anos e 53 dias ao dia de hoje (17/01/2017), licenciada em Geografia e Planeamento Regional com Ramo de Formação Educacional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, curso com a duração de seis anos (pré-Bolonha), com a classificação de 16 valores, vem por este meio contestar os critérios definidos, até ao momento, pelo Ministério de Educação para vinculação extraordinária de docentes contratados a realizar no ano letivo 2016/2017.

Até à data, tirando a norma-travão (em que os professores com 4 renovações ou 5 horários completo seguidos), vinculavam automaticamente, os concursos nacionais sempre tiveram em conta a classificação profissional e o tempo de serviço, sendo que à classificação se somava um valor por cada ano de serviço. Aliás, em qualquer concurso público é tida em conta a habilitação/classificação académica do candidato.

Mais nos últimos 8 anos, só houve um ano em que não fiquei colocada num horário completo anual, por ter sido um ano de concurso geral (2013), mas em que se mantiveram as renovações das escolas TEIP e com autonomia.

Desde 2003, fui colocada em 12 escolas, pertencentes a 3 dos antigos quadro de zona pedagógica, tendo nos últimos anos ficado sempre no QZP7.

Este ano estou colocada desde o dia 1 de Setembro de 2016, o que faz com que este horário seja uma necessidade permanente. Não obstante, e apesar de estar colocada em escolas do Ministério de Educação desde 2003, de forma ininterrupta, querem proibir-me de concorrer em 1ª prioridade, sendo assim ultrapassada por dezenas ou centenas de colegas que estão atrás de mim na lista nacional de graduação profissional e que nos últimos seis anos até podem ter estado um ano sem colocação ou em horários temporários.

Se aplicarmos a lei geral do trabalho ao caso dos professores, estes teriam de ter 3 horários completos anuais para a efetivação do lugar, os quais tenho, mas querem impossibilitar-me de concorrer em 1ª prioridade, mesmo sendo docente contratada pelo Ministério de Educação desde 2003.

Não percebo o porquê de não se abrir um concurso externo (ordinário) sério, na medida em que se determinem as vagas, tendo em conta as necessidades das escolas e as projecções demográficas para cada região.

Indo para a frente esta situação, ficarei sem possibilidade de ser colocada em horário completo anual, pois os docentes que vinculariam iriam ocupar todos esses lugares, sendo certo que a minha saída seria o desemprego, sem qualquer possibilidade de ser integrada na mesma profissão e depois de longos anos como docente em escolas do Ministério de Educação.

Mais, porventura alguns Colegas que tendo outros empregos/ocupações concorrem a poucos horários completos anuais e ficam em horários incompletos para não saírem da sua zona de conforto e bem-estar, fazendo do ensino um hobby ou acréscimo de rendimentos, vincularão!

Em qualquer concurso a habilitação académica e profissional é sempre tida em conta, como sucede para colocar professores, todavia para os vincular, parece já não interessar para nada!

Para além disso a presente contestação assenta nos seguintes pontos:

1º ponto - O desrespeito total pelas regras da legislação geral do trabalho, ignoradas pelos sucessivos governos na contratação de docentes, através do direito à vinculação ao fim de 3 anos de serviço. 

2º ponto – O desrespeito total pela publicação nos dias 4 e 5 de maio de 2010 de duas resoluções, anteriormente aprovadas na Assembleia da República, que fizeram recomendações ao Governo em matéria de estabilidade de emprego dos professores e educadores. 

A saber:

Projeto de Resolução n.º 104/XI (CDS-PP)

- Recomenda a integração excecional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço (corresponde à Resolução n.º 35/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP, PCP, PEV 

Abstenção - BE 

 

Projeto de Resolução n.º 103/XI (PS)

- Recomenda ao Governo que promova a estabilidade 

e qualificação do corpo docente nas escolas (corresponde à Resolução n.º 37/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP 

Abstenção: PCP, BE, PEV 

 

3º ponto – O desrespeito total pela lista de graduação nacional, que contempla a nota final de curso (qualificação profissional – exigida em qualquer concurso público) e o tempo de serviço que, de forma consensual, tem sido referida pelos docentes contratados como a única forma justa de colocação de professores.

Com base no acima exposto, considero ser da maior injustiça a definição de um critério que impede os docentes com menos de 12 anos prestados de concorrer à vinculação, seja ela extraordinária ou não.

Estes critérios demonstram falta de transparência, falta de equidade e desrespeito total pelos professores que há mais de uma década percorrem o país de norte a sul na esperança de, um dia, poderem atingir alguma estabilidade.

 

Para consulta, transcrevo as referidas resoluções.

 

Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010

Recomenda a integração excepcional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço.

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo: 

1 — A integração excepcional na estrutura da carreira docente dos educadores e professores profissionalizados contratados, em funções de docência há mais de 10anos lectivos, com a duração mínima de seis meses por ano lectivo, para efeitos de integração e progressão na mesma, assegurando que essa integração aconteça em prazo a estabelecer com as organizações sindicais dos professores e no máximo em concurso extraordinário a realizar em Janeiro de 2011. 

(...)

 

Resolução da Assembleia da República n.º 37/2010

Recomenda ao Governo que promova a estabilidade e qualificação do corpo docente nas escolas. 

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que: 

1 — Proceda a um levantamento exaustivo e rigoroso das necessidades permanentes dos recursos docentes do sistema educativo. 

2 — Promova a abertura de um concurso extraordinário, que responda às necessidades permanentes identificadas no sistema educativo, dirigido aos docentes contratados, observando o seu tempo de serviço, qualificação e experiência profissional. 

3 — Proceda, em tempo útil, à regulamentação do acesso à habilitação profissional para a docência dos docentes que ainda não a tenham obtido. 

Aprovada em 15 de Abril de 2010. 

O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. 

 

Acredito no bom senso e na justiça, por isso envio-lhe esta carta aberta que remeterei com conhecimento do Exmo. Sr. Presidente da República Portuguesa, Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República e os Srs. Secretários de Estado da Educação.

Sem outro assunto

Atenciosamente

Sara Raquel Bordalo Gonçalves"



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Domingo, 11.12.16

 

 

 

Escrevi há tempos no facebook que "a partir da revolução tecnológica (RT), a produtividade de cada pessoa triplicou mas aumentou o desemprego estrutural. É um dado fundamental para a discussão sobre impostos e desigualdades. A RT originou outra discussão fundamental: os robots "devem descontar" para a segurança social? Num nível mais imediato, temos a taxação dos mais ricos, os tais 1%, que, surpreendentemente, origina sempre uma contestação inflamada de uma parte dos 99%." Uns tempos depois, e a propósito de Trump ter declarado que teria 1 dólar de salário como Presidente, concluí, também na rede social, que "é fundamental que os robôs paguem segurança social, mas com salários de 1 dólar por ano não vamos lá." Dá ideia que Trump confirma um tom humorístico que se pode tornar trágico.



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Sexta-feira, 11.11.16

 

 

 

Deixei o seguinte o comentário no facebook: "Que grande confusão neste post. São assuntos bem distintos. Estou surpreendido com o seu "hilariante". Parece que HC já vai com mais de 2 milhões de votos. Isso não merece ser discutido? Estamos no fim da história? Que relação é que isso tem com o desejo da geringonça ser bem sucedida. A geringonça teve mais votos do que a PàF, que concorreu coligada. O partido, sem coligações, com mais votos populares foi o que forma o Governo. E podia não ter sido, obviamente. Mas foi."



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Sábado, 10.09.16

 

 

 

A menos que faça como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo - não tinham qualquer acção na rede - e de perfil irreconhecível ou de outro mundo :). Haja pachorra.

twitter

 



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Sábado, 27.08.16

 

 

 

Subida de impostos, desemprego em números inéditos, cortes a eito em salários e pensões durante anos a fio, carreiras (de professores, por exemplo) há oito anos congeladas, pessoas, sem acesso aos quadros, com dez a vinte anos sucessivos de contratos anuais, emigração em massa à procura de salários que permitam viver, quebra populacional, precariedade e insegurança profissional que atinge principalmente os jovens adultos e por aí fora. Há explicações? Encontrei uma com sentido de Pedro Pais de Vasconcelos que podíamos multiplicar por todo o arco governativo e pelos diversos bancos; depois é fazer contas até mais de 20 mil milhões de euros "desaparecidos". Era o tal pântano?

 

"CGD: quando eu Presidia ao seu Conselho Fiscal, a Caixa, sozinha, valia mais do que o resto do sistema bancário. O governo de Guterres extinguiu o Conselho Fiscal por Decreto-Lei.
O resultado foi a sucessão de grandes operações de financiamento a clientes especiais que não vieram a pagar, mas a quem também ninguém tem vontade de cobrar.
Tanto a concessão de crédito como a sua não cobrança merecem ser investigadas, é tão fácil...
E, depois de investigadas, deve ser feitas duas coisas: castigar exemplarmente os responsáveis e cobrar os créditos com a mesma energia que usam quando cobram sobre as pobres famílias que ficam sem casa.
Porque é que ninguém cobra o crédito da Caixa sobre o Berardo? E quem é que propôs em Conselho a sua concessão e quem é que no mesmo Conselho votou a favor.
Alguém que responda, por favor."

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Adenda com vídeo com declarações de Miguel Sousa Tavares:

"Muitos dos piores negócios da Caixa foram feitos sob égide de administrações nomeadas pelo PSD".



publicado por paulo prudêncio às 16:47 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 19.06.16

 

 

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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



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Quarta-feira, 25.05.16

 

 

 

"Nessa altura, ela estava no facebook. Sei sempre quando entra ou sai. Nunca viste a coluna da direita no computador ou no tablet? Consegues saber quem está e há quanto tempo", dizia-se em tom excessivamente audível na mesa ao lado. A conversa a quatro foi por ali fora sempre à volta da vida alheia. Nem a atenuação de uma voz mais-vida-própria, que remetia a possibilidade das presenças contínuas para tablets ou smartphones ligados com app's abertas ou com browsers na mesma situação em computadores, descansava as outras três almas. O frenesi do voyeurismo era tão sôfrego, que os vigiados já devem ter saliências no topo da cabeça, vulgo antenas, para a acusação evernet. Que raio de vidas, realmente.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:05 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 22.05.16

 

 

 

A Liberdade como princípio, a Liberdade como fim (do facebook de José Matias Alves)

 

(...) 

Três liberdades e mais três. A liberdade é um substantivo, mas é também um verbo de acção. A escola pública tem de saber repensar-se, renovar-se, abrir-se.


Em primeiro lugar, repensando-se no espaço público. Há mais educação para além da escola. Hoje, precisamos de reforçar os laços entre a escola e a sociedade e assim renovar um compromisso social em torno da educação. É uma mudança decisiva, que exige uma efectiva capacidade de decisão das pessoas, das autarquias e das instituições no interior deste espaço público da educação. Não gosto muito da metáfora das «cidades educadoras», mas é a que melhor ilustra a dimensão de partilha e de co-responsabilização que marca a educação nas sociedades contemporâneas. 


Em segundo lugar, renovando-se como «coisa pública». 
A escola não é um «serviço» ou uma «mercadoria», é uma instituição da res publica. Quando se compara a escolha da escola com a escolha das malas, dos sapatos, do jornal, do carro ou da casa, como já se escreveu, perde-se todo o sentido, social e cultural, individual e colectivo, do acto de educar. 


Em terceiro lugar, abrindo-se ao futuro. Vivemos um tempo de profunda mudança geracional, em grande parte pela forma como o digital está a transformar as vidas das crianças e dos jovens. Michel Serres diz mesmo que, nas últimas décadas, nasceu «um novo ser humano que vive, pensa, comunica e ... aprende de maneira totalmente diferente». Os edifícios escolares vão desaparecer ou, pelo menos, vão transformar-se radicalmente. Os tempos escolares vão ser organizados de modo totalmente diferente. O trabalho dos professores vai sofrer alterações profundas. A escola pública tem de estar à altura desta revolução da aprendizagem que está a acontecer debaixo dos nossos olhos e perante uma certa «indiferença» da nossa parte. 


A escola pública tem de ser, cada vez mais, um espaço de liberdade. Hoje, as sociedades têm um nível de educação, instituições culturais e científicas e meios tecnológicos que permitem concretizar o sonho, que muitos outros sonharam antes de nós, de uma escola que é 

 

Igualdade 
Diversidade 
Aprendizagem 
Participação 
Autonomia 
Criação 

 

A liberdade tem uma característica única e singular: só existe em mim se existir também nos outros. Não posso ser livre se os outros viverem sem liberdade. A escola pública é o lugar da liberdade, de todos e não apenas de alguns. A liberdade como princípio. A liberdade como fim. 

 

António Nóvoa

Universidade de Lisboa

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 04.05.16

 

 

 

 

"A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CALDAS DA RAINHA E O SEU CONCEITO DE LIBERDADE DE ESCOLHA

 

Um texto de Francisco Silva publicado no seu facebook.

 

Ontem, dia 3 de Maio, tivemos a oportunidade de assistir a uma curiosa sessão na nossa Assembleia Municipal. 
Um grupo de cidadãos, composto por professores, encarregados de educação e alunos dos colégios Rainha D. Leonor e S. Cristóvão, foi ao púlpito da Assembleia Municipal apelar à intervenção dos seus deputados no sentido de contrariar a recente legislação do Ministério da Educação que determina que não haverá mais financiamento do Estado aos anos iniciais de ciclo (5º, 7º e 10º anos) nestes e noutros colégios que, sendo empresas privadas, funcionam há mais ou menos 11 anos à custa do erário público. 
O argumento deste grupo de cidadãos para a continuação ad eternum deste financiamento é a sua liberdade de escolha!  
Ninguém põe em causa o direito das famílias a escolher um projecto educativo para os seus filhos que passe pela frequência de um colégio privado — ninguém põe isto em causa. As famílias têm, naturalmente, toda a liberdade para escolher um serviço privado em detrimento do correspondente serviço público. 
O que não pode continuar a acontecer, e que nunca deveria ter acontecido, é os contribuintes pagarem essa opção. É inadmissível sermos todos nós a pagar o elitismo de alguns. Se um encarregado de educação opta pelo ensino privado, deve ser ele a pagar essa opção. Tal como, se um cidadão considerar que os serviços hospitalares não o satisfazem, pode sempre pagar os serviços de uma clínica privada à sua escolha.
Desde quando é que a opção por serviços privados, sejam eles quais forem, é uma liberdade que deve ser paga pelo Estado? Que deformação do conceito de liberdade é esta? É este conceito de liberdade que se ensina nestes colégios? É este conceito de liberdade que estes pais ensinam aos seus filhos? 
Liberdade de escolha? À nossa custa? Quem se julga esta gente? Por quem nos tomam?
Foi confrangedor ver a intervenção de duas encarregadas de educação, instrumentalizadas e incautas, desfiando ingenuamente o que achavam ser qualidades do suposto projecto educativo dos colégios, querendo com isso apoucar a escola pública.
Mas foi particularmente penoso e decepcionante assistir ao desempenho dos nossos deputados municipais. Os deputados de direita lá nos ofereceram o triste espectáculo de vir ao púlpito cavalgar demagogicamente o novo conceito de liberdade de escolha elitista subsidiada pelo Estado. Os deputados de esquerda, sempre cautelosos e contemporizadores, saíram-se com discursos pusilânimes e pífios, sem nunca chegarem a chamar verdadeiramente os bois pelos nomes. Pelo meio houve um deputado, que não se percebe se de esquerda se de direita, a fazer uma acalorada declaração irrelevante sobre o inabalável amor que tem pela sua escola.
Por fim, o Presidente da Câmara fez questão de frisar que as Câmaras Municipais não têm poder de decisão nestas reformulações do conceito de liberdade de escolha. Ainda bem. No entanto, as Câmaras Municipais podem sempre dar a sua opinião. E a Câmara Municipal de Caldas da Rainha deu a sua opinião, fazendo aprovar, nesta curiosa sessão da Assembleia Municipal do dia 3 de Maio, uma moção à CDS que declara que, sim senhor, devemos ser nós os contribuintes do costume a pagar o elitismo de alguns pais."



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Sexta-feira, 22.04.16

 

 

 

 

Que me recorde, é a primeira vez que os visitantes vindos do facebook ocupam o primeiro lugar nas audiências do blogue. Nos registos de ontem, e que se vêem na imagem, a origem nessa rede social superou mesmo os visitantes que entram no blogue como "self referring/bookmarker" ou através do google (que registaram os números habituais). O fenómeno tem uma explicação: os posts sobre os colégios "privados" suscitam muito interesse.

 

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Sexta-feira, 25.03.16

 

 

 

Quando comecei a usar a internet, por volta de 1994, apreciei o fenómeno e a sua universalidade, mas percebi que as inevitáveis redes sociais teriam muito de supérfluo e vacinei-me (aconteceu o mesmo com os jogos de computador uns anos antes e com as telenovelas televisivas na década anterior). O envolvimento na blogosfera docente "exigiu" a ligação ao twitter e ao facebook. Vejo utilidade nessa web 2.0 como complemento ao blogue, como um bom espaço de informação ou para comunicar com familiares ou amigos. Escolho estas alturas para me resumir à blogosfera e não farei ligações para as outras redes sociais.



publicado por paulo prudêncio às 09:35 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Quarta-feira, 23.03.16

 

 

 

 

 

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Fotografia de João Edgar



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Quinta-feira, 28.01.16

 

 

 

 

"(...)Interessante é ver o enorme contraste entre os resultados das esquerdas inovadoras e das esquerdas conservadoras. Enquanto aquelas - esquerda do PS e BE - averbaram ganhos significativos, estas - o PS neoliberal e o PCP ortodoxo - registaram perdas claríssimas. E estas, infelizmente, foram suficientes para anular, a favor da direita, os ganhos obtidos.(...)". O que leu é parte de um texto de José Sarmento Ferreira no facebook e é bem elucidativo da confusão à esquerda se olharmos a partir das políticas educativas da última década. Resumamos para este formato: as confessadas políticas educativas neoliberais (as tais Novas Políticas de Gestão Pública que tinham como bandeira a accountability) foram aplicadas pelo "grupo" de Lurdes Rodrigues (penso que coordenado por Vieira da Silva), que está em pleno com o actual Governo, mas que já foram condenadas por Costa. Se havia quem "ouvisse", embora sem acção visível, os professores durante a tragédia socrática, era a ala "segurista" que está à direita dos "socratistas" (que são agora "costistas") e que negou Nóvoa votando em Marcelo. Basta googlar por Nóvoa e por dois conceitos que este reforçou recentemente, "O regresso dos professores" e "Escola transbordante", para se concluir que quase todos poderiam votar em Sampaio da Nóvoa com excepção dos neoliberais ainda não arrependidos (os convictos devem ficar descontinuados da esquerda europeia). Se estudarmos outras áreas encontramos desorientações semelhantes. Já agora, e pensando no BE inovador e nas presidenciais, não percebo o que festejam tão efusivamente.

 

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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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