Recebi por email, uma cortesia de AN, a ligação no facebook a um post do antigo blogger Luís Costa. O professor fechou o "DaNação", mas continua a publicar umas ideias muito interessantes sobre a greve de professores.
Compreende-se a posição da instituição presidência da República e o jornalista já se desculpou. Mas esta polémica não deixa de ser um bocado estratosférica. Para além do estado da nação, há todo um oceano de ofensas mais graves que só não são notícia porque os autores não se notam tanto.
O quarto poder está mais do que consolidado e quem não aparece nas suas teias não existe, sabemos isso.
Mas a web 2.0 e as redes sociais, e apesar de fenómenos relativamente recentes, influenciam os estatutos sociais e podem alterar as regras do jogo mediático. Se o presidente usa o facebook para as suas mensagens também deve ler, e processar, o que por lá se publica.
Leio críticas devastadoras às políticas em curso no sistema escolar. Os professores, e as suas organizações, têm feito greves e manifestações com resultados pouco significativos. Se endurecem as formas de luta, os tais críticos aparecem de imediato a acusar os lutadores de radicalização. Foi hoje o caso de Maria de Lurdes Rodrigues.
A questão que se coloca é simples: que formas de luta é que os críticos devastadores propõem? Imolação por fogo de uns quantos professores?
Encontrei no facebook de Francisco Teixeira, da Escola Secundária Francisco de Holanda em Guimarães, uma interessante conclusão:
"E lá voltam os fantasmas do passado, cavaleiros sem cabeça, a lembrar-nos porque é que o PS perdeu as últimas eleições e porque é que assim abriu espaço a estes trastes.
Se servir para acirrar os ânimos, aparece mais vezes MLR."
"Pagar para trabalhar" é o título de um texto interessante que li no Público de Domingo e que encontrei no facebook na página de um dos autores.
MANUEL JOÃO RAMOS E RUI ZINK
Público, Domingo 10 Março 2013
"Tiago regressa cansado a casa dos avós mas com um sorriso no rosto. É o seu primeiro dia de trabalho em muitos meses. Sentado no colchão de praia que lhe serve de cama desde que os pais devolveram a casa ao banco, sonha já em alugar finalmente um quarto. O Tiago não é caso único. Como outros jovens da sua geração, acredita que descobriu a solução para o desemprego crónico: decidiu pagar para trabalhar. E, tal como o seu patrão, agradece a oportunidade.
Os jovens portugueses, dos quais 45% nunca experimentaram as dores e alegrias do trabalho, estão fartos de ouvir a geração dos seus pais queixar-se dos cortes salariais, aumento de impostos, insegurança no emprego, da facilitação dos despedimentos. Os jovens não percebem o que isso é. Querem apenas trabalhar, contribuir para o desenvolvimento do país.
Sentem que está em curso uma guerra surda de gerações. Pouco lhes importam as minudências do 14.º mês, TSU, duodécimos. O facto é: os mais velhos têm emprego e eles não. Para eles, os velhos empregados só vêem interesses mesquinhos à frente do nariz, a árvore e não a floresta. Mais: o futuro é dos jovens, e para estes o tempo dos privilégios do emprego seguro (ainda por cima remunerado) nunca existiu.
Mais que ninguém, eles sabem que não há trabalho para todos. Que um velho empregado está a impedir o emprego de um jovem desempregado. O trabalho tornou-se um valor em si, um objecto de luxo. Por isso mesmo o trabalho deve custar cada vez menos. Portugal não pode ser excepção: estamos perante uma nova tendência internacional. Trabalhar por cada vez menos é o preço a pagar para ter um lugar ao sol. Neste novo paradigma económico, o custo do trabalho deve tender não para o zero relativo mas para o zero absoluto, na proporção inversa da sua escassez. Isto significa que:
1) Não havendo trabalho para toda a gente, a sua falta deve ser repartida equitativamente. Quem trabalha deve estar grato por ter trabalho. O espanto não é, então, que quem trabalhe seja mal pago. O absurdo é que quem ainda tem trabalho queira ser pago.
2) Sendo o trabalho um valor em si e um bem escasso, é o direito a usufruir desse privilégio que deve ser pago, não o contrário.
O custo do trabalho tem de baixar, já o disseram vários especialistas. Mas, como de costume, isso é apenas panaceia temporária, remendo a disfarçar a verdadeira essência do problema. A questão é mais estrutural: é preciso dar ao trabalho o seu verdadeiro e justo valor. É verdade que há já muita gente a trabalhar a título gratuito. Os voluntários em campanhas de solidariedade, as famílias que são porteiras a troco de comida, os estagiários que dão aulas nos liceus em troca de uma melhor qualificação profissional. Mas isso não chega. É preciso coragem política para assumir que não é possível, por muito mais tempo, ter trabalho, pago... ou mesmo gratuito. Não há almoços grátis. Qualquer economista o sabe. Por outras palavras: as pessoas têm de compreender que não podem por muito mais tempo trabalhar sem pagar por isso.
Jovens como o Tiago olham para Belmiro de Azevedo ou Pinto Balsemão e invejam-nos. Por que continuam estes idosos a trabalhar, quando podiam estar a jogar golfe numa ilha paradisíaca, ou mesmo em Tróia? Ora, os jovens desempregados sabem o que a maior parte das pessoas ainda não sabe: que o verdadeiro luxo é trabalhar, não é descansar.
Num futuro cada vez mais tecnológico, no qual a presença física seja cada vez menos necessária, o verdadeiro luxo é ter trabalho. Por isso, portugueses, preparem-se para o que é justo. Preparem-se para um Portugal melhor. Preparem-se para um Portugal onde, a bem do progresso, vão ter de pagar para trabalhar."
Pede-me o Ricardo Santos, e peço desculpa pelo atraso, que comente as visitas provenientes do facebook. Há já alguns meses que uso apenas o Apollofind Web Counter como contador de visitas e páginas vistas. Fiz uma captura de écran na altura, 30 de Janeiro de 2013, e outra a 12 de Fevereiro de 2013. São dias com audiências diferentes, uma vez que a segunda corresponde a um semana de férias e a um dia que é uma espécie de feriado.
Como se pode ver nos quadros, a ampla maioria é proveniente dos favoritos de cada utilizador. Seguem-se as que chegam através do google e depois as indicadas por blogues de referência na área da Educação. Só depois aparece o facebook e com números significativamente mais baixos. Mesmo as visitas provenientes dos sites dos órgãos de comunicação social mais conhecidos são residuais.
Tudo isto vale o que vale e cada blogue tem a sua história. Não uso a actualização automática do sapo para lançar os posts no facebook. Faço-o manualmente para alguns posts e nesta fase para uma página dedicada ao blogue que foi crida depois da captura do primeiro quadro. Deve ainda considerar-se a possibilidade dos leitores que lêem os posts no facebook e não entram no blogue.
30 de Janeiro de 2013
12 de Fevereiro de 2013
Criei uma página no facebook dedicada ao Correntes. A ideia é dar mais vida ao arquivo do blogue, que vai com 6308 publicações, relacionando o que gostei de escrever com a actualidade. Também recorrerei ao que diariamente edito. Publicarei os posts na página do facebook com a introdução de duas ou três frases que os relacionem com o momento. É uma ideia antiga que decidi concretizar neste período mais distendido.
Impressionou-me a presença de encarregados de Educação nas manifestações de Braga a propósito da última formação de mega-agupamentos. Não tem sido assim na generalidade do país, onde uns poucos professores tentam remar contra a maré.
Passei há pouco pelo espaço no facebook de um movimento da saúde nas Caldas da Rainha e registei algum desânimo com a indiferença da população. Compreendo o desabafo.
As escolas "andam" há muito isoladas, têm sentido na pele essa insensibilidade e nas Caldas da Rainha por mais do que uma vez.
Em 2009, por exemplo, a Escola Básica Integrada de Santo Onofre lutava quase isolada contra o modelo de gestão de Lurdes Rodrigues que escancarou as portas ao desmiolo em curso. O Governo destituiu o Conselho Executivo e várias instituições nacionais organizaram, com abundante e atempada informação, uma manifestação em frente à escola para receber a Comissão Administrativa Provisória mandatada. Estavam por lá pessoas dos mais variados pontos do país, deputados dos vários partidos, sindicalistas das diversas federações, representantes de movimentos independentes e por aí fora. Não vi um cidadão caldense que não fosse professor e mesmo esses eram quase todos da escola em causa. Há um qualquer "gás pimenta" que faz com que as pessoas só se movimentem, e mesmo assim a muito custo, quando lhes toca directamente. Normalmente é tarde.
Só no último "Eixo-do-mal" da SICN dei conta das polémicas recentes à volta de um cão e de uma mala preta. Tinha reparado que eram tema nas redes sociais, mas não fui indagar porque desconfiei que a abjecção está, naturalmente, em crescendo.
Até fora do virtual me falaram do assunto e devo ter sorrido como geralmente faço com as anedotas: desligo de imediato, mas mantenho a compostura para esconder a ignorância (relativa, claro). Afinal era sobre um cão e uma mala preta e o que perdi é de perder. A história do cão é trágico-cómica e a da mala uma espécie de fascismo exercido sobre a jovem.
Depois do citado programa passei pelo facebook e reparei no que se dizia sobre o facto de Mário Soares ter sido internado num hospital privado; tanto disparate e tanta falta de respeito.
Não me admira que estes temas dominem as redes sociais. Navegam por lá os extremos, mas o anonimato amplia o mais desprezível que se pode encontrar na condição humana. É uma progressiva caminhada em direcção ao vale tudo e à mentira institucionalizada, que permitirá, como notou Irme Kertész, que se elejam os piores de nós.
Os blogues são uns clássicos das redes sociais, isso estimula-me a continuar e a restringir-me a este espaço no mundo virtual. Bem sei que as causas continuam, mas o gosto cimeiro de blogger sobrepõe-se.
Nas redes sociais, e nomeadamente no facebook, é preciso sobrevoar. Realmente que é assim. Se os tais Midas invertidos contaminam as generosas ideias de ONG, cooperativa de ensino, fundação e por aí fora, a natureza humana também torna mesquinho e tortuoso o conceito de redes sociais. Das páginas falsas às mensagens privadas e ao que mais se possa imaginar, tudo serve para que o voyeurismo e a má formação se entretenham a sei lá o quê e a relacionarem variáveis independentes. Resta sorrir, sobrevoar, repito, e a dar ao tempo a certificação que só vivemos uma vida e um dia de cada vez.
Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.
1ª edição em 19 de Setembro de 2012
Não é fácil dar um pequeno passo em nome da cidadania. O domínio do se exige-nos muito e inibe o direito à palavra. Propalamos o dever da opinião, mas não conseguimos fugir ao beco sem saída da intolerância. Não vivemos o contraditório com civilidade e isso não ajuda nos tempos que correm.
Se se criticava o Governo de José Sócrates, era-se um perigoso direitista ou esquerdista radical. Se se critica as políticas da actual maioria, é-se um esquerdista despesista e sem remédio. Se se publica um pedaço acertado da declaração histórica de um comunista, é-se um perigoso agitador. Se se tem um blogue, é-se um subversivo encartado ou um elitista insensível. Se se concorda com uma ideia liberal, é-se um convertido ao capitalismo selvagem.
Já nem as redes sociais escapam à voracidade do se: dos likes colocados às imagens que nos integram, tudo serve para o escrutínio tortuoso que nos consome. E podia ficar por aqui horas a divagar à volta do pronome pessoal (neste caso é mais conjunção, conforme contributo de uma professora de português).
E dou como exemplo um pequeno texto do politólogo José Adelino Maltez no facebook, que li e gostei:
"De mal com o gasparismo, pela mesma razão com que denunciei o socratismo, mantenho o meu feitio de radical do centro excêntrico, com situacionistas proclamando que não sou de confiança e com ataques formais vindos de sectores oficiais do PCP e de certas vozes anónimas que se acobertam em blogues do esquerdismo niilista. Para os devidos efeitos, sublinho que mantenho a minha concepção liberal do mundo e da vida."
Encontrei no facebook do movimento "Em defesa da escola pública no oeste" um relatório que tem de ter explicações e que foi publicado pelo professor João Daniel Pereira.
Pois bem, nos anos de 2009 e 2010, a Inspecção Geral de Educação realizou auditorias em 403 estabelecimentos do ensino particular e cooperativo. Leram bem: 403! (244 em 2009 e 159 em 2010).
A reportagem da TVI sobre "dinheiros públicos, vícios privados" terá efeitos ainda mais determinantes nos concelhos marcados pela presença deste tipo de cooperativas de ensino.
No caso que conheço melhor, as Caldas da Rainha, notei uma incontida satisfação misturada com indignação. Encontrei, fora do universo das escolas, muitas pessoas chocadas.
Ocorre, naturalmente, o processo de associação às posições dos actores locais. Há, desde logo, uma conclusão: estes fenómenos não teriam acontecido, e muito menos florescido, se não tivessem tido suporte na comunidade educativa e beneficiado da perda de força das escolas do Estado.
Talvez agora muitos percebam o que se tem passado nos últimos anos com a degradação objectiva das escolas do Estado, consubstanciada na rede escolar e no novo modelo de gestão. As influências dos poderes descritos na reportagem têm adeptos, nalguns casos por motivações ideológicas e com desconhecimento do processo. É evidente que o facto de se ter os educandos num colégio em vez dum agrupamento de escolas, e ainda por cima sem o pagamento de propinas, dava um estatuto mais de acordo com a sociedade em que vivemos.
Esse suporte também marcou presença nos órgãos das escolas do Estado.
É interessante verificar como um momento mediático em horário nobre faz estalar tanto os vernizes e despertar inúmeras consciências. É que, afinal, sempre se confirma que os actores desempenhavam mesmo os seus papéis.
É muito pertinente este comentário da professora Manuela Silveira da comissão de representantes do movimento "Em defesa da escola pública do oeste".
"Não perder de vista o essencial: a má gestão de dinheiros públicos e a falta de sentido de Estado , que desbarata o dinheiro dos contribuintes e faz do ensino fonte de lucro para holdings deste tipo. A questão não é só a indignidade das condições de trabalho, mas também a fraude que sustenta o financiamento destas escolas: a ideia de não haver lugar nas escolas públicas para, assim, poder justificar a necessidade de o Estado pagar a privados (que estão ali logo ao lado...) para leccionarem turmas que, supostamente, não obtiveram vagas nas escolas do Estado. E não esquecer também que, sempre que há uma denúncia deste tipo, os suspeitos contam sempre com aliados. Entre esses aliados oportunos estão, e sempre em maior número, os que dizem... já sabemos que não vai acontecer nada. São estes que, com o seu pessimismo e desalento criam, verdadeiramente, as condições para que de facto nada aconteça."
O professor João Daniel Pereira, da comissão de representante do movimento "Em defesa da escola pública do oeste", publicou na página do facebook do movimento o seguinte resumo com o texto que foi lido e que já publiquei:
"Colegas, ontem foi um dia muito importante. Apresentámos a nossa posição na Assembleia Municipal de Caldas da Rainha. O texto, da autoria da Manuela Silveira e que reproduzimos em baixo, foi lido pelo Francisco Silva e distribuído aos deputados municipais.
Com a excepção do CDS-PP, cujo representante fez uma intervenção desastrada e vazia de argumentos, todos os representantes partidários sublinharam a importância da nossa luta e das nossas pretensões, referindo que é necessário e urgente que se faça uma revisão da rede escolar caldense, tendo em conta que existem condições físicas e recursos humanos nas Escolas Públicas para assegurarem maior número de turmas e de alunos.
O vereador da Educação, Tinta Ferreira, finalizando as intervenções, fez um breve historial dos contratos com os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo no concelho, recordou que os representantes camarários não têm poder de decisão sobre esta matéria (apesar de poderem manifestar a sua opinião nas reuniões de rede escolar) e admitiu que as Escolas Públicas urbanas deviam receber mais turmas, em prejuízo do Colégio Rainha D. Leonor. No entanto, o autarca opinou que o Estado tem de manter os contratos com os privados porque correr-se-ia o risco de as Escolas Públicas voltarem a ficar sobrelotadas.
Entretanto, sairá uma reportagem desenvolvida na próxima edição da "Gazeta das Caldas".(...)"
A comissão de representantes do movimento "Em defesa da escola pública do oeste" vai desenvolvendo um conjunto importante de acções. A próxima reunião da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha será no dia 20 deste mês às 21h00 e já foi feita a inscrição para a intervenção do movimento. No facebook do movimento encontra um texto da Manuela Silveira que colo de seguida.
"Caros colegas,
Como foi oportunamente divulgado, a comissão de representantes do movimento “Em Defesa da Escola Pública no Oeste” já apresentou à autarquia a preocupação (e indignação) dos professores das escolas públicas do concelho das Caldas da Rainha com a situação a que chegou a rede escolar deste concelho: um encaminhamento de alunos para dois colégios privados com contrato de associação que conduz à significativa redução do número de turmas nas escolas públicas e ao alarmante número de professores com horário zero, para além da não contratação de professores. Temos apresentado a questão de forma a envolver não só uma classe profissional, mas todos os cidadãos e contribuintes. Em Caldas da Rainha mantêm-se os contratos de associação com dois colégios privados apesar de haver vagas para os alunos nas escolas públicas. Ou seja, os responsáveis pela organização da rede escolar deste concelho, contra a legislação que está na base dos contratos de associação e em prejuízo do interesse público, continuam a optar pela subutilização da oferta pública e pelo favorecimento de interesses privados, mantendo uma situação de duplicação de despesa e, portanto, de desperdício de dinheiro público.
Porque afirmamos e defendemos os princípios da Escola Pública, não podemos deixar de continuar a lutar para que ela não saia em ruínas deste processo de “refundação”das funções do Estado a coberto da exigência de uma austeridade que se aplica às escolas da rede pública, mas deixa intocáveis as do privado (do privado ancorado no Estado, entenda-se). Nada nos pode levar a acreditar que os problemas que nos mobilizaram no final do ano lectivo anterior ficaram resolvidos, muito pelo contrário. Em Caldas da Rainha, no entanto, a situação poderá não ser tão grave se conseguirmos a redução significativa do número de turmas contratualizadas com os dois colégios, exigindo que se esgote a capacidade de resposta das escolas públicas.
Considerámos, assim, ser fundamental solicitar a intervenção da Assembleia Municipal.
Como primeiro passo para realizar este objectivo, decidimos expor a situação aos vários partidos políticos. De todos eles ouvimos a afirmação de um compromisso com a Escola Pública e constatámos uma grande receptividade às razões apresentadas.
Estas reuniões decorreram entre os dias 18 de Outubro e 2 de Novembro e realizaram-se nas sedes dos partidos. Estiveram presentes nas reuniões:
PC (18 de Outubro):
Vítor Fernandes
Ana Rebelo
PS (19 de Outubro):
Catarina Paramos
Delfim Azevedo
Jorge Sobral
Rui Correia
Sara Velez
José Carlos Abegão
Manuel Nunes
Jaime Neto
BE (22 de Outubro)
Arnaldo Sarroeira
Lino Romão
Paulo Freitas
Alexandre Cunha
PSD (25 de Outubro)
Lalanda Ribeiro
Vasco Oliveira
Alberto Reis Pereira
Filomena Rodrigues
Fernanda Machado
CDS (2 de Novembro)
Manuel Isaac
Luís Braz Gil
Duarte Nuno
A sessão da Assembleia Municipal na qual será apresentada e debatida esta questão realizar-se-á a 20 de Novembro. Contamos com a presença de um número significativo de professores das cinco escolas públicas do concelho das Caldas."
Encontrei, no facebook de João B. Serra, uma citação de José Saramago, Viagem a Portugal (Apresentação) que diz assim:
"Viaje segundo um seu projecto próprio, dê mínimos ouvidos à facilidade dos itinerários cómodos e de rasto pisado, aceite enganar-se na estrada e voltar atrás, ou pelo contrário, persevere até inventar saídas desacostumadas para o mundo"
Encontrei no facebook de André Gago uma pérola sobre o 15 de Setembro. Pode também ser lido pelos que estudam a diferença entre liderança e chefia. Trouxe a imagem e o texto:
"A rua foi clara e inequívoca. Embora permaneçam no poder, os que nos governam já o usurparam. Podem agora mudar o discurso, podem agora convocar conselhos, podem agora fazer solenes e graves comunicações, podem agora escusar-se de culpas no cartório — nós estamos já adiante, e bem distantes deles. Continuar a ter de os ouvir será doravante tão penoso como ter de olhar constantemente para trás quando se quer seguir em frente: eles são o peso morto que arrastamos na caminhada, e que nos impede de marchar mais depressa. Mas vamos perde-los de vista. A manifestação continua em cada passo que damos a cada dia."
Fotografia de Paulo Freitas recolhida no facebook
As notícias são elucidativas: hoje é um dia histórico, a manifestação é uma das maiores de sempre e envolveu 30 localidades, e em que as gerações mais novas se baptizaram num exercício de cidadania equivalente aos que marcaram a democracia que ainda estamos a viver. Os portugueses estão orgulhosos e têm motivos para isso.
Estive no acontecimento na cidade onde habito, junto de centenas de pessoas. Dizem-me que foi também um momento inédito numa cidade difícil para a participação cívica.
Há quem defenda que a célebre marcha dos indignados fez cair o Governo de José Sócrates. Não sei se desta vez acontecerá algo de parecido, mas fiquei com a sensação que alguma coisa tem que acontecer.
Encontrei no facebook este texto do João Daniel Pereira do movimento "Em defesa da escola pública no Oeste" que diz assim:
"Eu que sou pacífico... Que não bato em ninguém desde que, aos 15 anos, dei um valente soco no meu colega e amigo José Messias (só para que ele acabasse de me bater)... Que reclamo muito e não faço o suficiente para alterar muitas coisas... Ando com vontade de bater, de esmurrar, de sovar, de pontapear, de torturar, até...
Apetece-me desancar o Passos, o Crato, o Portas, o Cavaco... todo o governo de uma ponta à outra, incluindo o inenarrável secretário de estado da educação (e não esquecendo o Mota Soares), a maioria dos senhores deputados, os líderes partidários inconsequentes, os senhores jornalistas que só desinformam, os apresentadores de TV que ganham mais com cada guincho ou risota do que um operário num dia árduo de trabalho ou mesmo que um professor depois de "aturar" mais de 100 alunos num só dia. Apetece-me raptar o João Jardim, os Loureiros, os Varas, os Limas, os autarcas corruptos e toda a maralha (e manada) dos dirigentes partidários e "boys" e levá-los para um armazém sombrio, onde os sujeitasse a um programa intensivo de "laranjamecanização", só os libertando com marcas evidentes e duradouras de suplício.
Apetece-me submeter o país inteiro a uma lavagem à mangueirada (com "água fria da ribeira") e, depois, pedir ajuda aos portugueses decentes para empurrar toda a "lambisgonhice excrementícia" daí resultante para o esgoto.
Eu, pacífico, apetece-me isto. Imaginem lá se o não fosse..."
Sou dado aos clássicos, e um blogue é já uma espécie, mas reconheço a força democrática das redes sociais. A notícia que pode ler a seguir terá alguma relação com a suspensão das democracias.
Sites sociais afundam em bolsa e fazem lembrar bolha tecnológica
Cortesia do Carlos VC.
No mesmo dia em que o facebook entrou na NASDAQ estive quase, por mera coincidência, a fechar a conta na rede social. Ainda estou indeciso e só ainda não o fiz porque não me apetece perder uma série de registos e de contactos.
No dia da indecisão, aconteceu-me um momento de saturação. Entrei na rede, depois de um ligeiro interregno, e tinha umas boas dezenas de posts por ler. Comecei a correr a interminável lista e dei com um post com uma imagem invertida, cheia de likes e de comentários. Li as opiniões e nada se dizia em relação à posição da imagem. Falava-se das pessoas fotografadas e tudo decorria na normalidade. Reparei que o post merecia umas cinco partilhas. A minha perplexidade aumentava com a predominância dos animais domésticos de óculos escuros nos posts seguintes. Sou um resistente com limites, confesso.
Não sou muito dado a redes sociais. Quando me liguei à internet, aí por volta de 1994, achava muito interessante a participação em chats de software e aprendi muito nessa troca entusiasmada. Restringia-me a esse uso e vacinei-me.
No auge da luta dos professores, uns bloggers, amigos e companheiros, convenceram-me a linkar o Correntes no twitter e mais tarde no facebook para aumentar as audiências. Nesta altura, passo raramente pela primeira e coloco alguns posts na segunda. Aceitei todos os pedidos de amizade no facebook, ultrapassei os 2000 amigos e estou no estado que vos relatei.
José Adelino Maltez, no seu facebook, escreve um parágrafo que me parece importante para a democracia portuguesa:
"Se o PS conseguir ser pós-socrático e até pós-soarista, talvez o PSD possa ser pós-cavaquista e pós-barrosista. Isto é, se ambos renunciarem à dependência face ao egoísmo dos monopólios das companhias majestáticas, com as suas rendas feudais e os seus escritórios agenciadores, e se deixarem de proteccionismos face a empresas de regime, com os sucessivos emplastros partidocráticos e autárquicos."

É um desenho do Quino que encontrei no facebook da Helena Bastos.
Guardo do parque da Gorongosa, em Moçambique, imagens inesquecíveis, como relatei aqui. O actual administrador, Vasco Galante, tinha a concurso o seu blog da Gorongosa, nos blogs 2011 do Aventar, na categoria dos blogs estrangeiros de língua portuguesa. As redes sociais intermediaram o contacto e estivemos uns dias a trocar opiniões. "Ofereceu-me" um vídeo belíssimo.
O Correntes foi nomeado para o concurso dos blogs do ano de 2011 na categoria de Educação. Agradeço aos editores do blog Aventar. Imagino o trabalho que esta interessante iniciativa deve ter dado.
Conheceram-se hoje os resultados. Percebi o entusiasmo. Agradeço o apoio de todos os leitores, com destaque para a minha filha Filipa. A família e os amigos desdobraram-se em esforços. Sou, confesso, um tipo cheio de sorte porque estou rodeado de mulheres excepcionais.
O Correntes ficou em primeiro lugar como se pode ver aqui e na tabela que colo de seguida. Foi interessante concorrer com blogues de tanta e reconhecida qualidade e ter a oportunidade de alargar conhecimentos blogosfériscos e nas redes sociais.
Encontrei aqui esta passagem intemporal para o universo português:
É um fenómeno curioso: o país ergue-se indignado, moureja o dia inteiro indignado, come, bebe e diverte-se indignado, mas não passa disto. Falta-lhe o romantismo cívico da agressão.
Somos, socialmente, uma colectividade pacífica de revoltados.
Miguel Torga, Diário IX, (Chaves, 17 de Setembro 1961)
Encaminhado por um amigo, encontrei aqui um texto muito interessante, que subscrevo, de Pedro Santos Guerreiro. O "ashes to ashes, dust to dust" (és pó e em pó de tornarás - das cinzas às cinzas, do pó ao pó) tem tanto de belo como de difícil e de verdadeiro.
"Declaração de desinteresse: não sou maçon.
Declaração preconceituosa: não gosto da Maçonaria – daquilo em que ela se deixou transformar; tomada de assalto por malta do business, gente da transacção comissionada, do toma-lá-dá-cá-e-se-não-dás-levas-onde-fo
Declaração irrelevante: tenho amigos maçons que são umas jóias. Tenho amigos que, não sendo maçons, são também umas jóias – mas normalmente estes são mais corajosos. Tive amigos que passaram a patifes, dos que nos levam os nossos cavalos para decepá-los, para deixar as suas equídeas cabeças sangrentas nas nossas camas. Alguns desses amigos deslocaram a coluna. Levaram-na para o peito, para a garganta, para o meio das pernas, para as mãos como adagas. Só o espaço da coluna ficou vazio, deixando o habitat para invertebrados.
Alguns desses amigos viram no "ser maçon" uma protecção, uma projecção, uma ascensão, uma corrupção tolerada. É fácil torcermo-nos tão pouco, mas tão pouco, que a torção é imperceptível. E no entanto…
O poder é como o sol, queima se nos aproximamos. O poder corrompe. E há hordas, corjas, fileiras, trincheiras de pessoas fascinadas com isso: com o poder. Prontos a trocar uma sobrancelha por um Mazeratti na garagem. Sobretudo: essa sensação ridícula e humana de nos sentirmos superiores aos outros. O “ashes to ashes, dust to dust” não nos entra na cabeça, pobres mortais. Cada homem no seu galho, os macacos não se medem aos palmos.
Lincoln disse tudo: queres conhecer o carácter de um homem? Dá-lhe poder.
Ou então dá-lhe livros para ler. Poesia para começar. Ou para acabar."
Este post do blogue Arrastão remete a discussão para a era da comunicação que tem tanto de absurdo como de virtual. O voyeurismo tem vários pesos e medidas e legitimou-se. O corpo organológico, o cyborg, está como sempre no limiar da implosão. O apelo da sobrevivência exige que na contratualização com a informação se sobreleve a capacidade de desligar.
Há tempos escrevi assim:
Parece que hoje era o dia D para se deixar o facebook como forma de protesto contra a violação da privacidade dos utilizadores. Sou um fraco utilizador das redes sociais, tenho uma ligação automática ao facebook para divulgar o correntes e continuarei.
O que me surpreende é o facto de ainda existirem tantas pessoas que não sabem que tudo o que escrevem na rede (chat´s, mails, sms e por aí adiante) fica registado e só é privado até que alguém queira ler o que ficou escrito. Livre, só mesmo o pensamento.
Quando publico os posts do correntes no facebook garanto sempre a possibilidade dos leitores virem ao blogue; por vezes, provoco-a. Há coisas que não gosto na popular rede social: no post Abecedário tinha um erro em despretensioso. Corrigi-o e fiz uma nova ligação; a rede social não assumiu a correcção. Manteve a versão inicial mesmo depois de ter apagado o post no facebook. O facto permite perceber muita coisa.
Joaquim Vieira escreve hoje no facebook a propósito da seguinte notícia do Público:
"Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas. O período anterior foi escrito pelo director da revista 'Sábado', Miguel Pinheiro, no rescaldo do discurso de vitória de Cavaco na noite em que foi reeleito presidente da República, tendo motivado agora da parte deste uma participação judicial contra o autor por alegado crime de ofensa à honra do chefe do Estado. Faço minhas as palavras de Miguel Pinheiro (por isso as tendo escrito sem aspas), aguardando agora de Cavaco a correspondente queixa judicial também contra mim."
Imaginemos que as eleições de 5 de Junho davam como resultado uma espécie de Berlusconização lusitana, quiçá menos endinheirada mas ainda mais pato-bravista-no-geral. Se a nossa tradição cultural fosse parecida com a italiana, talvez viéssemos a viver momentos tão impressionantes como o que relata Joaquim Vieira no facebook.
O Paulo Jorge Bettencourt Girão é um amigo que frequentava a nossa casa e que a meio da universidade foi fazer um Erasmus à Noruega e que por lá ficou ligado à investigação em bioquímica, salvo erro; já lá vai quase uma década e o Paulo Girão conhece bem os países nórdicos e o exemplo islandês.
É, portanto, uma pessoa bem informada e que está numa situação privilegiada para estabelecer algumas comparações. Encontrou-me ontem no facebook e fez uma série de comentários a este post sobre a Islândia através desta entrada no facebook. Vale mesmo a pena ler.
"O exemplo islandês tem sido utilizado muito nos ultimos tempos. Mas também gostave de sublinhar um par de factos acerca do povo islandês.
a) a populacão é muito pequena e, basicamente, toda a gente conhece toda a gente na ilha. Deste modo, é mais fácil atingir consensos de opinião e de accão.
b) nos países escandinavos há, em muito maior grau do que em qualquer outra parte do mundo, um elevado sentido de coesão e respeito cívico e social. Deste modo, o sistema político islandês, sueco, norueguês e finlandês é, em raiz, socialista puro e duro. O pessoal paga impostos muito altos (chega a atingir 50 % na Dinamarca), mas há um alto nivel de transparência governamental e confianca entre as pessoas e entre os governantes e os governados. O governo é, verdadeiramente, uma instituicão publica com o fim de servir os seus cidadãos.
c) o pessoal nos países escandinavos é liberal, tolerante e bastante pragmático. Saberá o comum dos portugueses, por exemplo, que a primeira-ministra islandesa é abertamente lésbica (a primeira no mundo)? Se fosse em Portugal, nunca seria eleita (por causa da sua "falta de moralidade"!).
d) na cultura escandinava impera um principio chamado "janteloven". É dificil de traduzir, mas significa que é considerado saloio (ou pouco respeitoso) o pessoal exibir riqueza ou estatuto social (no sul da europa é quase o oposto). Embora tendo um dos níveis de vida mais elevados do mundo, na Noruega tem-se o parque automóvel mais velho da europa. Um par de sapatos, quando comprado, é para durar 10 anos.
Em resposta ao Pedro Antunes: eu concordo (creio eu) com a tua opinião. Mas acho dificil mudar a mentalidade da populacão portuguesa num ápice. O socialismo escandinavo funciona, na sua essência, na escandinávia. Parece-me dificil implementar o mesmo sistema noutras partes do mundo. (P.S.: eu vivo na Noruega desde 2002, daí o meu comentário)."
Cortesia da Dulce Nunes.
Não gostei da sobranceria (isto para ser brando) que o chefe do governo usou para se referir aos jovens que interromperam, em Viseu, um comício do PS. Foi de muito mau gosto que tivesse dito que era uma partida de Carnaval e demonstrou como a estratosfera portuguesa, que viveu de benesses ilimitadas e de outras coisas mais, não aprendeu nada com o que se está a passar no mundo e continua num registo predador. Tenho ideia que este PS estava eufórico com o não chumbo na Alemanha na semana passada e foi mais uma demonstração da obstinada pobreza de espírito.
Os jovens da "geração à rasca" exerceram aqui um direito de resposta à SIC e ao eterno combatente anti-causas-dos-professores Miguel S. Tavares. Não sei se valeu muito a pena. No texto também se demarcaram de um movimento do facebook que reivindica "Um milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política". A primeira vez (fiz umas três) que postei nesse grupo foi no sentido de se mudar a designação para "Um milhão em protesto na Avenida da Liberdade" e que o caderno de encargos se podia construir ao longo do tempo. Também me pareceu que algumas destas iniciativas fracassarão, mas isso acontecerá pelo elenco das propostas e nunca por falta de espaço.
Tenho escrito alguns posts a propósito dos movimentos de cidadãos que nascem nas redes sociais. É bom que se leia o caderno de encargos destes movimentos. A "Geração à rasca" e o "1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política" vão chegar à rua a 12 de Março. Vasco Pulido Valente é um pessimista e hoje no Público lê o estado político actual assim: "Porquê esta paz podre? Por uma razão muito simples, porque, do Presidente da República ao último militante, o país político anda cheio de medo - medo de ser, por erro ou por acaso, o responsável final pela crise e de atrair sobre si a ira dormente dos portugueses". Quem estiver atento, percebe com facilidade o pavor da oligarquia das benesses ilimitadas. O medo pode fazer uma alteração de 180 graus.
Muammar Al Gathafi, o ditador que deteve o poder na Líbia durante 41 anos, em fuga a caminho da Venezuela.
Aparecem como cogumelos os movimentos nas redes sociais. O Protesto Geração à Rasca já tem mais de 11 mil pessoas no facebook e afirma-se como ""apartidário, laico e pacífico", reivindica o direito ao emprego, o fim da precariedade, a melhoria das condições de trabalho e o reconhecimento das qualificações."
O movimento que reivindica 1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política tem mais de 24 mil pessoas no facebook e parece estar em vias de convocar a dita manifestação.
Mais ou menos controversos, estes movimentos são um sinal dos tempos e a qualquer momento um deles pode tornar-se num caso sério para a sociedade.
Quando um movimento de pessoas quer afirmar a sua verdade para além do que existe, as reacções cautelosas fazem-se ouvir. Teme-se que a coberto da melhor das intenções possa medrar a mais populista das ideias ou que o seu espaço seja preenchido por outros.
Os democratas têm sempre muito cuidado nas críticas que fazem para que não se abram portas ao populismo. Mas tudo isto tem limites; e o primeiro deles é determinado pela impossibilidade de conter a injustiça.
Os movimentos na blogosfera e nas redes sociais são determinantes, embora não tenham a eficácia das acções de rua. Mas não basta ir para a rua, é necessário que essa representação dê corpo às vontades não institucionalizadas. Quem não adormece sem contar eleitores, apavora-se com a rua e principalmente com a heterodoxia. É um pouco disso o que pode ler, aqui, aqui, e aqui, a propósito do que se vai passando com o bonito milhão do facebook.
Está a nascer no facebook um debate à volta de uma ideia que pretende levar um milhão de pessoas à Avenida da Liberdade, em Lisboa. Se quiser aderir ou saber mais detalhes é só clicar aqui.
Ligámos o televisor às vinte e uma e hoje ficou na sic notícias. Estou numa parte da casa onde não há a caixa que mudou o mundo, mas ouço o frente-a-frente moderado por Mário Crespo. João Soares tem tantos amigos pelo país e pelo mundo que me fez lembrar o facebook; e irritou-me. Não sei se isso é bom ou mau sinal.
Uso o facebook para divulgar este blogue. Num dos posts, entrou um comentário de Teresa Almeida com a seguinte pergunta: como resolvemos isto? E colocou três links para posts do Paulo Guinote.
Trata-se de votações na Assembleia da República a propósito das famosas parcerias público-privado (PPP´s) e de outras coisas mais. Como se poderá verificar, os cinco partidos políticos com assento no hemiciclo votam à vez a impossibilidade de se parar com a megalomania.
Há muitos que defendem que a "captura" da democracia pelos partidos políticos está longe de se esgotar no centrão ou no arco-do-poder; as autarquias fazem parte da degustação financeira e os citados partidos são clientes. É mais um capítulo negro do pesado caderno de encargos da nossa democracia.
http://educar.wordpress.com/2010/11/23/p
http://educar.wordpress.com/2010/11/23/r
http://educar.wordpress.com/2010/11/23/a-alianca-de-esquerda/
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