Em busca do pensamento livre.

Sábado, 04.02.17

 

 

Nos últimos anos, as aposentações de professores mudaram de significado: passaram do júbilo à fuga, com excepções como em todas as regras. Ontem assisti à homenagem institucional à minha amiga Isabel Maria Sousa e Silva. Foi um júbilo em modo de fuga. Costumava brincar com ela por causa dos sucessivos adiamentos da idade para a reforma que a apanhavam sempre "à beira de". O mais significativo está no seu testemunho no facebook (a foto veio do mesmo sítio):

"Não tenho palavras para descrever tanta emoção junta. Quando o nosso trabalho é reconhecido, é muito gratificante. Foi muito especial esta homenagem da Câmara Municipal e foi muito difícil controlar as emoções, sobretudo quando fui presenteada com os abraços e lágrimas de um grupo de ex-alunos. Obrigada David, Rita, Leonor, Carolina, Madalena e Zé Pedro. Adoro-vos. Depois, ter a presença do meu pai e da minha filha e de uma quantidade de colegas e amigos.....Sem palavras. Deveras emocionada. Obrigada a todos pelo carinho e amizade."

 

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Terça-feira, 31.01.17

 

 

 

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Daqui

 



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Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

É uma carta para ler com atenção. Quem participa na mesa negocial sobre a vinculação extraordinária de professores não pode ficar indiferente. A carta aberta da Sara Bordalo Gonçalves (ligação à sua cronologia no facebook) apresenta um exemplo claro das injustiças que se cometerão se se secundarizar a graduação profissional.

 

"Carta Aberta ao Ministro da Educação

Emo. Sr. Ministro de Educação

Sara Raquel Bordalo Gonçalves, portadora do BI XXXXXXXX, nascida a 12 de Novembro de 1979, Docente contratada com 11 anos e 278 dias de serviço completos em 31/08/2016 e 12 anos e 53 dias ao dia de hoje (17/01/2017), licenciada em Geografia e Planeamento Regional com Ramo de Formação Educacional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, curso com a duração de seis anos (pré-Bolonha), com a classificação de 16 valores, vem por este meio contestar os critérios definidos, até ao momento, pelo Ministério de Educação para vinculação extraordinária de docentes contratados a realizar no ano letivo 2016/2017.

Até à data, tirando a norma-travão (em que os professores com 4 renovações ou 5 horários completo seguidos), vinculavam automaticamente, os concursos nacionais sempre tiveram em conta a classificação profissional e o tempo de serviço, sendo que à classificação se somava um valor por cada ano de serviço. Aliás, em qualquer concurso público é tida em conta a habilitação/classificação académica do candidato.

Mais nos últimos 8 anos, só houve um ano em que não fiquei colocada num horário completo anual, por ter sido um ano de concurso geral (2013), mas em que se mantiveram as renovações das escolas TEIP e com autonomia.

Desde 2003, fui colocada em 12 escolas, pertencentes a 3 dos antigos quadro de zona pedagógica, tendo nos últimos anos ficado sempre no QZP7.

Este ano estou colocada desde o dia 1 de Setembro de 2016, o que faz com que este horário seja uma necessidade permanente. Não obstante, e apesar de estar colocada em escolas do Ministério de Educação desde 2003, de forma ininterrupta, querem proibir-me de concorrer em 1ª prioridade, sendo assim ultrapassada por dezenas ou centenas de colegas que estão atrás de mim na lista nacional de graduação profissional e que nos últimos seis anos até podem ter estado um ano sem colocação ou em horários temporários.

Se aplicarmos a lei geral do trabalho ao caso dos professores, estes teriam de ter 3 horários completos anuais para a efetivação do lugar, os quais tenho, mas querem impossibilitar-me de concorrer em 1ª prioridade, mesmo sendo docente contratada pelo Ministério de Educação desde 2003.

Não percebo o porquê de não se abrir um concurso externo (ordinário) sério, na medida em que se determinem as vagas, tendo em conta as necessidades das escolas e as projecções demográficas para cada região.

Indo para a frente esta situação, ficarei sem possibilidade de ser colocada em horário completo anual, pois os docentes que vinculariam iriam ocupar todos esses lugares, sendo certo que a minha saída seria o desemprego, sem qualquer possibilidade de ser integrada na mesma profissão e depois de longos anos como docente em escolas do Ministério de Educação.

Mais, porventura alguns Colegas que tendo outros empregos/ocupações concorrem a poucos horários completos anuais e ficam em horários incompletos para não saírem da sua zona de conforto e bem-estar, fazendo do ensino um hobby ou acréscimo de rendimentos, vincularão!

Em qualquer concurso a habilitação académica e profissional é sempre tida em conta, como sucede para colocar professores, todavia para os vincular, parece já não interessar para nada!

Para além disso a presente contestação assenta nos seguintes pontos:

1º ponto - O desrespeito total pelas regras da legislação geral do trabalho, ignoradas pelos sucessivos governos na contratação de docentes, através do direito à vinculação ao fim de 3 anos de serviço. 

2º ponto – O desrespeito total pela publicação nos dias 4 e 5 de maio de 2010 de duas resoluções, anteriormente aprovadas na Assembleia da República, que fizeram recomendações ao Governo em matéria de estabilidade de emprego dos professores e educadores. 

A saber:

Projeto de Resolução n.º 104/XI (CDS-PP)

- Recomenda a integração excecional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço (corresponde à Resolução n.º 35/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP, PCP, PEV 

Abstenção - BE 

 

Projeto de Resolução n.º 103/XI (PS)

- Recomenda ao Governo que promova a estabilidade 

e qualificação do corpo docente nas escolas (corresponde à Resolução n.º 37/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP 

Abstenção: PCP, BE, PEV 

 

3º ponto – O desrespeito total pela lista de graduação nacional, que contempla a nota final de curso (qualificação profissional – exigida em qualquer concurso público) e o tempo de serviço que, de forma consensual, tem sido referida pelos docentes contratados como a única forma justa de colocação de professores.

Com base no acima exposto, considero ser da maior injustiça a definição de um critério que impede os docentes com menos de 12 anos prestados de concorrer à vinculação, seja ela extraordinária ou não.

Estes critérios demonstram falta de transparência, falta de equidade e desrespeito total pelos professores que há mais de uma década percorrem o país de norte a sul na esperança de, um dia, poderem atingir alguma estabilidade.

 

Para consulta, transcrevo as referidas resoluções.

 

Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010

Recomenda a integração excepcional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço.

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo: 

1 — A integração excepcional na estrutura da carreira docente dos educadores e professores profissionalizados contratados, em funções de docência há mais de 10anos lectivos, com a duração mínima de seis meses por ano lectivo, para efeitos de integração e progressão na mesma, assegurando que essa integração aconteça em prazo a estabelecer com as organizações sindicais dos professores e no máximo em concurso extraordinário a realizar em Janeiro de 2011. 

(...)

 

Resolução da Assembleia da República n.º 37/2010

Recomenda ao Governo que promova a estabilidade e qualificação do corpo docente nas escolas. 

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que: 

1 — Proceda a um levantamento exaustivo e rigoroso das necessidades permanentes dos recursos docentes do sistema educativo. 

2 — Promova a abertura de um concurso extraordinário, que responda às necessidades permanentes identificadas no sistema educativo, dirigido aos docentes contratados, observando o seu tempo de serviço, qualificação e experiência profissional. 

3 — Proceda, em tempo útil, à regulamentação do acesso à habilitação profissional para a docência dos docentes que ainda não a tenham obtido. 

Aprovada em 15 de Abril de 2010. 

O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. 

 

Acredito no bom senso e na justiça, por isso envio-lhe esta carta aberta que remeterei com conhecimento do Exmo. Sr. Presidente da República Portuguesa, Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República e os Srs. Secretários de Estado da Educação.

Sem outro assunto

Atenciosamente

Sara Raquel Bordalo Gonçalves"



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Domingo, 11.12.16

 

 

 

Escrevi há tempos no facebook que "a partir da revolução tecnológica (RT), a produtividade de cada pessoa triplicou mas aumentou o desemprego estrutural. É um dado fundamental para a discussão sobre impostos e desigualdades. A RT originou outra discussão fundamental: os robots "devem descontar" para a segurança social? Num nível mais imediato, temos a taxação dos mais ricos, os tais 1%, que, surpreendentemente, origina sempre uma contestação inflamada de uma parte dos 99%." Uns tempos depois, e a propósito de Trump ter declarado que teria 1 dólar de salário como Presidente, concluí, também na rede social, que "é fundamental que os robôs paguem segurança social, mas com salários de 1 dólar por ano não vamos lá." Dá ideia que Trump confirma um tom humorístico que se pode tornar trágico.



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Sexta-feira, 11.11.16

 

 

 

Deixei o seguinte o comentário no facebook: "Que grande confusão neste post. São assuntos bem distintos. Estou surpreendido com o seu "hilariante". Parece que HC já vai com mais de 2 milhões de votos. Isso não merece ser discutido? Estamos no fim da história? Que relação é que isso tem com o desejo da geringonça ser bem sucedida. A geringonça teve mais votos do que a PàF, que concorreu coligada. O partido, sem coligações, com mais votos populares foi o que forma o Governo. E podia não ter sido, obviamente. Mas foi."



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Sábado, 10.09.16

 

 

 

A menos que faça como aquelas pessoas que pedem amizade sem qualquer amigo - não tinham qualquer acção na rede - e de perfil irreconhecível ou de outro mundo :). Haja pachorra.

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Sábado, 27.08.16

 

 

 

Subida de impostos, desemprego em números inéditos, cortes a eito em salários e pensões durante anos a fio, carreiras (de professores, por exemplo) há oito anos congeladas, pessoas, sem acesso aos quadros, com dez a vinte anos sucessivos de contratos anuais, emigração em massa à procura de salários que permitam viver, quebra populacional, precariedade e insegurança profissional que atinge principalmente os jovens adultos e por aí fora. Há explicações? Encontrei uma com sentido de Pedro Pais de Vasconcelos que podíamos multiplicar por todo o arco governativo e pelos diversos bancos; depois é fazer contas até mais de 20 mil milhões de euros "desaparecidos". Era o tal pântano?

 

"CGD: quando eu Presidia ao seu Conselho Fiscal, a Caixa, sozinha, valia mais do que o resto do sistema bancário. O governo de Guterres extinguiu o Conselho Fiscal por Decreto-Lei.
O resultado foi a sucessão de grandes operações de financiamento a clientes especiais que não vieram a pagar, mas a quem também ninguém tem vontade de cobrar.
Tanto a concessão de crédito como a sua não cobrança merecem ser investigadas, é tão fácil...
E, depois de investigadas, deve ser feitas duas coisas: castigar exemplarmente os responsáveis e cobrar os créditos com a mesma energia que usam quando cobram sobre as pobres famílias que ficam sem casa.
Porque é que ninguém cobra o crédito da Caixa sobre o Berardo? E quem é que propôs em Conselho a sua concessão e quem é que no mesmo Conselho votou a favor.
Alguém que responda, por favor."

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Adenda com vídeo com declarações de Miguel Sousa Tavares:

"Muitos dos piores negócios da Caixa foram feitos sob égide de administrações nomeadas pelo PSD".



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Domingo, 19.06.16

 

 

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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



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Quarta-feira, 25.05.16

 

 

 

"Nessa altura, ela estava no facebook. Sei sempre quando entra ou sai. Nunca viste a coluna da direita no computador ou no tablet? Consegues saber quem está e há quanto tempo", dizia-se em tom excessivamente audível na mesa ao lado. A conversa a quatro foi por ali fora sempre à volta da vida alheia. Nem a atenuação de uma voz mais-vida-própria, que remetia a possibilidade das presenças contínuas para tablets ou smartphones ligados com app's abertas ou com browsers na mesma situação em computadores, descansava as outras três almas. O frenesi do voyeurismo era tão sôfrego, que os vigiados já devem ter saliências no topo da cabeça, vulgo antenas, para a acusação evernet. Que raio de vidas, realmente.

 

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Domingo, 22.05.16

 

 

 

A Liberdade como princípio, a Liberdade como fim (do facebook de José Matias Alves)

 

(...) 

Três liberdades e mais três. A liberdade é um substantivo, mas é também um verbo de acção. A escola pública tem de saber repensar-se, renovar-se, abrir-se.


Em primeiro lugar, repensando-se no espaço público. Há mais educação para além da escola. Hoje, precisamos de reforçar os laços entre a escola e a sociedade e assim renovar um compromisso social em torno da educação. É uma mudança decisiva, que exige uma efectiva capacidade de decisão das pessoas, das autarquias e das instituições no interior deste espaço público da educação. Não gosto muito da metáfora das «cidades educadoras», mas é a que melhor ilustra a dimensão de partilha e de co-responsabilização que marca a educação nas sociedades contemporâneas. 


Em segundo lugar, renovando-se como «coisa pública». 
A escola não é um «serviço» ou uma «mercadoria», é uma instituição da res publica. Quando se compara a escolha da escola com a escolha das malas, dos sapatos, do jornal, do carro ou da casa, como já se escreveu, perde-se todo o sentido, social e cultural, individual e colectivo, do acto de educar. 


Em terceiro lugar, abrindo-se ao futuro. Vivemos um tempo de profunda mudança geracional, em grande parte pela forma como o digital está a transformar as vidas das crianças e dos jovens. Michel Serres diz mesmo que, nas últimas décadas, nasceu «um novo ser humano que vive, pensa, comunica e ... aprende de maneira totalmente diferente». Os edifícios escolares vão desaparecer ou, pelo menos, vão transformar-se radicalmente. Os tempos escolares vão ser organizados de modo totalmente diferente. O trabalho dos professores vai sofrer alterações profundas. A escola pública tem de estar à altura desta revolução da aprendizagem que está a acontecer debaixo dos nossos olhos e perante uma certa «indiferença» da nossa parte. 


A escola pública tem de ser, cada vez mais, um espaço de liberdade. Hoje, as sociedades têm um nível de educação, instituições culturais e científicas e meios tecnológicos que permitem concretizar o sonho, que muitos outros sonharam antes de nós, de uma escola que é 

 

Igualdade 
Diversidade 
Aprendizagem 
Participação 
Autonomia 
Criação 

 

A liberdade tem uma característica única e singular: só existe em mim se existir também nos outros. Não posso ser livre se os outros viverem sem liberdade. A escola pública é o lugar da liberdade, de todos e não apenas de alguns. A liberdade como princípio. A liberdade como fim. 

 

António Nóvoa

Universidade de Lisboa

 

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Quarta-feira, 04.05.16

 

 

 

 

"A ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CALDAS DA RAINHA E O SEU CONCEITO DE LIBERDADE DE ESCOLHA

 

Um texto de Francisco Silva publicado no seu facebook.

 

Ontem, dia 3 de Maio, tivemos a oportunidade de assistir a uma curiosa sessão na nossa Assembleia Municipal. 
Um grupo de cidadãos, composto por professores, encarregados de educação e alunos dos colégios Rainha D. Leonor e S. Cristóvão, foi ao púlpito da Assembleia Municipal apelar à intervenção dos seus deputados no sentido de contrariar a recente legislação do Ministério da Educação que determina que não haverá mais financiamento do Estado aos anos iniciais de ciclo (5º, 7º e 10º anos) nestes e noutros colégios que, sendo empresas privadas, funcionam há mais ou menos 11 anos à custa do erário público. 
O argumento deste grupo de cidadãos para a continuação ad eternum deste financiamento é a sua liberdade de escolha!  
Ninguém põe em causa o direito das famílias a escolher um projecto educativo para os seus filhos que passe pela frequência de um colégio privado — ninguém põe isto em causa. As famílias têm, naturalmente, toda a liberdade para escolher um serviço privado em detrimento do correspondente serviço público. 
O que não pode continuar a acontecer, e que nunca deveria ter acontecido, é os contribuintes pagarem essa opção. É inadmissível sermos todos nós a pagar o elitismo de alguns. Se um encarregado de educação opta pelo ensino privado, deve ser ele a pagar essa opção. Tal como, se um cidadão considerar que os serviços hospitalares não o satisfazem, pode sempre pagar os serviços de uma clínica privada à sua escolha.
Desde quando é que a opção por serviços privados, sejam eles quais forem, é uma liberdade que deve ser paga pelo Estado? Que deformação do conceito de liberdade é esta? É este conceito de liberdade que se ensina nestes colégios? É este conceito de liberdade que estes pais ensinam aos seus filhos? 
Liberdade de escolha? À nossa custa? Quem se julga esta gente? Por quem nos tomam?
Foi confrangedor ver a intervenção de duas encarregadas de educação, instrumentalizadas e incautas, desfiando ingenuamente o que achavam ser qualidades do suposto projecto educativo dos colégios, querendo com isso apoucar a escola pública.
Mas foi particularmente penoso e decepcionante assistir ao desempenho dos nossos deputados municipais. Os deputados de direita lá nos ofereceram o triste espectáculo de vir ao púlpito cavalgar demagogicamente o novo conceito de liberdade de escolha elitista subsidiada pelo Estado. Os deputados de esquerda, sempre cautelosos e contemporizadores, saíram-se com discursos pusilânimes e pífios, sem nunca chegarem a chamar verdadeiramente os bois pelos nomes. Pelo meio houve um deputado, que não se percebe se de esquerda se de direita, a fazer uma acalorada declaração irrelevante sobre o inabalável amor que tem pela sua escola.
Por fim, o Presidente da Câmara fez questão de frisar que as Câmaras Municipais não têm poder de decisão nestas reformulações do conceito de liberdade de escolha. Ainda bem. No entanto, as Câmaras Municipais podem sempre dar a sua opinião. E a Câmara Municipal de Caldas da Rainha deu a sua opinião, fazendo aprovar, nesta curiosa sessão da Assembleia Municipal do dia 3 de Maio, uma moção à CDS que declara que, sim senhor, devemos ser nós os contribuintes do costume a pagar o elitismo de alguns pais."



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Sexta-feira, 22.04.16

 

 

 

 

Que me recorde, é a primeira vez que os visitantes vindos do facebook ocupam o primeiro lugar nas audiências do blogue. Nos registos de ontem, e que se vêem na imagem, a origem nessa rede social superou mesmo os visitantes que entram no blogue como "self referring/bookmarker" ou através do google (que registaram os números habituais). O fenómeno tem uma explicação: os posts sobre os colégios "privados" suscitam muito interesse.

 

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Sexta-feira, 25.03.16

 

 

 

Quando comecei a usar a internet, por volta de 1994, apreciei o fenómeno e a sua universalidade, mas percebi que as inevitáveis redes sociais teriam muito de supérfluo e vacinei-me (aconteceu o mesmo com os jogos de computador uns anos antes e com as telenovelas televisivas na década anterior). O envolvimento na blogosfera docente "exigiu" a ligação ao twitter e ao facebook. Vejo utilidade nessa web 2.0 como complemento ao blogue, como um bom espaço de informação ou para comunicar com familiares ou amigos. Escolho estas alturas para me resumir à blogosfera e não farei ligações para as outras redes sociais.



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Quarta-feira, 23.03.16

 

 

 

 

 

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Fotografia de João Edgar



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Quinta-feira, 28.01.16

 

 

 

 

"(...)Interessante é ver o enorme contraste entre os resultados das esquerdas inovadoras e das esquerdas conservadoras. Enquanto aquelas - esquerda do PS e BE - averbaram ganhos significativos, estas - o PS neoliberal e o PCP ortodoxo - registaram perdas claríssimas. E estas, infelizmente, foram suficientes para anular, a favor da direita, os ganhos obtidos.(...)". O que leu é parte de um texto de José Sarmento Ferreira no facebook e é bem elucidativo da confusão à esquerda se olharmos a partir das políticas educativas da última década. Resumamos para este formato: as confessadas políticas educativas neoliberais (as tais Novas Políticas de Gestão Pública que tinham como bandeira a accountability) foram aplicadas pelo "grupo" de Lurdes Rodrigues (penso que coordenado por Vieira da Silva), que está em pleno com o actual Governo, mas que já foram condenadas por Costa. Se havia quem "ouvisse", embora sem acção visível, os professores durante a tragédia socrática, era a ala "segurista" que está à direita dos "socratistas" (que são agora "costistas") e que negou Nóvoa votando em Marcelo. Basta googlar por Nóvoa e por dois conceitos que este reforçou recentemente, "O regresso dos professores" e "Escola transbordante", para se concluir que quase todos poderiam votar em Sampaio da Nóvoa com excepção dos neoliberais ainda não arrependidos (os convictos devem ficar descontinuados da esquerda europeia). Se estudarmos outras áreas encontramos desorientações semelhantes. Já agora, e pensando no BE inovador e nas presidenciais, não percebo o que festejam tão efusivamente.

 

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Quarta-feira, 06.01.16

 

 

 

 

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Quarta-feira, 30.12.15

 

 

 

 

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Gosto de ter um blogue e existem possibilidades relacionais com as redes sociais que doutro modo seriam improváveis. Uso esta forma, o email, para desejar as boas festas a familiares, amigos de sempre ou mais recentes, reais ou virtuais e também a quem passe pelo blogue, twitter ou facebook. Se o leitor não está com pressa, e mesmo que não nos conheçamos, vá até ao fim que a edição é dedicada a quem anda no mundo com boa vontade.

 

A actualidade assumiu a voracidade da simplificação, a atmosfera relacional tem contorno diferentes, mas as emoções resistem às tendências e ligam as pessoas aos sentimentos de amizade e respeito pelo próximo.

 

Percorri o ano.

 

Em termos de saúde, que é afinal o mais importante, as notícias foram positivas.

 

Em termos profissionais, e pensando no mote principal do blogue, mantém-se inabalável a defesa constitucional da escola pública como instrumento da igualdade de oportunidades. As perplexidades derivadas da invasão de práticas neoliberais merecem dois comportamentos: firmeza e paciência.

 

Escolho um vídeo que o meu pai gostasse de ouvir. Sou adepto da esperança e "Hope of deliverance", do ex-Beatle Paul McCartney, cumpre a opção.

 

Boas festas e aquele 2016.

 

 



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Quarta-feira, 09.12.15

 

 

 

Nos últimos dias apaguei posts inadvertidamente (por causa da aplicação para telemóveis) e alguns tinham sido partilhados por outros blogues. Também sucedeu o seguinte: encontro um assunto interessante noutro blogue ou site, faço um post com um comentário inicial e a respectiva ligação, temporizo a publicação para outra data e esqueço-me. Quando o reencontro está, por norma, desactualizado e, como aconteceu nestes dias, é publicado na versão rascunho e até com ligação automática para o twitter e facebook; peço desculpa. Está tudo resolvido e tudo farei para que não se repita.



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Sábado, 28.11.15

 

 

 

Sampaio da Nóvoa estará nas Caldas da Rainha no próximo domingo, dia 29 de Novembro, pelas 10 horas. Ponto de encontro: Largo do Termal às 9h 30m.

 

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Quarta-feira, 25.11.15

 

 

 

 

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Liguei o blogue ao Twitter e ao Facebook em 2009 e uso as cronologias com a mesma intenção de divulgação (no facebook faço ainda alguma interacção com familiares e amigos). Não publico por lá os posts todos. Pelo descrito, é natural que aceite todas as "amizades" nessas redes, mas com a interacção muito condicionada. Só removo "amizades" quando vejo que não há mesmo pachorra (deixo de seguir primeiro e depois apago mesmo).



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Terça-feira, 24.11.15

 

 

 

Cavaco Silva syrizou e seguiu o tortuoso guião. Reconheça-se a perseverança, e a coragem, de António Costa e os méritos de Catarina e Jerónimo. Abrem-se crises nos partidos da direita. A radicalização foi penalizada e até Merkel a dispensa na imprescindível nova fase europeia; espera-se.

 

Post editado no facebook há cerca de uma hora com base nesta notícia do Público.



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Segunda-feira, 07.09.15

 

 

 

 

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Não devem chegar a uma dezena os "amigos" que removi ou bloqueei desde que, em 4 de Maio de 2009, liguei o blogue ao facebook. Comecei por accionar a ligação automática dos posts ao twitter e ao facebook e nesta altura só passo um ou outro post. Um blogue é um espaço aberto e procuro que os exercícios da liberdade de opinião e da tolerância se efectivem. Para além da audiência do blogue, vejo as redes sociais como boas ferramentas para comunicar com familiares ou amigos e para procurar informação. Aceito, obviamente, quase todas as "amizades" na cronologia. É evidente que a liberdade tem limites, isso ficou patente na primeira frase e assim continuará.



publicado por paulo prudêncio às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 18.06.15

 

 

 

Ando a testar novas aplicações resultantes de novo software e hardware. Inadvertidamente, têm entrado actualizações automáticas do blogue (e partilhas automáticas) no Twitter e no Facebook (mais até no primeiro) e envio de emails teste. Nem sempre os posts estavam concluídos. Parece-me que está tudo regularizado, obrigado a quem me avisou e estarei desculpado.

 



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Quarta-feira, 17.06.15

 

 

1938 foi há um piscar de olhos. Para quem acha que a democracia portuguesa é um dado adquirido ou que os tiques totalitários são apenas impressões, olhe para a imagem e depois leia o texto abaixo. Como alguém disse, há sempre primeiros passos por via administrativa promovidos pelos sem rosto ou pelas figuras menores.

 

 

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"Para quantos acham que o "flirt" entre o salazarismo e o nazismo foi um mito, aqui deixo uma fotografia de 1938, da autoria do fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, numa fábrica de conservas de Setúbal. Só hoje reencontrei esta foto, num livro que tinha perdido há uns anos,

Veja-se o pormenor das mesas postas em forma de suástica, o retrato de Hitler ladeado dos de Salazar e de Carmona, bem como as bandeiras nazi e da organização nazi "Força pela Alegria".

Resta esperar que não apareça por aí um fabiano qualquer a dizer que tudo isto se passou à revelia das orientações do regime...

 

Autoria atribuída a Francisco Seixas da Costas e retirada do facebook, assim como o texto (recebi ambos por email devidamente identificado)."



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Quinta-feira, 11.06.15

 

 

 

A Filipa recebeu ontem, no Casino do Estoril, um globo (categoria do surfista mais sexy do ano) no "Kia Ondas de Ouro Surf Awards". Parece que a cerimónia foi muito bonita e cheia de significado. Parabéns para a Organização e para a Filipa que agradece a quem votou. A fotografia é do seu mural no facebook.

 

 

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Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio.

 

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Imagem obtida no site da organização.



publicado por paulo prudêncio às 12:08 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sábado, 30.05.15

 

 

 

Vale a pena ler a reportagem da revista do Expresso (páginas 42 a 48) sobre o sistema escolar Finlandês. Há, desde logo, uma variável decisiva na Finlândia: uma criança que revele uma dificuldade mais acentuada beneficia de imediato de uma equipa de especialistas. Ou seja: uma municipalização a sério e não como a que queremos implementar em que os autarcas substituem a gestão das escolas para governarem o ambiente local em mais do mesmo (até com 25% da oferta curricular entregue às suas imaginações e sem qualquer linha "à finlandesa").

 

Das muitas questões interessantes, retiro quatro:

 

1. O inferno da papelada. E acrescente ao que vai ler um inferno de burocracia digital com redes informacionais inundadas de ficheiros Word a operacionalizarem tanta complexidade.

 

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2. Há uns estudos recentes que dizem que os nossos alunos que entraram na escola em 1997 eram felizes e obtinham bons resultados (os que não abandonavam a escola, é evidente). Mas os ultraliberais ficam-se pela prosa e têm horror à poesia: a felicidade não se mede, dirão de imediato os mais descomplexados competitivos.

 

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3. Portugal é o único país da Europa onde a carreira do professores é devassada. Na Finlândia é muito valorizada, naturalmente. Mas não é apenas isso, como não me canso de repetir.

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4. Na Finlândia só há exames no fim do secundário (o que é muito diferente de se dizer que não se avalia antes disso ou que não há um clima de exigência e disciplina) e a poesia permite experimentar um "modelo sem disciplinas". Acima de tudo, salienta-se o seguinte:

 

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Por cá, o tratamento dos resultados escolares das crianças já vai em rankings e nem sei mais o quê, a organização das disciplinas afoga-se no "estruturante" com quilómetros de metas e não resisti: trouxe um pequeno texto de Fernando Mora Ramos no facebook (o meu comentário foi curto: Não falta...)

 

"Falta ainda lançar no mercado o campeonato mundial da chucha para lactentes entre os seis e os nove meses apenas para aqueles que já gatinhem e possam - será o objectivo - roubar a chucha ao oponente e mesmo aos da mesma equipa, acumulando um número de chuchas que leve à sua consagração - do gatinhante em causa - como o da Dentada de Ouro na Chucha, ou o Chucha-Mor."

 



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Segunda-feira, 25.05.15

 

 

 

Se há dias escrevi que "chegámos a um ponto tal, que os apoios imediatos de Soares e Sampaio prejudicam Sampaio da Nóvoa(...)", hoje concluo que o apoio de Ramalho Eanes torna ainda mais forte a candidatura. Este ex-presidente largamente elogiado nos diversos quadrantes, sublinhe-se, "(...)elogia a "capacidade de liderança", o "carácter forte e bom", a "inteligência superior", as "boas qualidades de temperamento", a "coragem intelectual", a "capacidade de decisão" e a "independência e despojamento(...)".

 

Concordo com o Paulo Guinote que olha "com um enorme gozo" os que "(...)criticam a falta de experiência dele em matérias daquela política pastosa e feita de almoços cúmplices(...)". Não ficam dúvidas: a candidatura de Sampaio da Nóvoa está a valer mesmo a pena.



publicado por paulo prudêncio às 20:26 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Sábado, 16.05.15

 

 

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 Fotografia obtida no mural da Filipa no facebook.

 

A Filipa recebeu uma medalha de mérito, como investigadora, do município das Caldas da Rainha. A cerimónia realizou-se no dia 15 de Maio de 2015. No seu mural do facebook escreveu assim:

 

"Agradeço ao Município das Caldas da Rainha por me ter atribuído a "Medalha Municipal de Mérito de Investigação". Infelizmente não pude estar presente na cerimónia, que teve lugar hoje no Dia da Cidade. 
Muito obrigada."



publicado por paulo prudêncio às 09:59 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 19.04.15

 

 

 

 

O Paulo Guinote fez um fim de emissão no blogue, mas postou assim no facebook:

 

 

"Da Relativização Oportunista: leio e ouço gente muito estimável e mesmo amig@s a entrar já naquelas relativizações com base em ambiente pré-eleitoral. Do lado da órbita do PS e apêndices em aproximação temos o crescimento da adjectivação hiperbolizada dos malefícios de Crato, servindo isso já para dizer que MLR e os mandatos do engenheiro até foram de "modernização das escolas" (sim, para quem ganhou uma novinha, ou seja, uma minoria) e de "igualdade de oportunidades" (a sério?). Já tudo é muito relativo e a memória encurta quando se trata de demonmizar quem está para encostar ao Costa. Do lado da maioria no poder e entre todos os que têm pesadelos com a "esquerda", começa-se já a dizer que, afinal, Crato até nem fez coisas muito más, que acabou com as ACND e que a troika é que obrigou a que ele desinvestisse brutalmente na Educação sem dar um pio e assinando diplomas que ele acharia clamorosos enquanto analista. Para evitar o "regresso do socialismo" até o vocacional aos 13 anos passa a ser o supra-sumo da batata em puré e por aí abaixo.
Contra estas formas de um maniqueísmo mimético eu oponho que se a vossa preocupação é a cor da camisola de quem lá está a mandar no jogo e não a qualidade do dito jogo, mais vale irem pregar para o vosso particular oásis e, já agora, preguem bem pregado o caixão onde enterraram as convicções, pois parece que só restam oportunistas posições.

Se estou apenas a ser "corporatiivo"? Fosse eu advogado deputado e articulista da imprensa mainstream (ou consultor de um ministério, em trânsito de um grupo empresarial nacional ou estrangeiro com interesses nas decisões políticas dessa pasta) a defender os direitos adquiridos de empresas com as quais o "meu" escritório tivesse negócios e ninguém diria tal.

E um bom domingo para tod@s, já agora."



publicado por paulo prudêncio às 16:17 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Terça-feira, 07.04.15

 

 

 

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Chaves. Março de 2015. Fotografia tirada numa margem do rio Tâmega enquanto degustava um inigualável presunto (pode também perguntar pelo caminho para S. Lourenço e, encontrado o destino, entrar no Solar do Presunto do lado esquerdo no sentido de Valpaços) e que se pode observar na imagem abaixo.

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Este post será também o dia 3 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:19 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.04.15

 

 

 

 

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Vila Nova de Gaia. Abril de 2015. Fotografia tirada numa esplanada na ribeira do Porto e numa sexta-feira santa. Como degustava a francesinha que pode ver na imagem abaixo (com um não convencional sumo de laranja no molho com um resultado óptimo), aproveitei as vantagens tecnológicas, paguei o IMI e um IUC e aqui estou.

 

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Este post será também o dia 2 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos. 



publicado por paulo prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Sexta-feira, 13.03.15

 

 

 

 

O IAVE (Instituto de Avaliação Educativa, IP) tem-se caracterizado pela sucessão de coisas de bradar. Sobressai, na actualidade, o indecente tratamento dado aos professores de Inglês (nem se imagina como é que a coisa segue o seu curso) e há pouco encontrei uma pérola através do grupo dos tradutores contra o acordo ortográfico.

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:15 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 26.01.15

 

 

 

 

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Daqui

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:42 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 15.10.14

 

 

 

 

Encontrei aqui uma descrição do estado do MEC que é muito próxima do real e que não é só de agora:

 

"Falta de planificação atempada. Falta de critérios. Muita falta de trabalho. Para que o Sr. Ministro faça desfiles na televisão há funcionários a trabalhar até às 24 horas nas direções gerais e de serviços a ligar e a aconselhar diretores em assuntos dos quais não fazem ideia nenhuma, numa cadeia de incompetência e de pseudo-autoridade que começa a ser um cancro dentro do ministério. Quanto mais distante da sala de aula mais manda o funcionário. Este tipo de situações foi proliferando a partir do momento em que o Professor e o Aluno deixaram de ser pessoas e passaram a ser números e ferramentas. Não há baixa de natalidade que explique a falta de cultura."

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:36 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 28.08.14

 

 

 

 

Aqui por casa, o verão de 2014 fica também marcado pela presença da Filipa em Pequim.

 

 

Encontrei as imagens seguintes, referentes ao tema, no facebook da Filipa.

 

 

 

 

 

 

 

 O prémio está anunciado na newsletter do Instituto de Telecomunicações do IST.

 

 

 

 

 

 

 

Chegou da China, recomeçou a trabalhar e viajou para outra conferência de que dá conta no seu facebook com o seguinte título: conferencemode.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:43 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 26.04.14

 

 

 

 

Depois de umas obras em casa, há sempre lugar para umas mudanças. Desta vez, as pequenas molduras não resistiram e a escolha das fotos foi uma viagem no tempo ou uma escolha difícil.

 

Digitalizei uma das imagens para usar também como capa no facebook e fica por aqui porque sim.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 04.04.14

 

 

 

 

 

Pode assinar aqui. Encontrei a petição no facebook do João Daniel Pereira do movimento "Em defesa da escola pública no Oeste".



publicado por paulo prudêncio às 21:21 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quarta-feira, 08.01.14

 

 

 

 

 

Sobre a socialização em rede

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:11 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 23.12.13

 

 

  

 

Passei pelo facebook para meter uns likes ou comentários nas habituais mensagens de Boas Festas quando dou com um post do ex-MEC, e actual presidente do CNE, José David Justino que dá que pensar.

 

O que levará uma pessoa com estas funções a fazer um post destes numa época destas?

 

Se me lembrar do seu consulado, tenho bem presente a indignação que provocou a sua afirmação de que só não "contratava pessoas como João Rendeiro do BPP para gerirem escolas porque não tinha dinheiro para lhes pagar" ou uma inenerrável informatização de um concurso de professores, recheada de incompetência técnica e política, que descredibilizou de forma irreparável por uns bons anos todo o sistema escolar e que abriu portas aos sucessivos devaneios que se seguiram e que parecem não ter fim. Não me lembro se os sindicatos exigiram a demissão do ministro, mas deviam tê-lo feito.

 

Acreditar que motivos destes (a lista não tem fim) não geraram mais conflitos do que a presença de sindicatos é, no mínimo, revisionismo histórico. É evidente que David Justino achará que os sindicatos da UGT é que são evolucionistas como se viu recentemente no processo da prova de ingresso. E muito sinceramente: numa época de férias e de descanso, com os professores saturados por serem desrespeitados durante anos a fio, não me parece simpática esta postagem do presidente do Conselho Nacional de Educação.

 

A carreira dos professores é vertical, embora há anos a fio sem qualquer progressão. Não será uma carreira perfeita, mas considerá-la recheada de um igualitarismo que contamina todo o sistema é despropositado, desconhecedor e explica o estado de conflitualidade a que chegámos com os professores no meio de uma contenda disputada por quem não põe os pés numa sala de aula e muito menos com trinta alunos. Parece mais uma manobra para dividir em que parece que se especializaram os ministros dos últimos dez anos.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:23 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 18.11.13

 

 

 

 

 

 

 

Este é o último post que partilharei na página "Correntes" no facebook. A página continuará mais uma semana por cortesia aos que por lá passaram e depois será apagada. Continuarei com a minha página nessa rede social onde partilharei alguns dos posts.

 

Criei essa página por causa da "arte de mentir nas redes sociais".

 

Até finais de Setembro de 2013, os posts do blogue eram partilhados para aí e só depois para outros lados. Essa simples decisão (exigia mais dois ou três procedimentos) permitiu esvaziar os tais comportamentos mais "artísticos" (com todo o respeito, obviamente, pela verdadeira arte). E, como sói dizer-se, ponto final.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:00 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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