Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 12.12.17

 

 

 

 

"Professores quase sem emprego a partir de 2020", é uma conclusão de um estudo publicado pelo CNE. Para que seja sim, será necessário manter o número de alunos por turma e não alterar o degradado estatuto da carreira nem os indecentes programas de aposentação. Para a actual presidente do CNE, o ensino expositivo generalizado contribui decisivamente para o abandono escolar que reduz o número de alunos no terceiro ciclo e no ensino secundário. Parece um disco de vinil com um qualquer risco. Ou seja, as décadas passam e os estudos concluem sempre no mesmo sentido.



publicado por paulo prudêncio às 09:37 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 23.11.17

 

 

 

 

"Nós, os professores'", é o título de um texto muito bom mesmo de Francisco Teixeira no Público on-line.

 

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Terça-feira, 21.11.17

 

 

 

 

Por que é que foi criado um escalão no topo da carreira dos professores (onde ainda ninguém está)? Porque era embaraçoso manter os professores tão longe dos topos de uma boa parte das carreiras da administração pública; e os governos sabem bem disso. E é sempre a mesma coisa: os professores são muitos e ponto final. É evidente que há toda uma inteligência política mediatizada que tenta manter o estado das coisas com duas intenções e uma justificação: não falar dos baixos salários dos professores (e dos funcionários públicos dos índices remuneratórios inferiores), manter os privados num nível salarial que envergonha e porque os professores são muitos. 

Ora veja as tabelas apresentadas no link que se segue:

 

Topos de Carreira



publicado por paulo prudêncio às 09:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 20.11.17

 

 

 

 

Os professores são muitos (57% da administração central), ficam mais à mão em termos financeiros e ponto final; o resto é ruído. O Governo excluiu os professores e estes reagiram. Um Governo democrático negoceia, corrige e procura uma solução digna enquadrada na política financeira e orçamental. Os professores (99 mil do quadro contra 145 mil em 2006) estão no lugar cimeiro dos cortes na administração pública. Não reivindicam 9 mil milhões de retroactivos, quantia equivalente à autorização do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira para os pagamentos antecipados ao FMI - 9.400 milhões, 60% do empréstimo - ou a quase metade da ajuda à banca. Mas isso, os mediáticos irritados silenciam. Nem sequer estudam o resultado salarial dos descongelamentos ou comparam os detalhes das carreiras. Aliás, um dos mais benevolentes insinuou, no decadente eixo-do-mal, que os professores deviam ter rejeitado, veja-se bem, os cortes a eito e apagou o momento mais difícil que ocorreu em Junho de 2013.


Quando se percebeu a exclusão dos professores, surgiram novos geringonceiros dos sítios mais improváveis. Regressaram à base com o andar da carruagem. O livro "On bullshit”" ("Conversa da treta", na tradução), do filósofo americano Harry Frankfurt, explica o fenómeno irritadiço. O “bullshit é mais ameaçador para a verdade do que a mentira e é objecto de uma estranha tolerância. Aumentou muito porque se exige opinião sobre tudo, mesmo sobre o que não se sabe. O mundo dos media constitui um inigualável caldo de cultura “bullshit“”. A coisa está tão no fundo, que num debate na televisão pública - com o nome sintomático, "O último apaga a luz" - um interruptor (googlei a ficha técnica e tem Deus como último nome) foi taxativo: "os professores são miseráveis".

 

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 Imagem encontrada na internet
sem referência ao autor



publicado por paulo prudêncio às 11:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 18.11.17

 

 

 

 

 

 

 

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Via Blogue De Ar Lindo

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Segunda-feira, 13.11.17

 

 

Contributo recebido por email

 

"O tempo decorrido entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2017 não vai ser tido em conta e a sua contagem será retomada a 1 de Janeiro de 2018. No caso dos professores, por exemplo, que precisam de quatro anos de serviço, há 49 mil docentes que em 2018 irão progredir. Os restantes terão de esperar que os quatro anos necessários se concretizem: por exemplo, uma pessoa que até 2011 contou três anos de serviço, só progride em 2019 ou uma pessoa que até 2011 contou um dia de serviço, só progride em 2022.
E isto se até lá não se aprovarem orçamentos que determinem a suspensão das progressões...
Se ainda adicionar que a progressão ao 5º e 7º escalões dependem de vagas determinadas pelo governo, é fácil calcular que dezenas de milhares de professores chegarão ao final da sua vida de trabalho posicionados entre o 5º e 7º escalões, com um valor da pensão de reforma calculado com base em salários base mais baixos durante anos...
Portanto, os sindicatos também deviam estar a encetar uma luta para eliminar as vagas na progressão a escalões, que apenas são obstáculos artificiais com o intuito de poupança orçamental, não tendo nenhuma relação com avaliação de desempenho.
 
 
Mário Silva"


publicado por paulo prudêncio às 09:28 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 12.11.17

 

 

 

 

Reduzimos o abandono escolar em contra-ciclo com a (reconfigurada; e decadente?) Europa e confirmamos que o aumento da escolarização das sociedades influencia em quase 70% as taxas de frequência e os resultados das aprendizagens. Portugal reforça as conclusões ao atenuar, neste indicador, a influência da delapidação dos determinantes 30% da organização escolar por razões financeiras. "Não há vida escolar para além do défice", explica parte da imobilidade governativa. Há tantas epifanias - que a conjuntura simulou como estruturais - que tardam a mudar, que cresce a apreensão: o Governo revê-se nas políticas escolares do primeiro governo de Sócrates? 

"O director de turma deve ser avaliado, com pontuação rigorosa e quotas, pelo abandono escolar dos alunos". A frase que escolhi (não excessivamente técnica), dita com convicção por Lurdes Rodrigues, sintetizou um conjunto neoliberal de "Novas Políticas de Gestão Pública" que degradaram a organização escolar.

A desconstrução da frase encontra a desresponsabilização da sociedade, as crianças-agenda, os jovens-vigiados, o "aluno-rei", os professores "agentes recreativos e multi-profissão" e o modelo taylorista de escola com primazia da lógica, "impensada" em educação, do "cliente-tem-sempre-razão".

Insatisfeita, a PàF acrescentou: alunos por turma, turmas por professor, indústria da medição alargada aos mais pequenos e disciplinas hierarquizadas (dito assim como eufemismo).

Com uma década assim, não faltam, portanto, pontos fundamentais para agendar se o Governo recusar a interrogação do primeiro parágrafo e olhar para o futuro.

 

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Algures no Oeste de Portugal.

Novembro de 2017.



publicado por paulo prudêncio às 21:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 07.11.17

 

 

 

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Após catorze anos de carreiras congeladas, é natural o sobreaquecimento. São milhões (5.400) de retroactivos e milhões (600) de descongelamentos. Só que o conceito de retroactividade passou a inconstitucional; apenas os milhões da dívida são de direito adquirido. Somos um "protectorado" e os credores não se comovem. Pagamos como país e ponto final, mas com um elogio à capacidade portuguesa em tolerar as contas nacionais.

Percebeu-se, logo em 2016, que os professores, e só os professores, não seriam posicionados, em 2017, 2018 e 2019 e nem sequer na década seguinte, no escalão referente aos requisitos legais. Em 6 de Março de 2017, e numa notícia do Público que dizia "que para subir na hierarquia do Estado vão ser precisos prémios e promoções", reconheceu-se a estratégia comunicacional de abertura oficial do tradicional "arremesso à escola pública" que nos recordou o processo kafkiano do modo-faz-de-conta. Se nada se aprendeu com a experiência, adivinhamos a superação do limite do sobreaquecimento.

 



publicado por paulo prudêncio às 17:29 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 01.11.17

 

 

 

O OE2018 inscreve 211 milhões de euros para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos (e acima de 1000 milhões para as falências do BES, Banif e BPN), como sublinha este texto de Santana Castilho. Se as dívidas aos professores ascendem aos impagáveis 5.400 milhões, o financiamento da banca já ultrapassou 20.000 milhões.

Soube-se, por estes dias, que os OE2018 e 2019 inscreverão 600 milhões para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos, que é uma quantia igual à contagem de todo o tempo de serviço dos professores (os únicos a quem o Governo não reconhece esse direito). Pois bem: que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser terem contribuído como ninguém na administração pública para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? Não chega? Se não se descongelar carreiras, não há aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?

 

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Caldas da Rainha. Praça da fruta. Agosto de 2015.



publicado por paulo prudêncio às 17:09 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 30.10.17

 

 

 

Consta por aí, e não vou procurar a fonte, que descongelar a carreira dos professores, incluindo os últimos sete anos e actualizando os salários, exigiria mais 600 milhões de euros ao OE2018 que é o equivalente ao descongelamento das carreiras de toda a função pública em 2018 e 2019. Aliás, também consta que a dívida aos professores já vai em 5 mil e 400 milhões de euros. Pois bem. Que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser o facto de terem contribuído como ninguém para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? São, por acaso, um grupo de excluídos? Se não se descongelar carreiras, não há qualquer aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?

O que consta por aí é o seguinte:

 

«Descongelar carreira para todos os professores, devolvendo as progressões perdidas nos últimos sete anos e atualizando integralmente os salários, custaria 600 milhões de euros ao Estado. É tanto quanto o valor que o Governo pretende gastar com o descongelamento das carreiras de toda Função Pública em 2018 e 2019.»



publicado por paulo prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 28.10.17

 

 

 

"Um país sem Estado e apenas com impostos" é um texto de opinião de José Pacheco Pereira.

 

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Nota: para os OCS parece que ontem não houve greve. Nas escolas, e apesar de se prever o encerramento com a greve de outros profissionais, a adesão dos professores foi elevada, com números semelhantes a 2013 e com sinais de que a contestação continuará.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 27.10.17

 

 

 

Para além dos motivos que levam a administração pública a fazer hoje uma greve (a que aderi), os professores têm causas que se arrastam no tempo acrescentadas pelo que escrevi há dias:

"O Governo eliminará quase nove anos de serviço dos professores no descongelamento das carreiras. Nem considera uma recuperação faseada. Excluiu-os. E porquê apenas os professores? Por uma questão técnica, diz o Governo. É consensual que a sucessão de "reformas estruturais" deixou o Estado, e a sociedade, sem norte. A avaliação do desempenho é um espelho dos desajustamentos. As avaliações no Estado (SIADAP) são um fingimento indesmentível e em 95% das empresas não existe. Qual é, então, a questão técnica que exclui os professores? São os pontos, diz o Governo. Nas outras carreiras as pessoas obtêm um ponto por ano até ao número necessário à mudança de categoria e nos professores, diz o Governo, é por menção qualitativa. Só que a menção é obtida, com quotas, numa escala de 0 a 10 pontos (por exemplo: 7.51 pontos é bom e 8.53 pontos é muito bom) e o professor muda de categoria ao fim de x anos (como nas restantes carreiras). Era preferível o Governo pedir desculpa aos professores por imitar os anteriores. Se a história da exclusão raramente nos falou de "perseguidos" por serem muitos, desta vez é mais surpreendente; ao fim de dois anos, regista-se a imutabilidade também nas questões não financeiras vigentes desde 2007.(...)"

 

Lê-se as palavras indignadas de representantes sindicais e das "associações de dirigentes escolares" a propósito da eliminação dos anos entre 2011 e 2017 (ou, na prática, 2019 ou mais - no caso de quem entra no quadro pode chegar a 20 anos de cortes -), mas em nenhum caso se explica à opinião pública o motivo que se fundamenta na avaliação. É pena. Mas percebe-se, uma vez que boa parte destes organismos nunca foi peremptório na desconstrução do clima de farsa.

 

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 Imagem obtida na internet

sem referência ao autor

 



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Quarta-feira, 25.10.17

 

 

 

Nem há dois meses escrevi assim:

 

"Ficaram professores por colocar? Sim; em poucos grupos de recrutamento é um facto. Uma passagem pelas listas dos professores não colocados, ou de reservas de recrutamento, regista um número reduzido (ou ausência) de candidatos para várias disciplinas. É uma tendência que se agrava e que abrirá telejornais. Com a "eterna" precarização dos professores contratados associada ao estatuto de cobaia na avaliação kafkiana (e de moeda de troca entre governos e sindicatos) e passando por um processo de desconsideração profissional, é natural que os jovens desistam de "ser professor" e que os menos jovens optem por outra actividade no país ou no estrangeiro. PS: se nada se fizer no estatuto dos professores do quadro, as condições de aposentação associadas ao burnout provocarão uma avalanche de insubstituíveis. Aliás, basta que o inverno se imponha."

 

Dá ideia que se acorda para um problema com duas décadas, mas que se acentuou na última com a degradação da carreira. Os alunos consideram os professores, mas não querem seguir a carreira e não frequentam a formação inicial. Da leitura seguinte, salienta-se a posição de um ex-ministro percursor da queda e que insiste nos argumentos que mais influenciaram o plano inclinado.

 

"(...)A renovação do corpo docente poderá tornar-se um problema sério para o país no futuro próximo. De acordo com um estudo realizado para o Conselho Nacional de Educação (CNE), com base no relatório dos testes PISA 2015 da OCDE, apenas 1,5% dos estudantes de 15 anos - a maioria dos quais com desempenhos abaixo da média - admitem ser professores no futuro. E esta crise de vocações para o ensino surge na altura em que se prevê que, face ao forte envelhecimento da classe, dois terços dos atuais professores se reformem nos próximos quinze anos.(...)

David Justino, presidente do Conselho Nacional de Educação,(...) o desinteresse dos alunos está relacionado com a "representação social dos professores", que perdeu relevância devido aos critérios de seleção dos que lecionam nas escolas: "Se nós não fizermos algo que permita que haja alguma seletividade no acesso a professores e critérios de qualidade na sua formação inicial, vamos ter problemas, porque cada vez mais a profissão de professor é vista como desqualificada", considera.

"O atual sistema, sendo aparentemente igualitário, não permite ao Estado fazer a seleção dos melhores", acrescenta, relembrando o estudo "De onde vêm os professores", também do CNE. "Esses dados já são assustadores, porque revelam que uma grande parte das escolas que estão a fornecer os maiores contingentes de professores, nomeadamente para o ensino básico e educadores de infância, não são necessariamente as escolas mais reconhecidas pelos seus méritos", diz.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), até concorda com a ideia de que a profissão está desqualificada. Mas não por falta de qualidade de parte do efetivo: "Essa é uma opinião do professor David Justino desde o tempo em que era ministro", lembra. "Se as escolas não têm qualidade, fechem-nas", desafia.(...)"

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:19 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 23.10.17

 

 

 

 

Alguns exemplos na carreira dos professores.

 

 

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Recebido por email devidamente identificado.



publicado por paulo prudêncio às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 21.10.17

 

 

 

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@máriosilva



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Domingo, 15.10.17

 

 

 

A lei para professores igualará o sector privado e a administração pública em Portugal e na Europa: "entrar no quadro ao fim de três anos de contrato". A vergonha tinha duas décadas. O OE2018 inscreve a justiça, mas acentua injustiças. 

É bom que todos os deputados, e os comentadores e analistas associados, se contenham. A vinculação de 7.500 professores em dois anos representa quase zero euros no orçamento. Leu bem: quase zero (0) euros. Um professor contratado recebe, em regra, pelo índice 167, entra no quadro no mesmo patamar e vê eliminado o tempo que prestou até aí. Já se percebeu que o OE2018 sacrifica os do costume, os professores, por serem muitos e ponto final. Repitamos então o que dissemos da cerimónia de reabertura oficial da época de "arremesso à escola pública e aos seus profissionais":

""Desapareceram" 42 mil professores (30%) de 2004 a 2015. Em 2006 foram alvo de uma guerra - palavras do actual PM - decretada em conselho de ministros, a presença da troika, e da ideologia PàF, acentuou a queda e em 2017 as notícias acrescentam desconsiderações associadas às intocáveis, e incontáveis, malfeitorias anteriores - as financeiras e as outras -".

Nota:
 
Parece que o congeladorOE2018 eliminará também quase uma dezena de anos de serviço nas progressões dos professores do quadro. Veremos se também aqui se certificará os professores como excepção.

 

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Quarta-feira, 11.10.17

 

 

 

"Bruxelas avisa: mais professores obriga a melhores resultados". As conclusões destes "estudos" nunca nos surpreendem. Aumento da idade da reforma, cortes a eito, mais alunos por turma, afunilamento curricular, vinculação por "exigência" de Bruxelas (até é risível) e por aí fora serão detalhes estrangeirados. E depois estranhamos que as soberanias regionais se sobreponham à europeia.

 

 



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Sábado, 07.10.17

 

 

 

 

O título do Público, "OE2018: professores, militares e polícias podem demorar mais tempo a progredir", é uma componente mediática da estratégia de distracção para atingir os do costume. Bagão Félix, sentado na 1ª fila da reabertura oficial da época de "arremesso à escola pública", sentenciou ao Expresso, OE2018:"(...)lamentando que o Estado esteja novamente a inchar(...)Há um setor em que devia haver poupança(...)Nasce-se muito menos e as escolas cada vez têm mais professores e pessoal?”(...)Há aqui um contrassenso, o problema da educação é um problema de defesa de interesses corporativos.(...)" Vamos lá centrar a discussão. Os professores, por serem muitos e por exerceram a sua actividade num objecto (escola pública) de confessada antipatia (para ser brando) para os governos do arco, foram a classe profissional mais atingida na administração pública. Os números são incontestáveis. Todos sabemos isso.

"Desapareceram" 42 mil professores (30%, o dobro da percentagem da redução de alunos 14%) de 2004 a 2015, em 2006 foram alvo de uma guerra - palavras do actual PM - decretada em conselho de ministros, a presença da troika, e da ideologia PàF, acentuou a queda e em 2017 as notícias acrescentam desconsiderações associadas às intocáveis, e incontáveis, malfeitorias anteriores - as financeiras e as outras -.

 

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Sexta-feira, 29.09.17

 

 

 

 

"Ter uma carreira" passou a politicamente incorrecto no final do século passado e as "novas políticas de gestão pública" corporizaram a precarização. Há uma geração, hoje na casa dos quarenta, que começa a duvidar da bondade do conceito. Os jovens adultos aceitam e assumem a ideia até que a idade avance. E por que é que falo de gerações? Exactamente porque os que iniciaram a dúvida perceberam que são descartáveis e substituíveis pelos mais jovens com argumentos financeiros ou de imagem. A precarização retira rede quando ela se torna imperativa. Para além do que foi dito, será grave que as administrações públicas continuem a perder pessoas integradas em carreiras que exigem histórico de saberes e maturidade nas decisões.



publicado por paulo prudêncio às 13:11 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 15.09.17

 

 

 

 

Após catorze anos de carreiras congeladas, é natural o "sobreaquecimento". São milhões de retroactivos a somar a milhões em descongelamentos. Dá ideia que o conceito de retroactividade passou a inconstitucional. Só os milhões da dívida são de direito adquirido imutável.
É consensual o elogio à capacidade das pessoas para tolerarem as contas o país. O que tornará o assunto menos aceitável, é que não se posicionem as pessoas em 2017, 2018 e 2019 no escalão referente aos requisitos legais. Se foi inaceitável o anúncio, no ano passado, de "que para subir na hierarquia do Estado vão ser precisos prémios e promoções", não é nada bom sinal o seguinte: "mais de 23 mil funcionários públicos sem avaliação penalizados nas progressões". Será o regresso do pesadelo kafkiano do mérito-em-modo-industrial-ou-de-faz-de-conta. Se não se aprendeu com a experiência, adivinhamos a aproximação ao limite do sobreaquecimento.

 

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