Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 27.02.17

 

 

 

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Luís Afonso



publicado por paulo prudêncio às 10:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 07.02.17

 

 

 

 

Portugal é o país da OCDE onde os professores perdem mais tempo com a disciplina para começar uma aula e é onde existem, como hoje se conclui, salas de aula em que "reina a "pequena indisciplina"". E não saímos disto, com o discurso circular de "especialistas" (no caso o antigo responsável pelo Observatório de Segurança em Meio Escolar) a culpar "mais os professores do que os alunos".

E se procurássemos, definitivamente, outras culpas? Sumariemos: escola a tempo inteiro, ou "armazém", como resultado da sociedade ausente; aluno-cliente como negação dos elementares princípios docimológicos (não tarda e a publicitação da calendarização de testes chega ao primeiro ciclo para que um petiz convoque os advogados porque o professor o submeteu a um questionário de avaliação sem calendarização; isto sim, o nefasto "facilitismo"); uma década de devassa, mediatizada em primeira página, da carreira dos professores; indústria de exames nacionais, com os respectivos quadros de mérito e com a publicitação de resultados de crianças (é a preparação para a selva, dizem "especialistas da ordem contrária"); "supressão" de intervalos escolares; aulas de noventa minutos como receita do 5º ao 12º ano e em todas as disciplinas; mais alunos por turma; mais turmas por professor; terraplenagem do estatuto da carreira dos professores; agrupamentos de escolas como negação da gestão de proximidade e com aumento da hiperburocracia como factor ilusório de controle; legislação de disciplina escolar na lógica de um "tribunal dos pequeninos"; e por aí fora. Se nada de moderado, sensato e democrático acontecer, daqui por uma década voltaremos, seguramente, ao mesmo e, obviamente, aos culpados do costume.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 04.02.17

 

 

 

Eram onze turmas do ensino secundário (duas aulas semanais de cinquenta minutos por turma) com mais de 30 alunos cada uma (uma chegava a 36 alunos). Esse primeiro ano que leccionei com horário completo deixou-me apreensivo. Um ano depois, experimentei o segundo ciclo: quatro aulas mais dois tempos de actividades de aplicação; seis tempos por semana e três turmas no horário. A escolha para os dois anos da profissionalização em exercício recaiu, obviamente, no segundo ciclo; em consequência, o lugar de quadro também. Uns anos mais à frente, a carga curricular no segundo ciclo regrediu para metade e aumentou no secundário (de 2 para 3 no 3º ciclo e de 2 para 4 no secundário). Mais de trinta anos depois, e tenho leccionado os ciclos todos (do primeiro ao secundário), ainda se usam os mesmos argumentos para legitimar a educação física, como disciplina, e o desporto escolar num sistema ancorado na escola-industria onde uma aula de 90 minutos é uma espécie de receita a aplicar em todas as disciplinas e nos anos todos (do 5º ao 12º).

 

"O que se passa em Portugal é que por fenómenos de organização dos calendários escolares, este horário é colapsado e é concentrado em um ou dois períodos (por semana), o que acaba por ter consequências negativas na aquisição das aprendizagens e na forma como os alunos se relacionam com a disciplina", afirmou o especialista em entrevista à agência Lusa.

Ou seja, mais do que o número de horas ou tempos por semana, está em causa a forma como são organizadas no horário escolar, com Pedro Teixeira a defender que é preferível não concentrar as horas da disciplina e espalhá-la ao longo da semana.

Actualmente há países no norte da Europa que estabeleceram uma hora diária de Educação Física nos currículos escolares: "Isso dá uma margem de manobra para aquisição de competências e capacidade de literacia física. Seria ideal que para lá pudéssemos caminhar".

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:22 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 05.07.16

 

 

 

Na sequência do manifesto assinado por vários blogues, decidiu-se que todos os meses se debateria um assunto comum lançado a partir do blogue ComRegrasEste mês, o tema é "as férias escolares".

 

Confesso que o tema me motiva alguns destinos: Helsínquia, Oviedo, Bilbau, Porto, Chaves e mais uns quantos. Três ou quatro serão concretizados. Bem sei que vivemos no país da "escola transbordante", da "escola faz tudo", da "escola com insuportável caderno de encargos" e da sociedade ausente. Esta última continua a não saber o que fazer às crianças e aos tempos livres. Passa a vida a perorar com a ausência de espaço e tempo para brincar, mas só pensa em armazenar e institucionalizar e com uma agravante: estabelece um calendário escolar que aceita com dificuldade algumas características geográficas, e ignora outras, enquanto a mediatização impõe a comparação com o incomparável.

 

Debater-Escola-Pública.png

 

Outros contributos (em actualização):

O Meu Quintal

Atenta Inquietude

Coisas das Aulas

Escola Portuguesa

Assistente Técnico



publicado por paulo prudêncio às 13:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
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