Em busca do pensamento livre.

Domingo, 23.04.17

 

 

 

O "caso sarampo" evidenciou o intolerável julgamento popular (o desrespeito por quem perde um filho) a par da sociedade ausente que remete para a escola-armazém um caderno de encargos impossível de cumprir (o controle rigoroso das vacinas obrigatórias deve ser feito pelo SNSaúde onde estão registados todos os cidadãos).

 

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Segunda-feira, 27.02.17

 

 

 

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Luís Afonso



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Terça-feira, 07.02.17

 

 

 

 

Portugal é o país da OCDE onde os professores perdem mais tempo com a disciplina para começar uma aula e é onde existem, como hoje se conclui, salas de aula em que "reina a "pequena indisciplina"". E não saímos disto, com o discurso circular de "especialistas" (no caso o antigo responsável pelo Observatório de Segurança em Meio Escolar) a culpar "mais os professores do que os alunos".

E se procurássemos, definitivamente, outras culpas? Sumariemos: escola a tempo inteiro, ou "armazém", como resultado da sociedade ausente; aluno-cliente como negação dos elementares princípios docimológicos (não tarda e a publicitação da calendarização de testes chega ao primeiro ciclo para que um petiz convoque os advogados porque o professor o submeteu a um questionário de avaliação sem calendarização; isto sim, o nefasto "facilitismo"); uma década de devassa, mediatizada em primeira página, da carreira dos professores; indústria de exames nacionais, com os respectivos quadros de mérito e com a publicitação de resultados de crianças (é a preparação para a selva, dizem "especialistas da ordem contrária"); "supressão" de intervalos escolares; aulas de noventa minutos como receita do 5º ao 12º ano e em todas as disciplinas; mais alunos por turma; mais turmas por professor; terraplenagem do estatuto da carreira dos professores; agrupamentos de escolas como negação da gestão de proximidade e com aumento da hiperburocracia como factor ilusório de controle; legislação de disciplina escolar na lógica de um "tribunal dos pequeninos"; e por aí fora. Se nada de moderado, sensato e democrático acontecer, daqui por uma década voltaremos, seguramente, ao mesmo e, obviamente, aos culpados do costume.

 

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publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 06.01.17

 

 

 

O filme de Emmanuelle Bercot, "De cabeça erguida", retrata as tutorias no sistema francês. Considerando que um jovem pré-delinquente (ou sem pré) passará umas 5 a 7 horas diárias na escola, o tutor supervisiona, logicamente, as restantes 17 ou 19. O tutor é, portanto, um profissional ligado aos sistemas social e judicial. Tem contacto, por exemplo, com as situações de indisciplina, ou de género semelhante, que ocorrem fora da escola. Em Portugal é o inverso. O tutor é um professor inspirado em Sísifo. Todos os dias parte do zero. Faz numas 4, se tanto, horas semanais, o que "será desconstruído" nas restantes 158. É também aqui que se constata a ubiquidade, e a inutilidade, do conceito de escola a tempo inteiro (sem desprezar, obviamente, a colaboração da escola na "guarda" de crianças em situações bem identificadas).

Nota: impressiona como alguma comunicação social responsabiliza a escola num caso mediático de violência juvenil fora da escola. É a escola total numa sociedade ausente.

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publicado por paulo prudêncio às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 07.10.16

 

 

 

A imagem, sobre horas escolares por ano, é de um estudo da OCDE de 2014. Um estudo da mesma organização publicado ontem, "Society at a Glance 2016", tem outro dado impressionante: as crianças até aos dois anos ficam, em média, 25 a 35 horas em creches. Em Portugal, o tempo sobe para 40 horas: uma jornada de oito horas diárias, cinco vezes por semana.

 

Nota: O estudo de 2014 tem outra conclusão da mesma família: Portugal é o terceiro país da OCDE, a seguir ao México e à Turquia, com mais jovens a abandonar precocemente a escola: em cada três alunos, um não conclui o secundário; são os mais afectados pela crise; e pela "eterna" sociedade ausente.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:27 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 07.08.16

 

 

Precisamos de mais escola a tempo inteiro ou de sociedade democratizada a tempo inteiro? Em 2014, 11 mil alunos reprovaram no 2º ano (números chocantes) e o insucesso subiu em todos os anos.

 

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Quinta-feira, 21.07.16

 

 

 

 

O muito bom filme de Emmanuelle Bercot, "De cebeça erguida" (na imagem), retrata as tutorias no sistema francês. Considerando que um jovem pré-delinquente (ou sem pré) passará umas cinco a sete horas diárias na escola, o tutor supervisiona, logicamente, as restantes dezassete ou dezanove horas. O tutor é, portanto, um profissional ligado aos sistemas social e judicial. Em Portugal é o inverso. O tutor é um professor inspirado em Sísifo. Todos os dias parte do "mesmo" grau. Faz numa dezena, se tanto, de horas semanais o que provavelmente "será desconstruído" nas restantes 158. É também aqui que se constata a ubiquidade da escola a tempo inteiro.

 

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Sexta-feira, 03.06.16

 

 

 

Mesmo com toda a prudência em relação às causas da referida falta de autonomia, os últimos anos acentuaram uma sociedade ausente que depositou na escola as tarefas educativas.

 

As crianças não têm tempo não supervisionado. A constatação começa cedo com a supressão da "brincadeira em espaço livre". Se olharmos para pequenos exemplos da organização escolar, percebemos fenómenos semelhantes com os jovens. Desde a eliminação do "furo" escolar até à redução dos intervalos: suprimidos dos horários ou como espaços vigiados. Não é de estranhar que, com base num grande estudo da OMSaúde, se conclua que a "falta de autonomia dos nossos adolescentes é assustadora". Não será também de desprezar o número "interminável" de horas com as novas tecnologias ou em TPC´s (trabalhos de casa); e demasiado cedo.

 

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Quinta-feira, 25.02.16

 

 

 

 

Escola a mais, pais a menos

 

 
"no Público, 24 de Fevereiro de 2016
por Santana Castilho*

"Três meses volvidos sobre o início de funções do Governo, temos, na Educação, um Orçamento de Estado pior que o último de Passos Coelho e umas Grandes Opções do Plano para 2016-2019 (Proposta de Lei n.º 11/XIII) que não são melhores. Se não é claro quem manda no ministério da Educação, é já claro quem não manda, apesar de algumas tiradas fanfarrãs e pouco respeito por quem pensa diferente. Decididamente, António Costa menosprezou a Educação e resolveu-a protegendo a impreparação do ministro com a sombra tutelar de Maria de Lurdes Rodrigues. Cruzando o orçamento com as opções, resultam projectadas para a legislatura (se o Governo a concluir) medidas sem dinheiro para as pagar e persistência em bandeiras erradas do PS de outros tempos. Um bom exemplo é o alargamento da “Escola a Tempo Inteiro” (permanência na escola das 08.30 às 19.30) a todos os alunos do ensino básico, que já estava no programa do Governo e é reafirmado nas Grandes Opções do Plano (pág. 110).

A falta de tempo para os pais se dedicarem ao crescimento dos filhos é um problema social real e grave.(...)"


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Quarta-feira, 24.02.16

 

 

 

A desconfiança nas escolas tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola a tarefa na totalidade.

 

Esta natural impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outros fenómenos causadores de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

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Segunda-feira, 22.02.16

 

 

 

 

A que horas se deitam as crianças? Têm televisão e computador com internet no quarto? Quantas horas, e a que horas, é que utilizam para os trabalhos de casa? Quantas horas brincam por dia em "total" liberdade? Em que condições é que o fazem? Quantas horas por dia jogam em computadores e afins? Quanto tempo passam nas deslocações diárias entre a casa e a escola? Por que é que há tantas crianças pobres? E tantos jovens obesos? Por que é que aumentou o número de Centros de Explicações? Que escolas frequentam as crianças pobres? Os horários de trabalho das famílias consideram estas interrogações? E ficávamos o dia todo a lançar perguntas educativas destas que não merecem um segundo de atenção do Conselho Nacional de Educação, apesar da sua Missão dizer que "(...)Ao Conselho Nacional de Educação compete emitir opiniões, pareceres e recomendações sobre todas as questões relativas à educação, por iniciativa própria ou em resposta a solicitações apresentadas pela Assembleia da República e pelo Governo.(...)".

 

Não sei o que pensam disto os 64 conselheiros, mas o presidente do CNE só tem olhos para a "eficiência" do sistema escolar em forma de mais com menos e de cortes a eito. É, realmente, muito difícil remar em favor da escola pública num país "sem sociedade" e em que o que a esta compete é remetido de forma absoluta para uma escola com um insuportável, e "impossível", caderno de encargos. E as crianças, como na imagem, estão condenadas a uma brincadeira: escola.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 13.02.16

 

 

 

 

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Quinta-feira, 11.02.16

 

 

 

Quem defende uma Europa mais plural deseja que o Governo-não-bom-aluno seja bem sucedido nesse difícil exercício. Para além disso, o Governo tem um apoio parlamentar inédito e não é liderado pelo partido vencedor das eleições. Ou seja, tem adversários que lhe cheguem para dispensar dois tipos de egos: coreógrafos dos paraísos para ontem e obstinados pelo regresso de irrealidades. Ambos são retratados pela imagem: produtos vazios, mas com processos destruidores de tudo o que os rodeia até do que diziam defender.

 

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Quarta-feira, 10.02.16

 

 

 

 

Se o Governo quer elevar a escola pública, tem que se divorciar de vez do legado "totalitário" (escola "educadora a tempo inteiro", por exemplo) comprovadamente nefasto de Lurdes Rodrigues; por mais sedutoras, bem-pensantes e poupadas que pareçam as ideias e os mitos.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:18 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

A escola a tempo inteiro foi uma das medidas educatidas mais polémicas dos últimos anos porque acentuou a ideia de escola transbordante numa sociedade ausente. A sensação de escola-armazém instalou-se e "desresponsabilizou" a sociedade e as famílias deixando à escola a "impossibilidade" da "educação a tempo inteiro". O DN tem uma boa peça sobre o assunto e vamos observando os desenvolvimentos desta ideia tão cara aos governos de Sócrates que triplicou a negatividade da experiência ao impor o mesmo programa em todas as latitudes e ao precarizar até a um nível impensável a profissionalidade dos professores.

 

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Terça-feira, 15.12.15

 

 

 

A desconfiança nos professores tem diversas causas, mas a primeira relaciona-se com a inabilidade das sociedades em educar as crianças. A relação tem uma proporcionalidade directa. Uma sociedade que se demite de educar, remete para a escola transbordante duas tarefas: educar e ensinar na totalidade. Esta impossibilidade explica duas consequências: "perseguição" à profissionalidade dos professores, normalmente através da hiperburocracia e de outras inutilidades causadoras de "síndrome de burnout", e aumento do consumo de psicotrópicos (ritalina e afins) em crianças agenda.

 

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Sexta-feira, 25.01.13

 

 

 

 

 

 

 

Podemos considerar a pedagogia do silêncio como uma espécie de metáfora que contraria o insuportável caderno de encargos da escola actual, que atribui à instituição um papel centrado na sala de aula e que contraria o excesso de informação e de ruído a que se sujeitam as crianças até no ambiente escolar. A pedagogia do silêncio elege a sala de aula para além do registo tradicional, situando-a no vasto elenco de possibilidades que definem o conhecimento transformacional da categoria aprendizagem que teve uma espantosa evolução.

 

O parágrafo anterior é o que de mais significativo registei na interessante conferência de António Nóvoa que se realizou ontem à noite no auditório da Escola Secundaria Rafael Bordalo Pinheiro e que foi organizada, numa iniciativa que inclui conferências às quintas-feiras, pelo Centro de Formação de Associação de Escolas Centro-Oeste.

 

António Nóvoa sistematizou um modelo que procura respostas para os desafios da escola do futuro através de um olhar atento para o presente e com uma profunda incursão num passado muito enriquecido por relevantes referências.

 

O conferencista continua à procura das palavras certas que ajudem a encontrar um caminho. Nesse sentido, talvez fosse curial reflectir sobre o uso da asserção "escola centrada na aprendizagem". É que foi quase exactamente assim que se instituíram as correntes pedocentristas como de alguma forma sistematizo aqui. Prefiro a "escola centrada no ensino", reconhecendo o risco do regresso ao outro termo da contradição, e talvez a "escola centrada na sala de aula" permitisse uma leitura menos equívoca. O peso das palavras é incontornável.

 

Para António Nóvoa continuamos na pedagogia do século XX e isso deve ser questionado. As ideias de "à sociedade o que é da sociedade e à escola o que é da escola" e "o regresso dos professores" são duas asserções que devem corporizar a ideia de uma "escola centrada na aprendizagem".

 

O conferencista fez analogias entre o que vivemos e o período iniciado com as correntes pedocentristas. As crianças são o "centro da vida". Propôs como fundamental a ideia de "ensinar os alunos que não querem aprender, porque os outros acabam sempre por o fazer" e socorreu-se de Alain que considerou que "difícil é conduzir as crianças a ficarem agradadas, no fim, com aquilo que, no princípio não lhes agradava nada".



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Quarta-feira, 23.01.13

 

 

 

 

Usei parte deste texto noutros posts.

A redundância tem limites.

 

 

 

Não sou pessimista, mas quem anda pelas escolas regista o estado de desesperança. Se já não tínhamos sociedade, parece que também já temos menos escola.

 

Os governos deste milénio agruparam escolas a eito porque estavam ancorados em maiorias absolutas e porque foram abençoados por cooperações estratégicas e pela opinião publicada. Deram corpo a políticas que misturaram a agenda neoconservadora com salpicos de engenharia social. Os resultados desastrosos acentuaram a ausência de sociedade na Educação das crianças, a desautorização inédita dos professores e a eliminação do decisivo critério de proximidade relacional.


Por mais alertas que se fizessem, a sociedade portuguesa armazenou as crianças e ausentou-se da sua Educação. Não há nada melhor que uma escola possa oferecer a uma família ausente do que um tutor. E sabe-se como essa decisão apenas espelha um estado de desespero e de caminho para o abandono escolar; são raras as excepções.

 

caderno de encargos da escola tornou-se insuportável, como há muito não me canso de escrever. Se até aqui o problema era civilizacional e de ensino, agora passou-se para o domínio da sobrevivência. 

 

É interessante o registo de António Nóvoa que apela a mais sociedade. Chega a afirmar que se continuarmos neste caminho, teremos "ensino no privado e social no público".

 

A inversão da tragédia só se consegue com actos. Não sei se na sociedade o caminho é o apontado por António Nóvoa, mas tenho a certeza que a recuperação da esperança escolar não se fará com as políticas de proletarização dos professores e de ausência de democracia no ambiente escolar.

 

 

Sampaio da Nóvoa defende transferências de competências das escolas para as autarquias

 

"O reitor da Universidade de Lisboa (UL) defende que as escolas têm "excesso de missões", que deveriam ser transferidas para outras instituições, como as autarquias ou famílias. Só assim, considera Sampaio da Nóvoa, os estabelecimentos de ensino conseguem estar focados na aprendizagem. "À escola o que é da escola. À sociedade o que é da sociedade", defende.(...)"



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Sábado, 23.06.12

 

 

Os últimos estudos que indicam a exaustão dos professores portugueses, focando mesmo a proximidade de depressão, referem a maior debilidade em quem lecciona no primeiro ciclo (e nos outros ciclos também, particularmente no secundário, e escrevo isto para que não se estabeleça qualquer ciúme corporativo), por causa da degradação social do seu estatuto, da escola a tempo inteiro (que "degrada" o clima de silêncio na sala de aula), da parafernália de má burocracia que incide particularmente nos atavismos organizacionais desse ciclo de ensino (muito por culpa dos professores, diga-se), e, isto já será conclusão minha, motivada pelas constantes alterações na gestão escolar que fazem com que as escolas do primeiro ciclo mudem todos os anos de sede.

 

O actual ministro da Educação propõe antecipar os exames do 4º ano e prolongar em mais quatro semanas as aulas para os alunos com mais dificuldades, acompanhando assim o desmiolo dos prolongamenos nos CEF´s, nos Cursos Profissionais e por aí fora e as resposições de aulas, noutros ciclos ensino, mais ou menos estapafúrdias que tentam limpar as consciências dos maus burocratas do MEC e das suas ramificações. Mas será que Nuno Crato pôs alguma vez os pés numa escola (sem ser em registo VIP, claro) ou que pelo menos lê o que se vai estudando sobre a exaustão de alunos e professores?

 

 



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Terça-feira, 06.12.11

 

A associação cultural de uma freguesia rural convidou-me para os ajudar num programa de actvidade física para crianças e jovens que tinham aulas de educação física na escola e natação num clube. Questionei-os sobre as vantagens dos petizes terem de suportar mais actividade física ao fim do dia e até pela noite dentro. Propus-lhes que utilizássemos as instalações e o tempo para um programa para adultos. A começar pela dezena que estava reunida. Pareciam-me sem hábitos de exercício físico e com sérios desvios alimentares. Dei conta que os choquei um bocado. Estavam focados nas crianças e esgotavam-se aí o que era mau para os dois grupos. Vinte anos depois, dou conta do processo que estava em construção e que é descrito por Winterhoff (2008:130).

 

"(...)O modelo simbiose explica também as crescentes dificuldades que professores e educadores têm com pais, quando se trata de descortinar em conjunto as perturbações das crianças. As queixas destas sobre os professores são, de um modo geral, tidas em conta pelos pais que se encontram num nível de simbiose (no mesmo patamar dos filhos e diluídos num só, digamos assim; comandados pelos petiizes, acrescento), que o professor visado terá feito algo de errado, já que não é de todo possível que a criança diga coisas sem sentido. (...)Contrariamente, uma queixa por parte do professor desencadeia, na maior parte dos casos, uma acção contra o próprio.

(...)Os professores que dão ordens e fornecem uma estrutura são já vistos como reaccionários, consequência de uma autoridade pervertida ao longo de décadas e que suscita conotações exclusivamente negativas. (...)são vistos pelos pais como sendo frios, distantes e pouco afectuosos na sua relação com as crianças. (...)."

 

Winterhoff, Michael (2008).

"Por que é que os nossos filhos se tornam tiranos?".

Lisboa. Lua de papel



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Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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