Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 28.09.17

 

 

 

 

"Mais quase 10 mil estudantes conseguiram um lugar no ensino superior". É uma boa notícia e ponto final.



publicado por paulo prudêncio às 13:45 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 10.09.17

 

 

 

"Há sete anos que não entravam tantos alunos no ensino superior", "na 1.ª fase dos concursos nacionais entraram 44 613 alunos, o melhor registo da década e um dos melhores de sempre" e "prioridade é atrair estudantes do ensino profissional para o superior". É positivo em qualquer ponto de vista e é importante sublinhar que apenas "40% dos jovens de 20 anos estão no ensino superior". 

 

Adenda: o ministro do ensino superior acrescentou números: 80% dos alunos do ensino secundário "regular" vão para o ensino superior; 12% dos alunos do ensino secundário profissional vão para o ensino superior; há muito a fazer, realmente.



publicado por paulo prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 23.09.15

 

 

 

 

Captura de Tela 2015-09-23 às 21.55.17.png

 

Aqui.

 

Cortesia de António Ferreira.



publicado por paulo prudêncio às 21:54 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 16.07.14

 

 

 

 

Se o número de vagas para o ensino superior já caiu para níveis de 2008, veremos o que acontecerá com o número de candidatos. A descida desta última variável contiunará nos próximos anos e convenço-me que atingirá até as áreas com mais vagas: engenharias, ciências empresariais e saúde.

 

Para tapar o descalabro bancário associado à corrupção e aos offshores (hoje já ninguém duvida que foi assim), o Governo para além da troika decidiu que o alvo principal dos cortes a eito seria o ensino não superior (o ensino superior encolheu os ombros). A tragédia agravou-se com a alteração de sentido dos fluxos migratórios e com o empobrecimento generalizado de quem "contribuiu" para a "saúde" dos banqueiros. A quebra da natalidade acentua a "incerteza" com o futuro.

 

O número de alunos do não superior diminuiu e as condições de realização do ensino (aumento dos alunos por turma e por aí fora) pioraram. Há, naturalmente, mais alunos no ensino secundário (escolaridade obrigatória até ao 12º ano), mas com números muito inferiores ao esperado uma vez que as ofertas fora do ensino regular já ultrapassam os 50%. A situação agrava-se com o empobrecimento que obriga os alunos a não escolherem o curso de ciências e tecnologias no ensino secundário por impossibilidade das depauperadas finanças familiares e Portugal abandonou, como se sabe, o ensino de adultos.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 10.06.14

 

 

 

 

"Menos alunos inscritos para exames e também menos candidatos ao ensino superior — é este o cenário do final deste ano lectivo", informa o Público. E acentuar-se-á a redução de alunos no ensino superior e nada disso terá uma qualquer relação com a natalidade.

 

Mais de 50% dos alunos do ensino secundário não frequentam as escolas públicas que em muitos concelhos têm condições para todas as ofertas necessárias. O mercado (selvagem) da Educação atingiu um pico inaceitável. Se o que acabou de ler não for invertido, o ensino superior reduzir-se-á a números de frequência equivalentes às décadas de setenta e oitenta do século passado. Continuam a existir a jovens que "desistem" ainda nos segundo e terceiro ciclos e dos que chegam ao ensino secundário mais de 50% nem sequer fazem os exames do 12º ano.

 

Se continuarmos com as políticas dos últimos três anos, a médio prazo teremos números que nos voltarão a envergonhar e o desenvolvimento do país seriamente comprometido. Será o empobrecimento comprovado.



publicado por paulo prudêncio às 21:18 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 10.04.13

 

 

 

 

O título do post é de um comunicado do Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa. No mesmo dia, e como infelizmente acontece demasiadas vezes, o presidente do conselho de reitores das universidades portuguesas demarcou-se das críticas de António Nóvoa e escreveu a Crato, como pode ler aqui. Este isolamento de António Nóvoa é compensado com a excelência do conteúdo do seu comunicado.

 

 

Não é fechando o país que se resolvem os problemas do país.

 

"1. Por despacho do ministro das Finanças, de 8 de Abril de 2013, o Governo decidiu fechar o país e bloquear o funcionamento das instituições públicas: ministérios, autarquias, universidades, etc. O despacho é uma forma de reacção contra o acórdão do Tribunal Constitucional, como se explica logo na primeira linha. O Governo adopta a política do “quanto pior, melhor”. Quem, num quadro de grande contenção e dificuldade, tem procurado assegurar o normal funcionamento das instituições, sente-se enganado com esta medida cega e contrária aos interesses do país. 

2. Todos sabemos que estamos perante uma situação de crise gravíssima. Mas é justamente nestas situações que se exige clareza nas políticas e nas orientações, cortando o máximo possível em todas as despesas, mas procurando, até ao limite, que as instituições continuem a funcionar sem grandes perturbações. O despacho do ministro das Finanças provoca o efeito contrário, lançando a perturbação e o caos sem qualquer resultado prático.

3. É um gesto insensato e inaceitável, que não resolve qualquer problema e que põe em causa, seriamente, o futuro de Portugal e das suas instituições. O Governo utiliza o pior da autoridade para interromper o Estado de Direito e para instaurar um Estado de excepção. Levado à letra, o despacho do ministro das Finanças bloqueia a mais simples das despesas, seja ela qual for. Apenas três exemplos, entre milhares de outros. Ficamos impedidos de comprar produtos correntes para os nossos laboratórios, de adquirir bens alimentares para as nossas cantinas ou de comprar papel para os diplomas dos nossos alunos. É assim que se resolvem os problemas de Portugal? 

4. No caso da universidade, estão também em causa importantes compromissos, nomeadamente internacionais e com projectos de investigação, que ficarão bloqueados, sem qualquer poupança para o Estado, mas com enormes prejuízos no plano institucional, científico e financeiro.

Na Universidade de Lisboa saberemos estar à altura deste momento e resistir a medidas intoleráveis, sem norte e sem sentido. Não há pior política do que a política do pior." 



Lisboa, 9 de Abril de 2013

António Sampaio da Nóvoa
Reitor, Universidade de Lisboa



publicado por paulo prudêncio às 12:01 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.01.13

 

 

 

 

Recebi por email um pedido de divulgação que pode ouvir aqui. É um registo interessante sobre o percurso dos alunos no ensino profissional.



publicado por paulo prudêncio às 09:38 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 09.11.12

 

 

 

 

Somando nos orçamentos de 2012 e de 2013, o MEC inscreve cerca de 29 milhões de euros para estudos e pareceres. Considerando os brutais cortes em curso, é uma decisão que nos deixa perplexos. Onde está a retórica implosiva de Nuno Crato?

 

Percebe-se que boa parte desse despesismo está a ser consumido nas "alterações" no ensino profissional e num apressado relatório que tentará contrariar o último do tribunal de contas.

 

Nuno Crato propõe que se transfira o ensino profissional do ensino secundário para os politécnicos. É mais uma perplexidade. O discurso de "rigor" que tanto criticou as "novas oportunidades", consegue que os alunos passem do 3º ciclo para o superior e que se faça mais uma terraplenagem no esforço financeiro realizado nas escolas secundárias. É uma "obra" que começa a evidenciar a defesa de mais lobbies poderosos como pode ler nos linques que vou indicar.

 

Como ponto de passagem, colo uma parte do último post de Santana Castilho, "Ai aguentamos, aguentamos! Resta saber até quando?":

 

“Cruze-se isto com a razia dos despedimentos, a proletarização da classe docente e o retrocesso dos conceitos educativos e, generosamente, há uma palavra que serve: obsceno! 
(…) cinco chefes de gabinete, mais 14 adjuntos, mais 12 especialistas, mais nove secretárias pessoais (só o ministro tem três), mais 26 “administrativos”, mais 12 “auxiliares” e mais 13 motoristas (só o ministro tem quatro). Tudo somado, estamos a falar de 218 mil, 446 euros e 51 cêntimos por mês ou, se preferirem, dois milhões, 621 mil, 358 euros e 12 cêntimos por ano. E, cereja em cima do bolo, os especialistas e os especialistas dos especialistas não chegam. Para superespecialistas, isto é, para pagar estudos e pareceres encomendados fora do ministério, a privados amigos, Nuno Crato teve, em 2012, 16 milhões, 277 mil, 778 euros. Sim: um milhão, 356 mil, 481 euros e 50 cêntimos por mês. E vai ter, em 2013, 12 milhões, 863 mil, 945 euros, isto é, um milhão, 71 mil, 995 euros e 42 cêntimos por mês. Para estudos e pareceres que os especialistas e os especialistas dos especialistas, mais a parafernália administrativa do mais mastodôntico ministério da República apenas teriam que ir buscar à gaveta. Porque está tudo estudado e “parecido”. “

 

 

Aconselho então dois posts fundamentais do Paulo Guinote.

 

Já Se Percebeu Bem Para Que Servem Os Grupos De Trabalho, Estudos E Pareceres

Uma Certa E Determinada (Total) Falta De Vergonha



publicado por paulo prudêncio às 13:35 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 04.11.12

 

 

 

 

 

A vida é curta é uma afirmação ainda mais acertada se pensarmos na "impossibilidade" de gravarmos na primeira linha todos os episódios e talvez isso origine outro fenómeno que nos desgosta vezes demais: a memória curta.

 

O regresso ao passado quando estamos desorientados nas políticas educativas é muitas vezes considerado um lugar seguro. Recorremos ao que julgamos conhecer e pomos de lado as circunstâncias em que ocorreu. Passa-se muito isso com a suspensão da democracia e com o desdém dos direitos adquiridos. A história devia remeter para o presente mental a dureza da conquista dos direitos. Se a linguagem conseguisse transmitir a dor histórica das lutas, a noção de equidade veria mais vezes a luz solar.

 

A ideia do ensino dual a partir dos treze anos, já teve adeptos a estabelecer o marco para os dez anos, é aplaudida pelo pragmatismo, mas pode ser perigosa.


Quantos de nós não estariam impedidos de aceder aos saberes civilizacionais que nos fizeram crescer como democracia se Portugal não tivesse questionado o ensino dual mesmo com todas as desvantagens que se podem apontar quarenta anos depois? Se ainda estamos com quase 30% de abandono escolar precoce e se a alfabetização ainda é, em termos históricos e geracionais, demasiado juvenil, há argumentos fortes para afirmarmos que provocaremos um retrocesso civilizacional.

 

Ter no sistema escolar saídas curriculares adaptadas para os casos de insucesso escolar repetido ou ensino profissional a sério, são medidas democráticas muito diferentes da generalização de um ensino dual como dá ideia que se pretende copiar do modelo alemão. Para além de tudo, era fundamental que soubéssemos como vamos recuperar a economia e em que áreas vamos apostar.


O que mais custa observar é que os defensores deste tipo de caminhos misturam-se com os que beneficiaram sem escrúpulos da privatização de lucros no ensino superior e que pretendem alargar a ganância aos outros graus de ensino. Esta última constatação tem uma importância dual: o desemprego em massa dos nossos jovens licenciados é usado com argumento forte para esta corrida desesperada em direcção ao modelo alemão e os mentores nunca poderão dizer que não foram avisados, mesmo com as limitações da memória.



publicado por paulo prudêncio às 09:47 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 09.07.12

 

 

"Eu fui crucificado na dita-cuja: as patifarias que se fazem nas universidades privadas" é o título deste post imperdível do blogue Combustões.

 

A certa altura diz assim:

 

“(...)Ao contrário de tanto bom como ingénuo liberal, não acredito na iniciativa privada senão sob forte vigilância. Quando deixadas à solta, as pessoas (sobretudo os atrevidos e os ladrões genéticos) tomam a dianteira aos homens limpos e transformam a liberdade em pesadelo.(...)”.



publicado por paulo prudêncio às 09:46 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 21.05.12

 

 

 

 

 

Os nossos jovens adultos, e até os que estão no final da adolescência, têm razão para se sentirem defraudados. Durante anos a fio, a oferta no ensino superior, e no secundário profissional, obedeceu à ganância financeira e certificou um passaporte para o desemprego ou, quando muito, para um emprego precário que era conseguido com a omissão da formação certificada. Esta tragédia tem muitos responsáveis com nome.

 

O Governo anuncia a prioridade à "(...)indústria, produção agrícola e animal, silvicultura, caça e pescas(...)" e diz (...)adeus aos cursos de multimédia, informática, de marketing ou de animador sociocultural(...) no secundário profissionalizante. Assim de repente, concordo. Contudo, não sei bem o que se vai fazer ao equipamento existente e donde virá o fianciamento para tanta actividade.

 

Estranho a presença da caça. Como parece que o programa será articulado com o ministro da economia, como temos problemas com Bruxelas por causa das gaiolas das galinhas poedeiras, como o ministro Álvaro, na epifania pastel de nata, elogiou o empreendedorismo dos incomestíveis Nando´s (apesar de serem frangos avantajados, são muito piores do que os portuguesíssimos, e minimais, da Guia), talvez alguém se tenha lembrado da caça ao frango e nada melhor do que as escolas para o desenvolvimento do projecto porque têm um caderno de encargos muito aligeirado.

 

Indústria é prioritária no ensino profissional



publicado por paulo prudêncio às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Domingo, 12.09.10

 

 

 

Pelo que li na blogosfera docente os números das entradas no ensino superior são muito positivos. É o quinto ano consecutivo em que esse número aumenta. Este ano serão mais 20 mil alunos nesse grau de ensino. Em relação aos cursos de formação de professores é que não é bem assim. Há entradas com médias de 10 valores para cursos do ensino básico. Confirma-se a tendência: as escolhas dos melhores alunos do ensino secundário está longe de passar por aí. A carreira de professor é a última escolha. Também existem áreas de formação de professores para outros graus de ensino que começam a sofrer da mesma síndroma. A médio prazo pagar-se-á.

 

 

Ensino superior recebe 45.592 novos alunos, maioria colocada nas opções preferidas

 

"Mais de metade dos alunos que se candidataram ao ensino superior público entraram na primeira opção. Aliás, 86 por cento ficaram numa das três primeiras opções escolhidas.(...)"

 

ou

 

Nove em cada 10 entraram no superior à primeira




publicado por paulo prudêncio às 18:48 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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