Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 19.05.17

 

 

 

Encontrei algumas vezes discursos do género do que pode ler a seguir. São sempre momentos bem humorados.

Deixo o link, aqui, e copio e colo a versão.

Captura de Tela 2017-05-19 às 09.15.14

 

"O Ministério da Educação, finalmente, e possivelmente sem a opinião do Conselho Nacional da Educação, que não está nada virado para a cinesiologia, a ciência que estuda o movimento, e não a educação do movimento – o que são coisas diferentes, mas complementares, já que só é possível “educar” um movimento depois de perceber como é que ele funciona, como poderá ter melhor aproveitamento, qual a sua função, limitações, recuperação de lesões, etc., etc. –, compreendeu a questão.

Mas o ensino aplicado da estrutura morfológica (esqueleto) de um ser humano pode resumir-se ao estudo de um conjunto de alavancas, interpotentes ou de velocidade, interresistentes ou de força, e interfixas ou de equilíbrio. Só que elas são movidas através dos músculos, cujo movimento começa ao nível da célula, com a troca de iões de potássio (K) e de sódio (Na), de dentro para fora, e vice-versa, da membrana celular, que dá origem ao influxo nervoso que, por sua vez, provoca o movimento, ou seja, a deslocação de um segmento corpóreo.

Mas também é necessário que a energia a utilizar através do glicogénio (fígado) seja a necessária sob o ponto de vista metabólico, que pode chegar a 1 020 000 kgm/24 horas, ou seja, grosso modo, dá para elevar 1000 kg a 1000 metros de altura (nível do solo). Por outro lado, a estrutura orgânica, por razões óbvias, terá de estar em interação com a estrutura percetivo-cinética (sistema nervoso), de onde emanam as “ordens” que controlam os vários comportamentos motores: o voluntário, dependente do córtex; o automático, de origem talâmica (tálamo), que através da repetição 1000 vezes de um movimento voluntário atinge o estereótipo motor-dinâmico, ou seja, o movimento perfeito e económico; e, por último, o movimento reflexo, dependente do bulbo, ou medula alongada.

Mas é através do arco reflexo, depois da perceção de uma excitação cutânea, na placa sensível, com a sua condução aferente (centrípeta), com a integração, interpretação e elaboração de resposta, que é enviada pelas vias eferentes (centrífuga) para a placa motriz, que se produz a reação que dá origem ao movimento num tempo que não pode, nem deve, ser nem muito rápido nem muito lento, o que nos garante a normalidade do gesto motriz e do organismo no seu todo, ou seja: estímulo tátil-gnósico (ao nível da pele), 0,09” (centésimos de segundo); ao nível do ouvido (audição), 0,12”; ao nível da vista (visão ocular), 0,15” – significando isto que a vista é, de todos os órgãos, o que reage de forma mais lenta aos estímulos.

Convém ainda acrescentar que pela integração humana são responsáveis o sistema nervoso, o sistema hormonal e o sistema humoral.

Ora, o Ministério da Educação percebeu agora, finalmente, graças a um ministro diferente da maioria dos políticos, ou seja, que alia à competência e inteligência a coragem e a pressa, porque sabe que tudo isto tem ciclos e é necessário aproveitá-los, caso contrário, perdem-se gerações por ignorância e inação.

A segunda infância, como é sabido, vai até aos seis/sete anos, e a terceira infância irá até à adolescência – 11/12 anos –, e é neste espaço de tempo que temos de atuar para aplicar as atividades indiferenciadas, com movimentos espontâneos e produto da imaginação das crianças, no início da 2ª Infância ( dois anos e meio), com os “brinquedos cantados”, com expressão mímica naquela atividade denominada sincrética, depois na atividade analítica, que encontra a sua expressão no movimento artificial (construído), consubstanciado na ginástica, para terminar com movimentos naturais de gestos desportivos que podemos encontrar em todos os desportos e que apelidamos de atividade sintética.

O Ministério da Educação o que quer é operar uma viragem de 180 graus no ensino e prática da expressão físico-motora (cinesiologia) e na preparação e aproveitamento dos licenciados em Motricidade Humana (por agora), já que o nome de educação física está ultrapassado, e à luz do gestaltismo é, de facto, uma estupidez, com a ajuda decisiva do Instituto de Avaliação Educativa, tendo ainda em vista ajudar o Ministério da Saúde, com menos baixas médicas no futuro, mais camas disponíveis com os mesmos hospitais, menos mortes por acidentes vasculares cerebrais, menos gastos em remédios, e também poder ajudar o Ministério da Defesa, com jovens mais aptos para o serviço militar, e ainda a Segurança Social, com uma longevidade maior da população portuguesa.

E assim o Ministério da Educação toma o lugar dianteiro neste governo, que poderá certamente contribuir para a nossa felicidade nacional bruta, como disse Tinbergen, em oposição ao produto nacional bruto.

Parabéns ao Ministério da Educação, agora só falta o resto...

 

Sociólogo"

 



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Segunda-feira, 20.03.17

 

 

Manuel Sérgio, o filósofo desportivo: “Alguém no futebol sabia quem era o Descartes? Não jogava no Benfica, o gajo”



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Sábado, 04.02.17

 

 

 

Eram onze turmas do ensino secundário (duas aulas semanais de cinquenta minutos por turma) com mais de 30 alunos cada uma (uma chegava a 36 alunos). Esse primeiro ano que leccionei com horário completo deixou-me apreensivo. Um ano depois, experimentei o segundo ciclo: quatro aulas mais dois tempos de actividades de aplicação; seis tempos por semana e três turmas no horário. A escolha para os dois anos da profissionalização em exercício recaiu, obviamente, no segundo ciclo; em consequência, o lugar de quadro também. Uns anos mais à frente, a carga curricular no segundo ciclo regrediu para metade e aumentou no secundário (de 2 para 3 no 3º ciclo e de 2 para 4 no secundário). Mais de trinta anos depois, e tenho leccionado os ciclos todos (do primeiro ao secundário), ainda se usam os mesmos argumentos para legitimar a educação física, como disciplina, e o desporto escolar num sistema ancorado na escola-industria onde uma aula de 90 minutos é uma espécie de receita a aplicar em todas as disciplinas e nos anos todos (do 5º ao 12º).

 

"O que se passa em Portugal é que por fenómenos de organização dos calendários escolares, este horário é colapsado e é concentrado em um ou dois períodos (por semana), o que acaba por ter consequências negativas na aquisição das aprendizagens e na forma como os alunos se relacionam com a disciplina", afirmou o especialista em entrevista à agência Lusa.

Ou seja, mais do que o número de horas ou tempos por semana, está em causa a forma como são organizadas no horário escolar, com Pedro Teixeira a defender que é preferível não concentrar as horas da disciplina e espalhá-la ao longo da semana.

Actualmente há países no norte da Europa que estabeleceram uma hora diária de Educação Física nos currículos escolares: "Isso dá uma margem de manobra para aquisição de competências e capacidade de literacia física. Seria ideal que para lá pudéssemos caminhar".

 

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Domingo, 04.01.15

 

 

 

A estrutura curricular nos países menos desenvolvidos tem uma fractura comum: predominam as disciplinas denominadas nucleares e atribui-se um papel residual aos saberes do domínio das humanidades e das artes onde se pode incluir a educação física. Objectivamente, a ruptura verifica-se na carga horária. Disciplinas como a língua materna ou a matemática atingem, desde cedo, o dobro ou o triplo das horas semanais das restantes. Estas decisões carecem de fundamentação empírica e há quem advogue que o inútil "mais do mesmo" ainda acentua a desigualdade de oportunidades.

 

As últimas décadas em Portugal pareciam contrariar essa tendência empobrecedora e os testes internacionais confirmavam os progressos. Com a chegada de Sócrates e Rodrigues, agudizada com a tragédia de Passos e Crato, a ideia de escola completa, que estrutura as sociedades para uma forte e maioritária classe média, ficou comprometida.

 

É também isso que os professores de educação física denunciam.

 

Captura de Tela 2015-01-04 às 14.30.51.png

 

 



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Quarta-feira, 12.02.14

 

 

 

 

 

 

É interessante a entrevista a Carlos Neto, presidente da Faculdade de Motricidade Humana. Até a ideia inicial do depoimento que classifica o recreio como "o lugar que resta" já não é válida. O tempo do recreio diminuiu muito e mesmo esse é vigiado por adultos.

 

"(...)O recreio da escola é o único local que resta às crianças para brincarem livremente. Um lugar onde estão por elas, entre elas, sem adultos a preencher-lhes o tempo. Os pais têm cada vez mais medo e mais medos. Têm medo que os filhos se magoem, que sejam roubados, que sejam atropelados, que sejam violados, que sejam raptados.(...)O tempo que pertence por direito às crianças, para fazerem o que lhes apetece, está a ser roubado pelos adultos e os miúdos estão a ser transformados em "crianças de agenda", num corrupio entre a escola, onde passam o dia inteiro, e as actividades fora dela, alerta Carlos Neto. Alberto Nídio, sociólogo da infância, descreve assim o que acontece no resto do tempo destas crianças:"Depois chega a noite e têm que fazer os deveres. Aos sábados, têm escuteiros, catequese, piscina. E aos domingos ainda têm que sair com os pais.(...)"

 

 

As cidades eliminaram há muito a ideia do espaço aberto para as crianças. Os parques minúsculos e normalizados que restam restringem as brincadeiras.

 

Carlos Neto categoriza como analfabetismo motor o cerne da sua investigação.

 

"(...)As crianças correm e tropeçam nos próprios pés, não andam para trás de olhos fechados sem perder o equilíbrio, têm um sentido de orientação limitado. Brincar na rua é em muitas cidades do mundo uma espécie em vias de extinção. O tempo espontâneo, do imprevisível, da aventura, do risco, do confronto com o espaço físico, natural, deu lugar ao tempo organizado, planeado, uniformizado(…)com implicações graves na esfera do desenvolvimento motor, emocional e social.(...)"

 

A situação é mais grave no sul da Europa. No centro e no norte do continente, e segundo os investigadores, os horários escolares prevêem várias horas diárias de brincadeira livre. Como se sabe, em Portugal os horários das crianças recordam os operários fabris com oito horas diárias na escola a que se seguem trabalhos de casa. Têm sido décadas de construção deste modelo. Ao analfabetismo motor referido associou-se a obesidade como outro problema grave de saúde pública. O tempo vai passando e não observamos forma, nem vontade, de contrariar as evidências. 

 

 

 



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Sexta-feira, 25.10.13



Portugal está afastar-se da possibilidade de elevar os padrões de qualidade do seu sistema educativo (que não se esgota na escola).


As instalações destinadas à prática de exercício físico associadas ao incremento de inúmeras actividades físicas que recorrem à natureza, proporcionam uma vasto leque de ofertas para os jovens portugueses.


Mas a sucessão de erros graves de planeamento (tipo PPP´s e por aí fora), originam a sublotação das instalações durante os horários escolares (é um mar de piscinas vazias, de pavilhões às moscas e de elefantes brancos incontáveis) e a sobrelotação fora destes em horas em que as crianças e os jovens deviam estar a descansar.


É só ler o estudo seguinte e pensar nas tendências da nossa sociedade.












publicado por paulo prudêncio às 14:12 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 08.09.13

 

 

 

Apesar das muletas e dos cuidados com a contratura muscular (diagnóstico quase definitivo), não faltei ontem ao convite para falar do processo de ensino em Educação Física que denominei como "modelo tridimensional". Foi uma manhã muito bem passada, acompanhado pela atenção dos meus colegas e do director do CFAE-Oeste. O convite mais agradável é sempre o que é feito por pares.

 

Já lá vão cerca de oito anos que fiz a última intervenção do género para professores de Educação Física. A designação que escolhi até pode ser algo enigmática, mas a intenção foi abordar o processo de ensino, até ao detalhe do controle informacional de cada aula nas diversas metodologias, englobado numa geometria que inclui duas variáveis indissociáveis: a escola como organização e os sistemas de informação. A ideia de geometria variável é simples: a abordagem das variáveis não sai do triângulo e sem essa dimensão abrangente qualquer dos vértices entra em crise, em entropia ou torna-se quase inútil.

 

Apresento alguns dos slides que ilustram um breve resumo.

 

 

 

 

 

Fiz uma abordagem às três dimensões (mais aprofundada, naturalmente, no processo de ensino), cumprindo a ideia inicial: focar cada uma delas sempre em ligação com as outras duas (umas vezes mais com uma, outras vezes mais com outra).

 

 

 

Escolhi as três ideias seguintes para terminar a primeira análise teórica do processo de ensino. 

 

 

Detalhei três metodologias do processo de ensino em EDF: por blocos, por etapas e misto. Apresentei, de forma sucinta, um sub-programa que comecei a construir em 1993 e que explica as opções didácticas a partir dos programas em vigor. Salientei, no slide seguinte, um parágrafo deste subprograma que me parece lapidar.

 

 

Terminei com uma citação de George Steiner.

 

 

 

Apresentei, com se vê na imagem seguinte e de forma sucinta, uma base de dados (FileMaker) que comecei a construir em 1995 e que permite controlar o processo de ensino, também em tempo real, através daquilo que vulgarmente se designa por plano de aula.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 16.07.12

 

 

 

Tomada de Posição dos Professores da Faculdade de Medicina de Coimbra – Educação Física



publicado por paulo prudêncio às 09:57 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 12.07.12

 

 

 

Despacho com os créditos da componente lectiva para 2012/13.

 

Professores de Educação Física contra "silêncio ensurdecedor" do minsitério



publicado por paulo prudêncio às 21:25 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 30.06.12

 

 

Pode conhecer aqui os detalhes de um congresso extraordinário da SPEF, pode assinar aqui uma petição e pode ler um comunicado conjunto (CONFAP, CNAPEF E SPEF, por cortesia do Paulo Guinote) aqui.



publicado por paulo prudêncio às 21:55 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 29.06.12

 

 

 

Os indicadores financeiros do sistema escolar são definidos pela troika e pelo Ministério das Finanças e o MEC terá de cortar até satisfazer o ajustamento, como se diz agora.

 

As alterações na carga curricular, e as agregações de escolas, só terminarão quando não existirem professores contratados?

 

Se são cerca de 35 mil, não seria melhor devolver sensatez ao sistema escolar e explicar isso às duas entidades referidas e eliminar de vez a ideia do bom aluno que vai para além da troika por motivos ideológicos?

 

 

Professores universitários criticam redução da carga horária de Educação Física 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:45 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 14.06.12

 

 

 Notícia de um jornal diário.

 

E de repente, as classificações dos alunos no acesso ao ensino superior estão a gerar uma acesa e pouco edificante discussão por causa desta "eliminação" das notas em Educação Física. Num sistema escolar comprovadamente desmiolado, é natural que o acesso ao ensino superior cumpra a regra.

 

Tenho lido os posts e os respectivos comentários na blogosfera. O Miguel Pinto traça aqui quatro cenários muito bem fundamentados e o Paulo Guinote, com a sensatez habitual, insere o seguinte comentário, que é uma espécie de oxigénio ao caos e em que aprecio a simplicidade como resultado do conhecimento e do estudo, neste seu post:

 

"Quando entrei na Faculdade a fórmula permitia deixar para trás a nota mais baixa do 12º ano. E eram apenas 3 disciplinas.
O modelo poderia ser esse."

 

Pode saber mais aqui.

 



publicado por paulo prudêncio às 19:24 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Terça-feira, 12.06.12

 

 

 

Conheço bem a relação entre os sistemas escolar e desportivo. Escrevi imenso sobre o assunto e escolhi um texto com cerca de 20 anos que pode ajudar a perceber o que penso. Portugal tem na formação desportiva um bom exemplo do caos a que chegámos. O desperdício em instalações desportivas inadequadas e sem programa deve ser caso único.

 

A demagogia à volta da formação desportiva dos nossos jovens tem décadas de insanidade. As escolas sobrevivem em regime precário e o sistema desportivo está repleto de infra-estruturas desertas e despesistas. Podia ficar aqui a noite toda a ilustrar o desmiolo que tem nas federações desportivas mais um exemplo da lógica das PPP´s e no estímulo ao abandono escolar precoce.

 

O blogue do Miguel Pinto tem neste texto de um professor de Educação Física, que lecciona numa escola pública de Nova Yorque, um bom exemplo:

 

"(...)Para lhe fornecer uma ideia mais clara daquilo que estou a falar: trabalho numa escola pública, high school (o equivalente ao nosso ensino secundário), com alunos do 9º ao 12º ano (aqui são quatro anos ao contrário de 3 em Portugal). Todos os alunos têm que completar 7 semestres de Educação Física e um semestre de Saúde para lhes ser atribuído o diploma. Todos os alunos têm Educação Física todos os dias durante 48 minutos. Na minha escola, as instalações incluem 1 piscina olímpica (reabriu este ano), 2 ginásios de musculação, 1 sala de spinning, 2 salas de dança, 1 sala de yoga, 1 sala de wrestling, 1 pavilhão de voleibol, 1 pavilhão de basket, 1 campo de futebol / futebol americano / basebol com pista de atletismo e 4 campos de ténis.(...)".

 

Portugal não tem falta de instalações desportivas, só que as que existem estão "longe" das escolas e sublotadas. Para tornar a coisa mais risível, e trágica, a discussão do momento é sobre a redução da carga curricular ou a propósito de uma desmiolada classificação que entra na média dos alunos no acesso ao ensino superior onde passam, em regra, o primeiro ano sem exercício físico, atemorizados com as praxes académicas e a descarregar a adrenalina no consumo dos produtos das centrais de cervejas.

 

Adenda. Uma associação de professores de Educação Física, que me enviou uma justa carta de protesto pela redução da carga curricular, não podia ilustrar melhor, numa frase apenas, a bancarrota e a demagogia à volta deste assunto: "(...)As consequências diretas (nas atividades curriculares e extra-curriculares) e indiretas (nos Clubes, nas Federações, associações desportivas) de tais medidas são inimagináveis e incalculáveis.(...)



publicado por paulo prudêncio às 22:05 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 30.01.12

 

 

 

 

 

Chegou-me por email um recorte do JN de 25 de Janeiro de 2012. Já é conhecida a posição do Conselho de Escolas em relação à formação cívica, conforme retrata a primeira imagem. Contudo, a lead da notícia, que inseri mais abaixo, inscreve um apelo ao reforço da Educação Física. Não conheço a proposta, mas posso chegar lá por indução. De acordo com o tempo actual das actividades lectivas (45 ou 90 minutos), é fundamental que a carga lectiva nesta disciplina passe para dois blocos de 90 minutos.

 

Apesar do tempo para exercício ser exagerado numa aula de 90 minutos, os professores podem sempre atenuar as desvantagens. O que se torna impossível é leccionar em 45 minutos sem ocupar, antes e depois das aulas, o intervalo dos alunos (quando existem, claro). Os jovens necessitam de 5 a 10 minutos para se equiparam e de outro tanto para se desequiparem e tratarem da sua higiene. Basta fazer contas elementares para se concluir que as aulas ficam reduzidas a cerca de vinte minutos.

 

Bem sei que nestas discussões da organização curricular é comum advogar-se com mais horas. Muito do que penso sobre o assunto está escrito neste post.

 

 



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Domingo, 27.03.11

 

 

 

Para contar os nossos ês já não chegam os dedos de uma mão. Ao eduquês vieram associar-se o economês, o justicês e por aí fora. É uma praga de linguagem bem pensante e sedutora que inferniza a sociedade.

 

O bullshit também se instalou nos nosso comentadores encartados como se viu nos últimos dias a propósito da avaliação de professores. Como nada sabem sobre o que acontece nas escolas, debitam uma série de generalidades porque o silêncio foi eliminado da inteligência.

 

Com a blogosfera docente acontece mais ou menos o mesmo sobre o que se segue em matéria de avaliação do desempenho. A coisa foi suspensa pelo parlamento e quem de direito que faça o seu trabalho. Mas o rol de mesquinhez ao jeito da legislatite-valteriana preenche-nos a cabeça. Nada há a fazer. O ês minou-nos o raciocínio e não há simplex que nos valha. Estamos na falência mas temos uma explicação: a culpa é dos outros.



publicado por paulo prudêncio às 20:56 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 22.02.11

 

 

Conheça aqui uma proposta de aumento da carga horária no âmbito do plano da matemática.



publicado por paulo prudêncio às 12:29 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Terça-feira, 01.02.11

 

 

A confirmarem-se informações que recebi por email, as actividades do desporto escolar serão despachadas para fora da componente lectiva dos professores. Fazem-se contas a menos um milhar de professores de Educação Física.



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Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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