Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 18.05.17

 

 

 

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Gosto de corrigir os meus textos. Reler e mudar. É um exercício interessante. Há sempre alterações a fazer. Adjectivos a mais, mas também verbos desnecessários. Quando são posts publicados procuro não alterar o sentido. É evidente que a velocidade de reacção no registo blogosférico não convive bem com a escrita mais pensada. Não é fácil. Ontem, foi um dia assim. No texto da publicação anterior mudei o sentido. Já pedi desculpa a quem comentou. Faço-o agora a quem leu e tentarei não repetir.



publicado por paulo prudêncio às 13:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 19.06.16

 

 

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Em 2006 ou 2007, e mesmo depois disso, ter um blogue era, para o mainstream, sinal de "pessoa incómoda" com textos clandestinos. Nos momentos mais quentes, os bloggers eram incomodados. Uma boa relação com o poder formal incluía dizer que não se lia blogues. Com as redes sociais, mais com o facebook, tudo foi mudando. Até os outrora "iletrados", e mesmo os utilizadores da caneta azul, passaram a postar e com páginas a duplicar ou triplicar. É uma longa história, cheia de peripécias, que um dia se contará; ou não.

 

Ou seja: em 2007, e para facilitar as tais leituras, meti a fotografia no blogue e passei a assinar com o nome completo. Fiz o mesmo, mais tarde, no twitter e no facebook. Chegou agora o tempo de voltar a abreviar o nome para Paulo Prudêncio.



publicado por paulo prudêncio às 19:18 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 17.03.16

 

 

 

 

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Gosto da ideia de blogue. Racionalizo o mundo e liberto a alma. Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Tento não entrar em qualquer obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. Reduzi a divulgação nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos.

 

"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". A frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Nem tudo são rosas na blogosfera. Desgosta-me, por exemplo, a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável, mais ainda nos meios pequenos. Já se sabe: um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Mas é um risco assumido e ponto final. Por outro lado, sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa o que simplifica o imediatismo das análises, mas não invalida uma confissão: escolhia umas dezenas de posts.

 

blogue fará 12 anos em 25 de Abril de 2016 e este é o post 8910. Regista 26154 comentários. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas.

 

Obrigado a quem passa por aqui.



publicado por paulo prudêncio às 20:50 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 25.11.15

 

 

 

 

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Liguei o blogue ao Twitter e ao Facebook em 2009 e uso as cronologias com a mesma intenção de divulgação (no facebook faço ainda alguma interacção com familiares e amigos). Não publico por lá os posts todos. Pelo descrito, é natural que aceite todas as "amizades" nessas redes, mas com a interacção muito condicionada. Só removo "amizades" quando vejo que não há mesmo pachorra (deixo de seguir primeiro e depois apago mesmo).



publicado por paulo prudêncio às 14:26 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 07.09.15

 

 

 

 

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Não devem chegar a uma dezena os "amigos" que removi ou bloqueei desde que, em 4 de Maio de 2009, liguei o blogue ao facebook. Comecei por accionar a ligação automática dos posts ao twitter e ao facebook e nesta altura só passo um ou outro post. Um blogue é um espaço aberto e procuro que os exercícios da liberdade de opinião e da tolerância se efectivem. Para além da audiência do blogue, vejo as redes sociais como boas ferramentas para comunicar com familiares ou amigos e para procurar informação. Aceito, obviamente, quase todas as "amizades" na cronologia. É evidente que a liberdade tem limites, isso ficou patente na primeira frase e assim continuará.



publicado por paulo prudêncio às 17:46 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

 

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Desde 2004, ano da inauguração do blogue, que a evolução, apesar de pontual, nos procedimentos de edição dos posts permitiu rotinas para uma melhor gestão do tempo. O antigo conceito evernet vai fazendo o seu caminho.

 

Acima de tudo gosto de ter um blogue e procuro a coerência editorial. Lamento não conseguir escrever sobre mais temas que me interessam, mas as causas que preenchem o blogue continuam desafiantes.

 

É habitual falar de audiências nestes editoriais e nada melhor do que os números (8471 posts e 25502 comentários).

 

Nesse aspecto existiram alterações.

 

Mantenho dois contadores como se pode ver na coluna direita do blogue: o Apollofind (desde 2010) e o Twingly (desde 2009).

 

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As proveniências dos visitantes tinham, ontem, os seguintes números (abaixo dos momentos históricos da luta dos professores, mas dentro das valores mais altos da história do blogue):

 

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O Correntes atingiu o nível 10 no Twingly, na escala de 1 a 10, com os seguintes números:

 

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Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.


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publicado por paulo prudêncio às 11:47 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 17.02.15

 

 

 

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Estou há onze anos na blogosfera e a experiência permite que consuma menos tempo nas tarefas rotineiras.

 

Por exemplo, raramente desligo o computador caseiro e mantenho abertas as janelas da gestão do blogue, do email, dos blogues que sigo (com uma excepção em que gosto de clicar sempre que lá vou), de dois ou três jornais online, do twitter, do facebook e de algumas aplicações como o filemaker ou o word (nestes casos é uma espécie de since 1990 integrada nos startup items). O sistema operativo sinaliza novas mensagens ou entradas, quando chego não perco tempo a abrir aplicações e janelas e conheço o essencial de modo mais célere.

 

Como a insolência da ignorância não tem limites, o que era de todo impensável acontece: perfis como o acima descrito são usados "oficialmente" para tentar menorizar candidaturas públicas apontando-lhes o tempo de presença nas redes sociais. A coisa agrava-se quando essas campanhas "oficiais" incluem outras práticas do mesmo nível: coisas risíveis do género da pastelaria em que o candidato lancha ou toma café e por aí fora. Bem sei que este registo escapa ao habitual, mas é só porque é carnaval. 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Segunda-feira, 15.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  

 

O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.

 

Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.

 

Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quarta-feira, 28.05.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando comecei o Correntes não imaginava o que iríamos viver.

 

Se me tinha prometido não escrever sobre assuntos escolares, a ideia foi progressivamente abandonada a partir de 2006. O registo entranhou-se e só o tempo ditará o destino do blogue. Habituei-me desde cedo a não dizer nunca, em questões que não ultrapassem, obviamente, determinados limites, e a responder pelos meus actos. Sei dos custos da independência, mas a sensação de liberdade é oxigenante.

 

Quando olho para trás, e para cerca de 7665 posts, não dou o tempo por perdido. Escrever organiza as ideias e o nosso mundo e é um exercício de risco. Gosto disso. A linguagem exprime emoções e não escapo ao registo intimista.

 

Escolho os assuntos de acordo com os meus critérios e não adopto o registo assim-assim ou o calculismo da publicação para agradar a quem quer que seja. Dizem-me que, por vezes, sou contundente. Não faço por isso, mas não me queixo do retorno.

 

Os blogues são uns clássico das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:23 | link do post | comentar | ver comentários (23) | partilhar

Quarta-feira, 27.11.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O blogue fará 10 anos em 25 de Abril de 2014 e este é o post 7206. Regista 21901 comentários. Agradeço essa generosidade, sentimento que é extensivo a quem passa por aqui sem o fazer. Quando olho para a coluna das etiquetas impressiono-me com o número de posts de algumas. O blogue derivou para as políticas educativas e isso estava longe das intenções iniciais.

 

Gosto de escrever. Ajuda-me a racionalizar o mundo e a soltar a alma. É um risco que me acompanhou antes do blogue e de que não desistirei depois dele.

 

Os blogues são uns clássicos das redes sociais. Sempre tentei não entrar numa espécie de obrigatoriedade e apenas os picos do exercício de cidadania exigiram alguns excessos. 

 

Reduzi a divulgação do blogue nas redes sociais e não repetirei alguns procedimentos. Vou estar por aqui, partilharei de forma automática alguns posts no facebook (encerrei a página "Correntes" e mantenho a pessoal) e fechei o twitter. Passei a ser muito parco no uso do email e do sms e deixei de responder às provocações. Só troco emails ou sms´s com quem conheça ou me inspire confiança.

 

"Gabo-me mais do livros que li do que tudo o que possa escrever". Esta frase de Jorge Luís Borges é um dos meus lemas. Nem sempre leio o que queria e quando o faço menos os posts saem com mais dificuldade. Bem sei que desenvolvi alguma técnica de escrever depressa ao longo destes anos que simplifica o imediatismo das análises, mas isso não invalida uma confissão: dos 7206 posts escolhia umas dezenas.

 

Nem tudo são rosas na blogosfera. Inquieto-me com a localização dos posts. É um fenómeno antigo e inevitável. Um leitor consegue fazer leituras que nunca nos passaram pela mente. Como sou professor e escrevo muito sobre Educação, há a tentação para inferir que me estou a dirigir a alguma instituição em concreto. É injusto. Se há algo que me caracteriza, é alguma coragem para dizer o que penso sem tibiezas; mas com respeito. Também me inquieto com as invenções. Mas, muito francamente: é peditório esgotado e desconfio que não é nada de novo. Parece-me que já nasci assim e sei muito bem que não é fácil o estatuto de "estar por conta própria" que é impensado para o mainstream

 

E repito o último parágrafo do editorial anterior: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:30 | link do post | comentar | ver comentários (36) | partilhar

Domingo, 24.11.13

 

 

 

 

 

Daqui






publicado por paulo prudêncio às 16:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 03.11.13

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Republico este Editorial escrito em 30 de Junho de 2013. Comecei a escrever o Editorial (21) e, como habitualmente, reli o anterior. Decidi republicá-lo e deixar o próximo para outra altura.

 

 

Escrever vinte editoriais em quase dez anos de blogue (este é o post 6821) dá uma média de dois pontos da situação por ano. Esta dedução não é rigorosa, uma vez que nos últimos anos fazia um balanço em jeito prospectivo por mês. Só que o último foi no longínquo 1 de Fevereiro de 2013 porque tenho respirado muito fundo para sobrevoar os meus estado de alma como verá a seguir.

 

Quem tem um blogue expõe-se. A escrita é um exercício de risco a que me habituei. Nos assuntos do sistema escolar não escapo à espécie de centralidade do espaço da minha localização física e, não raramente, vejo-me envolvido em turbilhões. Já nem me ocupa um segundo o estatuto de local-ghost. Escrevi noutras vezes e repito: "(...)como é a consciência que comanda as emoções e racionaliza as decisões, saio mais construído do que quando entro. As coisas pequenas ocupam o lugar da indiferença.(...)". E deixo passar o tempo, sempre o tempo, num dos exercícios que mais respeito: a quase infinita paciência.

 

A mistura do virtual com o real é um facto que se acentua. Já sabíamos da praga dos boatos, mas agora temos de aturar as invenções em forma de nickname que preenchem o vazio de quem não tem vida própria e faz do voyeurismo o único exercício de alteridade.

 

Há muito que me habituei às campanhas profissionais, mas o que vou registando é a impaciência dos que, nada tendo a apontar, se incomodam por não correspondermos ao que nos exigiam. Se isso até é de algum modo compreensível, o que se torna insuportável, mas também risível, é que demorem tanto a entender de vez quem faz da liberdade, no sentido pessoal e social, um modo de vida. Agrava-se quando sentimos que o que escrevi noutro editorial, "(...)Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós e procuro que não sejam atingidos pelas ondas de choque(...)", é uma evidência desrespeitada pelo grau zero da condição humana. E nunca me peçam detalhes porque, como sempre, só registo o que interessa.

 

Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:48 | link do post | comentar | ver comentários (28) | partilhar

Sexta-feira, 01.02.13

 

 

 

 

 

 

 



Este edtorial é quase igual ao 13.

Reescrevi-o, mas pouco.

 

 

 

 

Tenho um blogue porque gosto. A coerência não dogmática é um dos lemas que persigo. A defesa do poder democrático da escola, e de outras questões cívicas, desassossega-me a alma, estimula-me a escrita e exige-me, mesmo que raramente, a ultrapassagem do limiar da leveza. Por vezes, vejo-me no centro de um qualquer turbilhão. Como é a consciência que comanda as emoções e racionaliza as decisões, saio mais construído do que quando entro. As coisas pequenas ocupam o lugar da indiferença.

 

Não me dispo do aconchego aos meus, nem da minha pele, como todos nós e procuro que não sejam atingidos pelas ondas de choque. Tomo posições que considero justas, mesmo que não me facilitem a vidinha. Aprecio a responsabilidade individual. Só me envolvo no que me apetece e não me preocupo com as leituras exteriores. Sei com o que posso contar e até me divirto o suficiente. Sei, naturalmente, que muito leitores são locais. Associar os posts ao que se passa no sítio onde resido é um devaneio que me escapa. Já disse mais do que uma vez: tenho mais vida.

 

Sempre assinei os textos que publiquei nos diversos suportes e nunca escrevi por encomenda. Identifico-me nos comentários que insiro na blogosfera. Este editorial sublinha a minha não militância e independência.



publicado por paulo prudêncio às 11:15 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 23.12.12

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Os blogues são uns clássicos das redes sociais, isso estimula-me a continuar e a restringir-me a este espaço no mundo virtual. Bem sei que as causas continuam, mas o gosto cimeiro de blogger sobrepõe-se.

 

Nas redes sociais, e nomeadamente no facebook, é preciso sobrevoar. Realmente que é assim. Se os tais Midas invertidos contaminam as generosas ideias de ONG, cooperativa de ensino, fundação e por aí fora, a natureza humana também torna mesquinho e tortuoso o conceito de redes sociais. Das páginas falsas às mensagens privadas e ao que mais se possa imaginar, tudo serve para que o voyeurismo e a má formação se entretenham a sei lá o quê e a relacionarem variáveis independentes. Resta sorrir, sobrevoar, repito, e a dar ao tempo a certificação que só vivemos uma vida e um dia de cada vez.

 

Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.



publicado por paulo prudêncio às 18:07 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Domingo, 09.12.12

 

 

 

 

Há tempos escrevi assim:

 

"Já tentei incluir o blogue na letra do acordo ortográfico e voltei atrás. Não tive tempo para estudar bem o assunto e não me estava a sentir cómodo. É natural que goste mais do registo anterior, mas respeito o espírito da decisão. Se fosse apenas por uma questão estética, preferia que ficássemos como estávamos. Não gosto de ler os textos na letra do acordo.

 

Há uma frase interessante de Proust, no "Em busca do tempo perdido", que é mais ou menos assim: uma nova gramática é também a legitimação dos erros em relação à anterior. Nunca me esqueço desta frase quando leio os argumentos mais dogmáticos em relação a estes assuntos.

 

Vou manter o blogue no registo pré-acordo, pelo menos até ter tempo para me informar devidamente."



Ontem dei com o seguinte acontecimento algo risível:

 

 




publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 09.10.12

 

 

 

 

 

 

 

Interessa-me mais o conteúdo do que a forma, embora a estética associada à configuração de blogues e de sites não me seja indiferente; bem pelo contrário.

 

Gosto de discutir ideias e não tenho muita paciência para o jogo de ódios e invejas que caracteriza a crise moral em que vivemos (nunca pensei escrever isto sobre uma qualquer actualidade portuguesa) e que se corporiza no totalitarismo das formas, simbologias e insinuações que atravessa as redes sociais e as outras.

 

Há tempos perguntaram-me porque é que "assinava" com o nome completo no virtual e porque é que tinha a fotografia no blogue. Lembrei-me do início da blogosfera e do incómodo que provocava uma opinião mais livre e difícil de controlar. A estratégia de descredibilizacão através da acusação do possível anonimato levou-me ao nome completo e à fotografia no blogue e assim ficou.

 

Nesta altura, o fenómeno "apenas e só a forma" tem outros contornos, manifesta-se muito no email, em telefonemas anónimos e nas mensagens privadas do facebook por parte de autores sem rosto, que exigem uma equilibrada mistura de duas categorias: paciência e indiferença.



publicado por paulo prudêncio às 20:47 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 03.09.12

 

 

 

 

 

 

O blogger Miguel Pinto desafiou-me a dizer o que penso sobre este post:

 

"(...)Nem sempre o que parece óbvio é tangível. Quer pela inabilidade de alguns dirigentes sindicais em lidar com a blogosfera, quer pelos preconceitos bacocos de professores com as estruturas sindicais, a verdade é que a onda divisionista, a que se referia o Paulo Guinote na peça jornalística do jornal Público, serve perfeitamente os interesses dos inimigos da escola pública, promotora de uma sociedade sem castas, e de algumas coutadas.

Ora, se o problema são os divisionistas, criem-se as pontes. Há dois colegas que reúnem, a meu ver, o perfil adequado para desempenhar esse papel: o Paulo Prudêncio, pela visibilidade que tem na blogosfera docente e pelo equilíbrio das suas posições críticas, e o João Paulo pela sua experiência sindical e ligação à FENPROF. Tivessem eles vontade porque não lhes falta a capacidade!

 

 

O post é do inicio de Agosto e só agora consegui lê-lo com atenção e responder ao desafio. Como tenho estado de forma intermitente na rede, passei pelo twingly (que me parece numa crise idêntica à do sitemeter) e dei com dois posts noutros blogues sobre o assunto:

 

este do Paulo Guinote,

 

"(...)Sei que o PP não encomendou tal nomeação e certamente o JP (que conheço menos) também não. E acredito que qualquer deles também fique sem perceber como se constroem pontes com os protagonistas do mesmo lado do rio. A ideia não seria ir em busca dos desalinhados e divisionistas para os trazer de volta ao bom redil da unidade perdida? Os dois nomeados ficariam com essa missão, é isso?"

 

este no Aventar, assinado pelo João Paulo,

 

(...)E aceitando  o desafio para refletir, penso que poderíamos partir para a reflexão acima sugerida e procurar equacionar de que forma podemos avançar, deixando de lado os ataques pessoais, as bocas e as piadinhas, procurando seguir uma análise racional sobre a realidade que está à nossa frente, encontrando uma primeira ideia, consensual ou não:

- podemos ou não reverter algumas das medidas do Nuno Crato a curto prazo? Ou, pelo contrário, a resistência às mudanças deve ser centrada numa lógica de maratona, de médio e longo prazo?


Os que me conhecem mais de perto sabem que, e apesar de habitar numa Madeira-mesmo-que-de-terceira-divisão (divirto-me-qb com as perseguições várias que me fazem sentir como uma espécie de fantasma perturbador de sonos alheios), sou um independente (não militante de organizações e não alinhado, assumindo os custos inerentes) e que quando entende que pode ser útil candidata-se ao exercício de cargos (não sou adepto de nomeações nem de tacticismos e demais tortuosidades).

 

Digo isto assim para não deixar dúvidas em três aspectos: não tenho a vidinha facilitada, não subscrevo a retórica de que-quem-vai-para-o-poder-é-corrupto e estou numa fase em que não me faltam solicitações.

 

Estou disponível para ajudar a encontrar consensos no sentido de reverter mesmo as situações mais graves que afectam a afirmação da escola pública e que estão bem identificadas. Não sei o que é que estão a pensar, mas, e para além da minha disponibilidade, tenho alguma dificuldade em identificar divisões que interessem sem as confundir com as saudáveis diferenças de opinião. Acredito que existe um denominador comum, embora existam alguns combatentes de outrora que agora mais parecem uns devotos piedosos do poder vigente. Em regra, aceito os convites para conversar e prossigo o contributo ou saio em silêncio.

 

Este post é um breve ponto de partida (e não só para evitar uma falta à chamada) e aguardo os desenvolvimentos. Tenho impressão que não faltarão oportunidades para os professores regressarem à-força-da-razão.

 

Aproveitei e incluí o habitual editorial que vinca caminhos que é sempre bom sublinhar.



publicado por paulo prudêncio às 22:15 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 04.07.12

 

 

 

O anterior primeiro-ministro foi acusado publicamente, e com fundamento, de ter "pago" as suas habilitações académicas com favores ao professor que lhe leccionou várias disciplinas.

 

Pelo que vou lendo, há um ministro muito influente deste Governo que parece ter um percurso parecido. E permitam-me um desabafo: como é que este tipo de pessoas poderá acreditar na importância dos professores?

 

Situações de plágio têm ocorrido na Europa - com um presidente, um primeiro-ministro e por aí fora - e com demissões imediatas. Em Portugal não é assim e é grave.

 

Temos um sério problema de confiança da população na palavra dos decisores políticos e isso explica uma boa parte do estado em que estamos. O ministro Nuno Crato, por exemplo, disse que nenhum professor com horário zero irá para o quadro de mobilidade ou sairá do concelho onde reside. Alguém confia? Pois é. Este detalhe faz toda a diferença.

 

Tenho ideia que, num estado de direito democrático, este ministro Relvas já se tinha demitido ou alguém o faria por ele e é estranho que isso não aconteça. A seu tempo se entenderá o enigma.

 

Licenciatura de Relvas: curso num ano "não é de todo vulgar"

 

"No currículo tinha uma longa experiência política e vários cargos. Já tinha estado no Governo. E concluíra uma disciplina de Direito em 1985. O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas requereu a sua admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu uma licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007, com 11 de classificação final. O curso tem um plano de estudos de 36 cadeiras semestrais, distribuídas por três anos. O presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado (Apesp), João Redondo, diz que fazer uma licenciatura de três anos só num ano “não é de todo vulgar”."



publicado por paulo prudêncio às 11:27 | link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Domingo, 01.07.12

 

 

O post sem espaço pode levar a conclusões diferentes das minha reais intenções. Não me passou sequer pela cabeça a ideia de associar as políticas em curso em Portugal com o nazismo. Esse trágico período da história é demasiado cruel para permitir analogias ligeiras.

 

O registo de contenção de caracteres levou-me a acrescentar no último parágrafo do post uma espécie de pré-aviso. O tempo histórico é o que é e tenho ideia que os europeus assumem, e com razão, que os horrores da segunda guerra ocorreram há um piscar de olhos e que foram perpetrados pela mesma nação que agora parece dominar a Europa. É duro, mas é assim. Julgo que os alemães não se libertaram do mesmo temor e devem continuar sem perceber muito bem como-foi-possível.

 

Pelo que se vai percebendo, o nosso Governo tem uma crença na austeridade em curso, que vai destruindo a nossa economia e o emprego, que só tem paralelo nos executivos da Alemanha, Holanda e Finlândia. Existem receios de que se esteja a criar uma caldo propício ao aparecimento de populistas, que se aproveitarão também da corrupção que invadiu a Europa. Se a Itália e a Espanha não resistirem, a França e a Alemanha poderão seguir o mesmo caminho e nem mais a norte se respirará.

 

Os últimos dias pareceram indicar que os crentes na austeridade-sem-mais-associada-ao-esmagamento-de-tudo-o-que-é-público estão a recuar. Que o façam, mas que não nos tentem enganar com a retórica e que assumam a responsabilidade.



publicado por paulo prudêncio às 22:29 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 19.06.12

 

 

 

 

Há dias convidaram-me para conversar sobre o Correntes com um grupo de professores integrados numa acção de formação contínua. Gostei e a preparação permitiu-me relectir durante uns dias sobre o blogue.

 

Uma das questões mais abordada foi precisamente a ideia de editorial. Expressões como não cedência sem dogmatismos, independência, sensatez, cidadania, ética prática, humildade intelectual e responsabilidade individual foram detalhadas.

 

Há aspectos que me desgostam na blogosfera. A efemeridade das publicações e a necessidade de ser rápido na resposta à agenda mediática, são os mais evidentes. O último critério obriga a que muitas vezes se invertam quatro princípios definidos por Frei Bento Domingues: pensar, escrever, corrigir e só depois publicar. É claro que a exposição também gera equívocos e outras coisas mais.

 

E pedindo desculpa desde logo pela possível exorbitância, é mais uma vez um momento para sublinhar que não tenho qualquer porta-voz como se depreende pela linha editorial estabelecida. Sei que isso é evidente para quem me conhece melhor. O que penso vai estando escrito e se alguém pretende saber alguma coisa que não encontra por aqui, ou o que quero fazer na minha vida profissional e como cidadão, só tem um caminho: falar comigo.

 



publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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E já conhecida há décadas, embora sem "reconhecime...
tão verdade.
"On bullshit" e ponto final.
E está difícil sair daí.
Vamos acompanhando.
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