Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 21.12.17

 

 

 

 

Quando as AR baixaram as classificações de Portugal, muitos consideraram-nas, e bem, instrumentos da ideologia política responsável pelo aumento das desigualdades. Ou seja, enquanto uns viam as AR ao serviço dos 1%, das multinacionais e dos offshores, outros defendiam a sua existência. Nesta fase, os primeiros elogiam as contas do país e os segundos perderam voz. 

Na selva financeira vigente, Portugal recuperará alguma soberania se reduzir a dívida e melhorar a opinião das AR.



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Terça-feira, 20.09.16

 

 

 

A partir da revolução tecnológica (RT), a produtividade de cada pessoa triplicou mas aumentou o desemprego estrutural. É um dado fundamental para a discussão sobre impostos e desigualdades. A RT originou outra discussão fundamental: os robots devem descontar para a segurança social? Num nível mais imediato, temos a taxação dos mais ricos, os tais 1%, que, surpreendentemente, origina sempre uma contestação inflamada de uma parte dos 99%.

 

 



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Segunda-feira, 06.06.16

 

 

 

O Meu Quintal: Por um sindicalismo corporativo

 

O Estado da Educação e do Resto: Desigualdade - O que fazer? (1)



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Sexta-feira, 05.02.16

 

 

 

 

A ausência de perspectivas de melhoria da qualidade de vida tem-se revelado fatal para as sociedades democráticas. Ou seja, o elevador social é um oxigénio da democracia. A insistência nas conhecidas, estudadas e históricas causas das desigualdades tem evidências óbvias que devem ser repetidas à exaustão. Como diz o FMI, temos estado a "espalhar" a riqueza para cima e não para baixo (basta estudar os EUA da década de 90 do século XX - a desregulação da economia - para encontrar causas). E o que mais se teme é que os tais 1% demonstrem "que acabam sempre a destruírem-se uns aos outros". Para além disso, provou-se que a ideia de que o "crescimento é uma maré enchente que faz subir todos os barcos" precisa de quem faça do combate às desigualdades um objectivo primeiro.

 

 

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Terça-feira, 02.02.16

 

 

 

 

Aumentam as desigualdades, os tais 1% vencem a guerra (e confessam; lá isso) em modo proporcional à ganância e isso é irrefutável (e se calhar "compreensível" numa sociedade de mercado quase sem limites morais). Não é isso que mais me impressiona e não é de agora. O que mais me intriga (digamos assim porque não me intriga nada) é o apoio fervoroso que os 1% encontram em grupos numerosos dos 99%; são verdadeiros soldados que votam, discutem e sei lá mais o quê. Normalmente acabam como o soldado da imagem, mas o problema é que costumam acordar demasiado tarde.

 

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Sexta-feira, 18.12.15

 

 

"A taxa de pobreza mantém-se em 19,5%: aumentou nos idosos e diminuiu nas crianças", diz o Público. Os números têm lógica, já que há mais idosos e menos crianças e são mais um estímulo à emigração quando dizem que 42% dos desempregados estão em risco de pobreza. Ou seja: o risco é estar por cá. Este flagelo vai, obviamente, muito para além dos números e envergonha uma sociedade que não pára de aumentar as desigualdades.

 

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Quarta-feira, 02.12.15

 

 

 

"A desigualdade é uma escolha política", argumentam StiglitzKrugman e Piketti que assim contrariam economistas métricos e incompreendidos como Passos Coelho, Maria Luís, César das Neves, Camilo Lourenço, Gomes Ferreira, Medina Carreira e Pedro Arroja. É injusto que o mundo conhecido despreze a sapiência destes lusitanos que remetem toda a sua fulminante erudição para um-quarto-de-folha-A4 de economia doméstica (das donas de casa, como derrapam em vocabulário petrificado).

 

Stiglitz, ontem na Gulbenkian, voltou a ser taxativo: "A desigualdade é uma escolha. Uma escolha que não é feita pelos mais pobres mas pelos nossos sistemas políticos”, afirmou, recordando o que foram os passos políticos dados nos Estados Unidos durante os anos 80 do século passado e que conduziram ao agravamento das desigualdades, tanto de riqueza e rendimento como de oportunidades."

 

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Sexta-feira, 16.10.15

 

 

 

 

"(...)Em particular, a redução das desigualdades observada nos países desenvolvidos entre os anos 1990-1910 e os anos 1950-1960 é antes de mais o produto das guerras e das políticas públicas levavas a cabo na sequência desses embates. Da mesma forma, a subida das desigualdades desde os conflitos dos anos 1970-1980 deve muito às reviravoltas políticas ocorridas nas últimas décadas, nomeadamente em matéria fiscal e financeira. A história das desigualdades depende das representações dos actores económicos, políticos e sociais sobre o que é justo e o que não o é, das relações de poder entre esses actores, e das escolhas colectivas que daí decorrem; essa história tem a forma que lhes dá o conjunto dos actores envolvidos.(...)" Piketti, Thomas, "O capital no século XXI", (2014:41).



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Quarta-feira, 04.02.15

 

 

 

 

 

 

A conclusão que acabou de ler é tão óbvia como a necessidade da roda ter uma forma circular. Por mais estudos que se façam, este algoritmo parece-me sensato e difícil de refutar:

 

"(...)A história dos sistemas escolares evidencia: sociedades com mais ambição escolar e com meios económicos que a sustentem atingem taxas mais elevadas de sucesso escolar. É irrefutável. Podíamos até atribuir a essa condição uma percentagem próxima dos 90%. Ou seja: se conseguíssemos sujeitar 100 crianças a uma escolaridade em duas sociedades de sinal contrário, os resultados seriam reveladores. Deixemos esta responsabilidade nos 60% para que sobre espaço para os outros níveis.(...)"

 

A democracia portuguesa até à mudança de milénio estava a esforçar-se para que a sociedade atenuasse a desigualdade de oportunidades. Mais sociedade e mais escola são contributos essenciais para esbater as tais diferenças. Mas já se sabe: veio o "país da tanga" e os "reformistas" entraram em roda livre tendo como alvo os professores. Foi, paulatinamente, uma razia a que se acrescentou o empobrecimento da sociedade. As nossas "elites" cansam-se depressa com o investimento em Educação.

 

O relatório da OCDE com base no PISA 2012 faz um retrato que tenderá a agravar-se com os cortes a eito perpetrados, embora a redução do número de alunos que frequentam o ensino regular ajuste as estatísticas.

 

Os estudantes portugueses têm conseguido melhorar o seu desempenho nos testes PISA, um exercício repetido a cada três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Mas são sobretudo os filhos das famílias com empregos mais qualificados e por isso com mais recursos económicos que conseguem melhores resultados. A conclusão é de um novo estudo daquele organismo internacional, que compara os resultados dos alunos com as profissões dos pais. Portugal está longe de conseguir mitigar os efeitos das diferenças familiares nos percursos escolares, ao contrário do que fazem outros países(...)".

 

 

 1ª edição em 19 de Fevereiro de 2014.



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Sexta-feira, 21.11.14

 

 

 

Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.

 

Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")

 

 

 

Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.

 

 

 

Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.

 

 

 

Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.

 

 

 

 

Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.

 

 

 

Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.

 



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Domingo, 11.05.14

 

 

 

 

 

Os excessos de normalização no ensino que se traduzem nas metas curriculares levadas ao cume, na estandardização dos diversos procedimentos didácticos, na uniformização das provas de avaliação e na sua calendarização comum voltam, naturalmente, a aproximar-se de um fim de ciclo.

 

É evidente que a história da docimologia já assistiu a momentos parecidos, mas o capitalismo selvagem como fim da história levou os excessos ao domínio do inumano.

 

Há escolas, quiçá imbuídas de uma qualquer metrologia impensada tão do agrado do senso comum, que aplicaram alguns princípios: data, hora e prova comuns para todos os testes de todas disciplinas. A importância dos ritmos individualizados e da condução de pequenos ou grandes grupos, que é o lado mais misterioso da aprendizagem (António Damásio, ainda há dias, reafirmou o óbvio: "o que sabemos sobre como cada um aprende continua muito mais perto da ignorância do que do conhecimento"), é obliterado para dar lugar às teses Hanushekianas, tão do agrado de Nuno Crato, que também predizem 30 a 50 alunos por turma e, a prazo, o regresso paulatino a uma espécie de telescola em que os precarizados professores terão um papel de vigilante-tira-dúvidas. Sejamos objectivos: a desautorização do professor esteve na base da engenharia social e financeira que os ultraliberais desenharam e que sociais-democratas e socialistas da terceira via aplicaram.

 

É o modelo que parecem reconhecer em democracias musculadas lá para as latitudes asiáticas e é também evidente que as escolas dos filhos dos ricos ficaram a salvo dos impetuosos ventos pós-modernos.

 

Se considerarmos a lógica de mercado total em que vivemos, é óbvio que há neste assunto um efeito offshore. Ou seja, não basta que uma escola faça diferente é necessário que um sistema escolar se desamarre das correntes ultraliberais que o desumanizam e que elevam o preço da desigualdade a um patamar de todo imprevisto.

 

 



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Sábado, 10.05.14

 

 

 

 

A luta de classes está num pico, como há muito sublinham Joseph Stiglitz e Warren Buffett (um Nobel e um super-rico). A estes dois exemplos mais conhecidos, acrescenta-se Thomas Picketty com o seu livro "Capital no século XXI" que Paul Krugman classificou como o livro mais importante do século XXI. Nós estávamos iludidos com a nossa revolução e o PREC-em-curso-de-sinal-contrário promete recolocar as nossas desigualdades a um nível impensável.

 

A crónica de Clara Ferreira Alves, hoje na revista do Expresso, é sobre o livro do economista francês e retirei um pedaço.

 

Para além de tudo o que vai ler e que se pode escrever sobre o assunto, existe um dado que devia fazer reflectir quem opina sobre Educação: os rankings internacionais das universidades vivem, em grande parte, da capacidade de atracção de financiamento. Harvard, e outras escolas norte-americanas, são imbatíveis e os seus financiamentos explicam o preço das desigualdades que caminha para o maior pico da história. Em Portugal, e como sabemos, tem-se governado em direcção ao abismo e os últimos três anos foram em passada larga. Estávamos convencidos da irreversibilidade do caminho trilhado depois de Abril; mas não, a democracia é uma construção diária e contínua.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 29.03.14

 

 

 

 

 

 

Numa sexta-feira recente, pelas 21h00 na estação de Santa Apolónia em Lisboa, assisti a uma situação semelhante. A entrada da estação estava vazia até chegar uma carrinha de distribuição de refeições quentes. Aproximaram-se, em silêncio, dezenas de pessoas que estavam "invisíveis". Percebia-se alguma vergonha, várias traziam crianças pela mão e estavam longe de aparentar aquela circunstância (e diga-se o que se quiser das aparências). Percebia-se a "familiaridade" com os voluntários e o silêncio vigente era concludente.

 

 

 

 
Mais pobres e mais desiguais


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Sexta-feira, 03.01.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 10.12.13

 

 

 

 

"Não há alternativas" é o discurso dos ultraliberais, mas também dos sociais-democratas e socialistas que, acima de tudo, aspiram aos elevadores da oligarquia em detrimento do exercício político que os aproxime do que dizem professar. Só a conta-gotas é que alguns deserdados das ideologias descritas se vêem afastados das benesses ilimitadas e atirados para o lado mais fraco da luta de classes. Só quando chegam aí, e ainda são poucos, é que acordam.

 

Joseph Stiglitz tem sido, ao que consigo observar, coerente e não se cansa de denunciar o aumento das desigualdades e de apontar alternativas. É só ler com atenção uma das páginas do seu último livro e pensar na Holanda como paraíso fiscal dentro da zonaeuro. E é escusado advogar que se terminarmos com isso os capitais emigram, porque quem criou o sistema foram os norte-americanos e europeus que dominaram o mundo. São estes que não querem terminar com o retrocesso civilizacional. Quem não se convencer com a imagem seguinte, faça a leitura integral. E já agora, procure também por crédito de neutrões para perceber como é que 5% recuperaram todas as perdas da bolha imobiliária e como é que a riqueza da classe média desceu 40%. É que sem classe média que se veja as democracias esfumam-se.

 

 

 

 

 

Joseph E. Stiglitz, Joseph (2013:11). "O preço da desigualdade". Bertrand Editora. Lisboa.






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Quinta-feira, 05.12.13

 

 

 

 

Defendo convictamente a escola pública como um valor absoluto da democracia que pode, com tempo, atenuar a desigualdade de oportunidades. É mesmo uma espécie de muro que não ultrapasso e que, ao longo da vida, me desviou de algumas organizações políticas. Não sou, todavia, um defensor acrítico da ideia. Só se defende uma causa destas se acreditarmos na melhoria do seu desempenho organizacional e no seu progresso.

 

Os últimos dias têm andado à volta dos legados a propósito da nossa melhoria nos resultados PISA que, como todos os estudos empíricos nesta área, têm limitações. Não caio no argumentário impreparado que isola a escola do que a rodeia. Há muito que defendo este algoritmo. A sociedade, e o seu índice socioeconómico combinado com a ambição escolar, representa um papel fundamental como se comprova, pela enésima vez, com uma leitura atenta do PISA 2012. Os nossos resultados estão muito ligados aos progressos da nossa sociedade que foram interrompidos nos últimos anos e agravados pela centralidade dos professores no apontar de dedo dos nossos últimos governos. A agenda, que tem mais de uma década, que defende que "tudo está mal na escola pública" mediatizou a crise muito para além do real.

 

A escola vive, por definição, em crise. A mediatização do fenómeno transformou-a em arremesso ideológico. Ainda ontem ouvi um ex-ministro da área ideológica que governa a mudar de agulha de forma que me impressionou. Há uma duas semanas ouvi-o apontar a Suécia com um exemplo da privatização que defende para o sistema escolar. Como o PISA 2012 é inequívoco na demonstração da queda continuada da Suécia, passou a defender os asiáticos que têm 50 alunos por turma. Estes actores, impregnados de basismo ideológico a tocar o fanatismo, ajudam a explicar a prevalência das desigualdades que vai ler a seguir.

 

Ontem, Obama fez um discurso fundamental para se compreender a crise vigente que também afecta Portugal e o seu sistema escolar. 

 

 



Arendt considerava que a crise geral que se vivia no mundo moderno, em meados do século XX, abrangia os variados domínios da vida humana e eclodia nos diversos países, com saliência para Estados Unidos da América.

 

Uma das componentes mais críticas centrava-se na crise periódica da educação, que se tinha transformado num problema político central com repercussões diárias no mundo dos jornais, e sublinhou que “(...)uma crise na educação suscitaria sempre graves problemas mesmo se não fosse, como no caso presente, o reflexo de uma crise muito mais geral e da instabilidade da sociedade moderna.(...)”.

 

 

Arendt, H. (2006:195).

Entre o passado e o futuro. Oito exercícios sobre o pensamento político.

Lisboa: Relógio D´Água.




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Domingo, 03.11.13

 

 

 

 

 

 

 



Bosses (chefões) é uma expressão muito usada na África Austral. Houve uns tempos em que aquelas sociedades imaginaram menos desigualdades e o termo parecia condenado ao desuso. Mas não. Regressou. Dizem-me que os moçambicanos, por exemplo, voltam a baixar a cabeça e a dobrar muito a coluna vertebral a uns poucos dos seus que se associam a outros poucos que regressam. Digamos que bosses e regressos andam de mãos dadas.

 

Estou sempre atento a imagens de Maputo. Já sabemos que a sociedade moçambicana está sobreaquecida, outro regresso, e que por lá se fez uma grande manifestação contra a insegurança dos raptos e a guerrilha que volta a estalar entre a Frelimo e a Renamo. Vi, nessas filmagens recentes, a zona da baixa de Maputo que escolhi para imagem. Bastou googlar Boss e Maputo para a encontrar. Os moçambicanos até podem ser classificados como uns doces (estas classificações são risíveis, claro), mas as imagens das desigualdades chocantes vão ficando gravadas e um dia não cabem na memória adocicada.

 

Não sei se o que se passou hoje, e que está documentado na imagem abaixo, é da mesma família. Foi na Avenida da República e em plena Lisboa. Se fosse na Avenida da Liberdade teria mais certezas. Talvez não seja familiar, mas se Portugal continuar a recuperar bosses e desigualdades poderá voltar a sentir na pele coisas "impensáveis".

 

 

 

 

 



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Sábado, 12.10.13

 

 

 

 

 

"Não há alternativas", é o discurso naturalmente vigente nos ultraliberais, mas também nos sociais-democratas e socialistas que, acima de tudo, aspirem aos salões do poder e aos elevadores da oligarquia em detrimento do exercício político que os aproxime do que dizem professar. Só a conta-gotas é que alguns deserdados das ideologias descritas se vêem afastados das benesses ilimitadas e atirados para o lado mais fraco da luta de classes. Só quando chegam aí, e ainda são poucos, é que acordam.

 

Joseph Stiglitz tem sido, ao que consigo observar, coerente e não se cansa de denunciar o aumento do flagelo das desigualdades e de apontar alternativas. É só ler com atenção uma das páginas do seu último livro e pensar na Holanda como escandaloso paraíso fiscal dentro da zonaeuro. E é escusado advogar que se terminarmos com isso os capitais emigram, porque quem criou o sistema foram os norte-americanos e europeus que dominaram o mundo e exploraram as restantes populações do planeta. São estes que não querem terminar com o retrocesso civilizacional. Quem não se convencer com a imagem seguinte, faça a leitura integral. E já agora, procure também por crédito de neutrões para perceber como é que 5% recuperaram todas as perdas da bolha imobiliária e como é que a riqueza da classe média desceu 40%. É que sem classe média que se veja as democracias esfumam-se.

 

 

 


Joseph E. Stiglitz, Joseph (2013:11). "O preço da desigualdade". Bertrand Editora. Lisboa.







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Quarta-feira, 09.10.13

 

 

 

 

 

 

 

Stiglitz, Joseph E. (2013), "O preço da desigualdade", Bertrand Editora, Lisboa.



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Terça-feira, 18.10.11

 

Dois textos polémicos sobre a desigualdade social e a igualdade de oportunidades.

 

 

Diálogo sobre desigualdade social 

 

 

Então, e a igualdade de oportunidades? (continuação do post anterior)

 

 



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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