Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 07.08.17

 

 

 

 

A desconfiança nos professores, que se instituiu em má burocracia, começou há mais de uma década, mas disseminou-se a partir daí. O "eduquês organizacional" alimentou-se também do modo digital. Os ficheiros que circulam nas redes escolares são intratáveis e atingirão valores não mensuráveis. Aquele anúncio da PT, que afirmava a capacidade em sediar na Covilhã toda a informação do planeta, não considerou o MEC e o sistema escolar.

 

A cultura anti-professor desenvolvida nos serviços centrais generalizou-se. Se considerarmos que o "modelo" exige impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial (), estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a desconfiança nos professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.

 

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Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar". 

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

Resultados: 5 e 47.

 

2ª edição.



publicado por paulo prudêncio às 15:40 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 11.07.17

 

 

 

A figura da direita é maior? Não. Se medir, verá que são iguais. A impressão é dominada por uma poderosa, e afunilada, ilusão que explica o processo de selecção que administra a rede pública de escolas e a sociedade. A formação avançada de crianças e jovens, também na ciência, cultura ou desporto, assenta na cooperação em base alargada. Os funis aparecem mais tarde. Os funis precoces também explicam os números de insucesso e abandono escolares. Soube-se, hoje, que, "em 2014, a taxa de escolarização (em crianças) baixou dos 100% pela primeira vez em 20 anos". Também será penalizador o número crescente de alunos do ensino secundário que "desistem" do ensino regular. Fazem-no ao ver a precarização, e emigração, dos jovens adultos com ensino superior e a incapacidade do orçamento familiar (propinas, alojamento e alimentação). É uma opção pragmática, mas também uma selecção. O que é mais difícil de compreender é o sonoro aplauso político.

 

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Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".
Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 15:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 30.09.16

 

 

 

 

Passar do eduquês I (escola a tempo inteiro com afectos) para o eduquês II (escola a tempo inteiro com exames) é "suportável" uma vez. A rotatividade "eterna" (temos décadas de alternância) explica o burnout de professores e os persistentes números de insucesso e abandono escolares.

 

Centremos o debate no seguinte ângulo de análise: o importante estudo do cérebro continua a concluir que é mais correcto falar em ignorância do que em conhecimento sobre o seu funcionamento; António Damásio, por exemplo, sublinha-o no sentido do texto na imagemO ensino, a aprendizagem e os desenhos curriculares não escapam a isso. O alargamento curricular tem fundamentos e só em discussões ideológicas datadas é que se advoga o regresso ao back to basics (ler, escrever e contar). Quando um sistema escolar está "tão avançado" que se dá ao luxo de cortar investimentos, o conhecimento exige que o faça por igual nas diversas áreas.

 

É precisamento por isso que a humildade é inalienável. Quando se decide nestes domínios, avalia-se o estado em que se encontra essa qualidade imprescindível a um sistema escolar. Nuno Crato e Lurdes Rodrigues eliminaram-na, embora a "rotatividade" eduquesa tenha raízes anteriores. É o espaço de fusão entre as duas versões do eduquês que parece, fatalmente, de pedra e cal. Os deputados do PS que o digam a propósito da avaliação da sua produtividade.

 

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Daniel Kahneman (2011:73), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, 

Círculo de Leitores, Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 17:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 25.09.16

 

 

 

 

Quando leio divergências entre o Governo e a Comissão Europeia (ou o FMI) "sobre o que consta dos relatórios", (o Ministro Vieira da Silva desmente a comissão por causa das reformas em Portugal) lembro-me muitas vezes do "Pensar, Depressa e Devagar" do Nobel da economia (2002) Daniel Kahneman (2011:91). "Se 5 máquinas levam 5 minutos para fazer 5 peças, quanto tempo 100 máquinas levariam para fazer 100 peças? 100 ou 5 minutos? E se num lago há uma mancha de nenúfares que todos os dias duplica o tamanho e leva 48 dias a cobrir o lago inteiro, quanto tempo levaria a cobrir metade do lago? 24 ou 47 dias?" (tem os resultados no fim do post). Pediram a 40 estudantes de Princeton para responderem. Como pode ler na obra citada, os que leram os exercícios em folhas menos legíveis acertaram muito mais porque, diz o autor, aumentaram as funções cognitivas. Já ontem usei este exemplo e hoje publico uma imagem com duas rectas iguais que, à primeira vista, parecem diferentes por causa do sentido das setas o que terá também uma forte relação com o assunto do post.

 

Resultados: 5 e 47.

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Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar",

Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 16:12 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 02.03.14

 

 

 

 

 

 

É conhecida a aversão do MEC a sistemas de informação modernos e razoáveis.

 

Dá ideia que a cultura anti-professor desenvolvida nesses serviços centrais influencia a maioria dos comentadores mainstream. Se considerarmos natural a necessidade de impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial, estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a leitura errada e constante dos dados relacionados com professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir?

 

Tem os resultados depois da imagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar".

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

 

 

Resultados: 5 e 47.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:53 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 27.02.14

 

 

 

 

 

A heurística, como arte de inventar ou descobrir, pode também manifestar-se em desenhos a três dimensões ou em gráficos com linhas ou barras.

 

A figura que se vê a seguir, e o problema colocado, recorda-me as manipulações de vária ordem dos ideólogos do Estado mínimo. O seu discurso anti-professor e anti-funcionário público em geral não sofre oscilações por mais que se comprovem as inverdades nos números ou nos factos, como foi o caso recente do relatório FMI ou das atoardas do primeiro-ministro e de quem o influencia ou guia directamente.

 

 

 

 

Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

 

É mesmo assim. Nem com régua os defensores do Estado mínimo lá vão. A despesa com professores será sempre exagerada e nunca se comoverão com a brutalidade dos cortes já efectuados. Mesmo os que dizem que na Educação já se chegou ao limte mínimo, omitirão essa fatalidade e repetirão o chavão da atracção dos "melhores".

 

Outra forma heurística muito em voga é a demonstração por gráficos. A escolha das escalas, mais ainda no eixo do y, digamos assim, provoca um efeito parecido ao demonstrado por Daniel Kahneman.

 

Vejamos dois gráficos com os mesmos números de alunos matriculados no 1º anos de escolaridade. A diferença está na escala usada no eixo do y e o resultado permite as mais variadas leituras. Repare-se que quem fez o primeiro gráfico é um blogger comprovadamente comprometido com a causa da escola pública.

 

 

 

Este gráfico foi inserido neste post.

 

 

 

 

 

 

Este gráfico é de um leitor do blogue a quem agradeço a colaboração.

 

 

 

1ª edição em 19 de Maio de 2013. 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:03 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Segunda-feira, 24.02.14

 

 

 

 

A primeira edição deste post

foi em 20 de Maio de 2013.

 

 

 

 

Começamos a perceber melhor o mais com menos de Nuno Crato. Se lermos com atenção o exemplo da imagem, veremos que os mercados valorizarão bem mais um sistema escolar sem alunos que "não querem aprender".

 

Deve ser por isso que o ministro não percebe o anuncio de greve por parte das organizações dos professores. Para Crato, o que está feito é definitivo e basta dialogar sobre o futuro. Aliás, o diálogo é uma circunstância que lhe veio à mente pela primeira vez e ao fim de quase dois anos de governação além da troika.

 

 

 

 

 

Daniel Kahneman (2011:215), "Pensar, Depressa e Devagar".

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

 

A primeira edição deste post foi em 20 de Maio de 2013.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:19 | link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Terça-feira, 14.05.13

 

 

 

 

 

É conhecida a aversão do MEC a sistemas de informação modernos e razoáveis; e, em abono da verdade, não está isolado. Designar por traquitana a sua sua estrutura organizacional é uma obrigação.

 

Dá ideia que a cultura anti-professor desenvolvida nesses serviços centrais influencia a maioria dos comentadores mainstream. Se considerarmos que, nesse universo, existe a necessidade de impressão de documentos para uma leitura atenta e imparcial, estará na má impressão motivada pela racionalização de tinteiros de impressoras a explicação para a leitura errada e constante dos dados relacionados com professores e que parece suportar-se no que pode ler a seguir. Tem os resultados depois da imagem.

 

 

 

 

 

Daniel Kahneman (2011:91), "Pensar, Depressa e Devagar".

Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.

 

Resultados: 5 e 47.



publicado por paulo prudêncio às 14:55 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Quinta-feira, 02.05.13

 

 

 

 

 

 

Sabia que há estudos que dizem que a ideia de dinheiro impulsiona o individualismo? E que recordar às pessoas a sua mortalidade aumenta o apelo a ideias autoritárias? E que o local onde votamos pode influenciar a nossa escolha?

 

E estamos condenados a esta manipulação (voluntária ou não)?

 

O Capítulo "A máquina associativa" da Parte I da obra de Daniel Kahneman (2011:78), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem um tópico, "As maravilhas da impulsão", muito interessante (a obra é toda excelente, claro) com pistas sobre o assunto. E tem mais exemplos que nos deixam a pensar devagar.


Mais do que escrever sobre "as maravilhas da impulsão", decidi fazer umas quatro fotos com algumas passagens do tópico.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:01 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 24.02.13

 

 

 

 

 

É, como já escrevi, interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. Parece que temos dois sistemas a regular a nossa mente. Podemos simplificar, considerando o sistema 1 como "imediato ou depressa" e o sistema 2 como "elaborado ou devagar".


Por vezes, parece que o sistema 2 é preguiçoso e ficamos pelo 1. Siga o exemplo que escolhi (página 62) e tirará algumas conclusões.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:04 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 14.01.13

 

 

 

 

 

 

Passos Coelho mentiu na campanha eleitoral. Disse, por exemplo, que era um disparate falar-se em cortes nos subsídios e foi o que se viu. Fê-lo também em relação ao sistema escolar e cavalgou, a exemplo de Nuno Crato no plano inclinado, a onda de contestação que os professores a muito custo sustentaram.

 

A ideologia radical do actual Governo tem adeptos que não saem do mundo das ilusões. Da ilusão ao radicalismo vai um pequeno passo.

 

Quando se pensa no futuro, imaginam-se as alternativas. O PS deu hoje um sinal que espera por isso a curto prazo. A polémica sobre a ADSE parece dividir o partido da rosa. Já li especialistas a fazerem laudos ao sistema e outros, como Beleza e Correia de Campos, no sinal contrário. Não consigo situá-los em relação ao trágico legado de Sócrates no sistema escolar (que tem algumas semelhanças com o que se passa na saúde). O que intuo é que a citada herança demora a ser engavetada de vez. É uma teimosa ilusão que se assemelha à que sustenta a tragédia em curso.

 

Por vezes, e por mais que se evidenciam os efeitos, o fanatismo partidário e os interesses que o movem não permitem ver para além disso e constroem um desastroso cimento.

 

Daniel Kahneman (2011:39), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa, tem uma explicação.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:24 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 10.01.13

 

 

 

 

É muito interessante a obra de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. A definição para os dois sistemas que parecem regular a nossa mente, pode resumir-se como "imediato ou depressa" para o sistema 1 e "elaborado ou devagar" para o sistema 2.

 

É evidente que a formulação não é assim tão linear, mas podemos começar por analisar o problema da página 38 que se aplica a muitas situações da nossa vida e até ao que se está a passar com o pouco rigoroso e manipulado relatório do FMI.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:58 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 28.12.12

 

 

 

 

Pus-me a resolver o problema e passei quase exactamente pelas fases descritas por Daniel Kahneman (2011:30), em "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa. É interessante resolver a multiplicação proposta e só depois continuar a leitura.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:14 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

 

Nos próximos dias espero fazer a primeira leitura de Daniel Kahneman (2011), "Pensar, Depressa e Devagar", Temas e Debates, Círculo de Leitores, Lisboa.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:23 | link do post | comentar | partilhar


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Autor:
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