"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"
2ª edição.
Daniel Innerarity (2011, p:09).
"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.
"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"
2ª edição.
Daniel Innerarity (2011, p:09).
"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.
Há algumas reflexões fundamentais nestes tempos de globalização que devem ser consideradas pelas formas de governo nas mais diversas escalas. Há dias escrevi este post sobre a cultura de agrupamento a propósito do actual modelo de gestão escolar e lembrei-me de acrescentar a seguinte leitura:
"(...)Governar é permitir a coordenação temporal entre uma multidão de sujeitos, sistemas, sociedades e culturas que vivem num tempo plural. Do ponto de vista civilizatório tratar-se-ia, como propôs Mireille Delmas-Marty (2006), de ordenar o múltiplo sem o reduzir ao idêntico, de reconhecer o pluralismo sem renunciar ao direito comum, de unificar sem impor a fusão, de não entender a modernização das sociedades com base no nosso próprio modelo, de promover a unificação sem a entender como sinónimo de ocidentalização.(...)"
*Daniel Innerarity (2011:110).
"O futuro e os seus inimigos".
Lisboa: Teorema.
"(...)quem se limita ao que está a acontecer nem sequer compreende o que acontece.(...)"
Daniel Innerarity (2011:49).
"O futuro e os seus inimigos".
Lisboa: Teorema.
Se o Daniel Innerarity estudasse o sistema escolar português, encontraria também deslocações da direita para a esquerda e de ambas para lugar nenhum ou para o lugar da veneracão a quem proporciona benesses ilimitadas.
"Realizou-se uma transferência semântica que poderia explicar muitas deslocações ideológicas da esquerda para a direita: onde havia progresso e revolução há agora movimento e competitividade. O adjectivo "revolucionário" faz parte do vocabulário transversal da moda, do management, da publicidade e da pós-política mediática."
Daniel Innerarity (2011:45).
"O futuro e os seus inimigos".
Lisboa: Teorema.
A aceleração do tempo e o excesso de presente absolutizam o desespero com a "ausência" do futuro. São interessantes os exemplos que Daniel Innerarity (1) utiliza para de alguma forma sossegar o devir histórico.
O desassossego com a estonteante velocidade na estreia do eléctrico, a passagem do ritmo frenético do primeiro jazz para a audição actual que se sujeita ao julgamento de "fora de tempo" e de brandura e o resultado não previsto por Max Weber quando destinou à burocracia um registo de velocidade e de simplificação, são boas analogias para pensar e relativizar.
Resta-nos sempre um regresso aos clássicos e, neste caso, a Tennessee Williams e ao seu "Um eléctrico chamado desejo". O único segredo para a eternidade poderá ser a aventura de viver cada um dos dias.
(1) Daniel Innerarity (2011).
"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.
"No reino dos seres vivos, o ser humano é o único que sabe que há futuro. Se os humanos se preocupam e esperam é porque sabem que o futuro existe, que ele pode ser melhor ou pior e que isso depende, em certa medida, deles próprios. (...)"
Daniel Innerarity (2011, p:09).
"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.
"Uma sociedade pós-heróica necessita de uma política que se exerça para lá da alternativa enfática entre o poder e a impotência. Tanto no discurso ideologicamente voluntarista como no derrotismo neoliberal ressoa de tempos heróicos em que mandar era entendido como mandar absolutamente, como um disposição soberana, sem verdadeiros interlecutores, sem respeito pela complexidade social. Mas há vida política no poder limitado e na impotência política bem gerida. A falência da política, que uns festejam e outros lamentam, é uma tese que não pode confirmar-se historicamente nem medir-se empiricamente. A política é por vezes desacreditada partindo do modelo de uma competência inalterável, como se os problemas sociais estivessem condenados à alternativa de ou receberem solução por meio de uma política soberana ou ficarem abandonados á sua sorte. (...)"
Daniel Innerarity (2011, p:135).
"O futuro e os seus inimigos". Lisboa: Teorema.
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