Em busca do pensamento livre.

Domingo, 26.03.17

 

 

 

Há uns meses ninguém prognosticava as vitórias de Macron, em França, e Schulz, na Alemanha. Talvez o perigo do alastramento do trumpismo tenha este efeito na Europa, apesar dos dois candidatos não parecerem revigorar o ideal europeu. Pode ser que vençam e que a situação melhore (é um desejo cinzento como o clima, mas nem sei se se pode pedir mais).



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Quarta-feira, 22.03.17

 

 

 

Se os eleitores ficarem "totalmente" indiferentes à banalização do mal ou da mentira, uma democracia deve preocupar-se com a saúde. Há muito que se teme o fenómeno. É que um dia os eleitores "acordam" e viram-se para fora do mainstream.

As declarações do presidente do Eurogrupo são muito graves. É incontestável. É muito mau para a Europa. Mas há quase três anos declarou um mestrado com uma designação que não existia. Podia ser engano administrativo. Não foi. Não tinha esse grau académico, mas administrativamente continuou como presidente do Eurogrupo. A Europa está administrativamente assim. Se olharmos para a hecatombe moral dos políticos mainstream franceses com as suas legalidades administrativas, só por muita sensatez dos eleitores é que podemos esperar a derrota da extrema-direita francesa.

 

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Sexta-feira, 10.03.17

 

 

 

Estas epifanias são cíclicas e podemos esperar como a proposta do Francis Bacon: sentados. Lembro-me de um pico semelhante em 2004 que foi o ano em que comecei o blogue. Receei que não tivesse registado o momento, mas não. Em 27 de Maio de 2004 escrevi assim e os resultados são conhecidos no presente (é muito interessante a plêiade de especialistas):


"Não foi fácil. Só ao terceiro encontrei a auto-estima. Passei pelo que estava mais à mão, o da Porto Editora, um só volume, e nada. Fui ao grande dicionário da língua portuguesa, do Círculo de Leitores, seis volumes, e zero. Não desisti. Recorri ao Houaiss da língua portuguesa, também do Círculo de Leitores, seis volumes, seguramente os mais pesados e por isso ficaram para o fim, e lá encontrei: qualidade de quem se valoriza, de quem se contenta com o seu modo de ser e demonstra confiança nos seus actos e julgamentos

A minha dúvida não estava tanto no significado. Situava-se mais na questão da palavra composta o ser por justaposição ou por aglutinação; ter ou não hífen. Neste caso tem, porque, e muito justamente, o sujeito até pode não ter muita estima por si próprio.

Ouvi hoje uma notícia surpreendente: um conjunto de sábios comprovados, ao que julgo saber afectos à maioria que nos desgoverna, vai discutir o porquê da baixa auto-estima dos portugueses. O painel inclui: Marcelo Rebelo de Sousa, Clara Ferreira Alves, Vasco Graça Moura e António Borges, que julgo que seja um empresário bem sucedido. Espera-se que, depois da mesa-redonda (por justaposição porque existem mesas que não são redondas), a auto-estima dos conferencistas suba em flecha."

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Francis Bacon.

Albertina, museum.

Viena.



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Terça-feira, 17.01.17

 

 

 

Aceitar um mínimo de dez anos de serviço para a vinculação de um professor contratado (há imensos com mais de vinte) é um sinal da decadência (irreversível?). A aceitação inclui a entrada na carreira no ponto zero com "eliminação" do serviço prestado. Este sinal de "sensatez", ou um imperativo da possibilidade, foi partilhado, naturalmente, por quem se bateu, durante anos e com sucesso, pelos direitos dos professores contratados junto da Comissão Europeia. Sublinhe-se que no universo europeu, privado ou público, exige-se três anos de serviço como regra de passagem para o quadro. E se olharmos para os profissionais escolares (professores e outros profissionais), tropeçamos em mais decadência. Carreiras congeladas há "tempo sem fim", aposentações retardadas (um caos anunciado) e precariedade institucionalizada. São componentes críticas transversais aos sistemas público e privado e o horizonte dos jovens adultos (alguns com quarenta ou cinquenta anos de idade) contraria os mais optimistas num momento em que o Governo dá um sinal de esperança aos professores contratados. Mesmo os mais pragmáticos (por onde andam os doutrinadores do "Compromisso Portugal"?) têm de considerar que o imobilismo nestas matérias será "irreparável".

 

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Sexta-feira, 13.01.17

 

 

 


 



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Quarta-feira, 09.11.16

 

 

 

 

"Varrer para debaixo do tapete" foi uma expressão acertada que ouvi de madrugada para caracterizar a descida valorativa dos arcos governativos nas democracias ocidentais. Não há tapete que encubra tamanha ganância e promiscuidade; dito assim para ser brando. É um dia triste. As pessoas que não frequentam as oligarquias estão saturadas de tanta defesa de um qualquer institucional e o quarto poder já provou que determina presidentes como quem aconselha sabonetes; com uma vantagem para os sabonetes presidentes: só precisam de aparecer muito, mesmo que ridicularizados ou trocando de opinião como quem muda de camisa. O problema pode estar mais nos dias seguintes.

PS: repito a imagem que usei num post de anteontem e nem é pela dificuldade na escolha de um shampoo+amaciador elucidativo. Repito a citação de Dominique Wolton nesse post: "a finança comeu a política".

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Quarta-feira, 02.11.16

 

 

 

A discussão à volta do défice orçamental é, principalmente, um exercício retórico. O crescimento económico também só é "a maré enchente que subirá todos os barcos" se a decisão política quiser. As duas variáveis têm um tratamento desigual na Europa com vantagem para os mais fortes e para os seus interesses. "A revelação deste “contrato secreto” é confirmada pelo próprio presidente francês, François Hollande, no livro “Um presidente não deveria dizer isso” (661 páginas, edições Stock) e não foi desmentida. Desde que Hollande foi eleito, em 2012, as autoridades francesas apresentaram sempre previsões de défices intencionalmente falsas, com a aprovação da Comissão presidida por Durão Barroso e pela seguinte, por Jean Claude Juncker. Desse modo, a França escapou sempre a sanções por défice excessivo. Um livro explosivo."

 

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Quinta-feira, 06.10.16

 

 

 

 

O processo da ONU destapou a irrelevância da Europa; e da Alemanha. Li que o próprio Guterres o sublinhou no Conselho de Estado. Não será por acaso que os chineses consideram o futuro da Europa como um museu ao ar livre. Nesse caso, e olhando para o boom turístico, é pertinente a interrogação que ouvi noutro dia em Espanha: e os europeus serão "visitantes" ou "camareros"? Se olharmos para o emprego jovem europeu (precário e sem direitos como "nunca"), a segunda hipótese vence em toda a linha.

 

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Imagem obtida na internet sem referência ao autor 

 



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Quarta-feira, 13.07.16

 

 

 

"Vais marcar," é o que se diz a todo o avançado que é lançado no jogo. Quando a "profecia" se concretiza, uma em mil, transforma-se num crente feeling. Compreende-se os protagonistas. Aceita-se. Não se espera diferente. Já um PR deixar escapar uma escapadela a Fátima também se aceita. Da figura não se espera diferente. São feelings. Se a antevisão mediática de um jogo chegava com dois dias e o rescaldo com outros dois, a partir de agora será permanente. São feelings para todos. É irrefutável a festa. Nem os exemplares islandeses escapam à globalização. Pode o Deutsche Bank ter o destino do Lehman Brothers que os pobres portugueses sonharão com a oportunidade futebolística de ouro para os filhos, como substituição escolar, enquanto uns quantos dirigentes lá vão premiados para os Goldman Sachs deste mundo.

 

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Quarta-feira, 06.07.16

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem que ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, estão numa fase de saturação por entropia informacional? Há, no mínimo, sinais do fenómeno.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não estranha a regressão política e social. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Segunda-feira, 04.07.16

 

 

 

 

"Não podemos reciclar uma saqueta de chá ou as crianças com menos de oito anos não podem estoirar balões", são dois exemplos de Boris Johnson na defesa do Brexit. Sem dúvida que a máquina de Bruxelas e Estrasburgo, com as suas benesses ilimitadas, não pode sequer acusar de invejosos os eurocépticos. Adensam-se as preocupações. É mais uma encruzilhada europeia que exige mais integração, muito mais humildade e que se olhe para os desenhos como o que se segue.

 

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Domingo, 03.07.16

 

 

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A crise europeia agudiza-se. Já são de vários quadrantes os que apontam a "sovietização" das estruturas centrais europeias (o euroviete, tal a sumptuosidade) e o desnorte confirmou-o na imposição de não eleitos: os draghis e os montis (e não está sequer em causa a competência de ambos, o que se eleva é a fragilidade do modelo europeu).

Mário Draghi foi alertando para a perda de independência dos estados europeus, enquanto na Europa do Sul se esgrimiam textos constitucionais. Os paradoxos e os Governos obedeceram aos ditames não sufragados.

A polémica orçamental pode ser mais um ponto de partida para a inadiável discussão da Europa. O federalismo e o modelo norte-americano estão sempre presentes. Ao contrário da "estática" Europa, os "dinâmicosEUA têm sido mais pujantes e dominadores. O modelo europeu nunca será uma cópia e só perde enquanto a espera for dominada pelas políticas de afunilamento defendidas por Wolfgang Schäuble.



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Segunda-feira, 27.06.16

 

 

 

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Luís Afonso



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Domingo, 26.06.16

 

 

 

"A Espanha de 2016 dá vontade de citar Churchil a propósito da Rússia de 1939: "É uma advinha embrulhada num mistério dentro de um enigma"",

 

lê-se na página 13 da impressa do Público num texto de Jorge Almeida Fernandes.

 

A crise da Europa torna-se cada vez menos previsível.



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Sexta-feira, 24.06.16

 

 

 

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Parece consensual que com a vitória do Brexit nada será como dantes e que vivemos mais um momento histórico. Apesar da histórica titubeante adesão à Europa continental, a Inglaterra acabou a dirimir conflitos aterradores entre a França e a Alemanha. Deseja-se que a história não se repita. O Brexit é, desde logo e como representa a imagem acima, uma derrota de Cameron (o Brexit só foi possível com o apoio dos conservadores). Veremos como se desfragmenta o Reino Unido com as vontades europeístas da Irlanda e da Escócia. Mas não é só Cameron a perder. O euroviete supremo, "comandado" na última década pelo desastroso Barroso, acentuou as políticas austeritarista condenadas até pelo FMI e perdeu em toda a linha acompanhado pelos executivos alemão e francês e pela maioria do eurogrupo. As benesses ilimitadas dos eurocratas esgotaram-se. O défice democrático nas instituições europeias, a imposição de políticas não escrutinadas e a especulação financeira com carta branca são faces da derrota. O cartoon que se segue é uma boa imagem do egoísmo europeu assente no neoliberalismo das últimas três décadas.

 

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Quarta-feira, 20.04.16

 

 

A crítica ao eurocentrismo anuncia a "criação de uma universidade por semana numa China que olha para a Europa como um futuro museu". E parece que já não é apenas a China que atribui esse destino ao velho continente. 

 

Slavoj Zizek (2014:31), em "Problemas no paraíso", tem uma passagem que ajuda à reflexão: 

 

"(...)Portanto, encontramos, na Coreia do Sul, um desempenho económico de topo mas com um ritmo de trabalho de intensidade frenética; um paraíso de consumo desenfreado mas atravessado pelo inferno da solidão e do desespero; riqueza material abundante mas com a desertificação da paisagem; a imitação de tradições ancestrais mas a maior taxa de suicídio do mundo. Esta ambiguidade radical perturba a imagem da Coreia do Sul como derradeira história de sucesso da actualidade - sucesso, sim, mas que tipo de sucesso?(...)"



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Domingo, 03.04.16

 

 

 

Portugal não se libertará tão cedo da condição de protectorado (Draghi no Conselho de Estado é mais um exemplo). Não se trata apenas da tímida Federação de Estados Europeus que permite a arrogância de alguns comissários sem legitimidade democrática.

 

O que mais surpreende é a venialidade às posições do errante FMI. O que é que se passa? O FMI, que nos dias pares confessa erros graves e nos ímpares "alarma-se" com qualquer sinal não austeritarista, publica relatórios inundados de lugares comuns e depois tem parangonas na abertura de telejornais? E é endeusado nos congressos da oposição? É espantosa, e misteriosa, a condição de protectorado (por exemplo, leia: FMI apanhado a planear nova bancarrota na Grécia; pode saber mais aqui).



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Sábado, 27.02.16

 

 

 

 

"Não podemos reciclar uma saqueta de chá ou as crianças com menos de oito anos não podem estoirar balões", são dois exemplos risíveis apresentados por Boris JohnsonMayor de Londres, que defende a saída do Reino Unido da União Europeia. Sem dúvida que a máquina de Bruxelas e Estrasburgo, com as suas benesses ilimitadas não pode sequer acusar de invejosos os eurocépticos, põe-se a jeito e traz à memória uma espécie de "euroviete supremo". Adensam-se as preocupações e é mais uma encruzilhada europeia que parece exigir mais integração e muito mais humildade.

 

 

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Sexta-feira, 26.02.16

 

 

 

 

"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."


A lógica defendida por Niklas Luhman tem de ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, que se foram construindo podem estar numa fase de saturação por entropia informacional.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não deve estranhar a regressão política e social e o consequente empobrecimento. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.

 

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Quinta-feira, 24.12.15

 

 

 

 

 

É importante ouvir uma voz que se espera algo distanciada a discorrer sobre a crise vigente. Richard Koo Nomura faz uma análise muito curiosa sobre os problemas de competitividade dos países do sul da Europa; e podemos incluir a "estratégia submarino".

 

”A Crise europeia começou com um gigantesco resgate da Alemanha pelo BCE”, diz Richard Koo Nomura, economista Taiwanês e norte-americano, residente no Japão, especializado em balanços de recessões. O economista-chefe do Nomura Research Institute, olha de um outro modo para o chamado “problema de competitividade” dos países do sul da Europa nesta muito interessante análise.

Ao invés de um problema inerente a esses países, Koo diz que o que aconteceu é que após o colapso da bolha tecnológica de 2000 (que afectou muito a Alemanha) o BCE utilizou uma política monetária excepcionalmente solta para estimular a economia, de modo a que a Alemanha não tivesse de reavivar a sua economia através da política fiscal.

Embora essa politica monetária não tenha feito muito internamente pela Alemanha (em recessão), ajudou a resolver as bolhas na periferia, que passou a ter uma maior facilidade de investimento, ajudando ao boom das exportações alemãs e colocando os países periféricos em dívida.(...)".



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Sexta-feira, 11.12.15

 

 

 

A Finlândia cumpriu todo o ritual austeritarista via CE, OCDE e FMI e está na maior crise financeira das últimas décadas (não é alheia, por exemplo, a situação da Nokia) e não pode, como noutras alturas, desvalorizar a moeda por causa do euro. Para além disso, este tratado orçamental limita outros caminhos. Com a PàF lá do sítio, os tais "verdadeiros finlandeses", em tarefas governativas, a situação agravou-se e bem nos lembramos desses bons alunos no eurogrupo. Os finlandeses olham para o gráfico e vêem os vizinhos suecos sempre a crescer com uma particularidade: não estão no euro.

 

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Via Evans-Pritchard



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Segunda-feira, 07.12.15

 

 

 

Registar com satisfação a derrota eleitoral chavista na Venezuela, desejar uma derrota da Frente Nacional francesa na segunda volta e considerar "que o Estado Islâmico sempre existiu: é a Arábia Saudita."

 

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Quinta-feira, 19.11.15

 

 

 

As pessoas fazem um semestre no "estado islâmico" e regressam como quem esteve em "erasmus"?



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A questão "estado islâmico" tem diversos ângulos de análise. A venda de armamento e o petróleo são, por exemplo, dois temas incómodos para o ocidente. Para além disso, é importante olharmos para dentro e para a história recente. 

 

O célebre relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", abordou o multiculturalismo, as migrações e o relativismo cultural de modo polémico. Defendeu-se que o multiculturalismo contribuiu para bolsas de "ghetização" ao preservar as matrizes culturais dos imigrantes. Propunha-se a interculturalidade, através da educação, para a "normalização" com um valor primeiro: a liberdade com a impossibilidade de invasão na liberdade do outro. Foi neste patamar que se colocaram os "véus escolares" e os fluxos migratórios.

 

Estamos agora numa encruzilhada?


Estamos. Alguém disse há muito: se colocarmos a segurança acima da liberdade perdemos as duas. Há um caminho sensato: tolerância, muita persistência e não desistência em defesa da liberdade. A história não regista qualquer luta pela liberdade só com vitórias e sem vítimas. É assim a natureza humana, os tempos nunca mudam tão depressa e só o afastamento histórico permite perceber o que fomos vivemos.

 

Voltando ao vestuário, olhemos para alguns herdeiros de Maio de 1968. Defendiam a liberdade sem limites, opuseram-se à proibição do uso do vestuário que impedia a identificação das pessoas e confundiam o direito de asilo com o de migração noutra condição. Por outro lado, quem advogou a proibição defendia a liberdade das jovens, a exemplo da proibição da mutilação genital feminina em crianças, como agora distingue quem desespera por um asilo de quem se dedica ao terrorismo. Há sempre uma interrogação barómetro que se pode fazer: de que lado é que está a defesa da liberdade?

 

 

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Segunda-feira, 16.11.15

 

 

 

 

Por cada milhar de notícias sobre mercados e agências de raiting há uma sobre a ONU.

 

 

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Sexta-feira, 06.11.15

 

 

 

Helmut Kohl chegou a chanceler na mesma situação de António Costa. A sua força partidária (CDU com CSU) foi segunda nas eleições, os vencedores (SPD mais FDP) governavam, Kohl quebrou o arco, escandalizou a Europa e formou Governo com o pequeno partido (FDP) da coligação vencedora. "Golpe de Estado" mais maquiavélico é difícil. Às tantas, a syrizada Merkel (que é do mesmo partido que Kohl, mas com escola na RDA) avisou Passos que era melhor amarrar o irrevogável na PàF enquanto encorajava António Costa (a sua CDU governa com o SPD de António Costa) e fazia um guião a Cavaco Silva. Não será por acaso que António Costa, tal como Kohl, começou por falar em derrubar muros. Afinal, não é a Alemanha quem decide?



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Segunda-feira, 19.10.15

 

 

 

 

 

 

É um argumentário aflito invocar a NATO ou qualquer outro assunto internacional para sustentar o arco da governação. Basta ler o que se escreveu recentemente sobre os gregos e olhar para o que Varoufakis confirmou em Coimbra: o Syriza não tinha como plano B a saída do euro.

 

Sabemos que o ineditismo do euro tem uma variável a rever com urgência: os tratados que "amarram" economias com ritmos muito diferentes. Mas também conhecemos a história política da Europa e até a mais recente nos mostra como os parisienses fugiram, com os haveres que tinham à mão, da invasão dos tanques alemães. É um exemplo do que sufragou a ideia de União e que olhou para o euro como um instrumento decisivo para a paz. Dá ideia que só há dois caminhos: União ou implosão, sendo a NATO importante mas algo remota. Pode ver o vídeo com o registo completo de Varoufakis em Coimbra.

 

 



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Segunda-feira, 05.10.15

 

 

 

 

A descida da abstenção era uma impressão positiva das eleições de ontem; afinal subiu. Bem sei que em Portugal parecemos uns 100 milhões de pessoas tal o número de quadros de divisão administrativa (mais de cinquenta) e de concelhos. Nunca sabemos exactamente quantos somos e dominamos os "truques" com números orçamentais. Mas não somos os únicos e já lá vamos a isso. Parece que os cadernos eleitorais demoram uma década a absorver actualizações e há os tais recentes emigrantes que não votaram por causa da burocracia; este último dado é estranho tal a nossa modernidade no assunto. Enfim: se calhar a abstenção não subiu e a democracia lá se aguenta. Os resultados das eleições é que estão confusos e tenho lido muita indignação porque os eleitores votaram na frente de direita. Sou um democrata, cada eleitor um voto e ponto final. Mas quando leio o financeiro alemão a afirmar que "isto mostra que uma política pode ter sucesso, e ser apoiada por uma maioria, mesmo que imponha medidas duras à população" percebo quem se recorda, com algum exagero, concordo, da tal síndrome de Estocolmo (vítimas que acabam a apreciar os malfeitores quando o pesadelo é longo). Será que o alemão (os que defendem que a Alemanha não resiste às tentações hegemónicas acham que Wolfgang Schäuble é um expoente) começa a vacilar porque também é viciado em truques numéricos e palas ideológicas? A história lá se encarregará.



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Quarta-feira, 30.09.15

 

 

 

 

É bom sinal que Stiglitz e Piketti passem a assessorar a nova liderança dos trabalhistas britânicos. Os partidos do arco, e a legião de comentadores e de opinadores que os acompanham, é que não devem gostar que os tais "radicais" de esquerda se apresentem como alternativa "responsável" e que a Europa volte a ser plural.



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Domingo, 20.09.15

 

 

 

Olhei para o lado simbólico na primeira vitória do Syriza do mesmo modo que sorri com as vitórias de Obama ou de Corbyn. Percebi que Tsipras e Varoufakis não tinham descido do Olimpo, que iam enfrentar os do "fim da história" numa batalha duríssima mas que nada seria como antes. O Syriza não tinha como plano B a saída do euro que seria um erro político "irreparável" e quiçá trágico. As derrotas do Syriza e de Tsipras e de Varoufakis foram em nome da coragem e da sensatez e os eleitores perceberam isso. Esta segunda vitória eleitoral do Syriza é um sinal de esperança para a Europa e esperam-se mudanças noutros países para que a política europeia seja, no mínimo, plural.

 



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Sábado, 12.09.15

 

 

 

 

"Jeremy Corbyn é o novo líder dos trabalhistas britânicos", integrou de imediato uma marcha de solidariedade com os refugiados, declarou que "(...)as coisas devem mudar e vão mudar. Não temos de ser desiguais, não tem de haver injustiça, a pobreza não é inevitável.(...)" e "(...)nas últimas semanas negou que fará uma "limpeza" no grupo parlamentar e que afastará aqueles que discordam dele, mostrando-se conciliatório e abrindo um futuro "governo sombra" a todas as alas do partido(...)".

 

Num momento historicamente sobreaquecido em que os arcos da governação europeia se renderam ao fim da história decretado pelo neoliberalismo, fechando os olhos à génese das hecatombes financeiras e dificultando mais a vida a tudo o que escape ao "politicamente correcto" (como é exemplo o processo dos refugiados), ainda é à esquerda que se encontram sinais "politicamente incorrectos" de quem não desiste de procurar um mundo melhor e mais justo. Mesmo que se saiba que não existem milagres e que foi também na esquerda que surgiram totalitarismos, há uma carga simbólica nestes acontecimentos que faz com que "o mundo pule e avance". Foi assim com Obama, foi assim recentemente na Grécia (Merkel abriu as portas aos refugiados também empurrada pelo incómodo de uma "repetição grega"), foi assim nas regionais espanholas e temos agora o Jeremy Corbyn nos trabalhistas britânicos. Bem sei que são, e mesmo com Obama, movimentos minoritários e que muitas vezes integram radicalismos arrogantes e não construtivos, mas é também assim que se acorda e embaraça, no mínimo isso, a "resignação" do restante espectro político.

 

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Domingo, 06.09.15

 

 

 

No relatório de Jacques Delors, "A educação - um tesouro a descobrir", as questões do multiculturalismo, das migrações e do relativismo cultural tiveram uma abordagem interessante e polémica.

Defendeu-se que o fenómeno do multiculturalismo contribuiu, na Europa, para acentuar as bolsas de "ghetização". Invocou-se como negativa a preservação a todo o custo das matrizes culturais de origem dos imigrantes.

 

O que se propunha era a ideia de interculturalidade, através da educação, para a "normalização" de costumes que assentassem num valor primeiro: a liberdade entendida como impossibilidade de invasão no espaço de liberdade do outro. Foi neste patamar de discussão que se colocou a questão dos "véus escolares" e dos fluxos migratórios.

 

Estaremos a entrar agora numa encruzilhada?

 

Claro que estaremos. Há vários caminhos, mas há um que me parece sensato: tolerância, muita persistência e uma corajosa atitude de não desistência em defesa da liberdade. A história não regista um qualquer caminho de luta pela liberdade que se tenha feito só com vitórias e sem vítimas brutais e injustiçadas. É assim a natureza humana e os tempos nunca mudam tão depressa: só o afastamento histórico nos permite perceber melhor as épocas que fomos vivemos.

 

O que me fez escolher o título para este post, prende-se com a atitude de alguns herdeiros de Maio de 1968. Defendiam a liberdade sem limites, opuseram-se à proibição do uso do vestuário que impedia a identificação das pessoas e confundiam o direito de asilo com o de migração noutra condição. Por outro lado, quem advogou a proibição defendia a liberdade das jovens a exemplo da proibição da mutilação genital feminina em crianças como agora distingue quem desespera por um asilo de quem pede residência por outro motivo. Há sempre uma interrogação barómetro que se pode fazer: de que lado é que está a defesa da liberdade?



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Sexta-feira, 14.08.15

 

 

 

 

 

Um dia depois de se saber que "a economia Grega cresceu, de forma surpreendente, 0,8% no segundo trimestre de 2015", os média portugueses ignoram o assunto. Dá que pensar, realmente, uma vez que os mesmos se apressam a anunciar números parecidos, 0,4% (1,5% homólogos), em Portugal. Há inúmeros trimestres que os gregos estavam em recessão. É espantoso que a economia grega apresente estes resultados num período conturbadíssimo em termos políticos com um Governo "excluído" pelos parceiros e pelos mercados. Há, desde logo, uma conclusão acertada: a malta dos casinos faz "crescer" quem quer e quando quer.

 

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Mumok museum. Ludwig goes pop. Viena. Agosto de 2015.



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Terça-feira, 21.07.15

 

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:39 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.07.15

 

 

 

 

A Grécia está a ser usada para encobrir o escândalo de salvamento dos bancos europeus

 

Cortesia do António Ferreira



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Sexta-feira, 17.07.15

 

 

 

 

"A Alemanha não perdoou a ousadia grega e humilha-os", concordo com a frase que ouvi na TSF como também percebo o que Tsipras afirmou há dias: "Quem tiver uma solução alternativa que avance e diga qual é". Sabemos que os tempos são de vórtice informativo e que quem não for rápido não existe, mas tenho lido muita conclusão sobre um caso grego que ainda mal saiu do adro. É bom que alguma prosápia portuguesa seja contida, uma vez que não revelamos à superfície indicadores como os da "Grécia 2014", na imagem, porque o líder governativo Victor Gaspar só durou dois anos, porque a cena "do irrevogável" fragilizou o ímpeto além da troika e porque existe o "incómodo" Tribunal Constitucional.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:50 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 16.07.15

 

 

 

A maioria dos eleitores europeus (e dos eleitos) defende o euro como garante da paz, da solidariedade entre povos e dos restantes ideais europeus. Ou seja, pensam em política e desconhecem o amanhã em termos económicos e financeiros. Essa supressão do futuro, que arrasta os mais conscientes economistas, não impede conclusões fundamentadas sobre um passado recente em que a Europa austeritarista foi um erro grave que sucedeu a outro: um desenfreado investimento público estimulado por Bruxelas como fuga para a frente. Ambos foram respostas descontroladas à hecatombe bancária mundial de 2007 (é fundamental não esquecer). Enquanto a Europa enlouquecia e se dividia nas "soluções", os EUA e a Rússia assistiam com políticas expansionistas. O caos europeu chegou ao paradoxo "solidário" bem caricaturado na imagem ou nas inúmeras referências pela "turba dos valores" ao facto de gélido Schäuble se deslocar em cadeira de rodas. A discriminação na Europa da entrada do século XXI parece não ter limites e isso volta a colocar a política no lugar central do problema.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:15 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Terça-feira, 14.07.15

 

 

 

"Se o Governo grego apresentasse um plano B com a saída do euro a maioria do Eurogrupo tinha provocado o Grexit", concordo com esta ideia. Há uma componente política que desesperou os defensores da tragédia austeritarista e que se acentuou nos que vão a votos entretanto. E acho uma certa piada aos "heróis" que acusam o Governo grego de capitulação. Mas há alguém que acha que é fácil ir às altas paradas do casino desafiar os falcões dominadores apoiados por inúmeros "bons alunos"? É bom não esquecer a herança grega de corrupção (e é também bom que os portugueses não se esqueçam das analogias com a Grécia, nomeadamente as "ruas de pobres" e a corrupção perpetrada pela bancocracia e pela partidocracia). Há um mérito grego inquestionável: "desmontou" o colete de forças do euro, oxigenou, como ninguém até aqui, uma alternativa e o tempo lá se encarregará de outras explicações.  

 

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publicado por paulo prudêncio às 13:55 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

 

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Domingo, 12.07.15

 

 

 

 

O mercado escolar, o cliente escolar e o neoliberalismo adoeceram o sistema escolar. É uma patologia que vai para além da crise da escola que integra historicamente a sua definição como instituição. Os rankings como modo único de vida, o senso comum como princípio primeiro da autoridade escolar e o individualismo das escolas e dentro destas os grupos de interesses alinhados com a partidocracia local, atingem nesta altura um pico com a busca de alunos e com as variáveis próximas. A propaganda escolar inspira-se na lógica dos "supermercados". A cooperação dentro das redes escolares, a boa gestão de recursos, a prevalência de uma autoridade escolar assente num ensino emancipador, ecléctico e que se afirme como elevador social são ideias que, tragicamente, se perderam com o avanço do milénio e acompanham a crise do espaço político onde nos integramos.

 

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publicado por paulo prudêncio às 20:09 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


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