Em busca do pensamento livre.

Domingo, 09.07.17

 

 

 

"(...)É preciso ter topete, falta de vergonha, descaramento. Depois de 5 anos (2011-15) em que o investimento público foi reduzido em 40%(...)a direita, melhor, esta direita encabeçada pela actual direcção do PSD, que utilizou o Estado como saco de boxe(...)venha clamar contra o enfraquecimento do Estado(...)Esta justa opinião de Nicolau Santos (Expresso) tem subscritores com falta de memória. Nos detalhes do texto não há referências à educação; apenas, e por inerência, nos cortes de ordem geral. É uma omissão. Num texto destes não cabe a totalidade. Compreende-se. Mas olhar para a educação pode servir de modelo.

Se usarmos o período 2005-15, e não apenas 2011-15, registaremos o encerramento de metade (4000) das escolas públicas (e o aumento de "privadas", com um pico em 2005/10 e uma quebra apenas em 2016) e o corte de mais de 40 mil professores (mais de 30%; 70% eliminados por Crato). Se a PàF não se pode desculpar com a troika porque subscreveu um-além-programa e porque é essa a sua ideologia, o PS-absoluto iniciou os cortes antes da crise de 2007. Se foi também por causa das metas europeias, então as forças que têm governado que assumam o que assinaram e o que não está escrito em lado algum. Houve escolhas "não inscritas" que PàF e PS-absoluto partilharam: PPP´s ruinosas, participação em desvarios financeiros - para ser brando e sem convocar corrupção comprovada -, falhas exclusivas no software que regista saídas para offshores e maior transferência da história de recursos financeiros das classes média e baixa para a alta através do encerramento a eito de serviços públicos para fazer face a imparidades, crédito malparado e juros de dívida de toda a espécie.

 

Nota: Tancos é outro assunto. As forças armadas têm que garantir a segurança do armamento.

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publicado por paulo prudêncio às 11:50 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 03.07.17

 

 

 

"Tancos esteve 20 horas sem rondas de vigilância na noite do assalto", diz o Público. Conhecem-se detalhes e conclui-se que os os cortes a eito escandalizam quando são mediatizados e graves (mas alguém tem que se explicar). Depois, há todo o abandono silencioso dos serviços públicos para gáudio de uma parte dos 99% que não se cansou de advogar o aumento da riqueza dos 1%; nunca tiveram olhos para as PPP´s nem para os offshores que diziam representar a superioridade moral da gestão pela "elite" financeira (pode substituir "elite" por oligarquia-que-capturou-o-orçamento-do-Estado). E insistem, para sossego de uma qualquer minoria.

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:15 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 25.06.16

 

 

 

Os cortes a eito de Crato (cortes curriculares, mais alunos por turma e mais turmas por professor, agregações de escolas e horários ao minuto) fizeram "desaparecer" 33.000 professores (cerca de 25% do total) entre 2013/14 e 2014/15. Em Junho de 2013 (plena troika), os professores desencadearam uma heróica greve a avaliações e exames que impediu mais 15.000 "desaparecidos". Os professores venceram a batalha. Foi negociada uma justa fórmula no crédito horário das escolas inserida no despacho (OAL) de organização do ano lectivo (parece uma coisa de tresloucados, mas é assim) que impediu mais "desaparecimentos".

 

Para o ano lectivo 2016/17, o Governo reduz esse crédito, tem aqui o OAL, numa margem que pode chegar a 75%. Fará uma análise caso a caso, exigirá capacidade de projecto aos directores escolares e a última decisão será da Directora-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência. Não sei se os membros do Governo conhecem a duríssima história dos professores portugueses na última década. Espero que conheçam e que a plataforma de sindicatos estude as matérias. Sinceramente: nem se espera outra coisa.

 

 

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Quarta-feira, 16.12.15

 

 

 

Para que não restem dúvidas: o Governo de Passos foi muito além da troika principalmente na Educação e nos professores; menos 34 mil professores em quatro anos (é um corte de mais de 50 mil numa década) e, como sempre se disse, os professores do quadro são actualmente 97 mil. Nada disto se relaciona com a demografia. Só mais um detalhe para os que dizem que os professores nada fizeram neste período. A situação mais difícil que conheci passou por uma greve a exames e a avaliações em Junho de 2013. Resultados? Em vez de um corte de 34 mil em 4 anos seriam mais de 50 mil.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:24 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 11.09.15

 

 

 

Há, desde logo, uma questão de financiamento, e de conceitos, a rever: a lei é clara: a escola pública, financiada integralmente pelo Estado, pode exercer-se em dois modos de gestão: directamente pelo Estado ou através de cooperativas de ensino. As segundas, que por princípio normativo só podiam existir nas zonas onde não chegava a rede de escolas públicas geridas directamente pelo Estado, adulteraram a sua função. Com a chegada ao sistema dos descomplexados competitivos vocacionados para a privatização de lucros através do orçamento de Estado, as escolas geridas pelas cooperativas afirmaram-se como privadas numa concorrência também desleal para esse tipo de ensino financiado integralmente com as propinas dos utentes. Ou seja, deixou de fazer sentido a designação de dois tipos de escolas públicas financiadas pelo Estado e isso deve ser legalmente revisto.

 

Mas há um discurso que remete para a exaustão com as mudanças, apesar do que levamos de milénio marcar o sistema escolar por descidas mais do que comprovadas: cortes curriculares a eito, mais alunos nas turmas, modelo, mega, de gestão escolar sem paralelo no mundo civilizado, perda de autonomia das escolas, rede escolar com desperdícios financeiros inadmissíveis, teias burocráticas (analógicas ou digitais) consumidoras de energias vitais, péssimo modelo de avaliação de professores, concursos de professores pejados de injustiças e irregularidades, estatuto da carreira dos professores completamente desestruturado e por aí fora. Afirmar que nada disto deve ser mudado porque as gerações que governam estão acomodadas, cansadas ou desiludidas, é manifestar uma desistência perigosa para a democracia e caracteriza uma sociedade que parece caminhar para uma convulsão com data anunciada.

 

 

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Sábado, 25.07.15

 

 

 

Os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Não teve o impacto mediático das grandes manifestações (há hoje, e até em 2012, menos professores, 100 mil, do que os que se manifestaram em 2008,140 mil de 170 mil), mas atingiu objectivos de forma mais precisa. Se não o tivessem feito, mais de 10 mil professores dos quadros seriam empurrados para uma injusta e brutal requalificação rosalina e mais uns 10 mil ficariam sem contrato. Ou seja, aos 30 mil eliminados que refere o chefe do Governo acrescentaríamos 20 mil.

 

É bom que se sublinhe, e nesta altura mais ainda, que as lutas valem a pena. Está em vigor um despacho de crédito de horas que disfarça os cortes a eito dos além da troika: alunos por turma, cortes curriculares, horários dos professores e mega-agrupamentos. E já se sabe: se estes cortes a eito se mantiverem, basta que um Governo elimine o referido despacho para que a tragédia se acentue.

 

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Quarta-feira, 01.07.15

 

 

 

Se choca, e com razão, os analistas que se tenha cortado, nos últimos anos, 25% dos funcionários públicos gregos, então o que se dirá do corte no número de professores portugueses que foi superior a 30%?



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Domingo, 21.06.15

 

 

 

 

Foi com Nuno Crato que os professores desencadearam a luta mais difícil (Junho de 2012) da última década com uma impopular greve a exames do 12º ano e a todas as avaliações de final de ano. Os cortes a eito (nomeadamente os aumentos de alunos por turma e nos horários dos professores, os cortes curriculares e os mega-agrupamentos) foram o motivo. Se os professores não tivessem decidido assim, cerca de 10000 dos quadros seriam empurrados para uma brutal requalificação rosalina e mais uns 10000 ficariam sem contrato.

 

Como resultado dessas acções, o MEC comprometeu-se a incluir no despacho de organização do ano lectivo uma compensação horária conjuntural para impedir mais horários zero. Este ano voltou a sair tarde e está aqui.



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Terça-feira, 02.06.15

 

 

 

 

Nuno Crato, esse misturador do "além da troika" com o Eduquês II, aumentou o número de alunos por turma, cortou a eito em tudo o que achava não estruturante e acentuou a infernização da profissionalidade dos professores. Para além disso, criou, ou permitiu, uma catadupa de exames acrescentados, em alguns casos, de apoios no período pós-lectivo para as crianças com negativas. Os resultados do conhecido mais do mesmo são inequívocos: "foi uma espécie de engodo".

 

Achar que se recupera crianças com apoios entre Junho e Julho testados por uma segunda fase de exames, é algo só ao alcance do mix referido. Turmas mais pequenas, apoios ao longo do ano e professores motivados são ideias despesistas.

 

Não sei se podemos criar algum optimismo.

 

Parece que se prepara uma nova vaga centrada no conjuntural, e justo, "novas oportunidades". Ou seja, nem uma linha sobre a redução do número de alunos por turma, sobre a reposição da sensatez nos currículos e na profissionalidade dos professores ou sequer nessa coisa de "somenos" que é o ambiente democrático das escolas (os socialistas mais socráticos e lurditas d´oiro fascinaram-se com o modelo GES/BES/BCP/BPN/BPP).

 

Dá ideia que não se mexe nisso para se eternizar a necessidade de "novas oportunidades". É que nem algumas pessoas da ciência se convencem mesmo que só terão alunos se aumentarem a base no ensino não superior "regular" e num profissional digno.



publicado por paulo prudêncio às 11:16 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 18.02.15

 

 

 

A actual maioria, e de resto o arco dos poderes europeus no que levamos de milénio, fez o que estava ao alcance, e até para lá disso, para diminuir o estado social e favorecer os tais um por cento que não param de se endinheirar (claro que há uns quantos que caíram em desgraça). É factual e não adiantam meias-palavras: puseram-se do lado mais neoliberal que escolheu a Europa como alvo primeiro.

 

O sistema de saúde está em estado-de-falhas-graves-diárias. É uma espécie de estado de sítio. Ontem foram os directores do Hospital Amadora-Sintra que se demitiram.

 

É evidente que a Educação não apresenta casos tão dramáticos. Mas os cortes a eito (curriculares, mais alunos por turma e aumento dos horários dos professores) associados ao empobrecimento, e ao desinvestimento nas escolas "não-parque-escolar", fazem-se sentir e recordam um passado que se julgava distante. Dá ideia que se nada acontecer, o plano inclinado do sistema escolar chegará também a números negativos.

 

Houve, no que levamos de inverno, salas de aula, e outros espaços lectivos, com um clima impossível, pavilhões desportivos gelados e gabinetes de "trabalho" com temperaturas negativas. Um professor, mesmo que bem agasalhado, que passasse noventa minutos num gabinete assim, sabia que tinha uma forte probabilidade de adoecer. Se isso acontecesse, se fosse ao médico e se este "exigisse" uma baixa, os três primeiros dias seriam sem salário.

 

Há professores com a carreira congelada há mais de uma década, em que as famílias não aguentam mais cortes financeiros e que se apresentaram ao serviço em estado febril e com outros sintomas gripais graves. Bem sei que este discurso não parece bem num país do euro, mas a realidade é ainda mais crua do o que o que acabou de ler; bastava relatar histórias de actores de outros grupos do sistema escolar.

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 14.01.15

 

 

 

 

Se no exercício de Lurdes Rodrigues os professores realizaram manifestações históricas, foi já no mandato de Crato que aconteceram dois picos inéditos de contestação: uma greve às avaliações com uma inesquecível capacidade de resistência e uma impopularíssima, e há muito reivindicada pelos "agarrem-me, mas agarrem-me mesmo, senão desfaço-os", greve aos exames (com algumas e lamentáveis dissidências).

 

Com esses dois movimentos, os professores conseguiram que milhares de docentes dos quadros não passassem para a "requalificação" em Setembro de 2013. É bom que haja memória.

 

Mas os ultraliberais não desistem. Em ano de campanha eleitoral, existirão várias armas de arremesso; até dentro da coligação que governa. Os professores voltarão a sofrer com isso. Um requalificado poderá receber menos do que um desempregado e a palavra de Crato ("não haverá professores com horário zero") vale tanto como o número de horas desses horários que exponenciou com os cortes a eito para além da troika.

  

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publicado por paulo prudêncio às 14:25 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 10.12.14

 

 

 

Estão comprovados os casos de corrupção no nosso sistema financeiro. Se olharmos para o passado recente, e para o presente, não faltam evidências: há pessoas acusadas e os que ainda não o foram são, no mínimo, responsáveis por péssima gestão.

 

Sejamos objectivos: salários, pensões, impostos e empobrecimento geral pagaram o desvario. Depois de tantos casos no ministério publico e de horas sobre horas de inquéritos parlamentares, o que as pessoas querem é que a devolução financeira se faça e que, no mínimo, não se prolongue eternamente. É caso para repetir: falam, falam, falam...

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:40 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 01.11.14

 

 

 

O conceito "escola completa" significa que o ensino "regular" não se deve limitar às matérias estruturantes como a matemática e a língua materna.

 

É óbvio que quem defende a "escola completa" não desvaloriza as matérias estruturantes.

 

Já nem se questiona, nos sistemas escolares mais avançados, o equilíbrio entre as ciências, as humanidades e as expressões (dito assim para ser sucinto) porque eliminaram há muito o analfabetismo e porque sabem que os alunos mais apoiados aprendem as matérias estruturantes independentemente da carga horária (nos limites do razoável, obviamente). Epifanias como as de Nuno Crato são desconhecidas.

 

O desequilíbrio da carga horária em sociedades como a nossa provoca, para além de tudo o resto, desigualdade de oportunidades. Os alunos têm apoios muito desiguais à sua educação. Esse desequilíbrio tem sempre dois indicadores: aumento do abandono escolar e vantagens nulas no desempenho dos alunos mais apoiados como se referiu no parágrafo anterior (os alunos mais apoiados aprendem as matérias estruturantes independentemente da carga horária).

 

Já usei estes argumentos noutros posts.

 



publicado por paulo prudêncio às 11:25 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 29.10.14

 

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 14:40 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 26.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:24 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 20.09.14

 

 

 

Já há conclusões sobre o "Relatório Estado da Educação 2013" do Conselho Nacional de Educação que, ao que me parece, ainda não é público. O Paulo Guinote já fez alguns posts que concluem no sentido do plano inclinado fortíssimo do sistema escolar nos últimos anos: os números apenas confirmam o óbvio. Retirei o quadro seguinte, sobre o número de professores de educação especial, deste post.

 

 

 

 

Bem sei que não se deve ironizar à volta de assuntos sérios, mas conclui-se que de 2012/2013 para 2013/14 o MEC terá conseguido, por exemplo, que crianças surdas passassem a ouvir e que as de baixa visão se transformassem em alta visão. É uma "normalidade", com ganhos de eficiência, como não se cansa de repetir Nuno Crato.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:22 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 10.09.14

 

 

 

 

Os cortes na escola pública começaram com o Governo do "país de tanga" e não pararam. Durão Barroso deu corpo à agenda de "tudo está mal na escola pública" e uns sociólogos, acompanhados de eduqueses I e II (como é o caso de Crato), perpetraram uma engenharia social que os tornou estrelas financeiras para os ultraliberais onde se incluíram socialistas de terceira via, sociais-democratas desmemoriados ou com passagem oculta pelo BPN e afins e DDT´s. Crato foi mesmo para além da troika comandado pelo Ministério das Finanças.

 

Os professores do ensino não superior são de longe o sector mais devastado (o uso do adjectivo já não choca, veja-se lá) da administração central (eram, grosso modo, 160 mil nas escolas públicas quando Durão Barroso tomou posse e hoje são já cerca de 100 mil) e o encerramento de escolas assumido pelo arco governativo (que foi muito para além do imperativo de modernização da rede escolar) no norte e no interior do país atingiu os milhares e beneficiou da palidez dos cidadãos e, naturalmente, dos respectivos autarcas. 

 

Este fenómeno continuará até que os buracos bancários estejam em modo satisfatório e de forma a que os actores do arco governativo (os tais com o exclusivo da responsabilidade) passem pelos pingos da chuva.

 

 

 

 

Já usei parte deste texto noutro post.

A repetição é um dever.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:37 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

  

 

"(...)Traduzidos em termos reais, os números relativos aos orçamentos de Estado de 2012, 2013 e 2014 demonstram que este governo retirou 1.751,6 milhões de euros ao financiamento do ensino pré-escolar, básico e secundário (- 25,7%) e 401,2 milhões de euros ao financiamento do ensino superior e ciência (-16,1%).(...)"

 

 

 

  



publicado por paulo prudêncio às 13:22 | link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Terça-feira, 09.09.14

 

 

 

 

Como era esperado "(...)A taxa de retenção ou desistência aumentou nos três ciclos do ensino básico nos últimos três anos(...)" e ainda se sentirão com mais intensidade as consequências da escolha da escola pública, e dos seus profissionais, como o primeiro alvo dos cortes a eito.

 

Bem pode a ministra da Educação, a ultraliberal Maria Luís Albuquerque, afirmar que "(...)"O ensino superior tem uma extraordinária importância, tem tido uma evolução fantástica, todos os dias temos notícias de como o nosso ensino superior está a ganhar reconhecimento internacional e tem também um enorme palco mediático(...)". O que a ministra vê é produto da generalização da escola pública. Sem quantidade e qualidade na base, só por milagre ou geração espontânea é que se conseguem bons resultados na primeira linha da investigação.




publicado por paulo prudêncio às 14:29 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 07.09.14

 

 

 

Em 2005, os cerca de 195.000 professores (cerca de 160.000 nas escolas públicas e de 35.000 nas cooperativas e nos privados) dos ensinos básico e secundário eram considerados os primeiros "responsáveis" pela dívida pública que estava em 90,7 mil milhões de euros (cerca de 60% do PIB).

 

Nem dez anos depois, esses professores são cerca de 130.000 (cerca de 100.000 nas escolas públicas e de 30.000 nas cooperativas financiadas pelo Estado e nos privados pagos pelos "clientes").

 

Sabe-se que a dívida pública voltou a subir e que andará perto dos 135% do PIB. Mais do dobro (em milhares de milhões de euros) em relação a 2005, enquanto os professores foram "dizimados".

 

Desfeita a agenda "tudo está mal nas escolas públicas", aguarda-se a prestação de contas de quem arruinou o país.

 



publicado por paulo prudêncio às 18:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


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Autor:
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