Em busca do pensamento livre.

Segunda-feira, 13.11.17

 

 

Contributo recebido por email

 

"O tempo decorrido entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2017 não vai ser tido em conta e a sua contagem será retomada a 1 de Janeiro de 2018. No caso dos professores, por exemplo, que precisam de quatro anos de serviço, há 49 mil docentes que em 2018 irão progredir. Os restantes terão de esperar que os quatro anos necessários se concretizem: por exemplo, uma pessoa que até 2011 contou três anos de serviço, só progride em 2019 ou uma pessoa que até 2011 contou um dia de serviço, só progride em 2022.
E isto se até lá não se aprovarem orçamentos que determinem a suspensão das progressões...
Se ainda adicionar que a progressão ao 5º e 7º escalões dependem de vagas determinadas pelo governo, é fácil calcular que dezenas de milhares de professores chegarão ao final da sua vida de trabalho posicionados entre o 5º e 7º escalões, com um valor da pensão de reforma calculado com base em salários base mais baixos durante anos...
Portanto, os sindicatos também deviam estar a encetar uma luta para eliminar as vagas na progressão a escalões, que apenas são obstáculos artificiais com o intuito de poupança orçamental, não tendo nenhuma relação com avaliação de desempenho.
 
 
Mário Silva"


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Sexta-feira, 03.11.17

 

 

 

Pode ler a entrevista aqui.

 

Entretanto, e na mesma linha, o cientista "alerta para a bancarrota espiritual e moral das sociedades".

 

Recebi um email devidamente identificado que coloca as seguintes interrogações sobre o tema.

 

"António Damásio retorna a Platão e a Freud? 
 

“[...] E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam ?

— Matariam, sem dúvida – confirmou ele.”

Platão. República. Livro VII, 517a (excerto da ‘Alegoria da Caverna’) 
 

“A realidade por detrás de tudo isto, por mais que se prefira negá-la, é a de que o homem não é um ser frágil e carente de amor, que quando muito só age em sua defesa ao ser atacado. Pelo contrário, por entre os seus instintos herdados (Triebbegabungen) conta-se uma poderosa tendência para a agressão. Por esta razão, o outro não é apenas um objecto sexual ou alguém que o pode ajudar, é também uma tentação para satisfazer a agressividade, para explorar a sua força de trabalho sem qualquer compensação, para o usar sexualmente sem o seu consentimento, para se apropriar dos seus bens, para o humilhar, ferir, martirizar e matar. Homo homini lupus; depois de tudo o que a vida e a História mostraram, quem terá a coragem para contestar esta verdade?”

Freud (1930). O mal-estar na civilização. V. "



publicado por paulo prudêncio às 10:04 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 23.10.17

 

 

 

 

Alguns exemplos na carreira dos professores.

 

 

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Recebido por email devidamente identificado.



publicado por paulo prudêncio às 16:55 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Terça-feira, 11.07.17

 

 

 

A figura da direita é maior? Não. Se medir, verá que são iguais. A impressão é dominada por uma poderosa, e afunilada, ilusão que explica o processo de selecção que administra a rede pública de escolas e a sociedade. A formação avançada de crianças e jovens, também na ciência, cultura ou desporto, assenta na cooperação em base alargada. Os funis aparecem mais tarde. Os funis precoces também explicam os números de insucesso e abandono escolares. Soube-se, hoje, que, "em 2014, a taxa de escolarização (em crianças) baixou dos 100% pela primeira vez em 20 anos". Também será penalizador o número crescente de alunos do ensino secundário que "desistem" do ensino regular. Fazem-no ao ver a precarização, e emigração, dos jovens adultos com ensino superior e a incapacidade do orçamento familiar (propinas, alojamento e alimentação). É uma opção pragmática, mas também uma selecção. O que é mais difícil de compreender é o sonoro aplauso político.

 

image

 

Daniel Kahneman (2011:137), "Pensar, Depressa e Devagar".
Temas e Debates. Círculo de Leitores. Lisboa.



publicado por paulo prudêncio às 15:12 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 13.04.17

 

 

 

 

 

Sugerido por António Ferreira.



publicado por paulo prudêncio às 18:43 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 14.01.17

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:39 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 05.01.17

 

 

Recebi por email, devidamente identificado, a seguinte quadratura escolar, e não só, claro, em forma interrogativa:

 

"Solicita-se desesperadamente a quem possa ajudar abenegadamente na seguinte situação (ou similares):
Que motivação psicológica existe para os professsores que começaram a carreira no 3º escalão e vinte e tal anos de serviço depois estão colocados no 4º escalão, que evite que 'mandem tudo às malvas' e se 'baldem' completamente para o trabalho?"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:07 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 06.09.16

 

 

 

 

Se insistimos no desprezo pela cultura, o passo seguinte é a crise de identidade. Do local para o global é a fórmula construtora da paz.

 

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Fotografia de Luís Moreira



publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Três colegas escolares da adolescência são inesquecíveis pela queda para as artes. Um publica fotografias nas redes sociais. O Luís Moreira (everything i see, through my iphone) permite que use as fotos por aqui. Ainda estou a pensar no modo. Uma fotografia num post, com ou sem texto, é a solução que mais me agrada. Mais logo publicarei o primeiro. Este requer uma imagem com viagem no tempo.

 

 

Captura de Tela 2016-09-06 às 15.54.30 Fotografia de Luís Moreira



publicado por paulo prudêncio às 15:50 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 22.06.16

 

 

 

Cortesia do Sérgio Moreira

 



publicado por paulo prudêncio às 10:45 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 14.04.16

 

 

 

Recibi por email devidamente idenficado.

 

"Tendo como destinatário o governo da república...
 
 
Dirijo-me a V.Exa com a remota esperança de usar o seu poder para terminar com uma injustiça kafkiana que se manteve nos últimos anos. Exercendo a profissão docente no quadro do ME há mais de duas décadas, sou castigado há 10 anos na progressão na carreira sem conhecer o crime que cometi, tendo contudo, cumprido sempre diligentemente o dever profissional. A justificação para suportar esse castigo fornecida pelo poder politico, é que tenho de suportar os custos da incompetência, gestão danosa e criminalidade financeira cometida por outros. 
Mas o limite do tolerável está atingido e está a ser humanamente impossível suportar estoicamente esse castigo sem que haja prejuízo grave para terceiros. Nesta fase da carreira, já deveria estar posicionado no 7º escalão, mas forçadamente continua estagnada no 4º escalão, sem que exista evidência de desempenho profissional insuficiente.
Apelo desesperadamente à compreensão e sentido de justiça de V.Exa. para que cesse imediatamente este homicídio profissional e financeiro, com consequências gravosas para a manutenção de uma motivação necessária a um desempenho com qualidade superior. Sendo impossível ressarcir os prejuízos irreversíveis de curto e longo prazo (como por exemplo, no cálculo de uma putativa pensão de reforma), o mínimo que poderia acontecer para repor a injustiça decretada durante os últimos 10 anos, seria permitir a progressão na carreira tal como está consignada legalmente, permitindo ser posicionado não no escalão imediatamente acima, mas no escalão a que teria direito caso não tivesse sido castigado sem acusação nem condenação.
 
Esperando que seja a pessoa que fique na história governamental como aquela que cessou com uma condenação injusta aplicada a quem não contribuiu para nenhum prejuízo, apresento os mais respeitosos cumprimentos.
 
Mário Silva"


publicado por paulo prudêncio às 10:11 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 13.04.16

 

 

 

Pode assinar a petição aqui.

 

Cortesia do António Ferreira.



publicado por paulo prudêncio às 18:14 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 08.04.16

 

 

 

Precisamos de um "novo" abecedário. Mas um abecedário despretensioso e artesanal como na imagem. E olhem que não é falho de ambição.

 

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publicado por paulo prudêncio às 17:11 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 03.12.15

 

 

 

 

 

 

Cortesia do António Ferreira via "O estado da educação e do resto".

 



publicado por paulo prudêncio às 16:25 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.07.15

 

 

 

 

A Grécia está a ser usada para encobrir o escândalo de salvamento dos bancos europeus

 

Cortesia do António Ferreira



publicado por paulo prudêncio às 12:23 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 17.06.15

 

 

1938 foi há um piscar de olhos. Para quem acha que a democracia portuguesa é um dado adquirido ou que os tiques totalitários são apenas impressões, olhe para a imagem e depois leia o texto abaixo. Como alguém disse, há sempre primeiros passos por via administrativa promovidos pelos sem rosto ou pelas figuras menores.

 

 

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"Para quantos acham que o "flirt" entre o salazarismo e o nazismo foi um mito, aqui deixo uma fotografia de 1938, da autoria do fotógrafo setubalense Américo Ribeiro, numa fábrica de conservas de Setúbal. Só hoje reencontrei esta foto, num livro que tinha perdido há uns anos,

Veja-se o pormenor das mesas postas em forma de suástica, o retrato de Hitler ladeado dos de Salazar e de Carmona, bem como as bandeiras nazi e da organização nazi "Força pela Alegria".

Resta esperar que não apareça por aí um fabiano qualquer a dizer que tudo isto se passou à revelia das orientações do regime...

 

Autoria atribuída a Francisco Seixas da Costas e retirada do facebook, assim como o texto (recebi ambos por email devidamente identificado)."



publicado por paulo prudêncio às 16:58 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

Não é aceitável que a primeira despesa do Estado sejam PPP e juros da dívida

 

Cortesia do António Ferreira



publicado por paulo prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 07.06.15

 

 

 

 

 

@Cortesia CVC.

 



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Quinta-feira, 14.05.15

 

 

 

Educar para um futuro pior

 

Cortesia de CVC. Colo o texto todo de Raquel Matos para sublinhar tão interessante argumentação.

 

 

"Enquanto professora universitária e mãe de três crianças dos 6 aos 12 anos, partilho a minha preocupação com as crenças e políticas de educação que se têm vindo a instalar em Portugal.

1. Há uma pressão enorme para o sucesso, desde cada vez mais cedo, por parte de pais, professores e diretores de escolas.

2. Esse sucesso é entendido como ‘ter boas notas’ e espera-se que todas as crianças tenham as melhores classificações. Ou seja, desafia-se o conceito de curva normal e as noções de média, mediana e moda que, tanto quanto sei, ainda se aplicam em estatística.

3. As crianças são, desde muito cedo, orientadas para o resultado sem serem motivadas para aprender.

4. Os programas das disciplinas têm-se tornado mais extensos e pouco sensíveis aos ritmos de aprendizagem.

5. As cargas letivas têm aumentado, porque os agentes escolares estão focados em garantir uma boa classificação das escolas nos famosos rankings e porque se assume que o melhor para crianças e jovens é estarem mais tempo na escola e terem pouco tempo livre.

6. Defende-se que fins de semana, férias e feriados são para estudar; que logo no segundo ano do ensino básico, as crianças devem preparar-se exaustivamente para os exames para que… não me ocorre outro motivo que não seja a boa classificação das escolas nos rankings ou o prazer dos pais em compararem as boas notas dos seus filhos com as notas dos colegas. Para a criança de 7 anos que passa os fins de semana a estudar em vez de descansar e brincar, não consigo antever que impacto positivo podem as classificações nestes exames ter no seu bem-estar e desenvolvimento, ou no seu futuro.

7. Na verdade, tenho dúvidas de que a orientação para as classificações elevadas possa garantir um futuro melhor. Percebo que o acesso ao ensino superior fica facilitado. Mas quem garante que estes jovens vão sair-se bem neste nível de ensino? Às universidades chegam, cada vez mais, jovens ansiosos (no sentido clinico do termo), focados no resultado e indiferentes ao processo. Importa-lhes conseguir uma boa nota sem ler um livro, sem participar em conferências e, se possível, sem assistir a muitas aulas. Porque não estão motivados para aprender. Porque o que sempre importou, dos 6 aos 18, foram as classificações.

8. Na entrada para o mercado de trabalho fala-se da importância das competências transversais. Na universidade entende-se então que é preciso diversificar as estratégias de formação e desenvolvimento dos jovens adultos. Por exemplo, formá-los para o pensamento crítico, depois de passarem anos num sistema de ensino que não o valoriza; ou proporcionar-lhes experiências que promovam competências sociais, quando até então pouco se apostou em mostrar-lhes que o valor das pessoas é um bem essencial.

Perante este cenário pergunto o que aconteceria se as cargas letivas não aumentassem, se não houvesse trabalho extra para favorecer as colocações em rankings, se se apostasse na motivação para aprender, se se promovesse o ensino artístico, se a relação entre alunos e professores não se cingisse à busca das melhores classificações, se pais e crianças estivessem mais tempo juntos. Não consigo pensar em consequências negativas. Porque seria uma aposta no que importa, que são as pessoas; são as crianças e jovens fantásticos, os pais, mães e professores atentos e dedicados.

Voltando à estatística, quero acreditar que a maioria partilha destas ideias e que estão nas margens da curva normal aqueles que continuam a apostar numa cultura de educação que não promove o desenvolvimento e o bem-estar dos nossos filhos, nem um futuro melhor."

 

Raquel Matos.

 

Docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa, no Porto. A autora escreve segundo o Acordo Ortográfico.



publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 13.05.15

 

 

 

O regresso da prevaricadora pública

 

Cortesia do António Ferreira.



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
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