Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 31.01.17

 

 

  

A constituição garante o ensino assegurado por particulares (privado ou cooperativo). Desde que se mediatizou a privatização de lucros das cooperativas associada às ilegalidades na edificação de escolas e à ausência de concursos públicos na contratação de professores (precarizados), a discussão sobre o assunto provocou indignação. Apesar dos pessimismos (não dá em nada, é sempre a mesma coisa, estão todos alinhados e por aí fora), o actual Governo agiu de forma corajosa e informada na rede escolar. Há escolas públicas oxigenadas após anos condenadas à desertificação.

Ninguém ficou indiferente ao quarto poder. Quem faz do exercício da cidadania um dever, tem esse múltiplo poder para dar corpo ao seu optimismo. Sem este estado das almas moderadas, e sem crença na democracia, não era possível "ajudar" a justiça a funcionar e desafiar o poder político para um trajecto difícil que está longe de consolidado: dirá, com fundamento, o imprescindível pessimismo crítico e a propósito dos critérios para os concursos que vincularão extraordinariamente professores com anos a fio de contratos nas escolas públicas. Veremos como sentencia em definitivo a mesa negocial.

 

Já usei parte deste texto noutro post. 

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Segunda-feira, 30.01.17

 

 

 

Recebi por email, devidamente identificado, um comunicado do grupo de sindicalistas independentes, autonomia sindical, integrado na Fenprof.

 

"VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA – PRIORIDADE AOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

 

 

1) De acordo com os números anunciados pelo Governo, o processo dito de “Vinculação Extraordinária” irá deixar de fora cerca de 1700 professores contratados do Ensino Público com mais de 12 anos de serviço e 5 contratos nos últimos 6 anos.

2) Situação tanto mais intolerável quanto, grande parte das cerca de 2000 vagas anunciadas para o concurso externo poderá vir a ser ocupadas pelos mais de 900 professores vindos do Ensino Privado e que concorrerão na 2.ª prioridade, com todo o seu tempo de serviço no ensino particular (20, 30 e até 36 anos de serviço!).

3) Esta situação, de claro ultraje a todos aqueles que, ao longo dos anos, deram o melhor do seu esforço à Escola Pública, é absolutamente inaceitável.

4) Em consequência, o Grupo de Sindicalistas Independentes/ Autonomia Sindical reivindica:

A. Que todas as Vagas de quadro a abrir no Concurso Externo para 2017/2018 sejam aditadas aos lugares a preencher no âmbito da vinculação extraordinária prevista.

B. Que, se após o processo anterior, sobrarem vagas por preencher, as mesmas sejam ocupadas, por ordem de graduação profissional, por professores contratados da 2.ª prioridade, que hajam lecionado no Ensino Público em 5 dos últimos 6 anos lectivos.

 

Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes,
Carlos Vasconcellos"



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Domingo, 29.01.17

 

 

Quem participa na mesa negocial sobre a vinculação extraordinária de professores deve ler esta reportagem do DN: "Ser professora há 14 anos e não entrar nos por três meses."

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Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.

SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.

 

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É uma carta para ler com atenção. Quem participa na mesa negocial sobre a vinculação extraordinária de professores não pode ficar indiferente. A carta aberta da Sara Bordalo Gonçalves (ligação à sua cronologia no facebook) apresenta um exemplo claro das injustiças que se cometerão se se secundarizar a graduação profissional.

 

"Carta Aberta ao Ministro da Educação

Emo. Sr. Ministro de Educação

Sara Raquel Bordalo Gonçalves, portadora do BI XXXXXXXX, nascida a 12 de Novembro de 1979, Docente contratada com 11 anos e 278 dias de serviço completos em 31/08/2016 e 12 anos e 53 dias ao dia de hoje (17/01/2017), licenciada em Geografia e Planeamento Regional com Ramo de Formação Educacional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, curso com a duração de seis anos (pré-Bolonha), com a classificação de 16 valores, vem por este meio contestar os critérios definidos, até ao momento, pelo Ministério de Educação para vinculação extraordinária de docentes contratados a realizar no ano letivo 2016/2017.

Até à data, tirando a norma-travão (em que os professores com 4 renovações ou 5 horários completo seguidos), vinculavam automaticamente, os concursos nacionais sempre tiveram em conta a classificação profissional e o tempo de serviço, sendo que à classificação se somava um valor por cada ano de serviço. Aliás, em qualquer concurso público é tida em conta a habilitação/classificação académica do candidato.

Mais nos últimos 8 anos, só houve um ano em que não fiquei colocada num horário completo anual, por ter sido um ano de concurso geral (2013), mas em que se mantiveram as renovações das escolas TEIP e com autonomia.

Desde 2003, fui colocada em 12 escolas, pertencentes a 3 dos antigos quadro de zona pedagógica, tendo nos últimos anos ficado sempre no QZP7.

Este ano estou colocada desde o dia 1 de Setembro de 2016, o que faz com que este horário seja uma necessidade permanente. Não obstante, e apesar de estar colocada em escolas do Ministério de Educação desde 2003, de forma ininterrupta, querem proibir-me de concorrer em 1ª prioridade, sendo assim ultrapassada por dezenas ou centenas de colegas que estão atrás de mim na lista nacional de graduação profissional e que nos últimos seis anos até podem ter estado um ano sem colocação ou em horários temporários.

Se aplicarmos a lei geral do trabalho ao caso dos professores, estes teriam de ter 3 horários completos anuais para a efetivação do lugar, os quais tenho, mas querem impossibilitar-me de concorrer em 1ª prioridade, mesmo sendo docente contratada pelo Ministério de Educação desde 2003.

Não percebo o porquê de não se abrir um concurso externo (ordinário) sério, na medida em que se determinem as vagas, tendo em conta as necessidades das escolas e as projecções demográficas para cada região.

Indo para a frente esta situação, ficarei sem possibilidade de ser colocada em horário completo anual, pois os docentes que vinculariam iriam ocupar todos esses lugares, sendo certo que a minha saída seria o desemprego, sem qualquer possibilidade de ser integrada na mesma profissão e depois de longos anos como docente em escolas do Ministério de Educação.

Mais, porventura alguns Colegas que tendo outros empregos/ocupações concorrem a poucos horários completos anuais e ficam em horários incompletos para não saírem da sua zona de conforto e bem-estar, fazendo do ensino um hobby ou acréscimo de rendimentos, vincularão!

Em qualquer concurso a habilitação académica e profissional é sempre tida em conta, como sucede para colocar professores, todavia para os vincular, parece já não interessar para nada!

Para além disso a presente contestação assenta nos seguintes pontos:

1º ponto - O desrespeito total pelas regras da legislação geral do trabalho, ignoradas pelos sucessivos governos na contratação de docentes, através do direito à vinculação ao fim de 3 anos de serviço. 

2º ponto – O desrespeito total pela publicação nos dias 4 e 5 de maio de 2010 de duas resoluções, anteriormente aprovadas na Assembleia da República, que fizeram recomendações ao Governo em matéria de estabilidade de emprego dos professores e educadores. 

A saber:

Projeto de Resolução n.º 104/XI (CDS-PP)

- Recomenda a integração excecional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço (corresponde à Resolução n.º 35/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP, PCP, PEV 

Abstenção - BE 

 

Projeto de Resolução n.º 103/XI (PS)

- Recomenda ao Governo que promova a estabilidade 

e qualificação do corpo docente nas escolas (corresponde à Resolução n.º 37/2010) 

Aprovado com os votos: 

Favor - PS, PSD, CDS-PP 

Abstenção: PCP, BE, PEV 

 

3º ponto – O desrespeito total pela lista de graduação nacional, que contempla a nota final de curso (qualificação profissional – exigida em qualquer concurso público) e o tempo de serviço que, de forma consensual, tem sido referida pelos docentes contratados como a única forma justa de colocação de professores.

Com base no acima exposto, considero ser da maior injustiça a definição de um critério que impede os docentes com menos de 12 anos prestados de concorrer à vinculação, seja ela extraordinária ou não.

Estes critérios demonstram falta de transparência, falta de equidade e desrespeito total pelos professores que há mais de uma década percorrem o país de norte a sul na esperança de, um dia, poderem atingir alguma estabilidade.

 

Para consulta, transcrevo as referidas resoluções.

 

Resolução da Assembleia da República n.º 35/2010

Recomenda a integração excepcional dos docentes contratados com mais de 10 anos de serviço.

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo: 

1 — A integração excepcional na estrutura da carreira docente dos educadores e professores profissionalizados contratados, em funções de docência há mais de 10anos lectivos, com a duração mínima de seis meses por ano lectivo, para efeitos de integração e progressão na mesma, assegurando que essa integração aconteça em prazo a estabelecer com as organizações sindicais dos professores e no máximo em concurso extraordinário a realizar em Janeiro de 2011. 

(...)

 

Resolução da Assembleia da República n.º 37/2010

Recomenda ao Governo que promova a estabilidade e qualificação do corpo docente nas escolas. 

A Assembleia da República resolve, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, recomendar ao Governo que: 

1 — Proceda a um levantamento exaustivo e rigoroso das necessidades permanentes dos recursos docentes do sistema educativo. 

2 — Promova a abertura de um concurso extraordinário, que responda às necessidades permanentes identificadas no sistema educativo, dirigido aos docentes contratados, observando o seu tempo de serviço, qualificação e experiência profissional. 

3 — Proceda, em tempo útil, à regulamentação do acesso à habilitação profissional para a docência dos docentes que ainda não a tenham obtido. 

Aprovada em 15 de Abril de 2010. 

O Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. 

 

Acredito no bom senso e na justiça, por isso envio-lhe esta carta aberta que remeterei com conhecimento do Exmo. Sr. Presidente da República Portuguesa, Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República e os Srs. Secretários de Estado da Educação.

Sem outro assunto

Atenciosamente

Sara Raquel Bordalo Gonçalves"



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Quinta-feira, 19.01.17

 

 

Saúda-se que o Governo anuncie a passagem para os quadros de milhares de professores contratados, mas será muito polémico se a vinculação não respeitar a graduação profissional.

 

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Domingo, 08.01.17

 

 

 

Texto publicado no blogue DeAr Lindo do Arlindo Ferreira.

 

"Quebro o silêncio dado o momento crucial em que estamos neste (esperemos) virar de página para os colegas contratados.

 

Como sabem, em 2009 fui o responsável pelas duas petições que vieram agitar as águas da inércia de governos e sindicatos perante o problema da precariedade docente. De facto, elaborei duas petições, uma ao parlamento nacional e outra ao Parlamento Europeu, das quais os desenvolvimentos dei conta em devido tempo. No primeiro caso consegui reunir as 4500 assinaturas necessárias para obrigar a uma discussão em plenário na AR. No segundo caso, fazendo com que as autoridades europeias pressionassem o governo português no sentido de vincular extraordinariamente os professores com mais de três anos de serviço. Conseguiu-se assim que se realizassem alguns concursos extraordinários de vinculação. Mas até aqui o governo português optou por uma quase fraude, vinculando só alguns e mantendo-os no quadro com salários iguais à situação anterior de contratados, situação que, em 2017, 3 e 4 anos após as vinculações extraordinárias, escandalosamente se mantém. Quanto à petição ao parlamento português, discutida em plenário em 2010, estive no parlamento no dia em que foi tomada a resolução 35/2010 que recomendava ao governo a vinculação de todos os professores contratados que trabalhassem há dez ou mais anos nas escolas, e tivessem pelo menos 6 anos de tempo de serviço efetivo. Essa recomendação mantém a sua validade em 2017, sete anos após ter sido votada pela maioria dos deputados na AR, de todos os partidos políticos.
Estamos num momento em que o ME atira para cima da mesa doze anos de serviço como tempo mínimo para a vinculação extraordinária, não respeitado esta recomendação. No mínimo exigiria-se que todos os professores que estivessem dentro do patamar da recomendação 35/2010 fossem abrangidos, em respeito por um órgão soberano como é a AR.

 

Assim, desejo que no mínimo o ME tenha em consideração esta decisão e baixe o patamar para dez anos de serviço nesta vinculação extraordinária, pois é de toda a justiça que colegas que trabalham há tantos anos no sistema público de educação sejam integrados nos quadros. Esta deve ser a primeira fase dando cumprimento a uma recomendação que ficou engavetada estes anos todos.

 

Mas os colegas com menos que dez anos de serviço têm também o direito a uma vinculação desde que cumpram mais de três anos de serviço. Ora, dadas as restrições orçamentais, seria de equacionar um calendário para novas vinculações extraordinárias no prazo de dois anos, que abrangessem estes colegas que têm uma legítima aspiração a integrarem os quadros. Este compromisso permitiria assim proporcionar um horizonte de segurança a estes colegas, que não são números mas profissionais que têm as suas legítimas aspirações de estabilidade.

 

Espero que o ME na próxima semana apresente uma proposta que respeite aquilo que por tanto lutei desde 2001 a 2014, a bem da justiça social na classe docente. Para já os dez anos de serviço é o mínimo que se espera seja proposto.

 

(Arquivo da minha luta por esta causa em www.porteduca.blogspot.pt, para que não se esqueça e sirva de incentivo a outros para lutarem pelo que entendem ser o mais justo para os professores contratados)."

 

Jorge Costa


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Quarta-feira, 21.09.16

 

 

 

Impôs-se o mais elementar respeito pelos direitos de profissionais. Já não bastavam os sucessivos contratos, em alguns casos chegam a 20 anos, sem entrada nos quadros, para agora termos mais este detalhe sórdido. Felizmente o "Ministério da Educação recua e garante que contratos de 1662 docentes contam (1 de Setembro) para efeitos de uma futura entrada nos quadros".

 

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Segunda-feira, 05.09.16

 

 

 

Só a ideia assusta milhares de professores que concorrem. Diz o Dn que "as escolas vão insistir com o ministro para voltarem a poder contratar" o que faz temer o pior. E logo este ano em que o processo caminha para a decência.

 

Numa matéria relacionada, os sindicatos contrapõem reformas antecipadas ao "rejuvenescimento" do corpo de professores através da vinculação dos jovens. É justo, embora requeira atenção aos detalhes. Neste sentido, é importante recordar que a luta de professores mais difícil das últimas décadas foi em Junho de 2013 para evitar que os 34 mil professores "desaparecidos" não fossem 50 mil. impôs-se um crédito de horas que o permitiu. A fórmula foi agora alterada e reduziu o crédito para cerca de 25% e daí tantos horários zero. E fica assim sem qualquer ruído. Mais tarde poder-se-á pagar a distracção. A táctica do espantalho já deu péssimas provas.

 

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Terça-feira, 30.08.16

 

 

 

Apesar do atraso, foram colocados (o dobro de 2015) 7360 contratados. E porquê? Porque acabou a tragédia BCE. O Governo foi sensato: eliminou procedimentos inúteis e errados. E, sem vaidade, não acrescentou. Como há muito se sabe, o concurso por listas graduadas é o mais democrático e espera-se que a actualidade sirva de lição.

 

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Mobilidade Interna e Contratação Inicial



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Segunda-feira, 29.08.16

 

 

Milhares de professores esperam que hoje, 29 de Agosto, se publiquem as listas de colocações na Mobilidade Interna e na Contratação Inicial. O site respectivo já está incomunicável para adensar o clima.

Se assim acontecer, a aceitação da colocação terá de ser feita até ao dia 31 de Agosto (48 horas) e a apresentação até ao dia 1 de Setembro (72 horas). Se as listas forem publicadas amanhã, os prazos indicados avançam, obviamente, um dia; e assim sucessivamente em dias úteis porque os outros são inúteis :).

Recorri ao desenho que publico há uns anos por esta altura.

 

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Luís Afonso



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Enuncia-se um suposto rigor na rede escolar e na distribuição do serviço docente, mas a histórica desorganização do Estado, e principalmente a malfadada ocupação dos serviços centrais e locais por "girls & boys", fica todos os anos espelhada no seguinte:

"Respeitar os professores é dar-lhes tempo para fazerem as malas...é um post muito certeiro do Alexandre Henriques do blogue ComRegras.

 

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Quinta-feira, 30.06.16

 

 

Listas definitivas do Concurso Externo 2016/17



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Quinta-feira, 18.02.16

 

 

 

O DN informa que o "Conselho de Ministros revogou a bolsa de contratação de escola". Eram os concursos mais incompetentes da Europa (não há sequer desmiolo parecido), exigiam que milhares de candidatos sofressem com editais inenarráveis e fica para a história, como um exemplo entre milhares, o professor colocado em mais de cem escolas no mesmo concurso. Com os meios informáticos existentes, é possível criar um concurso nacional decente que mantenha a reserva de recrutamento por lista graduada durante todo o ano lectivo.

 

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Segunda-feira, 18.01.16

 

 

Os concursos BCE, "que o MEC eliminou hoje", eram, a léguas, os mais incivilizados da Europa e obrigavam milhares de candidatos a "tropeçarem" em editais tresloucados associados a inépcias administrativas. Era um retrocesso que superava em crueldade administrativa o inferno concursal dos finais da década de setenta do século passado. Com os meios informáticos existentes, é possível criar um concurso nacional decente que mantenha a reserva de recrutamento por lista graduada durante todo o ano lectivo e com o seguinte princípio:

À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Isto é uma derrota impensável para o arco que pairou sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetiam à exaustão; e à mais elementar justiça.

 

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Terça-feira, 05.01.16

 

 

 

Mesmo sem se conhecerem os detalhes, é positivo que o novo MEC elimine o trágico (não estou a exagerar) concurso de professores BCE, faça alterações na indústria dos exames e substitua o linguajar eduquês II das disciplinas estruturantes por vocabulário que inclua as artes, o desporto e as ciências experimentais.

 

Espera-se que se mantenha o concurso de reserva de recrutamento por lista graduada durante todo o ano lectivo e que, no ensino básico, apenas no 9º ano sobrevivam exames nacionais e anuais e que com isso se elimine a má propaganda da publicitação de rankings ensandecidos com exames de crianças. Esta última decisão arrastará o neoliberalismo associado que é corporizado, por exemplo, por prémios monetários para as melhores classificações, pautas públicas de classificações e quadros de honra.

 

Já agora, a mudança vocabular das disciplinas estruturantes deve corresponder a alterações consequentes na carga curricular.

 

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Segunda-feira, 09.11.15

 

 

 

Os concursos de bolsa de contratação de escola (BCE), são, de longe, os mais incivilizados de toda a Europa (afirmo-o sem qualquer dúvida) e obrigam milhares de candidatos a "tropeçarem" em editais tresloucados associados a inépcias administrativas.  

 

Quem se informar sobre o histórico dos concursos de professores concluirá que estamos num retrocesso que supera em crueldade os infernos administrativos dos finais da década de setenta do século passado. É arrepiante passar por um qualquer grupo das redes sociais e ler os testemunhos.

 

Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios kafkianos têm origem num caos administrativo e organizacional. Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.

 

Com os meios informáticos existentes, era possível criar um concurso nacional decente com o seguinte princípio:

 

"(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".

 

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1ª edição em 24 de Julho de 2015.

 



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Domingo, 20.09.15

 

 

 

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Começou, finalmente e só agora :), a campanha eleitoral. Os nossos calendários são, realmente, de uma complexidade tortuosa e crescente. 

 

Espero que este seja o ultimo post sobre as políticas de Nuno Crato ainda como ministro. 

 

Percebia-se que Crato era elitista, que tinha palas ideológicas e que não conhecia o ensino não superior. Mas o que se tornou ainda mais marcante, foi o uso do que classificou nos seus antecessores como "pato-bravismo": generalizar sem testar. Se nos cortes a eito ou nos alunos por turma estava dominado pelo "além da troika" do Governo (embora tenha dito que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade"), já na industria dos exames ou nos concursos de professores o seu dedo populista foi determinante.

 

A industria dos exames perturbou a vida das escolas. Testar implicava fazer como nos países civilizados, principalmente nos exames dos mais novos: escolher umas escolas anualmente, ou umas regiões, e aprender com respeito pelo bem comum. Nos concursos BCE exigia-se um processo semelhante. Mas não. Crato revelou toda a sua impreparação desde início e foi mesmo para além da generalização sem testar como ficou patente na conferência de imprensa com a presença técnica de Laura Loura que apresentaria um "power point" sobre a fórmula do crédito horário das escolas. Anunciou o que desconhecia e a "especialista" em estatística que o acompanhava não encontrou local onde meter uma tal de "pen drive" terminando assim de uma forma risível uma conferência de imprensa inédita e inesquecívelEnfim: uma tragédia feita comédia que se recorda em vídeo.

 

 

 



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Sexta-feira, 11.09.15

 

 

 

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Pode ler o texto completo aqui.



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Quinta-feira, 10.09.15

 

 

 

 

"Mas este ano as aulas do não superior começam tão tarde", dizia-me alguém que habitualmente apontava as escolas como o principal problema do "sistema solar". É verdade: o Governo atrasou o início das aulas para que o caos nas colocações de professores obtenha um silêncio mediático. A história do calendário escolar regista alguns absurdos e acrescenta mais um. Alguém imagina a devastação que provocaria, a exemplo do ano anterior, a abertura dos telejornais com milhares de alunos sem professor? "A aberração chamada concurso  BCE vai de mal a pior, ficaram de fora mais professores do que nos anos anteriores e milhares de professores deixaram de ter vida própria para estarem em frente ao computador à espera de umas listas que ninguém sabe quando saem...", é uma frase que pode ser lida nas redes sociais e que traduz mais uma esperteza do Governo: desconcentrou as listas BCE para "agilizar" o processo e para que seja mais difícil contar as colocações duplicadas. É evidente que o atraso este ano será menor porque não existe o inenarrável erro na fórmula de graduação dos professores. Ou seja, o Governo pensou em "quase tudo", menos em quem concorre e nas suas famílias e nos interesses dos alunos e dos seus encarregados de educação. É como alguém disse: "para este Governo, parece que governar é uma espécie de enganar".

 

PS: só um pequeno detalhe: isto escapa à oposição e nem merece entrar nos debates?



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Quinta-feira, 03.09.15

 

 

 

O Governo entrou em pânico com a possibilidade de se repetir, desta vez em plena campanha eleitoral, o caos do ano passado com as colocações de professores. Atrasou o início das aulas e financiou empresas externas para "tratarem" dos concursos. Mesmo assim, assistimos a um "mais do mesmo com umas nuances de desconcentração" e veremos o que se passará nos próximos dias ou semanas. Francamente: tanta trapalhada dá alguma razão aos que dizem que há a intenção de destruir ainda mais a imagem da escola pública. O público, o público da liberdade de escolha, dirá: aquilo é sempre a mesma confusão. Será que essa agenda se sobrepõe aos votos?

 

Bem sei que o plano inclinado do sistema escolar já tem uma década e que as pessoas estão cansadas e divididas. Mas nunca li que a defesa da escola pública, e da igualdade de oportunidades, era uma causa fácil e de aquisição definitiva; pelo contrário. Para além disso, estes professores contratados, e os actuais alunos, não devem carregar sozinhos com a história porque os restantes actores se desiludiram. É uma boa altura para sublinhar duas frases célebres: "Tudo o que é sólido se dissolve no ar" e "há o dever de repetir o óbvio".

 

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Quarta-feira, 02.09.15

 

 

 

Já tenho conhecimento de colocações duplicadas logo no primeiro dia. Assistamos ao desenvolvimento do inferno concursal; claro, que é um inferno para quem concorre, já que para Nuno Crato é a normalidade. Aliás, já acusou os avisadores de campanha eleitoral. Não há mesmo um pingo de vergonha, que raio. Cá para mim mudem as eleições para Novembro ou iniciem as aulas em Dezembro.



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"Eles querem é que o concurso corra mal", disse o dirigente do MEC. É escusado acusar desse cepticismo os críticos do modelo "BCE" de colocação de professores. O processo já correu muitíssimo mal tal a monstruosidade burocrática que criou associada à ocorrência de incontáveis imprecisões "impossíveis" de corrigir. O problema do MEC é apenas com a mediatização e não faltam manobras de ocultação da realidade. É lamentável, realmente, que o ministro aponte os outros de eleitoralismo. Nuno Crato inspira-se na personagem da imagem.

 

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Domingo, 30.08.15

 

 

Diz o Público:

 

"É superior a dois milhões o número de candidaturas submetidas no âmbito da Bolsa de Contratação de Escola (BCE), através da qual são colocados professores nos 304 agrupamentos ou escolas não agrupadas com contratos de autonomia ou integradas nos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária. O numero de candidaturas é superior ao de candidatos."

 

Estes concursos - bolsa de contratação de escola (BCE) - são, a léguas, os mais incivilizados da Europa e exigem que milhares de candidatos tropecem em editais tresloucados associados a inépcias administrativas. É inadmissível que se advogue esta existência por causa da papelada denominada "contratos de autonomia".

 

Quem se informar sobre o histórico dos concursos de professores concluirá que estamos num retrocesso que supera em crueldade os infernos administrativos dos finais da década de setenta do século passado. 

 

Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios kafkianos têm origem num caos administrativo e organizacional. Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada.

 

Já usei parte deste texto noutros posts.



publicado por paulo prudêncio às 15:53 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 28.08.15

 

 

 

 

Encontra, aqui, no blog de Ar Lindo tudo sobre as colocações de professores. É um corrupio no MEC em ano eleitoral. Não há austeridade que resista e até Silicon Valley será requerida; eurinhos não faltam, se necessário até os guardados debaixo da almofada. Assistamos ao desenvolvimento.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:46 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 10.08.15

 

 

 

 

 

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Quarta-feira, 22.07.15

 

 

 

Peguem em Cavaco Silva, Passos Coelho e Nuno Crato e ponham-nos, devidamente mediatizados, a concorrer como se fossem professores contratados no inferno burocrático que está em curso. Em seguida, obriguem-nos, e devidamente assessorados pelo secretário Casanova, a explicar ao mundo como é que um país pode ser tão improdutivo e armar-se em superior em relação aos parceiros na União. Depois admirem-se que o FMI vá passando a mensagem que Portugal é o próximo.

 

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Domingo, 19.07.15

 

 

 

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"O MEC e os sindicatos reuniram e concluíram: os professores do quadro do processo "colocados no vazio" que reclamem". Foi mais ou menos assim que há cerca de um mês se noticiou a saga dos professores do quadro que  foram colocados noutras escolas em vagas sem horário.

 

E repete-se a estupefacção kafkiana:

 

E se estão, naturalmente, satisfeitos com a nova colocação e não reclamam?

 

E se não estão, naturalmente, satisfeitos mas colocaram essa escola no concurso?

 

E como é que reclamam os que não correram e que passaram para horário zero porque o colocado com erro é mais graduado?

 

Nas seguintes seis variáveis encontramos explicação para a coisa:

 

1. o MEC errou no lançamento das vagas a concurso;

2. a aplicação informática está errada;

3. o Mec errou no apuramento das vagas;

4. as escolas erraram no planeamento;

5. as escolas erraram a lançar as vagas;

e 6. as escolas erraram no lançamento e o MEC não corrigiu mesmo que avisado.

 

Havendo esta objectividade, o MEC e os sindicatos passam a responsabilidade para os professores através do tal recurso hierárquico?

 

É impressionante a cultura portuguesa de apropriação do bem comum e de irresponsabilidade.



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Domingo, 28.06.15

 

 

 

 

Tenho ideia de ter lido algures e concordo: "o plano A do Syriza contava com a social-democracia europeia, mas essa corrente está dominada pelo neoliberalismo: por ideologia ou benesses ilimitadas ou por táctica eleitoral".

 

Por cá não é diferente.

 

Está a "ver-se grego" significa "está a passar um mau bocado". Esta antiga expressão portuguesa deve ser, e repito o post que fiz há dias, bem recordada pelos portugueses. Quando Lagarde diz, hoje, "que o referendo não faz sentido", está a comprovar pela enésima vez a determinação do FMI em passar por cima da democracia. E se o faz com a Grécia por que é que não o fará de seguida com Portugal? Sinceramente, admira-me a disciplina FMI de grande parte dos portugueses com o Governo de Passos à frente.

 

Quem acompanha o blogue há mais tempo sabe que gosto de dar exemplos. Numa fase em que há erros na colocação de professores e em que decorrem as matriculas de alunos, é bom recordar um texto que escrevi há tempos e pensar que o "ver-se grego" é um estado que não preocupa os pequenos FMI que por aí pululam até que os próprios se tornem gregos que é o que acontece nas crises de grande escala.

 

 

Leia este post de 8 de Março de 2015:

 

Abriu o concurso interno de professores e as "inúmeras" vagas negativas têm uma qualquer relação com o mercado escolar. A regra, para o apuramento de vagas, do actual MEC considera 25 horas lectivas para os lugares do 1º ciclo e 22 para os do 2º e 3º ciclos e do ensino secundário. Como existem reduções e outras situações análogas, para além dos cortes a eito de Nuno Crato, as vagas negativas subiram em flecha (o Arlindo Ferreira apura-as aqui) e nem há 3 anos os ultraliberais embriagavam-se com 50 mil professores para a mobilidade.

 

Sejamos claros e peguemos num exemplo: se num grupo de recrutamento (antes da militarização taylorista designava-se disciplinar) existem 4 vagas negativas, só se 5 lugares ficarem vagos é que alguém é colocado nessa escola. Como se sabe, nada disto se relaciona com mobilidade especial e por aí fora. Só quem quiser jogar grãos de areia para as retinas menos atentas é que pode encontrar outra consequência.

 

Um dos concelhos mais mediatizados na relação público-privado do mercado escolar é o das Caldas da Rainha. Nem por acaso, o ranking das vagas negativas coloca um dos seus agrupamentos destacadíssimo em primeiro lugar. Os defensores, mesmo que em voz oculta e articulada, da situação vigente alarmam-se e lá terão construído as tácticas. É muito embaraçoso para a existência das cooperativas de ensino um número elevado de vagas negativas. Aliás, e a par do já descrito neste post, é a conclusão que resta.

 

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publicado por paulo prudêncio às 11:16 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quinta-feira, 25.06.15

 

 

 

Como ontem interroguei, "professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário?"

 

O Público diz hoje que os "sindicatos denunciam erros e injustiças nos concursos".

 

Lendo os depoimentos sobre o assunto, conclui-se: existem dois tipos de erros das escolas: de planeamento ou no lançamento digital das vagas a concurso. No segundo caso, o MEC não terá corrigido as solicitações para a reparação do erro.

 

Mas há erros do MEC: num possível lançamento digital das vagas ou no algoritmo da aplicação informática. Percebe-se que o processo errático tem uma grande dimensão e que os professores seriamente lesados (os que concorreram e os que não concorreram e ficaram com horário zero) não podem entrar em mobilidade especial. É o mínimo; mas mais: era uma boa oportunidade para acabar com esta praga dos horários zero.



publicado por paulo prudêncio às 14:51 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 24.06.15

 

 

 

Professores do quadro concorreram e foram colocados noutras escolas em vagas sem horário? Este absurdo é a novidade do último concurso e a culpa é do MEC ou das escolas destinatárias que declararam com erros de planeamento as vagas do quadro a concurso. Quem não tem culpa são os professores que são os únicos a sofrerem as consequências se não "passarem" a desgraça dos horários zero aos seus colegas das escolas destinatárias.



publicado por paulo prudêncio às 21:45 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 23.06.15

 

 

 

 Da saga dos mitos urbanos:

 

O professor colocado a 12 de Setembro na BCE a 300 Kms de casa, ouviu as garantias do ministro, pagou os dois meses de aluguer da casa, matriculou os dois filhos pequenos perto da nova escola e hoje disseram-lhe que passasse nos serviços administrativos. O assistente administrativo, e talvez para aligeirar o ambiente, sentenciou: "O professor tem que assinar este papel de despedimento".

Não gosto de fulanizar, mas, que raio, há coisas que são sei lá o quê. A pessoa que ontem tomou posse e que assinou esta sentença é militante do PSD. Contudo, em 2010 andava pelo "Novo Rumo" do PS.

A confiança dos professores na palavra do MEC desceu a um grau impensável. Já nem um contrato para um ano consegue um mês de garantia.

 

Post de 3 de Outubro de 2014.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:32 | link do post | comentar | ver comentários (17) | partilhar

Segunda-feira, 22.06.15

 

 

 

Sim e não. É o principal responsável pela examinite que deixa alunos mais de quatro meses seguidos sem aulas, mas não é o único, nem o principal, pela concursite (a procissão ainda nem saiu do adro) que mereceu o recente destaque da primeira página do Expresso sobrepondo-se à grave crise europeia, às sondagens das legislativas, à corrupção no Brasil que envolve políticos portugueses ou às novas revelações do caso BES.

 

A examinite foi ao jeito obsessivo que os eleitores portugueses apreciam: só que Crato, "O fiasco", desconhecia que exames exigem salas sem aulas, vigilantes sem alunos, secretariados de exames sem alunos, agrupamentos de exames sem alunos e correctores de exames sem alunos.

 

A concursite foi administrada pelo secretário Casanova do CDS e atingiu o cúmulo no início do ano lectivo que agora termina.

 

Como Passos é também obcecado, e como lhe devem ter dito que se mentir muito pode vulgarizar a coisa e ter mais votos em campanhas lusitanas, assumiu o leme do caos (as pessoas que debandaram dos concursos no MEC devem ter deixado o processo quase terminado para as listas de anteontem) e esbanjou capital da almofada em empresas externas por causa das eleições. É o que o Expresso quis dizer. Os seus jornalistas não ensandeceram, mas não deixou de ser cómico o silêncio de comentadores e escribas vários e até de defensores das causas educativas mas que também foram picados pela clubite eleitoral. Como se vê, portanto, Crato fez o que fez porque o deixaram.

 

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publicado por paulo prudêncio às 16:03 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Sábado, 20.06.15

 

 

 

A principal notícia da primeira página do semanário mais lido do país é aterradora para a imagem da escola pública: "colocação de professores: governo cria plano para evitar caos antes das eleições". É tal a incompetência de quem governa o MEC (estão há dois anos em exercício demissionário e isso permite todas as humilhações "como as de Passos nesta semana"), que o Governo contratou auditores externos e diz que anda a simplificar procedimentos. Ou seja: fazer de conta, no regime de vale tudo, para os eleitores permite gastos que o quotidiano da vida das escolas proíbe. Bater mais fundo é difícil, realmente.

 

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Sexta-feira, 12.06.15

 

 

 

 

A saga dos mitos urbanos num episódio de 11 de Outubro de 2014 (esperemos que os actuais atrasos nos concursos não se transformem em mito)

 

"Um professor foi colocado em 75 escolas depois de ter desistido do concurso" é o último episódio, relatado pelo Público, da concursite-a-caminho-de-crónica. "O massacre" é o título mais adequado para o enésimo capítulo da saga "escola pública ao fundo".



publicado por paulo prudêncio às 14:09 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quarta-feira, 10.06.15

 

 

Da saga dos mitos urbanos (episódio de 22 de Outubro de 2014):

 

O professor recordista já ia nas 104 colocações no início da semana do "tudo resolvido" porque a acertada escolha Nuno Crato "pôs as mãos" no assunto.

 

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publicado por paulo prudêncio às 21:28 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 29.05.15

 

 

 

É espantoso como já vai sendo notícia que o próximo ano lectivo começará com os professores colocados. Mas não é esse o mínimo exigível? Só mesmo quando políticos impreparados tomam conta do MEC é que o processo entra em plano inclinado.

 

No próximo período de transição entre anos lectivos haverá colocações às quais puderam concorrer - mas não o fizeram, obviamente - todos os professores dos quadros, mas os "novos professores" serão à volta de 1%. Francamente, nem sei como é que há forças políticas preparadas para usar o processo como argumento eleitoral.



publicado por paulo prudêncio às 11:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 14.05.15

 

 

 

Sabe-se que "um em cada três professores está à beira de um esgotamento e 37% com problemas de voz". São mais sinais do plano inclinado da profissão de professor a que se acrescenta o clima de indisciplina que transparece como vigente para a opinião pública.

 

Há menos de um ano, N. Crato disse, como "conclusão prática", que a existência de 26.500 candidatos para 2.000 lugares no último concurso de vinculação para professores contratados tranquilizava o MEC, e que, por isso, não haveria falta de professores nos tempos mais próximos. Subentendeu-se que o MEC pode continuar a tratar para além da troika os que estão em funções ou os que aspiram a isso. Sublinhou o argumento nas últimas entrevistas (há muito que não fala, realmente) a propósito do número elevado de professores em "fuga" através das rescisões.

 

Alguns dos que acreditaram em N. Crato tomaram como verdadeiro o seu discurso em nome da elevação do "professor". Imagino, e nota-se bem, a desilusão. A única medida de "elevação" que se conhece do ministro é, na sua tortuosa lógica, a prova de ingresso para os professores contratados. No resto, e mesmo nas questões muito remotamente financeiras, N. Crato nivela por baixo, com desconhecimento e recheado de preconceitos contra a escola pública.

 

Voltando aos 26.500 candidatos, e sem querer maçar os leitores com detalhes, é bom que se saiba que há grupos de recrutamento, como se diz agora, que a breve prazo não terão candidatos desempregados e muito menos alunos no ensino superior ou nos cursos do ensino secundário que indiquem essa preferência.



publicado por paulo prudêncio às 10:48 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 06.05.15

 

 

 

 

Os números confirmam que concorreram muitos professores, mesmo com mais de cinquenta anos de idade, dos quadros (de agrupamento e de escola) do ensino não superior. Quem domina as razões é peremptório: estão saturados das escolas onde leccionam. Os números não são ainda mais elevados porque os quadros estão sem vagas com tantos cortes a eito.

 

Existe um preocupante, e reconhecido, sentimento de desesperança neste grupo profissional.

 

Depois de anos a fio sujeitos a uma avaliação do desempenho kafkiana, expostos a divisões brutalmente injustas na carreira, sobrecarregados com turmas com mais alunos, com mais serviço lectivo e não lectivo e com hiperburocracia analógica e digital, atirados para megagrupamentos regulamentados por um modelo de gestão escolar "impensado" e que transportou a partidocracia local, com os conhecidos "assaltos ao poder", para dentro das escolas, é natural que as atmosferas relacionais se tenham dilacerado e que o sentimento de "uma qualquer fuga" se afirme como primeira prioridade. E importa sublinhar que os meios de comunicação social estão há uma dezena de anos a publicitar em primeira página a devassa da carreira dos professores para gáudio dos políticos mentores da desgraça.



publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar


Inauguração do blogue
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Autor:
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