Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.

SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.

 

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Quinta-feira, 03.01.13

 

 

 

 

 

O Governo fez uma proposta de orçamento que reduz para 12 dias as indemnizações por cada ano de trabalho. O CDS apressou-se numa contraproposta para o aumento dos dias e disse que terá o apoio parlamentar do PSD. O Governo afirma-se hoje com total "abertura" para rever redução das indemnizações para 12 dias.

 

É difícil fazer manipulação comunicacional de forma tão básica. Fingimos que cedemos aqui para que o resto fique incólume, deve ter sido o lema. Digamos que é uma maioria falha de imaginação e que ajusta e empobrece até a actividade de spin. Não deverá chegar ao final de 2013.



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Quarta-feira, 14.11.12

 

 

 

 

 


Passos Coelho não viu distúrbios frente à AR e recusa comentar



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Segunda-feira, 01.10.12

 

 

 

 

 

 

 

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública (SIADAP) reúne uma linguagem tão sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos mais diversos. São cada vez mais os que classificam a meritocracia como uma impossibilidade de génese antidemocrática.

 

A desorientação instalou-se no SIADAP e só o faz de conta vai sobrevivendo apesar de degradar o clima das organizações públicas. Para que a comédia fosse verdadeiramente lusitana, só nos faltava um Governo a eliminar distinções por mérito para poupar e sindicatos a pugnar pelo continuação do desmiolo.

 

 

Eliminados artigos sobre a distinção por mérito na função pública



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Segunda-feira, 27.08.12

 

 

 

 

 

Marcelo diz saber que Borges falou sobre RTP com cobertura de Relvas

 

 

Já tínhamos reparado que estamos "sem Governo", mas agora também concluímos que os conselheiros do dito estão em roda livre ou aos papéis. Para além do que diz a notícia, ficou a saber-se que Marcelo R. de Sousa dá palpites sobre os convites da TVI e que carimbou a ida de Borges.



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Terça-feira, 22.05.12

 

 

 

 

 

Depois das agendas das reuniões e da imposição do respeito pela graduação profissional dos professores, o MEC volta a ter de despachar para regular a relação entre os professores e alguns órgãos de direcção. São estas coisas que nos devem envergonhar.

 

 

Provas de aferição: Dispenas de serviço para supervisores e codificadores

 

O GAVE divulgou o despacho do SEEAE em que determina a dispensa de serviço para supervisores e codificadores das provas de aferição 2012.
A dispensa consubstancia o serviço da componente não letiva de estabelecimento e à participação nas reuniões do GAVE, em Lisboa e Porto e nas Unidades de Aferição.

 



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Sábado, 12.05.12

 

 

 

Sucedem-se os governos de "rapazolas" e já nem os banqueiros acham piada a determinadas coisas? A propósito de outro assunto: se a mais elementar sensatez obriga à colocação no lugar do outro, seria boa ideia começarmos a pensar que quem afirma que o desemprego é uma oportunidade está em boa posição para o testar.

 

 



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Sexta-feira, 20.04.12

 

 

Não sei quanto tempo durará este governo e concluo que não estou isolado. O respeito pelo cumprimento dos mandatos, dos Governos e dos outros patamares, são características dos Estados de direito e o nosso não o é. Por outro lado, não conheço o grau de sofisticação dos nossos governantes para os remeter para o maquiavelismo "científico". O que sei, e isso é objectivo, é que temos sido muito mal governados nas ultimas duas décadas (não vou mais atrás, porque tenho "vergonha" de falar dos 48 anos de ditadura; um povo que aguenta aquilo deve ter um qualquer problema de psiquiatria colectiva; aliás, nos últimos dias ando mesmo "envergonhado" com várias coisas que me rodeiam e que são da mesma família).

 

Não sei se o Governo articula as declarações para testar a reacção às palas ideológicas para além da troika que até o FMI já condena. O que suspeito é que os tempos inéditos não estão para brincadeiras. E não era bom que o povo, o tal que é mais informado do que nunca, concluísse que os garotos que só pensam nos seus interesses não têm emenda.

 

 

Ministra da Justiça não garante regresso dos subsídios de férias e Natal em 2015



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Quinta-feira, 19.04.12

 

 

O ministro das finanças foi hoje à sede do FMI afirmar que os portugueses "(...)estão completamente dispostos a sacrificar-se(...)". Este tipo de declarações só podem ter duas causas: quem as proferiu é imaturo ou vive na estratosfera.

 

Bem sabemos que a veneração como bom aluno associada às palas ideológicas que vão para além da troika pedem declarações destas (era melhor escrever que talvez peçam, pois nem isso é seguro). Mas quem olhar para a economia do país e para as taxas de desemprego - nem é preciso mais -, e se for sensato, dirá que os portugueses têm sido muito sacrificados. Para além de tudo, este tipo de discurso é incendiário, revolta as pessoas e pode mesmo acabar mal. Estes governantes estão à espera de quê?



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Domingo, 25.03.12

 

 

Isabel Alçada recusa a existência de irregularidades na Parque Escolar

 

Percebo: quem viver na estratosfera e negar a falência do país também pode afirmar coisas destas. Fiz um post por causa dos outdoors da parque-escolar-sa pouco depois do programa ter começado. Como se sabe, os outdoors são caríssimos e as campanhas eleitorais em período de contenção recusam a sua utilização. Uma empresa sem concorrência, e que requalificava escolas, fazia publicidade com outdoors a que propósito? Via-se logo que a coisa acabaria mal e custa ver os tais das benesses ilimitadas a teimarem na megalomania. É nos detalhes que tudo se joga e que se percebe o rigor dos programas.



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Sexta-feira, 23.03.12

 

 

 

 

Imagino o exercício de sobrevivência dos jornais. Os impressos andam há anos numa saga dificílima. Ontem, o Público chamava à primeira página um exercício cómico de fosfenismo inspirado num francês de nome Francis Lefebure que dizia reencarnar o nosso Vasco da Gama de acordo com uma visita que nos fez em 1950. O MEC reagiu em relação à escola que adoptou o movimento e estabeleceu-se uma polémica sobre a autonomia. Pois é. O ensadecimento não é de agora. Tive um contacto com ele no início do milénio com as crianças Índigo. Como relatei aqui, a autonomia salvou o MEC. Resume-se assim: "(...)Manuel António Pina, cronista do DN, pega numa coisa que anda há uns anos por aí, as crianças Índigo, mas que agora, e ao que parece, ganhou credenciais passadas pelo próprio ministério da Educação. Certa vez, talvez no início do milénio, apareceu na nossa escola uma senhora que se dizia portadora dessa boa nova e que queria que fossemos pioneiros no acolhimento da ideia. Segundo os seus estudos, as crianças Índigo eram rotuladas de hiperactivas. Assegurou-me que uma criança destas, podia, num momento de descarga eléctrica, desactivar o quadro respectivo de uma qualquer habitação. E mais umas coisas de que não me lembro lá muito bem. Agradecemos-lhe a gentileza, mas não: na nossa escola, não. Mas nunca mais me esqueci. Recordo-me que, e uns anos depois, uma Universidade do Porto agarrou a ideia com a mesma senhora como promotora. E a coisa até parece que andou.(...)"

 

Escola põe alunos a fixar lâmpadas para terem melhores resultados



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E há o acordo ortográfico; ai há, há.

 



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Quinta-feira, 08.03.12

 

 

Governo abre excepção para a TAP e autoriza empresa a manter salários

 

Era inadmissível cortar salários e desde 2011 que assim foi. Era impensável cortar nos subsídios e o natal de 2011 ficou sem metade. Os cortes salariais aos do costume mais a supressão dos subsídios em 2012, permitem ao actual Governo a gabarolice ideológica para além da troika. As receitas fiscais já certificam a ausência de economia e a pergunta política do momento é linear: até quando?

  

Funcionários alemães em greve por aumentos de 6.5%

 

Mais parece o estado pré-segunda guerra e bem pode Merkel dizer que está preocupada com a dívida portuguesa.

 

Petição para demissão de Cavaco chega à AR com mais de 40 mil subscritores

 

E depois?

 

Capoulas Santos pede ao Governo acção contra a seca em vez de fé

 

Desconhece-se o Soduku na Assembleia da República?

 

Insucesso e abandono escolar não serão combatidos com a nova revisão currricular, defende CNE

 

É um CNE marciano?

 

E podíamos estar o dia todo neste exercício.



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Quinta-feira, 23.02.12

 

 

 

 

 

Ouvi, e vi, o médico Sobrinho Simões na pele de senador da República. Mostrou-se favorável à prestação de contas das direcções escolares em relação às comunidades educativas através da avaliação dos directores pelo conselhos gerais. O seu discurso estava num tal nível bem-pensante e irrefutável que levou a entrevistadora ao recurso inevitável: as corporações, como no passado recente, é que complicam.

 

Mas eis que tiveram uma espécie de rebate de consciência: é preciso que os modelos sejam aplicáveis, disseram quase em uníssono. Sobrinho Simões mudou de tom e começou a explicar a impossibilidade de medir o acto médico e a inexequibilidade e a brutal injustiça do modelo de avaliação em curso. Foi pena que o tempo mediático o interrompesse.

 

Não sei o que se passa nos conselhos gerais das universidades, dos hospitais ou da EDP. Sei que nas escolas dos ensinos básico e secundário a avaliação dos directores começou por ficar a cargo dos directores regionais. Uma coisa insana, como se previa. Pontuar anualmente centenas de gestores escolares é uma tarefa para inumanos. Caiu sem apelo.

 

O que agora se achou é de outra dimensão. Os conselhos gerais das escolas têm cerca de 50% (menos um bocado) de membros com vínculo à instituição (docentes e não docentes) que serão avaliados pelo director e que depois o avaliam. Vai ser bonito e bem lusitano. Os restantes membros são desvinculados, podem abandonar o cargo quando bem lhes apetecer, não têm de evidenciar formação especializada, não prestam contas, mas avaliam. É a tal dimensão, desta vez potenciada à quinta e talvez inspirada no sempre presente Quinto Império.



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Quarta-feira, 22.02.12

 

 

A avaliação de desempenho de professores é a farsa que se sabe. É positivo o facto do novo decreto-lei determinar que as menções de excelente e de muito bom não têm efeitos nos concursos dos professores do quadro, mas a descriminação em relação aos professores contratados é que já cansa. E depois diz-se uma série de coisas em relação aos jovens adultos e por aí fora. Esta sociedade está doente, não protege há muito os mecanismos intergeracionais e só podia caminhar para a falência.

  

Encontrei a imagem aqui



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Sexta-feira, 17.02.12

 

 

Passei pelos órgaõs de comunicação social online e registei sintomas de uma sociedade doente.

 

Sócrates pediu ajuda externa depois de discutir com Soares

 

"Antigo Presidente da República revelou ontem que José Sócrates não queria pedir ajuda externa e que só o terá feito depois de uma "gravíssima discussão" entre ambos."

 

Conclusão óbvia: um país à deriva e pagarão os "mesmos" de sempre.

 

Passos Coelho prepara o país para o "dia seguinte"

 

"O primeiro-ministro revelou que a agilização da mobilidade na Função Pública e novas regras para as nomeações nas empresas públicas são os próximos passos."


Repare-se nas preocupações deste governante. Nem uma palavra sobre as PPP´s, por exemplo. Há década e meia, pelo menos, que os governos começam por nomear para as empresas públicas e para os serviços do Estado e a seguir legislam para dignificarem o processo; uns espertos. Vem o governo seguinte e repete a prática e o discurso. Há pelo menos 20 anos que as ditas nomeações são finalmente, e repetidamente, "moralizadas". Estranho ou talvez não.

 

Inquilinos de Lisboa querem falar com a troika

 

Quem é governado, há anos, por pessoas que se conclui que estavam impreparadas porque não tinham maturidade social nem muito sentido de estado, começa a desesperar e a fazer tristes figuras; mesmo que compreensíveis.

 

Presidente alemão apresenta demissão

 

O senhor parece que exagerou com umas hipotecas num processo tipo bpénezinho. Um duplo sinal: em Portugal é impossível, e é pena, pois ficaríamos com dificuldade em ter quem governasse; a Alemanha parece querer repetir o período que antecedeu a segunda guerra. A ganância dos humanos é demasiado repetível.



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Segunda-feira, 13.02.12

 

 

 

Por insignificante que seja, uma alteração pode revelar tendências. É o que devemos retirar de um detalhe da proposta governativa de gestão escolar.

 

O princípio da eleição dos coordenadores de departamento, e mesmo das outras chefias intermédias, é um passo demonstrativo do que acabei de afirmar. Temos de ter esperança que, um dia, outras se seguirão. É a democracia que faz avançar as organizações e a sensatez, em regra, impõe-se.

 

É evidente que a epifania da eleição apenas se efectuar para três pessoas indicadas pela direcção tem substância risível que revela a tortuosidade que nos levou para a bancarrota.

 

Muito do eduquês, do justicês, do economês e por aí fora são ramificações dessa família. O medo, a desconfiança, a insegurança e o oportunismo constroem soluções dessa índole; juntas, conseguem registos incompetentes, atávicos e de má despesa.

 

Também não me surpreendeu uma contraproposta, com grau de parentesco com a do governo, do tipo "consensual": o departamento indica dois e a direcção outros dois. É a tortuosidade referida de novo em acção. A democratite, a democracia em forma de farsa, a ligar o complicómetro-despesista. Repare-se: o departamento elege dois, a que se somam mais dois para nova eleição. É. Na nossa democracia, o produto de dois mais dois também dá cinco; e vezes demais.



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Sábado, 11.02.12

 

 

 

 

Os sinais de crise na nossa democracia têm uns anos e a culpa não é dos alemães. As recentes imagens audíveis da curvatura vertebral de Vitor Gaspar em relação ao seu homólogo alemão são procedimentos de continuidade. Os recentes chefes de governos europeus não eleitos aconteceram porque a maioria da classe dirigente no velho continente se portou muito mal e em Portugal também.

 

Quem ler com atenção as propostas do governo sobre o modelo de gestão escolar só pode abanar a cabeça na horizontal. É aprofundada a "escola" de J. Sócrates e L. Rodrigues, com indecisões reveladoras do desnorte. É bom que se sublinhe que quem denunciou a perda de poder democrático das escolas não foi o mainstream; basta atender aos acordos ou entendimentos assinados em 2008 e 2010; já neste milénio, portanto.

 

O detalhe da recuperação da eleição dos coordenadores de departamento é elucidativa. O governo reconhece que têm de ser sufragados, mas com a condição da direcção indicar três nomes elegíveis. Não sei que provas dadas tem o secretário de Estado Casanova, que parece assinar a proposta, mas tem escola. Não tarda e os alemães sentem-se no direito de nos dizer: vá lá, deixamos que elejam o primeiro-ministro entre António Borges, Dias Loureiro e João Rendeiro para nós podermos trabalhar com quem não faça perguntas.



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Quarta-feira, 08.02.12

 

 

Sempre me pareceram inapropriados entre adultos os comportamentos maternalistas ou paternalistas; mais ainda se exercidos por chefias (que, como se sabe, não são sinónimo de lideranças).

 

As relações profissionais ou políticas requerem critérios claros, procedimentos testados, sensatez, respeito mútuo e boa fé.

 

A badalada pieguice de Passos Coelho é apenas uma característica dos tempos pouco maduros que varrem a Europa. Só assim se explica que a ministra francesa tenha recomendado aos sem-abrigo que se mantenham em casa para se protegerem da vaga de frio.



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Terça-feira, 07.02.12

 

 

 

É enjoativo o discurso carnavalesco dos dirigentes da maioria que governa. O conteúdo tem tanto de esperado como de escusado. A primeira década do milénio foi sempre assim: portugueses rotulados como uma espécie de parasitas pelos seus governantes. Quem não vive por cá não acredita em semelhante acontecimento, por mais sentido de humor que reúna o narrador. Às tantas, os lusitanos têm escolhido para os conduzir um friso de vaidosos sem remédio; e, como o espelho é sempre o melhor conselheiro, os eleitos vêem-se muito, gostam da figura e relatam-na.

 

Este post, com declarações de um anterior presidente do PSD, é uma boa caricatura. O senhor protesta porque os cidadãos querem a terça-feira de carnaval para lazer sem equacionarem a participação nos festejos. Querem ver que já são influências chinesas?

 

Depois há o nacional-faz-de-conta. O que importa é fingir que se está a produzir e são inúmeros os locais onde as chefias parecem atordoadas por não saberem o que fazer. O desnorte explica uma boa parte da bancarrota.

 

O actual primeiro-ministro recorda-me um "gerente". Está ali para gerir de acordo com os ditames e sem pensar muito. Se se der o caso de surpreender positivamente os "patrões", indo além das receitas mais temerosas, espera-se um mútuo esfregar de mãos e uma aflita interrogação: até quando?



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Segunda-feira, 06.02.12

 

 

 

 

Tenho a sensação que Cavaco Silva e Passos Coelho têm um qualquer culto por homens providenciais e que preparam meticulosamente as intervenções em funções. O problema é quando o ponto está longe e o inopinado é exigido. Os respectivos spins devem exibir mestria no conceito rotativo que lhes ofereceu a designação. "Cabeça à roda" deve ser mesmo a primeira escolha quando lhes sugerem uma ideia para um filme de terror.

 

Cavaco Silva disse na Finlândia que Portugal é um país para investimentos sofisticados e Passos Coelho afirmou que não estamos em tempo para falar de tradições. O primeiro está a fazer pontes com o país da Nokia e o segundo pede um delete ao passado depois de o ter feito ao futuro. São dois homens quânticos e tenho ideia que merecíamos melhor, apesar de existir quem entenda que cada povo recebe apenas o que lhe compete.



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A vertigem do poder embriaga e por isso alguém disse que o carácter revela-se quando se recebe um soberano privilégio: é mesmo um momento examinador, onde os mais raros de espírito exibem prepotência com os fracos e bajulação com os que estão acima.

 

Passos Coelho excedeu-se e revelou um mau sinal, quando afirmou que os portugueses vão sofrer, custe o que custar, a dura austeridade. Pelo que vou percebendo, o carnaval começou muito mais cedo com o desrespeito que se vai generalizando à exigência do presidente do PSD.



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Terça-feira, 24.01.12

 

 

 

O actual ministro da Educação insiste na ideia das disciplinas essenciais. Sinceramente, não esperava voltar a ouvir um discurso desse teor. A invenção da roda está distante, mas é seguro que sem a forma circular os solavancos aumentarão o atrito e a ineficácia.

 

A concentração nas essenciais inscreve mais horas curriculares e exames, para além de mais horas de formação. Um governante pode achar que faltam horas de ensino aqui ou ali para uma determinada aprendizagem e que quer examinar essses saberes muitas vezes. Mas quando enuncia publicamente que o seu achamento divide as disciplinas em mais e menos, dá um péssimo sinal à sociedade e acrescenta ruído no ensino das achadas não essenciais. Recordo-me da ministra Lurdes Rodrigues e do seu chefe Sócrates. Tanto propalaram o descrédito dos professores que acabaram desacreditados. Pode ser que o essencialismo tenho o mesmo efeito.

 

(1ª edição em 18 de Novembro de 2011)



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Sexta-feira, 20.01.12

 

 

É: uma professora, segundo notícia do Público, está como contratada e aufere 265 euros por mês. A professora é do quadro de nomeação definitiva e esteve um ano com licença sem vencimento. "(...)Ondina Pires tem 49 anos. É docente do quadro, mas está a contrato na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo Dom Luís de Mendonça, no Barreiro, a mesma em que ficou efectiva há nove anos. Tem um horário de seis horas por semana. Ainda está estupefacta: afinal, até mesmo na lei nada pode ser dado como certo.(...)". Num país com tanto desmiolo, não estranham as declarações que pode ver a seguir. O nosso presidente da República é mesmo impagável.

 



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Quarta-feira, 18.01.12

 

 

Redução do horário lectivo em meia-hora diária, acordaram os membros da lista candidata à associação de estudantes da escola secundária de Belém de Natas.

 

Quando confrontados com quem de direito, tomaram consciência da inexequibilidade da intenção. As variáveis em jogo deixaram-nos com os neurónios aturdidos. Não desistiram e revigoraram o seu programa com mais férias, pontes obrigatórias em todos os feriados e impossibilidade de faltas disciplinares.

 

Perante o desacerto executivo e social, verberaram a incompreensão: estivemos a estudar os textos da concertação social.



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Os brasileiros vedarem o acesso a pessoas "desqualificadas" arrepia. Os nossos "irmãos" têm sido "humilhadas" com a proibição do visto de entrada ou de residência nos sítios mais diversos; Portugal incluído. Numa fase mais endinheirada, concretizam o que antes condenaram. Como justificará, o ex-presidente Lula da Silva, por exemplo, uma coisa destas?



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Sexta-feira, 13.01.12

 

 

Fiquei perplexo com a conferência de imprensa do ministro da economia onde advogou a internacionalização dos pastéis de natas, embora compreenda a necessidade do nos afirmarmos nos negócios globais. Não percebi se era o próprio ministro o empreendedor da pastelaria de Belém ou se estava a encomendar a ideia. Se acontecesse outro fenómeno Papo D´Anjo, a dor de cabeça não seria sua. Vi o jovem empresário dos Pastéis de Belém a descartar a sugestão, porque considerou decisiva a sigilosa produção artesanal dos pastéis e não deu crédito à possibilidade de massificação da coisa.

 

Se a intenção do ministro era pedagógica, parecia-me melhor anunciar um programa de apoio e usar o Mateus Rosé como exemplo. A busca dos frangos de churrasco da Nando´s (que já experimentei) também não me pareceu feliz. Aquilo é incomestível e os consumidores da comunidade global podem não ser tão adeptos do plástico gustativo como um qualquer nicho de britânicos.

 

Encontro uma explicação. Como a imitação costuma ser o nosso desgraçado hábito, e considerando o recente convívio com os chineses, do partido único, que se têm revelado exímios em privatizações, os nossos governantes sentiram-se mandatados para protagonizarem a economia em vez de a (des)regularem e apoiarem. O desnorte dos neoliberais é evidente.

 



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Quarta-feira, 11.01.12

 

 

"A inveja tem que ter as costas largas para que se aponte o dedo ao que tem de ser denunciado. A democracia não merece morrer às mãos da ganância. Há sociedades que vivem em liberdade e em que o pudor e a parcimónia comandam o uso do bem comum. Os portugueses devem ter direito a respirar. Nem que se tenha de passar por uma bancarrota."

 

Numa época de cortes salariais e de um apagão, de duvidosa constitucionalidade, nos subsídios de 2012, o chairman da nova EDP vai auferir 45 mil euros mensais mais as benesses ilimitadas do costume. E escusam de arremessar com o populismo, como ouvi ontem ao actual bastonário da ordem dos advogados por causa do cartão de crédito de 4 mil euros mensais, para almoços e jantares, de um ministro português.

Deve sublinhar-se que os comportamentos de desperdício fazem escola e não precisamos de olhar para instituições privatizadas ou em vias disso. Há instituições do estado que continuam a viver com esses maus hábitos, num regime em que o único projecto que se reconhece é o-gastar-por-gastar-ou-porque-sim-ou-porque-sobrou.

 



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Terça-feira, 10.01.12

 

 

No dia em que se soube, veja-se lá a novidade, que a recessão em Portugal será mais grave do que se previa, os alunos de Milton Friedman que nos desgovernam atropelam-se para ganharem os favores do capitalismo de estado promovido pela China totalitária e pelo o seu Partido Comunista. É mais uma comédia com contornos trágicos. O tempo ajudará a perceber como vai a paciência do chinês.

 

Accionistas da EDP tentam proteger Governo da polémica das nomeações

 

Accionistas privados atribuem aos interesses chineses todas as escolhas polémicas para o CGS. Quase todas. Luís Amado e Edmund Ho recusaram convite para integrar este órgão.



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Sou capaz de estar semanas a água e numa noite beber uns "copos" sem me aproximar do limite que me leve à má disposição no dia seguinte. Tenho com o tabaco uma relação ainda menos assídua do que com o álcool, mas arrepiam-me os fundamentalismos. Ainda há uns poucos anos, o estado despachou no sentido em que a restauração investisse fortemente em exaustores para acolher fumadores. O mesmo estado vem agora proibir a presença dos proscritos até junto à porta dos locais de consumo. São sinais e mais sinais que devem ser combatidos. Os espírito inquisidor não foi banido da condição humana, os motivos por que se manifesta é que mudam.

Estudo aponta para a proibição de fumar à porta de cafés, bares e restaurantes

Uma investigação coordenada pela Faculdade de Medicina de Lisboa e financiada pela Direcção-Geral de Saúde determina o fim das excepções no combate ao consumo de tabaco.



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Domingo, 08.01.12

 

 

 

 

 

A actualidade da Maçonaria remete-me para os clubes da entrada na adolescência. Nessa idade era pouco dado ao secretismo e a aversão agravou-se. Posso enunciar o jamais com propriedade. Olho para essas organizações com indiferença e não me sinto habilitado para condenar quem se inicia nos rituais sigilosos.

 

Do que tenho lido nos últimos dias, gostei da análise histórica feita por Vasco Pulido Valente na edição impressa de hoje no Público. Percebe-se a importância histórica dessas organizações, mas duvida-se das práticas actuais de algumas lojas. O link que indiquei conta um exemplo elucidativo e que vai ao encontro do que penso e escrevi. É tudo muito engraçado até um de nós sentir na pele os efeitos das irmandades da coisa.

 

Repare-se nos detalhes descritos por José Pacheco Pereira, ontem no mesmo jornal e num texto também imperdível, a propósito das tais lojas mais recentes e que têm estado no centro da mediatização. Os sindicatos de votos são exercícios polémicos que minam a liberdade e não devemos esquecer os que dizem que 80% dos deputados estão dependentes dessas práticas e fica por saber a quem é que efectivamente respondem. Aliás, o mesmo pode aplicar-se às diversas áreas do país onde os aparelhos partidários se fazem sentir.

 

"(...) Pelo contrário, todos os que ia conhecendo a entrar na Maçonaria, nos meios políticos, económicos e da comunicação social, pareciam atraídos por uma coisa muito diferente: poder, influência e dinheiro, por esta ordem ou por outra ordem muito semelhante. Na verdade, no Parlamento, nas "jotas", nos jovens quadros partidários, nos quadros do aparelho partidário, eram os especialistas no controlo do poder interno, envolvidos muitos deles em tráfico de influências ao nível das autarquias, dos partidos e da governação, e subindo na carreira através de sindicatos de votos e de trade off de favores e lugares, ou seja, nos mais ambiciosos profissionais partidários, que eu via de repente aparecerem numa loja maçónica qualquer.(...)"



publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 07.01.12

 

 

 

 

 

"Um comunista da Coreia do Norte é mau.(...) Um comunista português não é bom nem mau, é irrelevante.(...) Um comunista chinês já é outra coisa. Principalmente se tiver 2,7 milhões de euros no bolso, então não é mau, é excelente." Esta parágrafo de Leonel Moura, no Jornal de Negócios, é incisivo. O governo da direita portuguesa privatiza empresas do estado colocando-as nas mãos de empresas monopolistas de estados com regimes de partido único e ainda por cima comunistas. A suprema ironia, é vermos pessoas como Eduardo Catroga a aceitarem lugares nessas administrações.

 

Como já nos habituou ao longo da História, este pessoal dos interesses, onde incluo o denominado socratismo e a aparentada 3ª via, conduz os países para lugares trágicos e com gravíssimas convulsões sociais. Esperamos que tempos desses não se repitam.



publicado por paulo prudêncio às 17:32 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

 

 

É um vídeo com um programa de treinos para atletas de desportos de combate e que pode ser utilizado por qualquer pessoa nesta época de empobrecimento. Os ginásios, embora na moda, que se cuidem. Tem de ver até ao fim para perceber a diversidade e a sofisticação da coisa.

 

 

Cortesia do Livresco.


publicado por paulo prudêncio às 14:13 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 06.01.12

 

 

 

 

 

Gerimos com irresponsabilidade os dinheiros públicos e qualquer português com mais de um metro e trinta zurze na condição dos funcionários públicos. Se nas sociedades mais avançadas existe respeito por quem se dedica à causa pública e isso reflete-se no desempenho dos diversos serviços e na exemplaridade dos profissionais, no espaço lusitano é moda com pregaminhos a prática do tiro-ao-alvo-ao-funcionário-público.

 

Só assim se podem explicar as afirmações da presidente da Assembleia da República. Para defender os deputados do incumprimento de horários, socorreu-se dos alvos do costume: "(...)o trabalho dos deputados “não pode ser lido como se fosse a actividade de um funcionário público”. “Não pode ser comparado. Os deputados não têm horas certas, nem lugar certo de actuação"(...)". Enfim. Nem se discutem os argumentos, que são comparáveis à condição da maioria dos funcionários públicos que têm trabalhos de casa ou actividades que implicam deslocações permanentes. Trata-se da utilização do exemplo. E ainda há quem diga que Freud é datado.



publicado por paulo prudêncio às 21:32 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 05.01.12

 

 

O despautério na gestão dos dinheiros públicos viciou responsáveis políticos e organizações do estado. Há mesmo quem afirme que a generalização da pequena corrupção e do pequeno jeito criam a atmosfera que "desculpabiliza" a grande corrupção e a inevitável falência financeira dos países. É um caldo de vale tudo e de salve-se quem puder e em que quem fizer a golpada mais volumosa é, silenciosamente, enaltecido.

 

 

Entre tantos exemplos, a parque escolar e as PPP´s são evidências do desgoverno da causa comum. Se em todas as alturas se deve condenar e denunciar os desvios, nesta fase de empobrecimento temos de classificá-los como insanos. Virou o ano e os funcionários públicos continuam com o salário cortado, perderam metade do subsídio de natal e aguarda-os coisa pior. Seria injustificável que as instituições do estado abrissem o ano económico com despesas supérfluas e não essenciais ao seu objecto, que podem ir da garantia do não corte de subsídios a assessores governativos até fogos-de-artifício variados, passando por mudanças de mobiliário, impressões a cores desnecessárias ou novas decorações de interiores e exteriores apenas porque se acha que assim fica melhor e mais in; seria mesmo imperdoável.



publicado por paulo prudêncio às 18:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 04.01.12

 

 

 

 

O encerramento ficará a cargo da personagem ilustrada na imagem seguinte.

 

 

Cortesia da Isabel Silva.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:30 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Terça-feira, 03.01.12

 

 

A Moçonaria volta a estabelecer a polémica nos serviços secretos portugueses. Encontrei um vídeo que permite reconhecer com facilidade um maçom.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:28 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 02.01.12

 

 

 

Estive uns dias no centro de Lisboa e senti a praga do estacionamento automóvel: difícil e caro. Passámos duas décadas e meia a promover, ajudados pelos pouco inocentes fundos estruturais, as vias rodoviárias e o transporte privado. A actualidade cobra portagens caríssimas nas auto-estradas, exige um euro e meio em média pelo litro de combustível e o estacionamento no centro das grandes cidades requer um saco de moedas e uma atenção permanente; a sério: pelo menos em Lisboa, uma ou duas mãos cheias de minutos sem pagamento dão multa pela certa.

 

O que acabei de descrever ajuda a perceber o desnorte da nossa orientação estratégica. O denominado ocidente tem mais exemplos risíveis. Os norte-americanos pagam 2 euros pelo galão de combustível, qualquer coisa como 50 cêntimos por litro. Só têm automóveis que se embriagam com 20 a 30 litros por cada 100 quilómetros e depois andam pelo mundo a "arrasar populações" para garantirem poços de petróleo que alimentem os seus devaneios. São casos e mais casos que reforçam a ideia que o risível acaba muitas vezes em tragédia.

 



publicado por paulo prudêncio às 21:40 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 24.12.11

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:27 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 23.12.11

 

 

Não aprendemos. Continuamos no espaço lusófono com complexos de superioridade e essa mentalidade europeia explica muito da decadência do velho continente, mais acentuada a sul. Itália, Grécia, Espanha e Portugal acham-se o centro do mundo e o berço das civilizações e da globalização. Os actuais governantes portugueses revelam os piores tiques de quem cresceu à sombra de fundos estruturais e a olhar para os países lusófonos como oportunidades de turismo-de-terceiro-mundo; mas o mundo mudou.

 



publicado por paulo prudêncio às 12:14 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar


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