Em busca do pensamento livre.

Sexta-feira, 14.04.17

 

 

 

Gosto de rever museus. Não me importo quando uma viagem se resume a esses espaços, aos alojamentos e a curtos passeios. A revisão permite aprender mais e atenua a busca do tempo perdido. O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol), que justificou uma sessão interessante no último Folio de Óbidos.

 

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Bosh, Museu do Prado. (este vídeo ajuda)

 

internet permite saber muito mais. Basta googlar.

Contudo, a presença física continua insuperável.

 

1ª edição em 15 de Outubro de 2016



publicado por paulo prudêncio às 16:32 | link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quinta-feira, 01.12.16

 

 

 

"A vegetariana" de Han Kang é o meu livro de 2016, mesmo que outro me surpreenda no que resta do ano. Numa conservadora atmosfera sul-coreana, Yeong-hye, "uma mulher absolutamente normal, que não era bonita nem feia, que fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas que nunca reclamava, e que deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos como ele sempre gostara", deixou, no dia em que teve um pesadelo terrível, de comer carne; e de a cozinhar. Provocou uma revolução relacional dentro e fora de casa. Terminou classificada como louca, como um qualquer Giordano Bruno. É um romance tão inesquecível que merece um segundo post.

 

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Domingo, 16.10.16

 

 

 

Só lendo. Mas "(...)O júri, presidido por Boyd Tonkin, jornalista do The Independent, e composto pela antropóloga e escritora Tahmina Anam, pela poeta Ruth Padel e pelos académicos David Bellos e Daniel Medin, considerou a história que marca a estreia de Han Kang no mercado de língua inglesa, tão “lírica” quanto “dilacerante”. Uma mulher revolta-se quando essa decisão é o que menos se espera dela. Estamos no quotidiano sem ambições de um casal sul-coreano de classe média sem outras ambições que não o dia-a-dia sem nada assinalar. Yeong-hye, assim se chama a protagonista, decide tornar-se vegetariana e esse acto torna-se sobretudo político, muito mais do que uma simples atitude de consequências aparentemente domésticas.(...)"

 

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Domingo, 04.09.16

 

 

 

 

  

Talvez o melhor livro de Italo Calvino (a cada leitura mais isso se acentua)

Joseph Stiglitz (justifica sempre quando é alguém do lado dos fracos e ponto final).

 



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Quarta-feira, 10.08.16

 

 

 

Existem locais que resistem ao tempo. Aldán, na Galiza, um porto piscatório do outro lado de Vigo, realiza o conceito de resiliência. Tem praias perto, mas não é um lugar de veraneio. O pequeno porto mistura a actividade piscatória com embarcações de recreio. Pode-se alugar um passeio pelas rias baixas.

 

Não era fácil dar com o lugar, mas hoje não é assim. Quem circula pela autopista que liga Vigo a Pontevedra, deve sair na direcção de Cangas logo a seguir à ponte de Vigo. Depois é seguir as placas: Cangas, Bueu e Aldán. Tudo em autovia sem portagens.

 

Qual é a magia de Aldán? A localização, sempre com ampla vista para o mar, e o silêncio enriquecido pelo som das gaivotas ou dos barcos dos pescadores. Apreciar a actividade do porto e fazer caminhadas pelas redondezas são outros modos de aproveitar o tempo. Mas Aldán tem dois factores imbatíveis: uma pousada e um restaurante.

 

A Casa de Aldán é um privilégio que se requinta com o passar do tempo.

 

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O restaurante é uma tasca de peixe e marisco. Tem uma carta com uma dezena de soluções. Está sempre com lotação esgotada. É tudo fresco, grelhado na brasa ou cozinhado no vapor e a preços inacreditáveis. Para se ter uma ideia, os mexilhões, e que mexilhões, que verá nas imagens seguintes são a 4,5 euros e as navalhas, e que navalhas, a 6 euros. Sardinhas, e que sardinhas, a 1 euro cada e por aí fora.

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Sexta-feira, 29.07.16

 

 

 

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Hotel Boega, Gondarém, 18h45, 34 graus, céu limpo e sem vento.



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Sexta-feira, 15.07.16

 

 

 

 

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Óbidos, Serra d'El-Rei, 15 de Julho de 2016



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Domingo, 08.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas que se realiza, na EBI de Santo Onofre, "A gincana do Onofre". Os alunos formam equipas e convidam um professor. Este ano, foi, mais uma vez, muito interessante. "Amigas Onofre" foi a minha equipa. As alunas trataram de toda a logística e tiveram uma participação inesquecível.

 

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A meio da gincana, as alunas registaram de imediato o seu estado de alma neste mural.

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O momento da partida com camisolas a condizer: Rita, Maria Inês, Inês, Paulo, Mónica e Joana.

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 A meio do percurso, na parte alta da "Praça da Fruta" (Caldas da Rainha).



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Domingo, 03.04.16

 

 

 

 A 19ª edição do sempre imperdível JazzValado.

 

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Terça-feira, 08.03.16

 

 

 

 

"08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores" é o título do último livro do Paulo Guinote que li com emoção. Por mais racional que se queira ser na análise de uma obra de inegável importância histórica, é impossível escapar às constantes viagens a um tempo que deixou marcas muito negativas na atmosfera relacional e organizacional das escolas públicas e que levará anos a ultrapassar. Olhando a esta distância, mais se eleva a capacidade de um grupo profissional para resistir a uma confessada guerra em nome das denominadas "Novas Políticas de Gestão Pública" que rapidamente se transformaram, como aconteceu com a tragédia da France Telecom, numa espécie de totalitarismo por via administrativa.

 

Como se imagina, transcrever as passagens mais significativas é uma impossibilidade. Todavia, o Paulo Guinote (2016:61) diz assim: "(...)Em defesa dos professores, durante muito tempo, as vozes seriam escassas e poucos eram os que ousavam sair do alinhamento definido na 5 de Outubro e São Bento; José Gil e Manuel António Pina eram duas notáveis excepções:(...)"

 

E quase a terminar, o Paulo Guinote (2016:321) conclui: "(...)Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que uma massa acrítica e informada de forma enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.(...)"

 

O Paulo Guinote (2016:43) inclui o seguinte post do Correntes"Professores a caminho - Caldas da Rainha, 6 de Março de 2008".

 

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publicado por paulo prudêncio às 09:54 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 01.05.15

 

 

 

"Não pode impedir-me de dizer uma coisa. Até no escuro eu posso gritá-la: dantes na paisagem havia subidas e descidas. Agora só há descidas. Como é que explica isto?". É um parágrafo de um grande texto, "O fim das possibilidades", de Jean-Pierre Sarrazac, traduzido por Isabel Lopes, que o Teatro da Rainha levou à cena numa grande produção. Imperdível.

 

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Sábado, 04.04.15

 

 

 

 

 

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Boticas. Trás-os-Montes. Março de 2015. Fotografia tirada do 1º andar do Centro de Artes Nadir Afonso. Estava sentado dentro do bloco que se vê na imagem abaixo. Num autêntico dia de verão, à visita seguiram-se uns inesquecíveis pregos no pão com carne barrosã.

 

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Este post será também o dia 1 do desafio proposto pelo Paulo Guinote no facebook: colocar uma paisagem por dia, durante 3 dias e, por cada uma, desafiar 3 amigos. 



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Segunda-feira, 16.03.15

 

 

 

O prémio Prof. Abreu Faro recebido pela Filipa foi noticiado pela Gazeta das Caldas, de 13 de Março de 2015, com uma seta para cima na rubrica do Zé Povinho.

 

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Terça-feira, 10.03.15

 

 

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A Filipa recebeu hoje, na Academia das Ciências de Lisboa, a 1ª edição do prestigiante prémio Prof. Abreu Faro destinado a alunos dos programas doutorais do Instituto Superior Técnico nas áreas de electrotécnica e computadores, informática, física e matemática e que concluíram o doutoramento no biénio 2013/14 com a classificação máxima.

 

Foi uma cerimónia belíssima e cheia de significado.

 

"O Prémio Professor Abreu Faro é instituído pelo IST sob proposta do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores (DEEC), com o apoio do Departamento de Engenharia Informática (DEI), do Departamento de Física (DF) e do Departamento de Matemática (DM). Tem por objectivo distinguir os melhores alunos de Doutoramento nas áreas das Telecomunicações, Electrónica e Computadores, para cujo desenvolvimento em Portugal o Prof. Abreu Faro deu um contributo decisivo, homenageando-se e perpetuando-se assim a memória deste grande Homem da Ciência.

O prémio é atribuído pelo IST em períodos de 2 anos, compreendendo um diploma e um valor pecuniário a fixar no ano da atribuição. A 1ª edição do prémio é apoiada pela ANACOM e foi entregue no dia 19 de Fevereiro de 2015, durante uma Sessão Académica de Elogio Histórico na Academia das Ciências de Lisboa."

 

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Quarta-feira, 11.02.15

 

 

 

 

Há mais de duas décadas que me impressionam os apelos à mobilidade sem fim das pessoas. Sem esquecer que a aldeia deve ser global, a pena do genial escritor toca no humanamente essencial.

 

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Gonçalo M. Tavares (2014:28). "Os velhos também querem viver". Caminho. Lisboa.

 

 

 



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Sábado, 07.02.15

 

 

 

Ouço muitas vezes a expressão em título sem ser na interrogativa e surpreendo-me. É necessário um distanciamento temporal para uma qualquer conclusão do género. Contudo, e num exercício exorbitante, penso que Gonçalo M. Tavares entrará no cânone.

 

Os seus dois últimos livros chegaram hoje e prometem.

 

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Sexta-feira, 21.11.14

 

 

 

Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.

 

Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")

 

 

 

Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.

 

 

 

Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.

 

 

 

Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.

 

 

 

 

Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.

 

 

 

Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.

 



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Terça-feira, 11.11.14

 

 

 

Foi às 15h00 do dia 7 de Novembro de 2014, num anfiteatro do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, que a Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio defendeu, com a nota máxima, o seu doutoramento com o título "Revisiting bi-isotropic media: a new analytical and geometrical approach".

 

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Duas horas e meia depois, a fotografia da Filipa com o júri. 

 

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A Filipa e o Professor Ari Shivola, finlandês de quem ouvi falar muito, que é uma autoridade mundial em electromagnetismo e uma das principais referências bibliográficas que a Filipa referiu.

 

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A Filipa e os seus colegas e amigos. Era evidente mais uma boa onda.

 

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A Filipa, os pais e o Professor Carlos Paiva, orientador principal do doutoramento.

 

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O abraço da mãe.

 

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O abraço do pai.

 

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A comemoração em mais uma excelente onda.

 

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Fotografei e fiz vídeos para a posteridade. A sala estava composta nas filas mais atrás. Nada sei do conteúdo da "Revisiting bi-isotropic media: a new analytical and geometrical approach", mas olhei para a ideia desburocratizada da forma: 134 páginas, sem qualquer nota de rodapé e com a bibliografia considerada essencial.

 

Ganda Filipa!

 

 

 

 



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Sexta-feira, 07.11.14

 

 

Passarei o dia à volta da sessão de doutoramento da minha filha.

 

 

 



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Terça-feira, 28.10.14

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 24.10.14

 

 

 

Aprender de Cor quem Amamos

 

  

"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. 
Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona." 

 


Miguel Esteves Cardoso, 

em "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"

 

 



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Segunda-feira, 22.09.14

 

 

 

Se a taxa de mortalidade infantil é um indicador determinante da qualidade de um sistema de saúde, a percentagem do abandono escolar precoce tem o mesmo efeito na qualidade de um sistema escolar. Em ambos os casos tem que se considerar, naturalmente, o papel incontornável da sociedade.

 

Em 1991, o abandono escolar precoce era de 63% (sim, leu bem). 22 anos depois caiu para 18,9%, numa fase em que os resultados de Portugal nos testes internacionais (PISA, TIMMS, PIRLS) ultrapassaram, grosso modo, países com a Suécia, os Estados Unidos ou a Alemanha. É evidente que o progresso (confirmado no último relatório do CNE), até uma percentagem próxima dos 10% esperada em 2020, ficou comprometida com a chegada ao poder da destruição criadora para além da troika de Coelho&Gaspar&Crato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Segunda-feira, 08.09.14

 

 

 

 

 

 

Muito boa a reportagem da Gazeta das Caldas sobre o prémio

da Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio na China que, note-se,

fez todo o percurso escolar no ensino público e com uns detalhes

educativos e escolares que não encaixam na linguagem

dos descomplexados competitivos que pululam por aí.

 

Por ler também aqui

 

Dois detalhes, duas gralhas digamos assim:

não é, naturalmente, Meteorologia nem Astrologia, mas sim Metrologia e Astronomia.

 

 



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Domingo, 31.08.14

 

 

 

 

Há vantagens em rever museus, mesmo que uma viagem quase que se resuma a esses espaços, aos alojamentos e a um ou outro pequeno passeio. A revisão permite seleccionar e atenua a busca do tempo perdido.

 

O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol) e o "La bacanal de los andrios" de Vecellio di Gregorio Tiziano (Tiziano ou Ticiano); ambos quase que justificam uma visita.

 

 

 

 

 

Bosh, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)

 

 

 

 

 

Tiziano, Museu do Prado, Agosto de 2014. (este vídeo ajuda)

 

 

As vantagens da internet permitem-nos saber muito mais. Basta googlar um bocado. Contudo, a presença física continua insuperável.

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 28.08.14

 

 

 

 

Aqui por casa, o verão de 2014 fica também marcado pela presença da Filipa em Pequim.

 

 

Encontrei as imagens seguintes, referentes ao tema, no facebook da Filipa.

 

 

 

 

 

 

 

 O prémio está anunciado na newsletter do Instituto de Telecomunicações do IST.

 

 

 

 

 

 

 

Chegou da China, recomeçou a trabalhar e viajou para outra conferência de que dá conta no seu facebook com o seguinte título: conferencemode.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 20.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Filipa venceu o "melhor trabalho de investigação de aluno de doutoramento"("Best student paper award"), numa conferência de nível mundial, a URSIGRASS - 2014, a 31ª Assembleia Geral e Simpósio Científico da União Internacional da Rádio Ciência que está a decorrer (16 a 23 de Agosto de 2014) em Pequim, na China.

 

Recebeu um convite da organização (o que já foi um prémio muito bom), a exemplo de centenas de jovens investigadores, e apresentou um trabalho ("The most general classes of Tellegen media reducible to simple reciprocal media: a geometrical approach") que mesmo em inglês nos parecerá mandarim.

 

Tenho o hábito de dar conta dos prémios ou distinções, académicas ou desportivas, da minha filha Filipa.

 

Este prémio é, sem qualquer dúvida, o mais importante que a Filipa recebeu nos diversos domínios. Não tem mesmo paralelo. Tem uma dimensão que honra a Filipa, o país, a universidade que representa e as pessoas que a têm ajudado nesta caminhada.

 

Este prêmio é atribuído de três em três anos e abrange, por exemplo, tópicos de metrologia, electrónica, radiocomunicação, astronomia, biologia e medicina.

 

A Filipa Isabel Rodrigues Prudêncio está mesmo de parabéns.

 

As imagens do post foram captadas há pouco via Skype e darei mais detalhes oportunamente.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 30.07.14

 

 

1ª edição em 28 de Agosto de 2013.

 

 

 

 

 

Certa vez, um calor tórrido impediu que chegássemos a Ronda, bem no interior da Andaluzia, motivados pelos escritos de Rainer Maria Rilke. Desta vez, um tempo fresco e um percurso costeiro com linha férrea levou-nos até à Torre, em Sandycove (Dún Laoghaire em Irlandês), que acolhe um museu de James Joyce.

 

 

 

 

O momento da chegada à Torre.

 

 

 

A porta do Museu.

 

 

 

 

A 1ª edição de Ulysses corrigida por James Joyce.

 

 

 

 

O quarto.

 

 

 

 

Dalkey vista do alto da Torre.

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 20.07.14

 

 

 

Passei pelos "50 livros que toda a gente deve ler", na recomendação do Expresso, e "faltam-me" cerca de uma dezena. Decidi-me pelo "Submundo" de Don DeLillo e já foi satisfeita a reserva numa das livrarias que resiste ao sistema do link do livro. Acompanhar-me-á nas férias.

 

A impaciência com a espera é uma boa sensação que se renova.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 01.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 16.05.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ontem no Público impresso.



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Sexta-feira, 02.05.14

 

 

 

 

Começa hoje a 17ª edição do sempre imperdível Jazzvalado e não podia começar melhor.

 

 

"André Fernandes Quinteto

Participação no JazzValado em 02 de Maio de 2014 - 17º Festival

 

 

voz - Inês Sousa
guitarra e composição - André Fernandes
piano - Mário Laginha
contrabaixo - Demian Cabaud

bateria - Alexandre Frazão

 

"Estamos já habituados a que cada novo grupo de André Fernandes venha suscitar uma boa dose de interesse e curiosidade. 


De facto, o trajeto deste prodigioso guitarrista e compositor, que tem marcado significativamente o cenário do jazz luso ao longo da última década, tem-se pautado por uma sequência de projetos que, independentemente do seu inerente valor, jamais deixariam adivinhar o que se lhes poderia seguir.!

E não foi diferente com este Wonder Wheel. Diria mesmo que esta nova surpresa é ainda maior do que todas as anteriores. Talvez porque mais próxima do universo da pop, a nova música de André Fernandes é porventura menos complexa, mas nem por isso menos rebuscada, do que a de várias das suas anteriores aventuras, ao mesmo tempo que, exatamente em virtude da sua maior aproximação à esfera da pop, nos soa mais rica e detalhada sob o ponto de vista textural.!

Um dos aspetos responsáveis por essa riqueza advêm, sem dúvida, do contributo de Inês Sousa, uma cantora sobejamente original, com uma voz meticulosamente modulada e um precioso ouvido musical, que se coaduna de modo perfeito à música tipicamente ampla e aberta de Fernandes. 

Mais interessante ainda é que Inês Sousa recuse a acomodar-se à estética hoje tão em voga na utilização da voz feminina no jazz. Quando tantas cantoras se esforçam por soar como um instrumento, Inês soa, muito naturalmente, como isso mesmo, como mais um músico numa banda feita de instrumentistas superiores.!

De facto, André Fernandes, Mário Laginha, Demian Cabaud e Alexandre Frazão constituem uma espécie de fina flor do nosso jazz, que se dedica da forma mais inspirada à música escrita (ou selecionada, como no caso de uma tocante releitura de “Lilac Wine”) pelo guitarrista para este seu novo projeto. Eis um grupo que, com toda a certeza, dará que falar nos tempos que aí vêm.”!

 

Paulo Barbosa!"

 

 

 



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Sábado, 26.04.14

 

 

 

 

Depois de umas obras em casa, há sempre lugar para umas mudanças. Desta vez, as pequenas molduras não resistiram e a escolha das fotos foi uma viagem no tempo ou uma escolha difícil.

 

Digitalizei uma das imagens para usar também como capa no facebook e fica por aqui porque sim.

 

 

 

 

 

 

 



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Domingo, 20.04.14

 

 

 

 

 

As memórias, a individual e a colectiva, têm um recuo limitado. Vivemos mergulhados nos significados do 25 de Abril de 1974 que conquistou a admiração dos bem-aventurados espalhados pelo mundo conhecido. Contudo, é difícil atribuir à revolução dos cravos a inspiração de um estrangeiro; o mundo descoberto é pequeno, os factos assemelham-se em latitudes diversas e a memória histórica só regista o ínfimo pedaço acima da linha de água e para cá do horizonte.

 

A semana ficou também marcada por Gabriel García Márquez. O seu "O outono do patriarca", publicado em 1975, tem muito para sugerir apropriações históricas e de facto. O romance anterior, esse intemporal "Cem anos de solidão", inscreveu sete anos na expectativa do seguinte. 

 

Por tudo o que foi escrito, e para os que têm pouca memória do que obrigou ao 25 de Abril de 1974, deixo a caracterização do Público para a edição que tenho por aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto, fiz uma arrumação sistémica de Gabriel García Márquez e coloquei todas as suas obras na mesma prateleira. O difícil é mesmo escolher, realmente.

 

 

 

 

Devo confessar que a tarefa que descrevi foi algo afectada com o que verá na imagem seguinte que obrigou ao acompanhamento com arroz basmati, paparis e outras coisas que tais.

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sexta-feira, 18.04.14

 

 

 

Cortesia de CarlosVC
 


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Quarta-feira, 16.04.14

 

 

 

 

 

Cortesia do Paulo Sousa


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Terça-feira, 15.04.14

 

 

 

 

No Domingo não resisti, em boa hora e apesar da assinatura digital, ao jornal impresso. A Revista 2 do Público trazia um artigo que me ia escapar e que também pode ler aqui.

 

O poder destruidor da finança assumiu a luta de classes, capturou a política e parece insaciável e invencível. É a corrupção num expoente máximo que também arrastou Portugal. O poder político limita-se a subtrair às classes média e baixa e a aproveitar as benesses ilimitadas.

 

Bem sei que a peça merecia outro destaque, mas mesmo assim podemos afirmar que este jornal dá cartas no excelente jornalismo em qualquer latitude.

 

 

 

 

 

 

 

E seleccionei um pedaço lapidar.

 

 

 

 

 

 

 

 E isto não pára?

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:07 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 13.04.14

 

 

 

 

 

Ter uma pequena biblioteca em casa (umas 250 dezenas de aquisições - pagas a pronto e sem recurso a qualquer BPN - ao longo de umas três a quatro dezenas de anos) é uma preocupação logística. Encontrar rapidamente o livro que se quer e manter o bom estado do papel é uma tarefa árdua mas gratificante. É daqueles processos em que quando olhamos para trás vemos o resultado da persistência e percebemos o sentido do esforço. Criar um software (since século passado :)) e registar os livros e por aí fora é um bom exemplo: dá muito trabalho, mas tem bons resultados.

 

 

 

 

Desmontar uma biblioteca, limpar e pintar paredes, recuperar estantes e limpar cada um dos livros é obra. Mas, e como sempre, a recta final mistura os sentimentos e reencontra-se com os sentidos da vida.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:30 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 08.04.14

 

 

 

 

 

Quantos passes faz a equipa de camisola branca?

 

 

 

Veja o vídeo outra vez e repare no urso que por lá andava e tire algumas conclusões.


publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 02.04.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:55 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Quarta-feira, 26.03.14

 

 

 

 

 

Aprender de Cor quem Amamos

 

 

 

 

"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. 
Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona." 

 


Miguel Esteves Cardoso,

in "As Minhas Aventuras na República Portuguesa"



publicado por paulo prudêncio às 09:58 | link do post | comentar | partilhar


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