Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 24.01.17

 

 

 

Foi em 2003 que os concursos de professores iniciaram o movimento descendente. O rol de injustiças (inúmeras já irreparáveis) cresceu e lançou os procedimentos num labirinto em forma de imbróglio. Entre tanta justificação, o mérito no exercício dos professores destacou-se ciclicamente.

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública nasceu para resolver de vez, diziam os mentores, esse tipo de "lacuna". O SIADAP reuniu uma linguagem sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos. A "meritocracia industrial" é, objectivamente, uma impossibilidade.

SIADAP hibernou, mas sobrevive em regime de faz de conta e degrada o clima das organizações. Para que a comédia tivesse um episódio marcante, em "Outubro de 2012" o Governo eliminou, como corte financeiro, as distinções por "mérito" e os sindicatos exigiram, de modo cínico, obviamente, a continuação da tragédia. É um processo que exige atenção agora que se assiste, nos concursos de professores, ao regresso "inspirador" das ideias datadas que secundarizaram a graduação profissional e permitiram dois desmiolos: bolsa de contratação de escola e prova de ingresso.

 

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publicado por paulo prudêncio às 18:56 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 20.08.16

 

 

 

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"Assim, sim. Vejam que o treinador dos USA vira a prancha para os jogadores", elogiou o comentador RTP. Intrigou-me o nonsense. Será que o comentador, que também é treinador, está habituado a pranchas viradas para o próprio? Não direi que os treinadores de basquetebol usam pranchas desde que James Naismith (1891) inventou o jogo, mas o apoio terá, seguramente, mais de 40 anos. Como se vê na imagem, elogiar o virar da prancha para os jogadores é tão risível que nem o próprio Mike Krzyzewski, o Coach K dos dream team, deixaria de sorrir de espanto. Só na RTP1. Passar jogos em diferido sem informar os espectadores, e com comentários do outro mundo, é, realmente, serviço público. 



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Domingo, 18.01.15

 

 

 

"Marcelo Rebelo de Sousa reuniu com Marques Mendes e Miguel Relvas para perceber se tem o apoio das bases do PSD para uma candidatura presidencial", diz a edição impressa do Expresso deste fim de semana. É um bocado surreal, no mínimo.

 

 

 



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Terça-feira, 13.05.14

 

 

 

 

 

 

Daqui

 

 

 



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Segunda-feira, 10.03.14

 

 

 

 

 

Passei pelo Expresso online e dei com esta notícia sei lá o quê. O GNR vai ser acusado de um crime e a coisa não vai prescrever. Será exemplarmente punido. E ao contrário de certos autarcas, não terá ex-ministros nem ex-bastonários dos advogados a acusarem juízes de parcialidade e incompetência. Se fosse ex-banqueiro, o GNR podia sorrir com a suspensão e chamar populista a quem fizesse comparações destas. 

 

 

 

Actualização às 21h44.

 

O Público atrasou-se, mas chegou. Estava a estranhar.

 

 

 

 

 

 



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Terça-feira, 04.02.14

 

 

 

 

 

Precisava de colar um objecto e uma loja chinesa era o lugar mais próximo para o trajecto pedonal. As experiências anteriores foram inesquecíveis: uma lâmpada de baixo consumo que durou duas horas e uma fritadeira em ferro fundido que inundou de tinta preta o óleo da primeira utilização; lá se foi o "ferro fundido" e a chapa era tão fina que nem sei se aguentava uma dedada. Reclamei, mas até me diverti com o ploplietálio.

 

Não havia supercola, mas a supertite era equivalente. Só o nome dava logo para desconfiar. O marketing desta contrafacção é risível. A confusão entre adesivo e cola é que devia ter sido definitiva. A urgência fez-me trazer um material que se revelou desconhecido. Nem papel cola. Não faz nada; literal. É uma espécie de manteiga que fica elástica ao secar. Nem para adesivo serve. Se se cruzar com a supertite, já sabe: diga ao ploplietálio que vá enganal outlo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



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Sábado, 21.09.13

 

 

 

 

 

 

 



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Quarta-feira, 17.04.13

 

 

 

 

O MEC diz-se disponível para reduzir a componente lectiva dos professores que exercem cargos de coordenação e de direcção nas escolas uma vez que os mega-agrupamentos exigem disponibilidades para a gestão de proximidade que as direcções, com a lei em vigor, não conseguem cumprir.

 

É uma decisão justa.

 

Mas coloca-se de imediato outra questão: mas não foi exactamente por causa dessa redução que se agregou escolas? E não adianta argumentar com a necessidade de completar horários de professores em diversas escolas porque isso já se fez na década de noventa e sem amontoar escolas. Bastaria algum conhecimento do terreno e das variáveis em questão.

 

A razão vai-se impondo e os "reformistas" instantâneos continuam aos papéis e não tarda voltaremos ao sítio onde deveríamos ter ficado. O que se tinha poupado em abandono escolar e em verdadeiro despesismo.



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Domingo, 31.03.13

 

 

 

 

Batemos no fundo e a desorientação é natural. Estamos metidos numa encruzilhada, as teorias da conspiração não explicam tudo mas transmitem uma atmosfera de impotência. São cada vez mais os que advogam uma qualquer revolução, mesmo pessoas que pautam a sua actuação pelo equilíbrio e pela sensatez. O que é um facto é que o sistema triunfante, assente, como noutras ideologias, num clima de confiança, acabou por espalhar-se com estrondo na ganância e na corrupção.

 

Recebi um email com três pequenos textos sobre o regresso de J. Sócrates (JS) ao universo político nacional. Não fui confirmar se os escritos são verdadeiros e apenas reconheço Clara Ferreira Alves que tem ideias semelhantes às do texto com o seu nome.

 

Os governos de JS foram desastrosos para o sistema escolar e para a escola pública e quem se seguiu conseguiu esburacar ainda mais. Quanto às outras áreas não tenho opinião tão fundamentada, mas não percebo como é que alguém consegue elogiar quem foi desastroso só porque quem se seguiu ainda o é mais. Também não concordo com quem afirma que esta trágica direita regressou ao poder por culpa de quem ajudou a derrotar JS. JS é tão "determinado" e eucaliptal que não permitirá que lhe retirem os méritos: até das quedas. Quanto ao resto, JS tem o direito de fazer da vida o que bem entender.

 

São três textos bem elucidtivos da bancarrota.

 


Maria do Rosário Capoulas Santos

"Que vigarista mais despudorado! Como está a sentir que o caos está iminente, aí vem ele...rumo ao caos e à confusão, único sítio onde prospera. Isto só em Portugal! Em Paris nem para aluno o quiseram. O cábula! Aos (quase) 60 anos, nem ao exame foi, à boa maneira do cábula nacional. Segundo o Expresso, só o aceitaram com o Estatuto de observador, isto é, deixavam-no entrar e assistir às aulas e, caso tivesse aproveitamento (viram logo que nunca teria, o Bronco), davam-lhe o diploma. Como era esperado, o cábula nunca mais lá apareceu e assim acabou a carreira académica, da mesma maneira que a carreira profissional (lembram-se da vigarice dos projectos que ele assinava para receber 10%?), a carreira empresarial (lembram-se da Sovenco, a empresa que ele teve com a Fátima Felgueiras eo Vara e que rebentou em 6 meses?), ou a carreira política que terminou em grande apoteose com a bancarrota do país. Agora o vígaro do Relvas achou que podia aliar-se com este palhaço. Deus os fez, Deus os juntou..."

 

Clara Ferreira Alves, "Alguém para odiar" no Expresso

"(…) No ano em que soubemos que uma quadrilha de amigos do Presidente não paga o que deve ao BPN e temos nós de pagar por eles, milhares de milhões, as pessoas escolhem odiar Sócrates. No mês em que a nossa saída do euro está por um triz, as pessoas escolhem odiar Sócrates. Que lhes faça bom proveito.

O que extraí da entrevista? Algumas verdades. O Presidente é, de facto, menor e mesquinho. (…) Vi, ainda, que quem não deve não teme. Se Sócrates fosse o bandido que fugiu para Paris e para uma vida de luxo com o dinheiro que roubou no Freeport (campanha mais infame do que a da homossexualidade) não tinha regressado. Vi um homem de consciência tranquila. A pergunta que me interessava ninguém a fez. E a Europa? Desde que Sócrates se foi embora a Europa mudou, para pior. Portugal também, para pior. (…)"


Ferreira Fernandes


"Então, Sócrates voltou. Vou zurzi-lo. Um ex-primeiro-ministro de Portugal não dá explicações sobre como pode ir estudar dois anos para Paris. Parolos podem parolar sobre isso, mas gente da classe média que já teve filhos a estudar durante cinco anos em Paris sabe que isso é honestamente possível. Não se explica tal a um Octávio Ribeiro, diretor do CM, que insiste há meses com esse tema. Olha-se-lhe é para a cara dele e à pergunta que nela vem estampada ("E V. Exa toma mais alguma coisinha?") e responde-se: "Não, só a conta." E não se lhe deixa a gorjeta de uma explicação numa entrevista com jornalistas decentes. Tirando esse deslize, Sócrates foi moderado, criticou no PR falhas de solidariedade institucional. Ora com Cavaco um animal feroz levantaria outra coisa: aquele que é hoje o Presidente de Portugal ganhou de um banco, num ano, mais do dobro do que lá tinha depositado - e, depois de ter sido provado que o banco era de bandidos, não devolveu as mais-valias. Essa é a questão-chave, porque reconhecida e aceite, do desconforto dos portugueses com os seus políticos. Já com os chefes do Governo e da oposição, Sócrates limitou-se a mostrar, em contraexemplo, que Passos tem sido uma cucurbitácea, lá fora, e Seguro, um banana, cá dentro. Daí as minhas críticas por ele ir para essa coisa falsa que é político comentador político. Um político assim deveria ir ao congresso do seu partido e lutar pelo seu."




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Domingo, 09.12.12

 

 

Dois deputados da maioria, Michael Seufert do CDS e Emídio Guerreiro do PSD, e pelo que vou percebendo são pró-privado-tout-court-no-sistema-escolar, declararam que os cortes dos tais 4 mil milhões de euros devem incluir a Educação. E até circunscreveram a incisão: no primeiro ciclo (enriquecimento curricular e escola a tempo inteiro) e no ensino superior (reavaliação da rede).

 

Estas declarações só podem ser influenciadas pelo apagão provocado pela reportagem da TVI, "dinheiros públicos vícios privados".

 

Ao contrário do habitual cheque-ensino, alargamento de cooperativas de ensino e por aí fora, os deputados apagaram os 2º e 3º ciclos e o ensino secundário.

 

Veja-se lá a comédia.

 

Terão receio de incluir a passagem de turmas das cooperativas de ensino ilegais para as escolas do Estado em nome da tal "refundação" das funções do Estado?



publicado por paulo prudêncio às 21:53 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 01.10.12

 

 

 

 

 

 

 

O sistema integrado de avaliação do desempenho da administração pública (SIADAP) reúne uma linguagem tão sedutora e bem-pensante como as que deram origem aos totalitarismos mais diversos. São cada vez mais os que classificam a meritocracia como uma impossibilidade de génese antidemocrática.

 

A desorientação instalou-se no SIADAP e só o faz de conta vai sobrevivendo apesar de degradar o clima das organizações públicas. Para que a comédia fosse verdadeiramente lusitana, só nos faltava um Governo a eliminar distinções por mérito para poupar e sindicatos a pugnar pelo continuação do desmiolo.

 

 

Eliminados artigos sobre a distinção por mérito na função pública



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Domingo, 30.09.12

 

 

 

 

 

 

Soares dos Santos, presidente do Grupo Jerónimo Martins (Pingo Doce), afirma que quem ganha 500 euros não tem vontade de trabalhar e acrescenta que é violentamente contra os salários baixos praticados nas empresas portuguesas. Nesta matéria contradiz o seu consultor António Borges que, por sua vez, também consulta as privatizações.

 

Há um mês, se tanto, vi uma entrevista a Soares dos Santos em que relatou algumas dificuldades na entrada do seu grupo na Colômbia porque os quadros colombianos seleccionados não se apresentavam. Indagou o fenómeno e percebeu a causa que até lhe agradou: estes sul-americanos estão habituados a que a sua vida privada seja previamente devassada para que as empresas confiem em que vão contratar.

 

Ainda a propósito da Colômbia, tenho registado que é daí que vem o único interessado na TAP.

 

Embora não seja dado a teorias da conspiração, e associando os factos que relatei, fico com a sensação que António Borges usou nos últimos dias uma espécie de rota que, e como se vê na imagem, pode ter passado pelo célebre triângulo nas viagens entre Portugal e a Colômbia e que talvez não tenha agradado ao dono do Pingo Doce.

 

Será apenas, e também, a célebre questão que relaciona quatro categorias: oportunidade, negócio, o-que-hoje-é-verdade-amanhã-é-mentiratudo-é-descartável.



publicado por paulo prudêncio às 18:25 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 26.09.12

 

 

 

"No caso da Fundação Alter Real, que o Estado deixa de apoiar, o administrador António Cruz afirma que a fundação deixa de "ser sustentável. Os cavalos devem passar para a Companhia das Lezírias."



publicado por paulo prudêncio às 22:35 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

"A Casa de Bragança é outra das dez fundações a perder a totalidade dos apoios. Marcelo Rebelo de Sousa diz que a Casa de Bragança já dissera ao Governo prescindir das verbas públicas."



publicado por paulo prudêncio às 22:21 | link do post | comentar | partilhar

 

 

 

"O Governo anunciou o fim das ajudas públicas à Fundação Oriente perante o espanto do seu presidente Carlos Monjardino: "não recebemos qualquer subsídio do Estado"."



publicado por paulo prudêncio às 21:49 | link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

Terça-feira, 26.06.12

 

 

 

 

 

 

Diz-se que os norte-americanos não são grande coisa em geografia e talvez isso explique o email que recebi de Michelle Obama. Já respondi e agradeci. Pensei que era uma mensagem de solidariedade por causa do assalto que o Governo português nos anda a fazer. Mas não.

 

Era um convite, que declinei, para jantar (não sei se a viagem ficava por minha conta) e este mês, depois dos cortes nos subsídios, e pela enésima vez nos salários, e dos acertos no IRS, também não estou em condições para donativos. Já me chegam os supermercados portugueses, os toques na campainha cá de casa e qualquer passagem por um centro urbano em Portugal (escrevi, na resposta, várias vezes o nome do nosso país). Desejei-lhes sorte para as eleições, já que um republicano com as rédeas norte-americanas seria sei lá o quê.

 

Paulo.

I'm sad to say this is probably the last dinner with supporters that Barack and I will be able to host together before the election.

Today's the last day you can chip in to be automatically entered for the chance to join us - and I hope you will. You can donate all the way up to midnight tonight, when the campaign will randomly select the winners:

https://donate.barackobama.com/Meet-Us-for-Dinner

Thanks for everything you're doing. Every little bit makes a difference.

Hope to see you at dinner,

Michelle.



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Sábado, 26.05.12

 

 

 

 

 

Sabemos que cinco minutos a mais ou a menos, principalmente nos somatórios do universo lusitano, podem satisfazer objectivos da austeridade sem visão. Quando em 1998, e no âmbito da reorganização curricular, se achou que as aulas deviam passar de cinquenta minutos para quarenta e cinco (ou noventa), ficaram cinco minutos em transe que geraram acesas polémicas, reuniões acaloradas e telefonemas sem fim. Era mais um sinal do estado a que havíamos de chegar. Confesso que sempre tive alguma dificuldade em explicar o fenómeno a quem não dominasse o sistema escolar sem que corasse ou nos desatássemos a rir.

 

O que não esperava é que, 14 anos depois, ainda andaríamos à volta dos 300 segundos e que nem um especialista em matemática ilimitada conseguisse encontrar o algoritmo em forma de remédio. Não foi ainda desta vez. Apesar da nova estrutura curricular ter algumas potencialidades em matéria de tempo, comprova-se que o que existe eliminou a possibilidade de pensar. Desconfio que a nova formulação garantirá mais uns empregos na OCDE.

 

Há tempos, comecei um post, reformas e remédios (1), que ainda não contemplava o imbróglio que nos retrata na perfeição e que começou assim:

 

A febre reformista no sistema escolar em Portugal não é nova: é mesmo imparável. O que é engraçado, e com o passar do tempo, é que vemos recuperar ideias antigas como se de grandes novidades se tratassem. Parece um percurso circular.

Escrevia, algures em 1998, uns textos para uma revista sobre educação e o coordenador pediu-me que inscrevesse algumas ideias sobre o assunto. Lembrei-me dos remédios. Fui ler a literatura do “Benuron” - medicamento para todas as dores e para todas as maleitas gripais e constipais - peguei no seu modelo organizativo e fui andando. Foi uma noite bem passada. Quase 13 anos depois, e aproveitando as competências do meu blog, publico-as de novo. Só dois detalhes antes de começar: se em 1998 era possível este grau de má burocracia e eduquês, não é de admirar que com mais 13 anos intensivos isto tivesse chegado a este estado.

 

 

A versão 2, confesso que saiu mais a pedido e uns anos depois, incluiu, todavia, o tal desmiolo que se tornou um clássico e que promete mais uns anos investigativos até que a solução nos coloque fora das ameaças externas.

 

5 minutos.

Registo da patente: ano de 1998, por decisão da Secretária de Estado Ana Benavente. 

Composição: 5 minutos de redução por cada hora escolar. Como cada hora escolar era de 50 minutos, (decisão que, ao que se julga saber, foi tomada pela escriturária do Ministro da Educação do Governo de 1963 - José Hermano Saraiva - que, definitivamente, não tinha queda para as operações matemáticas com cálculos das unidades de tempo mas... uma vez decretado, para sempre decretado) a sua inovadora redução para 45 minutos está já a ser considerado um problema só comparável à eternamente inacabada Igreja da Sagrada Família, em Barcelona.

Indicações terapêuticas: garante-se o sucesso escolar, pleno.

Contra-indicações: considerando a sua estonteante capacidade de absorção, aconselha-se a sua administração depois da elaboração de um cuidado plano de generalização - tem passado de Ministro em Ministro e ainda nenhum conseguiu encontrar a sua simbiose associativa a um inibidor ou a um retardador -.

Precauções especiais de utilização: não pode ser utilizado em períodos de 4 minutos e 36 segundos.

Prazo de validade: 30000000000000 exactos segundos.


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Segunda-feira, 21.05.12

 

 

 

 

 

Os nossos jovens adultos, e até os que estão no final da adolescência, têm razão para se sentirem defraudados. Durante anos a fio, a oferta no ensino superior, e no secundário profissional, obedeceu à ganância financeira e certificou um passaporte para o desemprego ou, quando muito, para um emprego precário que era conseguido com a omissão da formação certificada. Esta tragédia tem muitos responsáveis com nome.

 

O Governo anuncia a prioridade à "(...)indústria, produção agrícola e animal, silvicultura, caça e pescas(...)" e diz (...)adeus aos cursos de multimédia, informática, de marketing ou de animador sociocultural(...) no secundário profissionalizante. Assim de repente, concordo. Contudo, não sei bem o que se vai fazer ao equipamento existente e donde virá o fianciamento para tanta actividade.

 

Estranho a presença da caça. Como parece que o programa será articulado com o ministro da economia, como temos problemas com Bruxelas por causa das gaiolas das galinhas poedeiras, como o ministro Álvaro, na epifania pastel de nata, elogiou o empreendedorismo dos incomestíveis Nando´s (apesar de serem frangos avantajados, são muito piores do que os portuguesíssimos, e minimais, da Guia), talvez alguém se tenha lembrado da caça ao frango e nada melhor do que as escolas para o desenvolvimento do projecto porque têm um caderno de encargos muito aligeirado.

 

Indústria é prioritária no ensino profissional



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Segunda-feira, 02.04.12

 

 

 

 

 

São muitos os ibéricos que encontram afinidades entre Portugal e a Catalunha, a começar pelos desenhos das respectivas capitais. O que não se esperava é que o actual (des)Governo levasse o assunto à letra e ligasse, por ponte imaginária, as duas nações ibéricas. Quando, ontem, se anunciou a ligação ferroviária entre Sines e Badajoz, desconhecia-se que o trajecto só seria retomado em Barcelona? O ministro Gaspar não garantiu, de forma pousada e soletrada, que a economia não iria ao fundo e que o desemprego não aumentaria de forma abrupta e assustadora? Ou estará na resposta à segunda interrogação um sinal aflito e explicador para o desnorte implícito na primeira pergunta?

 

Linha Sines-Badajoz não tem continuidade no lado espanhol



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Segunda-feira, 05.03.12

 

 

 

O Público mudou hoje a apresentação da edição impressa. Foi gratuita. Só me lembrei depois do almoço e já não a apanhei. Já percebi que a mudança foi bem sucedida e que o director por um dia foi José Gil. Garanti um empréstimo a partir de amanhã.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:16 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 28.02.12

 

 

 

 

 

É. O título parece não ter nexo. Só que que às vezes as aparências confirmam a tal excepção. O sistema escolar tem algumas escolas, ou agrupamentos, TEIP (território educativo de intervenção prioritária), que, naturalmente, necessitam de mais financiamento e que podem adoptar uma qualidade conhecida dos cogumelos. E podemos encontar uma relação entre as TEIP, os vícios despesistas e os Champignon de Paris.

 

As TEIP são estruturas escolares que devem consumir mais recursos financeiros para darem resposta a populações desfavorecidas. É uma obrigação do estado social dos países desiguais do sul da Europa que deve ser definida com indicadores rigorosos, mais ainda em período de forte contenção financeira. Por norma, são estabelecimentos de ensino sobrelotados e com grupos étnicos ghetizados.

 

A proposta do governo que prevê a generalização dos mega-agrupamentos de escolas liberta dessa decisão as escolas TEIP. Dizem-me que há uma corrida desenfreada, imitando os tais Champignon de Paris, à classificação pelos motivos mais oportunistas e à procura da sobrevivência nos diversos lugarzinhos. Será que os nossos vícios despesistas não têm emenda?



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Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
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