Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 09.02.17

 

 

(1ª edição em 10 de Maio de 2010) 

 

Talvez tenha sido premonitório, talvez. São dezena e meia de alunos e só um vive com a mãe e com o pai. Nos últimos anos é muito assim: vê-se que os miúdos sofrem com isso, mas não é condição que se manifeste definitivamente trágica.

 

Chegam do intervalo quase sempre em polvorosa. A média de idades ronda os onze anos, a perturbação emocional de uns quantos é acentuada e a conflitualidade é latente.

 

No dia do U a informação era decisiva: o intervalo foi ainda mais caótico do que o esperado; merecia um início de aula raro e com resguardo cívico. Os bancos suecos formam a habitual linha recta, mas nesse aula a escolha caiu no tal U.

 

E de repente nem houve espaço para o caso em apreço: alguém se justificou, com as lágrimas a jorrarem face abaixo, com a descrição de uma cena caseira violenta na noite anterior. O testemunho cativou uma surpreendente e imparável onda de partilhas. A atmosfera era de uma brutal tranquilidade: não se atropelava a outra comunicação, o ruído era inexistente, a comoção sossegava as almas e os relatos absorviam uma adulta vivência emocional. Que fazer? Os quarenta e cinco minutos protocolados para a aula voaram e a catarse parecia envolta numa penumbra iniciática. Tínhamos meia-hora de intervalo pela frente e aqueles pequenos corpos não podiam regressar à selva sem qualquer analgésico. Mas que grande embaraço.

 

O U ficou de mãos dadas em junção com o único que usou a cadeira. Foi um recurso inopinado. Uma corrente em busca de uma qualquer transcendência. Para tudo há sempre uma primeira vez, diz-se. Uma força colectiva ajudou a que se enchesse de energia o discurso de circunstância. As lágrimas esconderam-se como se dissessem: até outro dia.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:41 | link do post | comentar | ver comentários (76) | partilhar

Segunda-feira, 30.01.17

 

 

 


No tempo em que não havia google nem sequer internet, e considerando a informação preciosa que se perdia, dediquei-me à construção de bases de dados para alguns assuntos. A dos "ficheiros secretos" tem entradas com resumos de conferências. Andava à procura das questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda na conferência sobre corporeidade (estiveram lá os dois) em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

Regressei a Bragança de Miranda por causa do vídeo, que colo mais abaixo, imperdível "Palavra e tentação". As questões foram colocadas assim:

Muito obrigado.

Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.

Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo?

Segunda questão: se a responsabilidade das ligações é de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?

A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e de uma pausa, foi sábia e merecia uma conferência: "o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia".

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:45 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 22.12.16

 

 

Captura de Tela 2016-12-22 às 13.33.38

 

Iniciei o blogue em 2004 e percorri os posts de Boas Festas. Guardo muito boas memórias deste blogue. Ainda ontem conversava sobre o desaparecimento dos postais analógicos de boas festas. A actualidade vai assumindo a voracidade da simplificação. Se a atmosfera relacional tem contorno diferentes, as emoções resistem às tendências e ligam as pessoas aos sentimentos de amizade e de respeito pelo próximo.

Dei uma volta por 2016. Em termos de saúde, que é afinal o mais importante, as notícias foram positivas. Em termos profissionais, foi mais um ano muito interessante na defesa da escola pública como valor inalienável da democracia e do Estado de direito.

Escolho sempre um vídeo significativo para este tipo de entradas. A esperança e o optimismo são recomendáveis. Quem veio ter aqui por acaso deve ver e ouvir o vídeo e, se for uma pessoa de boa vontade, pode crer que o que ficou escrito é para si também. Obrigado por passarem por aqui e por lerem.

Fique com o Time dos "Pink Floyd".

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:47 | link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Domingo, 08.05.16

 

 

 

Há umas duas décadas que se realiza, na EBI de Santo Onofre, "A gincana do Onofre". Os alunos formam equipas e convidam um professor. Este ano, foi, mais uma vez, muito interessante. "Amigas Onofre" foi a minha equipa. As alunas trataram de toda a logística e tiveram uma participação inesquecível.

 

13151488_1538172559822479_478415088129632799_n.jpg

 

A meio da gincana, as alunas registaram de imediato o seu estado de alma neste mural.

IMG_0350.jpg

 

O momento da partida com camisolas a condizer: Rita, Maria Inês, Inês, Paulo, Mónica e Joana.

IMG_0355.jpg

 A meio do percurso, na parte alta da "Praça da Fruta" (Caldas da Rainha).



publicado por paulo prudêncio às 15:13 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 31.03.16

 

 

1ª edição em 15 de Novembro de 2010

 

Há aspectos na vida em que já não mudo. Vem isto a propósito do fim do prazo para a entrega dos objectivos individuais e para a candidatura a muito bom ou excelente.

 

Estive no décimo escalão e deixei de ser titular (uma vergonha a menos). Depois passei para o terceiro, de repente para o nono e de seguida retiraram-me do topo da carreira: a legislação, que tal como os direitos adquiridos é uma coisa pouco fiável, inscreveu mais um patamar: o décimo, que na antiguidade seria o décimo-primeiro. Uma espécie de reino comandado por tresloucados. E escrevo isto para afirmar que fiquei em igualdade de circunstâncias com uma boa parte dos meus colegas: tenho para onde progredir, salvo seja. Quando é que ninguém sabe.

 

Não entreguei os objectivos individuais e não me candidatei ao muito bom nem ao excelente, apesar das minhas aulas, e o modo como as concebo e realizo, estarem desde sempre à disposição dos meus colegas. Sou franco: não valorizo muito a não entrega nem sou capaz de fazer um qualquer juízo menos favorável a um comportamento diferente, nomeadamente com os professores contratados que têm sido muito mal tratados nos assuntos da avaliação por governos e sindicatos. Na recta final de 2011, entre Outubro e Dezembro, voltaremos a conversar, veremos quem é que se pôs a jeito e quem são os que conseguem pontuar de forma diferente os seus colegas num modelo comprovadamente inaplicável e injusto.

 

Houve umas coisas que me irritaram e que deveriam ser inadmissíveis entre professores: as cópias e a proliferação de modelos de minutas ou de requerimentos. Também aí já não chego lá.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:16 | link do post | comentar | ver comentários (52) | partilhar

Domingo, 23.08.15

 

 

 

 

 Maputo, 7 de Setembro de 1974.

Encontrei a imagem aqui.

 

 

 

O meu vizinho era em tudo insuportável: racista, machista, fascista, mal-educado, brejeiro e por aí fora. Tinha três filhos: um da minha idade, outro dois anos mais novo e um terceiro uns quatro anos mais velho e um verdadeiro fora-da-lei. Das raras vezes que entrei na casa dele saí com a convicção de que não voltaria. Os filhos eram meus amigos, principalmente o da minha idade.

 

Estávamos em Setembro de 1974 e a Frelimo tinha iniciado pelo norte a jornada do "Rovuma ao Maputo (a capital, bem a sul)" que finalizaria o poder português através de um Governo provisório que prepararia a independência em Junho de 1975. Tinha uns 16 anos e despertava para o tema de todas as horas e discussões: a política. Nessa altura, o exército português depôs as armas e iniciou com os guerrilheiros da Frelimo uma força mista que patrulhava Maputo. As pessoas como o meu vizinho detestavam a mistura.

 

Em 7 de Setembro de 1974 a baixa da cidade estava cheia. Ao que confirmei depois, um automóvel passeava pelas ruas arrastando uma bandeira portuguesa. Gerou-se um tumulto que originou o "Movimento Moçambique Livre". Foram tomados o Jornal de Notícias e a Rádio Clube de Moçambique. Durante dois a três dias transmitiram-se comunicados a favor do movimento e contra a Frelimo. Instalou-se a violência. As populações moçambicanas dos subúrbios viraram e queimaram carros com pessoas lá dentro e invadiram as ruas da capital armadas com catanas. Alguns portugueses agiram como snipers e atingiram os "invasores". Foram dias de terror. Fiz três coisas de que me recordo bem: morava perto do hospital e assisti à chegada de várias camionetas de caixa aberta com cadáveres, refugiei-me em casa e, no segundo dia, fui com os meus pais ver o que se passava na Rádio Clube de Moçambique. Vi aí um dos chefes do movimento a discursar e a ser fortemente aplaudido: era o meu vizinho.

 

Dito tudo isto para relembrar uma coisa óbvia: da rua só saíram ditaduras.

 

Vi isso naquela altura (embora aquele movimento tenha durado três dias), já o tinha lido na História e confirmei-o ao longo dos anos com tantos lutadores a estalarem o verniz por coisas que "nada" tinham a ver com política.

 

Como fazer então a "revolução" sem ser a partir da rua (ou antes que parta da rua) é o grande desafio da sociedade portuguesa.

 

 

 

 1ª edição em 28 de Outubro de 2013.



publicado por paulo prudêncio às 15:59 | link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Sexta-feira, 21.08.15

 

 

 

 
 
Cortesia inexcedível do Calimero Sousa.
 
1ª edição em 17 de Junho de 2013.
 
 
 
 


publicado por paulo prudêncio às 15:26 | link do post | comentar | ver comentários (57) | partilhar

Terça-feira, 11.08.15

 

 

 

 

A localização é taxativa: a acção cívica prejudica-me e sou um alvo a abater pelo poder político local dominante. Há muito que me repetem a condição. São conhecidas as provas e dois conselhos gerais escolares acentuaram as certezas de quem conhece os corredores destas decisões.

É natural, portanto, que pense no assunto e que faça um qualquer balanço.

Assim de repente, já disputei, em quase três décadas, duas dezenas de eleições escolares na espécie de Madeira em que habito. Sempre como alguém que faz da acção cívica na defesa da escola pública um exercício de risco. Mas uma defesa com provas dadas, também em nome da ambição organizacional, da inovação e da qualidade e como primeiro numa equipa ou em modelo unipessoal. Em mais de trinta anos de exercício profissional, nunca fui nomeado pelo poder central ou local. Os cargos que exerci foram sempre por eleição em sufrágio directo e universal com cadernos eleitorais abrangentes.

Das duas dezenas disputadas (e nem sempre apresentei candidatura), venci, ou vencemos, umas quinze. Das cinco não vencidas, duas foram listas únicas que não obtiveram, por um voto (por incrível que possa parecer a coincidência e com um intervalo de cinco anos), os 50% exigidos pela lei, uma outra registou um empate em votação nominal (o poder da altura nomeou a outra pessoa) e conhecem-se duas derrotas em votação colegial (as únicas em que os representantes partidários, e afins, votaram) precedida de um simulacro de concurso, sempre o mais difícil para alguém com estas características e com a particularidade de uma delas ter registado um empate na primeira volta seguida de uma derrota por um voto (parece uma sina). Essas duas candidaturas foram também em nome dos profissionais da Educação e de defensores da escola pública que não esquecerei.

Para alvo a abater não me parece um currículo desprezível.

Não me acomodo na muito respeitável crítica pela crítica, aguento-me bem ao estatuto determinado e nunca sabemos o que é que o futuro nos reserva. Em 2009, publiquei um texto, "O golpe", como denúncia da promiscuidade no público-privado nos assuntos escolares. Parece que foi demasiado incómodo e que acentuou o tal alvo a abater (expressão que não gosto nem uso, mas que me tem sido repetida por pessoas autorizadas). Cada vez que o releio, vejo-o mais certeiro e isso explicará muita coisa.



publicado por paulo prudêncio às 10:10 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 15.07.15

 

 

Captura de Tela 2015-07-15 às 22.08.48.png

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pode adquirir aqui a versão digital do livro "Razões de uma candidatura: Em busca de uma ideia de escola de gestão escolar (Portuguese Edition)". A editora é a "Amazon - kindle edition".

 

Pode ler a descrição:

 

A ideia de escola está associada à renovação e ao recomeço. Não existe alternativa. Quem abraça um desafio com estas características deve saber que o exercício de gestão escolar nunca se conclui e que invariavelmente nos remete para o famoso mito de Sísifo. Portanto, impõe-se a difícil depuração entre o que desejamos e o que é possível. Se a democracia se ergue também a partir das escolas e na riqueza da interação dos discursos, das atitudes e dos exemplos, então a ideia de compromisso ocupa um lugar essencial; e, neste caso, a minha afirmação inscreve-se na ideia de fazer o melhor que for capaz. Por isso, e para que a clareza aproxime este projeto de intervenção da sua necessária avaliação, não me proponho a um exercício retórico que se transforme num conjunto abstracto ou perdido no tempo. Este projeto de intervenção será um instrumento organizacional.(...)

A ideia de agrupamento de escolas vigente em Portugal é desconhecida pela literatura dedicada à gestão escolar e há investigadores que se mostram céticos em relação aos resultados. Esta escala organizacional parece dar corpo às inscrições nos dois parágrafos anteriores: transporta um sentimento de crise e é decidida pelos tempos que vivemos. Por outro lado, o pensamento que dita as políticas educativas relaciona-se com o pensamento político e económico. Por isso, a escola deve ser entendida segundo vários pontos de vista e de acordo com os interesses políticos e sociais em vigor.(...)



publicado por paulo prudêncio às 22:12 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 01.07.15

 

 

 

 

Nasci na então Lourenço Marques e ouvia com frequência que era branco de segunda (verdade se diga que só após o primeiro inverno europeu é que percebi que não era o moreno que me achava) e que mesmo como português não seria um eleito.

 

Mais tarde, percebi que os que me apontavam como retornado após a fuga de Moçambique mais pareciam indígenas saídos de um país que tinha adormecido na modernidade do meu tetravô. Quase 40 anos depois, esse país apontador não é o mesmo por obra de milhões de formigas. É claro que não haveria fábula sem as inevitáveis cigarras.

 

Dito isto e para salientar que já sorrio (sempre fui um pouco assim) com discriminações que me incluam até com as que são repetidas por quem governa Portugal. Passos, Relvas, Gaspar e Portas foram incansáveis em fazer coro com quem nos classificava como PIGS, gastadores, piegas, preguiçosos, propensos à emigração e outras coisas mais desagradáveis. Terão razões para isso. Os espelhos servirão para alguma coisa, mas já lá vou ao assunto.

 

Li hoje no Público a entrevista do primeiro-ministro finlandês. É um tipo de 41 anos, de direita, condescendente com os para além da troika e, se não houve lapsos de tradução, com algumas certezas absolutas. Uma delas é que Portugal vai no caminho certo e que não é justo que, mesmo numa moeda única, cada um não pague pela sua condição. Deve ser um tipo exemplar e severo nos costumes.

 

Se foi Mitterrand quem tudo fez para que com a criação do euro a Alemanha ficasse "impedida" de provocar outra guerra mundial, talvez seja o poder vigente alemão quem usa o euro para impor de novo uma espécie de imperialismo. Quem diria. Cada vez se percebem mais as carradas de preconceitos que inundam as mentes dos anti-eurobonds.

 

O que se vai observando (e que muitos não se cansavam de sublinhar) é que os europeus são mais parecidos do que se supunha e até na preguiça, na corrupção, na utilização fraudulenta de paraísos fiscais, na produtividade e por aí fora. O que mais aborrece é termos governantes que se apressam a acusar os seus e depois dão os exemplos que se conhecem. Os ajustes directos do Governo português para se estudar mais do mesmo ou o uso dos grandes escritórios de advogados são um insulto à inteligência das pessoas e explicam a baixa auto-estima profissional dos governantes. A falta de patriotismo é uma das consequências e foi pena não se ouvir o primeiro-ministro finlandês sobre o assunto.

 

A corrupção desgraçou-nos e à Europa também. O centro do velho continente está também infestado de maus exemplos. Por outro lado, há inúmeros portugueses que se orgulham de o ser e do seu grau de profissionalidade e não os vejo a apontar o dedo às comunidades que param de laborar às 15h00 ou que se embebedam às sextas por sistema (as lojas de produtos alcoólicos são blindadas) e por aí fora. Somos mais cabisbaixos, sem dúvida, mas devíamos ser representados por quem não tivesse vergonha da sua nacionalidade.

 

Post de 14 de Abril de 2013.

 



publicado por paulo prudêncio às 10:00 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 01.06.15

 

 

 

Captura de Tela 2015-04-15 às 14.43.31.png

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É um livro que pode adquirir nesta ligação e que pode interessar a quem estude a gestão das organizações. É um projecto de intervenção concebido em 2014 para um megagrupamento de doze escolas portuguesas e transporta um conjunto de ideias de gestão escolar.

 

Pode ler a descrição:

 

A ideia de escola está associada à renovação e ao recomeço. Não existe alternativa. Quem abraça um desafio com estas características deve saber que o exercício de gestão escolar nunca se conclui e que invariavelmente nos remete para o famoso mito de Sísifo. Portanto, impõe-se a difícil depuração entre o que desejamos e o que é possível. Se a democracia se ergue também a partir das escolas e na riqueza da interação dos discursos, das atitudes e dos exemplos, então a ideia de compromisso ocupa um lugar essencial; e, neste caso, a minha afirmação inscreve-se na ideia de fazer o melhor que for capaz. Por isso, e para que a clareza aproxime este projeto de intervenção da sua necessária avaliação, não me proponho a um exercício retórico que se transforme num conjunto abstracto ou perdido no tempo. Este projeto de intervenção será um instrumento organizacional.(...)

A ideia de agrupamento de escolas vigente em Portugal é desconhecida pela literatura dedicada à gestão escolar e há investigadores que se mostram céticos em relação aos resultados. Esta escala organizacional parece dar corpo às inscrições nos dois parágrafos anteriores: transporta um sentimento de crise e é decidida pelos tempos que vivemos. Por outro lado, o pensamento que dita as políticas educativas relaciona-se com o pensamento político e económico. Por isso, a escola deve ser entendida segundo vários pontos de vista e de acordo com os interesses políticos e sociais em vigor.(...)



publicado por paulo prudêncio às 09:44 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 21.05.15

 

 

Captura de Tela 2015-04-14 às 22.20.15.png

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pode adquirir aqui a versão digital do livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares". A editora é a "Amazon - kindle edition".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas organizações escolares

Authored by Paulo Prudêncio 


A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



publicado por paulo prudêncio às 12:20 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 15.04.15

 

 

 

 

O livro sobre gestão escolar, "Por precaução",  aguardava desde 2012 por uma edição. Já esteve para acontecer por algumas vezes com outras editoras, mas a simplificação de procedimentos da "Createspace an Amazon company" resolveu o assunto. Tenho mais um livro editado que publicitarei em breve e os dois projectos estão em processo de revisão para a versão digital. Tenciono, lá mais para a frente, publicar um terceiro livro recorrendo aos mesmos procedimentos.



publicado por paulo prudêncio às 21:42 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 10.04.15

 

 

BookCoverImage.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pode adquirir aqui o livro "Por precaução - o tratamento da informação nas organizações escolares" de que sou autor. A editora é a "Createspace an Amazon company".

 

Pode ler a descrição:

 

Por precaução

O tratamento da informação nas escolas

Authored by Paulo Trilho Prudêncio 

A actual discussão política à volta do papel da escola e a predominância da ideia de sociedade global associada aos sistemas de informação e de conhecimento, foram factores nucleares para a escolha do tema para esta investigação.

Tivemos também a pretensão de contribuir para a novel investigação que se preocupa com a gestão escolar propriamente dita e com os seus sistemas de informação, numa lógica que tenta ultrapassar dois territórios que, e segundo Barroso (2005), têm ocupado o universo da Administração Educacional: o das Ciências da Educação e o das Ciências da Administração e Gestão. 
Não é ousado afirmarmos que não é possível identificar escolas de gestão escolar. Apesar destas instituições serem, e de acordo com Grade (2008), uma das organizações mais estudadas, podemos inscrever um estado de desconhecimento quanto aos modelos de gestão que estão em confronto. Existe uma larga latitude de opções quanto à forma como as redes de escolas se estruturam, mas o reconhecimento da singularidade organizacional das instituições é um espaço de investigação que dá os primeiros passos.
É precisamente no modo como as organizações escolares tratam a informação que se centra o nosso estudo. Fomos conhecer a cultura organizacional da escola na estreita relação com os sistemas de informação. Queríamos perceber se a maioria da informação é obtida por precaução e as conclusões da investigação comprovaram-no. Uma parte muito significativa das entradas de informação cumprem esse desígnio e não alimentam um sistema de informação que exista como tal: estudado, moderno, coerente e libertador dos actores para a tarefa essencial das escolas: o ensino. Importava conhecer as razões e foi disso que fomos à procura. 
A nossa opção de recolha de dados para o estudo empírico circunscreveu-se a entrevistas a directores escolares. Escolhemos uma abordagem qualitativa como método de investigação, com as consequentes análises de conteúdo e as respectivas apresentação e síntese de resultados.
Encontrámos um sistema escolar mergulhado em burocracia inútil e que faz depender as decisões dos actores escolares dos excessos normativos do poder central. Apesar da autonomia na gestão escolar ser um objectivo há muito perseguido nos textos de políticas educativas, o estado da gestão informacional inscreve uma entropia que bloqueia a afirmação das particularidades organizacionais dos estabelecimentos de ensino.



publicado por paulo prudêncio às 19:12 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 25.03.15

 

 

 

18167802_SGTdY.jpeg

 

Chegaram hoje dois livros sobre gestão escolar de que sou autor. Estão na fase de revisão e em breve serão colocados à venda. Terminam assim as suas versões gratuitas em formato ebook ou pdf.

 

IMG_1770.JPG

 

IMG_1769.jpg

 O "As" está a mais. Terá como título "Razões de uma candidatura".



publicado por paulo prudêncio às 16:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 30.11.14

 

 

 

 

 

  

 

 

É uma história aconselhável a pessoas sensíveis ao sofrimento alheio, embora contenha imagens chocantes. Se ligarem o título à imagem compenetram-se dos perigos que vão correr. Quero convocar seres deste universo e partilhar o destino de uma das minhas memórias. Só tive uma dúvida: se seria um abuso usar a imagem de um tubarão numa história tão violenta, porque sei, pela voz da ciência, que estes animais são normalmente inofensivos e que a sua ferocidade é a reacção natural de quem é habitado pelos medos do mundo; como os humanos, afinal.

 

Acredito que serei absolvido. Parece-me palpitante começar uma narrativa desta maneira e antes de vos subir o pano não resisto a fazer uma declaração de princípios. Sempre que assisto a um discurso ministeriável para uma plateia de professores - e aconteceu uma coisas dessas, recentemente, num congresso de professores de história - reforça-se a necessidade dos jovens treinarem a memória através dos exercícios de cálculo na matemática. Pergunto-me repetidamente: então e a história? Ficarão os jovens mais preparados para enfrentarem os domínios da razão com a tabuada na ponta da língua ou com o conhecimento da história? Se tivesse que optar, escolhia as duas. Para ilustrar esta excêntrica conclusão, vou vos dar a conhecer como os encantos da infância podem ser ensombrados pelos relatos da investigação histórica.

 

A história passa-se em duas praias. No Tohofinho, uma das belas praias de Inhambane, cidade moçambicana, e na Foz do Arelho, a praia das Caldas da Rainha, cidade portuguesa. Entre uma e outra, esboroou-se um encantamento com mais de 30 anos.

 

Decorria o ano de 1971, tinha 11 para 12 anos e vivia na cidade de Maputo. As férias grandes eram intermináveis. Uns vizinhos convidaram-me para passar um mês, dos três que essas férias nos abençoavam, na cidade de Inhambane. Era preciso percorrer cerca de mil quilómetros para se chegar à cidade suave. Uma catedral erguia a centralidade da terra da boa gente, por baptismo de Vasco da Gama, que acolhia muitos cidadãos indianos e paquistaneses. Aparentava uma pacífica coabitação entre culturas.

 

Bastava percorrer uma ou duas dezenas de quilómetros para sermos presenteados com uma das belas praias que rodeavam Inhambane. O Tohofo (lê-se tofo) era a nossa escolha. Praia quente, de águas imaculadas e impossível de descrever. Pouco habitada, com um hotel, uma estância balnear de ferroviários e pouco mais. Uns poucos quilómetros antes de se chegar ao Tohofo, aparecia uma picada para o Tohofinho.

 

É do segundo lugar que a minha memória guarda as imagens que me fizeram escrecrever este texto. Os jovens chegavam diariamente ao Tohofinho pela praia. Centenas de metros percorridos de modo pedonal e sempre com a mente desperta para o aviso dos perigos mortais. O Tohofinho tinha uma rebentação fortíssima e era um albergue de tubarões.

 

Na fronteira das duas praias, erguia-se um invulgar rendilhado rochoso. Na maré vazia, a natureza oferecia-nos um belo complexo (digo complexo para ser moderno, já que aquilo não era mais do que um “simplexo”) de piscinas naturais. Foi numa dessas piscinas que tive a sensação única de tocar num tubarão vivo; pequeno é certo, já que esta história não vos é contada por um caçador de leões ou elefantes.

 

Guardo dessas férias a ideia de ter estado no paraíso. Passados 33 anos, e imaginem como cenário uma esplanada da não menos bela Foz do Arelho, lia uma entrevista da historiadora portuguesa Dalila Mateus. Um arrepio apoderou-se de todo o meu ser. A tese da investigadora apresentava argumentos para se considerar como genocídio a presença portuguesa nos territórios coloniais. Entre outros relatos, Dalila Mateus contou algumas atrocidades cometidas pela PIDE. Salientou a prática comum de se lançarem aos tubarões do Tohofinho - em plena primeira metade da década de 70 do século XX - os presos políticos de pele negra. Em que águas límpidas terei eu tocado? Como foi isto possível?

 

 

(Texto reescrito. 1ª edição em Maio de 2004)





publicado por paulo prudêncio às 12:08 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Sexta-feira, 14.11.14

 

 

 

Raramente uso aforismos nos posts e até as citações não merecem a minha preferência. Gosto mais de utilizar imagens com as leituras que vou fazendo para tentar acrescentar qualquer coisa ao que me apetece escrever.

 

Como dei conta noutra altura, deixei de comprar edições impressas dos jornais. Mantenho apenas a assinatura da Gazeta das Caldas em papel. Mas há excepções. Há tempos, a última página do Público inscreveu um aforismo certeiro atribuído a Epicuro (-341/-270), Filósofo da Grécia Antiga, que diz assim:

 

"Pelo medo de ter de se contentar com pouco, a maioria dos homens deixa-se levar a actos que aumentam mais ainda esse medo".

 

 

 

Segunda edição. Rescrito. 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:35 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quinta-feira, 13.11.14

 

 

 

Regressei à cidade onde nasci poucos anos depois da partida "definitiva" e senti uma descida emocional que se esbateu três dias depois. A permanência por trinta dias provocou uma "dor de saudade", por se tornar aguda a consciência da perda, ainda mais intensa do que no primeiro abandono.

 

Ao ler "O essencial sobre Marcel Proust", de Mega Ferreira (obra apenas digital), percebe-se, escrito como ninguém e com uma inigualável sensibilidade como era o caso de Marcel Proust, que isso não só acontece nos regressos como se repete nas deambulações pelos espaços há muito imaginados.

 

 

 

 

 

 
 2ª edição do post. Reescrito.
 


publicado por paulo prudêncio às 13:05 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 22.09.14

 

 

 

 

Do grupo que há pouco mais de dois anos esteve pela Bairrada, faltam o Nuno e o Abel do Ad Duo (encerrado), o Nuno Domingues do Educar a Educação (hibernado) e o Fafe que edita no blogue do Paulo Guinote.

 

A edição do DN de hoje inclui a peça seguinte da autoria da jornalista Patrícia Jesus a quem agradeço a atenção.

 

 

 

 

 

 

 

 Diário de Notícias, 22 de Setembro de 2014.

 

 

A blogosfera dos professores é feita, naturalmente, de muitos outros blogues e de todos os que ajudam a manter a chama.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:42 | link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

 

 

 

O quarteto que dá voz aos professores na internet

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:30 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 15.09.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falar do futuro na época em que inaugurei o Correntes era um exercício muito afastado do que se veio a viver; mesmo para os registos mais pessimistas.  

 

O primeiro editorial inscrevia a impossibilidade da escrita sobre Educação, mas em 2006 abandonei a promessa. O registo independente entranhou-se: vinha de trás e a atmosfera de liberdade é inigualável. Já vou em 7894 posts (com 24159 comentários) e não vislumbro um qualquer tempo perdido. Sei que a escrita estrutura a mente e que é um exercício de risco.

 

Em 16 de Dezembro de 2013 escrevi este post sobre os deveres de cidadania em que manifestava algum cansaço com essa espécie de já longa "profissionalização". Reservei para 2014 um abrandamento que cumpri sem muitas cedências.

 

Os blogues afirmaram-se como clássicos das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Repito um parágrafo que usei noutros editoriais: Seria mais cómodo que a linha editorial de um blogue se restringisse ao puro prazer de escrever e de editar posts sem conteúdos relacionados com causas e com temas denominados de cidadania. No meu caso seria, mas não era a mesma coisa.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:54 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Sábado, 09.08.14

 

 

 

 

 

Não sou muito dado a usar aforismos nos posts e até as citações não merecem a minha preferência. Gosto mais de utilizar imagens com as leituras que vou fazendo para tentar acrescentar qualquer coisa ao que me apetece escrever.

 

Como dei conta noutra altura, deixei de comprar edições impressas dos jornais. Mantenho apenas a assinatura da Gazeta das Caldas em papel. Mas há excepções e ontem foi um dia desses. A última página do Público inscreveu um aforismo certeiro e actual atribuído a Epicuro (-341/-270), Filósofo da Grécia Antiga, que diz assim:

 

"Pelo medo de ter de se contentar com pouco, a maioria dos homens

deixa-se levar a actos que aumentam mais ainda esse medo".

 

 

Encontrei uma passagem que pode ser interpretada como um registo irónico.

 

 

 

 

 

DeLillo, Don (2010:89). "Submundo". Sextante Editora. Lisboa.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:04 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 05.08.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem obtida no litoral oeste de Portugal. Agosto de 2014.

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:16 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 31.07.14

 

 

 

 

A "Gazeta das Caldas" fez mais uma peça sobre a ideia de municipalização da Educação no concelho de Óbidos, mas não encontro o link. Estive algum tempo a conversar com a jornalista apesar das dificuldades da rede. É interessante ser ouvido como professor e blogger. Não pertencer aos órgãos de partidos políticos, sindicatos e por aí fora cria algumas incomodidades na vidinha pública, mas a sensação de liberdade e de cumprimento do dever cívico é inigualável; mais ainda, e por incrível que pareça, nos tempos que correm.

 

Nota-se que a autarquia de Óbidos recuou no seu ímpeto-modelo-GES e que já se inspirou em alguma sensatez.

 

 

 

 

 

  

 

  

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:00 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 20.07.14

 

 

 

Passei pelos "50 livros que toda a gente deve ler", na recomendação do Expresso, e "faltam-me" cerca de uma dezena. Decidi-me pelo "Submundo" de Don DeLillo e já foi satisfeita a reserva numa das livrarias que resiste ao sistema do link do livro. Acompanhar-me-á nas férias.

 

A impaciência com a espera é uma boa sensação que se renova.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:08 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Terça-feira, 15.07.14

 

 

 

O Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, é imperdível. À excelência do acervo acrescenta-se um espaço muito agradável. Mas este post fica-se pela exposição temporária e por um painel de Mário Vitória integrado no projecto Alice. É um género de desenho que me fascina e nem sei se se tornará num clássico. Fotografei-o, devidamente autorizado, e partilho-o sem muitos comentários. Repare-se, por exemplo, na quantidade de polvos que preenchem o espaço europeu de que Portugal faz parte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:10 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 13.07.14

 

 

 

 

 

 

 

 

No final do concerto de António Pinho Vargas percebemos que na noite seguinte haveria outro espectáculo integrado no Colóquio Internacional Epistemologias do Sul - Projecto ALICE (CES-UC), denominado "BAILEnquanto" (11 de Julho de 2014), às 22h00, no Pátio da Inquisição em Coimbra. O nome do local tinha uma forte relação com o tipo de espectáculo.

 

Chegámos às 21h30 e desconhecíamos que no Pátio existe um restaurante. Esteve cheio a noite toda. Apanhámos uma mesa bem à frente e acompanhámos os derradeiros preparativos. Às 21h45 já havia música e chegaram os elementos dos 5ª PunKada constituído por pessoas com paralisia cerebral que se mostravam ansiosos com a sua actuação que seria a primeira do espectáculo.

 

 

 

 

Às 23h10, uma hora e dez minutos depois (sim, 1h10) da hora prevista para o início e repetindo o que relatei em relação ao dia anterior, um elemento da organização desabafou para alguém que estava ao nosso lado: "é intolerável. As pessoas do colóquio estão atrasadas e não esperamos mais. Vamos começar". As cadeiras destinadas às tais entidades foram ocupadas pelo público anónimo.

 

 

 

 

 

Os 5ª Punkada tocaram dois temas. Encontrei um vídeo, que pode ver mais abaixo, com outro tema do grupo. Vale a pena ouvir, embora confesse que achei as melodias algo mainstream. Não percebi a 1h10 de atraso, já que as entidades chegaram a meio do primeiro tema, saíram antes do final do segundo e nem assistiram ao resto de espectáculo que tinha gerado alguma expectativa com o anúncio do dia anterior, com a literatura disponibilizada nas redes sociais e que pode consultar no primeiro link que indiquei.

 

 

 

 

 

O espectáculo BaileEnquanto foi muito exigente. O barulho constante e ensurdecedor da multidão que permanecia no restaurante Pátio, e na sua esplanada, impediu a audição da maioria das intervenções teatrais. Foi pena. Salvou-se a componente multimédia. Resistimos quase até ao fim.

 

  

 

 

  

Um vídeo dos 5ª Punkada com cerca de cinco minutos.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:00 | link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 12.07.14

 

 

 

 

 

 

O concerto, de entrada livre, de António Pinho Vargas era às 20h00 (10 de Julho de 2014) no imperdível Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, e tudo fizemos, e conseguimos, para chegarmos uns 15 minutos antes.

 

O concerto estava integrado no colóquio internacional "epistemologias do sul" organizado pelo CES da Universidade de Coimbra.

 

O local, belíssimo, foi uma óptima escolha e o clima condizia: céu limpo, boa temperatura e sem vento. Às 20h00 a "sala" estava lotada com excepção das três primeiras filas reservadas para as entidades do congresso.

 

 

 

 

 

Às 20h20 chegaram as primeiras pessoas destinadas às cadeiras reservadas e ouvi alguém da organização desabafar para uma delas: "está difícil segurar o pianista".

 

 

 

 

 

 

Às 20h40 chegaram as entidades onde se incluía quem tinha de discursar. Devo precisar que esta coisa do atraso repetiu-se no dia seguinte. Contarei os detalhes num próximo post que terá como título "Os 5ª Punckada no Pátio da Inquisição".

 

 

 

 

O extraordinário concerto começou de seguida e António Pinho Vargas esteve em elevadíssimo nível, se me permitem, com quatro temas.

 

 

 

 

 

No final do segundo tema, o compositor fez um discurso devastador para o desprezo em curso pelas políticas culturais. Referiu-se a um artigo recente do JL que o considerou o maior compositor português vivo e classificou-se um excluído há décadas por causa de temas "com a etiqueta jazz" como a "Dança dos Pássaros"; uma coisa menor, portanto. 

 

 

 

 

Foi com esse conhecido tema que abriu o concerto e confesso: sou um ouvinte compulsivo desta música de Keith Jarret, só posso sublinhar que somos um país sem emenda e se o caro leitor estiver para perder uns cinco minutos pode ouvir a tal dança no vídeo que se segue.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:45 | link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Quinta-feira, 26.06.14

 

 

 

 

Encontrei uma entrevista que a "Gazeta das Caldas" me fez e que foi publicada em 11 de Julho de 1999. Não mudava grande coisa e nem quero dizer com isto que me sentia sei lá como se não me revisse no que disse no século passado. É evidente que registo influências de literatura que hoje considero muito menos, mas no essencial revejo-me.  

 


Como é que vai ser o ensino no ano 2000/próximo milénio? 

Com todos os riscos que uma previsão desse tipo encerra, podemos e queremos imaginar um ensino que estimule a curiosidade e que desperte uma permanente vontade de aprender. Sabemos que isso exige esforço. Também sabemos que quem gosta de aprender constrói modelos de referência, perspectiva caminhos, serve-se dos vastos recursos existentes e ajuda a que outros também o façam. A etapa que vivemos teve um caminho inevitável e desejável, a massificação do ensino. É necessário passarmos a outro estádio, também imperativo, a democratização do ensino. Desejamos que o ensino chegue a todos de uma forma verdadeiramente significativa, mas, para isso, é desejável que a articulação entre as diversas instituições responsáveis pelo sucesso educativo (que não apenas o escolar...) seja eficiente. De uma coisa estamos certos: se não sabemos muito bem para onde vamos, sabemos de certeza por onde já não queremos ir. O conjunto de experiências e de estudos é suficientemente vasto para não repetirmos soluções gastas e do passado. A escola continuará a ensinar, mas os modelos organizacionais que proporcionam o acesso aos saberes, aos conhecimentos, aos valores, às atitudes, serão definitivamente diferentes. Mesmo hoje, parece-nos desnecessário fazer o elenco dos parceiros educativos da escola para sermos claros na resposta a uma questão deste género. No entanto, o destaque para a família como parceiro privilegiado e decisivo evidencia-se, agora e no futuro. 

Como é que essas transformações se vão repercutir na sua escola, ao nível de professores e alunos? 

Já se repercutem. Ao longo deste século sempre se procuraram metas de excelência nos diversos domínios das aprendizagens. A cultura da escola é a cultura permanente da exigência, da finalidade e da regra mas também do afecto, da amizade, do drama e do erro. Com a alteração vertiginosa dos meios, impõem-se novos modelos de relação pedagógica que reconhecidamente terão exigências crescentes. Contudo, espera-se que renovem entusiasmos, que reformulem projectos e que abram novos horizontes. Para ambos, professores e alunos, caminhar num bom percurso de aprendizagem não é uma tarefa fácil, é antes um somatório de venturas e desventuras; o fundamental é que as condições de realização do acto educativo acompanhem e apoiem as necessidades de uns e de outros. 

Quais as prioridades que deveriam haver nas Caldas ao nível da educação? 

É importante que se crie um conselho local de educação, onde todos os contributos se cruzem. Esse conselho ajudará a estabelecer as políticas educativas ajustadas às necessidades da comunidade, com indicadores que não se desloquem duma perspectiva emancipadora e sempre balizados pela preocupação de tentar apreender o novo e dar-lhe forma. O conselho local de educação estará assim em condições de sugerir com clareza quais as áreas prioritárias de investimento. Deverá ser um conselho que funcione, que se governe por um regimento moderno e que seja simultaneamente aglutinador e mobilizador. Mais do que fazer elencos de prioridades, é fundamental criar as bases organizativas que orientem as políticas educativas ou outras. Também é fundamental que, depois, a comunidade perceba o caminho e que identifique ao longo do percurso o que claramente se quer ou não se quer. Como alguém disse "o ensino não deve continuar a encontrar soluções que tenham um pé no passado, ou seja, não deve responder de forma igual para todos sem perceber que o fundamental é introduzir saídas para cada um. A escola não pode continuar a ser um local de estacionamento de potenciais desempregados". Ora aqui está uma prioridade absoluta, que só pode ser concretizada com ideias sólidas sobre o que vai ser o mercado de trabalho no futuro, na região e no mundo. Aí, a escola, isoladamente, pouco fará. O ensino do futuro passará decerto também por aqui. E o sucesso das políticas terá uma relação muito directa com a capacidade de antecipação.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:07 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 21.06.14

 

 

 

 

 

 

 

 

Se um turista quiser usar uma BiConde (designação das bicicletas comunitárias de Vila do Conde) terá de deixar uma caução de 500 euros. O regulamento tem mais detalhes igualmente de primeiríssimo mundo e nem sei se é permitido usar as BiConde na marginal de uma dezena de quilómetros da Vila aristocrática. Passei há uns três anos por lá, já era de noite, e valeu que os candeeiros urbanos não estavam ligados. Tenho ideia que nunca serão. É que são tantos, para aí de cinco em cinco metros nasce um cliente da EDP para explicar a nossa bancarrota, e nos dois passeios que ladeiam a marginal, que se aquela parafernália for ligada não só ficará de dia como ofuscará os satélites que tiverem o azar de apontar para Vila do Conde. Haverá o risco do planeta se deslocar, realmente. Convenhamos que alguém terá de pagar o equipamento urbano.

 

Voltando propriamente às BiConde, tenho ideia que os autores do regulamento (são da família dos candeeiros) rir-se-ão muito com a inteligência ergonómica do jovem que pode ver na imagem seguinte e jamais acharão que os extremos se tocam ou que o mundo é demasiado pequeno.

 

 

 

 

 

 

 

PS: deve considerar-se que começou oficialmente o verão.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:33 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

 

 

 

 

 

 

 

Nuno Garoupa parece que é um académico, ainda jovem, prestigiado e preside à Fundação Manuel dos Santos (vulgo Pingo Doce, para abreviar). Para Nuno Garoupa os juízes do TC cometem uma espécie de pecado original: "pensam como funcionários públicos". Ou seja, Garoupa que se preze é descomplexado competitivo, moderno e por aí fora. Esmiuçando ainda mais um bocado, imaginamos que para Garoupa um funcionário público é acomodado, falho de ambição, despreza o sector privado e preocupa-se com pensionistas.

 

Lembrei-me de uma história à volta das Garoupas. Apesar de ter nascido e vivido quase duas décadas a banhar-me no Índico, só pesquei uma vez e logo uma Garoupa com uns três palmos; foi à linha e na doca do Clube Naval da cidade onde nasci. A experiência talvez me projectasse para a caça aos Tubarões e para coisas igualmente grandes e temíveis. Mas não. Fiquei-me pela Garoupa e talvez isso explique o meu destino profissional: funcionário público, falho de modernidade e ambição e um acomodado; ainda acabo numa fundação.

 

PS: deve considerar-se que começou oficialmente o verão.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 15:02 | link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Sábado, 31.05.14

 

 

 

 

1ª edição em 30 de Janeiro de 2014. 

 

 

 

 

Como há tanta informação preciosa que se perde, dediquei-me à construção de bases de dados para os mais variados assuntos.

 

A dos "ficheiros secretos" tem centenas de entradas e algumas incluem resumos de conferências. Andava à procura dumas questões que apresentei a Eduardo Prado Coelho e encontrei as que coloquei a Bragança de Miranda numa conferência sobre corporeidade (estiveram lá os dois) em 7 de Novembro de 1997, na Cruz Quebrada.

 

Regressei a Bragança de Miranda por causa do vídeo imperdível "Tentação e palavra" e nessa viagem revi Eduardo Prado Coelho.

 

As questões foram colocadas assim:

 

Muito obrigado. Vou colocar duas questões e gostaria que estabelecesse uma relação entre elas, partindo de três categorias: ideologia, responsabilidade e dor.

Primeira questão: considerando o conceito de ideologia, que por aqui estabelecemos, como um conjunto de interesses inconfessáveis (e pensei no consenso manufacturado de Chomsky e na comunidade que vem de Agamben) quais são os interesses inconfessáveis da ideologia do corpo? Segunda questão: se a responsabilidade das ligações é de cada um dos corpos organológicos, e se o primeiro movimento da responsabilidade é a dor, como será a responsabilidade de um corpo sem dor e a que ideologia isso interessa?

 

A resposta de Bragança de Miranda, depois de sorrir e de uma pausa, foi sábia e merecia uma conferência: "o mundo passa mais pelas palavras do que pela fisiologia".

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 22:13 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Quarta-feira, 28.05.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando comecei o Correntes não imaginava o que iríamos viver.

 

Se me tinha prometido não escrever sobre assuntos escolares, a ideia foi progressivamente abandonada a partir de 2006. O registo entranhou-se e só o tempo ditará o destino do blogue. Habituei-me desde cedo a não dizer nunca, em questões que não ultrapassem, obviamente, determinados limites, e a responder pelos meus actos. Sei dos custos da independência, mas a sensação de liberdade é oxigenante.

 

Quando olho para trás, e para cerca de 7665 posts, não dou o tempo por perdido. Escrever organiza as ideias e o nosso mundo e é um exercício de risco. Gosto disso. A linguagem exprime emoções e não escapo ao registo intimista.

 

Escolho os assuntos de acordo com os meus critérios e não adopto o registo assim-assim ou o calculismo da publicação para agradar a quem quer que seja. Dizem-me que, por vezes, sou contundente. Não faço por isso, mas não me queixo do retorno.

 

Os blogues são uns clássico das redes sociais e ao fim de uns anos os seus arquivos ensinam-nos a lidar melhor com o tempo.

 

Obrigado a todos os que passam por aqui.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:23 | link do post | comentar | ver comentários (23) | partilhar

Sábado, 26.04.14

 

 

 

 

Depois de umas obras em casa, há sempre lugar para umas mudanças. Desta vez, as pequenas molduras não resistiram e a escolha das fotos foi uma viagem no tempo ou uma escolha difícil.

 

Digitalizei uma das imagens para usar também como capa no facebook e fica por aqui porque sim.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 21:26 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 20.04.14

 

 

 

 

 

As memórias, a individual e a colectiva, têm um recuo limitado. Vivemos mergulhados nos significados do 25 de Abril de 1974 que conquistou a admiração dos bem-aventurados espalhados pelo mundo conhecido. Contudo, é difícil atribuir à revolução dos cravos a inspiração de um estrangeiro; o mundo descoberto é pequeno, os factos assemelham-se em latitudes diversas e a memória histórica só regista o ínfimo pedaço acima da linha de água e para cá do horizonte.

 

A semana ficou também marcada por Gabriel García Márquez. O seu "O outono do patriarca", publicado em 1975, tem muito para sugerir apropriações históricas e de facto. O romance anterior, esse intemporal "Cem anos de solidão", inscreveu sete anos na expectativa do seguinte. 

 

Por tudo o que foi escrito, e para os que têm pouca memória do que obrigou ao 25 de Abril de 1974, deixo a caracterização do Público para a edição que tenho por aqui.

 

 

 

 

 

 

 

Entretanto, fiz uma arrumação sistémica de Gabriel García Márquez e coloquei todas as suas obras na mesma prateleira. O difícil é mesmo escolher, realmente.

 

 

 

 

Devo confessar que a tarefa que descrevi foi algo afectada com o que verá na imagem seguinte que obrigou ao acompanhamento com arroz basmati, paparis e outras coisas que tais.

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 17:27 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Terça-feira, 15.04.14

 

 

 

 

 

 

Era o 1 de Abril de 2014 e o email pedia respostas com urgência. Estava em causa o preenchimento de uma página da edição seguinte e as respostas não apareciam. De repente pensei que fosse uma partida. Não era. Respondi sobre automóveis e deixo o registo como uma espécie de arquivo.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:44 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 13.04.14

 

 

 

 

 

Ter uma pequena biblioteca em casa (umas 250 dezenas de aquisições - pagas a pronto e sem recurso a qualquer BPN - ao longo de umas três a quatro dezenas de anos) é uma preocupação logística. Encontrar rapidamente o livro que se quer e manter o bom estado do papel é uma tarefa árdua mas gratificante. É daqueles processos em que quando olhamos para trás vemos o resultado da persistência e percebemos o sentido do esforço. Criar um software (since século passado :)) e registar os livros e por aí fora é um bom exemplo: dá muito trabalho, mas tem bons resultados.

 

 

 

 

Desmontar uma biblioteca, limpar e pintar paredes, recuperar estantes e limpar cada um dos livros é obra. Mas, e como sempre, a recta final mistura os sentimentos e reencontra-se com os sentidos da vida.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 13:30 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 09.04.14

 

 

 

 

 

É sempre interessante concretizar algumas ideias e as obras em casa são um dos exemplos. Mas após duas semanas, o cansaço, até mais psicológico do que físico, vai dando sinal de vida. Até a edição do blogue se ressente. Mas faltam dois dias e para a semana haverá descanso.

 

Como um blogue é também um espaço intimista, fica o registo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 



publicado por paulo prudêncio às 19:35 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 16.03.14

 

 

 

 

É o segundo fim-de-semana sem os jornais impressos. A ideia não me agradou, mas a sustentação dos banqueiros tem as suas exigências. Por outro lado, se pagamos os jornais digitais e os seus sites e se optámos pelos ipad´s, não há altruísmo que justifique financiar o papel. Mas não é fácil. Vamos ver se resistimos.

 

Tenho algum histórico. Era um leitor do trissemanário "A bola". Em Moçambique cada exemplar devia ser lido por umas quarenta pessoas (gosto do quarenta). Quando o jornal passou a diário, só o comprei na primeira semana. Desisti de vez do "A bola" e não regressei. A excelência do trissemanário é um retorno impossível.

 

A qualidade dos jornais de fim-de-semana (o Público impresso deixou de ser, há uns dois anos, um diário obrigatório) tem alguma similitude com a história do "A bola". Deixo alguns registos do digital. A comunicação social está mesmo em crise e desorientada, apesar da excelência dos seus profissionais.

 

Vejamos.

 

Perante as sondagens que se apresentam, só mesmo num país em bancarrota se pode considerar que o Governo ainda tem apoio popular. Não há consenso mais evidente do que o seguinte:

 

 

 

 

 

Uma imagem do céu em que se movem o mainstream e a malta das prescrições. A festa continua, está abençoada e já tem helicóptero.

 

 

 

 

O enaltecimento de uma espécie de esperto útil com benefícios próprios acentuados.

 

 

 

 

 

 

Um político que se refere aos outros como "gente" não pode ser grande coisa. Mas fazer disso crónica...

 

 

 

 

 

Querer que se ignore o tal de manifesto só pode estar ao alcance dum jovem eterno?

 

 

 

 

 

 

O caso do papa Francisco é de uma parolice risível.

 

 

 

 

Sim; os portugueses estão saturados. Os professores já nem querem ouvir ou ler notícias más. Mas não se iludam. Ouvi isso no ano lectivo passado com frequência e no verão os professores lutaram como nunca.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:45 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 12.03.14

 

 

 

 

Um blogue é também um registo algo intimista que nos permite arquivar acontecimentos para memória futura.

 

No dia 18 de Dezembro de 2013, e conforme o prometido, voltei à Mais Oeste Rádio para uma hora de conversa com Jorge Santos (um ex-aluno dos primeiros tempos nas Caldas da Rainha e é mesmo uma viagem no tempo ser entrevistado nessas circunstâncias) e com o José Ramalho do CCC das Caldas da Rainha com quem me habituei a ter conversas muito interessantes. A entrevista acabou por se prolongar por duas horas e passei um bom bocado. O Jorge Santos fez o favor de colocar o áudio no youtube e de me enviar os links (um para cada hora) que permite ouvir e arquivar.

 

 

.
.
.
 
 
 
 


publicado por paulo prudêncio às 10:36 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
comentários recentes
Oh Caríssimo Mário. Muito obrigado. Quem diria. Re...
Muito obrigado António. É bom integrar uma blogosf...
Caro Paulo,Parabéns que felizmente se repetem ano ...
Parabéns ao Correntes, que julgo ser o decano da b...
podem não aumentar salários mas têm de permitir pr...
Muito obrigado pelas palavras Miguel e aquele abra...
ligações
posts mais comentados
88 comentários
58 comentários
52 comentários
50 comentários
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

subscrever feeds
arquivo
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676
mais sobre mim