Em busca do pensamento livre.

Quinta-feira, 31.08.17

 

 

 

 

trilogia-millennium-stieg-larsson-3

 

Também em filme. Vi apenas o 1 (versão sueca). É um filme muito bom,

mas aquém dos livros; naturalmente.

Trailer do volume 1.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:00 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 15.08.17

 

 

 

O 15 de Agosto recorda-me sempre o filme imperdível de Gianni de Gregorio. E nem sei porquê, mas desta vez associo-o à difícil poesia de Rainer Maria Rilke: exige leitura repetida, mas o resultado é sublime. É um dos meus poetas preferidos. Uma das suas obras maiores, "As elegias de Duíno", confunde-se com a aura do local onde o poeta a iniciou: o castelo de Duíno, situado perto da cidade de Trieste e sobre o mar Adriático. Deixo-vos uma parte - na tradução de Maria Teresa Dias Furtado - da primeira elegia.

 

  

Se eu gritar quem poderá ouvir-me, nas hierarquias

dos Anjos? E, se até algum Anjo de súbito me levasse

para junto do seu coração: eu sucumbiria perante a sua

natureza mais potente. Pois o belo apenas é

o começo do terrível, que só a custo podemos suportar,

e se tanto o admiramos é porque ele, impassível, desdenha

destruir-nos. Todo o Anjo é terrível.

 

Por isso me contenho e engulo o apelo

deste soluço obscuro. Ai de nós, mas quem nos poderia

valer? Nem Anjos, nem homens,

e os argutos animais sabem já

que nós no mundo interpretado não estamos

confiantes nem à vontade. Resta-nos talvez

uma árvore na encosta que possamos rever

diariamente; resta-nos a rua de ontem

e a fidelidade continuada de um hábito,

que a nós se afeiçoou e em nós permaneceu.

 

Oh, e a noite, a noite, quando o vento, cheio de espaço do universo

nos devora o rosto -, por quem não permaneceria ela, a desejada,

suavemente enganadora, que com tanto esforço se ergue em frente

do coração isolado? Será ela para os amantes menos dura?

Ah, um com o outro eles se ocultam da sua própria sorte, apenas.(...)

 

Depois da poesia, um vídeo do filme - é um muito bom momento de humor -.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:29 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 11.08.17

 

 

 

"O amor nem sempre vence o poder, mas é o único caminho para a sabedoria" é uma frase do inesquecível cineasta iraniano. Encontrei-a por aqui quando ontem ouvi uma referência à sua obra.

 

19751294_TJarp

 

A imagem é do genial "sabor da cereja" (1997).

 



publicado por paulo prudêncio às 09:25 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 02.07.17

 

 

 

 

 

"Paterson" (trailer no fim) é o último, e imperdível, filme de Jim Jarmusch. Tem como intérpretes principais Adam Driver, Golshifteh Farahani e Helen-Jean Arthur. Para Pedro Mexia, no Expresso, é "uma investigação sobre o equilíbrio entre a felicidade e a banalidade". É muito interessante para quem acabou de ler "O leitor do comboio" de Jean-Paul Didierlaurent. A sinopse do Público diz:

"Paterson é um motorista de autocarro na cidade de Paterson, em Nova Jérsia (EUA). A sua rotina diária é sempre igual: acorda exactamente à mesma hora, vai trabalhar, regressa para os braços de Laura, a namorada, passeia Marvin, o cão, bebe uma única cerveja no bar de um amigo e escreve poesia, não necessariamente por esta ordem. A sua vida é tranquila e a sua existência discreta. Paterson está apaixonado por Laura e ela por ele. Ele apoia os sonhos e projectos mais arrojados da namorada; ela incentiva-o e inspira-o na escrita dos seus poemas. É assim todos os dias."

Em "Síndrome" (vídeo no início), o último bailado de Olga Roriz, também imperdível, as pessoas estão todas perdidas. Não se trata da continuação do apartamento da guerra em Alepo (o anterior bailado da coreógrafa, "Antes que matem os elefantes"), mas é impossível não ver ligações. O tempo o dirá. "Síndrome é uma miragem. O lugar está lá antes de tudo mas não existe.(...)"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:52 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 28.05.17

 

 

 

Gosto de todos os filmes. Estou numa fase assim. Leio qualquer coisa antes ou vejo os vídeos de apresentação. É evidente que escolho. "O sentido do fim", um filme britânico realizado por Ritesh Batra, tem a muito boa representação de Jim Broadbent no meio de um elenco que prestigia a reconhecida escola de actores daquelas ilhas. O Público apresenta o seguinte resumo deste filme a não perder:

"Tony Webster é um homem de meia-idade cuja existência tranquila é perturbada quando recebe uma carta de um advogado a comunicar que alguém lhe deixou um diário em testamento. Essa circunstância vai reavivar memórias com mais de quatro décadas: os companheiros da faculdade e a lembrança de um grande amor, mas também as terríveis consequências de acções impensadas da sua já tão distante juventude...(...)"

 

 



publicado por paulo prudêncio às 16:01 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 14.05.17

 

 

 

Ir ontem a Lisboa era um risco, mais ainda ao fim da tarde com destino à zona do Saldanha. Havia a incógnita da crise do aeroporto (em 75 anos de existência, foi a primeira falha no abastecimento de combustível; também só desde 2013 é que os privados o gerem) e notava-se nas áreas de serviço da autoestrada a deslocação da multidão da nossa senhora de Fátima para a nossa senhora da Luz. Estacionar de imediato no parque gratuito do cinema Monumental e ver o muito bom filme, "A cidade perdida em Z", de James Gray, foi uma opção acertada e de alguma forma adequada. O filme recorda, embora seja uma adaptação da não-ficção de David Grann, as sagas Indiana Jones de Steven Spielberg. Não se excede na aura épica e está muito bem realizado e interpretado. À saída, já aquela zona de Lisboa se inundava de ruído e cânticos ensurdecedores enquanto o jovem Salvador Sobral, um talentoso jazzista de forte convicção, representava, num tom muito mais audível, com êxito inédito o país no festival europeu da canção em Kiev (qual cidade perdida em Z).

 

 



publicado por paulo prudêncio às 11:32 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 21.03.17

 

 

 

Da obra prima de Yasujiro Ozu.

"Um velho casal resolve ir a Tóquio visitar os filhos. É o pretexto que serve a Ozu para voltar magistralmente aos seus temas: o confronto entre o “velho” e o “novo” Japão, as relações familiares, o envelhecimento, a decepção e a resignação. No melhor estilo de Ozu, a duração dos planos acompanha os ditos e os não ditos (uns e outros sublimes) das personagens."

 

Tokyo Story: Official Trailer.

 

 

Versão completa.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:18 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 13.03.17

 

 

"Neruda" foi muito bem realizado por Pablo Larraín. Das duas grandes dimensões de Pablo Neruda, o filme escolhe a poética sem desvalorizar a política.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 09:53 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 06.03.17

 

 

 

Diz o Público que "a reestruturação da função pública vai ter limites às progressões e que para subir na hierarquia do Estado vão ser precisos prémios e promoções". A ideia arrepia e compreende-se a apreensão dos que falam do regresso da cultura Lurditas D´Oiro. Por favor: isso não! O "dividir para reinar" com um suposto mérito-para-as-massas é aterrador. Dá ideia que a patologia kafkiana (para ser brando) passou dos bastidores para a primeira linha. Se há pessoas com memória curta, obriguem-nas a ver o "Eu, Daniel Blake".

 

Captura de Tela 2017-03-06 às 14.17.10

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:17 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sexta-feira, 03.03.17

 

 

 

Eu, Daniel Blake.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:32 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quarta-feira, 01.03.17

 

 

 

Espero que sejam infundados os paralelismos que vou lendo a propósito das semelhanças do que existe com o que antecedeu a segunda-guerra; nomeadamente na Alemanha. "Stefan Zweig - Adeus, Europa", de Maria Shrader, é um bom filme, realizado por actos, que nos narra os últimos anos de vida do escritor judeu Stefan Zweig. É uma obra comovente. Não a deve ver, se me permite, sem um conhecimento sumário do argumento. Fica a sinopse do Público e o official trailer.

 

"Nascido em Viena (Áustria), a 28 de Novembro de 1881, numa abastada família judaica, Stefan Zweig era, nos anos 1920 e 30, um dos mais populares autores europeus. Escreveu sobre a vida e obra de muitos escritores – Dickens, Tolstói, Dostoiévski, Hölderlin, Nietzsche, Balzac, Stendhal, entre outros –, mas também se interessou por figuras históricas como Maria Stuart, rainha da Escócia, ou o navegador português Fernão de Magalhães. Quando, em 1933, Hitler chega ao poder na Alemanha, a influência dos nazis rapidamente se faz sentir na Áustria. Em Fevereiro de 1934, a polícia faz buscas em casa de Zweig. A circunstância persuade o escritor a partir para Londres com Lotte Altmann, a mulher. Quando rebenta a II Grande Guerra e os nazis invadem França, o casal deixa definitivamente a Europa e parte para os EUA. Em 1941, mudam novamente de país, desta vez para o Brasil, instalando-se em Petrópolis, Rio de Janeiro. A 23 de Fevereiro de 1942, deprimido com o crescimento da intolerância e do autoritarismo na Europa e sem qualquer esperança no futuro da Humanidade, Stefan Zweig despede-se com estas palavras: "Envio saudações a todos os meus amigos: que eles possam viver para ver a aurora após esta longa noite. Eu, que sou demasiado impaciente, vou à frente". Zweig e Lotte foram encontrados mortos na tarde do dia seguinte, deitados lado a lado. Tinham ingerido uma dose fatal de barbitúricos. A notícia do suicídio de ambos chocou o mundo.
Parcialmente rodado em Portugal, um "biopic" realizado por Maria Schrader ("Liebesleben"), segundo um argumento seu e de Jan Schomburg. Josef Hader, Aenne Schwarz, Tómas Lemarquis e Barbara Sukowa dão vida aos personagens."

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:52 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 27.02.17

 

 

 

O filme, "Toni Erdmann", de Maren Ade (dirigiu e escreveu esta comédia dramática austro-alemã) é de 2016 e não sei se foi candidato a qualquer óscar; se não foi, merecia (fui pesquisar e encontrei o seguinte: "num ano normal era o grande candidato; mas 2017 não é um ano normal"). É um filme com 2h45, mas nem se dá pelo tempo. Toni Erdmann é um professor desprendido e pouco ligado à família. Reforma-se e vai saber da vida de uma filha que é uma competente executiva. O official trailer diz o necessário.

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 20:30 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Domingo, 29.01.17

 

 

 

Vi a apresentação e não perderia o filme de Fanny Ardant - produzido por Paulo Branco -, estreado ontem e filmado quase totalmente no Buçaco. A revista do Expresso despertou-me mais curiosidade com a interessante entrevista ao actor principal Gérard Depardieu, apesar da crítica de Jorge Leitão Ramos terminar assim: "(...)Mas a grosseria carroceira com que Depardieu incarna o personagem, emprestando-lhe uma violência descabelada no relacionamento directo com os que o rodeiam, é de tal maneira despropositada que o filme se desagrega antes mesmo de ganhar consistência." Discordo do crítico. O filme tem muita consistência. Depardieu tem um desempenho muito bom. Dá ao personagem a aura violenta, sem qualquer imagem "chocante" a não ser do ponto de vista psicológico, relatada pela história numa versão que cruza o marxismo com a psicanálise. Penso que o actor principal é mesmo mais um forte motivo para se considerar o filme imperdível. O "Público resume-o assim":

"Envelhecido e de saúde debilitada, Estaline – líder da União Soviética desde 1922 até a sua morte, em 1953 – resolve seguir os conselhos médicos e recolhe-se num palácio isolado durante alguns dias. Lidia, sua amante há várias décadas, acompanha-o nesta viagem. Inesperadamente, ele decide fazer todas as noites o seguinte: deitar-se num divã, assumindo-se como paciente, e obrigar Lidia a representar o papel de psicanalista. Temendo a sua fúria, ela concorda em seguir as indicações do livro "A Interpretação dos Sonhos", de Sigmund Freud. Oleg Danilov é um artista brilhante que ali se encontra, esperando ansiosamente pela oportunidade de mostrar a Estaline a obra que criou em sua honra. Mas Lidia, que não é indiferente aos encantos de Danilov, vê-se arrastada para um perigoso jogo onde qualquer indício de traição pode significar a morte.
Quase totalmente filmado no Buçaco Palace Hotel (numa co-produção franco portuguesa), "O Divã de Estaline" é um filme dramático que que se inspira na obra com o mesmo nome de Jean-Daniel Baltassat. Com argumento e realização de Fanny Ardant, conta com Gérard Depardieu, Emmanuelle Seigner e Paul Hamy nos papéis principais."

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:07 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 15.01.17

 

 

 

 

"Na Via Láctea", de Emir Kusturica e filmado em quatro verões, tem as marcas do realizador: música e argumento. Desta vez, acrescenta-se a presença de Kusturica como actor principal e, nem por isso, a direcção de actores parece prejudicada. É exactamente o desempenho dos actores que me impressionou em "Manchester by The Sea" de Kenneth Lonergan. São dois filmes a ver. O primeiro é mesmo imperdível para quem gosta de Kusturica. Dá ideia de uma qualquer despedida. 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 18:41 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 06.01.17

 

 

 

O filme de Emmanuelle Bercot, "De cabeça erguida", retrata as tutorias no sistema francês. Considerando que um jovem pré-delinquente (ou sem pré) passará umas 5 a 7 horas diárias na escola, o tutor supervisiona, logicamente, as restantes 17 ou 19. O tutor é, portanto, um profissional ligado aos sistemas social e judicial. Tem contacto, por exemplo, com as situações de indisciplina, ou de género semelhante, que ocorrem fora da escola. Em Portugal é o inverso. O tutor é um professor inspirado em Sísifo. Todos os dias parte do zero. Faz numas 4, se tanto, horas semanais, o que "será desconstruído" nas restantes 158. É também aqui que se constata a ubiquidade, e a inutilidade, do conceito de escola a tempo inteiro (sem desprezar, obviamente, a colaboração da escola na "guarda" de crianças em situações bem identificadas).

Nota: impressiona como alguma comunicação social responsabiliza a escola num caso mediático de violência juvenil fora da escola. É a escola total numa sociedade ausente.

nuvem-da-palavra-da-delinquncia-juvenil-62875749



publicado por paulo prudêncio às 12:39 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sábado, 31.12.16

 

 

 

 

IMG_0346

Alameda da Fundação Serralves

 

Dizem-me que Rio "eliminou" a oferta cultural no Porto e nota-se nos teatros e nos cinemas. Num registo mais recente, a zona histórica da cidade rendeu-se à inundação turística e o clima acompanhou. Ficámos alojados na Avenida da Boavista, ao largo da agitação, e começámos por Joan Miró (materialidade e metamorfose) um acervo que estava nas mãos do BPN (arte é arte acima dos negócios terrenos). Jantámos no imperdível Solar Moínho de Vento (o arroz malandro com costelinhas, grelos e moura é divinal). Amadeo de Souza Cardoso (exposição 1916-2016), no Museu Nacional Soares dos Reis ficou para o dia seguinte)é uma recriação da genial exposição em que Amadeo foi tudo antes de morrer com 30 anos vítima da "gripe espanhola". Como ouvi a um catalão: os portistas vingaram-se quase um século depois e apropriaram-se do Joan Miró. Mais à noite, o Ribeira Square fez jus à famosa francesinha antes da Casa da Música exibir outro ponto forte da actualidade nacional: os jovens músicos representados pelo quinteto de Filipe Teixeira.

 

IMG_0350

Quinteto de Filipe Teixeira na Casa da Música

 

O Porto está belíssimo para passear. O tabuleiro superior da ponte D. Luís, de Gustave Eiffel, ficou para metro e peões. Passámos por lá e fotografámos os últimos momentos de uma visita muito agradável.

 

IMG_0356

 Ribeira do Porto vista da Ponte D.Luís



publicado por paulo prudêncio às 10:47 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 04.11.16

 

 

 

 

Venho do imperdível e dilacerante romance de Han Kang, "A Vegetariana", e entro no prometedor "O Passageiro Walter Benjamin" de Ricardo Cano Gaviria. A literaratura é exigente mas inigualável. A construção da imagem do que vamos lendo é mesmo um exercício maior e isto escrito por um pequeno cinéfilo que vem de um duríssimo, mas não menos imperdível, "Julieta" de Pedro Almodóvar.

 

image

 



publicado por paulo prudêncio às 10:03 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 07.09.16

 

 

 

"Querem ver que vai ler a carta toda". Levantou-se e saiu. Éramos uma dezena de espectadores e já estávamos reduzidos a metade ("A carta" do genial Manoel de Oliveira; um bom filme). Não aprecio comentários, mas este foi inesquecível. Uma freira recebeu uma carta no seu quarto do convento. Íamos com uns minutos num plano inamovível, a carta tinha umas quantas folhas e o saturado espectador tinha razão: leu a carta toda.

 

2ª edição. Reescrito.

 

19825602_JbMZd

 



publicado por paulo prudêncio às 15:42 | link do post | comentar | partilhar

Domingo, 28.08.16

 

 

Rams_2015_film_poster.jpg

 

 

É desconcertatnte o filme do Islandês Grimur Hákonarson que está no Nimas, em Lisboa. Desde os eternos conflitos entre progressistas e conservadores até aos duelos entre avanços da ciência e identidade cultural, e passando pelas mais diversas contradições no exercício da cidadania e na condição humana, Carneiros é uma obra cinematográfica imperdível.

 

No Público:

"Título original: Rams; De: Grímur Hákonarson; Com: Sigurður SigurjónssonTheodór JúlíussonCharlotte Bøving; Outros dados: NOR/DIN/POL/Islândia, 2015, Cores, 93 minutos.
Nascidos numa aldeia islandesa, os irmãos Gummi e Kiddi são criadores de ovelhas, tal como as várias gerações que os precederam. A sua rivalidade é lendária. Há mais de 40 anos que, por um motivo que já ninguém recorda, não dirigem palavra um ao outro. Um dia, é diagnosticada uma doença contagiosa a uma ovelha pertencente a uma quinta das redondezas. As autoridades optam por abater todos os animais que possam ter tido contacto com o agente infeccioso. Determinado a não seguir as regras, Gummi elabora então um plano de fuga para salvar os seus animais. Mas, para que isso se torne possível, terá de engolir o orgulho e pedir ajuda ao seu irmão.
Com realização e argumento de Grímur Hákonarson, "Carneiros" foi apresentado no Festival de Cinema de Cannes, onde recebeu o prémio Un Certain Regard. Os actores Sigurður Sigurjónsson e Theodór Júlíusson são os protagonistas."
 
 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:05 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 23.08.16

 

 

 

É difícil uma classificação assim ("Mulholland Drive, de David Lynch, foi escolhido como o melhor filme do século XXI por uma votação, promovida pela BBC Culture, de 177 críticos de cinema de todo o mundo (de todos os continentes menos a Antárctida, como sublinham os editores da BBC que organizaram o inquérito juntando 36 países)"), mas Mulholland Drive (2001) é genial. Vi-o a primeira vez no King, em Lisboa. Fiquei fascinado. Lembro-me que viemos a viagem toda a discutir a complexidade do filme com uns amigos. Se me permitem, é uma obra do nível de "Eyes wide shut”", de Stanley Kubrick; e não só por serem temas semelhantes. Aliás, o filme de Kubrick ficou prejudicado com a morte do realizador com a montagem por concluir.

 

O trailer de Mulholland Drive.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 23:33 | link do post | comentar | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
Mais até por uma questão estética, este blogue discorda ortograficamente
arquivo
comentários recentes
Estava a referir-me ao documento do tribunal de co...
Certamente conhecerá este documento: http://aerbp....
Os professores sabem bem disso. - "Alguém question...
Boa noite.Não se vai importar, mas vou copiar e co...
Compreendo o seu ponto de vista e parece-me import...
Obrigado pelo comentário.As suas opiniões têm dado...
Para aqueles que se preocupam com o cumprimento da...
subscrever feeds
mais sobre mim
Por precaução
https://www.createspace.com/5386516
ligações
blog participante - Educaá∆o - correntes .jpg
tags

antero

avaliação do desempenho

bancarrota

blogues

campanhas eleitorais

cartoon

circunstâncias pessoais

coisas tontas

concursos de professores

contributos

corrupção

crise da democracia

crise da europa

crise financeira

desenhos

direitos

economia

educação

efemérides

escolas em luta

estatuto da carreira

falta de pachorra

filosofia

fotografia

gestão escolar

história

humor

ideias

literatura

movimentos independentes

música

paulo guinote

política

política educativa

professores contratados

público-privado

queda de crato

rede escolar

ultraliberais

vídeos

todas as tags

favoritos

bloco da precaução

pensar o sistema escolar ...

escolas sem oxigénio

e lembrei-me de kafka

as minhas calças brancas ...

as minhas calças brancas ...

reformas e remédios (1) -...

sua excelência e os númer...

posts mais comentados
8 comentários
7 comentários
7 comentários
6 comentários
Razões de uma candidatura
https://www.createspace.com/5387676