Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 30.05.17

 

 

 

Por acaso, está patente na Alfândega do Porto a exposição "Leonardo da Vinci - As invenções do Génio". O homem do renascimento, que criou uma Geringonça (imagem), não imaginaria que um dos seus delírios náuticos transformasse turismo em petróleo e provocasse um crescimento económico que espanta esse mundo "rigoroso" que não suporta veleidades. É coisa de génio, realmente. Os austeros da escola de Schäuble têm razão e devem pensar na mala para o violão.

Por muito que custe aos avessos a qualquer curiosidade científica, há mérito português. É certo que o plano de Centeno escolhia a subida do consumo interno; não se verificou, apesar da reposição de salários e das condições interessantes que podem acontecer no futuro próximo. Mas é uma lição política para os que adivinhavam uma catástrofe com um Governo apoiado numa Geringonça. Nem as sucessivas viagens em direcção à bancarrota (conduzidas pelas "elites" que guiavam - e se guiavam - o antigo arco governativo), esmoreciam o discurso só-arco-fim-da-história. Portugal recomenda-se, o plano de Costa e Centeno, que levou Passos Coelho, em pleno parlamento, às lágrimas de tanto rir com as ousadias científicas, é olhado como alternativa numa Europa mergulhada em problemas de navegação. Quem diria. 

 

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 A Geringonça. Leonardo da Vinci.



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Segunda-feira, 20.03.17

 

 

Manuel Sérgio, o filósofo desportivo: “Alguém no futebol sabia quem era o Descartes? Não jogava no Benfica, o gajo”



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Domingo, 12.02.17

 

 

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Contactei a primeira vez com a formulação em título nos conselhos, sensatos para aquele contexto, diga-se, para sobreviver nos comandos: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido. Vem isto a propósito dos especialistas que aconselham a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão à absolutização da estatística.

A sugestão para o tempo militar não subscreveu os modelos do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais de supervisão detectaram milhares de milhões em fuga porque só tiveram olhos para a média; para o homem médio.

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora. O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos. Ou seja, é fundamental que as políticas olhem mesmo para além da média antes que esta se desloque para o extremo de mais baixos rendimentos.



publicado por paulo prudêncio às 22:22 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Quinta-feira, 12.01.17

 

 

 

O filósofo John T. Bruer critica as modas educativas que nada têm de ciência e que são apresentadas como talDa música à matemática e passando por uma segunda língua, as sociedades estão cheias de modismos destinados às crianças que resultam em mais stresse para pais e encarregados de educação.

Continua a ser importante uma sociedade presente e com tempo para as crianças. É fundamental uma educação equilibrada e, principalmente, que contrarie o modelo criança-agenda.

 

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Domingo, 09.10.16

 

 

 

O entrevistado, que só pensa calçado, disse: "O Estado é pessoa". Estaria descalço? A página 26 da revista do Expresso, rubrica Passeio Público (51 minutos com...), tem uma tirada humorada para iniciar a entrevista:

 

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O título diz assim:

 

José Tribolet:

 

"O Estado em Portugal não é pessoa de bem"



publicado por paulo prudêncio às 11:43 | link do post | comentar | partilhar

Segunda-feira, 20.06.16

 

 

 

O solstício que regista o início do verão no hemisfério norte coincide, hoje, com uma lua de morango. A última vez que aconteceu foi em 1962 e repetir-se-á em 21 de Junho de 2062.

 

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Como o nevoeiro de verão no oeste não ajuda :), publiquem-se imagens.

 



publicado por paulo prudêncio às 21:16 | link do post | comentar | partilhar

Quarta-feira, 27.04.16

 

 

 

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O texto de John Searle que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência" pode ajudar a explicar o desinvestimento (que também se expressa nas inutilidades que o poder central exporta incessantemente) na escola pública em Portugal.

Fica-se com a ideia que os sucessivos governantes não conhecem a semântica que envolve as escolas portuguesas: ficam, quando muito, pela sintaxe.

Ora leia. 


"A razão por que nenhum programa de computador pode alguma vez ser uma mente é simplesmente porque um programa de computador é apenas sintáctico, e as mentes são mais do que sintácticas. As mentes são semânticas, no sentido de que possuem mais do que uma estrutura formal, têm um conteúdo.
Para ilustrar este ponto, concebi uma certa experiência intelectual. Imaginemos que um grupo de programadores de computador escreveu um programa que capacitará um computador para simular a compreensão do chinês. Assim, por exemplo, se ao computador se puser uma questão em chinês, ele conferirá a questão com a sua memória ou a base de dados e produzirá respostas apropriadas para as perguntas em chinês. Suponhamos, em vista da discussão, que as respostas do computador são tão boas como as de um falante chinês nativo. Ora bem, entenderá o computador, nesta base, o chinês tal como os falantes chineses entendem o chinês? Bem, imaginemos que alguém está fechado num quarto e que neste quarto há vários cestos cheios de símbolos chineses. Imaginemos que alguém, como eu, não compreende uma palavra de chinês, mas que lhe é fornecido um livro de regras em português para manipular os símbolos chineses. As regras especificam as manipulações dos símbolos de um modo puramente formal em termos da sua sintaxe e não da sua semântica. Assim a regra poderá dizer: «Tire do cesto número 1 um símbolo esticado e ponha o junto de um símbolo encolhido do cesto número 2.» Suponhamos agora que alguns outros símbolos chineses são introduzidos no quarto e que esse alguém recebe mais regras para passar símbolos chineses para o exterior do quarto. Suponhamos que, sem ele saber, os símbolos introduzidos no quarto se chamam «perguntas» feitas pelas pessoas que se encontram fora do quarto e que os símbolos mandados para fora do quarto se chamam «respostas às perguntas». Suponhamos, além disso, que os programadores são tão bons a escrever programas e que alguém é igualmente tão bom em manipular os símbolos que muito depressa as suas respostas são indistinguíveis das de um falante chinês nativo. Lá está ele fechado no quarto manipulando os símbolos chineses e passando cá para fora símbolos chineses em resposta aos símbolos chineses que são introduzidos. [...].
Ora, o cerne da história, é apenas este: em virtude da realização de um programa formal de computador, do ponto de vista de um observador externo, esse alguém comporta se exactamente como se entendesse chinês, mas de qualquer modo não compreende uma só palavra de chinês. [...] Repetindo, um computador tem uma sintaxe, mas não uma semântica. Tudo o que a parábola do quarto chinês pretende é lembrar um facto que já conhecíamos. Entender uma língua ou, sem dúvida, ter estados mentais, implica mais do que a simples posse de um feixe de símbolos formais. Implica ter uma compreensão ou um significado associado a esses símbolos. (John Searle, Minds, Brains and Science, Cambridge [Mass.], Harvard University Press, 1984, pp.31-33; Mente, Cérebro e Ciência, trad.port., Lisboa, Ed.70, 1987, pp.39-41).



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Segunda-feira, 25.04.16

 

 

 

"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui investigar com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que a investigadora da área de medicina descreveu a mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o mais conceituado centro de investigação, na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta).

 

É um retrato significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Mais de quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença, por vezes devastadora, dos que sabem tudo. É evidente que evoluíram e até revelam uma ignorância: a atmosfera descrita pela investigadora.

 

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Sábado, 26.12.15

 

 

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O texto de John Searle que pode ler mais abaixo, e que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência", ajuda a explicar o desinvestimento (que também se expressa nas inutilidades que o poder central exporta incessantemente) na escola pública em Portugal.

 

Fica-se com a certeza que os sucessivos "habitantes" do MEC não conhecem a semântica que envolve as escolas portuguesas: ficam, quando muito, pela sintaxe.

 

"A razão por que nenhum programa de computador pode alguma vez ser uma mente é simplesmente porque um programa de computador é apenas sintáctico, e as mentes são mais do que sintácticas. As mentes são semânticas, no sentido de que possuem mais do que uma estrutura formal, têm um conteúdo.

Para ilustrar este ponto, concebi uma certa experiência intelectual. Imaginemos que um grupo de programadores de computador escreveu um programa que capacitará um computador para simular a compreensão do chinês. Assim, por exemplo, se ao computador se puser uma questão em chinês, ele conferirá a questão com a sua memória ou a base de dados e produzirá respostas apropriadas para as perguntas em chinês. Suponhamos, em vista da discussão, que as respostas do computador são tão boas como as de um falante chinês nativo. Ora bem, entenderá o computador, nesta base, o chinês tal como os falantes chineses entendem o chinês? Bem, imaginemos que alguém está fechado num quarto e que neste quarto há vários cestos cheios de símbolos chineses. Imaginemos que alguém, como eu, não compreende uma palavra de chinês, mas que lhe é fornecido um livro de regras em português para manipular os símbolos chineses. As regras especificam as manipulações dos símbolos de um modo puramente formal em termos da sua sintaxe e não da sua semântica. Assim a regra poderá dizer: «Tire do cesto número 1 um símbolo esticado e ponha o junto de um símbolo encolhido do cesto número 2.» Suponhamos agora que alguns outros símbolos chineses são introduzidos no quarto e que esse alguém recebe mais regras para passar símbolos chineses para o exterior do quarto. Suponhamos que, sem ele saber, os símbolos introduzidos no quarto se chamam «perguntas» feitas pelas pessoas que se encontram fora do quarto e que os símbolos mandados para fora do quarto se chamam «respostas às perguntas». Suponhamos, além disso, que os programadores são tão bons a escrever programas e que alguém é igualmente tão bom em manipular os símbolos que muito depressa as suas respostas são indistinguíveis das de um falante chinês nativo. Lá está ele fechado no quarto manipulando os símbolos chineses e passando cá para fora símbolos chineses em resposta aos símbolos chineses que são introduzidos. [...].

Ora, o cerne da história, é apenas este: em virtude da realização de um programa formal de computador, do ponto de vista de um observador externo, esse alguém comporta se exactamente como se entendesse chinês, mas de qualquer modo não compreende uma só palavra de chinês. [...] Repetindo, um computador tem uma sintaxe, mas não uma semântica. Tudo o que a parábola do quarto chinês pretende é lembrar um facto que já conhecíamos. Entender uma língua ou, sem dúvida, ter estados mentais, implica mais do que a simples posse de um feixe de símbolos formais. Implica ter uma compreensão ou um significado associado a esses símbolos. (John Searle, Minds, Brains and Science, Cambridge [Mass.], Harvard University Press, 1984, pp.31-33; Mente, Cérebro e Ciência, trad.port., Lisboa, Ed.70, 1987, pp.39-41).



publicado por paulo prudêncio às 11:27 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 06.08.15

 

 

 

"Em Portugal sabiam tudo, não tinham dúvidas e nem sequer podíamos fazer perguntas. Cheguei a Londres, fui trabalhar como investigadora com os melhores do mundo e eles nada sabiam, estavam cheios de dúvidas e ávidos de quem os questionasse", foi mais ao menos assim que uma investigadora da área de medicina descreveu a sua mudança da Faculdade de Medicina de Lisboa para o melhor centro de investigação no mundo, situado na Grã-Bretanha, durante a ditadura portuguesa (finais dos anos sessenta, princípios dos anos setenta).

 

Este retrato é significativo. O país das trevas, do analfabetismo, da pobreza e dos sabichões, poucos, que constituíam a "elite", não desapareceu. Quarenta anos depois, e com avanços inquestionáveis, Portugal ainda tem que gramar com a presença dos que sabem tudo.



publicado por paulo prudêncio às 09:49 | link do post | comentar | partilhar

Terça-feira, 28.07.15

 

 

 

 

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Academia de Ciências de Lisboa. Fevereiro de 2015. Do dever de repetir.



publicado por paulo prudêncio às 14:18 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 18.07.15

 

 

 

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Academia das Ciências de Lisboa, Fevereiro de 2015.

 



publicado por paulo prudêncio às 14:39 | link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Domingo, 19.04.15

 

 

 

"Mas Mariano Gago fez parte do Governo de Sócrates e Lurdes Rodrigues. Esteve nos conselhos de ministros onde se decretou a guerra aos professores e à escola pública, conforme confessou António Costa". Foi mais ou menos assim que ouvi uma crítica que se repetirá.

 

Mariano Gago foi um muito bom ministro da ciência nos governos de Guterres e acumulou o ensino superior nos de Sócrates onde aprofundou ideias políticas sobre o desenvolvimento da ciência. Não lhe conheço uma declaração pública de apoio ou de rejeição (tenho ideia que se demarcou no pico de contestação) ao desmiolo de Lurdes Rodrigues, mas recordo a imagem seguinte da última página do Expresso e convenço-me que olharia para tudo isso do mesmo modo que criticou com veemência os achamentos ultraliberais de Passos e Crato. Há uma "falha" geracional por causa da emigração forçada que Portugal já está a pagar, que se acentuará e que será muito difícil de recuperar.

 

 

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publicado por paulo prudêncio às 10:11 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Sábado, 18.04.15

 

 

 

 

Sei que carece de valor empírico, mas vai: os recortes sobre ciência que pode ler eram muito mais difíceis se não fosse o 25 de Abril e a aposta na ciência. É também uma homenagem a Mariano Gago.

  

 

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 Jornal de Leiria, 11 de Setembro de 2014.

 

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 Jornal de Leiria, 19 de Março de 2015.



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Texto de Miguel Esteves Cardoso. Hoje no Público.

 

Viveu Mariano Gago.

 

"José Mariano Gago foi o cientista de que mais gostei na minha vida. Não: foi muito mais. Foi o ser humano que mais me ensinou.

Conhecemo-nos antes de ele se ter dedicado à política para defender - com um êxito tremendo - não só os cientistas como os filósofos e outros investigadores infalsificáveis.

José Mariano Gago nas ciências, tal como Adérito Sedas Nunes nos estudos socias, sacrificou-se para ajudar a comunidade inteira de investigadores.

Foi um herói. Era não só ousado como inteligentíssimo: sabia que as coisas eram difíceis. Sabia que a tradicional divisão (eternamente estúpida) entre artes, letras e filosofia, por um lado platonicamente arrogante e as ciências pragmáticas e prováveis, por outro lado aristotelicamente convincente, era não só escusada como prejudicial para os dois apenas aparentes adversários.

Chorei quando soube que José Mariano Gago tinha morrido. Não gostei nada do cabeçalho, impensado, da Visão: "Morreu o ex-ministro Mariano Gago".

Antes e depois de ser ministro (que só foi para beneficiar a comunidade científica e a - menos cientificamente - intelectual), José Mariano Gago foi um espírito livre e uma mão libertadora.

Era um inocente, um revolucionário e um génio. Como é que chegou a ser ministro? Para ajudar a ciência, a sabedoria e a asneira; o erro e a teimosia; as hipóteses sem qualquer hipótese de virem a ser teoria.

Morreu um benfeitor. Morreu uma cabeça acima de todas as nossas.

Pobres de nós."



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Sexta-feira, 17.04.15

 

 

 

 

Fotografei Mariano Gago no dia 10 de Março de 2015 na Academia de Ciências de Lisboa numa homenagem ao Prof. Abreu Faro. É incontestável a obra de Mariano Gago. Nesse dia, ouvi o seu discurso contundente contra o que se está a fazer à ciência. Uma denúncia da vitória do mal foi o que concluí da sua amargurada intervenção. Mariano Gago teve um muito bom desempenho como ministro da ciência nos governos de Guterres e regressou em 2005 para o ensino superior e ciência depois de um início de destruição perpetrado pelo Governo de Durão Barroso. Quis o destino que assistisse ao regresso do mal (palavras suas) sem que tivesse uma nova possibilidade para reerguer um legado que elevou o país. Que descanse em paz.

 

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Terça-feira, 07.04.15

 

 

 

 

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Terça-feira, 28.10.14

 

 

 

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 23.10.14

 

 

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Contactei, que me lembre, claro, a primeira vez com a formulação em título nos conselhos que recebi para viver no serviço militar: não te distingas, sê discreto e passa o mais possível despercebido.

 

Vem isto a propósito do Governo, do recurso aos especialistas da troika para a enésima reforma de sentido único do estado social e para a conversão veneradora à absolutização da estatística. Só têm alguma atenuante se recorreram a Maquiavel. 

 

A sugestão para o tempo militar subscreve os modelos vigentes que não encontram espaço para as fraudes, que nos arruinaram, do tipo BPN ou BES. Nem as instâncias internacionais, e de supervisão mundial, detectam os milhares de milhões em fuga e só têm olhos para a média.

 

Para Quételet "(...)o homem médio é para a nação o que o centro gravidade é para um corpo(...)". Há quem entenda que se deve levar muito a sério esta metáfora.

 

O homem médio pode resumir todas as forças vivas de um país, coligando-as numa espécie de massa única.

 

Os modelos assentes na obstinação estatística, e que socorreram a troika e os tecnopolíticos como Gaspar, advogam uma excelência da média como tal, seja na ordem do bem ou do belo: "(...)O mais belo dos rostos é aquele que se obtém ao tomar a média dos traços da totalidade de uma população, do mesmo modo que a conduta mais sábia é aquela que melhor se aproxima do conjunto de comportamentos do homem médio(...)", disse ainda Quételet quando reflectia sobre a génese dos totalitarismos.

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 12:00 | link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

Segunda-feira, 29.09.14

 

 

 

 

O MEC continua sem revelar o ajustamento da fórmula iluminada que infernizou os concursos de professores. A tragédia nunca nos surpreende quando é acompanhada pela comédia.

 

Uma semana depois de admitirem, a muito custo, o erro, as pessoas do MEC talvez pensassem em dar um ar de Stephen Hawking (que responde com três palavras por hora), mas baralharam-se quando o físico brilhante se afirmou ateu e não crente em milagres.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 19:22 | link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar


Inauguração do blogue
25 de Abril de 2004
Autor:
Paulo Guilherme Trilho Prudêncio
Discordâncias:
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