Em busca do pensamento livre.

Terça-feira, 21.02.17

 

 

No mesmo período em que o Estado injectou 4 mil milhões de euros no Novo Banco (o Governo da altura garantiu que seriam totalmente recuperáveis e agora sabe-se que voaram), o  "fisco deixou sair 10 mil milhões para offshores, entre 2011 e 2014, sem vigiar as transferências". E é isto. Se um contribuinte se atrasar um dia no reembolso de 10 euros de acerto do IRS o fisco será implacável. O Estado é uma espécie de plataforma bancária que facilita a passagem do capital retirado aos contribuintes com destino aos offshores. E depois há quem se admire com a eleição, e não só, dos trump's deste mundo (também por cá, mesmo que numa versão muito mais suave, não nos iludamos) que, ainda por cima e por suprema ironia, são especialistas das ilegalidades e do desvio mediático das atenções.

 

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Sexta-feira, 16.12.16

 

 

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca (BPN, BES Novo Banco e BANIF), apresentou os seguinte números (fonte BdP): 12.600 milhões no défice orçamental e 20.000 milhões na dívida pública. Em 2016, a CGD contribuiu com cerca 4.000 milhões e dá ideia que em 2017 serão mais 3.000 milhões. Há a ténue boa notícia da possível venda do antigo BES. E pergunta-se: quem é que vivia acima das possibilidades? Quem é que está a pagar as imparidades (registado muito superior ao executável) e os empréstimos impossíveis de pagar? Onde é que continua o intocável dinheiro (sabe-se que ele existe) e a quem é que isso interessa?



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Sábado, 09.07.16

 

 

 

O que é que cimenta o título? Goldman Sachs (pode saber mais aqui).

 

Em 20 de Janeiro de 2015, um post dizia assim:

"Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável". Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos."

 

Sobre a personagem Durrão Barroso pode começar por aqui (Jorge Sampaio responsabiliza o Cherne pela invasão do Iraque): pelo demolidor romance de Clara Ferreira Alves.

 

Sobre o Goldman Sachs fica o vídeo.

 

 



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Quarta-feira, 01.06.16

  

 

De 2007 a 2015, o financiamento à banca apresentou (BPN, BES Novo Banco e BANIF), números do BdP, as seguintes crateras: 12.600 milhões de euros no défice orçamental e 20.000 milhões de euros na dívida pública. É só fazer mais contas e perguntar quem é que vivia acima das possibilidades. São imparidades e empréstimos impossíveis de pagar; coitados.



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Quinta-feira, 12.05.16

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país mergulhou no pano verde. O caso GES, mais propriamente BES e empresas de saúde e seguros, explica como os valores fundamentais da comunidade ficaram expostos ao casino puro e duro. Os estados licenciaram privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios, tratamentos de saúde ou pagamento de despesas educativas) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida. Os resultados estão aí. Não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".

 

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Domingo, 17.04.16

 

 

 

Sem a crise do subprime, Ricardo Salgado ainda seria o DDT e José Sócrates PR ou coisa do género. É óbvio que havia corrupção antes de 2007. É exactamente por causa disso que se impõe uma interrogação: e os outros? Os anteriores, os contemporâneos e por aí fora?

 

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Terça-feira, 12.01.16

 

 

 

 

Sucedem-se as quedas bancárias e os banqueiros sofrem uma erosão na imagem pública inferior aos decisores políticos; no mínimo, menos definitiva. E porquê? Há, desde logo, toda uma moralidade dos limites do mercado por repensar numa fase em que é tal o prestígio e o poder da sua razão de existir, que torna minoritário o discurso político não vazio e capaz de provocar qualquer mudança.

 

Nem o estrondoso fracasso dos mercados financeiros em 2008 reduziu a aura de totalidade. Por incrível que possa parecer, a crise mais grave dos últimos oitenta anos fragilizou mais governos do que bancos. Bem sei que houve movimentos como o Ocupar Wall Street, mas uma discussão aprofundada sobre o papel dos mercados continua por fazer. O resultado mais palpável é o afastamento dos cidadãos da política que é o que parece interessar aos fervorosos adeptos da sociedade de mercado. E nada há fazer? Claro que sim e existem ideias consistentes. Desde logo, afastar as questões escolares do mercado. É um tema vasto que fica para outro post.

 

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Sexta-feira, 18.12.15

 

 

 

 

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Domingo, 22.11.15

 

 

 

Depois de ter mentido em campanha com os juros ganhos pelo Estado no BES, conheceu-se agora mais esta cratera. O ainda primeiro-ministro terá um nariz que, sem mais espaço para crescer, também recorrerá a coreografias mais ambientais.

 

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Sexta-feira, 13.11.15

 

 

 

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"Em Portugal houve muito crédito ao privado, mas não é fácil explicar exatamente porquê", disse Paul Krugman, o economista contra a austeridade, que esteve por cá em 26 de Fevereiro de 2012. Considerou-nos um país difuso e "(...)com uma história mais difícil de contar do que a da Grécia, Espanha e Irlanda. Portugal não estava assim tão mal em termos orçamentais, mas também não teve um surto de preços imobiliários". O prémio Nobel em 2008 talvez soubesse pouco do BPNBPP, BANIF e afins. Mas se lhe perguntarem agora, e lhe detalharem o caso BES, Krugman explicará exactamente.

 

 

 



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Domingo, 12.04.15

 

 

 

 

Não é recente a sensação de que o país está no pano verde. O caso GES, mais propriamente o BES e as empresas da saúde e dos seguros, deixaram valores fundamentais da comunidade à mercê do casino puro e duro. E convenhamos: os estados licenciaram os privados com base em três pressupostos: geriam melhor, faziam mais com menos e garantiam uma superioridade ética.

 

A exemplo dos negócios da água ou da luz, os denominados "sempre a facturar", a questão obedecia a um simples raciocínio: os licenciados sentavam-se em cima do que recebiam (poupanças, seguros obrigatórios ou pagamento de tratamentos de saúde) e era impossível que saíssem a perder.

 

A entrada da troika coincidiu com a chegada ao poder de uma confessada ideologia radical crente nas virtudes do mercado desregulado. A propagação foi rápida e apoiada no mainstream. Os resultados estão aí e não houve quem impedisse a transferência histórica de recursos financeiros para a classe alta somada ao desplante, no mínimo isso, dos "cofres cheios".



publicado por paulo prudêncio às 19:15 | link do post | comentar | partilhar

Quinta-feira, 09.04.15

 

 

 

 

Só num país que despreza o seu sistema escolar é que um ministro se atreve a terraplenar (Crato nem testou, tal o grau de inflamação) décadas de serviço público sem que haja um qualquer "calma aí" por parte dos poderes democráticos. É que até as opiniões, públicas e publicadas, aplaudiram a sucessão de "reformistas" no que levamos de milénio. Confiar na escola pública? Só confiamos no BES.



publicado por paulo prudêncio às 15:52 | link do post | comentar | partilhar

Sexta-feira, 27.02.15

 

 

 

Mais uma vez a deputada Mariana Mortágua é incisiva no caso BES. Desta vez foi com Zeinal Bava que até demonstrou uma boa capacidade de encaixe ao ser confrontado com o "é um bocadinho amadorismo para quem ganhou tantos prémios". Mas é merecida a observação da deputada. Estamos todos cansados da "arrogância" das organizações que espremidas não passam do mais datado funcionalismo do século passado e, neste caso, com sérios prejuízos para o etário público. Mas o melhor é ver o vídeo.

 

 



publicado por paulo prudêncio às 10:30 | link do post | comentar | partilhar

Sábado, 07.02.15

 

 

 

 

Como há tempos escrevi, é inaceitável que Mário Soares avise um juiz para ter cuidado. Mas o que é que levará Mário Soares a mais um excesso?

 

O fundador do PS conhece muito bem o sistema e sabe como se financiaram durante décadas os aparelhos dos partidos e as campanhas eleitorais. Se olharmos para o rol de comprovada corrupção (só faltam mesmo os meios judiciais para que mais casos conhecessem a luz pelas grades), vemos as cortes de Soares e de Cavaco (com o CDS sempre nas sobras) ligadas às PPP´s, ao BPN, ao BCP, ao BPP, ao BES, à PT, aos submarinos, às imobiliárias como prolongamento do Estado, aos grandes escritórios de advogados, às cooperativas dos diversos graus de ensino (GPS e Grupo LENA começaram no mesmo espaço geográfico) e ficávamos aqui a tarde toda a elencar os excessos das oligarquias.

 

Talvez o que Soares não compreenda seja o óbvio: só o Sócrates?

 

Por muito que se intua que o ex-primeiro-ministro seja como "aquele-colarinho-branco-que-sujou-as-mãos-com-sangue" e que por isso, pela imprevidência, caiu às mãos dos pares, tem de se aceitar a vox populi vigente em forma de esperança grega: a lista dos seguintes não é pequena.

 

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Imagem na rede sem referência ao autor. 

 

 



publicado por paulo prudêncio às 14:42 | link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

Terça-feira, 20.01.15

 

 

 

 

Arnualt "interveio decisivamente para que fosse desbloqueado o empréstimo do Goldman Sach´s ao BES em vésperas do colapso do banco" e "já estava já no Goldman Sachs quando elogiou "o legado de Ricardo Salgado" e afirmou que "o BES é um banco profundamente estável"".

 

Esta malta, que acusava os seus críticos de uns sem-mundo, têm também um historial de delapidação do orçamento do Estado e são responsáveis pelo estado a que chegámos.

 

 

 

 

 



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Quinta-feira, 25.09.14

 

 

 

Recebi por email com pedido de divulgação:

 

 

"Estimados bloguers,
 
Acompanho com assiduidade os blogues do quarteto educativo como outros que têm o mínimo de imparcialidade e rigor técnico, como forma de reconhecimento pelo trabalho apresentado, já que não possuo as qualidades para pertencer e colaborar nesses grupos que se destacam. Dito isto, envio em anexo um artigo de um comentador do jornal Expresso que me fez revolver as entranhas, levando à náusea. Simpatizo a quem é dirigido o artigo e com o conteúdo; apenas fiquei irado de jamais ter sido escrito um artigo nos mesmos termos em relação aos ‘colaboradores’ em funções públicas.
Confesso que me assaltaram imagens pouco civilizadas, fantasiando estar vestido de negro a degolar umas quantas personalidades perante a câmara de vídeo, tal foi a revolta, raiva e indignação com que fiquei, por constatar que quem trabalha na administração pública é menos considerado que o dejeto do cão no passeio da rua…
No que respeita ao artigo, declaro que existiram vários portugueses, nos quais me incluo, que consideravam há vários anos a administração BES criminosa; e quando o exprimiam em conversas, eram rejeitados e atacados pelos que lá trabalhavam, com a cartilha psicológica que lhes tinha sido impingida no ambiente laboral.
Talvez agora, finalmente(?), percebam os sentimentos de há muitos anos, daqueles que têm como patrão o governo, e que têm sido os bodes expiatórios dos vários 'Ricardos Salgados' que por lá passaram, sendo apelidados de privilegiados em vez de vitimas. Têm sido responsabilizados, como manobra de diversão, pela porcaria que os outros fizeram, odiados, desprezados e prejudicados fortemente nas suas profissões, que dão o peito às balas, e são simplesmente 'colaboradores' como todos os outros. Para esses, que também estão a explorar à custa deles, não foi escrito um artigo de jornal a encorajá-los...
Contudo, contrariamente ao estado geral da população, empatizo sempre com todos aqueles que são vitimizados pelas decisões dos outros e considero indecente, abjeto e imoral destruírem as vidas dessas pessoas que não contribuíram para o descalabro; é pena que não haja a mesma empatia com as pessoas que trabalham em funções públicas...
E mais não revelo o que vai na minha alma, tal seria a repulsa com que ficariam se o revelasse; apenas declaro o profundo desgosto e tristeza de viver numa merda de sociedade tão culturalmente pobre..."

 

 

Mário Silva

 

 

 



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